quinta-feira, 30 de abril de 2015

FOTOS RARAS E TOCANTES DO ÚLTIMO ANO DE VIDA DE FRIDA KAHLO por Suelen Figueiredo e uma série desde a infância por


As fotografias são de Gisèle Freund (1908-2000) e mostram a intimidade da artista tão renomada e talentosa nos seus últimos anos de vida. Freund, que fugiu da Alemanha nazista em 1933 e tornou-se uma das maiores fotógrafas de retratos da história, conheceu o casal lendário Kahlo e Diego Rivera, quando ela embarcou em uma viagem de duas semanas para o México em 1950.


A princípio, a fotógrafa iria passar apenas 15 dias na casa dos “Kahlos”, mas esse tempo se estendeu por dois anos, o que fez com que ela registrasse momentos únicos, inéditos e comuns de Frida. Muitas das fotos nunca foram publicadas antes do lançamento do livro Frida Kahlo: O Freund Fotografia Gisèle, que aconteceu em março desse ano, celebra e honra a beleza e índole dela.










Fonte: http://iphotochannel.com.br/index.php/retrato/fotos-raras-e-tocantes-do-ultimo-ano-de-vida-de-frida-kahlo/


Série de fotos Frida Kahlo desde a infância a fase adulta

Conhecemos Frida Kahlo por suas intensas pinturas, mas nem sempre temos a chance de ver fotografias que documentaram sua vida. Embora muitas das fotos em que apareça a mexicana esteja rodeada de mulheres ou ao lado de seu marido, Diego Rivera, existem imagens menos conhecidas que mostram a adolescência de Frida e sua doce infância na La Casa Azul (“A Casa Azul”, em português), residência em que viveu boa parte da vida ao lado de sua família, em Cocoyacán, Cidade do México.

As fotos foram tiradas por fotógrafos profissionais da época e também por seu pai, Guillermo Kahlo. As paredes de azul cobalto, que davam nome à casa, perdem sua cor nas fotos a preto e branco, mas a feição da pequena Frida, sempre próxima de sua mãe e irmãs, é inconfundível. Assobrancelhas grossas, uma de suas marcas pessoais, também se destaca nas imagens.

Em 2014, o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, recebeu a exposição “Frida Kahlo – as suas fotografias“, um acerto que reuniu 240 fotos do arquivo pessoal da artista, com registros da infância à fase adulta.

Confira algumas das fotografias:















Todas as fotos via Vintage Everyday - http://www.hypeness.com.br/2015/01/serie-de-fotos-documenta-a-vida-da-pintora-frida-kahlo-desde-a-infancia/

FRIDA KAHLO: 
A ARTE ENTRE SANGUE E CORES

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón nasceu em 6 de julho de 1907, na Cidade do México. Mulher e latino-americana, eternizou-se na cultura humana como uma de suas mais brilhantes artistas.

Criando, ela elaborou suas dores e frustrações, produzindo com os pincéis e as tintas um novo universo. Repleto de carga dramática, o seu mundo subjetivo projetado nas telas é visceral, intenso e colorido.


Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón nasceu em 6 de julho de 1907, na Cidade do México. Mulher e latino-americana, eternizou-se na cultura humana como uma de suas mais brilhantes artistas.

Quando criança, a pequena Frida contraiu poliomielite, doença que a deixou acamada por um longo período de tempo. Dessa experiência, herdou limitações físicas que levou para toda a vida. Seu universo imaginário, porém, expandiu-se: ela inventava amigos e personagens que lhe faziam companhia em sua convalescença.

Mais tarde, a jovem que sonhava em ser médica entrou para a Escola Preparatória Nacional, conhecida como a melhor instituição de ensino do México. Lá, fez contato com as maiores cabeças pensantes do país. Foi apresentada a Diego Rivera (que se tornaria o seu amor, marido e obsessão) e Alejandro Gemes Arias, um líder estudantil que foi o seu primeiro namorado.


No dia 17 de setembro de 1925, a colisão entre um bonde e um ônibus de madeira alterou de forma drástica a sua vida. Ela estava no ônibus, acompanhada de Alejandro, e foi gravemente atingida pela força do impacto e por um corrimão de ferro que a atravessou. Teve hemorragia, e quando a Cruz Vermelha chegou para prestar socorros, ela reluzia a ouro. Um trabalhador civil que também estava no ônibus carregava consigo um pó dourado que, no acidente, misturou-se ao corpo e ao sangue de Frida.

Esse encontro traumático com o real transformou-a para sempre. A barra de ferro que a atingiu entrou pelo quadril e saiu pela vagina. “Perdi minha virgindade” (HERRERA,2011,p.70), ela disse.

Sexo e morte.

Os médicos não sabiam dizer se Frida sobreviveria, mas o seu desejo de viver era intenso. Viveu e permaneceu convalescente no hospital durante um mês; deitada de costas, fechada em uma estrutura de gesso, semelhante a um sarcófago. Durante a hospitalização, escreveu cartas a Alejandro e recebeu visitas de amigos e conhecidos.

Foi enquanto se recuperava do acidente que começou a pintar, e o seu primeiro autorretrato foi um presente para Alejandro. Antes, ela pintou alguns retratos de amigos e familiares. Sobre sua iniciação na pintura, relatou:

“Eu nunca pensei em pintura até 1926, quando fiquei de cama por causa de um acidente automobilístico. Eu estava morrendo de tédio na cama, com um colete de gesso, então decidi fazer alguma coisa. Roubei do meu pai algumas tintas e óleo, e a minha mãe encomendou pra mim um cavalete especial porque eu não conseguia ficar sentada, e comecei a pintar.” (HERRERA, 2011, p. 85-86)

Em sua história, Frida passou por, aproximadamente, 40 procedimentos cirúrgicos.

Assim, a partir de uma experiência devastadora e traumática, nasceu uma artista realmente incontrolável.

Frida Kahlo jamais parou de pintar.

Estabeleceu um relacionamento amoroso, e muito passional, com Diego Rivera. Casaram-se, separaram-se, uniram-se, enfim.

"Tive dois acidentes na vida. Um foi automobilístico, o outro foi Diego."

Sua arte virou a sua forma – única – de saber fazer aí com o real.

Tornou-se reconhecida também por seu estilo pessoal de vestir-se. Usava vestimentas tehuanas, características das mulheres de Tehuantepec , uma cultura matriarcal do México. Tais vestes encobriam, com traços de força e sensualidade, as suas limitações corporais. Com beleza, ela velava os vestígios do horror que a haviam marcado, irremediavelmente.


Criando, ela elaborou suas dores e frustrações, produzindo com os pincéis e as tintas um novo universo. Repleto de carga dramática, o seu mundo subjetivo projetado nas telas é visceral, intenso e colorido. “[…] quando o acidente mudou meu caminho, muitas coisas me impediram de realizar os desejos que todo mundo considera normais, e pra mim nada pareceu mais normal do que pintar o que não havia sido realizado.” (HERRERA, 2011, p. 98)

“Eu provoco e rio da morte, para que ela não leve a melhor.”
FRIDA KAHLO: 
a arte entre sangue e cores.







Publicado em artes e ideias por Taoana Aymone Padilha
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