sábado, 2 de junho de 2018

20 LIVROS DE ROMANCE QUE VÃO MEXER COM SUAS EMOÇÕES


Estilo de literatura que eu mais gosto de ler. Eu sinto prazer e me envolvo nas tramas, nos dramas e na história em si. Eu fico muito envolvida e me faz muito bem à alma. Adoroooo
Roberta Carrilho


20. O Visconde que me Amava (The Bridgertons #2)


Autora: Julia Quinn
Este é o segundo livro da série Os Bridgertons, escrito pela autora considerada a "Jane Austen contemporânea". 
Em O Visconde que me Amava, Quinn narra o conflito e desejo entre Anthony Bridgerton, um charmoso visconde, e Kate, irmã mais velha de Edwina Sheffield, uma debutante bela que é inicialmente desejada por Anthony.
Mesmo achando Kate a mulher mais intrometida dos salões londrinos, Anthony começa a se apaixonar pela jovem. Ao mesmo tempo, Kate acha o visconde um grande libertino, mas também descobre ser um homem muito honesto e gentil... 
Já dá para perceber o que vai acontecer ou está difícil? Os Bridgertons é uma das séries mais aclamadas entre os fãs de literatura romântica. Se você gosta do gênero, então vale a pena conferir!


19. A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars)


Autor: John Green
Publicado em 2012, A Culpa é das Estrelas é um dos livros de romance YA que mais teve hype nos últimos tempos. O sucesso foi tanto que não demorou para sair uma versão cinematográfica da obra de Green.
O enredo conta a história de Hazel, uma jovem de 16 anos que desde os 13 luta contra um câncer. A jovem passava os seus (poucos) dias de vida sem viver grandes emoções, até que conhece Augustus, um rapaz que perdeu uma das pernas devido a uma doença. 
Juntos, Hazel e Gus enfrentam os terrores do câncer com um senso de humor ácido e bastante peculiar. A Culpa é das Estrelas é um livro lindo e que vai conquistar o seu coração, sem dúvidas!


18. Anna e o Beijo Francês (Anna and the French Kiss)


Autora: Stephanie Perkins
Um romance juvenil que tem deixado muita gente apaixonada! 
O livro conta a história de Anna, a filha de um famoso escritor, que é mandada por seu pai para um internato em Paris. Frustrada, pois foi forçada a se separar de seus amigos e um "quase" namorado, Anna acaba por conhecer o jovem e belo Étienne St. Clair. 
Não demora muito para os sentimentos entre ambos começarem a fervilhar. Os dois tinham tudo para viver uma apaixonante história de amor, se não fosse por um pequeno detalhe... Qual será? Se você está curioso(a) e gosta de romances juvenis, então não vai se decepcionar com Anna e o Beijo Francês!

17. Garoto Encontra Garoto (Boy Meets Boy)


Autor: David Levithan
Um romance Jovem Adulto rodeado com uma aura de comédia romântica. Este é o espírito de Garoto Encontra Garoto, uma história que tem como pano de fundo os relacionamentos homossexuais, além de trazer reflexões importantes sobre o preconceito, a discriminação e as inseguranças.
O livro fala sobre Paul, um jovem que estuda numa escola muito legal - as líderes de torcida andam de moto, a rainha do baile é uma quarterback drag-queen, entre outras coisinhas - onde conhece e se apaixona por Noah, o rapaz dos seus sonhos.
Será que Paul conseguirá conquistar o seu amado enquanto enfrenta os vários problemas que atravessam o seu caminho?

16. Eleanor & Park


Autora: Rainbow Rowell
Uma história sobre o primeiro amor, que é puro, desesperador e, ao mesmo tempo, dono de uma esperança inigualável.
Park é um jovem geek que adora música e HQ's, enquanto que Eleanor, sua vizinha, adora usar roupas "estranhas" e colecionar seus quadrinhos de X-Men e Watchman. Após se encontrarem no ônibus da escola, passam a compartilhar as suas paixões e, inevitavelmente, o amor começa a brotar em seus corações - ao som de Smiths e The Cure.
Este é um livro lindo! Se você está a procura de um bom romance YA, não perca tempo e leia Eleanor & Park.

15. Como Eu Era Antes de Você (Me Before You)


Autora: Jojo Moyes
Não apenas uma história de amor, mas uma lição de vida sobre como mesmo nos piores pesadelos estão escondidos tesouros preciosos!
Moyes conta a história de Louisa e Will. Ela é uma jovem ambiciosa e cheia de sonhos. Ele é um ex-esportista que ficou tetraplégico, vivendo agora com um constante mau-humor e frustração. Louisa passa a cuidar de Will e mostra para o rapaz que a vida ainda tem muito o que lhe oferecer.
Como Eu Era Antes de Você também é conhecido por tratar de um assunto muito polêmico, motivo de muitos choros no final do livro, com certeza.

14. A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista
 (The Statistical Probability of Love ar First Sight)


Autora: Jennifer E. Smith
O amor, diferente das bagagens, nunca se extravia. Talvez este seja o resumo perfeito para este romance jovem adulto que conquistou leitores de várias idades.
A história conta como quatro minutos podem ser decisivos para mudar totalmente a vida de uma pessoa... Ou de duas, neste caso. Após um atraso em seu voo, Hadley conhece Oliver, um jovem e simpático britânico que passa a acompanhar a menina durante a sua viagem para Londres. 
Toda a narrativa se passa em apenas 24 horas e vai te mostrar de uma vez por todas que o tempo é mesmo relativo.

13. O Diário de Suzana para Nicolas (Suzanne's Diary for Nicholas)


Autor: James Patterson
Depois de um ano de namoro, Matt decide romper o seu relacionamento - aparentemente perfeito - com Katie. Sem entender, a jovem sofre com o fim repentino da relação. Mas as suas dúvidas estão prestes a ser respondidas... Ou quase.
Katie encontra na porta de sua casa um caderno deixado por Matt, com o título: "Diário de Suzana para Nicolas". A jovem então descobre que Suzana é mãe de Nicolas e Matt o seu pai. 
Confusa com as revelações que o diário vai trazendo a tona, Katie terá que juntar forças para conseguir entender o que aconteceu com o seu relacionamento através das páginas escritas por outra mulher.

12. Simplesmente Acontece (When Rainbows End)


Autora: Cecelia Ahern
Após P.S: Eu Te Amo, este talvez seja o livro mais aclamado da autora. Em Simplesmente Acontece, Ahern mostra que quando estamos destinados a estar com determinada pessoa, não importa a distância ou os obstáculos impostos ao longo da vida... O amor "simplesmente acontece"!
A obra de Cecelia foi adaptada para o cinema em 2014, com direção de Christian Ditter.

11. Água para Elefantes (Water for Elephants)


Autora: Sara Gruen
Um romance histórico publicado inicialmente em 2006 e que conta a história de Jacob Jankowski e suas aventuras pelo "Esquadrão Voador do Circo Irmãos Benzini - O Maior Espetáculo da Terra".
A narração do livro é feita em forma de memórias, mostrando um Jacob com 93 anos e que vive num lar de idosos, desde a morte de sua esposa. O ex-tratador de animais conta como se apaixonou por Marlena e o carinho especial que ambos sentiam por Rosie, uma elefanta que cria uma ligação única entre o casal. Mas, como é de se esperar, nada seria fácil para Jacob, Marlena e mesmo Rosie... 
Esta magistral obra foi adaptada para o cinema, com direção de Francis Lawrence. 

10. P.S: Eu Te Amo (P.S: I Love You)


Autora: Cecelia Ahern
Outra obra de Ahern que conquistou os corações de milhões de leitores ao redor do mundo. P.S: Eu Te Amo conta a história de Gerry e Holly, um casal apaixonado desde a infância e que tinham tudo para ficarem juntos para sempre, se não fosse o destino... 
Gerry morre e Holly fica devastada, mas mesmo depois de morto, o rapaz tem um papel decisivo para que a jovem consiga seguir com a sua vida.
Enfim, o livro (e o filme) dispensam palavras. Se você ainda não assistiu e não se importa em chorar um pouquinho (lê-se "litros"), então não deixe P.S: Eu Te Amo de fora da sua lista!

9. O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights)


Autora: Emily Brontë (Ellis Bell).
Este é considerado um dos livros mais importantes da literatura inglesa e um clássico mundial, lançado inicialmente em 1847, sendo neste período alvo de muitas críticas.
A história se passa entre os membros das casas da Granja da Cruz dos Tordos e do Morro dos Ventos Uivantes. Heathcliff é um jovem órfão que foi adotado pela família Earnshaw. Odiado por Hidley e apaixonado por Catherine, seus novos "irmãos", Heathcliff passa por muitas humilhações e decepções quando os seus pais adotivos morrem.
Difícil não deixar as lágrimas caírem com o desenrolar da historia de amor entre Heathcliff e Cathy, marcada principalmente pela vingança.

8. Um Dia (One Day)


Autor: David Nicholls
A premissa deste livro é muito interessante, pois toda a história de Emma e Dexter é contada apenas levando em consideração um único dia do ano: 15 de julho. 
E tudo começa em 15 de julho de 1988, quando os dois se conhecem e decidem mudar o rumo de suas vida em prol deste amor. Mas, como vamos acompanhando ao longo dos anos, nem tudo são rosas... 
Muitas brigas, decepções, perdas e lágrimas acompanham o casal ao longo de 20 anos, até que finalmente conseguem encontrar o verdadeiro significado por trás do 15 de julho e, consequentemente, acertar as contas com o amor.
O livro ganhou um hype em 2011 quando foi adaptado para os cinemas, com direção de Lone Scherfig, e Anne Hathaway no papel de Emma, e Jim Sturgess como Dexter.

7. A Mulher do Viajante no Tempo (The Time Traveler's Wife)


Autora: Audrey Niffenegger
Este é um romance com o pé na ficção-científica, mistura esta que fez de A Mulher do Viajante no Tempo um dos bestsellers mais aclamados nos Estados Unidos e Reino Unido.
A história é uma grande metáfora sobre relacionamentos e, principalmente, as perdas provocadas pelo fim das relações. Como representação deste cenário, Niffenegger narra as experiências de uma mulher casada com um homem dotado com o poder de viajar no tempo. Como o marido não controla o seu dom, está constantemente ausente, fazendo com que a esposa tenha que enfrentar constantemente a ausência do parceiro. 
Esta obra é uma das sugestões mais interessantes para quem busca um romance mais... inusitado.

6. Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice)


Autora: Jane Austen
Outro grande clássico da literatura que, mesmo após dois séculos (lançado inicialmente em 1813), mantém-se como um dos livros mais vendidos do mundo!
Austen nos apresenta Elizabeth Bennet e todos os problemas que a jovem enfrenta, principalmente por não aceitar o padrão machista e patriarcal imposta pela sociedade naquela época - início do século XIX, na Inglaterra.
Em meio a todos esses conflitos, Liz Bennet conhece o sedutor, inteligente e "orgulhoso" Sr. Darcy, com o qual começa a nutrir uma forte paixão, mesmo em meio a "tapas e beijos". 
Quando se trata de Liz e Darcy, prepare-se para uma montanha-russa de emoções. Eita casalzinho com altos e baixos, viu... Este é (com certeza) um romance que não pode ficar de fora da sua lista!

5. Olhai os Lírios do Campo


Autor: Érico Veríssimo
A felicidade versus a segurança, o que é mais importante para você? Este é o tema central desta obra icônica da literatura brasileira, uma reflexão sobre os verdadeiros valores da vida. 
O livro narra a história de Eugênio Fontes, um jovem estudante de medicina que se apaixona por Olívia, mas vira às costas para o seu verdadeiro amor e casa-se com Eunice, uma mulher rica e capaz de lhe dar a estabilidade que sempre sonhou.
Este livro vai além do romance, mas também nos obriga a refletir sobre as escolhas e as importâncias que damos a certas coisas ao longo da vida. O tempo não volta... Pense nisso.

4. A Moreninha


Autor: Joaquim Manuel de Macedo
Outro clássico da literatura nacional! Publicado inicialmente em 1844, A Moreninha é tido como o primeiro romance que retratou a sociedade burguesa brasileira da época, em especial a carioca.
Esta é a história de amor entre Augusto e Carolina (a Moreninha). O rapaz é um estudante de medicina que, junto com os seus amigos, vai passar o feriado na ilha de Paquetá e é desafiado por Filipe (um dos seus amigos) a participar de uma aposta: quem se apaixonasse por uma das meninas enquanto estivesse na ilha, teria que escrever um romance sobre. 
Já dá para imaginar o que acontecer, certo? Augusto não tira Carolina da cabeça, mas vê os seus desejos reprimidos por uma antiga promessa que havia feito ainda durante a infância.
A Moreninha é um livro lindo e que vai fazer o coração dos apaixonados por obras românticas bater mais forte!

3. Middlemarch: um estudo da vida provinciana (Middlemarch: A Study of Provincial Life)


Autora: George Eliot.
George Eliot é na realidade pseudônimo de Mary Anne Evans, romancista britânica, que em Middlemarch conta diversas histórias paralelas, porém todas interligadas sob algum aspecto. 
Além dos relacionamentos amorosos, Eliot inclui nesta obra vários temas delicados e subliminares, como o casamento, a religião, a hipocrisia, a educação, o papel da mulher na sociedade, etc.
E só para dar o tom da importância desta obra, a própria Virginia Woolf disse que Middlemarch era "um dos poucos romances ingleses escritos para gente grande".

2. Jane Eyre


Autora: Charlotte Brontë
Outra clássica obra da família Brontë (Charlotte é irmã de Emily, autora de O Morro dos Ventos Uivantes), considerada uma das mais expressivas do chamado "Romance de Formação".
A narrativa conta a história de Jane Eyre, uma jovem que apenas encontra a felicidade quando é mandada para uma escola, local onde passa a trabalhar como professora, posteriormente. 
A mulher acaba conhecendo Edward Rochester, o pai de uma de suas alunas. Os dois se apaixonam e decidem se casar. Tudo ia bem até que Jane descobre (no dia do seu próprio casamento) que o seu noivo já era um homem casado. 
A partir de então a história toma um rumo que o leitor não está a espera. Dramatismo, sofrimento, recompensa e redenção são alguns dos elementos-chave desta obra, que é interpretada como uma excelente crítica social.

1. Anna Karenina


Autor: Liev Tolstói
Simplesmente uma das obras mais icônicas da literatura russa! A história de Anna Karenina começou a ser publicada em 1875, na revista Ruskii Véstnik, mas somente ganhou uma versão integral e definitiva em 1877.
A protagonista que dá nome ao título do livro é uma jovem aristocrata que tem "tudo", beleza, riqueza, popularidade, um filho amado e um marido. Mas, Anna Karenina vive uma vida vazia, sem sentimentos. Isso muda quando conhece o Conde de Vronsky, com o qual começa a ter uma relação extra-conjugal.
Anna Karenina também tem um dos começos mais famosos da literatura mundial: "Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua própria maneira".


sexta-feira, 1 de junho de 2018

QUE BRASILEIRO SERÁ VOCÊ NA COPA? por Xico Sá


Rachado politicamente, nem o futebol da seleção de Tite une o país às vésperas do mundial da Rússia




“Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor...” O eco das arquibancadas de 2014 parece soar estranho no momento. Você vai torcer, secar ou não está nem aí para a seleção brasileira? Segundo meu instituto Databoteco, a indiferença domina o chão da praça. Nem o Pacheco, aquele personagem fanático inventado pela Gillete nos anos 1980, está alerta. Vai ter Copa? Pelo tanque vazio de esperança e o saco cheio da realidade, a brava gente parece indisposta a gastar galões de tinta verde e amarela pelas ruas do país. 

Nem o Alzirão, tradicional sede da pátria em chuteiras no bairro carioca da Tijuca, está enfeitado neste momento. Tampouco há bandeirolas na praça central de Nova Olinda (CE), onde fiz a farra de criança, na Copa de 70, no meio de uma multidão que tentava enxergar em uma TV de 14 polegadas, os lançamentos do Gerson, o canhotinha de ouro.

A polarização, óbvio ululante, ajuda a entornar o caldo da feijoada. Não tem jeito, caríssimo Juan Arias, a política envenena a nação até na alegria da Copa, ao contrário da sua sensata torcida pela unanimidade aqui nas páginas do EL PAÍS.

Há quem se recuse a vestir a camisa canarinho da CBF, modelo oficial dos manifestoches do impeachment -farsa épica dramatizada na pedagogia do samba da Paraíso do Tuiuti.

Ah, bobagem, meu bem, dizem outros: não misturo futebol e política, mesmo sendo contra tudo que está aí no cenário e no horizonte, vou vibrar sim pelo hexacampeonato, faz mais um pra gente vê, menino Jesus. É apenas uma competição de futebol, sem essa de mané-pátria-em-chuteiras.

Há quem simplesmente ainda não superou o trauma do 7x1 e desconfie, mesmo depois de todo discurso da autoajuda publicitária do Tite, da capacidade da equipe. A turma do “sei não, viu...”

Nessa feira patriótica de Acari, tem “de um tudo”. A patota da “intervenção militar” deve pedir a tortura para os secadores da seleção, esse bando de comunista, vai pra Venezuela, vai pra Cuba. Felipe Melo já como capitão do time Brasil na Rússia -o palmeirense é eleitor declarado de Jair Bolsonaro.

No túnel dialético do tempo, o debate nos leva novamente à Copa de 1970 disputada no México. A esquerda brasileira ficou na bola dividida. Para os mais radicais, torcer pelo timaço de Jairzinho, Pelé, Tostão e Rivelino seria compactuar com a ditadura que arrepiava nos porões e censurava até livros sobre o cubismo -sim, o movimento artístico de vanguarda.

Uma moçada vermelha desobedecia, mesmo sob vigilante patrulha ideológica, a cartilha gauche das boas maneiras. Em artigo recente na revista Carta Capital, o jornalista Nirlando Beirão faz um bate-bola comparado e com estilo das duas situações, recomendo a leitura: “Para alguém que torceu a favor em 1970, chancelar em 2018 a hipocrisia, a burrice e a vulgaridade que passaram a exalar da pátria em chuteiras é missão ironicamente mais dolorida que da época da ditadura. Em 1970, o povo ainda desabafava no futebol uma alegria asfixiada, mas esperançosa. Em 2018, o futebol exprime a mediocridade turbulenta de um país que perdeu o rumo - em parte pela cegueira suicida de seu próprio povo. Uma gente sempre disposta a culpar 'os políticos', mas prestes a confirmar de novo, em outubro, os piores pilantras no Parlamento de Brasília.”

Você vai torcer ou secar? Eis a questão da hora. O caso não é simples ou esquemático. Guarda uma complexidade que lembra o drible do elástico nos pés do Rivelino. Há quem passe a régua no boteco: coxinha se esgoela pelo time da CBF; esquerdopata é do contra. Juízo, torcida brasileira, como prega o amigo Vladir Lemos no programa Cartão Verde, na TV Cultura. Conheço esquerdistas mais vermelhos do que Lênin dispostos a torcer pelo escrete canarinho – "afinal de contas a velha URSS e sua gloriosa camisa CCCP já eram”, fazem troça da história.

O jornalista Juca Kfouri tem um texto antológico sobre o assunto. Ninguém conseguiu resumir com sabedoria e elegância, e em apenas 30 linhas, a parada. O argumento foi publicado em 05 de junho de 2014, na Folha de S. Paulo, sob o título shakespereano “Torcer ou não torcer”. Jovens, ao Google. Antes, porém, deixo uma amostra grátis do breve tratado:

“Então, dizia nossa esquerda, cada gol da seleção atrasa em dez anos a revolução brasileira. Militante da ALN, a Ação Libertadora Nacional de Carlos Marighella, o que meus colegas desconheciam, passei a ser visto como alienado e sustentei discussões para mostrar que não permitiria que a ditadura roubasse o que eu tinha de mais íntimo, que minha paixão pelo futebol ou minha emoção sempre que ouvia o hino nacional não seriam usurpadas pelos que haviam assaltado o poder.”

Há quem torça de camisa da CBF, mesmo que pirata, e há quem adote a indumentária alternativa do “Lula Livre”, vermelha como a semente do pau-brasil, sopra um colega de trabalho, corintianíssimo como o ex-presidente.

O corvo Edgar, meu bicho de estimação, o maior agourento do futebol, seca explicitamente o time canarinho desde 2006. “Não tem acordo patriótico”, crocita o maldito, “esse Neymar virou um tremendo mascarado”. Tento domar a criatura no poleiro. Ele segue na mandinga, no escárnio e na blasfêmia. Nem o competente professor Tite, capaz de levar na lábia até a madre superiora, o comove. Que fazer? Vou convocar a dona Lúcia, a crédula e cândida brasileira que consolou Parreira e Felipão em 2014, para administrar gotas de otimismo a este cético miserável.


domingo, 27 de maio de 2018

3 PONTOS DO MAPA ASTRAL QUE REVELAM O AMOR DA SUA VIDA por Giovanna Mazzeo


Signo dos planetas também são capazes de exercer muitas influências sobre a vida das pessoas


Quantas vezes você já não ouviu alguém dizer que está com problemas no relacionamento por causa do signo do parceiro? Ou o ascendente? É muito comum as pessoas se preocuparem em saber se as características de seus signos combinam com as características do outro. Às vezes, a preocupação é tanta que a pessoa já analisa o signo do pretendente antes mesmo de iniciar um relacionamento.

Porém, você sabia que o signo em que está a sua Lua e a dele e os signos dos planetas Marte e Vênus são tão importantes quanto para os romances darem certo? Não se desespere. Não é necessário que você e a pessoa amada precisem ser compatíveis em tudo. Além disso, a afinidade é apenas um facilitador.


IMPORTÂNCIA DO MAPA ASTRAL
De acordo com o astrólogo Guilherme Salviano, para saber com clareza se existe compatibilidade com a pessoa amada, é importante fazer o mapa astral, já que conhecer as influências dos outros planetas pode facilitar a comunicação e a proximidade.

"Não recomendo muito se prender a questão de compatibilidade de signos apenas porque o mapa astral pode quebrar tudo", explica.


INFLUÊNCIA DOS PLANETAS NOS SIGNOS 

Vênus

Vênus é um planeta muito ligado ao relacionamento e por isso exerce muita influência sobre os casais

Quer entender como funciona? Por exemplo: o seu signo pode não ser Libra, mas se o seu ascendente for ou se o planeta Vênus estava em Libra quando você nasceu, é possível que você tenha características librianas, como a ponderação.

Vênus tem papel importante na questão do estímulo e da atração. É um planeta que está ligado aos relacionamentos. No mapa do homem, Vênus indica o estilo feminino que ele busca.

Marte

exerce muita influência sobre a atração de uma pessoa por um parceiro e por isso pode ser determinante em uma relação

Já Marte está ligado a decisões, energia, estímulo e disposição para atração, por isso também é capaz de interferir nos relacionamentos.


Mercúrio 
Está ligado à comunicação e o(s) signo(s) em que ele estava quando você e o seu companheiro(a) nasceram indicam como vocês vão dialogar durante o relacionamento. Se Mercúrio estava, por exemplo, em Leão quando você nasceu, é provável que você seja franco e exponha o que realmente pensa na hora de se comunicar.


A influência da Lua

Lua está diretamente relacionada às emoções e comportamentos das pessoas

A Lua reflete as emoções, a forma como a gente se manifesta em público e o humor das pessoas e indica se ela é prestativa, detalhista, etc.

Salviano explica que os signos Áries, Leão e Sagitário são do elemento fogo, Touro, Virgem e Capricórnio são do elemento terra, Gêmeos, Libra e Aquário são do elemento ar e Câncer, Escorpião e Peixes são do elemento água e que é comum pessoas com signos do mesmo elemento terem mais compatibilidades já que, nestes casos, é normal existirem propósitos em comum.


Além disso, você já ouviu aquela expressão "os opostos se atraem"? Só aqui que funciona! No resto só os com AFINIDADES E GOSTOS PARECIDOS DÃO MAIS CERTOS. Com signos de elementos opostos também funciona. Ou seja, se você é de fogo, também tem propensão a atrair pessoas de ar e vice-versa. Caso o elemento do seu signo seja terra, a propensão é maior em existir atração com pessoas do elemento água.


Combinação de signos no amor

Na sinastria, o astrólogo avalia os mapas astrais do casal 
e não signos astrológicos 


Contudo, o astrólogo explica que não são os signos que devem determinar se o relacionamento vai dar certo.

"O bom de fazer o mapa astrológico é que você conhece as características dos seus signos, as características do seu par e conhece onde estão os pontos de atrito na relação para trabalhá-los. Os casais não devem deixar de iniciar um namoro ou terminar por que não existem muitas afinidades astrológicas", explica o astrólogo.

Sinastria amorosa: como funciona? A sinastria amorosa nada mais é do que a comparação entre dois mapas astrais. O propósito dela não é avaliar se o relacionamento vai ou não dar certo e, sim, observar os pontos mais favoráveis entre o casal.

"Serve para as pessoas terem os conhecimentos das afinidades e dos desafios para que eles possam ser trabalhados ou amenizados a fim de que a relação fique mais em equilíbrio", explica o astrólogo.




quarta-feira, 23 de maio de 2018

11 SINTOMAS DE DESEQUILÍBRIO HORMONAL


Muitos processos importantes em nossos corpos são controlados por hormônios. Então, quando a produção de hormônios é interrompida, isso influencia nosso humor, comportamento, bem-estar e aparência. Mas como entender que o problema é causado por hormônios, e quais deles exatamente?


1. APARECIMENTO REPENTINO DE ACNE
Acne e cravos pretos podem aparecer se seus poros estiverem bloqueados. No entanto, alguns médicos afirmam que a aparência súbita da acne muitas vezes pode ser causada por mudanças hormonais súbitas no corpo. Por exemplo, um nível muito baixo de andrógeno leva a acne em todo o corpo. Essas coisas muitas vezes podem ser notadas durante a adolescência, quando é muito difícil se livrar da acne.


2. DORES DE CABEÇA FREQUENTES
De acordo com endocrinologistas, a razão pela qual você muitas vezes tem dores de cabeça (exceto estresse e fadiga) pode ser baixo nível de estrogênio. Estrogênio é um hormônio feminino que é produzido nos ovários e controla todos os processos metabólicos no cérebro e na medula espinhal. É por isso que, se você tem muito ou pouco, pode ser a razão para enxaquecas ou um mau humor constante.


3. INSÔNIA FREQUENTE
A insônia é um sinal muito perigoso porque pode estar ligado a um baixo nível de progesterona. A Dra. Traci Johnson, especialista em sono, diz que a progesterona é o relaxante natural. Pode relaxar, acalmá-lo e normalizar seu sono. Alterações no nível desse hormônio geralmente levam à insônia.

Segundo a Academia de Medicina Psicossomática, estrogênio e progesterona são muito baixos em mulheres que acabaram de dar à luz. É por isso que algumas mulheres podem ter problemas para dormir durante esse período. Mas isso não deveria acontecer em outras situações.


4. AUMENTO DA SUDORESE
Sudorese súbita ou febre são os sinais mais comuns de que há algo errado com seu equilíbrio hormonal. Os hormônios controlam a temperatura do corpo, então, se você tiver algum tipo de desequilíbrio, poderá sentir muito calor de repente.

Segundo os médicos, esse sintoma é comum após a menopausa, quando o nível hormonal é muito instável. Em outros casos, esse sintoma indica que há um problema no corpo.


5. FADIGA CONSTANTE
Todos nós ficamos cansados ​​de vez em quando, mas se você se sentir cansado o tempo todo, mesmo quando estiver descansando, isso pode ser um sinal de desequilíbrio hormonal.

Médicos de Maryland escrevem que a fadiga crônica pode ser causada por problemas na produção dos hormônios da tireóide.


6. MUDANÇA REPENTINA DE PESO
Se você tem um desequilíbrio hormonal, seu corpo pode ganhar peso, independentemente dos alimentos que você come. Uma falta ou um excesso da produção de certos hormônios pode fazer o corpo manter a gordura e perder massa muscular.

Por exemplo, altos níveis de estrogênio, cortisol ou insulina com baixo nível de testosterona podem levar ao armazenamento de gordura na barriga. E o baixo nível dos hormônios tireoidianos retarda o metabolismo e leva a um aumento da massa corporal.


7. PERDA DE CABELO
Perda de cabelo excessiva pode ser causada por hormônios da tireóide, insulina ou testosterona. Por exemplo, a testosterona torna os homens grandes e peludos.

No entanto, quando as mulheres têm um alto nível de testosterona, elas geralmente ficam calvas. Sob certas condições, um hormônio derivado da testosterona tenta destruir os folículos pilosos, o que leva à perda de cabelo.


8. PROBLEMAS DE DIGESTÃO 
Muitas pessoas provavelmente já estiveram em uma situação em que tiveram alguns problemas de estômago porque estavam se sentindo nervosos com alguma coisa. Tal efeito é causado por uma enorme liberação hormonal por causa do estresse.

Um estudo realizado na Universidade do Texas mostrou que um alto nível de estrogênio influencia a microflora dos intestinos. Outros estudos mostraram que altos níveis de hormônios nos ovários podem levar a convulsões e dores de estômago.


9. ATAQUES DESCONTROLADOS DE FOME 
Nossos corpos sintetizam hormônios que são responsáveis ​​pelo nosso apetite e fome. Um desequilíbrio desses hormônios leva a crises descontroladas de fome.

Os médicos descobriram que existem dois hormônios que precisam estar em equilíbrio para controlar a fome - leptina e grelina. A leptina diminui a fome quando comemos alguma coisa e a grelina faz o oposto - nos permite saber quando é hora de comer.


10. ESQUECIMENTO
O constante esquecimento e o baixo foco podem ser causados ​​por diversos fatores, incluindo desequilíbrio hormonal. E novamente, é tudo sobre níveis baixos de cortisol e estrogênio.

Estudos mostraram que baixos níveis de estrogênio podem causar esquecimento, incapacidade de concentração e uma mente pouco clara. E um baixo nível de cortisol influencia a memória de curto prazo.


11. ALTERAÇÕES MAMÁRIAS 
Uma mudança no tamanho da mama é um dos sinais mais graves de problemas no corpo. Uma diminuição repentina do nível de estrogênio influencia a umidificação e elasticidade da pele. É por isso que os seios podem perder sua forma, volume e mudar de tamanho.

Além disso, dentro do próprio seio, pode aparecer algo sólido que pode causar muito desconforto. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, mudanças na mama acontecem muito raramente e na maioria das vezes, essas mudanças não têm nada a ver com o câncer. Isso acontece apenas por causa de alterações hormonais ou antes da menopausa.


Fonte: 


quinta-feira, 17 de maio de 2018

PIADAS E COMENTÁRIOS SOBRE SEXO: AS PÁGINAS INÉDITAS DO DIÁRIO DE ANNE FRANK por


Annelies Marie Frank, vítima do Holocausto

Duas páginas inéditas do diário de Anne Frank acabam de ser publicadas, contendo cinco frases rasuradas, quatro “piadas sujas“, com conotação sexual, e 33 linhas escritas por ela sobre educação sexual e prostituição.

O diário da jovem adolescente judia, que viveu por dois anos em um esconderijo em Amsterdã, na Holanda, para tentar escapar dos nazistas que ocupavam o país na 2ª Guerra Mundial, tornou-se mundialmente famoso quando publicado por seu pai – após a morte de Anne e dois anos depois de encerrada a guerra.

As páginas só agora reveladas estavam cobertas com um papel pardo, aparentemente uma estratégia que a jovem adotou para esconder o conteúdo da família.

Novas técnicas de análise de imagens permitiram que pesquisadores, finalmente, lessem o que havia escrito.

Os registros foram feitos em 28 de setembro de 1942, menos de três meses depois de Anne, então com 13 anos, passar a viver no esconderijo com a família.

“Vou usar essa página estragada para escrever piadas ‘sujas’“, redigiu ela em uma das folhas com um punhado de frases riscadas onde anotou quatro piadas que conhecia.

O conteúdo também mostra algumas linhas que acrescentou sobre educação sexual, imaginando que teria de ter “a conversa” sobre o assunto com outra pessoa, e menções que faz a prostitutas – sobre as quais seu pai teria lhe contado.

“Anne Frank escreve sobre sexualidade de forma singela, sem malícia“, diz Ronald Leopold, do museu Casa de Anne Frank, em Amsterdã. O museu revelou na terça-feira, dia 15, que uma nova tecnologia havia tornado o texto legível.

A divulgação foi feita no Twitter em um post escrito em inglês com imagens das páginas cobertas com o papel pardo (veja abaixo).

The @annefrankhouse, with @HuygensING and @NIODAmsterdam, today presented the hidden text on two pages covered up with gummed paper in the first #diary of #AnneFrank, with its red checked cover. Thanks to new technology the text on the hidden pages has now been made legible.


“Como todo adolescente, ela estava curiosa sobre o assunto“, complementou Leopold.

A opinião quanto à singeleza da escrita é compartilhada por Frank van Vree, diretor do instituto Niod, que ajudou a decifrar as páginas a partir de novas fotografias tiradas em 2016.

“Quem lê os trechos recém-descobertos não consegue conter o riso“, disse ele.

‘Piadas clássicas’

“As piadas ‘sujas’ são clássicas entre adolescentes. Elas deixam claro que Anne, com todos os seus talentos, era acima de tudo também uma garota comum”, acrescenta van Vree.

Uma das piadas diz: “Você sabe por que as garotas alemãs da Wehrmacht (forças armadas) estão na Holanda? Como colchões para os soldados.”

O Museu de Anne Frank afirma que esta não foi a única vez em que a adolescente escreveu sobre sexo – mencionando outras piadas que ela ouvia as pessoas contarem em seu esconderijo, ou trechos sobre sua menstruação e sexualidade.

Sobre a decisão de publicar páginas que a adolescente claramente queria manter ocultas, o museu disse que o diário dela – um documento declarado como patrimônio mundial pela Unesco – possuía significativo interesse acadêmico.

A direção do museu também acrescentou que as páginas “não mudam a imagem” que se tem de Anne.

“Ao longo das décadas, Anne cresceu como símbolo mundial do Holocausto enquanto o seu lado menina ficou cada vez mais ofuscado“, disse o comunicado.

“Estes textos literalmente descobertos trazem para o primeiro plano a adolescente curiosa e em muitos aspectos precoce.”

Anne Frank se escondeu em um anexo secreto do escritório comercial de seu pai em 5 de julho de 1942, cerca de um mês depois de ter ganhado um diário de presente por seu aniversário de 13 anos.

Ela viveu nesse esconderijo com o pai, Otto, a mãe, Edith, e a irmã mais velha, Margot, além de outra família judia, os Van Pels, até serem descobertos dois anos depois pelos nazistas e mandados para campos de concentração, em agosto de 1944.

Como eles foram encontrados após tanto tempo permanece um mistério.

Anne morreu de tifo no campo de concentração nazista de Bergen-Belsen, em março de 1945 – mesmo ano em que a guerra terminou. Seu pai, o único membro da família a sobreviver, publicou o diário da filha em 1947.



quarta-feira, 16 de maio de 2018

14 ATITUDES QUE AS MULHERES ODEIAM NO SEXO por Laís Montagnana



A fim de evitar o sexo meia boca – só orgasmos múltiplos nos interessam – listei 14 atitudes masculinas com que as mulheres estão cansadas de ter que lidar e que fariam do mundo um lugar mais feliz caso desaparecessem da face da Terra. Leia e lime esses comportamentos empata-fodas da sua vida:

O queima largada
Mal tirou a roupa e o cara já quer partir pra meteção. Calma amigo, cê tem uma gata aí do seu lado: curta o momento! Essa é a hora de apertar, beijar, passar a mão, apertar mais forte, lamber, chupar, cuspir, morder, usar, suar… Fazer tudo o que for consentido, mas nada de pular as preliminares!

O fixação anal
Aquele cara que que comer seu cu toda hora e, mesmo você já tendo dito claramente o “hoje não, Faro!”, ele não pára de tentar enfiar o dedo lá atrás. Amigo, não é NÃO! E não vai ser na base de tentativas com ~dedadas que você vai atingir sua meta. Aceite que dói menos e vá se divertir com os outros brinquedos do parquinho.

O britadeira man
Aquele cara que acha o seu lugar, a sua posição perfeita e fica lá: p r a s e m p r e. Ele liga o botão britadeira e permanece na mesma função frenética até gozar sem dar a mínima pra saber se a mina tá curtindo ou não. Coelhinho da Duracell, apenas pare!

O wannabe porn star
Aquele cara que quer botar em prática todos os seus anos de experiência no xvideos e só falta vir com um anão a tira colo pra completar suas pretensões orgísticas. Calma amigo, menos pornohub e mais Erica Lust.

O não-chupador
Não passará! Calcinhas no chão merecem um oral – e bem feito! Nada daquela passadela de língua de 5 minutos. Tem que chupar gostoso sim! Dê atenção a essa parte tão importante e tão renegada às mulheres. Quer um incentivo? Um oral bem feito sempre volta pra você! ;)

O mãozinha
Aquele cara que vem com uma mãozinha adicional que fica empurrando sua cabeça pra baixo enquanto vc tá lá no blow job. Não me entenda mal, tem aquela mãozinha de incentivo do tipo “isso aí garota, você tá fazendo certo! continue assim”, mas o foda é quando o cara perde a mão (com o perdão do trocadilho) e a mãozinha de incentivo torna-se a mãozinha adicional, que se você não tomar cuidado pode até te fazer engasgar numa tentativa frustrada de garganta profunda desavisada. :(

O rapidinho egoísta
O cara que dura 5 minutos, cai pro lado, vira peso morto e nem se dá ao trabalho de fazer a mina gozar também. Quer tipinho mais egoísta? Nesse caso o problema tem raízes profundas: certeza que também não dividia passatempo na hora do lanche! Se tem ejaculação precoce vá se tratar com médicos (+psicólogo e psiquiatra) ou converse com amigos ou peça ajuda a companheira na cama. 

O deselegante
Aquele cara que não avisa quando vai gozar.

O esquecido
Nós, mulheres, somos portadoras do clitóris: um botãozinho mágico capaz de provocar imenso prazer quando manuseado da maneira correta. E parece que alguns caras simplesmente se esquecem dessa arma secreta!

O boneca inflável friendly
Aquele cara que acha que seu peito é de borracha, pega e aperta forte, manuseia de qualquer jeito ou concentra todos os seus esforços somente nos mamilos. Meninos, tem ir com calma e fazer carinho com o mesmo jeitinho que vocês gostariam que fizessem nas suas bolas e não numa boneca inflável.

O mudinho
Aquele que, durante o ato, mal aparenta mudanças no rítimo de sua respiração, mal geme e às vezes você nem nota que ele gozou. Parece que você tá transando com a Kirsten Stwart. Ninguém aqui tá pedindo pra você chegar fluenteno dirty talk, mas mostrar um pouco de atitude é fundamental.

O cascão
Aquele sem noção que aparece com o pau claramente mal lavado, com resquícios de xixi, cheirando a toalha suja ou cueca usada. Não dá, né?

O hematofóbico
Aquele cara que recusa uma foda porque você tá menstruada. Só lamento por esse tipo já que, nesses casos, nada que toalhas extras não resolvam o problema. Bônus point: há mulheres que ficam com muito mais tesão nesse período ou 5 dias antes (muito intenso). Acho que chegou o momento de você rever suas atitudes, caro hematofóbico.

O surdinho
Aquele cara que finge que não escutou quando você pediu pra ele colocar a camisinha. Ou que tenta te convencer a fazer sem porque com a borracha não dá pra sentir nada. “Só a cabecinha” é o caralho: encapa o menino aí!




segunda-feira, 14 de maio de 2018

PESQUISA MOSTRA JUDICIÁRIO BRASILEIRO CONDENADO POR LARGA MAIORIA por Fernando Brito







O resultado da pesquisa CNT/MDA é avassalador para o Judiciário. 

Só 8,8% o consideram ótimo e bom. 
88,3% o consideram pouco ou nada confiável. 
E um pouco mais, 90,3% dos entrevistados, acham que a Justiça não trata todos de maneira igual. 

É isto o que o Dr. Luís Roberto Barroso diz que é capaz de representar melhor a vontade da maioria? 

Verdade que as instituições estão todas lambuzadas pela falta de credibilidade, mas não venha o roto pretender elegância perto do esfarrapado. 

Estão todas na lama, inclusive a mídia, que só goza da confiança de um entre cada 20 brasileiros.

Convenhamos, por merecimento.






JUÍZES MILITANTES? A POLITIZAÇÃO DA MAGISTRATURA E DO MP por Cássio Casagrande



Magistrados e membros do Ministério Público 
não são ‘cidadãos comuns’




Alguns episódios recentes da vida judiciária nos revelam sintomas de uma febre que está acometendo parte da magistratura e do Ministério Público. A febre da política. Uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro resolveu fazer em rede social comentários políticos e insinuações partidárias sem base fática sobre o assassinato da vereadora carioca Marielle. Um Promotor de Justiça do Estado de São Paulo, criticou o STF em sua página no Facebook, acusando a instituição de pretender “acabar com a Lava Jato ou botar na rua o bandido corrupto Lula”. Um procurador de Justiça do Paraná, muito respeitado, diga-se, soltou um “Fora Temer” em ato no qual representava formalmente a instituição. E por aí adiante, poderíamos citar vários outros casos que vêm sendo divulgados pela imprensa.

Esta febre da política está alastrada. Por isso, causou-me certa estranheza o discurso do ministro do STF Ricardo Lewandowski, que, em jantar com acadêmicos na semana passada, pareceu incentivar o ativismo político de magistrados:

“Nós precisamos voltar a ser cidadãos, a tomar parte na política (…), sejamos nós advogados, juízes, jornalistas ou profissionais de outras áreas. Precisamos tomar partido porque hoje vivemos dias sombrios, difíceis. Temos que tomar partido nesta luta”.

Estes pronunciamentos políticos de juízes e membros do MP têm sido defendidos sob o subterfúgio de que, em ocasiões que tais, magistrados e procuradores estão falando como “cidadãos comuns”. Parece-me que isto é um grave equívoco. Juízes e promotores não são cidadãos comuns. Eles detêm poder político por exercem atos de soberania estatal. E, exatamente em razão desta circunstância, precisam ser controlados.

É o que nos ensina Mauro Cappelletti em Juízes Irresponsáveis? Nesta obra, o consagrado e saudoso jurista da escola de Turim adverte:

“Parece fora de dúvida que um sistema de governo liberal-democrático (…) é sobretudo aquele em que exista razoável relação de proporcionalidade entre poder público e responsabilidade pública, de tal sorte que ao crescimento do próprio poder corresponda um aumento dos controles sobre o exercício de tal poder. Esta correlação é inerente ao que se costuma chamar de sistema de pesos e contrapesos, checks and balances. (…) O problema da responsabilidade judicial vem assumindo na nossa época peculiar conotação e relevância acentuada, em razão, exatamente, do crescimento sem precedentes do poder judiciário na sociedade moderna”.

Os episódios de ativismo político acima referidos poderiam ser tidos como pontuais e folclóricos, se fossem representativos de um momento eventual em que os representantes da lei se deixaram levar pela emoção e perderam a cabeça. Mas creio que eles são ilustrativos de um comportamento coletivo mais amplo, de perda de independência e isenção política dos membros da magistratura e do parquet, o qual tem muitas causas, como a polarização e o maniqueísmo correntes em nossa sociedade, a perda da noção de privacidade trazida pelas redes sociais e, especialmente, a própria judicialização da política e o decorrente (embora não necessário) ativismo judicial. Não vou discorrer aqui sobre as causas da partidarização da magistratura e do MP, mas, sim, sobre os seus terríveis riscos.

Então, dizia eu, este fenômeno é claramente coletivo e não individual, isolado. Prova disto é a “mania dos manifestos”. Volta e meia sou convidado por colegas do MP e por juízes conhecidos meus a assinar manifestos com os mais variados propósitos. Contra e a favor do impeachment. Contra e a favor deste ou daquele projeto de lei do Congresso. Contra e a favor desta ou daquela decisão do Supremo. Contra e a favor da prisão do Lula. Recuso-me, terminantemente, a assinar qualquer manifesto político, pelo simples fato de que, a meu juízo, a Constituição (com toda razão e pertinência) me proíbe de fazê-lo. E, ainda que não proibisse, este tipo de conduta seria totalmente inadequada e incompatível com o tipo de poder que exerço, por ser membro do Ministério Público.

Aliás, não posso deixar de observar o quão ridículos têm sido esses “manifestos de juristas”. Para cada questão polêmica que divide a nossa sociedade, há logo um manifesto de mil “juristas” de um lado, e, da parte contrária surge em oposição outro milhar de “juristas” com o seu próprio panfleto. Cheguei à conclusão de que o Brasil deve ser o país com o maior número de juristas por quilômetro quadrado, pois, em geral, em qualquer país civilizado, os grandes juristas contam-se nos dedos. Aqui, há muita gente que nunca publicou uma obra jurídica e não tem o menor pudor em assinar uma lista qualquer como “jurista”.

Nunca este termo esteve tão vulgarizado. Não faz tempo, em um manifesto de “500 juristas” em favor do ex-presidente Lula, encontrei um subscritor que se identificava como “estudante de Direito”, e concluí que se tratava de um grande prodígio criado por nossas universidades, que conseguiram a façanha de produzir um jurista que ainda não colou grau! Realmente, estamos perdendo a noção do ridículo no Brasil.

Além dos patéticos manifestos, vemos juízes e promotores que sobem em carros de som e proferem discursos proselitistas, membros da magistratura e do MP que vão a comícios, passeatas, protestos e panelaços, devidamente paramentados de verde amarelo ou de vermelho, conforme o seu “time”. Todos parecem achar normal esse exercício de liberdade política do juiz ou do promotor como um “cidadão comum”, até que se constata que aquele juiz autoflagrado no Instagram no meio de um protesto, segurando uma faixa com dizeres provocativos, por um acaso do destino recebe uma ação distribuída a sua vara em que figura como réu um dos personagens da política, objeto daquele mesmo protesto! Já aconteceu mais de uma vez, de um lado e de outro, diga-se.

Sinto até certa preguiça quando tenho que rebater o argumento de que o juiz, quando está num comício, fala como cidadão comum e no exercício de sua liberdade de expressão. Como disse no início, o juiz e o membro do MP não são “cidadãos comuns” e, portanto, não podem se comportar como meros “cidadãos comuns”, especialmente em uma ordem constitucional que lhes confere amplos poderes, como lembra o mestre da Universidade de Stanford John H. Merryman:

“Os juízes exercitam um poder. Onde há poder deve haver responsabilidade: em uma sociedade organizada racionalmente, haverá uma relação diretamente proporcional entre poder e responsabilidade. De consequência, o problema da responsabilidade judicial torna-se mais ou menos importante, conforme o maior ou menor poder dos juízes em questão” (apud Cappelletti, na mesma obra cima referida).

É exatamente por esta razão que os juízes e promotores não têm, inclusive, a mesma liberdade de conduta em sua vida privada de que goza o “cidadão comum” – e isto me parece bastante evidente. O juiz e o promotor de uma comarca não podem varar noites seguidas na zona do meretrício, bebendo até cair; este é um comportamento que se encontra na esfera de liberdade do “cidadão comum” e, por isso, deve ser tolerado (embora não recomendável, como medida de saúde…). Então, assim como os membros da magistratura e do parquet não podem cair na gandaia da boemia, pelo mesmo motivo não podem cair na gandaia da política.

A Constituição, como é sabido, veda aos membros da magistratura e do MP o exercício de “atividade político-partidária”. É claro que, como é comum no Direito Constitucional, a norma comporta, de início, variadas interpretações na disputa de seu sentido: mais ou menos restritivas aos seus destinatários. A lei proíbe aos agentes da lei apenas a filiação partidária e participação no processo eleitoral ou, mais estritamente ainda, qualquer espécie de proselitismo político? Parece-me induvidoso que esta última alternativa é a correta. Quem pensa diferentemente de mim sustenta que “restrições a direitos individuais devem ser interpretados restritivamente”. Assim, nesta linha de raciocínio, a restrição à liberdade de expressão do juiz, enquanto “cidadão comum”, deveria ser interpretada da forma mais estreita, para se estabelecer que atividade “político-partidária” é apenas a filiação e participação no processo eleitoral.

Mas há aqui um grande equívoco sobre a base de todo o edifício hermenêutico. A restrição à atividade política de juízes e procuradores não incide sobre o direito individual de suas pessoas físicas; ao contrário, cuida-se de restrição ao exercício da autoridade de um agente estatal, logo, ao próprio Estado. E, é claro, todas as restrições ao arbítrio estatal devem ser interpretadas da forma mais ampla possível – justamente para garantir a liberdade dos indivíduos, base de todo constitucionalismo ocidental. Em outras palavras, a Constituição, ao vedar a participação de juízes e membros do MP em atividades político-partidárias, o faz com o claro escopo de interditar todo e qualquer comportamento proselitista que possa resultar em participação, direta ou indireta, no processo político eleitoral.

Por isso, acho muito curioso que membros da magistratura e do MP defendam sua militância política como exercício de uma suposta liberdade de expressão. Somente uma democracia imatura como a nossa pode tolerar tamanho disparate. Os EUA e a Inglaterra são os países que desfrutam do maior grau de liberdade de expressão conhecido e lá juízes não se comportam como militantes políticos, não assinam manifestos, nem vão a passeatas ou comícios, porque se o fizerem sofrerão um processo de impeachment no dia seguinte, já que isto não é compatível com o good behavior que deles se espera.

Acredito, por essas razões, que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) agiu corretamente ao editar a Recomendação no. 01/2016, com diretrizes para o comportamento de membros do MP em redes sociais:

“A vedação de atividade político-partidária aos membros do Ministério Público, salvo a exceção prevista constitucionalmente, não se restringe apenas à prática de atos de filiação partidária, abrangendo, também, a participação de membro do Ministério Público em situações que possam ensejar claramente a demonstração de apoio público a candidato ou que deixe evidenciado, mesmo que de maneira informal, a vinculação a determinado partido político.” 

Creio apenas que isto não deveria ser uma mera “recomendação” e sim uma resolução com maior grau de eficácia.

Os membros do MP e da magistratura que desejem agir como militantes políticos, como se fossem meros “cidadãos comuns” e como se tivessem o mais absoluto direito de expressar suas opiniões políticas, podem fazê-lo, é claro: basta apenas passar antes no departamento de pessoal de suas instituições e requerer a exoneração, como fizeram os governadores Flavio Dino do Maranhão (ex-juiz) e Pedro Tacques do Mato Grosso (ex-procurador da República). Estamos precisando, inclusive, de políticos com boa formação intelectual.

***
Alexis de Tocqueville, o “profeta da democracia”, percebeu, no alvorecer do experimento democrático norte-americano, o quão importante seria a existência, nas sociedades modernas, de juízes politicamente moderados para contrabalançar os arroubos e excessos das disputas eleitorais. E, também, como era importante, para esse fim, que se dissociassem das paixões partidárias:

“Os homens que se especializam no estudo das leis adotaram de tais trabalhos hábitos de ordem, certo gosto pelas formas, uma forma de instintivo amor ao encadeamento regular de ideias, que os tornam naturalmente por demais opostos ao espírito revolucionário e às paixões irrefletidas da democracia. (…) São os senhores de uma ciência necessária, cujo conhecimento de modo nenhum é propagado; servem de árbitros entre os cidadãos e o hábito de dirigir para o objetivo as paixões cegas dos queixosos dá-lhes certo desdém pelo julgamento da multidão. (…) Os homens da lei não podem tomar no mundo político uma posição análoga àquela que ocupam na vida privada; podemos estar convencidos de que, numa sociedade organizada dessa forma, os juízes serão os agentes muito ativos da revolução.” (A Democracia na América, Livro I)

Estão, parece-me que, se nossos homens da lei se deixarem contaminar pelo veneno do facciosismo vigente na sociedade, ficarão impossibilitados de atuar de forma isenta, sopesando, nas causas que lhes forem submetidas, as diferentes e contraditórias visões de mundo, inerentes à condição humana, como bem adverte Calamandrei na passagem citada na epígrafe deste artigo. E, mais perigoso, ao se envolverem com as paixões políticas da multidão, podem conduzir o país a uma grave instabilidade institucional.

Eu sei que seria ingenuidade acreditar que juízes e promotores são ideologicamente neutros. Aliás, Tocqueville também não ignorava esse fato, pois é evidente que todos têm suas opiniões, interesses e preferências políticas. Mas o que ele salientava era a importância de que o mundo de suas idiossincrasias permanecesse restrito à esfera de sua vida privada. Tal como a mulher de César, não basta aos homens da lei serem politicamente honestos, eles precisam também parecer politicamente honestos.

Os romanos eram geniais e sabiam das coisas, especialmente da necessidade de separar o público e o privado. Então, é claro que juízes e membros do Ministério Público podem conversar sobre as próximas eleições. Mas seria de todo conveniente que o fizessem reservadamente, no máximo, durante o churrasco de domingo com a família – e desde que o vizinho não seja convidado e que ninguém esteja filmando com o celular!




Cássio Casagrande – Doutor em Ciência Política, Professor de Direito Constitucional da graduação e mestrado (PPGDC) da Universidade Federal Fluminense - UFF. Procurador do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro.