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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

A VIDA É APRENDER A CONVIVER COM UNS E SOBREVIVER SEM OUTROS



A vida é como uma viagem de trem, com suas estações e mudanças de pista, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns casos e tristezas profundas em outros …

Quando nascemos, pegamos o trem e conhecemos nossos pais, acreditamos que eles sempre viajarão ao nosso lado, mas eles vão sair em alguma estação e continuaremos a viagem. De repente nos encontraremos sem sua companhia e amor insubstituível. No entanto, muitas outras pessoas especiais e significativas estarão no caminho da nossa vida: nossos irmãos, amigos e em algum momento, nossa cara metade …

Alguns tomarão o trem para descer na próxima estação e eles passarão despercebidos, nem sequer notamos que eles desocuparam seus assentos. Outros vão amargurar a viagem, como aqueles parceiros irritantes que queremos sair o mais rápido possível. Outros, ao descerem, deixarão um vazio definitivo … E até verão que alguns, embora sejam pessoas que você ama, ficarão em carros diferentes dos nossos … Durante toda a jornada eles permanecerão separados, a menos que decidamos nos aproximar deles e nos sentarmos. a seu lado. De fato, se realmente nos importamos, é melhor corrermos para fazer isso antes que outra pessoa chegue e assuma essa posição.

A jornada continua cheia de desafios, sonhos, fantasias, alegrias, tristezas, esperas e despedidas …

No entanto, é importante manter um bom relacionamento com todos os passageiros, procurando em cada um o melhor que eles têm para oferecer desde que respeite a história do outro e suas dores. É preciso compreender e acolher a dor do outro como se fosse sua também, porque o tanto faz, a indiferença destrói tudo. 

Com o tempo, precisamos aprender a conviver com alguns e sobreviver sem os outros. Temos de aprender a lidar com as pessoas que não queremos ter ao nosso lado e também devemos avançar, apesar das perdas e da dor.

Quando você não pode coexistir com pessoas que te incomodam …

Ao longo da vida, encontraremos muitas pessoas que não compartilham nossos valores e pontos de vista. Essas são pessoas que podem ser profundamente egoístas, manipuladoras ou mesmo totalmente tóxicas. No entanto, ficar com raiva não vai ajudar. Pelo contrário, isso vai nos prejudicar.

Precisamos aprender a viver com essas pessoas sem afetar nosso equilíbrio emocional. Nós não podemos mudar de lugar toda vez que uma pessoa faz algo que nos incomoda. Se o fizermos, vamos acabar correndo de um carro para outro no caminho de nossas vidas, perdidamente oprimidos e com raiva. De fato, um dos maiores ensinamentos da vida é precisamente aprender a lidar com as pessoas que nos incomodam. Com o passar do tempo, não apenas nos tornamos pessoas mais tolerantes, mas também aprendemos a nos concentrar nos aspectos positivos daqueles que nos rodeiam. 

Não se trata de sofrer passivamente, mas de se tornar mais sábio e mais equilibrado. Com o passar do tempo, entendemos que outras pessoas cometem erros e são imperfeitas, como nós, e aprendemos a nos concentrar nos pontos em comum e não nas diferenças. Assim tudo fica mais fácil.

Quando você não pode sobreviver sem as pessoas…

Há pessoas que gostaríamos de ter sempre ao nosso lado. Infelizmente, isso quase nunca acontece. Todo mundo tem sua própria estação e devemos aprender a deixá-las ir. É difícil, mas se não curarmos essa ferida, ela permanecerá continuamente aberta. Desta forma, não permitiremos que outras pessoas fantásticas se aproximem, pois cada vez que o fizerem, a ferida supurante arderá e nós recuaremos.

Essas novas pessoas não vão tomar o lugar daqueles que nos deixaram. Temos muito espaço em nossos corações para armazenar memórias e criar novos laços. Nós apenas temos que aprender a deixar ir e praticar o desapego um pouco mais. Se ficarmos presos nessa dor, o trem da vida continuará enquanto perdemos as belas paisagens e a companhia dos viajantes.

De fato, o grande mistério é que não sabemos em que época devemos viajar, e trancados nessa dor, podemos perder tudo o que temos para oferecer às pessoas que continuam ao nosso lado. Quando não podemos deixar ir aqueles que nos abandonaram, seja por nossa própria decisão ou por razões de vida, nossa viagem perderá seu significado e não valerá a pena.

Portanto, vamos fazer essa viagem contar. Não devemos apenas nos esforçar para criar boas lembranças para aqueles que estão ao nosso lado, mas também para nos fornecer boas lembranças. Tenha sempre em mente que há outra estação além, e você não sabe quando será a última. Portanto, aproveite cada momento da viagem.



Fonte indicada: Rincon de la Psicología


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

ALGUNS HOMENS NUNCA AMADURECEM: ETERNOS PETER PAN




A síndrome de Peter Pan se caracteriza por comportamentos expostos por homens que não querem deixarem de serem crianças, porque são imaturos em determinados aspectos psicológicos, sociais e sexuais. 

Essa síndrome foi acolhida no campo da psicologia desde a publicação de um livro escrito em 1983, pelo psicólogo norte americano Dan Kiley, que chamou de “Síndrome de Peter Pan”, um conjunto de desfechos de homens, que não aceitam renunciarem a condição de filhos para se tornarem pais. 

Além de manifestarem atitudes narcísicas e de desatinos, sobretudo, por temerem a solidão, o abandono e o fracasso. Geralmente são homens que têm mais de 30 ou 40 anos, que radiam camaradagem no primeiro contato. Mas essa síndrome tem se transformado próximo de uma doença social, visto que são homens que se negam, psicologicamente, de passarem pelo processo de amadurecimento humano. 

A vida é uma mudança contínua, cada idade humana tem seus próprios estágios e prazos de assentamento da personalidade, como uma preparação, para que vem depois, até que o homem atinja seu pleno amadurecimento. Há indivíduos por escolhas ou necessidades, "tornam-se grandes homens" rapidamente, mas outros muito tarde ou nem chegam a esse estágio ou não tentam ou tentam deixar para o mais tarde possível que quando pensam que vão amadurecerem já estão fora do ponto (ou idade) aí estarão podrecidos para uma vida ou relações saudáveis tanto na vida pessoal ou social. 

O amadurecimento é um processo que precisa ser aceito naturalmente com tudo que vem dele, ou seja, os bônus e ônus de forma natural, por isso não é bom pular etapas sem aproveitar cada estágio: infância, adolescência, adulta e velhice no 'time' certo. 

Quando o homem não quer sair da segunda fase da adolescência, chamamos de homens com "Síndrome de Peter Pan”, estamos lidando com homens egoístas que só sabem se concentrar em si mesmos, em suas próprias necessidades e não concebem que alguém possa existir além deles. 

A individualidade deve ser preservada, porém quando ficamos atolados na nossa autogratificação, corremos o risco de não amadurecemos de forma sadia e não conseguirmos ir muito longe nas nossas relações de forma saudável como se espera de um homem maduro, adulto. 

Mesmo os menos sensíveis em algum momento podem perceber que está lhe faltando algo ou alguém. Está fora dos padrões sociais aceitáveis. Não se encaixa na sociedade ou não consegue manter relações amorosas de longa duração, porque o homem não é feito para viver na solidão, mas tecer relacionamentos e relações sociais. 

Conviver com outros implica, no entanto, sair da sua dimensão, ter que "dar conta" a alguém e não apenas a si mesmo. Para o imaturo crônico, qualquer vínculo, amor romântico, casamento ou amizade, que requer cuidado, atenção, investimentos, responsabilidade, equivale a uma verdadeira prisão. 

Pensar em ser capaz de mudar essas pessoas com carinho, dedicação, amor, amizade, para despertar nelas a melhor parte, muitas vezes acaba sendo uma grande decepção e falência. 

Aqueles que envelhecem e estão acima dos 55 anos sem amadurecerem, sem crescer como homens adultos são praticamente 99% condenados à infelicidade, porque nunca aceitarão as transformações fisiológicas e psicológicas pois será um desconforto crescente sem fim, descarregando a sua frustração naqueles que o cercam. 

Ninguém é capaz de forçar alguém a crescer, amadurecer, evoluir emocionalmente porque a maturidade deve ser um ato de consciência personalíssima. A única estratégia possível a ser adotada com um Peter Pan é deixá-lo em paz. Colocá-lo diante dos seus erros, e talvez assim ele possa acordar, despertar, reconhecer a realidade e, por fim, talvez, escolha a felicidade de tentar ser um homem adulto com todos os bônus e ônus como qualquer outro. 

Também temos que destacar que parte da sociedade fútil e vazia busca a beleza jovem, frescor da juventude para desfilar por algum tempo antes de aparecer as primeiras rugas. Essa sociedade líquida, descartável que os homens com Síndrome Peter Pan se sentem bem à vontade por passarem desapercebidos porque realmente são invisíveis para os mais jovens. 

Esse excesso na valorização da juventude, enaltecida pela mídia, como um mecanismo narcísico de consumação da fugacidade do presente. Contribuindo com a imaturidade psíquica desses homens Peter Pan, que são “rebeldes sem causas”, que se recusam a envelhecer, agem ao seu bel-prazer, sem a preocupação das consequências de seus atos, ou seja, seguem agindo como adolescentes egocêntricos e vorazes por diversão, necessidade incessante em sair de casa quase todos finais de semana, viagens, etc. Viver uma vida social intensa, sem preocupação com nada e ninguém. Só o prazer deles que contam. 

O lema dos homens Peter Pan é "Fodas o mundo eu quero, eu faço"! Não se preocupa em poupar, não dão satisfação para ninguém, porém quando a coisa dá errada como cartão de crédito estourado necessitam como ar em colocar a culpa nos outros pelas suas próprias imprevidências e irresponsabilidades como adolescentes irresponsáveis e egocêntricos que são. Fazem isso para transgredir as regras imaginárias que queriam que lhe fossem impostas pela mãe ou pai (atenção ou predileção) então desfilam uma série de desculpas e justificativas mirabolantes para atenuar sua culpa, irresponsabilidade, seu egoísmo construído por uma infância de rejeição de atenção. 

Querem ir a forra só que agora não existem mais esse pai ou essa mãe para eles mostrarem ou serem admirados pela independência conquistada e mesmo assim insistem em fazer para si como se eles lá existivessem ou soubessem. É triste e doente assistir a perda de tempo e felicidades destes homens por uma mentira psicológica que eles mesmos inventaram para si próprios deixando de viver a realidade. 

É uma necessidade inconsciente como se precisassem chamar à atenção da mãe ou pai mesmo de forma imaginária para dar um certo sentimento de pertencimento ao grupo familiar, amenizar o isolamento social e de relacionamentos afetivos adultos que não conseguem manter (geralmente ou pai ou a mãe têm problemas de relacionamento afetivos também, ou ambos, é uma forma de solidariedade de ficar como eles e ter a identificação que na infância não foram capazes de ter) só que não irá acontecer porque o 'time é outro'. Acabou essa fase e eles não conseguem ou não querem passar para a fase adulta. 

Acham que são livres mas na verdade são prisioneiros de si mesmos ou de um passado que não tem como ninguém ajudá-los a não ser eles próprios. Só eles podem sair dessa dimensão se quiserem buscar a reconstrução das suas vidas. Sempre é tempo de recomeçar a entrar no time certo, ou seja, se tornarem adultos. 

Na área das relações amorosas (casais) geralmente são um desastres e não poderia não serem. Um relacionamento adulto é uma via de mão dupla e não mão única. Os homens Peter Pan não se esforçam para fazer parte de um casal maduro e estável. Sua imaturidade faz com que alimentem um excessivo orgulho e egoísmo de forma a dominar todos os seus pensamentos e consequentemente suas ações. 

E para dar certo num relacionamento a dois adulto é preciso construir uma estória com a outra pessoa. Ou seja, é preciso doar tempo, paciência, satisfação, etc e assim a outra pessoa vai fazer o mesmo para eles. Infelizmente eles não pensam assim. Eles imaginam e acreditam que mereçam receber sem esforço algum. Como se fosse um direito natural e normal sem darem nada troca. 

Não funciona assim numa relação entre duas pessoas adultas. Ambos precisam se esforçar para darem certo. Muitas vezes é preciso ceder do que provar que tem razão ou silenciar do que discutir, sorrir do que fechar a cara. Conversar... mulheres precisam de conversar, serem ouvidas e ouvir também. Tentar ficar o maior tempo juntos e fazerem tudo juntos sem segredos ou mentiras. Mulheres são astuciosas e os homens adultos sabem disso. 

Homens adultos constroem relações fortes. Homens Peter Pan pelo contrário suas relações são frágeis e qualquer ventinho eles próprios fazem uma tempestade e destroem tudo. Arrumam desculpas para si e para os outros para justificarem sua incapacidade de assumir responsabilidades de uma relação. Eles até provocam as tempestades para fugir de assumir o que é preciso como um homem adulto faz. 

Por isso são tipificados como “homens-meninos”, que se negam amadurecem, uma vez que são incapazes de conduzirem adiante com relacionamentos amorosos, pois exigem elevadas doses de afetos de mulheres, que possam oferecerem tudo, sem pedirem a eles nada em troca. Mesmo assim não conseguem continuar por muito tempo em relações estáveis, visto que escapam dos compromissos afetuosos. São egoístas e irresponsáveis de mais para cuidar de outras pessoas. 

A irresponsabilidade é o núcleo dessa síndrome, que resultaram na falta de limites, que ocorreram na criação e na educação desses filhos homens. Assim, a educação dos meninos necessita ser considerada como uma fase importante na prevenção de novos surgimentos da Síndrome de Peter Pan no desenvolvimento da personalidade das crianças. 

Os homens-meninos que buscam a cura dessa síndrome, a melhor maneira será apreenderem a se colocarem no lugar dos outros, EXERCÍCIO DA EMPATIA DIÁRIA, para olharem a vida sob uma uma nova perspectiva e darem mais do que recebem. Não precisam anularem o seu lado criança, ou se tornarem pessoas amargas, mas se adequarem de forma saudável e autoconfiante aos ambientes e pessoas que convivem. 

Outro caminho eficaz para o tratamento dos portadores da Síndrome de Peter Pan é a psicoterapia, que poderá ser conduzida ao autoconhecimento. O primeiro passo para superarem a síndrome é querer encarar a realidade, agindo de modo condizente com a idade, que deve estar sintonizada com a idade psicológica e corporal. 

E importante também o apoio dos familiares e amigos, pois são essenciais nesse processo de cura e amadurecimento dos homens que nunca amadurecem os eternos Peter Pan. 

Fontes: 







domingo, 17 de fevereiro de 2019

PESSOAS MUITO INTELIGENTES E SUA RELAÇÃO CURIOSA COM A DEPRESSÃO




Pessoas muito inteligentes não são sempre os que tomam as melhores decisões. Um coeficiente intelectual elevado não garante mesmo o sucesso ou a certeza da felicidade. Em muitos casos, essas pessoas permanecem presas no emaranhado de suas preocupações, no abismo do Ego existencial, no desconforto que consome as reservas de otimismo. 

Há a tendência geral de ver os gênios da arte, matemática ou ciência como criaturas taciturnas, tristes, antissociais, pessoas de alguma forma muito particular e apegadas às suas peculiaridades ou esquisitices. Entre essas pessoas que encontramos Hemingway, Emily Dickinson, Virginia Woolf, Edgar Allan Poe ou mesmo o Amadeus Mozart... Todas com mentes brilhantes, criativas e excepcionais que trouxeram a sua angústia à beira daquele precipício que prenunciou a tragédia. 

"A inteligência de um indivíduo é medida pela quantidade de incertezas que ele é capaz de suportar" 
Immanuel Kant 

Mas o que é verdade sobre tudo isso? Existe uma relação direta entre QI elevado e depressão? Em primeiro lugar, é necessário enfatizar que a alta inteligência não contribui para o desenvolvimento de qualquer tipo de transtorno mental. 

Todos os fatores que em muitos casos criam as condições necessárias para dar origem a um quadro depressivo. Claramente há exceções, isso deve ser dito. Em nossa sociedade, temos pessoas brilhantes que sabem aproveitar ao máximo seu potencial, investindo não apenas em sua qualidade de vida, mas também em sua própria sociedade. 

No entanto, existem numerosos estudos, análises e publicações que revelam essa tendência singular. Especialmente em pessoas que têm um QI acima de 170. 


A personalidade das pessoas mais inteligentes 
“O cérebro criativo” é um livro muito útil para entender como a mente e o cérebro das pessoas mais inteligentes e criativas trabalham. Nele, o neurocientista Nancy Andreasen desempenha uma análise meticulosa o que mostra que há uma tendência bastante significativa dos gênios de nossa sociedade para desenvolver várias doenças: em particular, distúrbios bipolares, depressão, ataques de ansiedade, ataques de pânico. 

O próprio Aristóteles, em seu tempo, já sustentava que a inteligência anda de mãos dadas com a melancolia. Gênios como Sir Isaac Newton, Arthur Schopenhauer ou Charles Darwin experimentaram períodos de neurose e psicose. Virginia Woolf, Ernest Hemingway e Vincent Van Gogh acabaram fazendo o último ato de tirar suas próprias vidas

São pessoas famosas, mas em nossa sociedade sempre existiram gênios silenciosos, incompreendidos e solitários que viveram em seu universo pessoal, profundamente desconectados de uma realidade que para eles era muito caótica, sem sentido e decepcionante. 


Estudos sobre pessoas muito inteligentes 
Sigmund Freud, juntamente com sua filha Anna Freud, estudou o desenvolvimento de um grupo de crianças com QI acima de 130. Este estudo revelou que quase 60% das crianças acabaram desenvolvendo um maior transtorno depressivo. 

Os estudos de Lewis Terman, pioneiro da psicologia educacional no início do século 20, também são bem conhecidos. Nos anos 60, um longo estudo começou em crianças com altas habilidades que tinham um QI maior que 170, que participaram de um dos mais famosos experimentos da história da psicologia. Essas crianças foram chamadas de “terminiti” e foi apenas no início dos anos 90 que foram tiradas conclusões importantes. 


Inteligência: uma carga muito pesada 
Os “terminitis”, a crianças de Lewis Terman que são adultos de idade avançada hoje, confirmaram que a alta inteligência está ligada a uma menor satisfação vital. Embora alguns deles tenham ganhado fama e uma posição de destaque na sociedade, muitos tentaram cometer suicídio em mais de uma ocasião ou caíram em vícios como o alcoolismo. 

Outro aspecto significativo que emerge desse grupo de pessoas, que também pode ser visto em pessoas com altas habilidades intelectuais, é que elas são muito sensíveis aos problemas do mundo. Eles não se preocupam apenas com a desigualdade, a fome ou a guerra. Pessoas muito inteligentes sentem-se desagradáveis ao comportamento egoísta, irracional ou livre de lógica. 

Lastro emocional e pontos cegos em pessoas muito inteligentes 
Especialistas nos dizem que pessoas muito inteligentes às vezes sofrem com o que poderia ser chamado de transtorno de personalidade dissociativa. Isso significa que elas vêem suas vidas de fora, como um narrador que usa uma voz de terceira pessoa para ver sua realidade com objetividade meticulosa, mas sem se sentir totalmente envolvida nela. 

Essa abordagem faz com que elas frequentemente tenham “pontos cegos”, um conceito intimamente relacionado à Inteligência Emocional que Daniel Goleman desenvolveu em um livro interessante com o mesmo título. Trata-se de auto-engano, sérios erros em nossa percepção quando temos que escolher o que focar e o que evitar para não assumir a responsabilidade por isso. 

Assim, o que muitas pessoas inteligentes fazem é concentrar-se exclusivamente na falta de seu ambiente, nesta humanidade desafinada, nesse mundo estrangeiro e egoísta por natureza, no qual é impossível encaixá-lo. Elas muitas vezes não têm as habilidades emocionais apropriadas para se relativizar, para se encaixarem melhor, para encontrar a calma nessa floresta externa e nessa disparidade que tanto os confunde. Outra coisa que podemos indubitavelmente inferir sobre pessoas muito inteligentes é que elas freqüentemente apresentam fortes deficiências no campo emocional. Isso, por sua vez, nos leva a outra conclusão: ao realizar testes psicométricos, outro fator deve ser adicionado ao QI sempre superestimado. 

Referimos-nos à “sabedoria”, este conhecimento vital para desenvolver uma autêntica satisfação diária, para moldar um bom conceito de self, boa auto-estima e todas aquelas habilidades adequadas para investir em coexistência e construir uma felicidade real, simples mas tangível. 

Um exemplo clássico que nem sempre ser inteligente é sinônimo de felicidade ou sucesso é o caso do "Homem mais inteligente do Mundo" americano William James Sidis

Nascido em 01/04/1898 e filho de dois imigrantes russos Boris e Jewish Russian. Testemunhos e documentários ilustram elementos muito importantes. Um deles é que William nunca teve uma infância, ele nunca foi concedido o direito de viver como uma criança, por causa de sua imensa inteligência. Aos nove anos de idade ele foi admitido na Universidade de Harvard, e em uma noite de congelamento de janeiro de 1910. Em 1912 ele realizou sua primeira conferência sobre a quarta dimensão antes da imprensa e da comunidade científica na época. 

Seus pais, um renomado psicólogo russo e um dos mais importantes doutorandos da época, tinham um objetivo muito claro: queriam que ele fosse um gênio, o homem mais inteligente do mundo. Educaram sua mente negligenciando o que era muito mais importante: seu coração, suas emoções. 

Tanto a mãe como o pai de William tinham uma mente brilhante, um importante fator genético na base da alta inteligência desenvolvida por seu filho. Mas o objetivo do casal sobre o futuro do filho era claro e controverso ao mesmo tempo: eles queriam treinar o cérebro da criança para se tornar um gênio. 


Uma vida de laboratório e exposição ao público 
Além da genética, também foi favorecido por um ambiente particularmente estimulante e orientado para um fim muito preciso. É bem sabido que o pai, Boris Sidis, usou técnicas sofisticadas – incluindo a hipnose – para maximizar a capacidade e o potencial de seu filho. 

Sua mãe, por sua vez, deixou a medicina para se dedicar à formação de seu filho gênio, utilizando estratégias de ensino inovadoras. Não se pode negar, no entanto, que o próprio William estava particularmente preparado para aprender. No entanto, um aspecto da sua vida marcou-o e traumatizou-o para sempre: a exposição ao público e aos meios de comunicação.

Os pais publicaram relatos acadêmicos frequentes para documentar o progresso do filho. A impressa, assim como a comunidade cientifica, não lhe deu descanso. Sabe-se que durante o período de estudos de Harvard, a imprenso de perseguição no verdadeiro sentido da palavra. Depois de se graduar com honras e deixando acadêmicos abertos para suas teorias da quarta dimensão, ele foi transferido para a Universidade de Houston para dar palestras sobre matemática, enquanto ele estava começando a estudar direito. 

Ele tinha 16 anos quando sua mente simplesmente disse, "o suficiente." Então ele começou o que ele mesmo chamou de andamentos em direção ao abismo. 


"Eu gostaria de viver a vida perfeita.
A única maneira de viver a vida perfeita é vivê-la na solidão." 

William James Sidis 

O homem mais inteligente do mundo e o seu triste fim Apesar de sua inteligência, William não terminou sua licenciatura em direito ou qualquer outro. Ele nem tinha 17 anos quando decidiu se rebelar contra o ambiente acadêmico e experimental que o forçou a se sentir como uma cobaia de laboratório, observada com a lupa e analisada em todos os aspectos e pensamentos. 

Em 1919, ele foi preso por recrutar jovens e dar lugar a um comício comunista. Dada a influência de seus pais e da importância de sua figura, no entanto, foi logo liberado. Entretanto, repetiu-se quando, a fim defender-se de encontro aos pais e à sociedade própria, levantou insurreições juvenis de encontro ao capitalismo e liberalismo e mostrou-se altamente arrogante contra o sistema judicial principalmente para os juízes conservadores dos quais ele tinha repulsa pela sua limitada inteligência cognitiva e social. Ele foi condenado a uma sentença de dois anos, obtendo assim o que ele ansiava tanto: solidão e isolamento. 

"Não tente se tornar um homem de sucesso, mas sim um homem de valor." 
Albert Einstein 

Depois de ter recuperado a sua liberdade, a primeira coisa que William J. Sidis fez foi mudar o seu nome. Ele queria uma vida nas sombras, e ainda assim tanto a imprensa e seus pais continuaram a segui-lo para realizar uma peregrinação aos Estados Unidos, durante o qual ele procurou trabalho esporádico e dedicou-se ao que ele adorava fazer: escrever

Ele publicou várias obras vários pseudônimos. Ele escreveu livros sobre sua história e outros sobre suas teorias sobre buracos negros. De acordo com os peritos, poderia haver dezenas de livros esquecidos que ocultam, por trás de uma identidade falsa, a figura de William J. Sidis. 


Um fim adiantado e na solidão 
William J. Sidis amou somente uma mulher: Martha Foley, uma ativista de esquerda da Irlanda do norte com quem teve um relacionamento complexo e atormentado. A foto da mulher foi a única afeição que encontraram entre suas roupas quando em 1944 seu corpo foi encontrado sem vida em um pequeno apartamento em Boston. Ele tinha 46 anos de idade quando morreu de uma hemorragia cerebral


William Sidis passou seus últimos anos de um tribunal para outro. A imprensa foi divertido para defini-lo: 

"a criança prodígio que não obteve nada agora chora enquanto ele é um vendedor de magazine", "o homem mais inteligente do mundo leva uma vida miserável", "queimou o gênio da matemática e linguística" e "William J. Sidis está cansado de pensar." 

Não sabemos se ele realmente se cansou de pensar ou mesmo de viver. O que podemos deduzir ao ler suas biografias, no entanto, é que ele estava farto da sociedade e da família e do ambiente acadêmico que tinha colocado nele expectativas muito elevadas, mesmo antes de ele nascer. 

Ele ficou cansado de não ser ele mesmo e, quando teve a oportunidade de fazê-lo, ele não teve sucesso. Ele era um perito na quarta dimensão e buracos negros, mas a questão mais importante da vida, a arte de aprender e lutar por sua própria felicidade, sempre escapou-lhe das mãos, a partir da visão e do coração... 

Mesmo hoje ele é considerado o homem mais inteligente do mundo, dotado de uma mente prodigiosa e com um QI entre 250 e 300 pontos. William James Sidis era considerado uma calculadora viva e um gênio da linguística, uma pessoa de quem esperar sucessos incríveis graças à sua inteligência. No entanto, este homem teve de enfrentar um problema que o acompanhou durante toda a sua vida e que levou à morte prematura: tristeza

Imagine por um momento uma criança que já 18 meses foi capaz de ler o New York Times. Agora imagine com a idade de 8 anos falar perfeitamente o francês, alemão, russo, turco e armênio, dominando latim e, claro, inglês, sua língua materna. Vá um pouco mais longe e visualize a mesma criança aos nove anos de idade, quando ele criou um novo idioma chamado "Vedergood", estudado por linguistas e classificado como completo, correto e fascinante.

Terense Tao - matemático australiano 

Em segundo lugar, encontramos Terence Tao, jovem matemático australiano com o QI de 225-230, que atualmente ensina na Universidade de Los Angeles. 

É provável que em um canto mais ou menos remoto do mundo exista algum prodígio da criança, ainda não identificado, com a inteligência talvez mesmo mais elevada. Mas a verdade é que não importa, porque os números não são nada além de números. O importante, nestes casos, é que estas crianças têm permissão para ter uma infância verdadeira, para desfrutar de constrangimentos emocionais seguros e um ambiente em que eles podem se realizar como pessoas que seguem seus desejos, em liberdade, sem pressão. 

Porque, como vimos com esta história, às vezes uma grande inteligência não é um sintoma de felicidade.