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domingo, 26 de janeiro de 2020

VOCÊ CAIU DO CÉU, UM ANJO LINDO QUE APARECEU... frisson (morreu hoje de madrugada Tunai)


Dedico ao meu primeiro amor que foi o 'Maurício Assis Amaral' (Farmax)ou como eu o chamava naquela época de "Mumor" que significava "meu amor". 



Foi uma paixão avassaladora e intensa que vivi e senti por ele. Ele foi meu amor primeiro, não o primeiro namorado que é diferente. Ele foi aquele que me entreguei de corpo e alma sem medo, delicadamente me fez mulher. Eu o amei profundamente. Agradeço por ter me proporcionado lembranças lindas nesta vida. Momentos mágicos, risos soltos, abraços avulsos e caminhos de mãos dadas.

Minha primeira viagem fugida para Cabo frio no Rio de Janeiro foi com ele, nos hospedamos no Hotel Helena na qual vivemos momentos que jamais poderão ser esquecidos nesta existência e nem nas demais que virão, pelo menos eu não! Nossos namoros na praia tendo o mar e as estrelas de testemunhas até amanhecer; Meu 'mumor' foi muito especial! Fomos muito felizes naqueles dias. Éramos um casal lindo! Ele quem me encontrou em Divinópolis andando por ai e eu adorei isso. Ele caiu do céu e me enfeitiçou. 

Eu era uma menina e ele um homem feito. Nunca esquecerei aqueles olhos verdes folhas para escuros-profundos, cabelos lisos, macios e muitos negros. Sua pele era tão alva como a minha. Ele tinha 35 anos e eu com 17 anos, uma diferença de idade de 18 anos que acabou sendo o motivo da nossa separação. 


A família dele achava que eu era muito nova para ele e que não daria certo uma diferença tão grande ainda mais que ele queria ter filhos antes dos 40 anos. Sua mãe Odete era muito possessiva e mandona não aceitava, seu pai Lafontaine era um sujeito boa praça. Então sua irmã começou a levar para passar finais de semana em Divinópolis uma colega de BH que ficava na casa deles na avenida 21 de abril com Cel. João Notini e o apresentou que acabou se tornando sua esposa. Ela engravidou logo em seguida do casamento e teve 2 filhos homens (gêmeos).


Antes, porém, desse dia ele me procurou e me propôs ficarmos juntos mesmo depois do casamento que era só uma convenção para ele ter filhos, mas, apesar da nossa diferença de idade ele não queria me perder. Mas precisava casar porque estava ficando velho e queria ter filhos e eu por outro lado ainda estava me formando no ensino médio. Precisava entrar na faculdade e ter uma profissão para me realizar para depois pensar em casar e ter filhos e ele não poderia esperar. 


Não aceitei seu pedido com o coração partido. Queria naquele momento ser mais velha para podermos ficarmos juntos e ele não ser obrigado a casar para ter uma família. Foi muito triste ter que dizer que não suportaria ser a outra sendo que eu e ele já estávamos juntos bem antes dessa mulher chegar nas nossas vidas. Não suportaria dividi-lo com uma estranha mesmo entendendo a situação e os sentimentos deles.


O verdadeiro amor liberta... apesar que eu fiquei em pedaços muitos anos depois. Andava com uma foto dele na carteira até que um dia o Zé (José Geraldo Martins - Codil) encontrou e me disse que era primo dele. Eita mundo pequeno... rsrs depois disso eu e o Zé conversamos sobre o assunto. Eu e o Zé éramos grandes amigos além de namorados. Até aparecer o mal em nossas vidas de nome Carlos Alberto (Bana) que ... enfim... 


O tempo passou hoje eu estou com quase 48 anos e não sei dele. Mas essa canção "Frisson" do "Tunai" marcou especialmente muito nossa relação em 1989. Eu gostava de cantarolar olhando para ele para ganhar um apertinho naqueles olhos verdes quando dormíamos juntinhos no sítio do Sr. Lafontaine Amaral (pai dele) que ficava na estrada que ligava Divinópolis a São José dos Campos - Ermida. Ele adorava e ria com aquele sorriso perfeito com o olhar profundo e intenso, olhos verdes lindos.

Ele era o...
'anjo lindo que apareceu para mim'!!! 






Meu coração pulou 
Você chegou, me deixou assim 
Com os pés fora do chão 
Pensei: que bom 
Parece, enfim acordei 


Prá renovar meu ser 
Faltava mesmo chegar você 
Assim, sem me avisar 
Prá acelerar um coração 
Que já bate pouco 
De tanto procurar por outro 
Anda cansado 
Mas quando você está do lado 
Fica louco de satisfação 
Solidão nunca mais 


Você caiu do céu 
Um anjo lindo que apareceu 
Com olhos de cristal 
Me enfeitiçou 
Eu nunca vi nada igual 


De repente 
Você surgiu na minha frente 
Luz cintilante 
Estrela em forma de gente 
Invasora do planeta amor 
Você me conquistou 


Me olha 
Me toca 
Me faz sentir 
Que é hora, agora 
Da gente ir.




sábado, 18 de agosto de 2018

REVELAÇÃO DA MINHA FILHA ... MARCANTE!
















 



















Hoje minha filha Maria Eduarda Carrilho numa longa conversa de vídeo pelo telefone me confessou algo que no fundo eu já pressentia. Sim, meus pressentimentos de mãe se concretizaram hoje... deu o sinal que é possível que se torne realidade o que já havia pensado, sentido, comentado com os meus amigos e amigas mais próximas. Não mudará nada para mim... pelo contrário, apoiarei ainda mais neste mundo cheio de ódio e preconceito. Amo e me solidarizo com com sua vida seja qual seja suas escolhas. Sou sua mãe e estarei com ela além desta vida finita. Amor eternum. 


Minha Bebein... minha amada filha, amiga!





Fica como registro - 18/08/2018 

Relatos de uma mãe 
Roberta Carrilho


sexta-feira, 29 de abril de 2016

HOJE 29 DE ABRIL FAZ 25 ANOS QUE GOZAQUINHA NOS DEIXOU.... saudades!


Há 25 anos morria Gonzaguinha - faz muita falta!!! Sempre que eu o ouço me reporto à adolescência (1990...)no Clube da minha cidade, EOC - Estrela do Oeste Clube. Muitas boas lembranças com risos largos, piscina "...lindo lago do amor...", carnaval "Viver e não ter vergonha de ser feliz, acredito na rapaziada...", "sempre desejada por mais que esteja errada...", bailes "... a gente quer carinho e atenção...", etc. Quantas saudades... dos beijos, amigos e amigas curtido a vida. Tempos alegres dos quais fui feliz, ainda não tinha conhecido a dor. Roberta Carrilho
Filho de um famoso cantor e compositor, Luiz Gonzaga Nascimento Filho, Gonzaguinha, nasceu no dia 22 de setembro de 1945, no Rio de Janeiro. A mãe, Odiléia, era uma cantora e dançarina que morreu de tuberculose, com 22 anos de idade, deixando Gonzaguinha órfão aos dois anos de vida. Diante da dificuldade de criá-lo, o pai, Luiz Gonzaga, entregou o filho aos padrinhos, Se o Xavier e Dona Dina. Na infância, ele viveu no morro de São Carlos, onde conviveu com a miséria, a falta de infraestrutura e todas as adversidades que existem numa favela. Aos 16 anos, Gonzaguinha voltou a morar com o pai para dar continuidade aos estudos. Entretanto, as desavenças com a madrasta, fizeram com que o adolescente fosse encaminhado para um colégio interno. Os estudos o levaram à Faculdade de Ciências Econômicas Cândido Mendes, no Rio de Janeiro.

Durante as aulas, na faculdade, encontrou outros músicos novatos. Nesse período fez parte do Movimento Artístico Universitário (MAU) junto com Ivan Lins, Dominguinhos, Aldir Blanc e César Costa Filho. Gonzaguinha participava de festivais e já começava a despontar pelas letras com forte teor social. Aliás, as letras provocativas era uma marca da carreira do cantor e compositor, que frequentemente driblava a censura da época. Em algumas oportunidades, recebeu advertência da censura e muitas críticas pelo tom irônico e agressivo que usava nas músicas. Porém, graças as polêmicas, Gonzaguinha conseguiu iniciar uma carreira de sucesso.

No ano de 1976, mais calmo e com um perfil diferente nas letras escritas por ele, o cantor lançou o disco “ Começaria Tudo Outra Vez” onde conseguiu o sucesso entre as massas. A partir daí se consolidou como compositor sendo gravado por cantoras como Elis Regina, Simone e Maria Bethânia.

O fim da carreira e da vida do artista aconteceu logo após a uma apresentação feita em Pato Branco, quando passava entre os municípios de Renascença e Marmeleiro, num trágico acidente automobilístico em 29 de abril de 1991, portanto há 25 anos.

Chegada no acidente
O último show de Gonzaguinha foi em Pato Branco, no Clube Pinheiros, no domingo, dia 28 de abril de 1991. Na manhã seguinte, logo cedo, Gonzaguinha acompanhado do empresário Renato Manoel Duarte e Aristides Pereira da Silva seguiram de carro, rumo à Foz do Iguaçu, onde pegariam o avião para Florianópolis. No trecho da PRC 280 entre Renascença e Marmeleiro o Monza bordô, conduzido por Gonzaguinha colidiu contra uma camionete Ford F4000. A ocorrência foi prontamente atendida pela Polícia Rodoviária Estadual. Na ocasião o odontólogo, Eduardo Scirea, atual vice-prefeito de Francisco Beltrão, seguia para o consultório que tinha em Renascença e visualizou o acidente, próximo da passarela da cidade. “o carro estava em alta velocidade, o Gonzaguinha estava com pressa, e a caminhonete entrou no asfalto naquele momento e acabou batendo” recordou Scirea.

Como curioso, parou para ver o que estava acontecendo e não sabia que estava prestes a testemunhar o acidente que vitimou fatalmente um ídolo da música brasileira. Ontem, Scirea contou a história para o repórter Ademir Augusto, da Rádio Onda Sul FM. “eu não vi o corpo do Gonzaguinha, ele recém tinha saído com uma Pampa marrom. Lembro muito bem, que eu não consegui ver o corpo, mas eu vi a Pampa saindo e sei que o corpo estava dentro, já sem vida se deslocando. Sei que passou pelo hospital de Marmeleiro, depois fiquei sabendo, que tinham levado até a Policlínica. Foi por causa dos policiais rodoviários que pediram para ver a pochete do Gonzaguinha, aquelas de cintura, que eu acompanhei como uma testemunha, e ai vi a identidade dele. Eu me lembro também que contamos 19 notas, não sei se era cruzeiro ou real naquela época, de um real, e aí eu tive certeza, esse aqui, que estava morto, era o Gonzaguinha. No outro dia, inclusive, a foto do Jacir Walter estava estampada no JdeB. Após a confirmação liguei imediatamente para a rádio Educadora AM e Princesa AM para dar a notícia da morte do Gonzaguinha”, comentou Scirea.

Última entrevista de rádio em Francisco Beltrão
Gonzaguinha fez uma turnê de shows pelos Oeste e Sudoeste do Paraná. A maratona de shows começou em Foz do Iguaçu, depois passou por Cascavel, Francisco Beltrão e Pato Branco. Na quinta-feira, antes do acidente, Gonzaguinha se apresentou no anfiteatro da Facibel, atual Unioeste, com capacidade máxima de público presente no local. Mais cedo, à tarde, ele, acompanhado do empresário, foi aos estúdios da Rádio Continental FM. Lá, Gonzaguinha foi entrevistado pelo comunicador Adair De Toni, hoje diretor da Rádio Onda Sul FM. De Toni disse que lembra pouco das perguntas que fez, e das respostas do cantor. “Lamento não ter guardado um arquivo da entrevista, mas também, nunca imaginei que pudesse ser algo histórico. Lamentei a morte do artista, mas guardo pra mim, ter sido, possivelmente, o último radialista de Francisco Beltrão a ter entrevistá-lo”, finalizou.











O Que É, o Que É?

Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita

Viver 
E não ter a vergonha 
De ser feliz 
Cantar e cantar e cantar 
A beleza de ser 
Um eterno aprendiz 

Ah meu Deus! 
Eu sei, eu sei 
Que a vida devia ser 
Bem melhor e será 
Mas isso não impede 
Que eu repita 
É bonita, é bonita 
E é bonita 

Viver 
E não ter a vergonha 
De ser feliz 
Cantar e cantar e cantar 
A beleza de ser 
Um eterno aprendiz 

Ah meu Deus! 
Eu sei, eu sei 
Que a vida devia ser 
Bem melhor e será 
Mas isso não impede 
Que eu repita 
É bonita, é bonita 
E é bonita 

E a vida
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!

E a vida
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor

Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé

Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita

Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita 

Sangrando
*uma das que eu mais gosto!!!

Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda

Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando
Coração na boca 
Peito aberto 
Vou sangrando 

São as lutas dessa nossa vida 
Que eu estou cantando 

Quando eu abrir minha garganta 
Essa força tanta 
Tudo aquilo que você ouvir 
Esteja certa 
Que estarei vivendo 

Veja o brilho dos meus olhos 
E o tremor nas minhas mãos 
E o meu corpo tão suado 
Transbordando toda a raça e emoção 

E se eu chorar 
E o sal molhar o meu sorriso 
Não se espante, cante 
Que o teu canto é a minha força 
Pra cantar 

Quando eu soltar a minha voz 
Por favor, entenda 
É apenas o meu jeito de viver 
O que é amar 

Nunca Pare de Sonhar
outra das minhas favoritas!!

Ontem um menino
Que brincava me falou
Hoje é a semente do amanhã

Para não ter medo
Que este tempo vai passar
Não se desespere, nem pare de sonhar

Nunca se entregue
Nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar

Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo, nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será

Ontem um menino
Que brincava me falou
Hoje é a semente do amanhã

Para não ter medo
Que este tempo vai passar
Não se desespere, nem pare de sonhar

Nunca se entregue
Nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo, nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será