sábado, 8 de dezembro de 2012

LIVRO: "PENSE E ENRIQUEÇA" (Pensamentos são coisas) - Napoleon Hill







O poder que prenuncia o sucesso é o poder da mente. Como fazer com que a vida diga SIM, em vez de NÃO, aos seus planos e ambições.



NA VERDADE, pensamentos são coisas, e coisas bem poderosas quando se unem a propósitos definidos, persistência e um ardente desejo de serem traduzidos em riquezas ou outros objetos materiais.



Há alguns anos, Edwin C. Barnes descobriu quanto é verdade que os homens realmente pensam e enriquecem. A descoberta não se deu de uma vez. Chegou aos poucos, começando com o ardente desejo de se tornar sócio do grande Thomas Edison.



Thomas Edison

Thomas Alva Edison foi nada menos que o inventor da lâmpada incandescente. Ele também inventou uma máquina de filmar chamada cinetógrafo, uma caixa para ver as imagens filmadas denominada cinetoscópio, dentre outros. Ao todo, há 1093 patentes de inventos registradas no nome de Edison.

É por isso que até hoje o nome de Edison é reverenciado no mundo inteiro e, para muita gente, não dá para acender uma lâmpada sem lembrar-se do inventor. Aliás, foi por isso que a lâmpada se tornou num símbolo de ideia fértil.

Coletamos algumas frases desse gênio que vale:
“A genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração”;
“Nossa maior fraqueza é a desistência. O caminho mais certeiro para o sucesso é sempre tentar apenas uma vez mais”;
“Uma experiência nunca é um fracasso, pois sempre vem demonstrar algo”;
“Maldição, aqui não há regras - estamos tentando realizar alguma coisa”;
“Boa sorte é o que acontece quando a oportunidade encontra o planejamento”;
“Se quiser ter uma boa idéia, tenha uma porção de idéias”;
“A insatisfação é a principal motivadora do progresso”;
“Mostre-me um homem 100% satisfeito e eu lhe mostrarei um fracassado”;
“Eu não falhei, encontrei 10 mil soluções que não davam certo”;
“Quem não se resolve a cultivar o hábito de pensar, perde-se o maior prazer da vida”.

Essas características frases de Edison nos demonstram que a perseverança, o trabalho, o levantamento de ideias, o aprendizado com as derrotas, a quebra de hábitos ou regras limitantes, o planejamento, a preparação, a insatisfação com as coisas ruins, o hábito de pensar, tudo isso deve ter espaço dentro de uma pessoa, no desenvolvimento de seus talentos, na superação pessoal, na conquista do sucesso.

E nós acreditamos que – assim como essa palestra motivacional que Thomas Edison acaba de nos dar com suas frases poderosas – a motivação, a alegria para a descoberta e para a vida, devem partir de dentro de cada um de nós. Mas para isso é preciso se conhecer e saber qual caminho trilhar.

Uma das características principais desse desejo era o de ser definido. Queria trabalhar com Edison e não para ele. Observe cuidadosamente a descrição de como procedeu para traduzir o desejo em realidade e terá, então, maior compreensão dos princípios que conduzem à riqueza.



Quando tal desejo ou impulso passou, pela primeira vez, em sua mente, não se achava ainda em condições de agir. Duas dificuldades se interpunham em seu caminho: não conhecia Edison, nem podia pagar a passagem de trem para East Orange, em New Jersey.



Essas dificuldades teriam sido suficientes para desanimar a maioria dos homens, de fazer qualquer tentativa de levar avante o desejo. Mas o desejo que ele nutria não era um desejo comum!

Edison Olhou para Ele...

Apresentou-se no laboratório de Edison, anunciando que viera para fazer negócios com o inventor. Referindo-se ao primeiro encontro Barnes-Edison, disse esse último, anos mais tarde:

“Lá estava ele diante de mim, parecendo um camarada comum; mas havia algo na expressão de seu rosto, que transmitia a impressão de que estava decidido a conseguir o que buscava. Eu aprendera, em longos anos de experiência com os homens, que quando alguém realmente deseja uma coisa tão intensamente, a ponto de arriscar todo o futuro numa simples jogada para consegui-la, não poderá deixar de ser bem sucedido. Dei-lhe a oportunidade que pedia, porque percebi que resolvera não arredar pé enquanto não obtivesse êxito. Acontecimentos subsequentes comprovaram que não houvera erro.”

Não podia ter sido a aparência do jovem que lhe garantira a oportunidade no escritório de Edison, pois essa era contra ele. O que contou foi o que ele pensava.

Barnes não conseguiu ser sócio de Edison na primeira entrevista. O que conseguiu foi a oportunidade de trabalhar nos estabelecimentos de Edison, por um salário bastante insignificante.

Passaram-se meses. Aparentemente, nada acontecia que aproximasse o ambicionado objetivo que Barnes se impusera como seu principal propósito absoluto. Mas, algo de importante acontecia na mente de Barnes. Intensificava, constantemente, seu desejo de tornar-se sócio de Edison.

Psicólogos acertaram ao dizer que “quando alguém está realmente pronto para alguma coisa, essa coisa não deixa de aparecer.” Barnes estava pronto para uma sociedade comercial com Edison. Além disso, estava decidido a perseverar nisso até obter o que procurava.

Não dizia a si mesmo: “Bem, o que adianta? Acho que vou mudar de ideia e tentar um emprego de vendedor.” O que dizia era: “Vim aqui para fazer negócios com Edison e atingirei a meta, mesmo que leve o resto de minha vida.” E estava mesmo decidido! Que história diferente teriam os homens para contar se adotassem um propósito definido e, permanecessem firmes nele até vê-lo transformado em ardente obsessão!

Talvez o jovem Barnes não o soubesse na época, mas sua determinação férrea, a persistência em apoiar-se num simples desejo, estavam destinados a vencer qualquer oposição e trazer-lhe a oportunidade que procurava.

A OPORTUNIDADE VEIO PELA PORTA DOS FUNDOS

Quando chegou a oportunidade, apareceu de forma diferente e de uma direção diferente da que Barnes esperava. Este é um dos truques da oportunidade. Tem o hábito astuto de penetrar pela porta dos fundos, disfarçada, por vezes, de desgraça ou de derrota temporária. Por isso, talvez, e que tantos deixam de reconhecê-la.

Edison acabara de aperfeiçoar um novo invento para escritório, chamado, na época, de “Máquina de Ditar Edison”. Os vendedores não estavam entusiasmados com a máquina. Não acreditavam poder vendê-la sem grande esforço.

Barnes sabia que poderia vender a máquina, sugerindo-o a ele, que imediatamente lhe deu a chance. Conseguiu vendê-la, e tão satisfatoriamente, que Edison lhe deu um contrato de distribuição e vendas de âmbito nacional. Dessa sociedade comercial nasceu a riqueza, em dinheiro, de Barnes, mas ele fez algo infinitamente maior. Provou que se pode, realmente, pensar e enriquecer.

Quanto de dinheiro lhe valeu seu desejo original, não posso saber. Talvez lhe trouxesse dois ou três milhões de dólares, mas a quantia, seja qual for, torna-se insignificante comparada à qualidade maior que adquiriu, através do conhecimento de que um impulso intangível de pensamento pode ser transformado em prêmios materiais, aplicando-se os princípios conhecidos.

Barnes literalmente pensou numa sociedade com o grande Edison! Pensou numa fortuna. Nada tinha para começar, exceto a capacidade de saber o que queria e a determinação de persistir no desejo até realizá-lo.

O HOMEM QUE DESISTIU CEDO DEMAIS

Uma das causas de fracasso mais comuns é o hábito de desistir, quando se é acometido de derrota temporária. Todos são culpados desse erro, numa ou noutra ocasião.

Um tio de R. U. Darby foi atingido pela “febre do ouro”, nos dias da corrida do ouro e lá se foi para o Oeste, para escavar e enriquecer. Nunca ouvira dizer que mais ouro fora extraído dos pensamentos dos homens do que jamais saíra da terra. Fez valer seus direitos e foi trabalhar de pá e picareta.

Após semanas de trabalho, foi recompensado pela descoberta do minério reluzente. Precisava de máquinas para trazer o minério para a superfície. Sem alarde, cobriu a mina, refez as pegadas que o levavam a sua casa, em Williamsburg, Maryland e contou aos parentes e a alguns vizinhos do “achado”. Reuniram dinheiro para as máquinas necessárias e mandaram-nas por navio. O tio e Darby voltaram ao trabalho na mina.

O primeiro carro de minério foi extraído e enviado a uma fundição. O que voltou demonstrou que possuíam uma das mais ricas minas de Colorado! Com algumas cargas mais do minério, poderiam saldar as dívidas. Depois viriam os enormes lucros.

As perfuratrizes penetraram na terra, enquanto aumentavam as esperanças de Darby e seu tio. Então, algo aconteceu. O veio de minério de ouro desapareceu! Tinham chegado ao fim do arco-íris e o pote de Ouro não mais estava lá. Continuaram a perfurar, tentando, desesperadamente, encontrar o veio de novo – tudo em vão.

Finalmente, resolveram desistir.

Venderam a maquinaria a um negociante de ferro velho, por algumas centenas de dólares e levaram o trem de volta. O dono do ferro velho chamou um engenheiro de minas, para que examinasse a mina e fizesse uns cálculos. O engenheiro concluiu que o projeto falhara porque os donos não estavam habituados às “linhas falhas”. Seus cálculos mostraram que o veio seria encontrado a apenas um metro de onde os Darby tinham parado de perfurar! Foi exatamente onde o encontraram!

O homem do ferro velho retirou milhões de dólares em minério, da mina, porque foi suficientemente esperto para procurar o conselho de um perito, antes de desistir.

SUCESSO A UM PASSO ALÉM DA DERROTA

Longo tempo depois, Darby recuperou a perda, com grande margem, quando fez a descoberta de que o desejo pode transformar-se em ouro. A descoberta teve lugar depois que entrou no ramo de vendas de seguros de vida.

Lembrando-se de que perdera enorme fortuna por ter parado a três passos do ouro, Darby lucrou com a experiência, em seu trabalho, pelo método simples de dizer a si mesmo: “Parei a três passos do ouro, mas jamais pararei porque os homens me dizem ‘não’, ao meu pedido de que comprem seguro de vida.”

Darby tornou-se parte de um pequeno grupo de homens que vendem, anualmente, mais de um milhão de dólares. Deve sua persistência a ação que aprendeu com sua desistência no ramo da mineração do ouro.

Antes que o sucesso chegue na vida de qualquer homem, ele encontrará, com certeza, muitas derrotas temporárias e, talvez, algum fracasso. Quando a derrota alcança homem, a coisa mais fácil e lógica a fazer é desistir. É o que faz exatamente, a maioria das pessoas.

Mais de cinco mil dos homens de maior sucesso que este país jamais teve, contaram ao autor que seu maior êxito chegou justamente a um passo além do ponto em que a derrota os alcançara. O fracasso é um malandro com aguçado senso de ironia e astúcia. Sente grande prazer em derrotar a pessoa, quando o êxito esta quase ao seu alcance.

A CRIANÇA QUE DOMINOU O HOMEM

Pouco depois que Darby se formou na “Escola dos Golpes Duros”, decidindo aproveitar a experiência que tivera no ramo da mineração do ouro, teve a sorte de estar presente numa ocasião que lhe demonstrou que um “Não” não precisa, necessariamente, significar não.

Uma tarde, ajudava o tio a moer trigo num moinho antigo. O tio dirigia uma grande fazenda, em que viviam alguns colonos de cor, partilhando a colheita. Silenciosamente, abriu-se a porta e uma criança de cor, pequena, filha de um dos arrendatários, entrou, parando ao lado da porta.

O tio ergueu os olhos, e, vendo a criança, berrou-lhe, asperamente: “o que é que você quer?”

Medrosa, a criança respondeu: “Mamãe dize para mandar cinqüenta centavos para ela.”

“Não o farei”, retorquiu o tio, “e agora corra para casa.”
“Si, sinhô”, disse a menina, mas não se moveu.

O velho continuou o serviço e, estava tão entretido, que nem percebeu que a criança não ia embora. Ao erguer os olhos, deparou com ela no mesmo lugar; gritou-lhe: “Já lhe disse que fosse para casa. Agora vá, senão vou bater em você”.

“Si, sinhô”, respondeu a criança, mas não se mexeu.

O tio largou um saco de farinha que ia despejar no funil, apanhou um bastão do barril e se dirigiu a criança com uma expressão que indicava barulho.

Darby conteve a respiração. Estava certo de que testemunharia uma violência. Sabia que o tio tinha um temperamento feroz.

Quando este chegou ao lugar em que estava a menina ela deu um passo à frente, rapidamente, olhou-o nos olhos e gritou no tom mais alto de sua voz aguda: “Minha mãe têm de ter os cinqüenta centavos!”

O tio parou, olhou-a por um momento, depois colocou o pau no chão, e, tirando do bolso meio dólar, deu-o a criança.

Esta pegou o dinheiro e se afastou, devagar, em direção a porta, sem tirar os olhos, por um minuto sequer, do homem que acabara de dominar. Depois que ela se foi, o tio se sentou numa caixa e ficou a olhar pela janela, para o espaço, por mais de dez minutos. Refletia, horrorizada, sobre a “surra” que levara.

Darby também raciocinava. Fora a primeira vez, em toda a sua experiência, que vira uma criança de cor dominar uma pessoa adulta branca. Como o fizera? O que sucedera ao tio que o fizera perder a ferocidade e se tornar dócil como um cordeiro? Que estranho poder usara a criança, que a tornara dona da situação? Estas e outras perguntas semelhantes passavam pela mente de Darby, mas ele só encontraria a resposta anos mais tarde, quando me contou a história.

E, coisa estranha: esta experiência incomum foi contada ao autor no velho moinho, no próprio local em que o tio sofrera a derrota.

O “SIM” POR TRÁS DO “NÃO”

Enquanto estávamos naquele velho moinho poeirento, Darby repetiu a história da estranha conquista e terminou, indagando: “Qual a conclusão que tira disso? Que estranho poder usou a criança, a ponto de conseguir vencer tão completamente meu tio?”

A resposta será encontrada nos princípios descritos neste livro. É uma resposta total e completa. Contem pormenores e instruções suficientes para permitir a qualquer um entender e aplicar a mesma força na qual a criança tropeçou acidentalmente.

Conserve a mente alerta e observara exatamente o estranho poder que veio salvar a menina. Terá um vislumbre desse poder no capítulo seguinte. Algures, neste livro, encontrara a ideia que aguçara seus poderes receptivos, colocando, sob suas ordens, em seu próprio benefício, o mesmo poder irresistível. A percepção de tal poder pode chegar-lhe no primeiro capítulo, ou perpassar-lhe a mente em algum dos subsequentes. Pode chegar na forma de uma única ideia, ou como um plano ou propósitos. Ou, ainda, pode fazer com que volte às experiências anteriores de derrota, trazendo a superfície alguma lição pela qual poderá recuperar tudo o que perdeu através da derrota.

Depois que descrevi a Darby o poder inadvertidamente empregado pela criança, ele logo rememorou seus trinta anos de experiência como vendedor de seguros de vida” reconhecendo, com franqueza, que o sucesso alcançado neste ramo, devia-o, e muito, a lição que aprendera com a menina.

Darby salientou: “Todas às vezes que um cliente em potencial tentava levar-me na conversa, sem comprar, eu via aquela criança, parada no velho moinho, os grandes olhos fulgurantes de desafio e dizia a mim mesmo: ‘Tenho de conseguir esta venda’. A melhor parte das vendas se processou depois que as pessoas diziam ‘Não’.”

Recordou, também, o erro que cometera, ao recuar a apenas três passos do ouro. “Mas”, afirmou, “aquela experiência não passou de uma benção disfarçada. Ensinou-me a continuar continuando, por mais duro que fosse, lição essa que eu tinha de aprender, antes de poder ter êxito no que quer que fosse.”

As experiências de Darby eram bastante comuns e simples, mas continham a resposta aos desígnios da vida; portanto, eram-lhe tão importantes quanta a própria vida. Aproveitou as duas experiências dramáticas porque as analisou, encontrando a lição que ensinavam. Mas o que acontece ao homem que não possui nem tempo, nem vontade de estudar o fracasso, em busca do conhecimento que pode conduzir ao sucesso? Onde e como aprenderá ele a arte de converter a derrota em trampolins para a oportunidade?

Em resposta a essas perguntas e que este livro foi escrito.

COM UMA IDEIA SENSATA VOCÊ ALCANÇARÁ SUCESSO

A resposta exigiu a descrição de treze princípios, mas lembre-se, ao ler, que a resposta que você procura as perguntas que o fizeram refletir sobre a singularidade da vida, pode ser encontrada em sua própria mente, por meio de alguma ideia, plano ou propósito, aptos a surgir na mente, durante a leitura.

Uma ideia sensata é tudo o que necessitamos para alcançar sucesso. Os princípios descritos neste livro contem os meios e modos de criar idéias úteis.

Antes de prosseguirmos abordando a descrição de tais princípios, acreditamos que você merece receber essa importante sugestão:

Quando as riquezas começam a vir, vem com tal rapidez, em tal abundância, que a gente se pergunta onde se escondiam durante todos aqueles anos estéreis.

Esta é uma declaração surpreendente, ainda mais se tomarmos em consideração a crença popular de que a riqueza só vem aos que trabalham duramente e por longo tempo.

Quando você começar a pensar e a enriquecer, observará que a riqueza começa com um estado de espírito, com decisão e propósito, com trabalho pequeno ou árduo. Você e todos os outros devem estar interessados em saber como se adquire o estado de espírito que atrai riquezas. Eu passei vinte e cinco anos pesquisando, porque também quis saber “quão ricos os homens se tornam desse modo.”

Observe atentamente: assim que você dominar os princípios desta filosofia e começar a seguir as instruções para a aplicação daqueles princípios, seu estado financeiro começará a melhorar e tudo o que você tocar começará a transformar-se numa vantagem em seu próprio benefício. Impossível? Absolutamente!

Uma das principais fraquezas humanas é a familiaridade do homem comum com a palavra “impossível”. Sabe todas as regras que não dão certo. Sabe todas as coisas que não podem ser feitas. Este livro foi escrito para os que procuram as regras que tornam os outros bem sucedidos e estão dispostos a arriscar tudo nessas regras.

O sucesso chega àqueles que têm a consciência do sucesso.

O fracasso vem aos que, com indiferença, se tornam cônscios do fracasso. 

O objetivo deste livro é ajudar aos que procuram aprender a arte de mudar suas atitudes, de fracasso consciente a sucesso consciente.

Outra fraqueza, encontrada em gente demais, e o hábito de medir tudo e a todos, por suas próprias impressões e crenças. Algumas pessoas que lerem isto acreditam que não poderão pensar e enriquecer, porque seus hábitos de raciocínio foram calcados na pobreza, necessidade, miséria, fracasso e derrota.

Essa gente infeliz lembra-me um chinês proeminente, que foi a América para ser educado no sistema americano. Frequentou a Universidade de Chicago. Um dia, o Presidente Harper encontrou o jovem oriental no pátio, parou para bater um papo com ele, durante alguns minutos, terminando por indagar o que é que mais o impressionara como sendo a característica principal do povo americano.

“Ora!”, exclamou o estudante, “a estranha forma dos olhos. Vocês têm os olhos puxados!”

O que dizemos nós dos chineses? Recusamos acreditar naquilo que não compreendemos. Cremos, tolamente, que nossas próprias limitações são a medida certa das limitações. Certamente os olhos dos outro “estão puxados, porque não são iguais aos nossos". 

“O QUERO E O OBTEREI”

Quando Henry Ford decidiu produzir seu famoso motor V-8, quis construir um motor com todos os oito cilindros colocados num só bloco. Deu aos engenheiros as instruções necessárias para fazer um projeto da máquina. O desenho foi feito no papel, mas os engenheiros concordaram, unanimemente, em que era impossível engastar um motor de oito cilindros numa só peça.

Ford disse: “Façam-no de qualquer maneira.”
“Mas”, replicaram, “é impossível!”
“Continuem”, ordenou Ford, “e permaneçam no serviço até conseguirem, não importa quanta tempo leve.”

Os engenheiros continuaram. Nada mais lhes restava fazer senão permanecer no quadro da Ford. Passaram-se seis meses e nada aconteceu. Outros seis meses se passaram e ainda. Os engenheiros tentavam todos os planos concebíveis para executar as ordens, mas a coisa parecia fora de dúvida: “impossível!”

No fim do ano, Ford conferenciou com os engenheiros, que novamente lhe informaram que não tinham encontrado jeito de executar-lhe às ordens.

“Vão em frente”, teimou Ford. “Quero-o e o obterei.” Prosseguiram, então, e, como por passe de mágica o segredo foi descoberto.

A determinação de Ford vencera mais uma vez!

Talvez esta história não tenha sido descrita com absoluta precisão, mas em resume e no conteúdo, está correta. Tire suas deduções, você que quer pensar e enriquecer, do segredo dos milhões Ford, se puder não será precise procurar muito.

Henry Ford foi um sucesso, porque entendeu e aplicou os princípios do sucesso. Um deles é o desejo, o conhecimento do que se quer. 

Lembre-se da história de Ford enquanto lê e assinale as linhas nas quais o segredo de sua estupenda realização foi descrita. Se puder fazê-lo, se puder apontar o determinado grupo de princípios que tornaram Henry Ford rico, você poderá igualar-lhe os feitos, em quase qualquer dos ramos para os quais têm vocação.

UM POETA PERCEBEU A VERDADE

Quando Henley escreveu estas linhas proféticas: “Sou o dono do meu destino, capitão da minha alma”, deveria ter-nos informado que se somos donos do nosso destino e capitães da nossa alma é porque temos o poder de controlar nossos pensamentos.

Deveria ter-nos contado que nosso cérebro fica magnetizado pelos pensamentos dominantes que abrigamos na mente e que, por meios que não são familiares a nenhum homem, esses “imãs” atraem para nós as forças, pessoas, circunstâncias da vida que se harmonizam com a natureza dos nossos pensamentos dominantes.

Deveria ter-nos contado que, antes de podermos acumular riquezas em abundância, devemos imantar nossas mentes com um desejo intenso de riquezas; devemos tornar-nos desejosos de dinheiro, até que esse desejo nos leve a criar planos definidos para adquiri-lo.

Mas, sendo poeta e não filósofo, Henley contentou-se em declarar a grande verdade em forma poética, deixando aos que o seguiram a interpretação filosófica de suas linhas.

Pouco a pouco a verdade se revelou, até que agora parece certo que os princípios descritos neste livro contem o segredo do domínio de nosso destino econômico.

UM JOVEM COMPREENDE SEU DESTINO

Estamos prontos, agora, a examinar o primeiro destes princípios. Mantenha o espírito aberto e lembre-se, ao ler, de que não são invenção de ninguém em particular. Os princípios funcionaram para muitos. Você poderá empregá-los em seu próprio e duradouro benefício.

Achará fácil e não difícil, fazê-lo.

Há alguns anos, fiz o discurso de formatura no Salem College, em Salem, na Virginia Ocidental. Salientei o princípio descrito no capítulo seguinte, com tal intensidade, que um dos membros da classe de bacharelandos apropriou-se dele completamente, tornando-o parte de sua própria filosofia. O jovem se tornou deputado e fator importante na administração Franklin D. Roosevelt. Escreveu-me uma carta, que tão claramente refletia sua opinião sobre o princípio esboçado no capítulo seguinte, que resolvi publicá-la, como introdução ao referido capítulo. Fornece uma ideia das compensações futuras:
Meu Caro Napoleon
Minha tarefa, como membro do Congresso, tendo-me dado compreensão dos problemas de homens e mulheres, faz com que lhe escreva, para oferecer-lhe uma sugestão que poderá ser útil a milhares de pessoas dignas.
Em 1922, quando fez o discurso de formatura no Salem College, era eu um dos bacharelandos. Naquele discurso, o senhor implantou-me no mente a ideia que foi responsável pela oportunidade que tenho agora de servir ao povo de meu Estado, e será responsável, em grande escala, por qualquer futuro sucesso que possa ter.
Lembro-me, como se fosse ontem, da maravilhosa descrição do método pelo qual Henry Ford, com muito pouca instrução, sem um centavo, sem amigos influentes, se elevou a grandes alturas.
Resolvi, então, antes mesmo de terminado o seu discurso, que lutaria por um lugar para mim, não importando as dificuldades que tivesse de vencer.
Milhares de jovens terminarão os estudos este ano e dentro dos próximos anos. Cada um deles procurará exatamente tal mensagem de estímulo prático, como a que recebi do senhor. Quererão saber para onde se dirigir, o que fazer para começar a vida. O senhor poderá contar-lhes, porque já ajudou a resolver os problemas de tanta gente.
Há milhares de pessoas na América, hoje em dia, que gostariam de saber como converter ideias em dinheiro, pessoas que têm de começar do nada, sem dinheiro e indenizar-se das perdas. Se alguém pode ajudá-los, esse alguém é o senhor.
Se publicar o livro, gostaria de possuir o primeiro exemplar que sair da máquina, pessoalmente autografado pelo senhor.
Com os melhores votos, creia-me
Cordialmente seu,
JENINGS RANDOLPH



Trinta e cinco anos depois de ter feito o discurso, tive o prazer de voltar ao Salem College em 1957 e fazer o discurso especial de despedida, por ocasião da formatura da turma. Foi-me então concedido o título de Doutor Honoris Causa de Literatura.


Desde 1922, venho observando Jenings Randolph, que se elevou a diretor de uma das linhas aéreas mais importantes da nação, grande e inspirado orador e senador dos Estados Unidos, pela Virginia Ocidental.



PONTOS A FIXAR:



Tal qual Edwin Barnes, um homem pode estar mal vestido e sem dinheiro, mas seu desejo ardente poderá trazer-lhe a oportunidade de sua vida.

Quanto mais você trabalhar na direção certa, mais próximo estará do sucesso. Muita gente desiste quando o sucesso está a seu alcance. Deixam-no para que outros o arrebatem.


Propósito é a pedra angular, de qualquer realização, grande ou pequena. Um homem forte poderá ser derrotado por uma criança que tenha o propósito. Mude seus hábitos de pensar sobre o significado de sua tarefa e conseguirá, muitas vezes, alcançar o aparentemente impossível.


Como Henry Ford, você poderá transmitir aos outros sua fé e persistência e conseguir fazer bem o “impossível”.


Tudo o que a mente humana pode conceber e acreditar, poderá alcançar.



Continuarei a transcrever os 13 passos descritos 
por Napoleon Hill no livro: "Pense e Enriqueça" 
nos próximos posts aqui no Blog "Sou Sentimentos...".
Para quem gosta!!! 
Continue acompanhando os próximos capítulos (risos!)
Abraços, 
Roberta Carrilho




LINKS QUE COMPLEMENTAM A LEITURA
Veja também:

LIVRO: "PENSE E ENRIQUEÇA" 
PENSAMENTOS SÃO COISAS

PASSO NÚMERO 1 
DESEJO 
PASSO NÚMERO 2 
FÉ E CONFIANÇA 
PASSO NÚMERO 3 
AUTO-SUGESTÃO
PASSO NÚMERO 4 
CONHECIMENTO ESPECIALIZADO
PASSO NÚMERO 5 
IMAGINAÇÃO
PASSO NÚMERO 6 
PLANEJAMENTO ORGANIZADO
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-6.html

PASSO NÚMERO 7
DECISÃO
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-7.html

PASSO NÚMERO 8
PERSISTÊNCIA

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-8.html

PASSO NÚMERO 9
PODER DA MENTE SUPERIOR

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-9.html

PASSO NÚMERO 10
MISTÉRIO DA TRANSMUTAÇÃO SEXUAL

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-10.html

PASSO NÚMERO 11
O SUBCONSCIENTE

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-11.html

PASSO NÚMERO 12
O CÉREBRO

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-12.html

PASSO NÚMERO 13
O SEXTO SENTIDO

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-13.html

OS SEIS FANTASMAS DO MEDO
Napoleon Hill
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-os-seis.html



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