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quarta-feira, 31 de agosto de 2022

NECROLÓGIO DOS DESILUDIDOS DO AMOR por Fernanda Torres (texto Carlos Drummond de Andrade)

Espero que você saiba que ainda há esperança, ...
Porém, é preciso, necessário, urgente você se tratar. 
Já não temos mais tempo a perder, a vida é finita.
Reaja! Você está se isolando de todos e tudo. 
Morrendo em vida!
Roberta Carrilho



photo by horlo 






Os desiludidos do amor 
Estão desfechando tiros no peito 
Do meu quarto ouço a fuzilaria 
As amadas torcem-se de gozo 
Oh quanta matéria para os jornais 

Desiludidos mas fotografados 
Escreveram cartas explicativas 
Tomaram todas as providências 
Para o remorso das amadas 

Pum pum pum adeus, enjoada 
Eu vou, tu ficas, mas nos veremos 
Seja no claro céu ou turvo inferno 

Os médicos estão fazendo a autópsia 
Dos desiludidos que se mataram 
Que grandes corações eles possuíam 
Vísceras imensas, tripas sentimentais 
E um estômago cheio de poesia 

Agora vamos para o cemitério 
Levar os corpos dos desiludidos 
Encaixotados competentemente 
(Paixões de primeira e de segunda classe) 

Os desiludidos seguem iludidos 
Sem coração, sem tripas, sem amor 
Única fortuna, os seus dentes de ouro 
Não servirão de lastro financeiro 
E cobertos de terra perderão o brilho 
Enquanto as amadas dançarão um samba 
Bravo, violento, sobre a tumba deles


quinta-feira, 18 de agosto de 2022

NÃO CASE COM A MORTE (relacionamento com um NP - narcísico)

 



“Uma característica fundamental na personalidade narcisista é sua profunda falta de ressonância empática pelo outro, ainda que esse outro seja "o amor de sua vida".

A representação que ele faz do outro é colorida por seus próprios afetos. O narcisista, por estar dissociado de seus sentimentos, acredita que suas projeções sejam a verdadeira face da realidade.

Com isso, não vê o outro como um centro independente de iniciativa e percepção, isto é, como um self diferenciado, e sim como self-objeto. Incapaz de abarcar o outro em sua singularidade, o narcisista cria um personagem no lugar onde deveria existir um ser humano."

O ideal de nossa cultura está investido do narcisismo defensivo. Ele promove a imagem de um herói onipotente, sedutor e eternamente jovem. Tal ideal não leva à realização profunda do ser, mas compromete o desenvolvimento do autoconhecimento e da compaixão, que são expressões de uma psique madura, que transcendeu o narcisismo arcaico. Abordando o narcisismo pelo prisma arquetípico, o autor estuda o desenvolvimento da Consciência em seu caráter teleológico, isto é, direcionado a uma meta de expansão, por meio da elaboração simbólica. É no vínculo narcísico da relação entre o Eu e o Outro que a Consciência se forma pela ação dos arquétipos que a regerão. Contudo, qualquer abalo na dinâmica narcísica sujeito-objeto pode prejudicar a estrutura do Eu, fixando a Consciência. O narcisismo fixado e o criativo são, portanto, a pedra filosofal do estudo da psicodinâmica.


Pagina 187 do livro: Narcisismo e Espiritualidade, Roberto Rosas Fernandes.





quarta-feira, 14 de abril de 2021

NARCISISTA


Ultimamente muito tem sido falado sobre narcisismo. Pessoas narcisistas têm sido relacionadas com relacionamentos abusivos e até confundidas com psicopatas. Mas afinal, o que é essa característica? Na psicanálise, o narcisismo é uma fase da infância em que o bebê percebe que é diferente da mãe e do que mais está à sua volta. É nessa fase que ele começa a prestar atenção em si mesmo e a amar a si mesmo, de acordo com Erlei Sassi, coordenador do Ambulatório Integrado de Transtornos de Personalidade e do Impulso do Ipq do HC-FMUSP (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). 

No entanto, ao contrário do que se pensa, o narcisismo nem sempre é ruim. Ao contrário, na infância, ele é natural e importante. Primeiro, o bebê é amado por quem cuida dele e garante a sua sobrevivência. Depois, passa a amar a si mesmo -- é a fase do narcisismo. E, finalmente, começa a amar os outros.

"À medida que a gente vai crescendo, a gente vai se dando conta de que não é tão especial, de que não é tudo o que a gente quer vai ser realizado. É a instituição do limite", explica Antonio Carlos de Barros Júnior, psicanalista e doutor em psicologia social pela USP. 

Uma pessoa com transtorno narcisista tende a ficar furiosa quando alguém não reconhece o quanto ela é especial. Com isso, ela pode facilmente se envolver em brigas, seja em casa, no trabalho ou no trânsito. Em alguma dessas brigas, se alguém estiver armado o desfecho pode ser trágico. "Todo mundo gosta de ser adulado. 

Ninguém gosta de ser criticado. Mas para quem tem transtorno de personalidade narcisista, ser adulado é uma necessidade. É vital. Quando isso não acontece, ele fica enfurecido", explica o psiquiatra. 

Como identificar um narcisista patológico

O narcisismo "se torna patológico quando acontece fora do tempo e afeta outras pessoas", de acordo com Sassi. 

Porém, no campo da saúde mental, não há uma forma única de definir quem é e quem não é narcisista. Existem questionários sobre o tema, além do DSM-V (5ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria). Segundo a publicação, uma pessoa tem transtorno da personalidade narcisista quando cumpre ao menos cinco dos nove seguintes critérios:

  1. Tem uma sensação grandiosa da própria importância (por exemplo, exagera conquistas e talentos, espera ser reconhecido como superior sem que tenha as conquistas correspondentes); 
  2. É preocupado com fantasias de sucesso ilimitado, poder, brilho, beleza ou amor ideal;
  3. Acredita ser "especial" e único e que pode ser somente compreendido por, ou associado a, outras pessoas (ou instituições) especiais ou com condição elevada; 
  4. Demanda admiração excessiva; 
  5. Apresenta um sentimento de possuir direitos (por exemplo, espera receber um tratamento especial, sem uma justificativa específica); 
  6. É explorador em relações interpessoais (tira vantagem de outros para atingir os próprios fins); 
  7. Carece de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e as necessidades dos outros; 
  8. É frequentemente invejoso em relação aos outros ou acredita que os outros o invejam; 
  9. Demonstra comportamentos ou atitudes arrogantes e insolentes.
No entanto, apenas ler esta lista e se identificar com ela não é suficiente para um diagnóstico. Para isso é necessário buscar ajuda profissional, em consulta com um psiquiatra ou psicólogo. 


O que fazer diante do narcisismo 

Um narcisista em geral não se reconhece como tal. Então, ele só vai buscar ajuda quando começa a sofrer com o seu próprio narcisismo. Por exemplo, ele começa a ter sintomas como tristeza e ansiedade. "O narcisista lida muito mal com a frustração. Ele não entende que não pode ter todos os seus desejos satisfeitos. Se a criança não é ensinada a lidar com as pequenas frustrações, fatalmente não saberá lidar com as grandes, e aí pode desmoronar", explica o psicanalista Barros Jr. Além disso, pessoas narcisistas costumam ter a ilusão de ser alguém superespecial e quando isso cai por terra, uma tristeza muito grande pode surgir. 

Outro sintoma é a ansiedade frente à aprovação do outro. Para o psicanalista, quando o sujeito começa a questionar se ele não está deprimido ou ansioso demais, já é hora de buscar ajuda. Assim, a pessoa pode "verificar como ela lida com a frustração, qual é a sua dependência em relação à aprovação dos outros e se ela está imobilizando a sua existência", explica Barros Júnior. 

Do ponto de vista médico, não há remédios especificamente para o transtorno narcisista, explica Sassi. O que se faz, eventualmente, é utilizar medicamentos para tratar alguns sintomas do narcisista, como ansiedade. Mas, segundo o psiquiatra, o tratamento principal nesse caso é a terapia. 

Ele faz o mesmo que quando você reclama por ele não te respeitar ou diz que ele está abusando. 

Gaslighting, distorcendo informações para favorecê-lo com a intenção de fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção e sanidade. Além de te difamar para os seus conhecidos, para que achem que você está implicando com ele ou está perdendo o juízo.

Se você quer se proteger, tenha em mente que o narcisista pode ter experiência em manipular pessoas e vai se aprimorando nisso a cada nova vítima. Ele sabe que para evitar ser desmascarado, é preciso "envenenar o poço" das pessoas próximas a você para que se tornem seus macacos voadores, tentando fazê-los ficarem ao lado dele e contra você. Daí, não importa o que você disser, os outros acreditarão que é você que está implicando com ele ou está ficando louco. 

Um narcisista encoberto passa a imagem de uma pessoa agradável, empática, humilde, mas é tudo superficial. Só as suas vítimas conhecem a sua verdadeira face. É incrível como parece que todos os narcisistas leram Maquiavel e sabem usar os seus ensinamentos com maestria. Veja isso:

Contra quem tem boa reputação, é difícil conspirar e é difícil que seja atacado enquanto for considerado excelente e reverenciado pelos seus súditos (Maquiavel).
Quanto mais firmes forem os seus laços com as pessoas que são importantes para você, mais difícil será para o narcisista rompê-los. Mas ele criará intrigas para se passar por bom moço enquanto te vilaniza. O narcisista encoberto é carismático e é bom em distorcer os fatos e fazer "lavagem cerebral" nas pessoas. O gaslighting não é feito apenas com a vítima, ele também pode iludir as pessoas próximas a ela. Caso ele veja que essas pessoas não são influenciáveis e a vítima é consciente, seria de se esperar que ele desistisse e fosse procurar outra. Na verdade, ele sempre tem várias vítimas em potencial, com as quais ele usa o seu charme superficial e love bombing. No início... os narcisistas praticam 100%.

Quando alguma delas sucumbe à sua sedução e avança para as próximas fases do abuso (desvalorização, descarte, hoovering), ele passa a investir mais pesado nela para obter suprimento e todo tipo de vantagem que ela possa lhe oferecer. 

A desvalorização começa quando ele percebe que já ganhou controle sobre a vítima por meio da dependência emocional. Quando ela começa a implorar por migalhas daquilo que o narcisista lhe dava na fase do love bombing, isso o faz se sentir desejado e é um suprimento para ele.

A informação é a melhor defesa contra o abuso narcisista.

Outra coisa, narcista geralmente 99% fica obcecado por alguém que ele determina e esse alguém tem para oferecer para vida dele. Fica obcecado pelas coisas que pode usar/abusar do outro: dinheiro, sexo, moradia, carro, status, favores, beleza, amizades, popularidade, inteligência, etc.

Ficam loucos, descontrolados, muitos matam quando percebem que estão para perder a coisa-pessoa. Não possuem empatia com nada e ninguém e sempre quando descobertos se posicionam como vítimas e injustiçados (narcisista oculto)

Love bombing = Conhecer um cara legal, ficar com ele e, logo após o segundo ou terceiro date, ser alvo de um ataque romântico na forma de flores, presentes, jantares, declarações apaixonadas nas redes sociais e ao vivo e em cores e até aparições surpresa no trabalho. Para muitas mulheres, trata-se de um sonho que nem mesmo a mais açucarada das fantasias ousou imaginar. Para outras, porém, tamanho exagero só causa repulsa, medo e desconfiança. O chamado "love bombing" -- em tradução livre, "bombardeio de amor" -- costuma provocar reações contraditórias, ainda mais se levarmos em conta que, apesar de tanta evolução dos costumes, muitas mulheres ainda são influenciadas por conceitos de antigamente como a necessidade da prova amorosa, e de que os homens que valem a pena são arrebatadores e ardentes. No entanto, trata-se de um comportamento que exige atenção. Segundo especialistas, tende a se tornar obsessivo e até mesmo abusivo.

Para Silvia Malamud, psicóloga clínica especializada em terapia de casais e família, de São Paulo (SP), o risco existe se as características de personalidade estão dentro do espectro do narcisismo perverso e de outras patologias afins. "É quase uma regra: relacionamentos marcados logo no início pelo 'love bombing' têm a tendência de, na segunda página, virarem decepções ou inseguranças afetivas sem fim. Isso porque esse tipo de conduta indica uma projeção de todas as carências na outra pessoa, como se ela não tivesse defeito algum e fosse solucionar tudo na vida do apaixonado. E como as pessoas, em geral, andam muito carentes, o perigo do 'bombardeio de amor' está nas cobranças que surgem depois de um tempo e nas decepções que podem vir no pacote. E, ainda, na cegueira que persiste quando o outro é 'inventado' pelo par e a todo custo precisa se encaixar no modelo", afirma. 

O "love bombing" impede que se enxergue a natureza do relacionamento. Uma cegueira de excitação envolve o momento e não dá espaço para que a relação possa se desenvolver com maior profundidade. "Tudo passa a parecer a celebração do encontro e o desejo da perfeição do desenvolvimento do mesmo. Mas a grande questão é: o que pode significar perfeição para cada um, individualmente?", questiona Malamud. 

Segundo Luiza Colmán, psicóloga de Goiânia (GO) especializada em temáticas ligadas ao amor, é comum que essas pessoas queiram se sentir amadas na mesma proporção com que demonstram -- e, justamente por isso, acreditam que suas demonstrações de afeto serão correspondidas e valorizadas intensamente. "Em alguns casos, o 'love bombing' também serve para marcar território e deixar bem claro para todos que o par é comprometido", observa. 

Limites precisam ser respeitados 

De maneira persistente, o "bombardeio de amor" pode, sim, caracterizar abuso se o alvo da atenção exacerbada se sente controlado e sufocado pelo comportamento. É preciso, logo no início, pontuar o incômodo com firmeza e gentileza, sem culpa. Muitas pessoas não conseguem comunicar essa insatisfação porque como as atitudes, em princípio, se dão "por amor", parece que é feio reclamar. 

"É fundamental conversar sobre isso com o par e expor seus sentimentos e desejos, além de explicar o que tanto exagero causa. Não se deve desmerecer o outro, pois em alguns casos suas ações têm boas intenções, mas, infelizmente não agradam como deveriam", afirma o psicólogo Yuri Busin, diretor do CASME (Centro de Atenção à Saúde Mental Equilíbrio), em São Paulo (SP). 

Muitos arroubos de romantismo fazem parte do cenário de diversos começos de relacionamento -- o tempo se encarrega de "amornar" as coisas. Não é toda manifestação apaixonada que tem potencial de se tornar uma relação abusiva, mas, de acordo com a psicóloga Claudia Melo, do Rio de Janeiro (RJ), o que merece cautela nesse processo são os excessos. "Se você sinaliza pro par que é preciso ir com calma e ainda assim a sua fala não é respeitada, é sinal de problema. Se você diz 'não apareça no meu trabalho de surpresa, não vá à minha casa sem me avisar, não precisa mandar flores a toda hora' e esses limites são ultrapassados, cuidado. Mesmo sendo algo bonito, é fora do comum. Trata-se de alguém que demonstra claramente não ter limites nem respeita o espaço alheio", diz. 

Para a psicóloga e psicanalista Priscila Gasparini Fernandes, de São Paulo (SP), no início de um relacionamento é normal querer agradar ao outro, exagerar no carinho e nos presentes para garantir a conquista. "Mas isso é breve, logo deve haver uma estabilidade. Quando o exagero prossegue, é bom ficar alerta, pois quem faz é alguém que está tentando compensar algo. Então, o risco de virar uma obsessão é grande", avisa. 

Determinar o limite saudável de um comportamento "love bombing", na opinião da psicóloga Luiza Colmán, depende do quanto as ações acarretam prejuízos para o próprio indivíduo e/ou para outras pessoas. "Os excessos precisam ser observados se provocarem danos em áreas como trabalho, vida financeira, relações sociais e até mesmo na saúde física por causa do estresse ou do desgaste. Muitas vezes é necessário procurar ajuda de um terapeuta", diz. "A melhor forma de começar a quebrar o padrão é se perguntar: para que tanto excesso? 

Qual a reação esperada? É difícil para muita gente responder a essas perguntas sem auxílio, por isso um olhar profissional é fundamental para mudar o jeito de agir, principalmente se a pessoa não consegue deixar de exagerar, mesmo já tentando outras vezes", completa Luiza





sábado, 9 de março de 2019

MINHA VIDA by Rita Lee


ADORO ESTA MÚSICA! 
ESSA LETRA ME TOCA À ALMA 
ME REMETE A OUTRAS DIMENSÕES E SENSAÇÕES

SOU TODOS SENTIMENTOS...
Roberta Carrilho



Minha Vida
Rita Lee

Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei
Cenas do meu filme em branco e preto
Que o vento levou e o tempo traz
Entre todos os amores e amigos
De você me lembro mais


Tem pessoas que a gente
Não esquece nem se esqueceu
O primeiro namorado
Uma estrela da TV
Personagens do meu livro de memórias
Que um dia rasguei do meu cartaz

Entre todas as novelas e romances
De você me lembro mais

Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais

Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais!


Compositor: John Lennon e Paul McCartney



In My Life
The Beatles

There are places I'll remember
All my life, though some have changed
Some forever, not for better
Some have gone and some remain
All these places have their moments
With lovers and friends I still can recall
Some are dead and some are living
In my life, I've loved them all
But of all these friends and lovers
There is no one compares with you
And these memories lose their meaning
When I think of love as something new
Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before
I know…
















terça-feira, 19 de abril de 2016

FIBROMIALGIA: A DOENÇA DA ALMA por Luziane Soprani - RECENTE DESCOBERTA DE ONDE VEM A FIBROMIALGIA E NÃO É DO CÉREBRO


Eu até 2001 não tinha nada... nenhuma doença, dor, não tomava remédios, era uma pessoa que trabalhava 8h e estudava a noite (Faculdade de Direito), enfim, depois que eu reencontrei o psicopata do passado, monstro e inescrupuloso ser das trevas e permitir que esse indivíduo entrasse na minha vida, tudo que eu tinha de bom (saúde física, mental e emocional) se perdeu...
Comecei a apresentar depressão, depois vieram outras doenças inclusive a fibromialgia.
Eu fico pensando como pode uma pessoa destruir tanto a vida de outra assim? Como isso é possível? Apesar de tentar deletar, fazer terapia psicológica, psiquiátrica, etc os sintomas persistem, o corpo não me obedece, não aceita a minha vontade, ele adoeceu com esse relacionamento problemático , traumático e até hoje vivo as consequências. Eu não consigo perdoar esta pessoa infeliz que tanto mal me fez e continua fazendo hoje através da filha que tive com ele. Infelizmente esta doença (da alma) FIBROMIALGIA NÃO HÁ CURA. 
Hoje em dia eu e minha filha mais velha (ela quem me enviou este artigo pelo whatsapp) conversamos muito sobre isso... de como eu era antes do HK e como eu fiquei depois dele... é visível a diferença. Esta relação foi destrutiva para mim, ela, M.E, até meus pais. Ele trouxe desgraça, tristeza, desilusão, doença e brigas... Ele não pode e com certeza não é feliz. Deus é bom e justo!!! Eu não quero vingança, eu só quero a Justiça Divina. Ele tem que pagar por todo mal que fez com suas ações e omissões, seus comportamentos irresponsáveis, agressivos, violentos, mentirosos, dissimulados, esquizos. Ele mudou o curso de várias vidas trazendo sofrimentos, dores e doenças não só para mim, mas para muitas pessoas, inclusive e principalmente para a sua própria filha que qualquer pessoa percebe que ela é ou está desajustada, Aliás, ela mesma sente e confessa que existe um buraco na alma e que sabe que ela é problemática. Que Karma(débitos) este ser das trevas arrendou para existência atual e também as futuras, hein? 

Um corpo sempre será para o sujeito uma “coisa” sua. Assim, para viver cada ser depende habitar um corpo. Desse modo, as paixões, afetos, ideias, são consideradas pelo princípio da filosofia clássica, a localização das mazelas humanas – mencionadas a partir de um corpo – como função de suporte necessário. A análise do corpo constitui uma relação de pertinência entre o existir e sua materialidade. Esse é o âmago de grandes questões que ultrapassam o tempo, a cultura, à vida, o nascimento, à morte e, também, um tema intrínseco à psicanálise: a sexualidade.

Nesse artigo abordaremos a dor física e psíquica sem causa orgânica. Enunciaremos aqui, uma síndrome que não se encontra causa orgânica específica – chamaremos de doença da alma. A síndrome cujas dores crônicas sem causalidade orgânica constatável, são fonte de sofrimento para pacientes e um desafio para os profissionais da medicina. Essa síndrome está localizada na fronteira entre a reumatologia e a patologia psicossomática, com comorbidades de transtornos e uma degradação da qualidade de vida no plano profissional, social e familiar.

A fibromialgia é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente, na musculatura. A síndrome cursa com sintomas de fadiga, intolerância ao exercício e sono não repousante – a pessoa acorda sempre cansada. Os médicos classificam a fibromialgia como uma síndrome, porque caracteriza um grupo de sintomas sem que seja identificada uma causa específica.

Não existe uma causa única conhecida para a fibromialgia, mas existem alguns sinais para identificá-la. Os estudos mais recentes mostram que pacientes com fibromialgia apresentam maior sensibilidade à dor do que outros que não têm a doença. Isso não está relacionado com o fato de se ser “forte” ou “fraco” com relação à dor. Na realidade, funciona como se o cérebro dos fibromiálgicos fosse uma bússola desregulada em que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. Sendo assim, nervos, medula e cérebro estariam fazendo que qualquer estímulo doloroso seja aumentado de intensidade.

A dor da fibromialgia é real. Existem estudos experimentais avançados mostrando o cérebro funcionando e os pacientes com fibromialgia sentindo dor. Também foram feitos estudos com o líquido que banha a medula e o cérebro (líquor) e foi visto que as substâncias que levam a sensação de dor para o cérebro estão de três a quatro vezes aumentadas em pacientes fibromiálgicos em comparação com pessoas sem o problema.

Tanto pacientes quanto médicos parecem entender melhor as causas de dor quando existe uma inflamação, um machucado, um tumor, que estão ali, visíveis, causando a dor. Na fibromialgia é diferente; se tirarmos um pedaço do músculo que está doendo e olharmos no microscópio, não encontraremos nada – porque o problema está somente na percepção da dor.

Dados epidemiológicos apontam uma maior incidência dessa entidade clínica em mulheres jovens, mas, não podemos deixar de abordar os homens, com muita sensibilidade a dor. A sociedade e muitos estudiosos insistem em proclamar que às mulheres são mais sofríveis que os homens, no entanto, sob o olhar de uma psicanalista, o sexo masculino sofre tanto como apontam o sofrimento do sexo feminino. Não podemos generalizar e racionalizar que o sexo feminino é mais suscetível do que o sexo masculino. Os homens ainda hoje, precisam omitir os seus sentimentos para não se mostrarem fracos. Isso é uma condição precária da observação humana.

Independente do sexo, existe nessa síndrome uma ausência de evidências na materialidade do corpo e a presença de fatores psicopatológicos dificulta o diagnóstico e tratamento. Face à diversidade e dos fatores envolvidos em determinadas síndromes. Faz-se necessário a indicação de uma abordagem multidisciplinar para um tratamento com resultados mais eficazes.

Nesse contexto, ao mesmo tempo em que os profissionais buscam uma cura para suas dores, os pacientes clamam pelo reconhecimento dessa síndrome que causa muito sofrimento.

DA PSICANÁLISE:
A sugestão é considerar a eventual função da fibromialgia na estruturação psíquica como solução subjetiva. Para o referencial teórico-clínico da psicanálise. A psicanálise fornece elementos para reflexões sobre a dor no corpo e seu lugar na psique.

A partir do estado atual das pesquisas sobre o tema – considerando a escassez de estudos no campo da psicanálise, o ponto nevrálgico para nós psicanalistas é podermos contribuir para uma abordagem da fibromialgia que sustente o relato da experiência de dor. Não temos à pretensão de pôr a fibromialgia a qualquer quadro psicopatológico, como a histeria ou a depressão – o foco da psicanálise é sublinhar a posição subjetiva – daquele que sofre em seu corpo essa dor “insuportável” para então, termos um diagnóstico junto os profissionais médicos no tratamento da fibromialgia.

O que a fibromialgia pode ensinar ao psicanalista? Acreditamos que, para além da doença, há um sujeito em questão e que o diagnóstico em psicanálise se produz a partir da posição que este ocupa frente ao seu sintoma. O que, para além da dor, do que o analisando diz, comporta um falar singular. Se na medicina o diagnóstico se alicerça nos fenômenos comprovados e numa probabilidade estatística, a psicanálise avança, para além dos fenômenos, os modos de enfrentar a singularidade do sofrimento. Da forma como a dor psíquica, implicada na dor física, faz com que a psicanálise avance na subjetividade dos casos sob o olhar clínico. A fibromialgia não pode ser igual para todos, mesmo que haja uma tipologia, uma peculiaridade sintomatológica na doença, o traço único dirá mais sobre aquele que sofre e sobre o uso que faz de sua dor.

“O umbral de estimulação requerido para transformar um estímulo sensorial em uma possível ameaça está significativamente rebaixado na Fibromialgia, sendo uma das características principais do processo neurobiológico, que afeta de forma extensa todo sistema e pode converter informações subclínicas em sensações desagradáveis em diferentes partes corporais.” (Collado, A., 2008, p. 517-518).

DA EXISTÊNCIA DE ESTADOS DOLOROSOS CRÔNICOS:
A existência de estados dolorosos crônicos sem substrato orgânico, doenças da dor, é assinalada desde o século XIX. Dentre elas, a fibromialgia (FM), conhecida como fibrosite desde 1904 (Gowers, 1904), tem denominação bastante recente (Smythe e Moldofsky, 1977). Reconhecida pela OMS em 1992, sob a identificação M 79.7 na classificação internacional das doenças (CID), essa síndrome é definida como composta de dores músculo-esquelético acompanhadas, frequentemente, de transtornos do sono e fadiga. A partir dessa classificação, que lhe confere um estatuto de doença, o aumento do interesse sobre a fibromialgia repercute em numerosos estudos (Kahn, 1989; Kochman, 2002; Heymann, 2006; Saltareli, Pedrosa, Hortense e Sousa, 2008). No entanto, sua etiologia permanece obscura e parece remeter a uma origem multifatorial, sem que nenhuma causalidade orgânica tenha sido detectada (Sordet-Guepet, 2004).

A maioria dos textos e estudos sobre o tema indica a possibilidade de uma comorbidades psiquiátrica no que concerne à presença de transtornos de ansiedade e depressão. Sendo assim, apontam a adequação do recurso a tratamentos medicamentosos conforme cada caso é suas comorbidades. Digno de nota, a indicação de tratamento psicoterápico é mencionada no recente estudo brasileiro sobre o tema ao mesmo tempo em que os exercícios de alongamento e assimilados (Heyman et al., Idem). De todo modo, a indicação de uma abordagem multidisciplinar para o tratamento dos casos de fibromialgia parece consenso na maioria dos trabalhos da área médica, figurando tanto no recente estudo Consenso brasileiro do tratamento da fibromialgia (Heyman et al., Ibid) quanto no relatório da Academie Française de Médecine (Menkès e Godeaul, 2007).

Numerosos autores reconhecem o importante e até mesmo preponderante papel dos fatores psíquicos no surgimento da fibromialgia. Ao mesmo tempo, a maior parte deles, rejeitam a assimilação desta a qualquer doença psiquiátrica e somente o componente psicossomático é, em certos casos, evocado. Uma vulnerabilidade psicológica marcada pelo stress (Boureau, 2000), a tendência ao “catastrofismo”, à “vitimização”, por vezes uma hiperatividade prévia, um contexto de tensão emocional constante, ansiedade e afetos depressivos vêm esboçar um quadro psicológico do paciente fibromiálgico. Todavia, sublinha-se que as relações de causalidade entre os sintomas psiquiátricos e a fibromialgia são difíceis de confirmar. (Menkès, Godeaul, 2007).

É possível que os transtornos encontrados na fibromialgia (fadiga, transtornos do sono, dores de cabeça, diminuição da atividade cognitiva) fazem observar os sinais de depressão, somando a uma síndrome dolorosa. Porém, não se encontram nem as ideias suicidas nem os elementos de desvalorização e autoacusações. Do mesmo modo, se os autores sublinham as relações inegáveis entre a fibromialgia e uma extensa lista de transtornos psicológicos, entre os quais a hipocondria, transtornos funcionais e somatoformes, o critério principal das dores difusas parece, entretanto, separá-los (Kochman, Hatron, 2003). Unicamente a comorbidades entre os estados de stress pós-traumático (SPT) e a fibromialgia, tanto em termos da expressão sintomática como no da anamnese (eventos traumáticos, violência, abusos sexuais etc.) parece confirmada no plano clínico. Geralmente, a fibromialgia inicia-se após um traumatismo psíquico (eventos recentes ou passados, situação prolongada de stress etc.) ou físico, por vezes mínimo (traumatismo, cirurgia, acidente de trabalho, de transito etc.).

Em muitos casos, as evidencias da doença através do diagnóstico pode permitir ao sujeito certo alívio. Na realidade, o reconhecimento da dor, abre a possibilidade de se ter à mão, como um prêt-à-porter, uma causa que fornece certo sentido aos males somáticos, mas também aos psíquicos. Graças a essa identidade adotada e caracterizada com o selo da fibromialgia, existe o des- prazer de sentir dores corporais, mas, porém, não necessita ser escondida ou omitida.

Na contrapartida às tentativas sempre sem definições e/ou de um diagnóstico exato para descrever um perfil típico do paciente fibromiálgico – correto será obter referências a uma psicopatologia sustentada na consideração do sujeito. Assim, não podemos proclamar que existe a “cura a qualquer preço”, mas pode-se, considerar a eventual função da fibromialgia na estruturação psíquica como solução subjetiva. Nessa ação “esperançosa,” (o médico, o psiquiatra, o psicanalista e/ou psicólogo) podem manter o dizer do sujeito em sua tentativa de esboçar uma teoria pessoal de sua doença. É um primeiro passo, uma via para permitir ao sujeito mudar ou, pelo menos, compreender sua posição face ao sofrimento sem remédio. Em alguns casos, esse pode ser um caminho para uma verdadeira mudança subjetiva, uma abertura para a interrogação sobre à maneira de se colocar no mundo, a singularidade de sua relação ao saber da realidade e lidar com sua condição, buscando viver melhor, sem prostração para não se tornar uma vítima da doença.

REFERÊNCIAS:
Rev. Mal-Estar Subj. vol.10 no.4 Fortaleza dez. 2010.

Entrevista com Reumatologista Eduardo S. Paiva
Chefe do Ambulatório de Fibromialgia do HC-UFPR, Curitiba.

Bennett, R. (2005), The Fibromyalgia impact questionnaire (FIQ): A review of its development, current version, operating characteristics and uses. Clinical and Experimental Rheumatology., 23 (Suppl. 39), S154-S162.

Collado, A. (2008). Fibromialgia: Una enfermedad más visible. Revista de la Sociedad. Española del Dolor, 15 (8), 517-520. Recuperado em 1 agosto 2010, da http://revista.sedolor.es/articulo.php?ID=589

Fernandes, M. H. (2001). As formas corporais do sofrimento: A imagem da hipocondria. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, 4 (4), 61-80.

Freud, S. (1986). La perturbación psicógena de la visión según el psicoanálisis (Obras Completas Sigmund Freud, Vol. 9). Buenos Aires, Argentina: Amorrortu. (Originalmente publicado em 1910).

Gaspard, J.-L. (2009). Le corps du refus dans la modernité: l’exemple de la fibromyalgie. In J-L. Gaspard & C. Doucet (Orgs)., Pratiques et usages du corps dans notre modernité (pp. 129-139).Toulouse: ERES.

Heymann, R. E. (2006). O papel do reumatologista frente à fibromialgia e à dor crônica musculoesquelética. Revista Brasileira de Reumatologia, 46 (1). Recuperado em 1 agosto 2010, da http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000100001&lang=pt

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Houvenagel, E. (2001). Mécanismes de la douleur de la fibromyalgie. L’Observatoire de la Douleur, 11, 9-12.






Fibromialgia mistério resolvido, finalmente!


Pesquisadores descobriram a principal fonte de dor em pacientes com fibromialgia, e ao contrário do que muitos acreditam, não derivam do cérebro. Os resultados marcam o fim de um mistério de décadas sobre a doença, que muitos médicos acreditavam ser fruto da imaginação dos pacientes.

O mistério da fibromialgia deixou milhões de pessoas que sofrem à procura de esperança em medicamentos para a dor. Até recentemente, muitos médicos pensavam que a doença era “imaginária” ou psicológica, mas os cientistas agora revelaram que a principal fonte de dor resulta de um excesso de fibras nervosas sensoriais presentes ao redor dos vasos sanguíneos localizadas na palma das mãos.

A descoberta pode levar a novos tratamentos e talvez até mesmo a uma cura total no futuro, trazendo alívio para milhões de pessoas suspeitas de ter essa doença.


Para resolver o mistério da fibromialgia, os pesquisadores concentraram a atenção na pele da mão de uma paciente que tinha uma falta de fibras nervosas sensoriais, que causavam uma reação reduzida à dor.

Eles então pegaram amostras da pele das mãos de pacientes com fibromialgia, e foram surpreendidos ao encontrar uma quantidade extremamente excessiva de um determinado tipo de fibra nervosa.

Anteriormente os cientistas pensavam que essas fibras fossem apenas responsáveis por regular o fluxo de sangue, e que não desempenhassem qualquer papel na sensação de dor, mas agora eles descobriram que há uma ligação direta entre estes nervos e a dor corporal generalizada.

A descoberta também pode resolver a questão persistente de porque muitos doentes têm mãos extremamente dolorosas, bem como outros “pontos sensíveis” em todo o corpo, e porque o tempo frio parece agravar os sintomas. Além de sentir dor profunda generalizada, muitos pacientes com fibromialgia também sofrem de fadiga debilitante.

O neurocientista Dr. Frank L. Rice explicou: “Nós anteriormente pensávamos que estas terminações nervosas só estivessem envolvidas na regulação do fluxo sanguíneo em um nível subconsciente, mas agora temos evidências de que as terminações dos vasos sanguíneos também podem contribuir para o nosso sentido consciente do toque, e também da dor “, disse Rice.
“Este fluxo de sangue mal administrado pode ser a fonte de dores musculares e da sensação de fadiga nos pacientes com fibromialgia.”
Os tratamentos atuais para a doença não trouxeram alívio completo para os milhões de pessoas que sofrem. Terapias incluem analgésicos narcóticos; medicamentos anti-convulsivos, anti-depressivos e conselhos, mesmo simples, tais como “dormir mais e exercitar regularmente.”

Agora que a causa da fibromialgia foi identificada, os pacientes estão ansiosos para uma eventual cura.




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

SINTOMAS DE UM RELACIONAMENTO ABUSIVO - saiba identificar

Eu vivi um relacionamento abusivo com um cara sem caráter e sem empatia que eu conhecia desde a adolescência, HK. A princípio ele se apresentou como um homem meigo, tímido, respeitador, gentil. Tudo balela ... falso, mentiroso. Ele é uma fraulde enfeitada de pessoa mas é um monstro sem escrúpulos!!! Eu fiquei dependente dele e doente. Quase enlouqueci realmente por causa do convívio com ele. Foi a pior fase da minha existência. Hoje eu penso que ele deveria ser enjaulado para não fazer mais mal a ninguém com aquela conversinha de solitário, discriminado, sozinho e não compreendido. Ele é um manipulador camuflado... estes tipos são os piores, são os mais nocivos para a saúde mental e física da gente. Um conselho para quem conhece ou está conhecendo um tipo destes: CORRE!!! Sai fora!!! É um manipulador-abusivo que se passa de babaca sem noção, sem lugar, alienado e bonzinho demais. E aparentemente abobalhado.... corre!!! E para bem longe e não olhe pra trás sem culpa. É uma atitude defensiva contra abusadores ou manipuladores. Roberta Carrilho