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quarta-feira, 17 de agosto de 2022

TRANSTORNO DE HUMOR MISTO - M. E. C. C. C. N.

Hoje minha filha (Bebein) foi diagnosticada com o Transtorno de Humor Misto - CID 10 F41.2. Ela, veio para meu aniversário de 50 anos e foi ficando e começou a relatar vários episódios graves de depressão que esteve submetida por dois anos em BH. Crises de insônias, choros, T.O.C, apatia, etc. O mais impressionante é que não teve acompanhamento médico ou psicológico. Nem a presença do pai que morando no mesmo apartamento não percebeu os diversos sintomas como: perda de peso, apatia, insônia, introspecção, irritabilidade, lentindão nos movimentos e raciocínio, perda de memórias, etc. Ele não fez nada para mitigar ou tratar nossa filha, não leu seus sinais. Pelo contrário, agravou seu quadro depressivo pela insensibilidade, ausência diária, indiferença, descarte, cobranças desnecessárias, bulling ("se vira", "preguiçosa",... comentários lamentáveis para quem já estava doente e com todos os sinais à mostra pedindo ajuda) 
Quanto egoísmo!! Quanto individualismo e indiferença ao outro!!! Enfim... não sei dizer... posso informar o que percebi quando eu vi o seu estado quando a encontrei. Assim que ela começou a relatar o corpo dela ia dizendo mais que as palavras. Por fim ela mesma pediu ajuda.
Minha filha estava (está) no seu limite humano com pensamentos suicídas. Com a graça de Deus e ajuda dos mentores espirituais consegui em tempo socorrê-la e marcar uma consulta com o melhor psiquiatra especialista do centro-oeste de Minas Gerais, o Dr. Sebastião Emílio Santiago, que atende em Bom Despacho, um horário (urgência). Foi atendida e diagnosticada com Transtorno de Humor Misto (17/08/2022). Chegando em Divinópolis comprei os remédios e no momento ela foi para casa descansar e eu trabalhar.
Agora minha filha irá fazer o tratamento medicamentoso e também concomitantemente o tratamento com a psicóloga Dra. Marina do município de Cláudio - indicação do Dr. Sebastião (psicoterapia online) -, além de muito amor, apoio e atenção diária para que  ela possa se estabilizar emocionalmente, quimicamente (sistema neurológico) e voltar a ter prazer em viver, estudar, seguir a vida. 
Gratidão é o sentimento que estou sentindo pela vida, a Deus!! Agora e sempre minha prioridade máxima é e será ela, ela, ela... 
Roberta Carrilho 



Quadros psiquiátricos podem trazer grande sofrimento a uma pessoa, gerando dificuldades na vida social, afetiva, laboral e familiar. Um deles é o Transtorno Bipolar Misto, uma doença psiquiátrica grave, de difícil diagnóstico, e que desafia os profissionais da saúde mental.

Entenda o que é Transtorno Bipolar Misto
A alternância entre estados de humor extremos é característica do Transtorno Bipolar como um todo, mas no caso misto, existem outros aspectos que se destacam, como a velocidade com que essa mudança acontece.

Segundo o especialista, esses episódios mistos de transtorno bipolar são definidos pela presença de sintomas que satisfazem os critérios para mania/hipomania, associados a, pelo menos, três ou mais dos seguintes sintomas depressivos: 
Já o episódio depressivo com características mistas apresenta os sintomas necessários para diagnosticar a depressão, além de, pelo menos, três dos seguintes sintomas maníacos: 
  • humor expansivo, 
  • autoestima inflada, 
  • pensamento acelerado, 
  • aumento de energia, 
  • aumento da fala, 
  • maior envolvimento em atividades de risco, como compras excessivas ou investimentos insensatos, e 
  • redução da necessidade de sono.
Os sintomas se manifestam em crises agudas, com uma relativa regularidade e persistência. Em quadros muito graves, a alternância de extremos de humor é ainda mais rápida, podendo variar em períodos de uma semana a 24 horas.

Episódios mistos de transtorno bipolar têm risco de suicídio aumentado

Os episódios com características mistas têm duração que pode variar entre semanas a meses. “Esses episódios merecem grande cuidado pois os pacientes nesse estado têm maior risco de suicídio do que os pacientes bipolares sem características mistas”, alerta.


Quando pensar em depressão?
Tristeza não é sinônimo de depressão. O episódio depressivo se caracteriza pela presença, por pelo menos 2 semanas consecutivas, de 5 das 9 manifestações a seguir, ocorrendo na maior parte do dia, quase todos os dias; obrigatoriamente uma das manifestações deve ser humor deprimido ou perda do prazer em atividades:

– Humor deprimido: sentir-se triste, sem esperança; isso pode ser percebido por outras pessoas;

– Diminuição ou perda do prazer em atividades: menor interesse em passatempos ou em atividades que anteriormente o indivíduo considerava prazerosas; o individuo muitas vezes fica mais retraído socialmente;

– Inquietação ou estar mais lento que seu habitual, e isso é percebido por outras pessoas;

– Alteração de apetite e/ou de peso: pode ser para mais ou para menos, ou seja, pode ocorrer (de forma não intencional) aumento de apetite, aumento de peso, redução de peso, redução de apetite (exemplo: o indivíduo precisa se esforçar para se alimentar);

– Alteração do sono: excesso de sono ou insônia;

– Fadiga ou falta de energia: cansaço mesmo sem esforço físico pode ser relatado pelo indivíduo, bem como dificuldade em realizar tarefas;

– Sentimentos de inutilidade ou de culpa excessiva ou inapropriada: o indivíduo pode, por exemplo, ficar ruminando pequenos fracassos do passado;

– Dificuldade de se concentrar ou de pensar: os indivíduos podem se queixar de dificuldades de memória;

– Pensamentos de morte ou planejamento para cometer suicídio.

Tais alterações representam mudança em relação ao funcionamento anterior do indivíduo, e causam sofrimento e/ou prejuízos no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

Lembre-se: depressão não é só no setembro amarelo! Se você sentir que está diferente do seu habitual ou notar diferença em alguém com quem convive, procure ou oriente a procura de ajuda médica e psicológica!

De acordo com estudos da Universidade de Cambridge (2016), a prevalência do Transtorno Bipolar Misto é em mulheres, comumente associada à eclosão do quadro na adolescência, e tem maior duração.

A mesma fonte enfatiza que esse acometimento tem origem em um fato desencadeante, que afeta o paciente na dimensão afetiva. A característica principal é que os sintomas maníacos e depressivos ocorrem simultaneamente ou de maneira flutuante em uma ciclagem rápida.

Ainda segundo a pesquisa de Cambridge, nota-se que os pacientes com episódio misto anterior apresentam mais propensão a manifestar intervalos interepisódios mais curtos, maior comorbidade com abuso de substâncias e maiores taxas de tentativas de suicídio.

Saiba as diferenças entre o Transtorno Bipolar e Transtorno Bipolar Misto

O Transtorno Bipolar se caracteriza por episódios de mania e depressão. A mania se destaca pela grande euforia, excitação e aceleração do pensamento, além de outros sintomas direcionados para um polo de excessos. A fase depressiva é caracterizada por uma completa retração e uma falta de investimento na vida. A alternância entre as polaridades se dá em intervalos de tempo relativamente prolongados.


De acordo com estudo de Schwartzmann e Lafer (2004), o Transtorno Bipolar Misto é descrito pela maioria dos estudiosos como um quadro agudo de rápida alternância de estados afetivos opostos, sintomas de depressão e ansiedade, agressividade, alterações no sono, hostilidade ou mudança muito rápida de inibição para agitação no comportamento. Ele se destaca pela ciclicidade, história pregressa e pode ou não haver hipersexualidade.

Ainda de acordo com o mesmo estudo, no Transtorno Bipolar Misto, pode haver uma ciclagem de pelo menos quatro episódios distintos em 12 meses, de acordo com o DSM-IV. É muito comum a ocorrência de comorbidades, de ideação ou tentativas de suicídio e comportamentos de risco.

Veja como é feito o diagnóstico do Transtorno Bipolar Misto
O diagnóstico do Transtorno Bipolar Misto é realizado por uma equipe multiprofissional. Esses grupos de trabalho se caracterizam pela presença de especialistas de áreas distintas, como psicólogos, psiquiatras e clínicos, que realizam a discussão dos casos. Dessa forma, é possível obter um diagnóstico diferencial e estabelecer um tratamento mais adequado às necessidades e particularidades do paciente.

Conheça os principais tipos de tratamento para o Transtorno Bipolar Misto
O tratamento de estados mistos é atravessado por uma série de cuidados, que listamos a seguir. Veja!

Mudanças nos hábitos de vida
Os cuidados com a saúde mental se fazem presentes em hábitos e em prestar atenção às próprias potencialidades e limites. É importante ter um eixo que estabeleça fronteiras, para que o sujeito saiba até onde pode ir nas dimensões da vida.

Isso é atravessado também por hábitos de saúde. O paciente com Transtorno Bipolar Misto tende a se colocar em muitas situações de alto risco e pode manifestar sintomas bastante degradantes. Dessa forma, com apoio profissional, o paciente pode desenvolver novos hábitos, incentivando a organização e o fortalecimento do eixo da pessoa.

Evitação do uso de drogas e álcool

O tratamento para Transtorno Bipolar Misto demanda o uso de medicação, sendo que a associação disso a drogas e álcool é extremamente nocivo para o quadro. Mesmo em casos em que ainda não se iniciou a intervenção medicamentosa, a bebida e os entorpecentes estimulam o agravamento de sintomas, a redução da capacidade de discernimento, a hiperexcitação, os comportamentos de risco e a desorganização do paciente.

Dessa forma, a proposta do tratamento é incentivar o sujeito a reconhecer esses efeitos degradantes e evitar o consumo de álcool e drogas.







link:

Assista ao vídeo e descubra como funciona 
o método para conseguir isso



Intervenção medicamentosa (Dr. Sebastião Emílio Santiago)
A medicação psiquiátrica é importante para reorganizar a dinâmica cerebral nos quadros agudos e estimular o controle de novas crises. Podem ser utilizados estabilizadores de humor, antipsicóticos e antidepressivos, em dosagens adequadas às necessidades do paciente. Todo o processo deve ser realizado com o acompanhamento médico.


Psicoterapia (Dra. Marina)
A psicoterapia proporciona condições para reflexões e para que o sujeito trabalhe suas questões, crises existenciais e seus comportamentos. Assim, ele pode aprender a desenvolver estratégias para enfrentar as próprias dificuldades e apostar nas potencialidades que tem. A associação de terapia com intervenção medicamentosa apresenta melhores resultados em relação a outras abordagens.

Remédios - Tratamento do Transtorno de Humor Misto


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

SINTOMAS DE UM RELACIONAMENTO ABUSIVO - saiba identificar

Eu vivi um relacionamento abusivo com um cara sem caráter e sem empatia que eu conhecia desde a adolescência, HK. A princípio ele se apresentou como um homem meigo, tímido, respeitador, gentil. Tudo balela ... falso, mentiroso. Ele é uma fraulde enfeitada de pessoa mas é um monstro sem escrúpulos!!! Eu fiquei dependente dele e doente. Quase enlouqueci realmente por causa do convívio com ele. Foi a pior fase da minha existência. Hoje eu penso que ele deveria ser enjaulado para não fazer mais mal a ninguém com aquela conversinha de solitário, discriminado, sozinho e não compreendido. Ele é um manipulador camuflado... estes tipos são os piores, são os mais nocivos para a saúde mental e física da gente. Um conselho para quem conhece ou está conhecendo um tipo destes: CORRE!!! Sai fora!!! É um manipulador-abusivo que se passa de babaca sem noção, sem lugar, alienado e bonzinho demais. E aparentemente abobalhado.... corre!!! E para bem longe e não olhe pra trás sem culpa. É uma atitude defensiva contra abusadores ou manipuladores. Roberta Carrilho






quinta-feira, 26 de março de 2015

O TÉDIO É APENAS UM SINTOMA por Bruno Braz



Podemos explicar o fenômeno do tédio a partir de alguns elementos: ansiedade, culpa, ânsia por controle e entretenimento. Porém, o que sentimos como "tédio" é apenas um sintoma de algo muito maior


Esse vazio, essa dor latente que espera por qualquer oportunidade para se manifestar não é tão surpreendente, visto que a maior missão da tecnologia é maximizar o prazer, o conforto e a segurança, além de evitar qualquer sofrimento imediato. O ímpeto em tornar a vida mais fácil, segura e conveniente é o que motiva a tecnologia desde o princípio. Os novos avanços são cada vez mais eficientes. A vida se tornou mais fácil. Hoje, vamos à farmácia aplicar tecnologia para aliviar qualquer desconforto, não importa quão pequeno. Dor de cabeça? Tome uma aspirina. Nariz escorrendo? Remédio pra gripe. Depressão? Beba até cair. Há uma suposição implícita de que não precisamos sentir dor. A maior conquista da tecnologia seria descobrir algum meio para eliminar, de uma vez por todas, a dor e o sofrimento.

David Pearce aborda algo parecido em sua "missão hedonística". Ele defende a extinção completa do sofrimento através da engenharia genética, nanotecnologia e neuroquímica, desativando os receptores da dor, estimulando as zonas de prazer e assim por diante, tal como pressuposto pelas "drogas da felicidade" atuais e por todo o aparato médico que busca eliminar ou aliviar apenas os sintomas — ignora-se as causas. Drogas psicoativas são aplicadas com a premissa de que a real causa da angústia são os baixos níveis de serotonina e noradrenalina no cérebro. Aumente o nível desses neurotransmissores e, pronto, a angústia desaparece — o tratamento é um sucesso!

Por trás da suposição de que "não precisamos sentir dor" se encontram outras ainda mais profundas. Uma delas é a desconexão. Baixos níveis de serotonina são considerados de forma isolada em relação ao todo, assim como a peça quebrada de um carro. Esse paradigma mecanístico ignora a natureza orgânica do corpo humano, em que a saúde de qualquer parte reflete a saúde do todo; ignora que existem razões para os baixos níveis de serotonina, e razões para as razões, espalhando-se como uma teia de razões que abrangem todo o ser do paciente.

Há outra suposição relacionada à desconexão, a de que vivemos em um universo morto e sem propósito. Eventos ocorrem ao acaso. Não há nenhum propósito maior tornando cada evento significante e certo. Assim, a depressão não serve um propósito maior, pois não existe tal coisa. Não há razão para depressão exceto pelo que é identificável por fatos e dados, e portanto nenhum motivo para supor que a dor retornará uma vez que seu veículo atual for suprimido. A realidade é infinitamente controlável.

Se, no entanto, considerarmos a tecnologia, individualmente e coletivamente, como um meio não para extinguir a dor, mas para retardá-la, então se torna óbvio que essa mesma dor continuará a existir, esperando por qualquer momento de ócio. Isso se torna ainda mais evidente quando o próprio esforço em retardar a dor acaba gerando uma nova. Novos problemas causados por tecnologias desenvolvidas para solucionar os anteriores — sintomas causados pelo próprio remédio.

Na vida cotidiana, felicidade e segurança vêm de fortes conexões com a família, comunidade, natureza, lugares, espírito e consigo mesmo, e não de uma "independência", seja psicológica ou financeira. A história da tecnologia é uma longa saga que veio ampliando a separação da natureza (por nos acharmos superiores, cegos pelas maravilhas do progresso), da comunidade (pela especialização e produção em massa), dos lugares (pela alta mobilidade e incentivo à atividades em ambientes internos) e do espírito (pelo predomínio do paradigma científico Newtoniano). Logo, não se admira que a dor da condição humana só tenha aumentado durante a era atual. Ainda que as dificuldades físicas tenham definitivamente diminuído, o sofrimento psicológico na forma de solidão, desamparo, depressão, ansiedade, angústia e irritação tem crescido em proporções epidêmicas. Mesmo quando a tecnologia consegue conter as consequências externas dessa separação, ainda a internalizamos como "dor".


Fonte: © obvious: