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sábado, 21 de julho de 2018

JEITO NOVO DE CORRER QUE VIROU FEBRE NO MUNDO FAZ SUCESSO EM BH - CALMA CLIMA, O PRIMEIRO RUNNING CREW DA CAPITAL MINEIRA


Bacana!! Gostei da proposta! Quando voltar morar em BH e vou procurar a turma para ser uma climática ou com a turma do pedal (I Love bike).
Roberta Carrilho



O relógio marca 20h30. “Clima!”, grita um dos puxadores. Logo, o grupo de mais de 100 corredores deixa a praça do Museu Abílio Barreto, no Bairro Cidade Jardim, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em passos apressados. Ao virar a Rua Sinval Barreto, já na batida da playlist, que sincroniza o ritmo acelerado da música com batimentos cardíacos, o grupo dá largada à corrida. Juntas seguem duas repórteres sedentárias do jornal Estado de Minas, que resolveram encarar o desafio e mostrar a nova forma de correr e explorar a cidade. 

Estamos falando do Calma Clima, o primeiro running crew – um jeito novo de correr, que virou febre nas principais cidades do mundo – da capital. Muito forte fora do país, o conceito já tem levado muita gente a tirar os tênis velhos do armário para dar aquele rolê pela cidade. Missão da noite: sete quilômetros entre o Museu Abílio Barreto e o Edifício Maletta, no Centro.

Grupo conta, agora, com cerca de 100 corredores. No fim do trajeto, a turma bebe uma cerveja bem gelada para se hidratar e fechar a noite com boa conversa

O nome Calma Clima dita os dois momentos que orientam o grupo. Clima: correr; Calma: parar e contemplar. Essa é uma das principais regras que corredores de primeira viagem precisam saber. A outra é: não se trata de uma assessoria esportiva e, muito menos, de uma competição. 

O running crew, que surgiu em Nova York e Los Angeles, é um movimento aberto com o propósito de unir as pessoas de todos os gêneros, tipos físicos e idades. É pura liberdade, sem percurso certo, sem distância. 

“A ideia não é um ser melhor do que o outro, a ideia é correr junto. O Calma Clima nasce para ‘descortinar’ uma cidade invisível. Passamos por locais pelos quais não estamos habituados a passar – seja por segurança ou por sermos condicionados a carro ou ônibus”, contou Bernardo Biagioni, de 30 anos, jornalista, idealizador do Calma Clima.

A "ordem" é não deixar ninguém para trás.

E é em fila indiana que o grupo ganha a passarela sobre a Avenida do Contorno, desemboca na Rua Coelho de Souza, passa pela Avenida Álvares Cabral e cruza a Praça da Assembleia. Ufa, calma! Uma breve parada no início da Avenida Barbacena. Quem chega primeiro descansa, quem vem em ritmo mais lento, fica em desvantagem. Clima! Renovam o grito, e segue a correria. O grupo desce a Barbacena inteira. E a multidão que corria compacta, começa a se dispersar, formando uma espécie de linha do cansaço. Aqui já é possível perceber os desafios que se impõem ao movimento que propõe reunir pessoas de perfis tão diferentes em um único grupo. 

“O Calma Clima surgiu com a ideia de caminhantes marginais. Mas sabemos que temos dois grupos: o que corre muito e o de iniciantes. Temos que lidar com as duas pontas e isso é muito difícil, o que pode frustrar um ou outro. Queremos um rolê que seja amor e que todos terminem com a sensação de missão cumprida”, disse Luiza Drummond, de 30 anos, educadora física que puxa o alongamento antes de iniciar as corridas.

Continuando o roteiro, a multidão atravessa a passarela sobre a Avenida Teresa Cristina. Passa pela estação do Metrô Carlos Prates, e segue a toada na Avenida Nossa Senhora de Fátima. Estamos na metade do caminho. Ali, duas estreantes já pedem arrego e tentam uma carona com o carro da reportagem. Mas, é importante registrar o apoio e cuidado da equipe tanto no incentivo como na segurança dos participantes. Durante todo o trajeto, os climáticos – como são chamados os participantes do projeto – se revezam na “escolta” para não deixar ninguém para trás. O cansaço faz parte, só não vale desistir.

Depois da subida da Rua Patrocínio, calma! Uma breve parada no mirante da Praça Pisa na Fulô, no Bairro Carlos Prates, Região Noroeste de BH. O espaço, que recebe foliões durante o carnaval, ganha outra percepção numa noite de terça-feira. A praça vazia e silenciosa é tomada pelo grupo de mais de 100 pessoas. Todos são convidados a contemplar, do alto, uma vista deslumbrante da capital que, ali, ganha ares de cidade do interior.

CIDADE REVELADA 
De volta para a reta final do roteiro. O grupo desce uma longa escada escondida entre o mato alto – que muita gente nem sabia que existia na cidade, inclusive, nós –, cai no Elevado Helena Greco, margeia o viaduto, desce por outra escada escura e mergulha no Hipercentro. 

“Nunca tinha passado por essas escadas. Já as tinha visto, quando passo de carro, mas, nunca a pé. É muito interessante que os percursos passam dentro de umas ‘quebradas’. Às vezes, a gente mora em BH, mas não conhece nem um décimo da cidade”, disse Matheus Fróes de Oliveira, de 32, que corria pela segunda vez com o grupo.

O movimento segue rumo a parada mais esperada. Depois de virar à direita na Rua Paraná, passar pela Rua Padre Belchior, dar aquele último gás da acelerada final na Avenida Augusto de Lima, enfim, a bandeirada final: Edifício Arcângelo Maletta. Ufa! Êba! Essa é a mistura de sentimento das duas repórteres que venceram o desafio do Calma Clima. 

O suor já tomou conta das roupas, as pernas dão sinal de exaustão e os batimentos cardíacos ainda bastante acelerados. Mas, a satisfação, o bem-estar e o humor terminam muito diferente de quando começou. 

Em resumo: morremos, mas passamos bem. Agora é aplicar a última – e não menos importante – regra do movimento: tomar uma cerveja gelada para hidratar. Porque corrida combina com álcool, sim, e com boas conversas para fechar a noite.

Na primeira corrida, em março deste ano, nem se imaginava a proporção que esse movimento tomaria. Aquele primeiro evento reuniu uma turma de 17 pessoas. Pouco mais de quatro meses depois, as ruas da capital já são tomadas por mais de 100. “O Calma surgiu de um sentimento de escassez. Vivemos em uma cidade que se pauta muito pela falta: a falta de lugares para ir, circular, para se encontrar. E eu já vinha correndo por montanhas próximas de BH e muitas pessoas começaram me escrever para pedir dicas.

Então, decidi criar um grupo”, contou o idealizador do projeto, Bernardo. O percurso é sempre desenhado para contemplar o máximo de ruas, que são os objetos de exploração do movimento. Esse trajeto de sete quilômetros, elaborado cuidadosamente por Gabriel Cisalpino Pinheiro, de 38 anos, poderia ser facilmente percorrido em apenas 2 km, e demorar menos de 10 minutos de carro.

Sair da Região Centro-Sul da cidade e cair no “Centrão” causa impacto. 

É deixado para trás os prédios cercados de câmeras e segurança e caímos em ruas escuras, sujas e com as mazelas sociais à vista. Esse pode parecer um cenário considerado perigoso para mulheres que se arriscam em passar pela região nessa hora da noite. Mas, não quando se está cercada por um grupo. Além do mais, logo o possível medo dá lugar à empatia. Cobertos e descobertos, deitados nas calçadas, moradores em situação de rua acompanham a passagem do grupo. “Vai, vocês dão conta!”, gritam alguns, em incentivos aos corredores que estão na lanterna do movimento, ao passarmos pela Rua dos Tamoios.

As reações das pessoas de “fora” são as mais diversas possíveis. Há os que se perguntam “Isso é um arrastão?”, ou ainda há os que olham feio e buzinam de dentro do carro para que o grupo desocupe a via. 

“É surreal a energia que essa massa correndo transmite pela cidade. Essa ideia de estar com o corpo em movimento, sem nenhum instrumento, livre e solto, cria essa comoção e se torna uma inspiração”, comentou o idealizador do projeto.

NÃO ANDE, PEDALE!
Não curte correr, mas gosta de pedalar? Então, pronto! Você também pode se exercitar e turistar pela cidade. Grupos de bicicletas já se reúnem com o mesmo objetivo há alguns anos. O RUTs (Rolé Urbano das Terças), por exemplo, surgiu em fevereiro de 2008. A proposta da turma é destacar a simplicidade do andar de bicicleta e fazer roteiros que procuram visitar lugares da cidade pouco “convencionais”. “A ideia é reunir com os amigos que gostam de pedalar e depois sair pra explorar a cidade. 

Hoje estão indo cerca de 15 participantes, mas isso porque hoje existem outros grupos de pedal”, contou um dos ciclistas participantes Vinícius Túlio, de 37 anos. Outro grupo que tem uma proposta parecida é o Bicimanas. Nele, mulheres trocam mensagens pelas redes sociais, informam os trajetos em tempo real e combinam de pedalar juntas com o intuito de se fortalecerem e fazer com que a experiência de pedalar seja mais segura.


Fonte: Jornal Estado de Minas


domingo, 25 de dezembro de 2016

CANTOR GEORGE MICHAEL MORRE AOS 53 ANOS


Cantor britânico é dono de hits como 
"Careless whisper" e "Freedom 90"


O cantor britânico George Michael, que ficou famoso nos anos 1980 como integrante do grupo Wham! e, mais tarde, manteve o sucesso na carreira solo, morreu aos 53 anos, informou um representante do artista citado pela imprensa internacional. 

Em um comunicado divulgado pela BBC, o representante do artista disse: "É com grande tristeza que podemos confirmar que o nosso astro, irmão e amigo George faleceu pacificamente em casa durante o período de Natal". 


Em 2011, Michael adiou uma série de shows após ser levado ao hospital para tratar uma pneumonia.


Após o tratamento em um hospital de Viena, ele fez uma aparição pública emocionada do lado de fora da sua casa em Londres. Os médicos chegaram a fazer uma traqueostomia para manter as vias aéreas do cantor abertas e possibilitar sua respiração.


Quando eu estava grávida da minha filha, Maria Eduarda Carrilho, no apartamento do Haroldo em BH  ela ficava mexendo muito dentro de mim... e colocava várias músicas para ver se ela acalmava mas não! Vários artistas... como por exemplo:  Adriana Calcanhotto, Billy Paul, Marisa Monte, A-ha, U2, Radiohead entre outros, mas um dia eu coloquei o CD do George Michael e na mesma hora parou de mexer na minha barriga.



Ai toda vez que ela ficava agitada eu sempre colocava o CD para ela ouvir e era como um calmante, eu sentia que ela adorava. E hoje, agora ele acaba de falecer... que fique para registro. Faz parte da nossa história de vida, antes dela nascer neste mundo. Quando eu e ela éramos uma só carne.


Filha era este o CD que você adorava ouvir quando estava dentro de mim na minha gravidez, ou nossa gravidez:

 “LADIES AND GENTLEMEN”   
[The Best Of George Michael, 1998]





quinta-feira, 30 de junho de 2016

AMAMENTAR EM PÚBLICO AGORA EM BH É LEI (uma lei humanamente linda)



Direito de filhos e mães à amamentação em público torna-se lei em BH, com multa de até R$ 1 mil para quem constranger mulheres. Norma será regulamentada em 90 dias


Para ter direito a alimentar o próprio filho no peito, no gesto mais primário da humanidade, a fotógrafa Milena Gomes, já teve de dar uma “encarada” no segurança de um shopping center de Belo Horizonte, que, gentilmente, sugeriu a ela que buscasse um espaço reservado à prática. Ontem, mãe e filho se sentiram mais “livres para mamar”, exatamente no dia em que foi sancionada a lei que pune restrições à amamentação em público em Belo Horizonte. Quando bateu a fome em Raul, de 2 anos, Milena aconchegou o filhote no colo e continuou com naturalidade a tarefa de pegar o pão, bolo e um pacote de café, dentro da seção de pães de um supermercado. Parece natural, mas nem para todos: o jovem consultor imobiliário Tiago, de 21 anos, por exemplo, se confessou desconfortável ao presenciar a cena. A dona de casa Marlene, de 73, também não escondeu certa reprovação: “Ninguém precisa ver. Expõe muito”, opinou.

Talvez por isso tenham se passado seis anos desde o primeiro ato a favor da amamentação em público em BH, até que o prefeito Marcio Lacerda referendasse lei que garante às mulheres o direito a alimentar os filhos em lugares públicos, sejam eles de natureza estatal ou privada, como praças, pontos de ônibus, restaurantes, centros de compra ou supermercados. Em síntese, se o espaço ou estabelecimento permitir o livre trânsito de pessoas, está liberada a amamentação.

Em 90 dias deve sair a regulamentação da nova regra, publicada ontem no Diário Oficial do Município (DOM). Essa normatização começa a ser definida a partir de hoje às 11h, em reunião entre o secretário municipal de Governo, Vítor Valverde, e o autor do projeto convertido em lei, vereador Gilson Reis (PCdoB). Segundo ele, vai ser necessário definir qual ente público aplicará a multa – de R$ 500 a R$ 1 mil, em caso de reincidência – a quem constranger mãe por amamentar, além de definir como será o mecanismo de punição. “Temos de estabelecer formas menos burocráticas, que possam ser menos embaraçosas para a mãe com o bebê, mas que permitam que a pessoa que contrariou a lei seja responsabilizada pelo ato”, afirma.

Para Gilson Reis, é curiosa a necessidade de criar uma lei para garantir a realização do gesto mais primário da humanidade. “Veja como somos primitivos e contemporâneos ao mesmo tempo”, comparou o vereador, marido da advogada Sílvia Raquel e pai de Tarsila, de 1 ano e um mês. Há cerca de dois anos, o projeto de lei vem sendo discutido com ativistas que defendem direitos como ao parto natural e à amamentação em público, como a doula Polly do Amaral, de 37 anos. Mãe de três meninas, sendo as duas últimas com amamentação prolongada, ela postou ontem foto comemorando a regulamentação da lei na capital. “Estive no primeiro ‘mamaço’ de Belo Horizonte, depois que um segurança do Masp, em São Paulo, tentou proibir uma mulher de amamentar em público. Essa lei é um marco, porque muitas pessoas ainda se constrangem com o ato, ainda mais quando a criança é maiorzinha, talvez por acharem que elas não precisam tanto do leite materno”, afirma. O “mamaço” de BH ocorreu há seis anos, no Parque Municipal, dias depois de manifestação semelhante no vão do Museu de Artes de São Paulo (Masp).

Polly explica que uma das maneiras de o filho não largar o peito à medida em que vai crescendo é amamentar exclusivamente com o leite materno até os 6 meses e, se possível, nunca complementar com mamadeira ou acalmar o bebê com a chupeta em lugares públicos como forma de evitar o constrangimento. “É preciso encarar que dar o peito é um gesto natural e parar de se preocupar com o que os outros vão pensar”, completa Milena Gomes, que também se posiciona publicamente, com o filho Raul, de 2 anos.

“É preciso entender que a amamentação não é um ato mecânico. É uma decisão. E, nesse processo de decisão que começa a ser construído na gestação e perdura pelos primeiros meses de vida da criança, é preciso persistência, força de vontade e apoio. Caso contrário, a mulher acaba desistindo”, defende Clécio Lucena, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Regional Minas Gerais. O médico afirma que há evidências científicas muito sólidas de que a amamentação efetiva e prolongada, por no mínimo seis meses, diminui o fator de risco de câncer de mama e é também um fator protetor contra a doença. “Além disso, tem o lado da afetividade; sabemos que a amamentação é uma das mais importantes formas de estabelecimento de vínculo entre mãe e bebê”, observa. Segundo ele, o puerpério é uma fase difícil para a mulher e o aleitamento pode interferir positivamente para diminuir efeitos psicológicos negativos em relação ao início da maternidade.

Clécio Lucena reforça que o processo de amamentação é natural e que assim deveria ser entendido. “É um ato absolutamente necessário para a sobrevivência da raça humana. O que é estranho, na verdade, é a necessidade de existir uma lei para garantir esse direito à mulher e à criança”, reforça. 


Saúde no peito 

A Organização Mundial de Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses da criança e, partir de então, como complemento, até 2 anos ou mais. Veja os benefícios:

» Reduz a mortalidade infantil: o aleitamento materno pode evitar 13% das mortes em crianças menores de 5 anos em todo o mundo 

» Evita diarreia: crianças não amamentadas têm risco três vezes maior de se desidratar e morrer por diarreia 

» Evita infecção respiratória: a proteção é maior quando a amamentação é exclusiva nos primeiros 6 meses 

» Diminui os riscos de alergia: a amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida diminui o risco de alergia à proteína do leite de vaca, de dermatite atópica e de outros tipos de alergias, incluindo asma 

» Diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes: o aleitamento apresenta benefícios de longo prazo 

» Reduz a chance de obesidade: indivíduos amamentados têm chance 22% menor de vir a apresentar distúrbios de peso 

» Melhor nutrição: o leite materno contém todos os nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento das crianças 

» Efeito positivo na inteligência: crianças amamentadas apresentam vantagem nesse aspecto sobre as demais 

» Melhor desenvolvimento da cavidade bucal: o exercício que a criança faz para sugar o leite da mama é fundamental para o alinhamento correto dos dentes e boa oclusão dentária 

» Protege contra o câncer de mama: estima-se que o risco de desenvolver a doença entre mães que amamentam diminua, 3% a cada 12 meses de amamentação 

» Evita nova gravidez: a amamentação é um excelente método anticoncepcional nos primeiros seis meses após o parto, com 98% de eficácia

» Promoção do vínculo afetivo entre mãe e filho: a amamentação uma forma muito especial de comunicação entre a mãe e o bebê 

» Melhor qualidade de vida: de forma geral, crianças amamentadas adoecem menos

Fonte: Ministério da Saúde e Estado de Minas