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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

DEPRESSÃO OU FALTA DE EMPATIA ... QUAL É A PIOR DOENÇA DESTE SÉCULO?



Ser indiferente sobre alguém em depressão ou não dá a devida atenção quem precisa é um dos atos mais cruéis que alguém pode praticar. Debochar, pré-julgar essa doença, como se não passasse de uma noite mal dormida ou, sei lá, de uma frescurinha boba é demonstrar ignorância absoluta sobre um assunto tão sério.

O Brasil é o país mais depressivo da América Latina. Segundo pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão será até 2020, o maior motivo de afastamento do trabalho no mundo.

Não sinta vergonha de ter depressão. Não deixe os julgamentos de pessoas que não entendem o seu estado, aumentarem uma dor emocional que já é grande o suficiente para a sua alma. 

A pior coisa da depressão é que ela é uma disfunção afetiva, psíquica que acontece dentro da gente. Por isso, muitas vezes, ninguém consegue vê-la e muito menos ajudar. Não é um osso quebrado que vemos no raio x ou um corte que a enfermeira costura e logo cicatriza. 

Depressão é um rasgo na alma que ninguém tem acesso. É uma ferida aberta e inflamada na nossa alegria de viver, que ninguém pode desinfetar porque não há como alcançá-la fisicamente.

Quando nos afogamos no mar, buscamos a superfície incessantemente no desespero pelo ar. Na depressão é o contrário. Afogamo-nos na dor e quando tentamos buscar ar no lado de fora, podemos sufocar ainda mais, porque é mergulhando dentro da gente que conseguimos respirar melhor.

Por isso, não entendemos porque as pessoas nos julgam tanto. Porque ninguém nos ajuda enquanto a angústia esmaga nosso peito e tira todo nosso fôlego, deixando-nos jogados na cama.

Então, a gente escuta que estamos nos fazendo de vítima. Que é bobagem, frescura. As pessoas nos ignoram justamente no momento em que mais precisamos, deixando-nos, sem se darem conta, à beira de um precipício, porque a nossa depressão pode ser imperceptível aos olhos do coração de quem não sabe o que é passar por essa dolorosa experiência.

Quantas vezes nos sentimos mal sem um motivo aparente? A tensões que acumulamos no interior de nós mesmos se refletem em nosso exterior. Pesquisas recentes constataram que a tensão psicológica pode dar a origem a doenças corporais (mais comum enxaqueca, insônia e fibromialgia). Para curar o de fora, precisamos primeiro controlar o de dentro, nossos conflitos internos.

A tensão emocional machuca lenta e inexoravelmente o corpo, se expressando por meio da depressão, ansiedade ou estresse. A canalização incorreta dos conflitos emocionais pode desencadear um amplo leque de doenças, como a diabetes mellitus, o lúpus e a leucemia.


Quando as emoções nos machucam

Em muitos casos, as pessoas pensam uma coisa e dizem outra, sentem uma coisa e fazem outra, não são coerentes com elas mesmos por medo da rejeição, do abandono, da crítica, de perder prestígio e de ser julgado pelos outros. De tanto pensar na valorização alheia nos esquecemos de nosso próprio julgamento, e isso causa inúmeros conflitos interpessoais.




As emoções que não expressamos afetam nossa saúde e se expressam no corpo através da dor e da doença. Nosso corpo nos envia sinais para chamar nossa atenção sobre a existência de algo que é preciso mudar, sejam pensamentos negativos ou crenças distorcidas enraizadas que limitam nossa vida. As distorções ocupam um papel predominante ao serem produzidas pela perturbação emocional.

Essa percepções e pensamentos distorcidos que o sujeito realiza sobre si mesmo, o mundo e o futuro, o levam a desenvolver estados de ânimo disfuncionais como: fobias, depressão, ansiedade, problemas de autoestima e transtornos obsessivos. A distorções cognitivas são falhas do pensamento que o ser humano utiliza constantemente para interpretar a realidade de forma irreal.

Essas percepções originam-se em falhas no processamento da informação e nos processos emocionais ao invés de racionais. Podem basear-se em crenças irreais firmes, mas as distorções na verdade não são crenças, e sim hábitos de pensamento que nos levam às emoções negativas.


Controle emocional para cicatrizar o exterior

As emoções influenciam o pensamento e a conduta, por isso seu controle é de fundamental importância. Qualquer acontecimento, por mais simples que seja, desperta emoções bem distintas. Isso se deve ao Sistema Límbico, o encarregado de que possamos considerar que as emoções formam parte de nós e de nossa maneira de reagir ao mundo.

A técnica mais simples de controle emocional é aprender a evitar o que gera emoções negativas em nós, sejam pessoas ou situações. 

Temos que tomar cuidado ao evitar as situações, já que podem reforçar um estilo de enfrentamento baseado na preservação de si mesmo, que é pouco efetivo na resolução de problemas. No entanto, controlar as emoções negativas é necessário.

Outras técnicas mais naturais e úteis para controlar as emoções antes, durante e depois de enfrentarmos situações emocionalmente intensas é o relaxamento. Ao relaxarmos, conseguimos um efeito de calma que nos faz visualizar a situação de forma mais nítida.


As técnicas mais úteis para controlar nossas emoções são as técnicas cognitivas. Para mudar as emoções temos que mudar os pensamentos, já que a emoção e o pensamento andam juntos, e se mudamos o pensamento podemos regular tanto nossas emoções quanto nossas ações. Técnicas cognitivas como o ensaio mental, a percepção do pensamento e a mudança de perspectiva nos ajudarão a curar o interior para poder cicatrizar o exterior.

São 5:30 da manhã e eu não consigo dormir, mas faz parte, às vezes, eu não prego os olhos durante a noite toda; outras, eu me fecho em casa e passo o dia todo dormindo, literalmente, sem falar com ninguém, sem beber ou comer, só dormindo. E se eu acordar, eu vou dormir outra vez.

Eu não como nada, ou como tudo a minha volta, às vezes, uma salada, às vezes, uma torta inteira. O conceito de valor nutricional foi pelo ralo; não se contam calorias a essa altura do campeonato, o que vier é lucro. Pode ser que eu só me lembre de comer porque já cheguei ao extremo e estou passando mal. Se eu tiver compromisso, eu acordo e desejo mais 5 minutos, esses 5 minutos duram mais tempo que minha última soneca. 

Tudo na minha vida passou a ser feito com um esforço surreal, seja do mais básico, como higiene, até as obrigações.

Depressão não é preguiça e nem desculpa, depressão é luta!






Já ouvi várias coisas a respeito da depressão. Já a nomearam como “frescura” e dizem ser coisa de quem não tem o que fazer. Já falaram para eu ocupar minha cabeça e parar de pensar besteira. Falaram que eu deveria trabalhar mais, estudar mais e deixar de pensar em todas essas loucuras.



Já falaram, também, que só reclamo e que uso o termo depressão porque me convém, para que as pessoas acabam tendo pena de mim.



Outros já se incomodaram com o meu choro e falaram que eu precisava ir ao psiquiatra com urgência.


O que ninguém entendia, porém, era o medo que eu sentia de falar das minhas dores, era o peso da angústia em me manter acordada, era o fato de eu buscar o refúgio dormindo para me esquecer da dor e fazer o tempo passar mais rápido. Era a luta de todos os dias de ter de enfrentar o seu “eu” em pedaços e, depois, juntá-lo novamente.

Ninguém entendia o quanto eu queria sair daquilo: era uma como uma prisão. Eu era prisioneira de medos, fracassos, mágoas e angústia.

Ninguém entendia que eu não via mais graça em nada e isso não tinha nada a ver com antipatia. Não entendiam que a força que me puxava para cama era bem maior do que a que me encorajava a levantar dela e sair para o mundo para ver e conhecer pessoas. Eu não tinha forças para falar, saudar alguém ou mesmo me arrumar. Eu me olhava no espelho e gostava do meu pijama velho, rasgado e do meu cabelo bagunçado. Eu não me preocupava com isso, pois a bagunça e os rasgos eram bem maiores dentro de mim.


Depressão não é fraqueza e está bem longe disso.

Ah, como eu queria que fosse frescura, como eu queria que fosse uma fase, como eu queria que fosse preguiça e que só a vontade bastasse para mudar tudo aquilo. O que ninguém entendia era a autoestima perdida e o desencanto que se fazia presente.

Ninguém conseguia ver a minha luta diária para virar a página, como eu me sentia impotente demais diante de tanta dor e, quantas vezes, eu não pensei em entregar os pontos.

Quantas vezes eu chorei sozinha no banheiro para ninguém ver, quantas vezes eu quis dormir e acordar leve. Nunca chame algo assim de falta de fé ou de falta de Deus. Depressão não tem a ver com falta de religiosidade. Depressão tem a ver com conflitos, com situações que muitas vezes nos jogam no buraco. Depressão não é fraqueza e está bem longe disso.

É como estar no meio da maré e ela querer te levar: você tenta, com todas as suas forças, mas uma hora cansa.

A tal da depressão quase me levou e ela pode levar muita gente, se continuarem acreditando ser frescura, se continuarem achando que o outro precisa de motivos para as suas dores, que é falta de vontade ou que, sei lá, a pessoa é muito sentimental. Pode levar muita gente, como já tem levado, porque muitos continuam acreditando que remédios bastam e que ”é fase e vai passar”.

Sabe, as pessoas querem ser ouvidas, elas têm sede de ver as suas dores acolhidas. Mas, em meio a tantos julgamentos e conceitos errados, eu preferia me calar, mesmo que isso não parecesse tão simpático. Era mais fácil dizer que estava tudo bem e depois chorar, do que ter que contar sobre mim e ter de ouvir uma resposta desagradável. Era mais fácil inventar desculpa para não sair, do que ter que enfrentar a mim mesma e a todos. Qualquer coisa era mais fácil do que ter que parecer bem.

Ninguém parou para ver a tempestade que havia em mim. Ninguém entendia o quanto eu lutava pra não chorar quando estava rodeada de pessoas e que, cansada de tanto lutar contra esses sentimentos que me sufocavam, na maioria das vezes preferia o meu quarto.


Não é do dia para a noite que você se liberta, é com apoio, é com ajuda, é com acolhimento e muito esforço. É um processo, é um leão que você mata todos os dias dentro de você, é sentir o seu dia tomando cor novamente devagarinho, é aprender a apreciar aqueles filmes velhos de que você tanto gostava e parou de assistir, é ler um livro novo e sentir prazer com cada frase terminada. É conseguir sorrir sem ter que fazer esforço, é olhar no relógio e querer parar o tempo ao invés de acelerá-lo. É ver a graça chegando aos poucos e a alegria fazendo morada. 

Não sou melhor do que ninguém por não ter me rendido totalmente, só eu sei o quanto é doloroso conviver com aquela dor e a imensa falta de força que um depressivo sente todos os dias. No entanto, posso ser melhor do que muita gente que não entende que depressão não é e está bem longe de ser frescura. Todas as noites ao deitar eu agradeço por não ter tirado minha própria morte em vida. Eu me sinto morta há décadas. Parece que nada faz sentido, nem pessoas, nem qualquer outra coisa. Como se ao acordar depois de tomar dois rivotril de 2mg ligasse o corpo morto sem vida na tomada recarregasse um dia de vida. Todos os dias são iguais. 

O não ter mais prazer em fazer nada, que a vida voltasse a soprar novamente no meu rosto, senti viva outra vez é um  sonho surreal para um depressivo. 
Eu frequentemente me tranco no quarto, não vejo TV. Fico deitada pensando, lembrando de coisas que eu não quero, tento não pensar ou relembrar, mas insistem esses pensamentos que machucam por não terem tido fim, respostas, explicações. Sinto raiva!

Eu me tornei do tamanho da minha dor. Invisível. Às vezes, eu tento manter as atividades, mas sempre parece que estou com uma tonelada nas costas, e é superdifícil para mim. Às vezes, no meio da atividade, o sufoco vira um alívio e acabo saindo melhor do que entrei. Eu agradeço por esses dias de excesso de trabalho, esqueço que eu existo. O corpo que suporte o esforço talvez assim ele se desgaste mais rápido do que o natural. Suicidar é pra os corajosos! Ateus! Eu não sou nem uma coisa nem outra. 

Não choro mais e nem consigo ver alguém chorando. Me traz angústia e estado de ira.


Criamos estratégias para disfarçar a dor, não devíamos, mas nos acostumamos com a indiferença. Ah! A indiferença!!!!  Talvez o mal do século não seja a depressão, mas a falta de empatia.



Acredito que, de todos os enfrentamentos que uma pessoa passa, nesse período, a depressão vem a ser o mais difícil deles, por conta da incompreensão.

Nesses momentos, tenho a sensação de que surgem pessoas com aquela necessidade incrível de rotular quem está passando por um momento de luta, no caso, a depressão. Quando eu passei por essa fase, escutei o discurso cansado de que eu precisava ocupar a minha cabeça; também ouvi o tal “isso aí é falta de fé” e que, de certa forma, eu não estava confiando em Deus. Outras vezes, ouvia que eu não estava me ajudando e que “ah, você precisa se levantar dessa cama”, como se isso fosse tão simples.


Quantas e quantas vezes escutei falas que mais me afundaram do que propriamente me ajudaram. Eu já estava me amando de menos e todas essas frases, em tom de “ajuda”, na verdade faziam com que eu me achasse ainda mais o problema, afinal, tudo era tão simples aos olhos dos outros, mas tão doloroso e complicado aos meus olhos. Então, eu chegava à conclusão de que o problema estava comigo.


Cansei-me de tanto escutar a frase:Existem pessoas em condições tão piores que a sua e você aí, com problemas pequenos e se entregando por tão pouco.” Claro, isso certamente me ajudou bastante (ironia). A verdade é que ninguém entendia o quanto era difícil sair do meu quarto, o quanto eu queria dormir para aliviar aquela dor e ver o tempo passar depressa. Aliás, eu sentia que o tempo não passava e a angústia fazia cada vez mais morada em mim.


E, embora isso tudo tenha acontecido um bom tempo atrás, é triste ver que esses discursos permeiam ainda os dias de hoje. Até quando as pessoas vão acreditar que ir ao psicólogo é coisa de louco? Sabe, eu tenho visto muita gente deixando de procurar ajuda por vergonha, por achar que quem precisa de um psicólogo é realmente louco – ideia totalmente errônea. Mas, que atire a primeira pedra quem não tem nada a melhorar, quem não tem angústias, conflitos e quem não precisa de mudança. Todos nós precisamos, o erro está em procurar ajuda apenas quando adoecemos.


Então, eu percebo que se fala tanto em depressão, mas pouco em empatia. Damos muita atenção às doenças do corpo, mas nos esquecemos da alma e da mente, como se não ter disposição para ir ao trabalho por conta da depressão fosse de fato encarado como preguiça. Não se leva em conta as noites sem dormir por conta da insônia, ou o excesso de sono causado pelos remédios, ou até mesmo a falta de energia.

De uma vez por todas, que fique bem claro que depressão não é frescura, depressão não é preguiça, não é desculpa, não é falta de fé e não tem nada a ver com religiosidade. Depressão é luta.

É a incompreensão de pessoas que soltam suas falas que mais doem do que curam, que mais machucam do que saram, que mais pesam do que aliviam, que mais empurram para o buraco do que ajudam alguém a sair dele. Afinal, incompreensão também mata.


Às vezes, eu consigo sorrir. Dizem que depressivos não sorriem. Enganam-se. É um vazio, uma angústia tão grande que a gente não sabe de onde veio, mas a gente sorri, e muito; às vezes, fazemos rir. A gente ri quando vocês perguntam: “Está tudo bem?”, quando a gente ouve que é frescura, falta de Deus ou que a pessoa é mal-amada, pois está há muito tempo solteira, etc. e tal. A gente ri para tudo isso.
Então a gente sente vergonha do nosso estado. Já nos achamos inúteis, os julgamentos só nos pioram mais.

Por isso nos questionamos se esse afogamento na dor é real, se faz sentido. E como a depressão é uma doença e não uma birra infantil, a gente disfarça porque não quer parecer tolo, mimado ou dramático.

Então, finge nadar enquanto se afoga. Sorri quando mesmo quando fica impossível respirar. Escondemos o desespero porque dói menos fingir e enganar as pessoas do que mostrar toda nossa dor e não ser compreendido, pior, ser julgado.

E tudo que precisamos é de apenas alguém para segurar nossa mão, enquanto buscamos a linha e a agulha para costurar essa ferida da alma.


Tudo é tão grande na depressão exatamente pelo nada ser maior ainda. Achava que era tristeza, mas é um nada exacerbado. E nada é pior que tudo. O silêncio. mistérios, falta de explicações, de detalhes da mente é perturbador, mata e nos faz nos perdermos. E sair desse labirinto é difícil e doloroso. Perdemos coisas, oportunidades e principalmente pessoas, essas últimas saem com sangue. Talvez não fosse tão ruim essa parte, olhando para o outro lado.

Quem não vê nosso choro não merece ver nosso sorriso. Por mais que doa, por mais que percamos mil pessoas, precisamos acreditar: aquele um que ficou é o que vai fazer a diferença. Aquele preparado para ouvir: “Eu matei alguém” ou “Eu sinto vontade de morrer”.

E, se sente tudo isso, por que não pede ajuda? Por que você não me falou? É difícil pedir ajuda, muitas vezes até pedimos direta ou indiretamente e somos ignorados, julgados, rotulados de vitimistas e outros rótulos pesados que machucam... e essas pessoas seguem suas vidas sem olhar para traz e enxergarem o mal que fizeram aquela que já estava doente com depressão.

Sem qualquer tipo de remorsos seguem suas vidas desfrutando alegria sem entender que isso não é possível para uma pessoa deprimida. Acostumaram a ver o deprimido como algo natural, ou seja:
  • ... "ele ou ela é assim mesmo desde que eu me conheço por gente", 
  • ..."desde que eu a conheço, nunca muda. Até parece que gosta de passar de louca(o) para todos sentirem peninha, coitadinha";
  • ... "se vira, não vou cuidar de ninguém porque tenho minha vida";
  • ... "Você não cuidou de mim porque eu tenho que cuidar de você?"
  • ... "Ele ou ela quer moleza, de mim nem precisa esperar nada"; 
  • ... "Faz de boba! Gosta de ficar assim, deprimida sem fazer esforço e quer ter tudo de mão beijada, para cima de mim não, esperta(o)!";
  • ... não entendeu que a vida é assim para todos e que não existe almoço grátis. 
... acostumam com a dor do outro como se fosse parte dela. Não se importam e nem tentam resgá-la daquilo sofrimento inarrável que não é natural, não é normal! Mas essa demanda esforço, tempo, dedicação, paciência e muita empatia ao se colocar no lugar da pessoa que esta doente e nem sabe se curar e não consegue sozinha sem apoio. 


Além disso, para pedir ajuda, os próximos do depressivo devem reconhecer o problema. É muito difícil reconhecer porque 'se' reconhece automaticamente 'se' sentem comprometidos ou repelidos na consciência que precisam ajudar, mas não querem deixar suas próprias vidas pra cuidar de outra pessoa ainda mais problemática e doente. Vai demandar, tempo, dedicação e dinheiro que será investido em outra pessoa além dela mesma. É difícil ser generoso em um mundo cada vez mais egoísta, individualista e sem amor verdadeiro. Não existe mais isso... se vai me desgastar eu não quero seja quem for. Nasci para ser feliz, diverti, viajar, curtir a vida e não para cuidar de alguém. 

É aí que entram em ação os sorrisos amarelos e vazios, mas que só quem se importa conosco vai perceber:
– Está tudo bem?
– Está! – com um sorriso amarelo.
Está tudo bem! Porque é mais fácil falar “Está” do que: 

“Não, não está tudo bem, eu estou surtando, a minha cabeça está queimando, eu não sinto nada, só dor. Estou há dias sem dormir direito, e na última semana eu passei mais tempo na cama do que em qualquer outro cômodo, faltei ao trabalho, compromissos, não fui ver o filho da minha amiga que nasceu… Cada osso do meu corpo dói, cada músculo do meu corpo está tenso, e isso me causa uma dor insuportável onde nem o mais potente dos analgésicos alivia. Então, meu único remédio é que Deus me dê a misericórdia de me tirar a vida. Quero morrer não gosto de viver.”

O que mais dói é a indiferença, aos poucos as pessoas deixam de ligar para a gente, de procurar, de abraçar, e vão partindo como se fosse um brinquedo velho que já não serve mais, sem ao menos perguntar: “Tudo bem?” Algumas vão perceber e vão partir vendo a gente como problema; umas nem vão se importar; outras vão ficar já no início. Raríssimas vão ser aquelas que ficarão até o fim, estarão presentes nas nossas quedas e recaídas.

Dói ter medo de tudo ao nosso redor, dói ter medo de si. Porque sozinho ninguém aguenta essa dor por muito tempo. Eu não me lembro do dia em que eu acordei e tudo desabou na minha cabeça, o dia em que as pessoas que eu amava foram embora. Eu daria a vida para escrever outra história, mas eu não posso, a única coisa que eu posso é colocar uma vírgula e seguir em frente, com outro final, uns personagens a menos e um sorriso verdadeiro. Porque ninguém precisa passar por isso sozinho. Peça ajuda!


Sobre o direito de sentir tristeza…

Eu serei objetiva aqui, só quero lhe fazer um pedido, com muita gentileza:

Quando uma pessoa o escolher para compartilhar uma angústia, uma dor, um medo, uma fragilidade ou algo do gênero, por favor, adote os seguintes cuidados…

1. Não diga “você não tem motivos para se sentir assim”. Entenda, o sofrimento da pessoa é real, mesmo que não faça sentido para você. Cada um tem uma forma de perceber a vida e os acontecimentos.


2. Evite dizer “muitas pessoas gostariam de estar no seu lugar”. Isso só vai piorar o estado da pessoa, pois ela, além de triste, vai se sentir culpada também. Dinheiro, beleza, juventude, casamento, etc. não blindam ninguém contra dores emocionais.


3. Esqueça o lembrete: “você precisa ser forte, muitas pessoas dependem de você”. A pessoa precisa de um suporte, por isso ela o procurou. Ela não quer ser cobrada sobre a força dela. Ao invés disso, diga: “você é humano e sempre arcou com muitas responsabilidades, é natural se sentir assim, isso não o faz fraco.”


4. Evite expressões que sinalizem julgamento ou questionamento. Ainda que seja a pessoa mais forte que você conheça, não insinue que ela não tem o direito de sentir aquele desconforto, medo ou fragilidade. Ofereça a sua audição interessada, olhe nos olhos, demonstre que se importa.


5. Lembre-se, a depressão é uma desordem química, isso significa que o milionário, o bonitão, a mulher capa de revista, o seu vizinho bem-sucedido, todos estão sujeitos a tê-la. É lógico que os acontecimentos tristes, os lutos e as perdas no geral favorecem o desencadeamento das doenças emocionais, mas isso não significa que esses fatores sejam obrigatórios para “justificar” o diagnóstico delas.


6. Talvez, essa pessoa tenha feito um grande esforço até tomar coragem de se expor, e se ela o escolheu, é porque o percebeu como merecedor da confiança dela. Não faça com que ela saia de perto de você pior do que chegou. Talvez, ela só queira ser ouvida. Pode ser que esteja cansada de ouvir que é forte. Ela só quer se sentir no direito de sentir-se triste.


Porque, sim, a depressão é um salto do fundo do poço que só nós somos capazes de dar. São as nossas pernas que nos impulsionam não a dos outros. Podemos estar cercados de amigos, procurar uma terapia, seja com um profissional seja com uma atividade, opções que são um suporte e amenizam a angústia, são máscaras de oxigênio diante desse afogamento na dor, mas somente nós mesmos podemos decidir buscar o ar lá no fundo e respirar para sair dessa.


As pessoas podem nos falar as melhores coisas, estender o braço para nos puxar dessa lama da alma, mas se a gente não levantar a mão e segurar firme, permaneceremos imersos em um mundo escuro, onde ninguém nos vê, de uma doença que é o mal do mundo e que somente a coragem de quem a tem é capaz de salvar.


Por isso, peça ajuda, sim, sem vergonha de estar deprimido, e o mais importante: aceite orientação, pois, no fim das contas, somos nossos próprios salva-vidas na depressão. Somos o motorista do nosso caminhão de dor.

Então, quando alguém o julgar, não desanime, apenas lembre-se de que: os caminhos mais difíceis nos levam aos melhore destinos. E se no meio da trilha o tempo virar, em vez de esperar a tempestade passar, dance na chuva!



sábado, 21 de julho de 2018

JEITO NOVO DE CORRER QUE VIROU FEBRE NO MUNDO FAZ SUCESSO EM BH - CALMA CLIMA, O PRIMEIRO RUNNING CREW DA CAPITAL MINEIRA


Bacana!! Gostei da proposta! Quando voltar morar em BH e vou procurar a turma para ser uma climática ou com a turma do pedal (I Love bike).
Roberta Carrilho



O relógio marca 20h30. “Clima!”, grita um dos puxadores. Logo, o grupo de mais de 100 corredores deixa a praça do Museu Abílio Barreto, no Bairro Cidade Jardim, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em passos apressados. Ao virar a Rua Sinval Barreto, já na batida da playlist, que sincroniza o ritmo acelerado da música com batimentos cardíacos, o grupo dá largada à corrida. Juntas seguem duas repórteres sedentárias do jornal Estado de Minas, que resolveram encarar o desafio e mostrar a nova forma de correr e explorar a cidade. 

Estamos falando do Calma Clima, o primeiro running crew – um jeito novo de correr, que virou febre nas principais cidades do mundo – da capital. Muito forte fora do país, o conceito já tem levado muita gente a tirar os tênis velhos do armário para dar aquele rolê pela cidade. Missão da noite: sete quilômetros entre o Museu Abílio Barreto e o Edifício Maletta, no Centro.

Grupo conta, agora, com cerca de 100 corredores. No fim do trajeto, a turma bebe uma cerveja bem gelada para se hidratar e fechar a noite com boa conversa

O nome Calma Clima dita os dois momentos que orientam o grupo. Clima: correr; Calma: parar e contemplar. Essa é uma das principais regras que corredores de primeira viagem precisam saber. A outra é: não se trata de uma assessoria esportiva e, muito menos, de uma competição. 

O running crew, que surgiu em Nova York e Los Angeles, é um movimento aberto com o propósito de unir as pessoas de todos os gêneros, tipos físicos e idades. É pura liberdade, sem percurso certo, sem distância. 

“A ideia não é um ser melhor do que o outro, a ideia é correr junto. O Calma Clima nasce para ‘descortinar’ uma cidade invisível. Passamos por locais pelos quais não estamos habituados a passar – seja por segurança ou por sermos condicionados a carro ou ônibus”, contou Bernardo Biagioni, de 30 anos, jornalista, idealizador do Calma Clima.

A "ordem" é não deixar ninguém para trás.

E é em fila indiana que o grupo ganha a passarela sobre a Avenida do Contorno, desemboca na Rua Coelho de Souza, passa pela Avenida Álvares Cabral e cruza a Praça da Assembleia. Ufa, calma! Uma breve parada no início da Avenida Barbacena. Quem chega primeiro descansa, quem vem em ritmo mais lento, fica em desvantagem. Clima! Renovam o grito, e segue a correria. O grupo desce a Barbacena inteira. E a multidão que corria compacta, começa a se dispersar, formando uma espécie de linha do cansaço. Aqui já é possível perceber os desafios que se impõem ao movimento que propõe reunir pessoas de perfis tão diferentes em um único grupo. 

“O Calma Clima surgiu com a ideia de caminhantes marginais. Mas sabemos que temos dois grupos: o que corre muito e o de iniciantes. Temos que lidar com as duas pontas e isso é muito difícil, o que pode frustrar um ou outro. Queremos um rolê que seja amor e que todos terminem com a sensação de missão cumprida”, disse Luiza Drummond, de 30 anos, educadora física que puxa o alongamento antes de iniciar as corridas.

Continuando o roteiro, a multidão atravessa a passarela sobre a Avenida Teresa Cristina. Passa pela estação do Metrô Carlos Prates, e segue a toada na Avenida Nossa Senhora de Fátima. Estamos na metade do caminho. Ali, duas estreantes já pedem arrego e tentam uma carona com o carro da reportagem. Mas, é importante registrar o apoio e cuidado da equipe tanto no incentivo como na segurança dos participantes. Durante todo o trajeto, os climáticos – como são chamados os participantes do projeto – se revezam na “escolta” para não deixar ninguém para trás. O cansaço faz parte, só não vale desistir.

Depois da subida da Rua Patrocínio, calma! Uma breve parada no mirante da Praça Pisa na Fulô, no Bairro Carlos Prates, Região Noroeste de BH. O espaço, que recebe foliões durante o carnaval, ganha outra percepção numa noite de terça-feira. A praça vazia e silenciosa é tomada pelo grupo de mais de 100 pessoas. Todos são convidados a contemplar, do alto, uma vista deslumbrante da capital que, ali, ganha ares de cidade do interior.

CIDADE REVELADA 
De volta para a reta final do roteiro. O grupo desce uma longa escada escondida entre o mato alto – que muita gente nem sabia que existia na cidade, inclusive, nós –, cai no Elevado Helena Greco, margeia o viaduto, desce por outra escada escura e mergulha no Hipercentro. 

“Nunca tinha passado por essas escadas. Já as tinha visto, quando passo de carro, mas, nunca a pé. É muito interessante que os percursos passam dentro de umas ‘quebradas’. Às vezes, a gente mora em BH, mas não conhece nem um décimo da cidade”, disse Matheus Fróes de Oliveira, de 32, que corria pela segunda vez com o grupo.

O movimento segue rumo a parada mais esperada. Depois de virar à direita na Rua Paraná, passar pela Rua Padre Belchior, dar aquele último gás da acelerada final na Avenida Augusto de Lima, enfim, a bandeirada final: Edifício Arcângelo Maletta. Ufa! Êba! Essa é a mistura de sentimento das duas repórteres que venceram o desafio do Calma Clima. 

O suor já tomou conta das roupas, as pernas dão sinal de exaustão e os batimentos cardíacos ainda bastante acelerados. Mas, a satisfação, o bem-estar e o humor terminam muito diferente de quando começou. 

Em resumo: morremos, mas passamos bem. Agora é aplicar a última – e não menos importante – regra do movimento: tomar uma cerveja gelada para hidratar. Porque corrida combina com álcool, sim, e com boas conversas para fechar a noite.

Na primeira corrida, em março deste ano, nem se imaginava a proporção que esse movimento tomaria. Aquele primeiro evento reuniu uma turma de 17 pessoas. Pouco mais de quatro meses depois, as ruas da capital já são tomadas por mais de 100. “O Calma surgiu de um sentimento de escassez. Vivemos em uma cidade que se pauta muito pela falta: a falta de lugares para ir, circular, para se encontrar. E eu já vinha correndo por montanhas próximas de BH e muitas pessoas começaram me escrever para pedir dicas.

Então, decidi criar um grupo”, contou o idealizador do projeto, Bernardo. O percurso é sempre desenhado para contemplar o máximo de ruas, que são os objetos de exploração do movimento. Esse trajeto de sete quilômetros, elaborado cuidadosamente por Gabriel Cisalpino Pinheiro, de 38 anos, poderia ser facilmente percorrido em apenas 2 km, e demorar menos de 10 minutos de carro.

Sair da Região Centro-Sul da cidade e cair no “Centrão” causa impacto. 

É deixado para trás os prédios cercados de câmeras e segurança e caímos em ruas escuras, sujas e com as mazelas sociais à vista. Esse pode parecer um cenário considerado perigoso para mulheres que se arriscam em passar pela região nessa hora da noite. Mas, não quando se está cercada por um grupo. Além do mais, logo o possível medo dá lugar à empatia. Cobertos e descobertos, deitados nas calçadas, moradores em situação de rua acompanham a passagem do grupo. “Vai, vocês dão conta!”, gritam alguns, em incentivos aos corredores que estão na lanterna do movimento, ao passarmos pela Rua dos Tamoios.

As reações das pessoas de “fora” são as mais diversas possíveis. Há os que se perguntam “Isso é um arrastão?”, ou ainda há os que olham feio e buzinam de dentro do carro para que o grupo desocupe a via. 

“É surreal a energia que essa massa correndo transmite pela cidade. Essa ideia de estar com o corpo em movimento, sem nenhum instrumento, livre e solto, cria essa comoção e se torna uma inspiração”, comentou o idealizador do projeto.

NÃO ANDE, PEDALE!
Não curte correr, mas gosta de pedalar? Então, pronto! Você também pode se exercitar e turistar pela cidade. Grupos de bicicletas já se reúnem com o mesmo objetivo há alguns anos. O RUTs (Rolé Urbano das Terças), por exemplo, surgiu em fevereiro de 2008. A proposta da turma é destacar a simplicidade do andar de bicicleta e fazer roteiros que procuram visitar lugares da cidade pouco “convencionais”. “A ideia é reunir com os amigos que gostam de pedalar e depois sair pra explorar a cidade. 

Hoje estão indo cerca de 15 participantes, mas isso porque hoje existem outros grupos de pedal”, contou um dos ciclistas participantes Vinícius Túlio, de 37 anos. Outro grupo que tem uma proposta parecida é o Bicimanas. Nele, mulheres trocam mensagens pelas redes sociais, informam os trajetos em tempo real e combinam de pedalar juntas com o intuito de se fortalecerem e fazer com que a experiência de pedalar seja mais segura.


Fonte: Jornal Estado de Minas


sexta-feira, 11 de maio de 2018

AS 11 CARACTERÍSTICAS DE PESSOAS EMPÁTICAS COMO EU TENTAM ESCONDER



Pessoas empáticas são muito especiais e são diferentes de todo mundo de várias maneiras. Embora elas não falem muito a respeito, elas são pessoas altamente sensíveis e existem algumas verdades que elas tentam esconder. Eu sou uma delas.
Roberta Carrilho

Se você está próximo de uma pessoa empática, precisa saber de algumas coisas. Pessoas empáticas são únicas de várias formas diferentes. Elas são extremamente sensíveis à energia e emoções humanas. Elas tendem a absorver a energia e as emoções de outras pessoas, e isso pode ser algo bastante negativo – se elas estão ao redor de pessoas negativas. Embora seja incomum uma pessoa empática compartilhar esta dádiva com outras pessoas. Se você tem um ente querido empático, você precisa ter um pouco de cuidado.

Pessoas empáticas sempre estarão ao seu lado quando você precisar, mesmo se não pedir por isso. Elas conseguem perceber automaticamente quando algo está errado, porque elas podem, literalmente, sentir isso. Embora elas sejam excelentes em estar presente para os amigos, elas frequentemente têm dificuldades em cuidar da própria saúde. 

Elas não falam muito de seus próprios sentimentos, mesmo constantemente perguntarem sobre o seus. Se você tem um ente querido empático, você deve ter uma atenção extra para o seu comportamento. Você precisa prestar atenção porque é provável que eles não venham até você, caso eles tenham problemas. Eles realmente são muito bons em escondê-los.

Na verdade, toda pessoa empática tem os seguintes traços, e uma tendência de tentar escondê-los de você.


1. SUA SENSIBILIDADE
Uma pessoa empática é “curandeira” de nascença, e ela se sente como se tivesse que parecer forte para as pessoas ao redor. Pessoas empáticas odeiam ser inconvenientes para outras pessoas em qualquer situação, portanto elas escondem suas emoções. Mais do que todo mundo, elas escondem que são extremamente hipersensíveis.

2. ELAS ABSORVEM OUTRAS EMOÇÕES
Você pode não perceber, mas quando você está tendo um dia ruim, elas também estão. Isso porque elas absorvem as emoções de outras pessoas e podem literalmente sentir a dor de outras pessoas em certo nível. Porém, raramente você ouvirá uma pessoa empática falar a respeito disso. Elas não querem parecer loucas, como a sociedade moderna atual a rotularia.

3. ELAS SÃO INTROVERTIDAS 
Pessoas empáticas realmente valorizam o tempo sozinhas. Elas são tão sensíveis à energia de outras pessoas, que o único estado calmo que elas conseguem é quando estão sozinhas. Elas não querem parecer rudes, então elas são comumente “introvertidas-extrovertidas”, ou um introvertido que participa de atividades extrovertidas.

4. ELAS SE REABASTECEM NA NATUREZA
Traços que as pessoas empáticas escondem. Se você acha que tem um amigo empático, você deve notar que ele ama lugares abertos. Eles frequentemente aproveitam qualquer chance para fazer algum tipo de caminhada na natureza. Eles fazem isso porque a natureza os reabastecem de energia positiva.

5. ELAS SÃO DETECTORES DE MENTIRAS HUMANAS 
Uma pessoa empática tem diferentes habilidades quando o assunto é ler outras pessoas. Elas facilmente veem através da máscara, revelando as verdadeiras intenções de alguém. Elas são excelentes em detectar uma mentira. Se elas pegarem você mentindo, talvez nem digam nada. Mas elas lembrarão para sempre.

6. ALGUMAS VEZES ELAS OFERECEM DEMAIS 
Traços que as pessoas empáticas escondem. Como eu disse antes, pessoas empáticas são “curandeiras” de nascença. Elas têm um impulso natural de ajudar outras pessoas. Elas facilmente se colocam de lado e isso pode causá-las muitos traumas emocionais. Se elas ignoram seus próprios sentimentos por muito tempo, elas vão os acumulando até eventualmente transbordarem. Fique de olho caso elas estejam fazendo demais para outras pessoas. Talvez você queira alertá-las sobre isso.

7. ELAS PARECEM SER ALVOS PARA PESSOAS NEGATIVAS 
Pessoas empáticas não falam sobre elas mesmas, mas elas estão plenamente cientes de serem grandes alvos para pessoas negativas. Pessoas negativas, como manipuladores, são atraídas por pessoas empáticas pelo fato delas serem tão compreensivas e indulgentes. Elas absorvem toda sua positividade e a substitui por negatividade. Elas estão sempre com medo da próxima pessoa fazer delas um alvo.

8. ELAS SÃO ALTAMENTE INTUITIVAS E OBSERVADORAS
Pessoas empáticas estão em sintonia com sua conectividade intuitiva e são capazes de tomar decisões muito importantes baseadas em seus instintos. Elas sabem como entrar em sintonia e sentem o que o universo está tentando lhes dizer. Elas percebem mais coisas do que você imagina, tem um olhar raio-x é capaz de memorizar lugares, ambientes, situações e falas como algo natural e espontâneo sem esforço intelectivo. Memória e intuição altamente amplificadas.

9. ELAS FICAM ESTRESSADAS FACILMENTE 
Pessoas empáticas tendem a sentir emoções comuns de forma intensa e são facilmente sobrecarregadas e estressadas. Se estão tentando resolver muitas tarefas ao mesmo tempo, isso pode ser demais para elas. Pode até ter um impacto na saúde delas.

10. É FÁCIL TIRAR VANTAGENS DELA
Não estou tentando implicar que pessoas empáticas são fracas, porque elas são muito fortes. Porém, elas são extremamente compreensivas e tem extremo valor por qualquer alma humana. Elas podem ver o sol em qualquer tipo de tempestade. Isso faz com que seja fácil para grandes manipuladores tirarem vantagem delas, pois eles sabem exatamente qual corda puxar.

11. ELAS AMAM PROFUNDAMENTE
Traços que as pessoas empáticas escondem. Pessoas empáticas são extremamente amorosas. Elas se importam com seus entes queridos e com a sociedade como um todo com uma paixão verdadeira. Quando uma pessoa empática ama, ela tende a amar profundamente. Elas têm um apreço profundamente enraizado por todas as pessoas em sua vida. Elas são as mais fiéis e um dos melhores amigos que você poderá ter. Quando são machucadas não conseguem sair tão facilmente da situação de mágoas, ressentimentos, melancolia, tristeza profunda. Algumas chegam a passar dezenas de anos nesta situação ou nunca se curam por completo de uma grande decepção. Outras perdem a fé naquela pessoa após longo período e jamais perdoam ou reconciliam. Sentem extremamente traídas e magoadas. A ferida não cicatriza com o tempo.





quarta-feira, 23 de novembro de 2016

AGORA É CIENTÍFICO: PESSOAS MAL AMADAS SENTEM MENOS EMPATIA por Pâmela Carbonari



Cientistas descobrem a relação entre o “hormônio do amor” e a falta de sensibilidade aos problemas dos outros

Quando estamos apaixonados tudo é mil maravilhas. Não interessa se faz frio, calor ou se você perdeu o ônibus – o importante é estar com a pessoa amada. Não que seu parceiro ou parceira não tenha parte nessa sensação de plenitude, mas a grande responsável é a oxitocina, conhecida como hormônio do amor. A oxitocina é aquele sentimento de bem-estar quando abraçamos uma pessoa querida. Ela é produzida no hipotálamo e liberada quando nos ligamos emocionalmente a alguém – podem ser laços familiares, românticos e de amizade.

Além de interferir no estado de espírito, o “hormônio do amor” controla várias funções vitais do organismos como apetite, sede, sono, libido e controle de estresse. Quando o corpo não dá conta de produzir ocitocina o suficiente, a forma como a reagimos aos estímulos sociais é diretamente afetada, como lidamos com a nossa vida social. O que os cientistas não sabiam era que isso poderia interferir também no que sentimos por outras pessoas. Um novo estudo realizado pela Universidade de Cardiff, no Reino Unido, descobriu que pessoas com baixos índices de ocitocina sentem menos empatia pelos outros.

Os cientistas avaliaram 20 indivíduos com diabetes insipidus CDI, que acontece quando o corpo não consegue tratar corretamente os fluidos. Trata-se de uma disfunção hormonal em que não há produção ou liberação dos hormônios diuréticos. Pacientes com CDI têm taxas muito reduzidas de vasopressina, o hormônio responsável pela controle da urina, cuja estrutura é muito parecida com a da ocitocina. Eles também acompanharam 15 pessoas com hipopituitarismo, uma condição que diminui a liberação dos hormônios sintetizados na hipófise – e, consequentemente, também da ocitocina. Esses dois grupos de pacientes com níveis baixos de “hormônio do amor” foram comparados com 20 pessoas saudáveis.

Todos eles fizeram duas atividades para testar suas demonstrações de empatia com base em reconhecimento das expressões de emoções. Além dos testes, os cientistas também examinaram os voluntários para medir as taxas de ocitocina e perceberam que os dois grupos doentes foram os que tiveram os piores resultados nas tarefas de empatia e os níveis mais baixos do hormônio. Ou seja, quanto menos hormônio do amor no organismo, menos sensibilidade aos problemas e sofrimentos alheios.

A pesquisa, apresentada na conferência anual da Sociedade de Endocrinologia, em Brighton, é pioneira ao estudar seres humanos com ocitocina reduzida (hormonalmente falando, os “mal amados”) como resultado de problemas clínicos e não a partir de disfunções psicológicas como depressão e estresse, por exemplo.

Os cientistas querem replicar o estudo para comprovar se a reposição da substância pode ser uma boa saída para melhorar as condições psicológicas dos pacientes que sofrem com poucas doses do hormônio do amor no organismo. Suplementação de ocitocina para aqueles casos em que um abraço não resolve.


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

PORQUE SENSITIVOS SENTEM-SE DRENADOS PERTO DE PESSOAS FALSAS por Luiza Fletcher



Tem pessoas que te causam um certo tipo de "sufocamento", "constrangimento" ou "náusea"? Que sugam a sua energia e você foge para não ficar perto delas? Não é misticismo, talvez você seja um "empata" ou "sensitiva". Eu por exemplo, sou sensitiva! Tenho este dom de leitura corporal incrivelmente avançado sem fazer qualquer esforço, sendo muito natural para eu fazer leitura de uma pessoa... é impressionante esta capacidade que possuo desde sempre. Roberta Carrilho


Os seres humanos com sensibilidade emocional aumentada foram oficialmente identificados em 1991 pela psicóloga Dra. Elaine Aron. Ela descobriu que 15-20% da nossa população poderia ser classificada como sensitiva. Ela chegou a propor que os seus cérebros processam informações sensoriais e regulam as emoções de forma diferente.

Empatas são muito mais sensíveis a emoções e comportamentos. Eles são ouvintes natos, genuínos, e muitas vezes muito generosos. Mas como são tão finamente ajustados ao meio ambiente, muitas vezes podem detectar pessoas e comportamentos falsos. Eles prosperam em relacionamentos profundos e honestos e literalmente não conseguem lidar com pessoas pretensiosas.

Porque empatas são drenados por pessoas falsas?
Se você é um empata e interage com alguém hipócrita, dissimulada, mentirosa, egoísta, consegue ver através desses fragmentos. Você não consegue simplesmente ignorar este fato – pois ele realmente desencadeia um estado de desconforto. Os sintomas são tanto mentais quanto físicos, tais como cansaço, frustração, mãos úmidas, ou aumento da batida de coração.

Mas não é a aversão à pessoas falsas que te machuca, é entender que essas pessoas são uma cortina de fumaça para esconderem a sua própria dor. No entanto, manter-se perto delas não é algo que te deixa confortável.

Comportamentos e situações que são um problema para sensitivos

Exemplos comuns de comportamentos que acionam o alarme de um empata:
  1. Fazer elogios falsos apenas para receber aceitação;
  2. Fazer de vítima sempre quando questionado suas ações;
  3. Dissimular uma realidade quando pergunta do passado da pessoa;
  4. Culpar os outros pelos resultados e nunca assumir que pode ter sido o agente causador da reação; 
  5. Justificar sempre suas ações;
  6. Embelezar histórias ou verdades para ganhar a aprovação dos outros;
  7. Agir de forma dura para mascarar os verdadeiros sentimentos de vulnerabilidade;
  8. Fazer-se de engraçado forçadamente;
  9. Fazer-se de maduro, responsável e comportar de forma adversa daquela;
  10. Achar graça em comportamentos de pessoas socialmente antipatizadas; 
  11. Ser rude ou sem educação querendo transparecer ser maduro ou responsável;
  12. Não saber ouvir um não sem se ressentir ou evadir do local;
  13. Impor um estilo de vida ao outro;
  14. Comparar as pessoas com sua família como se fosse o modelo a ser seguido;
  15. Aconselhar inveja ou ressentimento com falsas delicadezas;
  16. Comprometer-se facilmente em ganhar a aceitação dos outros;
  17. Fanáticas e repetitivas;
  18. Impor uma ideologia partidária sem respeitar a sua que é diferente;
  19. Renunciar a sua personalidade natural para tentar agir de outra maneira.

Respostas e reações comuns de sensitivos

Suas reações instintivas podem incluir:
  1. Evitar a pessoa por completo devido às más vibrações que você sente quando está ao seu redor;
  2. Sentimentos de medo e mal-estar que só param quando você se distancia da fonte;
  3. Dificuldade para formar frases, responder perguntas sobre si mesmo;
  4. Afastar ou ignorar evitando qualquer contato mais prolongado;
  5. Mentir quando encontra que está atrasado ou que alguém está esperando para sair de perto sem ser indelicado em dizer que a companhia daquela pessoa lhe é extremamente desagradável e incomoda;
  6. Experimentar sentimentos de culpa por não querer estar perto da pessoa;
  7. Sentir-se fisicamente enjoado depois de longas interações com pessoas falsas;
  8. Ter vergonhas que outras pessoas a veja conversando ou interagindo com ela em locais públicos;
  9. Ficar constrangido com a insistência em querer aparecer para todos que é seu amigo nas redes sociais e fora delas quando encontra casualmente;
  10. Falta de vontade de falar ou contribuir para a conversa ir mais longe;
  11. Querer simplesmente largar tudo e deixar a situação o mais rapidamente possível.

As melhores maneiras de lidar com pessoas falsas, sendo um empata:
É um fato inevitável da vida ter que lidar com pessoas falsas, dissimuladas, mentirosas, egoístas, constrangedoras de vez em quando. Como um empata, simplesmente fugir destas situações não é uma opção. Em vez disso, você deve usar estes 3 princípios-chave para manter a compostura e evitar reações negativas quando se lida com pessoas falsas.

1.Seja sempre sincero
Muitas vezes nos encontramos em uma situação de conflito: como uma pessoa sensível, como podemos falar se sabemos que podemos ferir os outros? Bom, para começar, dizer “não” a um pedido não te torna uma pessoa ruim.

Se é bom para você, é bom para os outros, e vice-versa. Nunca tenha medo de ser sincero e dizer “não” quando necessário. Os outros devem controlar suas próprias emoções, não importa a sua resposta, por isso não é sua culpa se ficarem chateados.

2.Lembre-se de seguir o seu próprio caminho
Outro erro comum é se deixar levar com a tentativa de ajudar a o máximo de pessoas possível. Embora seja ótimo ajudar os outros, você deve definir um limite para buscar seus próprios sonhos e esperanças. Caso contrário, você vai ficar vazio, e será incapaz de continuar a ajudar os outros.

Em vez disso, você precisa ser ousado e seguir seu coração. Não deixe que os outros fiquem em seu caminho e lembre-se de que você não pode salvar o mundo inteiro. Não negligencie o desenvolvimento pessoal e a importância de seguir o seu próprio caminho.

3.Compreenda que você não pode agradar a todos
Querer agradar os outros pode parecer inocente, mas pode ser altamente prejudicial para si mesmo. Se você está sempre indo contra si mesmo para agradar aos outros, suas próprias necessidades são colocadas em espera. Eventualmente, você ficará drenado, exausto e será incapaz de agradar a alguém.

Você se beneficia quanto aumenta a sua autoestima, então lembre-se: suas necessidades devem estar satisfeitas antes que você possa atender a outros adequadamente.


P.S.:
Livro: Use a Sensibilidade a seu Favor - Pessoas Altamente Sensíveis - Aron,Elaine N.

Eu ainda não li este livro ... mas fica a dica para quem for sensitivo ou empata! Quem ver este post e ler me dá um toque aqui e me conta o que achou do livro.



Segue a sinopse:
O objetivo deste livro é ajudar pessoas que tem um filho que chora por qualquer coisa, pessoas que se sentem ameaçadas por outras, ficam tímidas na frente da pessoa amam e para professores e terapeutas que têm de ajudar pessoas sensíveis a serem felizes. A autora aplica testes de auto-análise que ajudam a identificar a sensibilidade pessoal e oferece dicas de como lidar com o sentimento de rejeição e saber a importância em deixar de ser uma pessoa tímida - características das *PAS. Segundo a pesquisa, as PAS possuem habilidades comuns, como conseguir localizar melhor os erros e evitá-los, capacidade de profunda concentração, alta eficiência em tarefas que exigem vigilância, precisão e velocidade e percepção de detalhes, capacidade de aprender sem perceber que estão aprendendo, processam informações com os níveis mais profundo da mente. Homens sensíveis são valorizados pelas mulheres. Mulheres sensíveis são valorizadas pelo mercado de trabalho. Pais sensíveis escutam os seus filhos mesmo no silêncio. A autora busca orientar profissionais, educadores e pais, além da própria pessoa, a lidar com essa característica. 

*PAS - Pessoas Altamente Sensíveis 



quarta-feira, 20 de abril de 2016

PESQUISADORES DOS EUA INDICA QUE A LEITURA PODE GERAR EMPATIA NA VIDA REAL




Ler torna as pessoas mais gentis! 


Ler torna as pessoas mais legais. Isso pode até parecer história para convencer adolescente a criar o hábito da leitura, mas não é nada disso. Pesquisadores da Universidade de Washington e Lee, nos Estados Unidos, fizeram um teste para chegar a essa conclusão: chamaram alguns voluntários para ler uma história curtinha e, depois, fizeram algumas perguntas simples para avaliar o quanto cada um tinha curtido o que leu.

Em seguida, derrubaram propositalmente um monte de canetas no chão. Já consegue imaginar qual foi o resultado? Isso mesmo. Quando mais envolvidas com as narrativas as pessoas tinham ficado, maiores eram as chances de elas se levantarem para recolher as canetas.

O estudo chegou à conclusão de que quando lemos algo que realmente nos toca de alguma forma, acabamos criando empatia pelas personagens da história. E aí, quanto maior a empatia por elas, mais propenso nós ficamos a ajudar as pessoas na vida real. Então, aquela história que você lê para o seu filho antes de dormir é muito mais do que um carinho de boa noite. É uma forma eficaz e lúdica de ajudá-lo a ser uma pessoa melhor.