sábado, 19 de julho de 2014

MORRE RUBEM ALVES UM DOS MEUS AUTORES DILETOS ... LUTO NA LITERATURA BRASILEIRA 2 GRANDES NUMA SEMANA (RUBEM ALVES E JOÃO UBALDO RIBEIRO)





A semana terminou triste para a literatura brasileira. Um dia depois de João Ubaldo Ribeiro, morreu neste sábado, no Centro Médico de Campinas, no interior de São Paulo, o escritor, pedagogo e psicanalista mineiro Rubem Alves, aos 80 anos. Ele estava internado desde o dia 10 de julho na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), com quadro de insuficiência respiratória decorrente de uma pneumonia, e sofreu falência múltipla de órgãos. Em nota, o hospital informou que o óbito foi registrado às 11h50.


Conhecido principalmente como cronista e autor de livros infantis, Rubem Alves escreveu mais de 120 títulos sobre pedagogia, teologia e psicanálise, suas áreas de formação e que pesquisou durante os anos de sua carreira acadêmica na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O escritor deixa a mulher, Lídia Nopper Alves, e três filhos, Sérgio, Marcos e Raquel. Ainda não há informações sobre velório e enterro.

Trajetória – Rubem Azevedo Alves nasceu em 15 de setembro de 1933 no Sul do Estado de Minas Gerais, na pequena cidade de Boa Esperança, na época chamada de Dores da Boa Esperança. Alves ingressou no Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas, no interior de São Paulo, e se formou em teologia em 1957, sob orientação evangélica. Concluiu mestrado e doutorado em teologia nos Estados Unidos.

Deu aulas para os cursos de Filosofia e Educação da Unicamp até se aposentar, no começo da década de 1990. Em 1995, recebeu o título de professor emérito do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência da Unicamp. Alves também concluiu o curso de psicanálise na Associação Brasileira de Psicanálise de São Paulo, em 1980, e manteve uma clínica própria até 2004.

Sua obra inclui livros como: A Alegria de Ensinar (Papirus) e Por Uma Educação Romântica (Papirus), na área de pedagogia; os infantis A Pipa e a Flor (Edições Loyola) e A Volta do Pássaro Encantado (Paulus); e Variações sobre o Prazer (Planeta do Brasil) e Entre a Ciência e a Sapiência (Edições Loyola) sobre filosofia.



"A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar".

"Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar” 

"Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado".

"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."

"Cartas de amor são escritas não para dar notícias, não para contar nada, mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel".

"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes".

"A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente". 

"A celebração de mais um ano de vida é a celebração de um desfazer, um tempo que deixou de ser, não mais existe.Fósforo que foi riscado.Nunca mais acenderá.Daí a profunda sabedoria do ritual de soprar as velas em festa de aniversário.Se uma vela acesa é símbolo de vida, uma vez apagada ela se torna símbolo de morte".

“É mais fácil amar o retrato. Eu já disse que o que se ama é a ‘cena’. ‘Cena’ é um quadro belo e comovente que existe na alma antes de qualquer experiência amorosa. A busca amorosa é a busca da pessoa que, se achada, irá completar a cena. Antes de te conhecer eu já te amava.... E então, inesperadamente, nos encontramos com rosto que já conhecíamos antes de o conhecer. E somos então possuídos pela certeza absoluta de haver encontrado o que procurávamos. A cena está completa. Estamos apaixonados”.

"Deus existe para tranquilizar a saudade".

"Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro".

"Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma".

"Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles".

"Toda separação é triste. Ela guarda memória de tempos felizes ( ou de tempos que poderiam ter sido felizes....) e nela mora a saudade."

"Deus é alegria. Uma criança é alegria. Deus e uma criança têm isso em comum: ambos sabem que o universo é uma caixa de brinquedos. Deus vê o mundo com os olhos de uma criança.Está sempre à procura de companheiros para brincar".

"Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno".

“... Sem tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em lugares onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte... Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.”

"Toda alma é uma música que se toca".

"A alma é uma borboleta... há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose..."

“Aprenda a gostar, mas gostar mesmo, das coisas que deve fazer e das pessoas que o cercam. Em pouco tempo descobrirá que a vida é muito boa e que você é uma pessoa querida por todos.”

"Não foi à toa que Adélia Prado disse que 'erótica é a alma'. Enganam-se aqueles que pensam que erótico é o corpo. O corpo só é erótico pelos mundos que andam nele. A erótica não caminha segundo as direções da carne. Ela vive nos interstícios das palavras. Não existe amor que resista a um corpo vazio de fantasias. Um corpo vazio de fantasias é um instrumento mudo, do qual não sai melodia alguma. Por isso, Nietzsche disse que só existe uma pergunta a ser feita quando se pretende casar: "continuarei a ter prazer em conversar com esta pessoa daqui a 30 anos?"


terça-feira, 8 de julho de 2014

REENCONTROS por Jorge Forbes



Existem duas maneiras básicas de reencontros: o reencontro do mesmo e o do diferente. Reencontro do mesmo é querer sempre encontrar as mesmas coisas, no mesmo lugar, no mesmo jeito. É querer que o tempo não passe, que as ideias não mudem, que os desejos se apaguem. É querer ter um mundo de garantia no qual a aspiração do futuro é ser o passado, é ver o mundo pelo espelho retrovisor.

Reencontro do diferente é buscar na repetição o novo, o não visto, o não vivido. É o impacto que vem das situações não necessariamente novas, posto que reencontro, mas que não se esgotam em sua capacidade de surpreender. São assim, por exemplo, as obras clássicas. Vemos muitas vezes um quadro de Van Gogh e sempre nos surpreendemos. Ouvimos várias vezes uma sinfonia de Beethoven e nos transcendemos. E também pode ser quando encontramos sempre aquela pessoa amada, que nos é sempre enigma, para quem buscamos palavras para expressar nosso amor e nos falta.

O reencontro do mesmo é triste, pouco criativo; é o reencontro do inseguro, da covardia. Ele gerou frases conhecidas, até simpáticas, tais como: “Em time que está ganhando não se mexe”. O reencontro do diferente, ou da diferença, é ousado, inventivo. É o reencontro com algo que sempre escapa, é um reencontro que pede novas descrições, onde tudo parecia evidente.

A canção composta por Isolda, eternizada por Roberto Carlos - “Outra Vez” - soube tocar no fundo da sensibilidade brasileira. É um dos bons exemplos, no nosso cancioneiro, de um reencontro do novo. Nela, “Você é a saudade que eu gosto de ter” é o verso que ninguém esquece. Nota-se o jogo do presente com o passado. “Você é” está no presente, enquanto “saudade” remete ao passado. Por que emociona? Porque o desejo é nostálgico, costumeiramente temos a impressão de que “éramos felizes e não sabíamos”, daí valorizarmos o que nos provoca saudade. Encontrar alguém que nos acalente com saudade parece paradoxal, mas não é não. Agradecemos quem possa nos fazer isso. Melhor, amamos quem nos permite esse tipo de reencontro. Reencontro que alude ao passado, mas inventa o futuro. Exatamente porque a nostalgia é vazia, é uma paixão triste, vem a resposta: “Resolvi te querer por querer”. O que está em jogo é um dizer “sim, eu quero” intransitivo, sem passado e sem futuro. Mesmo que um seja fonte e o outro seja alvo. É uma confiança na flexibilidade inventiva do presente, o que transforma “O mais complicado, no mais simples para mim”.

“Você foi o melhor dos meus erros” é uma declaração de que o que queremos reencontrar não é a verdade lúcida, mas a “mentira sincera” – Lacan concordaria dizendo que no final da análise se alcança a “verdade mentirosa”, vejam só.

“E é por essas e outras que minha saudade faz lembrar de tudo outra vez”. Precisa ainda explicar, ou já está sensivelmente claro? Se precisar, a compositora conclui em receita: “Só assim sinto você bem perto de mim outra vez”. Outra vez e outra vez e mais ainda outra vez, em reencontros que são as brincadeiras mais sérias que a alguém possa ocorrer.

(Publicado em GENTE IstoÉ – abril 2013)



ESTÁ TODO MUNDO DEPRIMIDO por Jorge Forbes


Ser feliz dá um trabalho danado. Chega até a assustar, mas não mata, não

Está todo mundo deprimido, a felicidade foi embora.

Se em uma reunião pudéssemos fazer raios-X das bolsas e dos bolsos, encontraríamos, entre os gêneros de primeira portabilidade, comprimidos de antidepressivos. O que antes tinha emprego discreto, hoje virou conversa de salão. Discute-se qual medicamento cada um toma, como reagiu, há quanto tempo, se o genérico substitui bem o oficial e por aí vai. E se a fala corre solta, sem o comedimento anterior, é porque uma forte propaganda convenceu muita gente de que a depressão é uma doença como outra qualquer, como quebrar o braço em um acidente ou contrair malária. Essa propaganda de fortes coloridos interesseiros da indústria farmacêutica, associada a uma medicina que se orgulha em ser baseada em evidências – aquela em que o médico não dá um passo sem pedir um monte de exames – veiculou a ideia de que você não tem nada a ver com a sua depressão, que os sentimentos são cientificamente mensuráveis e, em decorrência, controláveis.

Sobre isso, Heiddeger contava uma história engraçada. Dizia que um cientista afoito em provar suas teses de medição da felicidade e da tristeza, começou a visitar os velórios de sua cidade carregando tubos de ensaio, nos quais recolhia a quantidade de lágrimas que viúvos vertem a cada três minutos. Podemos imaginar a cena!

Mutadis mutandis, se alguém já viu um interrogatório desses que querem medir o estado depressivo – com algumas nobres exceções - verá que é difícil escapar de ser tachado de doente, quando perguntas como essas lhe são dirigidas, simultaneamente: -“Você tem dormido pouco, ultimamente?”, ou: -“Você tem dormido muito, ultimamente?”. 

Por que essa euforia da depressão? Será mesmo, como muitos respondem, por uma desregulação dos níveis do neurotransmissor serotonina? A serotonina ficou até popular, todo mundo fala dela como do colesterol. Ela é íntima. Agora, por que a serotonina ficou alterada de repente em tanta gente? Alguma epidemia viral de vírus anti-serotonina ou coisa que o valha? Não parece.

Prefiro pensar que se há muita depressão – lato sensu – é porque sofremos uma revolução dos parâmetros que atuam na formação da identidade. Na saída da sociedade moderna para a pós-moderna, não temos mais termômetros de certo e errado que serviam para as pessoas se orientarem se estavam bem ou mal. Com o fim desse maniqueísmo, nossos tempos exigem maior responsabilidade individual no seu bem estar. Aí, muitos fraquejam. Dou um exemplo simples: uma pessoa cruza com um conhecido na rua e o cumprimenta. O outro não responde e segue seu caminho. Qual a primeira pergunta que vem na cabeça de quem fez o cumprimento? O que vem é: -“O que foi que eu fiz?”, no sentido de uma bobagem que ele teria cometido motivo da falta de resposta ao cumprimento. Quando a identidade, como nesse caso, titubeia, ela se regenera, paradoxalmente, na auto-depreciação. Daí para se sentir deprimido é um pequeno passo. E, para complementar a receita, como estamos na época da medicalização da vida, na qual se acredita que para tudo tem remédio, pronto, tasca antidepressivo nele.

Triste tempo esse, realmente, em que tentam dessubjetivar a responsabilidade pessoal frente aos sentimentos. Mas não vai funcionar, como nunca funcionou na história da humanidade quando já tentaram amordaçar o desejo humano.

Ser feliz dá um trabalho danado, chega até a assustar, mas não mata não.


Texto publicado originalmente na revista Gente IstoÉ – setembro 2013



segunda-feira, 7 de julho de 2014

PARA QUE CASAR? Jorge Forbes



- Para que casar? Coisa mais antiga! Nós não precisamos disso, estamos juntos, nos amamos e basta. Não vamos ficar dando bola para a torcida, gastando dinheiro em recepção, pagando mico na frente dos amigos. Isso é coisa velha, já era. Casar não faz a menor diferença.

Certo? Errado.

Fato é que não é a mesma coisa viver junto, mesmo por muito tempo, e proclamar esse amor em público, em data e hora determinada. É pagar um mico? Claro que é, um mico inevitável, entendamos por quê.

Todo amor tem algo de ridículo, como rimou Álvaro de Campos (Fernando Pessoa): todas as cartas de amor são ridículas. E não seriam cartas de amor se não fossem... O ridículo do amor está no aspecto de que nunca conseguimos dar uma boa razão por amarmos alguém. Nem mesmo para a própria pessoa amada, daí a ironia que fazemos com qualquer tentativa de discutir a relação, até o ponto de termos criado a sigla que provoca sorrisos: ‘dr’. Relação não se discute, se vive, se curte, ou se separa. Cobranças, ataques de mentiras e verdades, intrigas, espionagens, nada disso presta para o amor, uma vez que sua essência é de outra ordem que aquelas captadas por esses meios. Amor começa na palavra, mas só ganha sentido no corpo. E nele, a palavra vira murmúrio, daí ridícula, por ser estranha às convenções bem postas.

O amor e suas palavras, por serem tão estranhos, inclusive aos amantes, provocam, com frequência, o desejo de ter um lugar no mundo, em uma carta, em um casamento, em um ato no qual se assuma o estar bobo por alguém. Quem não sabe que os maiores fofoqueiros de casos escondidos são os próprios cúmplices? Por isso: pela vontade de publicar sua escolha. - Eu contei só para meu melhor amigo; - Eu contei só para minha maior amiga. Eles se confessam.

Pode, a cerimônia, ter ou não padre ou juiz de paz, o que não pode faltar é o convite, o momento, e os amigos avisados do que vai acontecer. Como o amor não se explica, o que os amantes fazem é testemunharem – não explicarem - o que sentem. Testemunhar, dizia Jacques Lacan, vem de “testis”, que está na origem de “testículo”. O aval do testemunho não é a razão, é um pedaço selecionado do corpo. E que pedaço! Casar consolida, afirma, inscreve a bobagem de cada um no mundo, propiciando novas e múltiplas expressões de um relacionamento, entre elas, a de maior relevância, os filhos.

O amor pede esse sacrifício para se consagrar, para ser sagrado, pois é laço de outro mundo, além da palavra.

O poeta tem bem razão: - Todas as cartas de amor – como os casamentos – são ridículas. Mas, conclui ele: - Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas.

Pá!

(publicado na revista Gente IstoÉ – julho 2013)



O AMOR PEDE CORPO por Jorge Forbes



Ela é tudo o que aquele homem queria. Uma verdadeira Amélia eletrônica. Ela faz a agenda dele, responde a seus e-mails a tempo e a hora, põe em ordem os seus textos, faz a lista do supermercado com requintes de plano econômico, avisa dos remédios a tomar, dos compromissos. Ela é carinhosa de manhã à noite e, ainda por cima, ela é desligável - fantasia masculina - com um simples toque na tela. Ela é um sistema operacional.

“Ela” é um dos últimos grandes sucessos do cinema, indicado recentemente a cinco Óscares, tendo ganhado pelo roteiro original.

Simplesmente Ela, pois sendo um sistema operacional, Ela sintetiza todas. Ela é uma mulher completa, ah! as mulheres completas..., e o fascina por isso.

O amor progride entre a mulher toda e o homem carente. As barreiras da estranheza dele, por se ver apaixonado por uma máquina, vão sendo vencidas pela eficiência de Ela. Como trocar Ela por elas? Não, ele fica embevecido.

Mas o amor, como sempre, pede mais e esse mais é o corpo. Encore, en corps, diria Lacan, em trocadilho que realça a homofonia, em francês, de “ainda” com “no corpo”. Ela, sempre brilhante, bola um estratagema para resolver o impasse virtual do amor, do qual eles sofrem. Contrata um corpo de aluguel, na esteira das barrigas de aluguel. Um corpo de aluguel para fazer às vezes dela, junto a ele.

Toca a campainha na casa dele e Ela aparece travestida em uma moça que, fascinada pela história impossível do amor deles, se oferece a ser comandada por Ela, através de um fone de ouvido, nas artimanhas dos jogos amorosos sexuais, com ele. Claro que não dá certo essa estranha encorporação. Mulheres se tomam uma a uma, mas isso o sistema operacional não sabia.

Frustração dele e dela. Aumentada quando ele descobre o óbvio, a saber, que Ela, naquele momento, estava fazendo viver o mesmo a mais de mil homens. Imagine ser traído com mais de mil! Só mesmo computador.

Tomando o filme como metáfora, vai aí uma resposta às inquietações dos pais de hoje, ao verem seus filhos de olhos colados nas telinhas eletrônicas. Podem se tranquilizar, a internet não vai abolir o encontro corporal, ao contrário. A multiplicidade de contatos virtuais exaure, cansam por seu aspecto ilimitado. No virtual pode tudo e o pode tudo vai contra o desejo, eliminando-o. Sem desejo as pessoas não se recriam, não se reinventam, viram genéricas, aborrecidas. O ser humano precisa de um corpo. Curiosamente é no encontro dos corpos que nos estranhamos, e não em sua distância. E esse estranhamento é o que provoca as declarações de amor, tentativas de por em palavras o que sentimos sem saber. O que será que será que não tem nome, nem nunca terá? Pergunta o poeta. A resposta é: o corpo dos amantes é o que não tem nome nem nunca terá, base de todos os cantos.

Parodiando Mallarmé: jamais um sistema operacional abolirá o corpo. Fiquem tranquilos e assistam Ela. É uma boa inspiração.

Artigo publicado na revista IstoÉ Gente, maio de 2014.







TUDO QUE VICIA COMEÇA COM A LETRA 'C' por Luis Fernando Veríssimo





"Tudo que vicia começa com C. Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios. Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê. Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê. Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também - adivinha - começa com a letra c. Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein? E o computador e o chocolate? Estes dispensam comentários. Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana. Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada "créeeeeeu". Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade... cinco. Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o "ato sexual", e este é denominado coito. Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura..."

Luis Fernando Veríssimo

DE NADA ADIANTA O LIVRE ARBÍTRIO E O PODER DE ESCOLHA SE VOCÊ NÃO POSSUI A LIBERDADE PARA PRATICAR SUAS ESCOLHAS por Ricardo Prado






Permita-se parar no tempo por alguns instantes, olhe-se no espelho e faça a seguinte pergunta a si mesmo:
Até quando irei continuar fazendo o que não quero fazer, vivendo o que não quero viver, sentindo o que não quero sentir e estando onde não quero estar pelo medo de magoar pessoas ao meu redor e pelo risco de perdê-las de meu convívio ? Será que não as estou magoando muito mais ao me verem infeliz ou fingindo uma felicidade que não existe ? Talvez a resposta te surpreenda e mude sua vida e a vida do outro para melhor... De nada adianta o livre arbítrio e o poder de escolha se você não possui a liberdade para praticar suas escolhas.

Ricardo Prado


PERGUNTAS E RESPOSTAS DE SRI SRI RAVI SHANKAR ----- Baseado em uma série de conversas intitulado “Segredos da meditação” dado por Sri Sri Ravi Shankar em 22 de abril de 2.012, Califórnia. Essas palestras foram transformadas em Notas de Conhecimento.




O Amor Procura Dissolver a Identidade

P: Você poderia falar sobre como a devoção pode transformar o ego para que o Eu se realize?

Sri Sri Ravi Shankar: O que é devoção? É um estado do amor. O que é ego? É a noção de separação e limite, uma parede, uma identidade. O amor procura dissolver a identidade, o amor procura fundir. Ego quer manter sua unilateralidade. Amor e ego desempenham papéis diferentes e podem coexistir em diferentes momentos. Assim, quando há amor em um momento não existe ego; quando há ego, não existe amor. Quando você quer assumir um desafio, o amor não funciona, o ego sim. Quando você quer relaxar e se divertir, nessa hora o ego não funciona, mas o amor sim. Você entende o que estou falando? É por isto que a natureza colocou ambos em você - colocou o amor e o ego também. Mas se você está emperrado no ego, é como se estivesse emperrado em seus sapatos. Você não sabe como tirá-los dos pés, então está tomando banho com seus sapatos, dorme com seus sapatos. Você deveria saber quando tirar seus sapatos e estar em casa. Dessa maneira o amor é a primeira coisa que acontece na vida. Assim que uma criança nasce, abre seus olhos e olha para a mãe, há amor. Neste primeiro olhar, a criança recebe o amor da mãe e dá amor à mãe. O ego vem aos três anos de idade. A identidade torna-se muito forte após os três anos, depois cresce e às vezes a pessoa emperra nele. Mas a pessoa se torna velha e a maioria dos idosos, se você observar, não é presa ao ego. Eles se tornam como crianças novamente. Após os 90 anos, raramente alguém consegue manter seu ego. Antes dos três você não pode tê-lo e após os noventa você não consegue tê-lo. É quase igual ao sexo: existe uma idade para isso, depois da qual não é possível e antes também não. Mas todos, amor e ego, possuem seus papéis para desempenhar.

P: Eu tenho amigos que sentem que a terra já passou do ápice com toda essa superpopulação e destruição de alguns dos recursos naturais, como o oceano e a floresta. Muitas pessoas se sentem sem esperança e desamparados. Eu digo a eles que há uma perfeita ordem divina no meio de todo este caos. Então, minha pergunta é: você acha que estou viajando ou o planeta e a população ficarão bem?

Sri Sri Ravi Shankar: É bom estar preocupado, mas não ser paranoico. Existe uma diferença. Se você for paranoico, não poderá fazer nada sobre isso e apenas perderá sua paz de espírito. Mas, ao mesmo tempo, você não pode dizer: “bem, Deus cuidará de tudo e nos deixará continuar com o que estamos fazendo”. Você não pode dizer isso também. “Deus proverá mesmo que nós continuemos explorando este planeta um pouco mais, de alguma forma a natureza providenciará mais disso". Você não pode dizer isso. Nós precisamos definitivamente cuidar do planeta. E veja: quando o ápice chega, a preocupação também chega. Natureza ou aquela grande mente colocou a preocupação na mente de milhões de pessoas. Atualmente mais e mais pessoas estão preocupadas com o meio ambiente como nunca ocorreu até então. Você entende o que estou dizendo? Hoje as pessoas estão preocupadas, mesmo em pequenas comunidades. Em cantos remotos do mundo conversa-se sobre preservar a terra e agricultura orgânica, não utilizar fertilizantes químicos. Esta preocupação se infiltrou nas áreas mais remotas atualmente. Ao mesmo tempo, as pessoas são tão paranoicas, raivosas e agitadas com relação a isso: “Oh, nós estamos destruindo o planeta”. Eu diria apenas: "Relaxe! Não fique paranoico, mas preocupado".

O que é Samadhi?

Sri Sri Ravi Shankar: 'Dhi' significa o intelecto e 'Samdhi' significa onde a mente está em equanimidade total; quando todo o seu sistema está em equilíbrio total, isso é chamado Samadhi. Corpo, mente, espírito, tudo está em tamanha coordenação e serenidade. Existem muitos tipos diferentes de Samadhi. Um é chamado Laya Samadhi: quando há alguma música tocando e você está completamente dissolvido nela. Você sabe quem você é, mas você não sabe onde está.

Depois existe Pragya Samadhi, Asamprajnata Samadhi, etc. Também existe um Samadhi onde os pensamentos estão lá, ideias estão lá, mas você está muito tranquilo. E existe um Samadhi onde não existem pensamentos, existe somente um sentimento.

Deste modo, existem muitos tipos diferentes de Samadhi; diz-se que a alegria do Samadhi é descrita assim: em um momento de Samadhi existem milhões de anos de descanso. Koti Kalpa Vishram, milhões de anos de descanso em um momento é Samadhi.

É também descrito que o prazer em um momento de Samadhi é equivalente a mil unidades de sexo. Esse é o motivo pelo qual o celibato em um Yogi é muito natural. Você não precisa fazer um esforço para ser celibatário; você não precisa de um outro corpo para se esfregar para encontrar êxtase. Você apenas senta e há uma alegria elevada e uma bem-aventurança que brotam de você.

Essa é a razão pela qual o celibato não é uma prática que você faz; é um acontecimento no qual todas as células do seu corpo estão em um tipo de emoção e bem-aventurança. E bem-aventurança é o que se tenta alcançar através do sexo. Eu ouço algumas vezes que uns atingem bem-aventurança e outros não, mas as pessoas ficam cansadas. Isto é o que eu ouço. Mas em Samadhi você não fica cansado, apesar de ter tido essa profunda experiência de alegria. Não existe excitação, nem febrilidade, nem cansaço, mas uma elevação que o energiza em todos os momentos. É por isso que o celibato acontece.

A meditação ajuda a pessoa a sair de um luto quando alguém próximo vai embora?

Sri Sri Ravi Shankar: Sim, ajuda. A meditação definitivamente ajuda a sair de um luto quando alguém próximo atravessou para o outro lado. Veja, a morte é uma coisa muito certa. Nada é mais certo do que a morte, com certeza. Por mais que tenha vivido a sua vida, você vai morrer. Sendo uma pessoa de sucesso ou não, você vai morrer. Famoso ou infame, você vai morrer. Rico ou pobre, você vai morrer. Saudável ou doente, você vai morrer.

Não são apenas as pessoas doentes que morrem, pessoas saudáveis também morrem. Todo mundo irá morrer um dia. Então a morte é a coisa mais certa. Você aceita essa verdade, essa realidade e assim você pode dizer "Oh! Você se foi, tchau por ora. Eu o verei daqui a uns dias".

A meditação definitivamente o ajuda a superar um luto. Não apenas isso, mas quando você medita as vibrações chegam até os mortos e eles se sentem em paz.

Quando há uma situação difícil eu deveria simplesmente aceitá-la ou combatê-la?

Sri Sri Ravi Shankar: Combata-a se você tem vontade. Se você sentir que você deu o seu 100% e que não pode combatê-la de nenhuma forma, então reze. Reze por ajuda! Primeiro você aceita a situação como ela é e logo a combate. Depois de brigar, de novo, aceite-a. A briga deve estar no meio da aceitação e essa é a essência do Yoga.

O que significa Yoga? Agir com aceitação e serenidade; agir com a visão total.

Depois da morte, o que acontece com a alma?

Sri Sri Ravi Shankar: Bem, ela fica pronta para voltar. Ela vai e fica na fila para um novo corpo. Milhões estão esperando para voltar para o planeta. Por isso digo às pessoas que têm tendências suicidas e querem se matar, para não fazê-lo. Você esperou por um longo tempo e ficou em uma longa fila para ter um corpo, então não o destrua. Isso é muito precioso.

Onde eu estava antes de vir para este corpo?

Sri Sri Ravi Shankar: Muito boa pergunta! Antes de ter este corpo, onde eu estava? A consciência é muito antiga; a mente é mais velha do que as pedras. Eu lhe digo, guarde essa pergunta. Essa é uma pergunta muito importante. Não tenha pressa em obter uma resposta.

Nessa mesma pergunta você encontrará a resposta, irá fundo na meditação e muito mais. Eu estou aqui agora, mas em todos os lugares também.

Como aceitar o momento presente?

Sri Sri Ravi Shankar: Como agora, neste momento eu aceitei sua pergunta e estou aqui agora. Entende? É espontâneo. O momento presente é inevitável. Qualquer coisa que exista está no momento presente. Sua preocupação sobre o futuro não está no futuro, está no presente. Mesmo as memórias passadas estão no presente. Você não pode escapar do presente.

Sua preocupação sobre o passado também é o presente. Você simplesmente tem que acordar e ver que o presente é inevitável. É só isso.

A raiva é algo bom?

Sri Sri Ravi Shankar: Se você quer usar a raiva para algo e ela estiver em seu controle, então é boa. Se a raiva te controlar, você estará com problemas. Você me entende?
Você pode usar a raiva como uma ferramenta, mas se a raiva começa a te usar, você perde tudo; a causa também desaparece.

A maioria das pessoas faz isso. Quando querem lutar contra a injustiça, elas se perdem e a própria causa pela qual elas lutam é derrotada.

Nos países de terceiro mundo e ao redor de todo o mundo, pessoas queimam ônibus, queimam trens e causam tantos danos! Por trás de toda manifestação há o pensamento de que estão lutando contra a injustiça; qualquer manifestação, em qualquer lugar do mundo.

Minha interpretação para guerra é: Pior Ato da Razão (WAR – Worst Act of Reason). Há uma razão para você ir à guerra. Qualquer um que vá para a guerra justificará essa guerra. Mas a guerra causa muitos danos e não te oferece nada. É por isso que as pessoas precisam encontrar caminhos alternativos. Demonstrações pacíficas, não violentas são as melhores, como os princípios de Ghandhi.

Nós fizemos isto em Agosto na Índia. Você deve ter ouvido falar nos jornais. IAC – India Against Corruption (Índia contra a corrupção), nós estamos juntando membros para isto. Fizemos um movimento sem uma única ação de violência ou distúrbio em nenhum lugar do país.

A Arte de Viver foi o principal patrocinador, principal fonte de recursos, e todos os voluntários fizeram questão que nenhum elemento antissocial entrasse neste momento anticorrupção.

Posicionar-se contra a corrupção e o crime poderia ter sido caótico. As pessoas poderiam queimar casas e ter feito todos os tipos de coisas. Mas não, há o comprometimento com a não violência. E de repente, durante todo o tempo, a taxa de criminalidade decresceu no país. Todo mundo estava se posicionando pela causa.

O que é pecado?

Sri Sri Ravi Shankar: Pecado é algo que a causa sofrimento a você e a outros em longo prazo. Aquilo que te proporciona prazer por um curto tempo, mas te faz sofrer pelo resto da sua vida, é pecado. Mas aquilo que aparenta doloroso no começo, mas em longo prazo te eleva, é mérito.

Qual é o segredo da meditação?

Sri Sri Ravi Shankar: Existem três tipos de espaço. O primeiro é o espaço externo, no qual todos os quatro elementos estão. O segundo tipo de espaço é o interior, onde vêm os pensamentos e as emoções; é chamado de Chit Akash. Em seguida existe o terceiro tipo de espaço, onde há apenas bem-aventurança.

E estes três espaços estão conectados, o espaço exterior, o espaço intermediário de pensamentos ou o corpo sutil, e o espaço causal da bem-aventurança e do amor. Então, toda vez que experimentar algum amor, alguma felicidade ou alguma paz, você estará em contato com o espaço interior. Você apenas toca e vai e isto traz a energia de dentro de você.

Assim, com elevada energia, a meditação acontece. E a meditação também eleva a energia, é uma via de mão dupla. Quando sua energia está elevada, a meditação acontece. Baseado em uma série de conversas intitulada “Segredos da meditação” dada por Sri Sri Ravi Shankar em 22 de abril de 2012, California. Estas palestras foram transformadas em Notas de Conhecimento.

Por que é um desafio ter compaixão por nós mesmos?

Sri Sri Ravi Shankar: Porque nós temos o hábito de nos culparmos. No caminho espiritual a primeira regra é parar de culpar-se. Essa é uma regra. Se nós pudermos aplicar essa regra, logo progrediremos muito no caminho espiritual.

Veja, o que é espiritualidade? O que é caminho espiritual? É entrar em contato consigo mesmo, com o núcleo do seu ser. Voltar-se para dentro para estar em contato consigo mesmo.
Se você continuar se culpando, como você poderá ir para junto de si mesmo? Você nunca vai querer estar com alguém que o culpa.

O maior impedimento para a meditação é a auto-culpa. Você nunca pode estar em paz, nunca pode mergulhar dentro de si e nunca pode transcender quando se culpa. Então nunca se culpe.

O que a música expressa?

Sri Sri Ravi Shankar: Quando está feliz, cada passo que você dá é uma dança. Você dança do seu jeito através de sua vida. Sabedoria faz você dançar através de todas as situações. Um movimento amplo com ritmo é dança. Som amplo com ritmo é música. A vida ampla é celebração!

Quais os seus pensamentos sobre um governo mundial e uma família mundial?

Sri Sri Ravi Shankar: Uma família mundial é o que é mais pratico nesse momento. Deixo para os políticos pensarem sobre o governo mundial. Eles estabeleceram o Banco Mundial, mas para um governo mundial, acho que nenhum político esteja pronto no momento. Mas se ao menos as Organização das Nações Unidas se tornasse mais poderosa e mais proativa, em vez de sentar no banco traseiro, seria bom para o planeta.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

O MAIS IMPORTANTE É O DECIDIR por Cora Coralina


Este é o meu sentimento... 
de hoje e será sempre!
Roberta Carrilho 


"Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."

Cora Coralina

terça-feira, 24 de junho de 2014

BONS VENTOS ... NOTÍCIAS DO MEU AMADO PAI (JOSÉ DE VASCONCELOS CARRILHO) por mim mesma




 Boa noite!

Passei rapidinho aqui no blog para dizer que meu pai está evoluindo com a misericórdia e Graças de Deus! Ele está agora no apartamento 407 do Hospital Sta Mônica - Divinópolis. Continua sonolento em uma espécie de 'coma' da própria isquemia. Mas estou muito confiante!

Meu pai é sem dúvida meu amor primeiro. Eu já disse em diversas oportunidades isso. Obrigada a todos pelo carinho conosco.
Abraços, 

Roberta Carrilho 


sexta-feira, 20 de junho de 2014

RECADO PARA MEUS SEGUIDORES E VISITANTES por Roberta Carrilho


Olá Pessoal 

Estou com meu pai no CTI - leito 4 do Hospital Santa Mônica em Divinópolis. Ele teve um AVC (Acidente Vascolar Cerebral) isquêmico no dia 18/06/14 às 6h40min do lado esquerdo. A área atingida foi extensa. Não sabemos ainda quais serão os danos que ele terá. No momento ele não fala e está com o lado direito todo paralisado. Hoje 20/06 estive com ele e o médico passou que agora meu pai está estável sendo monitorado 24h e que a isquemia paralisou. Mas que pode voltar a atingir outras partes do cérebro até um semana após o AVC. 



Nem sei quando voltarei a acessar meu blog... então peço oração para que meu amado PAI (José de Vasconcelos Carrilho) se recupere e saia o mais rápido possível do CTI e que Deus faça o que for melhor para ele. 


Estou muito triste. 
Roberta Carrilho



Pai meu de todos os dias, imagem e semelhança Daquele lá do céu. Um ser especial, um companheiro fiel...
Fonte de amor, de esperança e de sabedoria! Tudo que sei e sou, aprendi contigo.
Ensinaste-me dando exemplos, fazendo! Assim cresci, fazendo e aprendendo, sempre vendo em ti um modelo, um amigo.
De ti, trago no sangue e no nome que me deste e no sobrenome que me emprestastes. São gotas, pedacinhos verdadeiros símbolos de amor e de carinho que se integra a minha vida fazendo parte do meu ser.
Peço ao bom Deus que também é Pai que o acompanhe e abençoe em todos os momentos de sua vida lhe concedendo luz, paz, saúde e alegrias. Pai, obrigada pela VIDA.
Da sua filha que lhe ama muito além desta vida...
Roberta Carrilho 




22/06/14 - Obrigada a todos vocês pelo apoio, carinho e amizade. As orações e os pensamentos positivos vibraram e o meu pai já saiu da zona de perigo. Ele está evoluindo e a isquemia paralisou. Seus sinais vitais e clínicos estão ótimos. Está lúcido, reconhece as pessoas e também se emociona. São as Graças de Deus fazendo milagres. Meu pai já está começando a ter algumas reações pequenas no lado direito (lado que estava paralisado). DEUS OUVIU NOSSAS PRECES. Talvez amanhã ele já saia do CTI e vai para o apartamento. Fica aqui meu profundo agradecimento a todos vocês meus amigos(as) queridos. Muito Obrigada, Roberta Carrilho




terça-feira, 17 de junho de 2014

GASOLINA DO BRASIL É UMA DAS MAIS BARATAS DE TODO O MUNDO dados da Consultoria Britânica UHY



Essa merece ser compartilhada e muito. Pois desmonta uma das maiores mentiras sobre o Brasil. Estudo da consultoria britânica UHY mostra que a gasolina brasileira é uma das mais baratas do mundo se comparadas aos da maioria dos países. Os custos de produção mais baixos e os impostos menores são os responsáveis pelo preço baixo, demonstra a pesquisa. Reino Unido, França e Alemanha cobram 60% de impostos, quase o dobro dos 35%, o máximo que existe no Brasil.




Se você reclama dos preços altos dos combustíveis no Brasil, cuidado ao viajar ao exterior. Não estou falando da Venezuela, onde com “cinco moedas” você enche o tanque, mas da Europa, onde os preços da gasolina e do diesel são muito mais altos que no Brasil.

Comparado com as principais economias do mundo, o Brasil tem um dos menores preços na bomba de gasolina e o custo do diesel chega a ser o mais baixo de todos os países, conforme estudo divulgado pela consultoria UHY, com sede em Londres e presente em 87 países e representada no Brasil pela UHY Moreira.

Os especialistas concluíram que o imposto dos combustíveis no Brasil é mais baixo que em outros países. Reino Unido, França e Alemanha cobram impostos de pelo menos 60% na gasolina, enquanto no Brasil é 35,6%. Observe que, mesmo assim, os impostos no Brasil são altíssimos, o que leva a concluir que os preços mais baratos são resultado também de uma margem menor dos produtores e revendedores.

A consultoria usou como comparação dos preços nos países o tanque da uma van Transit, da Ford. Encher o tanque da Transit com gasolina no Brasil custa US$ 102,73, quase a metade do preço na Dinamarca. Se o combustível for o diesel o custo de encher o tanque da Transit no Brasil é de US$ 89,60, representando menos de metade do custo no Reino Unido, país onde o preço do diesel é o mais elevado.

Para os analistas da UHY, o grande volume de petróleo produzido no Brasil ajuda a manter os preços do combustível baixos.

Em muitos países os altos impostos são usados para estimular o uso de combustíveis alternativos, que podem ser uma opção comercial ao petróleo e também para reduzir as emissões de poluentes.

Porém, também para o GNV – Gás Natural Veicular, uma alternativa mais ecológica à gasolina e ao diesel, o imposto no Brasil é menor que em outros países: 27,2%.

Segundo o estudo, a maioria das economias emergentes tem níveis consideravelmente mais baixos de tributação sobre o combustível do que as economias desenvolvidas.

“As economias emergentes são muito mais focadas no crescimento e em prestar assistência às empresas, através de redução de impostos e subsídios, onde se faz necessário”, explicou Eric Waidergorn, diretor da UHY Moreira.

Veja os preços dos combustíveis em outros Países 








AS PESSOAS QUEREM SINCERIDADE ATÉ O MOMENTO EM QUE ...


"Quando nos concentramos em esclarecer o que está sendo observado, sentido e necessário ao invés de diagnosticar e julgar, descobrimos a profundidade de nossa própria compaixão.” 
Marshall B. Rosenberg





VOCÊ OUVE ATRAVÉS DOS OUVIDOS OU ATRAVÉS DA MENTE? por Ricardo Prado



Para quem nunca pensou sobre este assunto vale perceber que ouvir é uma arte, mas não é uma arte que se aprende através de cursos. É uma arte que se aprende voltando-se para dentro de si mesmo. A verdadeira audição não está nos seus ouvidos. Está em sua mente ! Ouvir não é apenas fechar a boca e permitir que o outro fale mantendo-se em silêncio e assim que o outro termine de falar, começar a opinar e dar conselhos desvairados sobre o assunto de acordo com as suas próprias crenças e filosofias individuais. 

Aprender a ouvir é um grande desafio, pois todos temos filtros, dogmas, crenças, filosofias e verdades individuais que são como vespas em um ninho. Ao menor toque já se agitam e desejam desesperadamente sair pela boca em um enxame incontrolável de palavras cheias de ideais e verdades, ou então devoram incansavelmente as palavras vindas do outro não permitindo assim que elas ultrapassem os limites de seus ouvidos e adentrem sua mente. Saber ouvir é aprender primeiramente a acalmar o ego, abrir a mente, ampliar seus campos de visão e se libertar de filosofias e crenças enraizadas. Agindo assim você se torna capaz de ser um verdadeiro ouvinte e criar as condições para receber as palavras do outro de forma integral, sadia e construtiva, independente do que está ouvindo.

Agindo desta forma você recebe as palavras do outro de forma tranquila, pacífica e as digere calmamente. O que o outro busca ao lhe pedir ouvidos não é confrontar seus ideais e filosofias com as suas mas sim encontrar a liberdade, encontrar a porta aberta para que ele possa falar o que precisa e perceber que você realmente o está ouvindo e tentando entendê-lo sem filtros. Você aprende o que deve ou não filtrar e agregar à sua mente e sua vida mas jamais fecha-se às opiniões alheias.

Saber ouvir é muito mais do que permanecer em silêncio com a boca fechada enquanto o outro fala. Saber ouvir é aprender a esvaziar-se mentalmente de filosofias e preconceitos, abrindo a mente para receber as filosofias do outro sem que isto o incomode ou o abale. Realmente não é tão fácil assim como descrevo você pode pensar, e eu concordo, mas se você não começar a praticar sempre será algo difícil e você nunca conseguirá ouvir ninguém verdadeiramente. 

Aprender a ouvir é uma grande sabedoria, um grandioso crescimento humano. Apenas o silêncio da boca não é suficiente. É preciso que também haja o silêncio dentro de você. 

Ricardo Prado




segunda-feira, 16 de junho de 2014

E AÍ O AMOR ACONTECE ...



Como dizia o poeta 
"Quem já passou por essa vida e não viveu 
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu 
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu 
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não 
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão 
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir 
Eu francamente já não quero nem saber 
De quem não vai porque tem medo de sofrer 
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão 
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não”

...a saudade não está presente apenas no amor e na paixão dos amantes, ela é também uma ponte entre o presente e o passado".

Vinicius de Moraes







sábado, 14 de junho de 2014

CASA DE CAMPO DELÍCIA: A MADEIRA DÁ O CHARME por Carmen Martins


Eu adoro este blog da Carmen Martins. Sempre publico aqui no meu blog para prestigiá-la compartilhando seu bom gosto!
Abraços, 
Roberta Carrilho




Que tal uma casa de campo para comemorarmos o final de semana com charme e conforto?  

Escolhi esta casa porque ela tem muitos detalhes bacanas e eu vou comentar o que achei para vocês irem me acompanhando no tour, tá legal? Sigam-me os bons? rsrs 

Aqui na sala temos esta mesa de centro super bacana, charmosa e cheia de personalidade. Penso que nossas mesas de centro poderiam sempre ter rodinhas ou rodízios. Não seria prático?


Aqui temos também a praticidade da prateleira/armário em alvenaria e esta charmosa lareira
 

A madeira reina absoluta pela casa toda: do chão ao teto. Vejam que delícia!


Uma coisa é imprescindível dizer: o charme dos detalhes e objetos de decoração. Vejam que são as almofadas, mantas, luminárias, vasos de flores que trazem cor à decoração.
 






O encontro da madeira com o metal também está pela casa toda





Não deu vontade de entrar e ficar? Deu, né?