sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

HOJE É UM DIA ESPECIAL - DIA DO FOTÓGRAFO (08 DE JANEIRO) por Roberta Carrilho



Olhar com o coração é fundamental para ser um fotógrafo. Pois, fotografia é assim... poesia composta de luz, momentos e sentimentos.
Roberta Carrilho

Eu amo fotografias... é uma das artes que mais me emociona.


Parabéns a todos vocês fotógrafos(as) profissionais ou não. Esta arte é para poucos, só os mais sensíveis conseguem registrar um instante para eternidade.






terça-feira, 5 de janeiro de 2016

EU ME PREPARANDO ... 2016 por Roberta Carrilho

Eu me preparando... 
Que venham as oportunidades que busco em 2016. 
Tô na vibe dos 3 FFF's: 
Com Foco, Força e Fé! 
Roberta Carrilho 


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

IMPOTENTES E FRUSTRADOS SÃO OS MAIS AGRESSIVOS NA INTERNET por BBC Brasil


Pamela Rutledge é diretora do Media Psychology Research Center (Centro de Pesquisas sobre Psicologia e Mídia), na Califórnia, dedicado a estudar a relações entre a mente e a tecnologia


Impotência, frustração e uma necessidade de se impor sobre outras pessoas. Assim, a psicóloga americana Pamela Rutledge, diretora do Media Psychology Research Center (Centro de Pesquisas sobre Psicologia e Mídia), na Califórnia, avalia a agressividade de muitos "comentaristas" de redes sociais em tempos de polarização política no Brasil.

Referência em um ramo recente da psicologia dedicado a estudar as relações entre a mente e a tecnologia, Rutledge ressalta que as pessoas "são as mesmas", tanto em ambientes físicos quanto virtuais. Mas faz uma ressalva sobre a impulsividade de quem dedica seu tempo a ofender ou ameaçar pessoas nas caixas de comentários de sites de notícias e páginas de política:
"Já estamos acostumados com a ideia de que nosso comportamento obedece a regras sociais, mas ainda não percebemos que o mesmo vale na internet".

Além da polarização política ou ideológica, a especialista comenta a ascensão de temas como diversidade sexual, racismo e machismo ao debate público, graças às redes sociais.
"Tudo isso já acontecia, mas não tínhamos conhecimento."

Leia os principais trechos da entrevista.

BBC Brasil - Estamos mostrando o nosso 'lado negativo' nas redes sociais?

Pamela Rutledge - As pessoas são as mesmas, online ou offline. Mas a internet tem a ver com respostas rápidas. As pessoas falam sem pensar. É diferente da experiência social offline, em que você se policia por conta da proximidade física do interlocutor. Nós já estamos acostumados com a ideia de que nosso comportamento obedece a regras sociais, mas ainda não percebemos que o mesmo vale na internet.

BBC Brasil  - No Brasil, a polarização política tem levado pessoas com visões distintas a se ofenderem e ameaçarem, tanto em comentários em sites de notícias quanto nas redes sociais. A internet estimularia o radicalismo?


Pamela Rutledge - As redes sociais encorajam pessoas com posições extremas a se sentirem mais confiantes para expressá-las. Pessoas que se sentem impotentes ou frustradas se comportam desta maneira para se apresentarem como se tivessem mais poder. E as pessoas costumam se sentir mais poderosas tentando diminuir ou ofender alguém.

BBC Brasil  - Os comentários na internet são um índice confiável do que as pessoas realmente acreditam?

Pamela Rutledge - Depende do tópico. Mas as pessoas que tendem a responder de maneira agressiva não representam o sentimento geral.

BBC Brasil  - As pessoas com opiniões menos radicais têm menos disposição para comentar do que as demais?

Pamela Rutledge - Sim. Porque os comentários agressivos têm mais a ver com a raiva das pessoas do que com uma argumentação para mudar a mente das outras. Quem parte para a agressividade, não está dando informações para trazer alguém para seu lado, estas pessoas querem apenas agredir.

BBC Brasil  -  A "trollagem", gíria de internet para piadas ou comentários maldosos sobre anônimos e famosos, muitas vezes feitos repetidamente, é vista por muita gente como diversão. Há perigos por trás das piadas?

Pamela Rutledge - No caso das celebridades que são alvo da ''trollagem'', os fãs vêm defendê-las, então, elas não costumam precisar tomar qualquer iniciativa. No caso dos anônimos, a recomendação é usar ferramentas para solução de conflitos, como encorajar seus amigos e conhecidos a não serem espectadores, mas a tomarem atitudes em defesa do ofendido. Isso não significa discutir com os autores das ofensas, porque isso alimenta os ''trolls'' e é isso que eles querem.

BBC Brasil  - Os procedimentos de segurança do Facebook e do Twitter são suficientes para proteger os alvos de bullying?


Pamela Rutledge - Seria ingênuo esperar que qualquer companhia, mesmo do tamanho do Facebook e do Twitter, seja capaz de monitorar e ajudar neste tipo de situação. E não dá para deixar só para as empresas aquilo que devemos ser responsáveis, nós mesmos. É importante que as pessoas entendam como funcionam as ferramentas e seus mecanismos para privacidade. Se a conclusão for que o Facebook não oferece o suficiente, que as pessoas se posicionem e reclamem: ''Não é suficiente''.

BBC Brasil  - Que tipo de doenças são ligadas ao uso da internet ou das redes sociais?

Pamela Rutledge - A resposta simples é não, não há doenças causadas pela internet. Há preocupações recorrentes com o vício em internet ou em redes socais. Mas vícios são doenças bastante sérias e a internet não cria personalidades com vícios. As pessoas usam as redes da mesma forma que usam álcool, jogos, chocolate, ou qualquer outra coisa que mascare problemas maiores.

BBC Brasil  - Problemas como...?

Pamela Rutledge - Falta de autoestima, depressão. É importante chegar à real causa do vício, apenas cortar a internet não muda nada.

BBC Brasil  - Temas como diversidade sexual, racismo e machismo, vistos como tabus até recentemente, são hoje bastante populares online. Como vê estes tópicos ganhando atenção?

Pamela Rutledge - É sempre positivo que as pessoas debatam e desenvolvam seu conhecimento sobre temas. Mesmo que a conversa termine de forma negativa, isso ainda vale para que se perceba o que está acontecendo a seu redor. Afinal, tudo isso já acontecia, mas não tínhamos conhecimento – e isso significa que estamos nos aproximando da possibilidade de transformá-las.

BBC Brasil  - Quais são os conselhos para os pais ajudarem seus filhos a não embarcarem nas ondas de ódio das redes sociais?

Pamela Rutledge - A primeira coisa é conversar com as crianças desde muito cedo sobre tecnologia. Muitos evitam porque não entendem bem a tecnologia. Mas a tecnologia é apenas o "lugar" onde as coisas estão acontecendo; o principal ainda são os valores. Então, se algo está acontecendo em qualquer plataforma que os pais não conheçam bem, a sugestão é que chamem as crianças e peçam que elas deem seu ponto de vista. Aí sim eles poderão entender como as crianças estão lidando com a questão e, a partir daí, decidir quais devem ser as preocupações. A responsabilidade pode ser compartilhada. É importante ensinar os filhos a pensarem criticamente.

BBC Brasil  - Muitos acham que ler históricos de conversas dos filhos ou usar apps para controlá-los é a melhor forma de ajudar as crianças. O controle é uma boa saída?

Pamela Rutledge - Os pais precisam entender que devem escutar seus filhos. Claro que cada situação tem suas características, mas geralmente controlar significa que você não conversou com eles e não lhes deu oportunidades para tomar decisões.

O problema é que, em algum momento, eles vão precisar tomar decisões por si mesmos e você não vai estar ali, nem o seu "app de controle". Então, é muito melhor dialogar, e isso costuma ser muito difícil para os pais, que tendem dizer o que os filhos devem fazer, sem conversa.








TODO MUNDO TEM SEU PREÇO por Marcelo Vitorino



No texto “O amor: sofremos porque queremos”, escrevi sobre como criamos a necessidade de uma relação praticamente impossível. Hoje, escrevo sobre o ponto de equilíbrio, aquilo que faz a relação permanecer por mais tempo, o tal preço que todo mundo tem.
Relacionamento: amor incondicional, só o de mãe
Só as mães têm amor incondicional pelos seus filhos, e olhe lá. Todas as outras esferas amorosas tem característica de troca. Via de regra ninguém gosta apenas de dar amor e não receber algo como contrapartida. Óbvio, não acha?

Se é óbvio, qual o problema com esse ponto? O problema, caro leitor ou cara leitora, é que quase ninguém dá a atenção devida para a contrapartida. A rotina ou a facilidade de ter uma pessoa ao lado que nos ama, pelo menos em teoria, faz com que fiquemos confiantes demais no amor de graça e, consequentemente, acabamos não dando a importância para o que a outra parte deseja.

Outro ponto problemático na questão é que cada um tem o seu jeito de demonstrar o amor e, conforme ficamos mais velhos, achamos que o “nosso” jeito deve bastar.

Por outro lado, cada pessoa recebe a reafirmação do amor de uma forma diferente e acha estranho que o seu par não saiba disso. Em questões de relacionamento, cada um tem seu preço para sentir-se retribuído. Você já se perguntou o que, para você, realmente importa quando se relaciona com outra pessoa, o que espera dela e o que tem para oferecer? Recomendo que o casal faça esse exercício, onde cada um responde essas três questões em um papel e troque-o depois com o seu par.

Dependendo de como os dois são abertos ao diálogo muitas surpresas podem aparecer. As vezes, coisas que parecem banais como uma escova de cabelo deixada no lugar errado, para a outra pessoa tem dimensões relevantes.

Confesso que nem sempre dediquei minha atenção para essas pequenas/grandes coisas que circulam uma relação, o que foi um erro meu. Na comunicação temos um conceito de que comunicação não é o que você expressa, mas sim o que o outro entende. Isso também serve para o amor. Muita coisa pode estar passando debaixo do seu nariz e você não está notando o mal que isso está fazendo para o seu relacionamento. Não importa se a pessoa que está com você quer um sanduíche, um sexo oral caprichado ou apenas deitar no seu colo e assistir televisão. O que importa é você estar disposto a atender o que ela quer, do jeito que ela quer.

O meio termo soa negativo
Nessas questões não pode haver meio termo. Você entrega a qualidade ou não. Satisfaz ou não. Vou exemplificar para ficar mais claro, vamos dizer que você mataria alguém por uma Banana Split, aquele sorvete que vem com uma banana. Qual seria a sua satisfação se eu te servisse apenas a banana? Ou ainda, o sorvete com um kiwi, que é a fruta que eu gosto?

Por mais gostoso que o meu kiwi esteja, não era o que você queria. Com pouca intimidade você me retribuiria apenas um sorriso amarelo. Conforme o tempo fosse passando provavelmente jogaria o sorvete e o kiwi em mim. Quer dizer então que, se não fizermos tudo o que o outro quer, ficaremos sozinhos? Não. Nessa pergunta há muitas generalizações.

Não precisamos fazer tudo o que o outro quer, precisamos cuidar daquilo que o outro diz ser importante, por mais besta que a coisa pareça ser. Caso contrário, mais dia ou menos dia a pessoa se cansa de esperar e vai embora cantarolando algum clássico como Trocando em Miúdos .

Ah… Não deixe para amanhã, para semana que vem ou para a próxima lua cheia. Tome o controle da situação expondo suas necessidades e atendendo as expectativas da outra parte.

Até mais!

Marcelo Vitorino - Blog "Mais de trinta"




domingo, 3 de janeiro de 2016

QUERO SER FELIZ TAMBÉM por Natiruts acústico



Cresça, independente do que aconteça
Eu não quero que você esqueça
Que eu gosto muito de você
Ah! Ah! ah!
Chego, e sinto o gosto do teu beijo
É muito mais do que desejo
Me dá vontade de ficar
Teu olhar
É forte como água do mar
Vem me dar
Novo sentido pra viver
Encantar a noite
Quero ser feliz também
Navegar nas águas do teu mar
Desejar para tudo o que vem
Flores brancas
Paz e Iemanjá
Cresça, independente do que aconteça
Eu não quero que você esqueça
Que eu gosto muito de você
Chego, e sinto o gosto do teu beijo
É muito mais do que desejo
Me dá vontade de ficar
Seu olhar
É forte como água do mar
Vem me dar
Novo sentido prá viver
Encantar a noite
Quero ser feliz também
Navegar nas águas do teu mar
Desejar para tudo o que vem
Flores brancas
Paz e Iemanjá
Quero ser feliz também
Navegar nas águas do teu mar
Desejar para tudo o que vem
Flores brancas
Paz e Iemanjá








DO LADO DE CÁ por Chimarruts



Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
E o tempo tic-taca devagar
Põe o teu melhor vestido
Brilha teu sorriso
Vem pra cá 
Vem pra cá 
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
E tudo não parece funcionar
Deixa esse problema à toa
Pra ficar na boa
Vem pra cá
Do lado de cá
A vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá
Eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá
Tem música, amigos
E alguém para amar
Do lado de cá
Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
E o tempo tic-taca devagar
Põe o teu melhor vestido
Brilha teu sorriso
Vem pra cá
Vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
E tudo não parece funcionar
Deixa esse problema à toa
Pra ficar na boa
Vem pra cá
Do lado de cá
A vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá 
Eu vivo tranquila 
E o meu corpo dança sem parar 
Do lado de cá 
Tem música, amigos 
E alguém pra amar 
Do lado de cá 
A vida é agora
Vê se não demora
Pra recomeçar
É só ter vontade
De felicidade
Pra pular
Do lado de cá
A vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá
Eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá
Tem música, amigos
E alguém pra amar
Do lado de cá




VAGINA COMO ELA É por Revista Galileu

Até pouco tempo, o órgão sexual feminino permanecia relativamente desconhecido mesmo entre médicos e cientistas. Mas agora isso felizmente começou a mudar, e você não vai querer ficar de fora – sem duplo sentido




O nome dela é proibido. O cheiro é um tabu. Existem mulheres que nunca tiveram coragem de encará-la nem com um espelhinho. Ela foi cientificamente ignorada por anos, teve suas características únicas minimizadas e foi tratada como um pênis que não deu certo — ou que estava de cabeça para baixo.

Mas (antes tarde do que nunca!) a vagina parece finalmente estar ganhando a atenção que merece. A genitália feminina, na prática muito mais “polêmica” que os famigerados mamilos, tornou-se objeto de pesquisa de diversas áreas da ciência.

Hoje, já se sabe que o clitóris tem 8 mil terminações nervosas (4 mil a mais que o pênis), que pelo menos 50 espécies de microrganismos habitam o canal vaginal e que existe uma ligação concreta entre o cérebro e vagina.

Apesar disso tudo, grande parte das mulheres ainda é incapaz de nomear as estruturas que compõem seu sistema reprodutor. Em uma pesquisa feita no Reino Unido, metade das entrevistadas não soube apontar a localização da vagina em um diagrama simples (antes de julgá-las, faça o teste abaixo).

A maioria também prefere recorrer a apelidos quando precisa se referir a ela, e muitas não se sentem confortáveis nem para conversar com os próprios médicos.

Mas GALILEU não vê motivo nenhum para constrangimento. E, depois de ler toda essa reportagem, você muito provavelmente não verá também. 

DE CABEÇA PARA BAIXO
A vagina não é o equivalente feminino do pênis — e isso só foi descoberto há pouquíssimo tempo

Até o século 18, ainda acreditava-se que existia apenas um gênero. A ideia foi concebida originalmente pelo médico Galeno de Pérgamo, uma espécie de Dr. House do Império Romano. Galeno dizia que a vagina era um pênis invertido: os lábios equivaleriam ao prepúcio, o útero ao saco escrotal e os ovários, aos testículos. Para piorar, os nomes relativos ao sistema reprodutor feminino que você acabou de ler nem existiam até o século 17.

E foi apenas em 2009 (!) que um estudo publicado no The Journal of Sexual Medicine decretou oficialmente que o equivalente do pênis é o clitóris, e não a vagina. É que, no início da formação dos bebês, os dois órgãos são idênticos, vindos do mesmo tubérculo e formados pelo mesmo tecido — só mais tarde é que eles se diferenciam.


[ERRO DE CÁLCULO: Cientistas buscavam entender o desejo feminino medindo a quantidade de lubrificação na vagina — só depois descobriu-se que a excitação deveria ser medida pela ereção do clitóris]

ESPELHO, ESPELHO MEU
Existe alguma parte do corpo mais desconhecida do que eu? Boa parte das mulheres não têm intimidade com a própria vagina. Um estudo feito pela ONG britânica The Eve Appeal, que trabalha a conscientização sobre os diferentes tipos de câncer do sistema reprodutivo, pediu para que mil mulheres apontassem em um desenho típico de livro de biologia onde ficava sua vagina — e as respostas foram surpreendentes.

Entre as mulheres de 26 a 35 anos, metade não sabia apontar o lugar certo. 
“A falta de conhecimento do nosso aparelho genital se dá pela criação cristã de repressão do que é feminino. Sem contar que não somos encorajadas a nos olhar no espelho e, quando olhamos, nos fazem acreditar que a vulva é feia, o que não é verdade”, diz a especialista em obstetrícia e ginecologia Ana Thais Vargas.
E essa falta de intimidade com o próprio corpo tem consequências perigosas: a mesma pesquisa mostrou que um terço das mulheres não vai ao ginecologista para evitar constrangimento, e mesmo as que vão têm dificuldade de conversar com o médico.


PRAZER, VULVA
É isso que todas as mulheres veriam se ficassem de frente para um espelho. Quantas partes você é capaz de nomear?





O PRAZER É TODO SEU

O clitóris, órgão responsável pela maioria dos orgasmos femininos, teve de trabalhar duro (risos) para ter sua existência reconhecida pela ciência




O clitóris foi “descoberto” quatro vezes por cientistas diferentes até ser incluído de vez na literatura médica (os pesquisadores responsáveis pelas primeiras três tentativas tiveram seus trabalhos ignorados pela comunidade científica). Isso ajuda a explicar porque, durante a caça às bruxas, ele chegou a ser apontado como “a marca do diabo” e foi acusado de ser responsável pelo lesbianismo, pela cegueira e pelo desequilíbrio mental. Foi só na década de 1960 que o clitóris passou a ser encarado como parte importante da sexualidade feminina.


AQUELA CUJO NOME NÃO SE FALA - A vagina tem mais de 4 mil apelidos (des)conhecidos
O mesmo estudo que mostrou que boa parte das mulheres não sabe identificar a própria vagina em um diagrama também apontou que 40% das moças que têm entre 16 e 25 recorrem a apelidos para falar sobre seus órgãos genitais, e 65% delas não gostam de usar as palavras vagina e vulva.

Além dos nomes da lista abaixo, ainda há outros na linha do “engole-espada”, que coloca a vagina em uma posição de receptora do órgão masculino. “O fato de não nos tocarmos, de não sabermos onde as coisas ficam, de ser considerado feio ou deselegante que nossas mãos toquem a vulva, tudo isso reprime e impede o autoconhecimento”, explica a ginecologista Ana Thais Vargas.

[ENGOLE-ESPADA? Alguns apelidos são extremamente pejorativos e colocam a vagina em uma posição de receptora do órgão masculino]
DICIONÁRIO GALILEU
Alguns termos são mais famosos do que outros, mas todos são sinônimos de vagina


O MOVIMENTO É SENSUAL
Quando a mulher fica excitada, o clitóris apresenta uma ereção semelhante a do pênis — mas, como o orgasmo não é necessário para a fecundação, a ciência levou muito tempo para se dar conta disso

O pai da medicina, Hipócrates, acreditava que o clitóris desempenhava um papel importante na reprodução — segundo ele, a mulher só ficaria grávida se chegasse ao orgasmo. Foi apenas em 1875 que o biólogo belga Edouard Van Beneden descobriu a verdade sobre a fecundação e, involuntariamente, devolveu o clitóris ao ostracismo. Foi mais ou menos nessa época que Freud (sempre ele) resolveu também dar seu pitaco e afirmou que mulheres “maduras” conseguiam transferir o orgasmo do clitóris para a vagina e que o orgasmo clitoriano era infantil. Mas, felizmente, das trevas fez-se a luz e a ciência finalmente começou a entender como o clitóris realmente se comporta (veja abaixo).


[ABRE-TE, SÉSAMO: O diâmetro da vagina chega a triplicar de tamanho durante o sexo]
ESTICA E PUXA
O canal vaginal é capaz de expandir na excitação sexual e, durante o parto, ele pode chegar a até 10 cm


COPINHO MEIO CHEIO
Venda de coletores menstruais cresceu quase 1000% no Brasil


O coletor, apresentado como alternativa aos absorventes tradicionais, têm feito sucesso entre as brasileiras — a única fabricante nacional registrou um aumento de 938% nas vendas em doze meses. “O copo só coleta o sangue, enquanto o absorvente também leva o muco e a lubrificação das paredes vaginais, deixando a mucosa exposta a infecções”, explica Vargas.


PERFUMARIA
A vagina possui a segunda maior concentração de bactérias do corpo — e não é necessário comprar sabonete ou desodorante íntimo por causa disso

Uma vagina saudável só não tem mais bactérias que o cólon — elas se aproveitam da secreção produzida pelas glândulas cervicais e pelas paredes vaginais para se multiplicar e impedir que doenças se instalem na região. 
“Todas as secreções do corpo têm cheiro e com a vagina não é diferente. Ter nosso cheiro característico não é errado”, explica Vargas. 
Mesmo assim, as prateleiras das farmácias estão cheias de opções de sabonetes e desodorantes vaginais. “A flora vaginal trabalha balanceando o pH em busca de equilíbrio, para evitar que agentes maléficos causem doenças. As bactérias não precisam da ‘ajuda’ de agentes externos para manter esse equilíbrio, como o uso de sabonetes — específicos ou não — na vulva. Alguns são inclusive prejudiciais porque matam não somente os agentes ruins, mas também bactérias importantes e necessárias”, explica Mariane Menezes, professora do curso de Obstetrícia da USP.


BELEZA É OPCIONAL
Quantidade de procedimentos cirúrgicos puramente estéticos cresceu quase 50% nos Estados Unidos em apenas um ano. A chamada cirurgia íntima, em que a aparência da vagina é “corrigida”, tem ganhado cada vez mais adeptas — mas a operação não é tão simples. “A questão mais complicada é que muitas vezes o suprimento sanguíneo e a inervação são alterados, podendo mudar a sensibilidade local e trazer consequências para a vida sexual”, diz a ginecologista Heloisa Brudniewski.


MUTILAÇÃO
Em muitos países, é comum submeter as mulheres a uma série de cirurgias para privá-las de sentir prazer. Mais de 100 milhões de mulheres já foram submetidas a um dos três procedimentos classificados pela ONU como mutilação genital: a clitoridectomia, que é a remoção parcial ou total do clitóris; a excisão, que também remove total ou parcialmente os pequenos e grandes lábios; e a infibulação, o estreitamento do canal vaginal com ou sem remoção clitoriana. A justificativa dessa prática, para além de questões religiosas e ritualísticas, é reduzir o desejo sexual feminino e garantir que a virgindade, pré-requisito para o casamento, seja mantida.

Países como Mali, Guiné, Serra Leoa, Sudão, Egito, Eritreia e Somália têm índices de mutilação acima de 80% (veja ao lado), apesar do procedimento ser apontado como uma violação dos Direitos Humanos. A prática também existe em alguns locais da Europa e Reino Unido. No Brasil não há esta cultura - graças a Deus! 

As consequências dessa mutilação vão muito além da perda do prazer sexual. Um estudo da ONU – realizado com mais de 28 mil mulheres – aponta que a retirada do clitóris pode causar complicações graves durante o parto e colocar os bebês em risco.


LIGAÇÃO DIRETA
O cérebro e a vagina estão tão conectados que alguns pesquisadores os consideram parte de um mesmo sistema. Até 2008 ainda não se sabia como o cérebro reagia aos estímulos vaginais e clitorianos. Foi quando a equipe de Barry Komisaruk, da Universidade Rutgers, em Newark (EUA), finalmente usou imagens de ressonância magnética para mapear a atividade cerebral de mulheres voluntárias enquanto elas se masturbavam. Dois anos depois, a escritora feminista Naomi Wolf lançou o livro Vagina – Uma Biografia, em que descreve com mais detalhes a conexão entre o cérebro e o órgão sexual feminino (veja abaixo). Para a autora, os hormônios liberados durante o sexo e a masturbação contribuiriam com a autoconfiança e a criatividade das mulheres: 
“Dada essa enxurrada química, é possível dizer que a vagina não é apenas um órgão sexual, mas um mediador poderoso de confiança e criatividade do sexo feminino”, disse Wolf em artigo publicado no jornal britânico The Guardian.
Segundo Wolf, isso explicaria por que durante milênios a sexualidade das mulheres foi reprimida: 
“A liberação de dopamina também explica por que algumas culturas insistem na mutilação genital, uma prática que, agora nós sabemos, altera não apenas o corpo e a atividade sexual, mas também influencia no próprio cérebro feminino.”
DIRETO DA FÁBRICA
Uma condição conhecida como Síndrome de MRKH faz com que a vagina não complete seu desenvolvimento. Para reverter o quadro, cientistas estão produzindo tecido vaginal em laboratório por meio das células de cada paciente. Quatro mulheres já se submeteram ao procedimento.


O CÉREBRO E A PINKY
Entenda como o estímulo na genitália resulta na liberação de hormônios


A região genital contém um grande número de terminações nervosas, conectadas a nervos maiores que enviam impulsos ao cérebro. Esses impulsos ativam uma região cerebral conhecida como circuito de recompensa, que envolve, entre outras áreas, a amígdala, o núcleo accumbens e a glândula pituitária. A amígdala é responsável pelo controle das emoções, o núcleo accumbens controla a liberação de dopamina e a glândula pituitária é encarregada da liberação de outro hormônio, a oxitocina. Segundo Naomi Wolf, a dopamina seria o hormônio mais “feminista” de todos, porque incentiva a autoconfiança. Já a oxitocina cria a impressão de intimidade, e os opióides dão a sensação de transcendência.




LEIA TAMBÉM: 

5 FATOS INCRÍVEIS SOBRE A VAGINA E O 1º DESENHO ANIMADO DA DISNEY "A HISTÓRIA DA MENSTRUAÇÃO" QUE NUNCA FOI EXIBIDO
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2014/01/5-fatos-incriveis-sobre-vagina-e-o-1.html

QUEBRE O PRECONCEITO E MATE A CURIOSIDADE SOBRE A GENITÁLIA ALHEIA E VEJAM TAMBÉM... FORMAÇÕES NO MÍNIMO INTERESSANTE, INTRIGANTE DA NATUREZA COM FORMATO EM VAGINA - MUITA INVAGINAÇÃO !!!
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2014/02/quebre-o-preconceito-e-mate-curiosidade.html

ORGASMOS FEMININOS AJUDAM NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM ANSIEDADE, DEPRESSÃO OU DEPENDÊNCIA pela BBC Brasil
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2014/05/orgasmos-femininos-ajudam-no-tratamento.html

365 DIAS DE SEXO INTENSO E CRIATIVO VEJA NO MANUAL COMPLETO ILUSTRADO E EXPLICADO DO KAMA SUTRA por Revista Nova Cosmopolitan (Editora Abril)
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2014/04/365-dias-de-sexo-intenso-e-criativo.html

A DEPILAÇÃO TOTAL DA PÚBIS 'BRAZILIAN WAX' ESTÁ SAINDO DA MODA! SERÁ?
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2014/02/a-depilacao-total-do-pubis-brazilian.html

LIVRO: AMOR NATURAL - POEMAS ERÓTICOS - Carlos Drummond de Andrade
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/04/livro-amor-natural-poemas-eroticos.html

COMO SATISFAZER UMA MULHER NA CAMA
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2012/09/como-satisfazer-uma-mulher-na-cama.html 

DEPILAÇÃO FEMININA
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2009/12/depilacao-feminina.html 

SEXUALIDADE MASCULINA por Deise Barreto
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2014/09/sexualidade-masculina-por-deise-barreto.html





Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/12/vagina-como-ela-e.html




sábado, 2 de janeiro de 2016

DEIXAR PARA TRÁS O QUE NÃO HÁ MAIS CONSERTO É A FORMA MAIS DIGNA DE SE RESPEITAR por Andressa Badin Castro




Uma hora a vida te ensina a como ser mais dono(a) de si, a não aceitar passar mais por situações das quais você não tem obrigação nenhuma de estar envolvido(a). A vida dá tapas na cara, não porque seja má, mas para que você acorde, mesmo que seja na marra, no choro, na dor. Mostrar que deixar para trás o que não há mais conserto é a forma mais digna de se respeitar. A vida segue seu rumo quando nos desprendemos de pessoas que nos retrocedem. Quando aceitamos que temos de merecer mais do que o pouco que nos é oferecido. Quando aceitamos sorrir novamente, apesar das decepções, dos erros e dos desamores. Levante a cabeça, que você ainda tem muito para aprender e isso só se faz vivendo, mesmo que não seja da forma desejada. Aprenda a evitar (mais) problemas para si e para os outros, a cortar todo mal pela raiz e aos que se tornarem mais árduos e insistentes, enfrente-os com garra, mostrando sua capacidade de escolher o que é melhor para si - o que significa diretamente estar do lado do bem, da lucidez necessária, e da paz plena. A vida te capacita a ser mais seguro, apesar de tudo. Em todas as provações que passar, não as lamente, somente agradeça por elas, que são o que te preparam para o que você precisa ser: forte!


Andressa Badin Castro



QUALQUER AMOR (SINCERO) É UM DESCANSO NA LOUCURA por Guimarães Rosa


“Qualquer amor (sincero eu acrescento) já é um pouquinho de saúde, 

um descanso na loucura.”

Guimarães Rosa


P.S. Jonnhy Deep é uma loucura boa
I love too Deep... he he he





ALERTA! TRAGÉDIAS CLIMÁTICAS EM 2016: El Ninõ (seca) e La Ninã (inundações) - BBC Brasil



O mais forte ciclo do fenômeno climático El Niño registrado até o momento deverá aumentar os riscos de fome e doenças para milhões de pessoas em 2016, alertam organizações humanitárias. Segundo previsões, o El Niño deverá exacerbar secas em algumas áreas e acentuar inundações em outras. Algumas das áreas mais afetadas estão no continente africano, onde a escassez de comida poderá atingir seu pico em fevereiro. Partes do Caribe e das Américas Central e do Sul também deverão ser atingidas nos próximos seis meses.

Especialistas descrevem o El Niño como um fenômeno climático que envolve o aquecimento incomum das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Suas causas ainda não são bem conhecidas.

Após analisar imagens de satélite, a Nasa (agência espacial americana) afirma que o El Niño de 2015-2016 poderá ser comparado ao que muitos chamaram de "fenômeno monstruoso" de 18 anos atrás.

"Sem dúvida são muito parecidos. Os fenômenos (El Niño) de 1982-1983 e 1997-1998 foram os de maior impacto no século passado, e parece que agora vemos uma repetição", disse William Patzert, especialista em clima do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL, na sigla em inglês) e um dos mais importantes estudiosos do El Niño dos EUA.

O pesquisador afirmou ainda que é "quase fato que os impactos serão enormes".

Esse evento periódico, que tende a elevar temperaturas globais e alterar padrões climáticos, ajudou 2015 a bater o recorde de ano mais quente da história.

Algumas medições dizem que este e o El Niño mais forte já registrado

"De acordo com certas medições, esse já foi o El Niño mais forte registrado. Depende da maneira como você mede", disse o cientista Nick Klingaman, da Universidade de Reading, na Inglaterra.

"Em vários países tropicais temos observado reduções de entre 20 e 30% nas chuvas. Houve seca severa na Indonésia. Na Índia, as monções (chuvas) foram 15% abaixo do normal e as previsões para o Brasil e Austrália são de redução nas chuvas."

As secas e inundações, e o impacto potencial que representam, preocupam as agências de ajuda humanitária. Cerca de 31 milhões de pessoas estão sob risco de escassez de alimentos na África – um aumento significativo em relação a 2014. Cerca de um terço dessas pessoas vive na Etiópia, país em que 10,2 milhões de pessoas deverão demandar assistência em 2016, segundo previsões.

El Niño
O fenômeno climático El Niño faz com que águas quentes do Pacífico central se espalhem na direção das Américas do Norte e do Sul. Ele foi observado por pescadores na costa da América do Sul por volta de 1600, quando as águas do Oceano Pacífico ficaram estranhamente quentes. O nome, El Niño, é uma referência ao menino Jesus.

O El Niño acontece em intervalos entre dois e sete anos, normalmente atingindo seu pico no final do ano – embora seus efeitos possam persistir até os três primeiros meses do ano seguinte e durar até 12 meses. O atual El Niño é o mais forte registrado desde 1998 e, segundo os especialistas, deve ficar entre os três mais poderosos de que se tem conhecimento. Segundo a World Water Organization (Organização Mundial da Água, ou WWO), nos três meses de pico, médias de temperatura na superfície das águas do Pacífico tropical devem ficar mais de 2ºC acima do normal.

Fenômeno provocou forte seca no nordeste brasileiro e inundações no sul do Brasil e norte da Argentina

Um forte El Niño ocorrido há cinco anos estava ligado a chuvas de monções fracas no sudeste da Ásia, secas no sul da Austrália, das Filipinas e do Equador, nevascas nos Estados Unidos, ondas de calor no Brasil e enchentes no México. Segundo William Patzert, o fenômeno tem causado a forte seca no nordeste brasileiro, enquanto que no sul do Brasil e norte da Argentina são registradas inundações.

A combinação do aquecimento global com a intensidade do fenômeno esse ano deve fazer com que esse verão seja um dos mais quentes de todos os tempos no Brasil, com as temperaturas ultrapassando facilmente os 40ºC por vários dias seguidos em locais como Rio de Janeiro, Piauí e Tocantins. Segundo meteorologistas, os termômetros podem registrar até 4ºC acima dos valores médios.

Alerta
Segundo a ONU, cerca de 60 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas por causa de conflitos. Organizações humanitárias como a Oxfam, por exemplo, estão preocupadas com o impacto adicional que o fenômeno climático possa provocar, tendo em vista as pressões provocadas pelos conflitos na Síria, no Sudão do Sul e no Iêmen. As agências dizem que a falta de comida deve atingir seu ponto crítico no Sul da África em fevereiro. No Malauí, autoridades calculam que quase três milhões de pessoas irão precisar de assistência antes de março.

Secas e chuvas erráticas afetaram dois milhões de pessoas em Guatemala, Honduras, El Salvador e Nicarágua. Há previsões de mais inundações na América Central em janeiro.
"Milhões de pessoas em lugares como Etiópia, Haiti e Papua Nova Guiné já estão sentindo os efeitos da seca e das perdas de lavouras", disse Jane Cocking, da Oxfam.
"Precisamos urgentemente levar assistência a essas áreas para assegurar que as pessoas tenham água e alimentos suficientes. Não podemos permitir que outras situações de emergência ocorram em outras áreas. Se o mundo ficar esperando para responder às crises emergindo no sul da África e na América Latina, não teremos como atender à demanda", acrescentou.

Efeito inverso
Se por um lado os efeitos de El Niño serão sentidos de forma mais aguda nos países em desenvolvimento, no mundo desenvolvido o impacto será sentido nos preços de alimentos.
"Leva algum tempo para que o impacto do El Niño seja sentido nos sistemas sociais e econômicos", disse Klingaman.
"A tendência, historicamente, é que preços subam entre 5 e 10% para alimentos básicos. Lavouras de café, arroz, cacau e açúcar tendem a ser particularmente afetadas."
O El Niño deve terminar por volta do outono no hemisfério sul (primavera no norte). Mas o fim desse ciclo não é boa notícia tão pouco: esse fenômeno climático tende a ser sucedido pelo seu reverso – ou seja, eventos climáticos conhecidos como La Niña, que podem trazer efeitos opostos mas igualmente danosos.

Segundo cientistas, durante o El Niño ocorre uma imensa transferência de calor do oceano para a atmosfera. Normalmente, como aconteceu no ciclo de 1997/98, essa transferência de calor tende a ser seguida por um resfriamento do oceano – o evento La Niña.

"É possível – mas não estamos certos – que nesse período no ano que vem estejamos falando sobre o reverso de muitos desses impactos", explicou Klingaman.

"Em países onde El Niño trouxe secas, pode haver inundações trazidas por La Niña no ano que vem. É tão devastador quanto – porém, na direção inversa."





quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

ÚLTIMO DIA DO ANO 2015 - DIA DO BALANCETE ÍNTIMO



Bom dia! Hoje é o último dia de 2015. Vamos fazer intimamente a nossa retrospectiva pessoal das nossas atitudes, dos nossos sentimentos, das nossas amizades e inimizades. Vamos analisar o que temos feito conosco e com o próximo. 

Será que temos agido corretamente? Será que fomos pessoas boas e fraternas? Será que fomos justos nas nossas criticas? Será que somos pessoas exemplares para cobramos exemplo dos outros? Será que fomos amorosos e gentis com pessoas que foram conosco e com aquelas que não foram o que fizemos? Será que fomos maduros com aquelas pessoas que precisam de uma conversa franca, sincera e definitiva? Será que compramos o que realmente precisávamos ou será que compramos só para preencher um vazio interno que nos construímos com nossas atitudes egoístas? Será que esforçamos para cumprir nossas metas pessoais? e nossas palavras com as outras pessoas? Fomos pessoas que gostaríamos de ter nos conhecido? Fomos sinceros? Honestos conosco e com os demais? Será que conseguimos dividir ou doar sem nos preocuparmos com a recompensa? Depois de respondermos alguns será(s)... é hora de fecharmos o nosso balancete íntimo e verificarmos o saldo. 

Amanhã será um outro ano. Vamos começar tudo novamente. Cada dia, cada ano são oportunidades que temos para melhorarmos como pessoas em todos os sentidos da nossa existência. Poderemos traçar e reprogramar nossas metas e objetivos para os próximos 365 dias que estão por vir neste ano novinho como uma folha em branco.



Sinceramente espero que todos nós possamos concluir este ano de forma positiva e que no ano que está chegando amanhã possamos ter um ano ainda melhor que foi 2015, 2014, 2013, 2012... ... ... Então desejo para todos vocês: Feliz ano novo! 

Abraços, 
Roberta Carrilho


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

PARA VOCÊ QUE NÃO CONHECE O COMBATE À CORRUPÇÃO NO BRASIL por Maria Frô

QUEM QUISER ENTENDER COMO FUNCIONA HOJE AS INSTITUIÇÕES FISCALIZADORAS DO BRASIL, ASSIM DECLARADAS POR LEIS está aí uma oportunidade. O texto é longo, porém didático, fácil interpretação. É uma aula de instrumentalização de combate à corrupção que foi implementada a partir de 2003 no país. Quem têm olhos que vejam e quem quiser fechá-los também é um direito da pessoa. Mas não poderá alegar alienação ou não ciência de como é e como funciona. Abraços, Roberta Carrilho



Atualização: para a geração midiática com uma enorme preguiça de ler todos os dados, gráficos e links elencados no texto abaixo, segue um pequeno vídeo exibido no jornal da TV Cultura com comentários do historiador Leandro Karnal e do cientista político e economista Ricardo Sennes. 


Prestem atenção na notícia inicial, especialmente aqueles que vivem pedindo golpe militar pelas manifestações e prestem atenção ao partido envolvido na denúncia e nos comentários dos estudiosos sobre corrupção.  




A corrupção sempre foi apontada como um dos mais graves problemas enfrentados pelo Brasil, e vista, inclusive, como um mal inevitável e invencível, como fenômeno peculiar e inerente à cultura brasileira. 



No entanto, diversas pesquisas hoje já demonstram que a corrupção é um problema global que afeta todos os países do mundo, comprometendo a efetividade das políticas públicas e o crescimento econômico e atentando contra a democracia e a legitimidade das instituições. 

Relatório divulgado pela Comissão Europeia em fevereiro deste ano conclui, por exemplo, que a corrupção atinge todos os seus 28 países-membros, custando cerca de 120 bilhões de euros por ano (quase R$ 390 bilhões) à economia do bloco. Trata-se do primeiro estudo do gênero realizado pela Comissão que, ouvindo também o público, aponta que para três quartos dos europeus entrevistados a corrupção é comum e para mais da metade seu nível vem aumentando nos últimos anos. 

No continente americano, pesquisa similar divulgada em 2010, realizada pela Vanderbilt University nos EUA, perguntava ao entrevistado se algum funcionário público havia lhe solicitado propina no último ano. O Brasil ficou com o segundo melhor resultado das Américas, com apenas 1,6% respondendo que sim – atrás unicamente do Chile, com 1,2%. Os Estados Unidos ficaram com 2,2%, a Argentina com 7%, o México com 9,2%, e a Bolívia com 18%. 

Se a corrupção está presente em todas as sociedades, o que as diferencia é a disposição e capacidade de estabelecer mecanismos de controle que inibam a prática de irregularidades. No Brasil, durante séculos, o governo não teve a necessária vontade política para enfrentar o problema, pois investigar e trazer à tona casos de corrupção provoca, muitas vezes, crises e desgastes políticos, aumentando a percepção da sociedade de que a corrupção está crescendo, mesmo quando o que ocorre é exatamente o contrário. 


Essa situação começou a mudar a partir da decisão corajosa tomada pelo Governo do PT de construir um Estado mais transparente e republicano e enfrentar definitivamente a corrupção. Rompeu-se com uma prática de gestão que imperava na Administração Pública, marcada ora pela completa omissão, ora pelo combate frouxo, burocrático e ineficaz dos desvios de recursos públicos. Assim, a partir de 2003, o país passou a contar com uma política pública de Estado de prevenção e combate à corrupção por meio da ação articulada entre os diversos órgãos e do estímulo à participação da sociedade civil no controle da gestão. Uma política que, seguindo padrões internacionais, dá ênfase tanto a medidas repressivo-punitivas, como a medidas preventivas. 

Fortalecimento institucional 
Nesse sentido, diversas ações foram adotadas, como a criação da Controladoria-Geral da União (CGU); o fortalecimento da Polícia Federal; a plena autonomia garantida ao Ministério Público; o incremento da atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) no ajuizamento de ações de improbidade e de ressarcimento ao erário; o aumento e maior eficiência das fiscalizações da Receita Federal; e a atuação precisa do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (COAF) no monitoramento de movimentações atípicas que possam configurar lavagem de dinheiro ou corrupção e enriquecimento ilícito de agentes públicos; e a reestruturação do Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (CADE), que fortaleceu sua atuação no combate a carteis. No esforço de aprimorar o sistema de prevenção e combate à corrupção, diversas medidas no plano legal também foram adotadas, assim como de melhoria da governança pública, conforme a seguir apresentado.

Com a criação da Controladoria-Geral da União (CGU), em 2003, o Governo Federal foi dotado de um órgão estruturado e permanente de fiscalização, com auditores qualificados e técnicas modernas de controle. Até então o que existia era a Corregedoria-Geral da União, órgão criado em 2001, penúltimo dos oito anos do governo FHC, pela Medida Provisória n° 2.143-31, em resposta ao clamor da opinião pública diante do engavetamento da CPI da corrupção. No primeiro momento, o órgão desempenhava apenas funções correcionais; um ano depois, o Decreto n° 4.177, de 28 de março de 2002, transferiu a Secretaria Federal de Controle Interno (SFC) ¬– unidade responsável pela auditoria do Poder Executivo Federal, que integrava a estrutura do Ministério da Fazenda – para a então Corregedoria-Geral da União. Em 1° de janeiro de 2003, um dos primeiros atos do Governo Lula foi a edição da Medida provisória n° 103, posteriormente convertida na Lei n° 10.683, que, entre outras providências, alterou a denominação do órgão de Corregedoria para Controladoria-Geral da União, lhe concedeu o status de Ministério, vinculando-o diretamente à Presidência da República, e denominou seu titular de Ministro de Estado do Controle e da Transparência, além de definir suas competências, ampliando sobremaneira suas atribuições e alçando-a a condição de uma verdadeira agência anticorrupção.

A partir de sua criação, a CGU instituiu o Programa de Fiscalizações por Sorteio Público de Municípios, o qual já fiscalizou 2.084 municípios (37% do total dos municípios brasileiros) e a aplicação de cerca de 20 bilhões de reais. Nas cidades, os auditores realizam visitas in loco a obras, escolas, hospitais, postos de saúdes, residências de beneficiários de programas sociais e demais locais onde há aplicação de dinheiro público federal a fim de verificar a correta destinação dos recursos. Os relatórios resultantes dessas fiscalizações não vão para nenhuma gaveta, como acontecia no passado; vão, conforme o caso, para a Polícia Federal, para o Ministério Público, para o TCU, para os ministérios responsáveis pelo dinheiro repassado, e para o site da CGU, onde toda a sociedade pode acessá-los.

Além da fiscalização de municípios, a CGU também realiza diversas outras ações de controle, como Auditorias Anuais de Contas, Auditorias Especiais e Investigativas e Avaliações da Execução dos Programas de Governo (como o Bolsa Família, o Saúde na Família, a Qualificação Profissional, o Minha Casa, Minha Vida, os empreendimentos da Copa do Mundo 2014, etc.). Todos os órgãos e entidades públicas, inclusive as empresas estatais, se submetem ao controle permanente da CGU.
Em paralelo à ação fiscalizatória, a CGU instituiu, em 2005, o Sistema de Correição do Poder Executivo Federal, que acompanha os processos instaurados e por instaurar em cada ministério, garantindo a efetiva apuração das irregularidades praticadas por servidores públicos. Assim, de 2003 a 2013, 4.577 servidores públicos federais foram expulsos, incluindo dirigentes e servidores de cargos elevados, por envolvimento em diversos tipos de irregularidades, sendo que 3.078 (67%) por algum ato ligado à corrupção. O Cadastro de Expulsões da Administração Federal exibe os nomes de todos os agentes públicos que foram demitidos do serviço público desde 2005.

Mas a CGU não se preocupa apenas com as infrações cometidas por servidores públicos. Se a corrupção envolve um corrupto e um corruptor, é preciso agir nos dois lados. Nesse sentido, em 2007, a CGU passou a atuar também na aplicação de sanções a empresas que cometem ilícitos contra o Estado e criou o Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS), que lista as empresas punidas e que estão, por isso, proibidas de contratar com a Administração.

Ainda no campo repressivo e demonstrando não temer ser alvo de investigações, os governos Lula e Dilma promoveram profundas mudanças na Polícia Federal e praticamente a transformaram em uma nova instituição. O órgão foi fortalecido com a ampliação do seu quadro de delegados e agentes, uma política de valorização salarial, o incremento de seu orçamento – que permitiu a compra de novos equipamentos e a modernização das técnicas de investigação – e, principalmente, foi garantida à PF ampla liberdade para atuar no combate à corrupção.

Não é sem razão que entre 2003 e 2012 centenas de operações foram deflagradas, que resultaram na prisão de mais de 2 mil servidores públicos. A Polícia investiu na estruturação de uma área especializada no combate a fraudes e à corrupção e, somente em 2012, foram criadas 17 delegacias especializadas no combate à corrupção e desvios de recursos públicos. Em 2013, as investigações de crimes do colarinho branco suplantaram as ações contra o tráfico de drogas e o contrabando. Além disso, dados de dezembro de 2013 mostram o andamento de 12.870 inquéritos policiais em todo o Brasil que apuram a prática de crimes que envolvem o desvio de recursos públicos. Esse número representa mais de 10% de todas as investigações em curso na Polícia Federal. Os contratos sob investigação da PF somam o número recorde de R$ 15,59 bilhões em recursos públicos.

Também a Advocacia-Geral da União (AGU) passou a ter uma atuação destacada no enfrentamento da corrupção, assumindo o papel de braço jurídico dos órgãos de controle do Governo Federal nessa luta. A partir do ajuizamento de ações, a AGU tem conseguido reaver verbas desviadas, garantindo a efetiva recomposição do patrimônio público. Em 2010, foram ajuizadas 3.706 Ações Civis Públicas, de improbidade administrativa e de execução de decisões do TCU para reaver R$ 2,7 bilhões desviados em esquemas de corrupção. No mesmo ano, foram recolhidos aos cofres públicos cerca de R$ 491,2 milhões referentes a verbas desviadas em convênios firmados pela União com prefeituras e entidades públicas. Em 2011, foram ajuizadas 2.343 ações para reaver aos cofres públicos mais de R$ 2 bilhões desviados em atos de corrupção. Em 2012, a AGU obteve a maior recuperação de créditos devido a atos de corrupção com a devolução de quase R$ 468 milhões desviados da construção do TRT de São Paulo e ainda conseguiu a repatriação de US$ 6,8 milhões da conta bancária na Suíça do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto. E em 2013 foram ajuizadas 2.109 ações visando a recuperação de R$ 1,05 bilhão.

Para garantir o efetivo enfrentamento da corrupção, os governos Lula e Dilma asseguraram também ampla autonomia ao Ministério Público. Contrariamente ao governo anterior, todos os Procuradores-Gerais da República nesse período foram nomeados respeitando lista tríplice apresentada pela categoria. Assim, se encerrou o nefasto período do “Engavetador Geral”, quando o MP não exercia a plenitude de suas atribuições no combate à corrupção, em especial quando isso pudesse alcançar altas autoridades. Enquanto Procurador-Geral da República do governo FHC, Geraldo Brindeiro recebeu 626 inquéritos criminais, engavetou 242 e arquivou 217. Somente 60 denúncias foram aceitas. As acusações recaíam sobre 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e, em quatro casos, sobre o próprio presidente FHC. Entre as denúncias que engavetou está a de compra de votos para aprovação da emenda constitucional que aprovou a reeleição para presidente, beneficiando o então ocupante do cargo.

Todas essas medidas adotadas demonstram o claro compromisso dos governos Lula e Dilma de combater a corrupção, institucionalizando controles democráticos e punindo responsáveis por danos ao patrimônio público. O Governo do PT não esconde a corrupção embaixo do tapete; ao contrário, vem sistematicamente enfrentando e expondo o problema.

Cultura de Transparência 
Mas todas essas medidas de repressão da corrupção não bastariam se uma decisão fundamental não tivesse sido tomada: a de se investir, pela primeira vez no Brasil, em políticas públicas de transparência da gestão. Assim, a CGU criou, ainda em 2004, o Portal da Transparência, que disponibiliza informações detalhadas e atualizadas diariamente sobre cada gasto do Governo Federal, acessível a qualquer cidadão, sem exigência de senha ou cadastro.

Ao longo dos anos, o Portal foi sendo constantemente aperfeiçoado para incluir novos dados e tornar as informações publicadas ainda mais acessíveis. Destaca-se, por exemplo, a divulgação de todos os recursos transferidos a estados, municípios e ONGs por meio de convênios, dos benefícios pagos no âmbito do Programa Bolsa Família, das operações efetuadas com os cartões de pagamento do Governo Federal, dos recursos investidos na Copa 2014 e nas Olimpíadas 2016 e dos salários de todos os servidores públicos federais.

E o mais importante, o Portal da Transparência do Governo Federal é hoje um instrumento de controle social que está sendo efetivamente utilizado pela população: começando com menos de 300 mil acessos em 2005, atingiu mais de 11 milhões de acessos em 2013, com média mensal de visitas em 2014 em torno de 1.131.669 milhão.

Além das importantes medidas de divulgação espontânea de informações na internet, os Governos do PT também foram os responsáveis por aquela que é, sem dúvida, uma das mais importantes leis editadas no Brasil no período recente: a Lei de Acesso à Informação, cujo projeto foi enviado ao Congresso Nacional em 2009, pelo Presidente Lula, e sancionado pela Presidenta Dilma em novembro de 2011. A Lei de Acesso à Informação rompeu com a cultura de sigilo que há séculos imperava no Estado, determinando que todas as informações são, em regra, públicas. A Lei também estabeleceu curtos prazos para respostas aos pedidos de acesso dos cidadãos, responsabilizando servidores que os descumprissem e incentivou a divulgação de dados em formatos abertos. E contra expectativas pessimistas, foi implementada pelo Governo Dilma em tempo recorde – apenas 6 meses – e de modo exemplar, servindo de referência para os demais Poderes, Estados e Municípios. Desde maio de 2012, já foram apresentados quase 165 mil pedidos de acesso à informação ao Governo Federal, todos processados eletronicamente, com o percentual de 98% respondidos, em um tempo médio de 13 dias (que corresponde a menos da metade do limite permitido pela lei, que é de 30 dias).

Os Governos Lula e Dilma partiram, portanto, praticamente do zero na área de transparência para levar o Brasil a ser reconhecido hoje como um dos países com maior grau de transparência do mundo. Não por acaso, o Portal da Transparência do Governo Federal já recebeu diversos prêmios internacionais (entre eles, prêmio da ONU que o reconheceu como uma das cinco melhores práticas de prevenção da corrupção no mundo). Também não foi sem razão que o Brasil foi o primeiro país a ser convidado pelo presidente Obama, em 2010, para liderar, junto com os Estados Unidos, a iniciativa global Open Government Partnership (parceria para o governo aberto) que atualmente já congrega 63 países. Só um governo que nada tem a esconder e não tem compromisso com o malfeito é capaz de se abrir para o completo e permanente escrutínio público.

Avanços normativos 
No esforço de enfrentamento da corrupção, várias outras medidas de aprimoramento do marco legal também foram adotadas ao longo dos Governos do PT, com destaque para os seguintes: Lei que regulamenta o Conflito de Interesses no âmbito do Poder Executivo Federal, coibindo condutas como o uso de informação privilegiada, o exercício de atividade incompatível com o cargo e a concessão de benefícios indevidos a particulares; Lei que institui a Responsabilização de Pessoas Jurídicas por Atos de Corrupção, que vem sendo denominada Lei Anticorrupção e trouxe, de forma inédita, punições severas a empresas corruptoras; Nova Lei de Lavagem de Dinheiro, que endureceu o combate a esse crime retirando a obrigatoriedade de comprovação da prática de crime antecedente que deu origem ao dinheiro e aumentando a multa a que está sujeito quem é condenado, que hoje é cem vezes maior; Lei que pune as organizações criminosas e regulamenta técnicas especiais de investigação que permitem identificar e desarticular essas organizações; e a Lei que reestruturou o CADE, fortalecendo a sua atuação no combate a cartéis. Trata-se de importantes diplomas legais, propostos pelos Governos do PT, que promovem mudanças estruturais no sistema de prevenção e combate à corrupção.

No plano infralegal, legados fundamentais para o Estado Brasileiro também foram deixados, como o Decreto nº 5.483/2006, que instituiu a Sindicância Patrimonial dos servidores federais; o Decreto nº 6.170/2007, que criou o Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse – SICONV e revolucionou o procedimento de transferências voluntárias de recursos da União para estados, municípios e entidades sem fins lucrativos, especialmente para imprimir-lhe mais transparência; o Decreto nº 6.370/2008, que dispõe sobre a utilização do Cartão de Pagamento do Governo Federal; e o Decreto nº 7.568/2011, que estabelece critérios mais transparentes para a celebração de parcerias com Organizações da Sociedade Civil, a exemplo do chamamento público obrigatório para as ONGs.

Ademais, diversas medidas de modernização da gestão, que diminuem a burocracia, aumentam a transparência e promovem a ética também foram adotadas de modo a coibir a ocorrência de irregularidades. Destaca-se a edição do Decreto n° 5.450/2005, que tornou obrigatório o uso do pregão eletrônico nas aquisições de bens e serviços comuns do Governo Federal e do Decreto 5.497/2005, que estabeleceu limites para que os cargos em comissão fossem ocupados exclusivamente por servidores de carreira; a criação, em 2007, da chamada Super-Receita, que reduziu o desperdício e permitiu maior combate a fraudes e à sonegação; e a edição do Decreto nº 7.203/2010, que combate o nepotismo no Governo Federal.

Diante de todo o exposto, resta evidente e inquestionável o quanto se fez, de forma inédita, no Brasil nesses últimos anos na prevenção e no combate à corrupção. No entanto, embora as ações adotadas ao longo dos Governos Lula e Dilma tenham sido fundamentais para que o país pudesse finalmente apresentar avanços efetivos nessa área, a grande exposição do combate à corrupção na grande mídia deixou a falsa impressão em alguns de que a corrupção cresceu nos governos do PT. Um mal entendido que precisa de uma vez por todas ser desfeito. Na verdade, os casos só apareceram porque, pela primeira vez na história do país, instituições de defesa do Estado foram estruturadas e fortalecidas e, principalmente, puderam atuar livremente, sem nenhuma interferência.

O trabalho, certamente, não está concluído. Diversos são ainda os desafios a ser enfrentados, pois ninguém desconhece que as causas mais profundas da corrupção têm raízes em questões como o financiamento privado de campanhas e de partidos. Por isso, a importância da continuidade desse esforço. Não pode haver retrocesso nem recuo nessa caminhada. A sociedade brasileira não o toleraria. A luta contra a corrupção precisa continuar. 
NOTA DO MARIA FRÔ 
O Instituto Alvorada produziu em maio do ano passado uma excelente síntese dos mecanismos de combate à corrupção no Brasil durante os governos petistas de Lula e Dilma. O Instituto é formado por servidores públicos, que atuam nos mais variados órgãos da Administração Pública, e oriundos de diferentes regiões do país, eles também tem formação diversificada: administradores, advogados, bacharéis em relações internacionais, cientistas da computação, economistas, engenheiros. 
A atuação do Instituto Alvorada tem duas vertentes: a formulação de propostas de políticas públicas, que nascem de estudos realizados pelo próprio Instituto Alvorada ou por terceiros e a influência no processo decisório na direção de políticas que promovam os princípios compartilhados pelos membros do Instituto. Desse modo, atuam sobre o cidadão brasileiro, as autoridades dos poderes executivo e legislativo, servidores públicos, membros da academia, órgãos de imprensa e terceiro setor para sugerir mudanças. 
São membros do Instituto Alvorada: 
Antônio Cruz - Bacharel em Direito pela UFPE, integra a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e trabalha na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. 
Clarice Calixto - Mestra em Direito pela UnB e bacharela na mesma área pela UFMG, é Advogada da União e trabalha atualmente no Ministério da Justiça. 
Danilo Limoeiro - Doutorando pelo Massachusetts Institute of Technology – MIT, mestre, com distinção, pela Universidade de Oxford e graduado em Relações Internacionais pela UnB, integra a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.  
Emilio Chernavsky - Doutor e mestre em Economia pela USP, especialista em Gestão Pública pela Universidade de Bruxelas e bacharel em Economia pela UNICAMP, integra a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e trabalha no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. 
Fernando Kleiman - Mestre em Sociologia pela UnB e graduado em Economia pela USP, integra a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, atualmente trabalhando no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. 
Francisco Carvalheira - Formado em Direito pela PUC-RJ, atualmente ocupa o cargo de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Trabalha no Ministério da Justiça. 
Gabriel Sampaio - Mestre em Direito Processual Penal pela PUC/SP, especialista em Ciências Criminais pela UNISUL/LFG e em Direitos Fundamentais pela IGC-Coimbra/IBCCRIM e graduado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, trabalha atualmente no Ministério da Justiça. 
Gustavo Caldas - Mestre em Direito pela Universidade de Coimbra e bacharel em Direito pela UERJ, é Procurador da Fazenda Nacional e trabalha atualmente na Advocacia-Geral da União. 
James Gorgen - Mestre em Comunicação Social pela UFRGS e bacharel em Comunicação pela PUC-RS, integra a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e trabalha atualmente no Ministério das Comunicações. 
João Guilherme Granja da Silva - Mestre em Ciência Política e bacharel em Direito pela UFPE, é Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, atualmente desempenhando suas funções no Ministério da Justiça. 
Marcos Toscano - Mestre em Filosofia pela UnB e graduado em Direito pela UFPE, integra a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e trabalha atualmente no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. 
Marivaldo Pereira - Mestre em Direito Processual Civil e bacharel em Direito pela USP, trabalha atualmente no Ministério da Justiça. 
Pedro Pontual - Mestre em Políticas Públicas pela SPEA/IU, especialista em Tecnologia e Desenvolvimento Sustentável pela EPFL e IIT/Chennai e graduado em Engenharia Elétrica pela UnB, e, integra a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, trabalhando atualmente na Casa Civil da Presidência da República. 
Rafael Almeida - Formado em Administração Pública na Escola de Governo da Fundação João Pinheiro de Minas Gerais, integra a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e trabalha atualmente no Ministério da Justiça. 
Rafael Dubeux - Doutorando e Mestre em Relações Internacionais pela UnB e bacharel em Direito pela FDR/UFPE, foi pesquisador visitante na Universidade da Califórnia – Berkeley, trabalha como Advogado da União na Casa Civil da Presidência da República.  
Ricardo de Lins e Horta - Mestre em Neurociência e bacharel em Direito pela UFMG, integra a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e trabalha atualmente no Ministério da Justiça. 
Rogério Veiga - Mestre em Política Científica e Tecnológica e bacharel em Ciência da Computação pela UNICAMP, integra a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, atualmente cedido para a Prefeitura de São Paulo. 
Vânia Vieira - Mestra e bacharela em Direito pela UFMG, além de formada em Administração Pública pela Escola de Governo da Fundação João Pinheiro de Minas Gerais, é Procuradora Federal, atualmente trabalhando no Ministério das Comunicações. 
Victor Cravo - Mestre em Direito pela UnB e bacharel na mesma área pela UFPE, é Procurador Federal, atualmente na Procuradoria Federal Especializada da ANATEL.