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terça-feira, 11 de abril de 2023

UM ENCONTRO QUASE PERFEITO 😂😂😂😂




Rindo até 2050
Passando mal de rir. PQP😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😱😲
😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂


"Comecei a sair com uma mina e nosso relacionamento era perfeito
Tipo Batman e Robin, Jay e Beyoncé, Velho barreiro e engov.

Eu sempre levava álcool e cigarro, ela, as comidas (sem trocadilho). Estava tudo indo perfeitamente lindo até a hora que decidimos transar. 

Depois de falar várias safadagens no whats, marcamos.

A noite era perfeita.
Naquele clima transante, jazz ao fundo, janela aberta, lua cheia, um vinho de canto e meio maço ao lado
E aquela beldade de um metro e meio (minha coluna até chora quando lembra dela, cada envergada pra beija-la era um bico de papagaio no espinhaço). 

A gente lá se beijando e foi esquentando, fomos nos despindo e vrau!!! Ela estilo mulher maravilha, de bota calcinha e sutiã. Eu tipo Sonic, só de meia e tênis. 

Por incrível que pareça sou um cara tímido pessoalmente, e também sou bem de boas no bate virilha. 

E ela era linda, rosto angelical, black imenso, piercing, tatuagem, cara de aluna cdf. 

Mas é aquele ditado né: Quem vê cara não vê tesão acumulado. E durante o beijo num lance de 3 segundos ela incorporou José Aldo e me jogou na cama numa pegada mais agressiva e eu não entendi o que tava acontecendo. 

Ali começou a baixaria...
Ela me deu um tapa na cara e eu estranhei. Deu outro!
Questionei: Que porra é essa, lazarenta!? 

Ela começou a gritar umas sacanagens em tons de ameaça. Eu já tava na duvida se iria transar ou ser interrogado, era uma mistura de Bruna surfistinha com Capitão Nascimento. Eu tão assustado que nem sabia onde tava o baiano. 

E mano, eu comecei a sair do clima e o Juca querendo arriar a bateria. Fiquei em choque se ereto já tava apanhado desse jeito imagina se amolecesse? 

Ela vai me asfixiar no travesseiro e reanimar com desfibrilador no meu brioco.
Tentei manter a calma mas era inevitável, já tava apanhando mais que talarico em cela de traficante. Sofrendo mais que corno ouvindo Amado Batista na jukebox do boteco tomando bavária. 

De repente num ato de tesão e desespero eu virei ela com as costas pra cama foi, meio Ippon. 

Ai vara vai, soco vem.
Parecia que eu tava atuando em Brasileirinhas, dirigido por Tarantino!
Pedia tapa na cara. Não curto muito essas brisas, mas se não batesse, era eu que apanhava. 

Comecei a tomar uns tapa mais violentos, e a mão da desalmada era leve feito um saco de cimento. Pra evitar os hematomas e eu não sair de lá mais roxo que o Barney, tive a brilhante ideia de abraça-la.

Doido, a bicha cravou as unhas nas minhas costas e foi descendo as costelas tirando uns meio kg de coro.

Parecia que eu fui atacado por uma harpia. Não bastando os vergão e retaliação, a abençoada mordeu meu peito numa voracidade que ficou a marca umas três semanas, parecia um terceiro mamilo.

Dei um berro tão grande, meio grave desafinando pro agudo, parecia o Tarzan gripado.

Eu não sabia o que fazer!!!
A mina tava possuída pelo Satanás do cama Sutra
Meu corpo falava: Reaja!
Minha cabeça gritava: METE O PÉ!
O Juca pedindo substituição.

A gente no segundo andar eu não sabia se escalava pro terceiro ou se pulava dali mesmo. Minha pressão subindo o Juca dando pane, suor pingando, a asma atacando, tava pior que jogador de várzea, já tinha atuado em todas as posições e nada de gol!

Não sou muito religioso, mas nessa hora foquei num pau nosso (perdoe me a blasfêmia), e depois de jogar os dois tempos mais a prorrogação quase indo pros pênaltis, cabeciei na área e teile...

Igual aquela série O.C, Um Estranho no Paraíso.
A sensação de segurança e dever cumprido.

Fui ao banheiro.
Tranquei a porta.
Lavei o rosto pra disfarçar a cara de choro.

Deu dois minutos...
Escuto de fundo...
Mozão volta pro segundo Round 😳 (Estou tentando escapar pela janela do Banheiro😟)"


 

Autor: sem rosto, sem, sem couro. Que Deus o tenha. 

😂😂😂😂😂😂😂😂😂
De um up quem leu até o final..



segunda-feira, 17 de outubro de 2022

AMOR VERDADEIRO NÃO TEM FORMA



... porém, TEM SENTIDO e RECIPROCIDADE!
QUANDO AMAMOS DE VERDADE, VALORIZAMOS O QUE É IMPORTANTE.

Roberta Carrilho


A SEGUNDA FOTO DELES HOJE.... 



segunda-feira, 15 de agosto de 2022

SÓ QUEM VIVE BEM SÓ É CAPAZ DE VIVER A DOIS por Flávio Gikovate


“Quanto mais bem constituído e amadurecido for o individuo, mais competente ele estará para viver relações de boa qualidade. A relação afetiva de boa qualidade é um subproduto do próprio crescimento individual.”

“Quanto mais bem constituído e amadurecido emocionalmente for o indivíduo, mais competente ele estará para viver um relacionamento afetivo de boa qualidade. Podemos dizer que relação afetiva de boa qualidade é um subproduto do próprio crescimento individual, sendo este, curiosamente, também o ingrediente necessário para que possamos viver bem sozinhos, o que não tem nada de contraditório, porque, como já dito, quem pode viver bem sozinho estará em condições para viver relações amorosas de boa qualidade (quem pode viver bem sozinho nem sequer irá querer relações amorosas de má qualidade).

Existem três estados civis: mal casado, solteiro e bem casado. O solteiro é hierarquicamente superior ao mal casado – este último tolera qualquer coisa por não aguentar ficar sozinho. Já a pessoa que tem sua individualidade bem constituída, que fica melhor consigo mesma e que encontrou razoável harmonia em si tem menos medo de que o amor venha a ofender e/ou ameaçar a sua individualidade, já que esta não está mais em questão, ou seja, não há risco de perda da individualidade porque ela já se estabelecera.

Além disso, nos encontros amorosos de grande intensidade as afinidades predominam, de modo que o risco de ofensa à individualidade é menor, porque a individualidade é muito mais prejudicada nos casos em que temos que nos adequar a uma pessoa muito diferente da gente. Portanto, as afinidades garantem uma menor ofensa à individualidade. A constituição de uma boa identidade, um crescimento e amadurecimento emocionais definem uma boa identidade pessoal que garante uma relação afetiva sem grandes ameaças”.

Cientista afirma: casar é melhor do que só morar junto!

"Casar é melhor do que morar junto"! E não foi uma noiva romântica que ama festas de casamento que chegou à esta bela conclusão! A pesquisa que confirma que dizer o "sim, aceito" é melhor do que simplesmente "juntar as escovas de dente" foi feita pela equipe do diretor do Laboratório de Neurociência Afetiva da Universidade de Virgínia, professor James A. Coan, que leva mais de 20 anos estudando os relacionamentos humanos.

Seu interesse se centralizou no chamado “efeito de coabitação”. Segundo a pesquisa, os casais que apenas vão morar “sob o mesmo teto” quando comparados com os “casados de papel passado”, não são tão estáveis emocionalmente. Ainda afirma que os mesmos, se algum dia chegam a oficializar a união, estão mais propensos ao divórcio.

O estudo contou com 54 casais, 27 casados no papel e 27 apenas convivendo sob o mesmo teto e funcionou da seguinte maneira:

Um membro do casal deitava dentro de um aparelho de ressonância magnética e já dentro, era informado da probabilidade de receber um choque no tornozelo – o objetivo era gerar medo e/ou tensão nos voluntários. Aviso feito, eles podiam escolher entre dar a mão ao parceiro, a um desconhecido ou a ninguém.

Resultados

Os casados, quando entrelaçavam as mãos com os seus maridos/esposas, sofriam a desaceleração imediata do hipotálamo (parte do cérebro que exerce uma função fundamental na identificação das emoções e das nossas reações às ameaças externas), gerando muito mais confiança e tranquilidade, do que entre os que só moravam juntos.

Segundo Coan, existe um efeito regulador fortíssimo e previsível entre os casados e nenhum efeito nos casais que só coabitam. Os “juntados“, salvo raras exceções, não tiveram a mesma reação no hipotálamo, a possibilidade do choque gerou neles tanto nervosismo e ansiedade, como se estivessem sozinhos. A resposta à esta reação, segundo o cientista, é que os casais que moram juntos confiam menos um no outro.

“Não casar significa manter um pouco de distância emocional. Imagino que funcione como um sinal para o cérebro dizendo que você não pode passar o seu stress ao companheiro”, explica o pesquisador.

Portanto, casar no papel pode ser a resposta para sentir essa segurança tão gostosa que só sente quem sabe que tem com quem contar. Além disso, casar com festa, nem que seja um mini wedding com as pessoas mais especiais é sempre uma alegria!

Escolher um lugar especial, uma decoração, o traje, tudo isso é parte de um ritual muito gostoso e emocionante! Por que não? E com tantas opções de lugares para casamento, com certeza você vai encontrar um local ideal para sua celebração! E se você ainda não mora junto com seu amor confira 28 realidades que os casais só descobrem quando vão morar juntos e divirta-se!




Flávio Gikovate nasceu em 1943 e publicou 34 livros. Psiquiatra, dedicou-se à psicoterapia e tornou-se um dos mais conceituados e reconhecidos psicoterapeutas brasileiros. Para conhecer diversos livros do autor, clique AQUI.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

COMO IDENTIFICAR UMA PESSOA INTELIGENTE APENAS PELO MODO COMO ELA SE COMPORTA?



  • Eles não precisam de outros para validar sua inteligência.
  • Eles admitem seus próprios erros.
  • A conversa deles nunca é chata.
  • Eles fazem as perguntas certas para as pessoas certas.
  • São bons ouvintes.
  • Eles lêem muito.
  • Eles não são arrogantes.
  • Eles pedem ajuda quando precisam.
  • Eles não dão desculpas para seus erros.
  • Eles gostam de debates intelectuais.
  • Eles tentam ensinar aos outros o que eles sabem.
  • Eles adoram aprender coisas novas.
  • Eles são pensadores críticos que podem analisar as consequências de suas ações e entender as consequências das ações de outras pessoas sobre eles.
  • Eles são bons leitores e frequentemente se desafiam com novos tópicos.
  • Eles fazem conexões lógicas entre as ideias.
  • Eles têm relacionamentos amorosos longos.
  • Eles são humildes.
  • Eles respeitam os outros.
  • Eles têm empatia.
  • Eles têm espírito fraterno.
  • Eles têm um amplo vocabulário.
  • Eles sempre usam roupas formais.
  • Eles trabalham por conta própria.
  • Eles podem identificar o que não é possível.
  • Eles são simpáticos e carismáticos.
  • Eles gostam da natureza e animais.
  • Eles adoram confraternizar com amigos de longa data.
  • Eles cuidam e protegem as pessoas que amam.
  • Eles têm uma compreensão dos conceitos científicos.



segunda-feira, 1 de agosto de 2022

QUAL É A REALIDADE SOBRE SER CASADO?


Casamento não é brincadeira, você cria um laço teoricamente permanente com uma pessoa, e aceita viver com ela até a morte, e aos olhos certos, isso é muito bonito. É muito impetuoso encher o título "casamento". Sendo assim, o artista israelense Yehuda Devir ilustra de uma forma única sua vida com a esposa, é o que mostrarei a seguir, Enjoy!

1- A Luta para ir trabalhar.


2- O sagrado carinho nas costas.


3 - O impossível banho quente.


4 - Os infinitos fios de cabelo.



5- Depilação.


6- A dificuldade pra trabalhar em casa.


7- Os problemas com a autoestima.


8- Sempre atenta a beleza.


9- O falso Fitness.


10- Os aniversários.


11- O confronto.


12- PCC - Proteção contra cebola.


13- O espaço é dela.


14- Os compartilhamentos.


15- As bebedeiras.


16- As brutalidades.


17- A eterna pilha de roupas sujas.


18- As provocações.


19- Ficando cada vez mais proximo.


20- Os ciúmes.


21- As provocações.


22- O inverno.


23- A velhice.


24- As madrugadas.


25- O carinho.


26- E por fim, sempre juntos.



Fonte de pesquisa:





segunda-feira, 25 de julho de 2022

É PRECISO MUITO CORAGEM PARA AMAR AS MULHERES MARCADAS PELO PASSADO

É preciso muita coragem para amar as mulheres marcadas pelo passado, aquelas com um caráter forte, mas com um bom coração. É preciso muito amor para curar suas feridas e, acima de tudo, você precisa ser inteligente, porque elas são tão maduras, tão experientes, que não acreditam mais no que você diz, mas no que você está disposto a fazer por elas. ❤




sábado, 16 de abril de 2022

QUE SEJA RECÍPROCO ENQUANTO FOR RECÍPROCO by Paloma Rocha



Uma vez me perguntaram qual era o segredo para um relacionamento feliz. Não acho que exista uma fórmula perfeita, mas se existisse, uma constante dessa possível fórmula seria a reciprocidade.

Reciprocidade é a base de todo relacionamento. Você nunca pode gostar, querer, sentir mais que o outro…. Nem menos. Faça o bem a quem te faz bem, dê amor a quem te da amor. A estrada dessa união tem que ser uma via de mão dupla e se a pessoa for indiferente a você, faça o mesmo.

Para conseguir entender isso, você precisa primeiro aprender a se amar e segundo aprender que você não merece menos do que você pode proporcionar.

Quando decidimos nos amar, conhecermos o tal do amor próprio, descobrimos que carinho, amor, querer e consideração são moedas de troca. Portanto, você não pode dar mais do que recebe e, por respeito a quem está ao seu lado, não deve oferecer menos do que ganha também.

E isso serve para tudo em um relacionamento, como por exemplo: ciúmes, desejo, afeição, afago, tesão, amor, paixão… Nunca entregue o que não ganha, se não causa frustração e você ficará sempre com aquela sensação de que está faltando algo. A falta não nos deixa ser inteiros e ninguém pode se entregar pela metade, nem receber alguém pela metade. Tudo não passa de uma conta de mais, quando as pessoas aprenderem a entrar num relacionamento para somar e só somar com partes iguais, muito sofrimento e perda de tempo serão evitados.

Mas é importante lembrar que reciprocidade não acontece por obrigação e sim por sintonia. Não adianta também você forçar uma pessoa a te amar só para estar no mesmo “grau” de amor que você, muito menos fingir que gosta de alguém porque ela gosta muito de ti. E essa “regra” também é válida quando você não quer nada sério com alguém. Ela precisa não querer também. O que você não pode é ficar tentando algo sério com alguém que só quer curtir ou brincar com alguém que está querendo namorar. A reciprocidade é útil para identificar isso.

Aquele carinha é um gato, mas só quer ficar esporadicamente com você? Você curte ele? Quer ficar também? Então aceite essa condição e se entenda com ele assim. Se o que você quer é namorar, parte para outro porque ele não está nessa sintonia ainda! Quando as pessoas entenderem que cada um tem um timing próprio e conseguirem trabalhar em prol dele, boa parte da tal fórmula para entender o outro já estaria solucionada.

Por isso, se você está há tempos em um relacionamento e não consegue ver essa troca, essa harmonia, é a hora de praticar uma constante que dá muito certo para quem quer ser feliz sozinha: o desapego. Mas sobre isso falaremos em outro texto! Porém, se você conheceu alguém que se ame a ponto de ser inteiro, sincero, suscetível a um relacionamento serio ou a apenas uma aventura (vai do que você também deseja), que mergulhe sem medo do raso porque sabe que você também pode trazer mergulhos profundos, saiba se doar na mesma proporção, se entregue e que seja eterno enquanto for recíproco.


Por: Paloma Rocha – Via: Superela – (Superela é uma plataforma capaz de fazer as mulheres mais felizes, tudo de especial sobre Amor, Sexo, Vida, Beleza e Estilo! Mais textos incríveis em: Superela.com)


A RIQUEZA DE UM CASAMENTO ROMÂNTICO by Flávio Gikovate



Do ponto de vista teórico, os casamentos com altos e duradouros lances de romantismo deveriam ser muito mais frequentes que aqueles baseados em uma sexualidade rica e exuberante. Mas, na prática, isso não ocorre.

Não quero dizer que sejam tão comuns as uniões sexualmente satisfatórias, mas que são raríssimos os casais que conseguem viver, ao longo de várias décadas, uma experiência sentimental bonita, daquelas de encher o coração de alegria e os olhos de lágrimas, de tanta emoção.

As pessoas que querem uniões estáveis e duradouras não deveriam casar por amor (se existir é ótimo). Deveriam casar para amar. Existe uma grande diferença!!!

As coisas costumam ser mal colocadas desde o começo. A grande maioria dos casamentos ocorre entre uma pessoa apaixonada e outra que prefere ser objeto da paixão. Enquanto a primeira – mais generosa – oferece, a segunda – mais egoísta – recebe. A mais generosa tem coragem de amar. A egoísta tem medo de sofrer e se protege da dor do amor ao não se abrir demais para a relação.

As uniões desse tipo apresentam momentos bonitos, é claro. Possibilitam até mesmo uma vida sexual de permanente conquista. Sim, porque o egoísta nunca se entrega totalmente ao outro, de modo que o generoso estará sempre tentando conquistá-lo. Esse fenômeno costuma gerar alguns instantes de profundo encontro, mas são momentos vãos, que logo se desfazem. E o corre-corre das brigas e da luta pela conquista volta. No entanto, esse é apenas um dos aspectos da questão.

Outro fator de peso está nas diferenças de temperamento (generosos e egoístas são bastante diferentes), de gosto e interesses. Na vida prática, no dia-a-dia, as divergências de opinião e a falta de um projeto comum provocam irritação permanente. E isso não vale só para as grandes diferenças.

O cotidiano se faz realmente nas pequenas coisas: Onde vamos jantar? Que amigos vamos convidar? Onde vamos passar as férias? A que filme vamos assistir? Como agiremos com as crianças? O que faremos com os parentes? E assim por diante. São justamente estas pequenas contradições que provocam a irritação, a raiva e, portanto, a maioria das brigas. As afinidades aproximam as pessoas, enquanto as diferenças as afastam.

Além do mais, a oposição é a raiz da inveja: o baixo inveja o alto; o gordo, o magro; o preguiçoso, o determinado; o introvertido, o sociável. E a inveja é inimiga do diálogo. Nesse tipo de união, as brigas serão o normal no relacionamento e os momentos de encontro e harmonia serão exceções cada vez mais raras.

Eu disse que, do ponto de vista teórico, a felicidade romântica no casamento poderia ser bastante comum porque o amor não padece do desejo de novidade que tanto agrada ao sexo.

Ao contrário, o amor é apego, é vontade de aconchego, de tranquila intimidade. Trata-se de um sentimento que floresce e frutifica melhor quando tudo é exatamente igual e antigo. Gostamos da nossa casa, daquela velha roupa que nos agasalha tão bem. Gostamos de voltar aos mesmos lugares do passado, da nossa cidade, do nosso país.

Queremos também sentir essa solidez e estabilidade com o nosso parceiro amoroso. Amor é paz e descanso e deriva justamente do fato de uma pessoa conhecer e entender bem a outra. Por isso, é importante que as afinidades, as semelhanças, predominem sobre as diferenças de temperamento, caráter e projetos de vida.

Seres humanos parecidos poderão viver uma história de amor rica e de duração ilimitada. Não terão motivos para divergências. Não sentirão inveja.

Um último alerta – além da lição que se pode tirar da experiência, acima descrita, dos raros casais que vivem harmoniosamente – é que cada um deve procurar se unir a seu igual. Só assim o amor não será um momento fugaz.

Para que a intimidade não se transforme em tédio e continue a ser rica e estimulante, é necessário que o casal faça planos em comum e que depois se empenhe em executá-los.

De nada adianta fugir para uma ilha deserta para curtir a paixão maior. Quem fizer isso provavelmente voltará, depois de dois meses, decepcionado com a vida e com o amor.

A vida é um veículo de duas rodas: só se equilibra em movimento.

Para que duas pessoas se tornem uma unidade é preciso criar um objetivo: ter filhos, construir uma casa, um patrimônio, uma carreira profissional, um ideal… o conteúdo em si não interessa. Seja qual for, é a cumplicidade que transforma o amor em algo fundamental. Fazer planos é sempre uma aventura excitante. É sobre eles que mais adoramos sonhar juntos.





Flávio Gikovate (São Paulo, 11 de janeiro de 1943 – São Paulo, 13 de outubro de 2016) foi médico-psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista e escritor. Apresentava o programa “No Divã do Gikovate”, na rádio CBN. O texto acima foi extraído de seu site oficial. O qual convidamos todos a conhecerem. Conheçam também sua página oficial no Facebook.




terça-feira, 24 de novembro de 2020

GASLIGHTING (manipulação psicológica e social)

O termo se origina na manipulação psicológica sistemática de uma vítima por seu marido na peça de teatro de Patrick Hamilton de 1938, Gas Light, e nas adaptações para o cinema lançadas em 1940 e 1944.

Na história, o marido tenta convencer sua esposa e outras pessoas de que ela é louca manipulando pequenos elementos de seu ambiente e insistindo que ela está errada, lembrando-se das coisas incorretamente ou delirando quando aponta essas mudanças.

O título da peça alude a como o marido abusivo lentamente apaga as luzes de gás em sua casa, enquanto finge que nada mudou, em um esforço para fazer sua esposa duvidar de suas próprias percepções.

A esposa pede repetidamente ao marido que confirme suas percepções sobre as luzes que estão diminuindo, mas, desafiando a realidade, ele continua insistindo que as luzes são as mesmas e, em vez disso, é ela quem está enlouquecendo.

Estamos vivendo em um estado perpétuo de iluminação a gás. A realidade de que a mídia nos diz é totalmente diferente do que vemos com nossos próprios olhos. E quando questionamos a falsa realidade que estamos sendo apresentados, ou afirmamos que o que vemos é essa realidade real, somos simplesmente loucos.

Sófocles disse: 

"O que as pessoas acreditam prevalece sobre a verdade."






segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

AMAR É PARA QUEM TEM CORAGEM E CONVICÇÃO. NÃO EXISTEM CASAIS PERFEITOS! By Jorge Scritori




Não haverá dias só de luz e tranquilidade. Dentro de cada um de nós habita um vale sombrio com diversas formas. Algumas criadas no tempo e outras na dor. Elas estão lá e se movimentam de acordo com o seu ciclo.

Quando você está sozinho(a), ou seja, fora de um relacionamento, tais criaturas parecem sossegar ou adormecer. Coisas que poderiam incomodar ou perturbar, entram em um estado de repouso como: ciúmes, medos e inseguranças. 

Ao tomar a decisão de se relacionar, uma espécie de alarme toca no vale e criatura por criatura irá despertar. Aos poucos, gradativamente, a cada situação ou gatilho de memória, os bichos irão despertar. O mais perigoso de todos também pode acordar. Se trata do poderoso NCC (neurótico- controlador-compulsivo). Este trará sofrimentos e percepções terríveis. Agita as águas profundas e coloca a flor da pele sensações de angústia e sufocamento.

O que fazer?
O primeiro passo é ter consciência e aceitação. As feras podem e devem ser trabalhadas. O apoio e a compreensão do novo parceiro(a) serão fundamentais. Afinal, os bichos deles também irão se levantar. Vale lembrar que receita velha não cura mal fortalecido. É preciso um novo formato na relação e na interação. 

Coisas usadas no passado devem ser abolidas e trabalhadas até a franca eliminação: desconfiança excessiva, punição por silêncio, quebra brusca de diálogo, achismo sem fundamento, elevar o tom de voz e abrir mão do outro. Quer resultados novos e uma nova qualidade na relação? Faça coisas novas.

O diálogo deve ser constante mas sem peso. Dialogar saudavelmente não significa chafurdar o lixo do outro ou transformar a relação em terapia constante. Trata-se de posicionamento, transparência, alinhamento, paciência e bom humor sem excessos.

Um criança quando não sabe explicar a dor, possui a pureza do movimento de apontar com o dedo e dizer: “dói aqui”…

Encarar as feras em parceria, aumenta o respeito, o companheirismo e cria um vínculo de humanidade entre os dois: não existe o mais forte ou o mais fraco. Existem duas pessoas que estão em fase de crescimento, autoconhecimento e cumplicidade.

Relacionamento é trabalhoso. Amar é para quem tem coragem e convicção. Não existem casais perfeitos. Existem trabalhadores dedicados a sua história de amor!

Jorge Scritori – Life Coach


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domingo, 10 de novembro de 2019

COMO SABER SE CHEGOU A HORA DE PROPOR O SEXO A TRÊS? por Sílvia C. Carpallo do Jornal El Pais



Deve ser muito interessante quando o relacionamento é maduro e consciente do que quer. Eu acho normal e muito excitante estas variações dentro de um relacionamento pleno.  






Há quem fique excitado com as características físicas de alguém que uma outra pessoa acharia sem graça, os homens que se derretem diante de uma mulher com cinta-liga, os que chegam ao ápice no sexo se entregando ao prazer em uma série de lugares cuidadosamente selecionados... Existem opções para todos os gostos. Mas se tem uma fantasia sexual que se repete vez ou outra no cinema, nas revistas e nas mentes de incontáveis pessoas é a do ménage à trois.

Não é uma moda nem um produto publicitário, nem sequer algo novo. O sexo em grupo existe desde o início da humanidade. No entanto, hoje ainda parece algo totalmente fora do comum: uma pesquisa feita pela rede norte-americana ABC revelou que 21% dos entrevistados haviam fantasiado sobre um ménage, mas apenas 14% o tinham concretizado. Na Espanha, o estudo Realidade vs. Ficção, da Bijoux Indiscrets, encontrou grande disparidade entre os sexos. No total, 18,7% dos homens admitiram ter feito sexo a três; e apenas 5,6% das mulheres disseram ter estado num ménage.

A sexóloga Ximena González diz que a tendência é pensarmos que a prática "pode atrair mais a atenção dos homens do que das mulheres", levando em consideração a influência de fatores como a pornografia ou a diferença entre propor um triângulo com dois homens ou com duas mulheres. A especialista encontra em seu consultório pessoas que pensam em propor essa ideia a seus parceiros em algum momento, "para sair da rotina e, como consequência, fortalecer o relacionamento". 

Isso é possível? O que é preciso levar em conta para que o casal continue funcionando depois?

Seja uma desconhecida, amiga do casal ou profissional, a terceira pessoa não é um brinquedo e também precisa participar de uma conversa esclarecedora antes do ato. Mesmo que você não saiba o nome dela, deve saber seus limites e vontades para que vocês alinhem seus interesses.

Invista em um lugar confortável

O lugar da ação também tem que ser escolhido previamente, porque precisa ser confortável e deixar todos à vontade. 
  1. Vai acontecer na casa de algum de vocês? 
  2. Vão para um motel? 
  3. Qual? 
Façam essas perguntas durante o planejamento para que tudo dê certo. Quanto mais coisas forem decididas com antecedência, mais excitante vai ficando a ideia.

Faça listas

Inclua na conversa uma lista de coisas que vocês podem e não podem fazer na hora do ménage. Assim, os limites ficam mais claros e não há risco de alguém estragar a experiência tentando um movimento que incomode o outro.

As vontades também ficam expostas e há menos chances de alguém deixar um desejo passar por receio de pedir no calor do momento.

Safeword: segurança sempre!

Ok, não estamos falando de BDSM ou relações sexuais que oferecem reais riscos à integridade física dos participantes, mas segurança nunca é demais. Por isso, combinem uma Safeword, uma palavra de emergência que deve ser acionada se alguém se sentir desconfortável ou, no caso, deixado de lado. Mesmo que tudo tenha sido discutido previamente, o sexo pode fugir do controle – e isso não é ruim, muito pelo contrário, é o que faz dele maravilhoso.

Então o principal segredo do ménage bem-sucedido é a conversa e as preparações, assim, quando chegar a hora, você deixa sua mente livre de preocupações e só sobra espaço para aproveitar o momento.


Prós e contras

Como a sexóloga Gabriela lembra, o ménage tem tudo pra dar certo quando o casal está disposto, já conversou sobre isso várias vezes e os dois estão certos que se excitam com a prática. O mesmo vale para o contrário, se um dos dois não está totalmente à vontade com a ideia ou um quer fazer apenas para agradar o outro, a chance de dar errado é grande! Para guiar você, fizemos uma listinha de prós e contras para ser levada em consideração nas suas conversas sobre o assunto.

Prós
  1. Como toda experiência sexual bem acordada, aumenta a confiança do casal (mas atenção: nunca faça um ménage na tentativa de salvar um relacionamento).
  2. Amplia seus horizontes em relação a sexo. Nós nunca sabemos tudo sobre nossas vontades, sair da zona de conforto ajuda a (re)descobri-las.
  3. Melhora a autoestima, afinal, você pode dar prazer a duas pessoas ao mesmo tempo!
Contras
  1. Se não for bem conversado, “pode acontecer um trauma sexual e prejudicar a vida íntima do casal daquele dia em diante”, explica Gabriela.
  2. Há o risco de a terceira pessoa ter um desempenho sexual melhor que o seu, um problema para pessoas inseguras.
  3. Quando feito por pressão, refletirá negativamente no seu relacionamento e poderá deprimir uma das partes.

Colocaram todos os pingos nos is? É só partir para a ação! Não deu certo? Tente novamente! As escolhas são todas suas, faça as adaptações que precisar. Ah, claro, não se esqueçam de comprar muitas e muitas camisinhas.


A importância de distinguir o desejo da fantasia
"O triângulo, como fantasia, tem o poder de alterar algo tão socialmente estabelecido como o conceito de casal. Parece que tudo visa, inclusive o erótico, a ser sempre duas pessoas, de modo que um trio se torna uma aparente transgressão do normativo oficial", diz o sexólogo Iván Rotella.

Desse modo, é fácil que, em nosso imaginário, naquilo que usamos para nos excitar sozinhos ou no casal, essa ideia venha à cabeça como uma maneira de buscar exatamente essa libertação ou aumentar o tesão. Mas é importante distinguir as fantasias que nos ajudam a nos excitar do que realmente queremos levar adiante.

"A fantasia é grátis para todas as pessoas, podemos fantasiar sobre o que quisermos, fora de legalidades, 'normalidades', lógicas sociais... Mas a fantasia não tem a ver com a realidade, e esse é o seu poder, que você pode deixar seguir até os limites que desejar. Já o desejo é um impulso que nos leva a realizar algo que nos acende e nos provoca. O desejo tem sua excitação e seu interesse em alcançá-la, e é um objetivo para alimentar nosso erotismo", explica o especialista.

Ximena González observa que o impulso de transferir um desejo para a vida real costuma ser por duas razões:
"Geralmente é por diversão ou pelo simples fato de experimentar algo novo no relacionamento de casal ou sensações diferentes, se a pessoa estiver sozinha”.
Antes de falar, pense nas consequências
Ok, estamos nesse percentual de pessoas que querem fazer um ménage, temos claro que não é só uma fantasia, mas algo que realmente queremos experimentar. Como abordamos a questão com o parceiro? E se é o nosso companheiro que levanta a questão, como encarar a ideia?

"Falar sobre sexo em casal deveria ser um dos temas mais comuns e recorrentes, entendendo que falar sobre sexo não é só falar do que fazemos, mas sobretudo falar do que somos", insiste Iván Rotella. Ainda assim, uma coisa é falar sobre práticas sexuais que gostaríamos de tentar entre nós e outra é abordar aquelas que envolvem a inclusão de outra pessoa. Nesse sentido, Ximena González insiste em que "é preciso levar em conta a segurança e a confiança em nós mesmos e em nosso parceiro".

Para atender a esse desejo, precisamos abrir a porta para uma conversa, dar tempo para a outra pessoa assimilar a proposta e, entre os dois, ser capazes de fazer uma lista de prós e contras. De novo, é importante distinguir a realidade da imaginação. Nesse momento, o ideal, segundo Rotella, é "compartilhar medos, dúvidas e preocupações", e que, quando tivermos tudo isso claro, tomemos uma decisão, a favor ou contra, juntos. 

"É muito importante que exista realmente um consenso e que o acordo seja mútuo, não inspirado unicamente em uma das duas pessoas. Se a outra pessoa não concordar ou não estiver convencida, pode ser um desastre."

Teste para o candidato perfeito

Quando um casal decide dar o passo, ainda é preciso tomar algumas precauções antes de passar à ação. Lembre-se de que as ideias que temos de um ménage costumam estar baseadas em filmes, livros e outras fontes que correspondem a histórias de ficção. Podem ter muito pouco a ver com a realidade de nos depararmos com uma pessoa a mais na cama.

É importante levar em consideração todas as situações que podem ocorrer quando chegar a hora, como um dos dois, ou os dois, se sentirem desconfortáveis, ou não saberem como agir e precisarem da condução do outro para seguir adiante. 

"Devemos estar conscientes de que nosso parceiro pode sentir muito prazer com nossas carícias e também com as carícias de outra pessoa", alerta Rotella; mas, para não nos bloquearmos, o sexólogo aconselha “ver isso como um jogo, como uma experiência para ser compartilhada e que pode até nos unir mais".

  1. Também é necessário discutir os aspectos mais práticos. É permitido beijar a outra pessoa? 
  2. Podemos transar entre todos ou existem certos limites? 
  3. A pessoa que queremos que participe será homem ou mulher? 
  4. Melhor alguém conhecido ou um total desconhecido? 

"Aqui cada pessoa e cada casal é um mundo, claro, mas geralmente é importante não escolher alguém que tenha tido um relacionamento amoroso importante com um dos dois, para não suscitar dúvidas", propõe Rotella, em primeiro lugar.

Com relação à dinâmica a ser adotada quando se chega ao ponto, o sexólogo esclarece que "é importante que a distribuição do tempo entre as três pessoas seja equitativa e que o interesse demonstrado também seja igual. Não façamos comparações. Sejamos conscientes de que cada pessoa tem sua forma de sentir e fazer sentir, e que todos os corpos são diferentes. Não são melhores nem piores, são apenas diferentes, e todos têm a capacidade de dar prazer ", diz ele.

Ximena González esclarece que, embora tenhamos discutido a questão e feito um exercício pessoal e de casal, pode ser que na hora não nos sintamos tão preparados quanto pensávamos. 

"Se a qualquer momento um dos dois não estiver confortável, o encontro tem que ser interrompido, não importa o que for, porque recordemos que da fantasia à realidade existe uma ponte bastante grande e, durante o caminho, podemos tropeçar em situações que não nos agradam. Estamos no nosso direito de mudar de ideia e não continuar, já que a motivação principal de fazer um ménage é a de ter um bom momento e desfrutar de um sexo prazeroso."

complementando com uma matéria da BBC 

As reflexões de um especialista em sexo: ‘Somos monogâmicos porque somos pobres’



Irene Hernández Velasco


As visões sobre sexo do espanhol Manuel Lucas Matheu, de 69 anos, contrariam - e muito - o senso comum. Presidente da Sociedade Espanhola de Intervenção em Sexologia e membro da Academia Internacional de Sexologia Médica, ele argumenta que os seres humanos não são predispostos à monogamia. Se a praticamos, é por um único motivo: somos pobres.

O sexólogo apresenta outras visões marcantes. Diz, por exemplo, que o verdadeiro órgão sexual dos seres humanos é a pele.
A BBC News Mundo, o serviço espanhol da BBC, entrevistou Matheu, considerado um dos maiores especialistas em sexualidade.


Leia abaixo e entrevista completa.


BBC News Mundo - Woody Allen dizia: "Há duas coisas muito importantes na vida, uma é sexo e da outra não me lembro". Sexo é, de fato, tão fundamental?
Manuel Matheu - Sexo é importantíssimo, muito mais importante do que pensa a maioria das pessoas, as instituições e a sociedade em geral. O sexo determina em grande medida a nossa qualidade de vida e é a origem de vários comportamentos.

BBC News Mundo - O senhor, por exemplo, defende que as sociedades mais pacíficas, com menos conflitos, são aquelas que vivem a sexualidade de maneira mais livre, desinibida...
Matheu - Não sou eu quem diz, é um estudo que fiz, em que analisei 66 culturas diferentes, algumas com pesquisa de campo.

Estive, por exemplo, nas Ilhas Carolinas, na Micronésia. E a conclusão desse estudo é que as sociedades mais pacíficas são aquelas onde a moralidade sexual é mais flexível e onde o feminino tem um papel preponderante.


Em contrate, as sociedades reprimidas e nas quais as mulheres têm papel secundário, como as sociedades ocidentalizadas em que vivemos, são mais agressivas.





Matheu pesquisou 66 culturas diferentes e descobriu que as sociedades com moralidade sexual mais flexível são menos agressivas

BBC News Mundo - Para entender do que estamos falando, o senhor poderia nos dar um exemplo de sociedade sem repressão sexual e onde o feminino é muito valorizado?
Matheu - Os chuukies, uma sociedade que estive estudando por quatro meses nas Ilhas Carolinas, na Micronésia. Trata-se de uma sociedade em que todos os bens são herdados através da linha materna. Ou seja, a mãe é quem determina o poder econômico.

Ao contrário do que ocorre na sociedade ocidental, em que se dá uma enorme importância ao tamanho do pênis, ali o que importa é o tamanho dos lábios menores da genitália das mulheres. Enquanto no Ocidente a menstruação era considerada algo impuro, lá ela é considera vantajosa e é empregada até para fins medicinais.

Além disso, a mulher é a voz mais forte nas relações sexuais. É ela a responsável pelos encontros sexuais. Os homens se aproximam engatinhando nas cabanas das mulheres, solteiras e casadas, e introduzem nas cabanas pedaços de pau talhados que permite à mulher identificar quem é cada um deles.

Se a mulher quiser ter relações sexuais naquela noite, ela retém na cabana o talo correspondente ao homem que lhe interessou. Isso significa que ele está autorizado a entrar na cabana. É assim todas as noites.

Ali não existe ciúme, nem o conceito tradicional de fidelidade. A moralidade sexual é muito mais flexível que aqui. Ao mesmo tempo, essa é uma sociedade muito pacífica, enquanto a sociedade ocidental é muito agressiva.

BBC News Mundo - Então a monogamia não é algo intrínseco ao ser humano, algo que faz parte da sua natureza?

Matheu - Não, não é. A monogamia não é uma característica do ser humano de forma alguma.
Basta olhar o atlas etnográfico de Murdock, que analisou mais de 800 sociedades e mostrou que 80% delas não são monogâmicas. Elas são poligínicas (um homem com várias parceiras) ou poliândricas (uma mulher com vários parceiros).

BBC News Mundo - E por que o Ocidente adotou a monogamia?
Matheu - As espécies animais que são monogâmicas são aquelas que não têm tempo nem recursos suficientes para poder se dedicar a cortejar.

É o caso das cegonhas, que são monogâmicas porque têm que empregar muita energia todos anos às longas migrações que realizam. E os animais que vivem em locais onde é mais difícil encontrar alimento tendem a ser mais monogâmicos.

BBC News Mundo - Quer dizer que a monogamia está relacionada à economia?
Matheu - Exatamente. Nós somos monogâmicos porque somos pobres. É só observar nossa sociedade para compreender: os ricos não são monogâmicos, na melhor das hipóteses são monogâmicos sequenciais - ao longo da vida têm vários parceiros consecutivamente, um atrás do outro.

Os que não são ricos não podem ser monogâmicos sequenciais, porque se divorciar ou separar causa um enorme dano econômico. E a poligamia (ter vários parceiros sexuais ao mesmo tempo) também é muito cara.

BBC News Mundo - Se as sociedades com maior liberdade sexual são mais pacíficas, a nível individual as pessoas agressivas podem agir assim por terem problemas com sexo? É razoável pensar que muitos ditadores são pessoas reprimidas sexualmente?
Matheu - Bem, Hitler, Franco e outros ditadores tinham problemas de autoestima e problemas sexuais importantes.

Acredito que as pessoas que se dedicam a acumular riqueza ou poder de maneira compulsiva sofrem o que chamo de "erótica do poder", compensam a sua falta de satisfação sexual com isso (poder).






BBC News Mundo - Qual a sua opinião sobre o presidente americano Donald Trump, que é protagonista de vários escândalos de natureza sexual?
Matheu - Para mim, Donald Trump parece acima de tudo um desequilibrado mental, mas também aparenta ter problemas sexuais.

Todos os escândalos sexuais que protagonizou, a meu ver, denotam que sua autoestima é baixa. As pessoas de autoestima alta são, em geral, pacíficas e tranquilas, não se vendem como galos de briga. É difícil provocá-las. Elas não têm muita variação de humor e sua forma de amar é pouco possessiva.

As pessoas com problema de autoestima podem reagir de maneiras diferentes: fechando-se em si mesmas, numa timidez incapacitante, ou fazendo uso de um comportamento grosseiro e desafiante, como é o caso de Trump e de outros políticos.

BBC News Mundo - O orgasmo é superestimado e mitificado?
Matheu - Com certeza. O psicanalista Wilhem Reich dizia que reprimimos a libido não apenas de maneira quantitativa, mas também qualitativa. A sociedade burguesa capitalista, ele dizia, concentrou a sexualidade nos órgãos genitais para que o resto do corpo pudesse focar em produzir para o sistema.

Não sei se é isso mesmo, mas é sim verdade que há muito tempo começamos a concentrar nossa sexualidade nos genitais e nos esquecemos, com o tempo, da pele. Os seres humanos têm a pele mais sensível de todos os mamíferos, mas a aproveitamos muito pouco na nossa cultura.

Hoje em dia, nos acariciamos muito pouco. As famílias se dedicam a acariciar cachorro e gato, mas não se acariciam.

BBC News Mundo - A pele seria o ponto G?
Matheu - Isso, a pele é o verdadeiro ponto G, o grande ponto sexual do ser humano. E, além de tudo, a pele funciona do nascimento à morte. Mesmo que tenhamos uma doença terminal, a pele segue funcionando.

Quando alguém nos abraça de verdade, soltamos uma enorme quantidade de endorfina. É nisso que se baseia grande parte da nossa sexualidade.

O problema é que convertemos a sexualidade numa atividade de ginástica, na qual o homem primeiro tem que ter uma ereção, depois tem que mantê-la a todo custo para não ejacular antes do tempo. Isso acontece porque consideramos que o homem, com seu pênis, é um mago com uma varinha mágica que consegue dar prazer à mulher. E, por fim, a mulher tem que ter um orgasmo.

No entanto, 60% das mulheres da nossa cultura ocidental já simularam um orgasmo em algum momento da vida.

E, quando as perguntamos por que fizeram isso, a resposta costuma ser: "para que o outro ficasse satisfeito" ou "porque assim o outro me deixaria em paz".






O sexólogo alerta que os seres humanos têm negligenciado a pele como 'órgão sexual'

Tanto os homens quanto as mulheres fizeram da sexualidade um exercício físico e mental, quando a sexualidade é se fundir, sentir um ao outro, sentir-se embaixo da pele do outro, como dizia Frank Sinatra.

BBC News Mundo - Vivemos em um mundo em que a pornografia está ao alcance de todos, em que adolescentes crescem vendo pornografia. Que efeito isso tem nas relações sexuais?
Matheu - O problema da pornografia não é mostrar os atos sexuais explícitos. Nesse sentido, me parecem mais perigosos os programas de televisão que fazem pornografia da intimidade, a calúnia, a fofoca, ou alguns filmes violentos.

O problema da pornografia é que é uma pornografia absolutamente "genitalizada", que reforça a ideia de sexo como ginástica.

Eu não acho que a pornografia deva desaparecer, mas sim mudar. Deve deixar de ser aquela pornografia tediosa do mete e tira, para se converter numa pornografia de pele.




Fontes: 
As reflexões de um especialista em sexo: ‘Somos monogâmicos porque somos pobres’





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