quarta-feira, 26 de agosto de 2015

CERTAS COISAS by Lulu Santos



Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração
Silenciosamente eu te falo com paixão

Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer

A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim

Cada voz que tanto amou não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração
Silenciosamente eu te falo com paixão

Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer



O SILÊNCIO DAS ESTRELAS por Lenine



Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal

E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal?

Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais, de mais
Afinal, feito estrelas que brilham em paz, em paz

Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal

Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal 
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais



terça-feira, 25 de agosto de 2015

PRECISA-SE DE MATÉRIA PRIMA PARA CONSTRUIR UM PAÍS by João Ubaldo Ribeiro (Reflexão pra todos nós brasileiros)


A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora alguns dizem que Lula não serviu e que Dilma não serve. E o que vier depois de Lula e Dilma também não servirá para nada...
Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsaque foi o Lula.
O problema está em nós.
Nós como POVO.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a "ESPERTEZA“é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se não fosse roubo, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu "puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito.
Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano.
Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.
O povo saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas, dirige após consumir bebida alcoólica, pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho, quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.
Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes, compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve, se falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
E quer que os políticos sejam honestos.
O Brasileiro reclama de quê, afinal?
Aqui nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar o que não tem, encher o saco do que tem pouco e beneficiar só a alguns.
Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame.
Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar.
Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre.
Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes.
Como "Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres de que nosso País precisa.
Esses defeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA" congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...
Entristeço-me.
Porque, ainda que Dilma renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que a suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor. Mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, Lula e nem a Dilma, nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados...
Igualmente sacaneados!
É muito gostoso ser brasileiro.
Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias. Nós temos que mudar! Um novo governante com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada..
Está muito claro...
Somos nós os que temos que mudar.
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.


BOA TARDE PARA TODOS NÓS! Poesia de Rubem Alves




"Somos donos dos nossos atos
mas não donos dos nossos sentimentos.
Somos culpados pelo que fazemos
mas não pelo que sentimos. 
Podemos prometer atos, 
mas não podemos prometer sentimentos.
Atos são pássaros engaiolados. 
Sentimentos são pássaros em voo" 
_____ Rubem Alves



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

VOCÊ SABE O SIGNIFICADO DA MÚSICA “ CHÃO DE GIZ ” de Zé Ramalho?

Você já parou alguma vez na vida para tentar entender esta música tão complexa? Zé Ramalho consegue ser um dos poucos cantores que compõe músicas com alto repertório (de difícil entendimento) e mesmo assim agrada o gosto popular. Consegue transmitir sentimentos.

Hoje no carro ouvindo Chão de Giz, decidi prestar atenção na letra e bateu a curiosidade de conhecer a verdadeira história da música. De entendê-la! Descobri e achei bacana compartilhar com vocês. Vale a pena a leitura!


Explicação dada, em tese, pelo próprio compositor, O GRANDE POETA ZÉ RAMALHO, sobre Chão de Giz:

Ainda jovem, o compositor teve um caso duradouro com uma mulher bem mais velha que ele, casada com uma pessoa bem influente da sociedade de João Pessoa, na Paraíba, onde ele morava. Ambos se conheceram no carnaval. Zé Ramalho ficou perdidamente apaixonado por esta mulher, que jamais abandonaria um casamento para ficar com um “garoto pé -rapado”. Ela apenas “usava-o”. Assim, o caso que tomava proporções enormes foi terminado. Zé Ramalho ficou arrasado por meses, mudou de casa, pois morava perto da mulher e, nesse meio tempo, compôs Chão de giz.

Sabendo deste pequeno resumo da história, fica mais fácil interpretar cada verso da canção. Vamos lá!

“Eu desço desta solidão e espalho coisas sobre um chão de giz”
Um dos seus hábitos, no sofrimento, era espalhar pelo chão todas as coisas que lembravam o caso dos dois. O chão de giz indica como o relacionamento era fugaz.
“Há meros devaneios tolos, a me torturar”
Devaneios e lembranças da mulher que não o amou. O tinha como amante, apenas para realizar suas fantasias. Quando e como queria.
“Fotografias recortadas de jornais de folhas amiúdes”
Outro hábito de Zé Ramalho era recortar e admirar TODAS as fotos dela que saiam nos jornais – lembrem-se, ela era da alta sociedade, sempre estava nas colunas sociais.
“Eu vou te jogar num pano de guardar confetes”
Pano de guardar confetes são balaios ou sacos típicos das costureiras do Nordeste, nos quais elas jogam restos de pano, papel, etc. Aqui, Zé diz que vai jogar as fotos dela nesse tipo de saco e, assim, esquecê-la de vez.
“Disparo balas de canhão, é inútil, pois existe um grão-vizir”
Ele tenta ficar com ela de todas as formas, mas é inútil, pois ela é casada com um homem muito rico.
“Há tantas violetas velhas sem um colibri”
Aqui ele utiliza de uma metáfora. Há tantas violetas velhas (Como ela, bela, mas velha) sem um colibri (um jovem que a admire), dessa forma ele tenta novamente convencê-la apelando para a sorte – mesmo sendo velha (violeta velha), ela pode, se quiser, ter um colibri (jovem).
“Queria usar, quem sabe, uma camisa de força ou de vênus”
Este verso mostra a dualidade do sentimento de Zé Ramalho. Ao mesmo tempo que quer usar uma camisa de força para se afastar dela, ele também quer usar uma camisa de vênus para transar com ela.
“Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro”
Novamente ele invoca a fugacidade do amor dela por ele, que o queria apenas para “gozar o tempo de um cigarro”. Percebe-se o tempo todo que ele sente por ela um profundo amor e tesão, enquanto é correspondido apenas com o tesão, com o gozo que dura o tempo de se fumar um cigarro.
“Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom”
Para quê beijá-la, se ela quer apenas o sexo?
“Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez…”
Novamente ele resolve ir embora, após constatar que é impossível tentar algo sério com ela. Entretanto, apaixonado como está, vai novamente à lona – expressão que significa ir a nocaute no boxe, mas também significa a lona do caminhão, com o qual ele foi embora – ele teve que sair de casa para se livrar desse amor doentio.
“Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar”
Amor inesquecível, que acorrenta. Ela pisava nele e ele cada vez mais apaixonado. Tinha esperanças de um dia ser correspondido.
“Meus vinte anos de ‘boy’ – that’s over, baby! Freud explica”
Ele era bem mais novo que ela. Ele era um boy, ela era uma dama da sociedade. Freud explica um amor desse (Complexo de Édipo, talvez?).
“Não vou me sujar fumando apenas um cigarro”
Depois de muito sofrimento e consciente que ela nunca largaria o marido/status para ficar com ele, ele decide esquecê-la. Essa parte ele diz que não vai se sujar transando mais uma vez com ela, pois agora tem consciência de que nunca passará disso.
“Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval”
Eles se conheceram em um carnaval. Voltando a falar das fotos dela, que iria jogar em um pano de guardar confetes, ele consolida o fim, dizendo que já passou seu carnaval (fantasia), passou o momento.
“E isso explica porque o sexo é assunto popular”
Aqui ele faz um arremate do que parece ter sido apenas o que restou do amor dele por ela (ou dela por ele): sexo. Por isso o sexo é tão popular, pois apenas ele é valorizado. Ela só queria sexo e nada mais.
“No mais, estou indo embora”
Assim encerra-se a canção. É a despedida de Zé Ramalho, mostrando que a fuga é o melhor caminho e uma decisão madura. Ele muda de cidade e nunca mais a vê. Sofreu por meses, enquanto compôs a música.
Toda essa explicação foi dada pelo próprio Zé Ramalho.

PRIMEIRO AMOR - KID ABELHA ACÚSTICO MTV (Show Completo)


Hoje estou saudosista. Tô relembrando quando eu tinha 16 e 17 anos e comecei a namorar .. meu primeiro grande amor! Curti muito esta banda (Kid Abelha) naquela época. Me fez sentir as mesmas sensações (cheiro, sol, alegria, juventude, amigos(as), brincadeiras na piscina, etc) de quando eu passava as tardes no 'Estrela do Oeste Clube' e os domingos no 'Divinópolis Clube'. 
Tempo muito feliz desta existência!!

Roberta Carrilho







sexta-feira, 21 de agosto de 2015

10 SINAIS DE QUE VOCÊ PODE SER UM 'CHATO DA INTERNET' por Ediney Giordani (especialista em redes sociais)



Infelizmente parece que está dando cria ultimamente no facebook - curuzes! Têm alguns sem noção, chatos e chatas de plantão que sinceramente não basta excluir é preciso bloquear. Entre eu ficar estressada com estas 'personas non gratas' eu simplesmente elimino o problema pela raiz. Como dizem somos breves sejamos leves num é?! Eu bloqueio sem dó e remorso ou simplesmente silencio com minha indiferença! Roberta Carrilho




Curte as próprias postagens? Escreve tudo com hashtag? Na internet, como no mundo off-line, há certos padrões de conduta que, quando quebrados, geram grandes riscos à nossa imagem. Cometer um deslize aqui e outro acolá é normal. Novamente, assim como na vida real, também temos nossos dias ruins no virtual. Quem nunca perdeu a paciência (seja on ou off) pelo menos uma vez na vida que atire a primeira pedra. Mas quando a exceção começar a se tornar regra, tenha cuidado. Você poderá estar queimando seu próprio filme.


O especialista em redes sociais Ediney Giordani, CCO da kakoi Comunicação, elencou 10 sinais que podem contribuir para colocar você no cada vez maior grupo dos “chatos de internet”. Confira abaixo:



1 - Curtir as próprias postagens
Segundo Giordani, é péssimo fazer isso. “É o mesmo que você chegar a reuniões imensas e gritar: ‘olha como sou legal, olha como sei escrever’. Por favor, deixe esse hábito horrível de lado”, afirma.



2 - Discutir agressivamente com quem discorda de você
“Todos têm direito de opinar e, ao mesmo tempo, o dever de respeitar a opinião alheia. Se seu amigo postou que gosta da cor preta e você a detesta, ok. Não crie caso por isso. Não encha a postagem do amigo com comentários contrários ao gosto dele. Se quiser colocar a sua opinião, tudo bem, mas não tente convencê-lo de que a sua cor é melhor do que a dele. Cada um tem uma opinião sobre cores, times de futebol, política, relacionamentos e religião, ou seja, não crie uma confusão só porque discorda de alguma coisa”, lembra Ediney.



3 - Compartilhamentos infinitos e ao mesmo tempo
“Calma, não saia compartilhando tudo o que vê pela frente. Se isso acontecer, as chances de ser excluído por seus amigos são grandes. Pegue leve, compartilhe um ou outro conteúdo. Moderação é tudo”, acrescenta o especialista.



4 - Marcar amigos em propagandas
“Muito usado nos tempos de Orkut com colagens nos murais, no Facebook essa prática chegou à loucura generalizada. Empresas, cantores, bares e ativistas políticos, por exemplo, fazem aquela arte de gosto duvidoso e começam a marcar todo mundo como se não houvesse amanhã. Para isso, uma solução é fechar seu perfil para postagens sem sua autorização”, aconselha Giordani.



5 - Ficar perguntando: viu minha postagem?
“Se vi e não falei nada é porque não me chamou a atenção. Pronto”, resume.



6 - Acreditar e compartilhar bobagens
“Fotos inéditas da morte dos Mamonas? O Bolsa Família vai acabar? Fora PT! Impeachment Dilma! Aécio inconformado não aceita derrota! Não compartilhe bobagens expressando sua indignada opinião. Pesquise, sempre”, respeite os diferentes e suas diferenças, pois ninguém é obrigado a concordar com sua opinião. Cada um é um universo, recomenda.



7 - Perfil 1, Perfil 2, Perfil 3...
“Se você tem 164 mil perfis, você está usando a internet e as suas redes sociais de maneira errada. Se você é tão popular assim, por que não abrir uma página? Tudo ficará mais fácil para você e para seus seguidores”, avalia.



8 - Sua vida inteira nas redes
“As redes sociais não são um diário. Frases como ‘Bom dia, esse é meu café’; ‘Olha minha cama’, ‘#partiu tomar banho’, ‘#partiu almoço’, ‘estou cansado’, 'eu era pobre vivia assim mas agora sou assado com meu esforço' e assim vai são inúteis. As redes sociais servem para outras coisas, não para mostrar a vida inteira nelas. Claro que você pode postar coisas pessoais, mas não precisa dar um passo a passo da sua vida. Tudo deve ser feito com moderação”, alerta o especialista.

9 - As famosas hashtags
Ah, essas “#pessoas #que #escrevem #tudo #com #o #uso #da #hashtag... Usem essa ferramenta de busca com moderação. “Usando desta maneira, não irá funcionar, seus colegas não vão conseguir ler e você perdeu o maior tempão com esse número de #”, recorda Ediney.



10 - Convite para joguinhos no Facebook
“Esse item pode ser polêmico, mas pense: você pode, sim, convidar a pessoa uma vez para que ela passe a jogar com você um determinado joguinho, mas nunca mais de uma vez. É chato e ninguém aguenta. Você acabará bloqueado”, finaliza o especialista.



Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/10-sinais-de-que-voce-pode-ser-um-chato-da-internet/87716/


INTUIÇÃO X PARANOIA por Fernanda Mello



Nós, mulheres somos assim: loucas por sinais. Não falo em sinais de trânsito, nem em símbolos matemáticos. Na verdade, somos peritas em ACHAR que sabemos DECIFRAR o universo masculino. É. Descobrir o que existe por trás do que os homens dizem. De cada frase. Cada email. Cada telefonema. Cada recado no facebook. Para nós, o que os homens falam não significa apenas palavras ditas. NÃO. Procuramos o que fica no ar. O que mora nas entrelinhas. Afinal, somos mulheres, certo? E ganhamos a condição de sermos intuitivas, mesmo quando pegamos a pobre da intuição e a transformamos em refém. É, reféns. Para escondermos nosso pior lado. Aquela faceta que cada uma de nós esconde sutilmente na bolsa.

Sinto dizer, mas existem horas em que estamos erradas. EQUIVOCADAS. Não é nossa intuição falando. É a insegurança. São traumas de outros relacionamentos. Carência. Ciúme. E outras particularidades do nosso lado negro – ou não tão claro – que insistimos em esconder. Quer um exemplo? Seu namorado te liga sexta-feira à noite com uma voz não muito animada. Não interessa se ele trabalhou demais, se está preocupado, se viajou a madrugada inteira. Dependendo do nosso humor (e da época do mês), a gente logo pensa: AÍ TEM.

E começamos a procurar sinais que – às vezes – nem existem. Pode ser que estejamos certas, homens safados existem desde que o mundo é mundo. Mas a questão é: ONDE ESTÁ O LIMITE ENTRE A NOSSA INTUIÇÃO E A PARANOIA? Pensem bem. Se for intuição, ponto pra nós! (Somos boas nisso, de verdade). Mas se for apenas imaginação (ou devaneios da nossa mente fértil), vai chegar uma hora em que, de fofa e bem-resolvida, nos transformaremos em uma chata de galocha. É. Uma CHATA. E não vai ser um piscar de olhos charmosos (nem a sua inteligência e bom humor) que vão fazer o cara (é, o seu amor) parar de ter preguiça de você. Mentira minha?

É, gente, não há nada mais broxante que ciúme excessivo. Um pouquinho ainda vai, é saudável e pode ser até charmoso. Mas quando a pessoa vira uma maníaca obsessiva, MEU BEM, não há amor que resista. Eu escrevi uma vez (e isso serve para mim também) que a gente não pode confiar em ninguém se não confia em si mesmo. Se eu decorei? Bom, estou tentando.

E mesmo canceriana carente que sou, me lembro todo dia, antes de começar a “imaginar coisas”. Nós NUNCA vamos ter controle sobre a vida do outro. Nós NUNCA vamos impedir que nosso namorado, marido ou ficante façam o que bem entendam, mesmo sob nossa vigilância cerrada. E verdade seja dita: pode ser que AÍ TENHA COISA, SIM. Mas se tiver, não é mais problema seu. Nem meu. CONCORDAM?

Já disse uma vez que nossas escolhas nos fazem. E a consequência dos nossos atos é o que nos define. Para o bem. Ou para o mal. Taí o Schwarzenegger, o Tiger Woods e o ex-marido da Sandra Bullock – aquele vacilão – que não me deixam mentir.


(Autora: Fernanda Mello, escritora e compositora, ficou conhecida por seu blog Coração na Boca – no ar, desde 2003 – e por suas inúmeras letras para bandas como Jota Quest, Tianastácia, Wanessa Camargo, Negra Li...)

MY NAME IS CUNHA by Gregório Duvivier


[Relembrando crônica de Gregório Duvivier, agora mais atual do que nunca]


Você conhece. Você confia. Please allow me to introduce myself. My name is Cunha, mas pode me chamar de Cramunhão, de Sete-Pele, Coisa-Ruim, Cão-Tinhoso, Cabrunco, Gota-Serena, Caralho-de-Asa, Sinteco Gelado. Escrevo porque tem uma garotada por aí que está achando que eu vou cair. Mua-ha-há (difícil digitar risada malévola). Meninada, vamos ter uma a aula de história? Eba. Vamos!

Sou muito, mas muito mais antigo do que vocês pensam. Cheguei aqui há uns 500 anos, na primeira chacina de índios batizada de descobrimento. Lembra dos navios negreiros? My bad. Guerra do Paraguai? Sorry about that. Tiradentes? Eu que esquartejei aquele comuna safado. Cabanagem, Sabinada, Balaiada, Canudos, eu que abafei a badernagem toda. Mua-ha-há.

Aí você me pergunta: "Como saber que você é você, príncipe das trevas?". Dica: não procurem por um rabo pontudo, chifres, pele vermelha. Esse look é muito século 12. Dica: a-do-ro um terno cinzão. Com uma gravata azul-bebê.

Também não tenho partido, muito menos ideologia. Cuidava da polícia política do Vargas ao mesmo tempo em que tocava fogo na favela em nome do Lacerda. 1964? Check. Benário, Herzog, Paiva, Angel, Chico Mendes, Amarildo? Check, check, check. Carandiru? My fucking idea. Candelária? Me, good old me. Meu nome é Legião. Mas não adianta procurar legião no Face. No momento, atendo por outro nome.

Cansado de ser Sarney, saí do Maranhão com a sensação de dever cumprido. Vim para o Rio porque tenho muitos correligionários (PMDB rules, hehe). Assumi o nome de Cunha –abreviação de Cramunhão, quem pegar pegou– e não planejo sair deste corpo tão cedo. A-mo um implante malfeito e uma boca babada.

Uma dica: estou só começando neste corpo. Falta fazer muita coisa. Falta reduzir a maioridade penal para oito anos, falta intervenção militar, falta poder para as igrejas (sim, sou neopentecostal, ób-vio).

Acho fo-fo quem acha que vou cair. O homem que me nomeou presidente da Telerj, meu muso Fernando Collor, caiu . E eu, nada. Meu compadre PC Farias, que me trouxe para a política, caiu. Tomou teco. E eu, nada.

Filhão, é como diz o outro: "Mil cairão ao meu lado, 10 mil à minha direita, mas eu não serei atingido".

Já protagonizei 20 escândalos de corrupção e não caí. Se vocês acham mesmo que é uma miserinha de US$ 5 milhões que vai me derrubar... Vocês definitivamente não me conhecem.







quinta-feira, 20 de agosto de 2015

COLOQUE-SE NO MEU LUGAR por Viviane Battistella



"A capacidade de se colocar no lugar do outro é uma das funções mais importantes da inteligência. Demonstra o grau de maturidade do ser humano."
(Augusto Cury)


Há bastante tempo tenho visto manifestações em textos e mensagens sobre se colocar no papel de outra pessoa para entendê-la e também para evitar julgá-la. A fórmula simples da chamada empatia parece estar cada vez mais difícil para nos humanos. Estamos tendo dificuldade em olhar para o outro, que dirá para se colocar no lugar dele, compadecer-se de sua dor, entender seus erros e a forma como se comporta.

De dentro e de fora dos nossos consultórios, assistimos a uma sociedade pedindo socorro enquanto caminha solitária pela vida apressada. Estamos nos tornando incapazes de olhar um para o outro. Você já se perguntou qual foi a última vez que conversou com alguém disposto apenas a ouvir? Já se perguntou quando foi que olhou dentro dos olhos de uma pessoa enquanto ela fala? Lendo um texto essa semana sobre um homem que cometeu um massacre em 2011, o autor fala do quanto pode ser nocivo passarmos pela vida sem sermos vistos, e eu acho que pode ser muito pior quando não somos ouvidos.

É muito comum ver pessoas que sem perceber começam a ouvir o outro e terminam falando de si mesmas. Já viram aqueles casos onde um começa a contar sobre o trabalho e o outro logo interrompe e começa a falar do seu? Existem duas questões complicadas nesse diálogo: a primeira é a constatação da necessidade que todos nós temos de falar e a segunda é a de que somos pouco dispostos a ouvir.

Precisamos dessa troca, do falar e do ouvir, do ver e do ser visto, e isso precisa acontecer no mundo real. O mundo virtual tem dado a todos nós a falsa impressão de que estamos sendo vistos e que estamos sendo lidos, mas a troca que se dá nessa circunstância é muito parcial e de fato, está gerando muita solidão e muita depressão em uma espécie que precisa de socialização, de convívio. Não nascemos para a solidão e ela pode nos adoecer. Estar sozinho pode ser prazeroso por um tempo, mas ser sozinho é uma péssima opção.

Sempre gostei muito de gente, e sempre tive o devaneio de andar nas ruas, em shoppings ou em qualquer transporte público e ficar observando pessoas e imaginando como é a vida de cada uma delas. Ás vezes, sentada em um bar ou restaurante, olho para alguém e imagino qual é a sua história, quais são as suas dores, seus amores, como foi o seu dia. Saio completamente do meu mundo e entro naquele outro mundo, daquele outro que não sou eu – e isso faz com que eu seja menos egocêntrica. Em cada oportunidade de socialização que acontece em nosso dia existe a possibilidade de fazermos esse exercício. Imagine como é a vida do frentista que abastece seu carro pela manhã antes de você ir ao trabalho. Pense como foi a noite do gari que você vê varrendo a rua. Olhe para o atendente de caixa do mercado e imagine onde ele mora, com quem convive, quais problemas ele pode ter.

Sem o olhar e sem sair do seu mundo você não vai conseguir se colocar no lugar do outro e vai acabar vivendo sem que ninguém faça isso por você quando precisar. Enxergamos o mundo da posição na qual nos encontramos e, se não nos movimentarmos em outra direção, vamos morrer com essa visão egoísta e parcial. Imagine-se sentado em uma poltrona vislumbrando uma sala. Você enxerga tudo o que está apenas no seu campo de visão, porém, ao se levantar e se sentar em outra poltrona na direção oposta, seus olhos vão conseguir enxergar o lado oposto da sala. Assim somos nós e o outro. Muitas vezes enxergamos os lados opostos e por isso fica difícil se entender. Para que haja entendimento é preciso que ambos estejam dispostos a mudar de posição e a ver o mundo de onde o outro enxerga.

Acomodados em nossas parciais certezas e nossas falsas razões, vamos abandonando a capacidade de observar e vamos nos distanciando de tudo que não seja nós mesmos. Sem empatia, sem nos colocarmos no lugar do outro, jamais vamos entender suas ações e seu discurso. As relações de amizade e de afeto se dão entre pessoas diferentes, não somos iguais em quase nada. Estamos sentados em lados diferentes da grande sala, cada um enxergando um lado da vida e contando o que vê. É do entendimento dessa parcialidade de todas as verdades do mundo que conseguimos o que nos faz feliz: estamos juntos, vendo e sendo vistos um pelo outro.




Fonte: http://obviousmag.org/vida_manual_do_usuario/2015/coloque-se-no-meu-lugar.html#ixzz3j6dHF0WA

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O DIA QUE VENDI COXINHAS NA MANIFESTAÇÃO por Lelê Teles



SENSACIONAL ESTE TEXTO!!! 
Roberta Carrilho


Meu vizinho comprou um food truck e deixou na minha garagem, ele teve que viajar para Angola onde dirige um documentário; roteiro meu. No domingo, eu afinzaço de ver de perto as manifestações e entrevistar alguns revoltados, tive uma ideia inusitada. Preparei uns quitutes com minha esposa e minha filha, botei um avental, um chapéu de osso de cachorro, entrei no truck e fui para a avenida. Esse era o meu disfarce para participar daquela farsa. Minha esposa, que é peruana e chef de cozinha, fez ceviche. Eu, que sou oportunista, fiz coxinhas gourmetizadas. Foi um sucesso.

Meus primeiros clientes foram dois super heróis: um alucinado travestido de Batman e outro, de verde-amarelo, mas com as vestes do Capitão América. Coxinhas, cara, queremos coxinhas, disse o Homem-morcego. Com pimenta ou sem pimenta, senhor? É vermelha, a pimenta é vermelha, pergunta-me o Capitão América, assustado e defendendo-se com seu escudo. Vermelha, não, gritou o Batman; o senhor é comunista? Consumista?? Perguntei, fingindo-me de desentendido. Duas Coca-Colas e duas coxinhas, gritou uma senhorinha esticando uma nota de 50 lascas. Pegou o produto e foi embora, não perguntou quanto custava e nem se tinha troco.

Vi uma porrada de gente tirando selfies com os militares, mulheres se despindo para exibir as cirurgias dos seios, muitos cartazes com erros grosseiros de ortografia, algumas coisas escritas em inglês macarrônico, cachorrinhos de pulôver, crianças mostrando o dedo médio para as câmeras... uma loucura.

Nenhum negro.

Tem coxinha de quê, senhor? Perguntou um skinhead com uma suástica tatuada na cabeça. Frango com buquê de damasco, bacalhau orvalhado de pitanga, picanha do príncipe com gotículas de sangue azul, e a tradicional coxinha de ossobuco salpicado de tomilho do mediterrâneo, senhor. Ossobuco, cara. preciso de energia. quero chutar a cabeça de um comunista hoje. Esses filhos da puta favelizaram o Brasil, esses vermes conseguiram em 12 anos destruir o que levamos 500 anos para construir; por que não vão morar na União Soviética?

Os militares não mataram Zé Dirceu, e olha no que deu. Aquele sequestrador sequestrou a nação, nos fez de reféns. falou um velhinho, usando uma máscara do Pequeno Kim. Não mataram Dilma, veja como o país está. Retrucou sua consorte - também com a máscara do Kataguiri - deixaram Lula solto e ele assaltou a Petrobras. Por isso que eu sou a favor da chacina, bandido bom é bandido morto. Se tivessem fuzilado todos esses comunistas, eles hoje não estariam dando trabalho para a nação emendou um jovem fantasiado de Harry Potter.

Um viking ruivo, barbudo, trazia na camiseta a frase 100% BRANCO e um cartaz contra as cotas nas universidades. O senhor é contra as cotas, perguntei? O senhor é a favor, respondeu-me com uma pergunta cheia de ódio. Tem algum negro aqui? O senhor tá vendo algum negro aqui? Os negros são todos comunistas, Cuba é um país de negros, em Angola os negros comunistas tomaram o poder, Mandela é comunista, Obama é um desgraçado comunista...

Me diga uma coisa, o viking parecia espumar pela boca, o senhor seria atendido por um médico negro, um médico cubano? Aqueles desgraçados comunistas que não tomam banho. A namorada de cabelos vermelhos, toda tatuada, chamou o viking racista para tirar uma selfie com uma loira jovem fantasiada de Estátua da Liberdade. Pelas barbas de Bin Laden, pensei: a senhora quer provar o ceviche, Lena perguntou para uma senhorinha de echarpe, ventarola, óculos Prada e cartaz pedindo 'Morte à Dilma'.

Coisa chique!

Ceviche não é aquele prato da Venezuela, ou de Cuba? Não, senhora, é peruano, disse Lena com seu fenótipo inca. Mas o Peru também não é comunista, não é o país daquele índio, Gonzales ou Morales, como é mesmo o nome? A senhora vai adorar nossa coxinha, cortei a conversa. Tem coxinha? Claro que quero, meu filho; eu sou coxinha. kkkkkkkk; gargalhou smartphonicamente. O pessoal foi se juntando e seguindo o truck, muitas camisas da CBF, instituição corrupta até a medula.

Um jovem com a camiseta do Neymar, o craque metido em maracutaias, trazia um cartaz contra a corrupção. Ao pegar sua coxinha com Coca-Cola pespegou: enquanto aqueles lixos esfomeados marcham por um pão com mortadela, a gente compra o nosso próprio lanche, porque aqui é elite, meu irmão. Chupa comunistas.

Gritou hashteguicamente. Em certo momento, me empolguei com aquela euforia toda e botei uma música do Lobão pra tocar, Vida Bandida: uma multidão passou a seguir o truck fazendo coreografias. Virou uma espécie de food truck elétrico. Em coro gritavam em volta do caminhão: coxinha, coxinha, coxinha...

Eu estava me sentindo uma espécie de Bel Marques do midiotas. Uma socialite me convidou para fazer o catering de sua festinha particular, um senhor queria saber a receita da coxinha de ossobuco, o outro perguntava se eu queria vender o truck.

Vi que tava na hora de sair fora. Essa cínica Rave Cívica é um circo com animais. bem alimentados, bem vestidos, bem empregados, do que essa gente tem ódio? O que perderam, o que deixaram de ganhar? É tudo um teatro absurdo, uma ópera bufa: a madame vai à varanda e bate panela, depois senta-se no sofazão retrátil e vai ver a novela. Palavra da salvação.


19 DE AGOSTO DIA DO CICLISTA - I LOVE BIKE



HOJE DIA 19 DE AGOSTO É COMEMORADO 2 PAIXÕES QUE TENHO: FOTOGRAFIAS E BIKES 


I LOVE BIKES!
Parabéns para todos nós ciclistas



19 DE AGOSTO DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA








segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A NOITE por Tiê


Que voz! 
D+ 



Palavras não bastam, não dá pra entender
E esse medo que cresce e não para
É uma história que se complicou
E eu sei bem o por quê

Qual é o peso da culpa que eu carrego nos braços
Me entorta as costas e dá um cansaço
A maldade do tempo fez eu me afastar de você

E quando chega a noite e eu não consigo dormir
Meu coração acelera e eu sozinha aqui
Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão
Olhos nos olhos no espelho e o telefone na mão

Pro tanto que eu te queria, o perto nunca bastava
E essa proximidade não dava
Me perdi no que era real e no que eu inventei
Reescrevi as memórias, deixei o cabelo crescer
E te dedico uma linda história confessa
Nem a maldade do tempo consegue me afastar de você

Te contei tantos segredos que já não eram só meus
Rimas de um velho diário que nunca me pertenceu
Entre palavras não ditas, tantas palavras de amor
Essa paixão é antiga e o tempo nunca passou

E quando chega a noite, e eu não consigo dormir
Meu coração acelera e eu sozinha aqui
Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão
Olhos nos olhos no espelho e o telefone na minha mão


Cantora Tiê

domingo, 16 de agosto de 2015

SONHO DE POETA por Pepê Ouro Preto

A cada dia eu fico mais surpreendida com o talento imensurável deste mineiro. Primeiro com suas fotos que retratam Minas e suas cidades históricas de forma poética, com uma luz dourada só ele consegue fazer. Tem talento! Tem um dom em captar a beleza através de uma câmara fotográfica como poucos. É o melhor fotógrafo para mim das cidades históricas de Minas. Agora ele me compartilha esta poesia que traduz um acolhimento, intimidade com intensidade do ser. Ele também é sentimentos... (intensos e poéticos). Parabéns Pepê meu amigo querido você é um artista das imagens e palavras belas.
Roberta Carrilho





Link da página dele no facebook:



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

PALAVRAS AO VENTO - Cássia Eller (Marisa Monte)




Eu simplesmente amo esta música!

Composição da minha musa: Marisa Monte
Interpretação sensacional: Cássia Eller
Roberta Carrilho

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina, paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras, apenas
Palavras pequenas
Palavras

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras, apenas
Palavras pequenas
Palavras, momentos
Palavras palavras
Palavras palavras
Palavras ao vento

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras, apenas
Palavras pequenas
Palavras, momentos
Palavras palavras
Palavras palavras
Palavras ao vento
Palavras, apenas, apenas
Palavras pequenas
Palavras






Complementando... 
DVD Completo - Cássia Eller - Acústico MTV (Show Completo)





quarta-feira, 12 de agosto de 2015

ME ENCANTE SEM DIZER NADA OU ATÉ DIZENDO TUDO por Pablo Neruda



❝Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo. Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre. Mas, me encante de verdade, com vontade… Que depois, eu te confesso que me apaixonei, e prometo te encantar por todos os dias… Pelo resto das nossas vidas!❞
Pablo Neruda


terça-feira, 11 de agosto de 2015

PRECISA RESOLVER UM PROBLEMA? FINJA QUE ELE NÃO É SEU por Ana Carolina Prado



Um amigo seu diz que tem um problema super sério e vem lhe pedir ajuda. Na mesma hora, você encontra uma boa solução para o dilema. Ele agradece aliviado e diz: “Puxa, como é que eu não havia pensado nisso?”. Você concorda em pensamento: a solução era simples. Como é que o cara não pensou nisso antes? Você vai para casa se sentindo o grande solucionador de problemas da humanidade. Na semana seguinte, é você quem se depara com um pepino – e, por mais que tente, não encontra saída.

O paradoxo tem explicação. Os pesquisadores Evan Polman e Kyle Emich, da Universidade de Nova York, fizeram uma série de testes e descobriram que somos mais criativos quando temos de resolver os problemas dos outros. Tudo por causa da chamada distância social.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que uma maior distância temporal e física nos ajuda a pensar de forma mais abstrata. Assim, conseguimos solucionar mais facilmente um problema quando nos imaginamos confrontados por ele em um lugar distante e em um tempo futuro. Agora, Polman e Emich descobriram que a distância social pode ter o mesmo benefício psicológico.

O estudo envolveu centenas de estudantes e foi realizado em várias etapas. Na primeira, os participantes tiveram que desenhar alienígenas para histórias que eles mesmos escreveriam e para as histórias dos outros. Os desenhos mais criativos foram aqueles feitos para as tramas alheias. Em outra etapa, os cientistas testaram a distância psicológica. Descobriu-se que é mais fácil ter ideias para completos desconhecidos do que para pessoas que têm alguma coisa em comum com você (a mesma data de nascimento, por exemplo).

Depois, o pessoal teve que resolver um desafio hipotético de escapar de uma torre. Os voluntários que imaginaram a si mesmos na situação tiveram 48% de sucesso. Quando pensavam que o problema era com os outros, a porcentagem chegou a 66%. E as soluções criadas também foram mais criativas nesse caso.

A descoberta da eficiência da distância psicológica foi comemorada. “Saber disso é valioso não apenas para os pesquisadores em psicologia social, tomada de decisão, marketing e gestão, mas também deve ser de interesse considerável para os negociadores, gerentes, designers de produto, marketing e anunciantes, entre muitos outros”, disseram eles.

Então, fica a dica: se você está tendo dificuldade para resolver um problema, faça de conta que ele pertence a outra pessoa. Isso poderá ajudá-lo a pensar em soluções que não viriam de outro modo.