sexta-feira, 3 de julho de 2015

VIVA A LIVRARIA







10 COISAS QUE LEVEI ANOS PARA APRENDER... Luis Fernando Veríssimo



1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria “reuniões”.
8. Há uma linha muito tênue entre “hobby” e “doença mental”.
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
Luís Fernando Veríssimo


OS 4 GRANDES ERROS QUE OS HOMENS REPETEM EM SEUS RELACIONAMENTOS por Pamela Madsen


VALE UMA LEITURA ATENTA DESTE TEXTO... FICA A DICA! PARA TODOS OS HOMENS CASADOS E PRINCIPALMENTE OS SOLTEIROS OU SEPARADOS.
Roberta Carrilho



Como coach de relacionamentos e sexo, vivo vendo homens que condenam seus relacionamentos ao fracasso, mesmo quando realmente amam e desejam sua mulher. Como é possível querer realmente estar em um relacionamento, mas mesmo assim fazer tudo errado?

1. Você não dá a devida atenção à sua parceira.

Presença é atenção e conexão. Quando você está sentado com ela, guarde seu telefone no bolso e pare de ler ou enviar mensagens de texto, olhar o Facebook ou ler e-mails. Você namora essa mulher, não seu smartphone. A energia feminina requer um certo nível de atenção, adoração e elogios. Aprenda a conhecer sua mulher. O que ela precisa? Um único elogio ou momento de sua atenção completa pode iluminá-la pelo dia inteiro. É verdade. Você tem cinco minutos para lhe dar isso? Sim, as exigências da vida atrapalham, e os homens tendem a focar sobre as coisas que interessam a eles, e isso pode significar que você a ignora ou não a leva em conta. Outra possibilidade é que você sinta tanta confiança no amor que ela lhe tem que você a considera como garantida e volta sua atenção para outra coisa.

Uma coisa é certa: se você não fizer sua companheira sentir que é especial, se passar tempo demais priorizando "outras coisas" ou "outras pessoas", em vez dela, o relacionamento de vocês dois vai acabar.

Outra coisa importante é a qualidade da atenção. As mulheres querem um vínculo forte e querem que esse vínculo seja com uma pessoa sólida, centrada, de pé no chão. Costumo usar a seguinte metáfora: o feminino é "o rio" e o masculino é "as margens". O feminino tende a fluir com emoção e procurar o masculino para se centrar. Para muitas mulheres, a coisa mais sexy que existe é um homem capaz de lidar com a energia feminina e mantê-la firme, dentro de limites. A energia sexual não é politicamente correta.

Uma generalização ampla é dizer que o feminino pega fogo quando a mulher sabe que você pode ser a rocha dela e que você está presente. Cada vez que você mostra incerteza no relacionamento, que se mostra temeroso ou indeciso, isso rompe aquela conexão entre vocês, faz a mulher perder o desejo por você e, o que é ainda pior, pode fazê-la perder a confiança.

Quando uma mulher perde a confiança na conexão que seu parceiro lhe oferece, ela pode desligar completamente, como uma luz que se apaga. O maior segredo para amar uma mulher talvez seja lhe dar uma conexão constante e certeira. Se você não sabe como criar um espaço na sua vida para oferecer isso à sua parceira, você vai perder o corpo, a mente e o espírito dela. É garantido.

2. Você mentiu para ela.

Não minta. Ela vai acabar descobrindo. Quando você rompe a confiança que o une a uma mulher, você abala as bases dela. Não vale mudar as regras e fazer de conta que não as mudou. Não a faça pensar que ela é louca por proteger suas mentiras. Não mesmo. Não mexa com o GPS interno da mulher. Ela vai saber em seu íntimo que você está mentindo para ela, e isso vai acabar com a capacidade dela de lhe oferecer o que ela tem para lhe dar. A confiança é vital. Não a estrague. Se você pisar na bola, seja homem e admita o que fez.

3. Sua mulher o domina?

A maioria das mulheres que conheço tem medo de ocupar espaço demais. Acontece que a energia feminina é grande! E, quanto mais sexy a mulher, mais viva ela é com sua energia dinâmica, e mais espaço ela vai ocupar!

O feminino tende a se orientar no mundo por meio da emoção ou dos sentimentos. Um minuto a mulher pode estar feliz, e no minuto seguinte alguma coisa pode tê-la deixado com raiva e ela pode soltar um discurso irritado. As mulheres podem ser como uma previsão meteorológica emocional instável. Mas isso não faz sua mulher ser "louca de pedra", mesmo que ela não lhe pareça lógica. Pode ser difícil para a energia masculina acompanhá-la, porque ela é muito mais linear e compartimentalizada, mas, se você conseguir acompanhá-la, vai viver paixão, aventuras, sexualidade quentíssima e muita diversão. O feminino pode colorir o mundo do homem, se ele consegue encará-lo.

Não peça à mulher para ocupar menos espaço. Não peça que ela pare de sentir. Não lhe diga que as interrupções dela o incomodam. Você quer realmente viver em um mundo sem cores? O feminino leva um arco-íris ao status quo masculino. Você já saiu num barco a vela? Não é possível controlar o vento, e não é possível controlar uma mulher. Não realmente. O feminino se caracteriza por fluir. Claro que você pode tentar calar e intimidar sua mulher, mas isso só funciona no curto prazo. Um homem que sabe amar uma mulher aprende como conduzir o vento.

4. Você não enxerga o valor de sua companheira e o que ela tem para lhe dar.

Em vários momentos de nossas vidas, todos nós somos capazes de ficar muito envolvidos com nós mesmos e não ter consciência do apoio que recebemos de outras pessoas em volta. A verdade é que, se sua parceira for muito boa em lhe dar apoio, você talvez comece a enxergá-la como algo garantido e certo.

As pessoas tendem a investir energia onde acham que precisam, e, se sua mulher simplesmente está presente ao seu lado para o que der e vier, há o risco de você esquecer que isso dá trabalho a ela. Qual foi a última vez em que você lhe disse um "obrigado" sincero ou lhe escreveu uma carta de amor, revelando com a aprecia? Se você não abrir espaço para ela, ela acabará indo embora.

Se você quer que sua relação de amor com uma mulher dê certo, precisa fazer algumas coisinhas. Precisa notar sua mulher e reconhecer sua presença. Não a veja como garantida e não traia a confiança dela. Não tente controlar as emoções dela ou pedir que ela ocupe menos espaço. Seja o herói da vida dela. Vista a capa, calce as botas e deixe os receios de lado.

Ela precisa de uma rocha, não de uma esponja. Pode confiar.


Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês. Fonte:http://www.brasilpost.com.br/pamela-madsen/os-4-grandes-erros-que-os_b_7716410.html?ncid=fcbklnkbrhpmg00000004 




XINGAMENTO por Gregorio Duvivier



Nunca vi ninguém dizendo que Lula é feio: 'Lula foi bom presidente, mas no segundo mandato embarangou'.

Puta, piranha, vadia, vagabunda, quenga, rameira, devassa, rapariga, biscate, piriguete. Quando um homem odeia uma mulher -- e quando uma mulher odeia uma mulher também-- a culpa é sempre da devassidão sexual. Outro dia um amigo, revoltado com o aumento do IOF, proferiu: "Brother, essa Dilma é uma piranha". Não sou fã da Dilma. Mas fiquei mal. Brother: a Dilma não é uma piranha. A Dilma tem muitos defeitos. Mas certamente nenhum deles diz respeito à sua intensa vida sexual. Não que eu saiba. E mesmo que ela fosse uma piranha. Isso é defeito? O fato dela ter dado pra meio Planalto faria dela uma pessoa pior?

Recentemente anunciaram que uma mulher seria presidenta de uma estatal. Todos os comentários da notícia versavam sobre sua aparência: "Essa eu comeria fácil" ou "Até que não é tão baranga assim". O primeiro comentário sobre uma mulher é sempre esse: feia. Bonita. Gorda. Gostosa. Comeria. Não comeria. Só que ela não perguntou, em momento nenhum, se alguém queria comê-la. Não era isso que estava em julgamento (ou melhor: não deveria ser). 

Tinham que ensinar na escola: 1. Nem toda mulher está oferecendo o corpo. 2. As que estão não são pessoas piores.

Baranga, tilanga, canhão, dragão, tribufu, jaburu, mocreia. Nenhum dos xingamentos estéticos tem equivalente masculino. Nunca vi ninguém dizendo que o Lula é feio: "O Lula foi um bom presidente, mas no segundo mandato embarangou." Percebam que ele é gordinho, tem nariz adunco e orelhas de abano. Se fosse mulher, tava frito. Mas é homem. Não nasceu pra ser atraente. Nasceu pra mandar. 

Ele é xingado. Mas de outras coisas. Filho da puta, filho de rapariga, corno, chifrudo. Até quando a gente quer bater no homem, é na mulher que a gente bate. A maior ofensa que se pode fazer a um homem não é um ataque a ele, mas à mãe --filho da puta-- ou à esposa --corno. Nos dois casos, ele sai ileso: calhou de ser filho ou de casar com uma mulher da vida. Hijo de puta, son of a bitch, fils de pute, hurensohn. 

O xingamento mais universal do mundo é o que diz: sua mãe vende o corpo. 1. Não vende. 2. E se vendesse? E a sua, que vende esquemas de pirâmide? Isso não é pior?

Pobres putas. Pobres filhos da puta. Eles não têm nada a ver com isso. Deixem as putas e suas famílias em paz. Deixem as barangas e os viados em paz. Vamos lembrar (ou pelo menos tentar lembrar) de bater na pessoa em questão: crápula, escroto, mau-caráter, babaca, ladrão, pilantra, machista, corrupto, fascista. A mulher nem sempre tem culpa.


quinta-feira, 2 de julho de 2015

UMA EM CADA CINCO MULHERES SERÁ ESTUPRADA


No entanto, até as mais respeitadas instituições - escolas, igrejas, universidades, famílias - varrem a violência sexual para baixo do tapete. Por quê? E até quando? Por quê o estupro é o mais acobertado dos crimes?

São estas as perguntas acima que a reportagem de capa da revista Superinteressante deste mês busca responder.

A revista entrevistou especialistas, personagens e usou uma das histórias mais chocantes para divulgar esta edição no Facebook -- e criou a hashtag #ChegadeSilêncio para fazer com que pessoas que passam pelo mesmo problema não silenciem mais esta violência.

Em um post no Facebook oficial, é contada a história de Luci, uma mulher que foi obrigada a casar com seu estuprador para recuperar sua "honra" e apanhou durante a vida toda, junto com as imagens abaixo -- que ilustram situações que para muitos é algo... "normal".

As imagens abaixo mostram que a desconstrução da ideia de que esse tipo violência (física e psicológica) sofrida pela mulher é provocado -- única e exclusivamente -- por ela. Você julga uma mulher pelo tamanho da saia que ela usa? Então repense...

E compartilhe: #ChegadeSilêncio!









quarta-feira, 1 de julho de 2015

A MORTE DE UM HERÓI DE VERDADE! Sir Nicholas Winton




Faleceu hoje (01/07/15) Sir Nicholas Winton (106 anos). Talvez a maioria de vocês nunca ouviram falar neste inglês. Ele foi um jovem que salvou 669 crianças judias que seriam enviadas a Campos de Concentração e que certamente seriam mortas pelos nazistas na Checoslováquia, então ocupada pelos alemães.

Em 1939, Winton largou seu trabalho em Londres para ir a Praga salvar as crianças da morte quase certa. Com a autorização de seus pais, colocou as em oito trens e viajou através de quatro países até o Reino Unido. Então, ele e seus parceiros de empreitada conseguiram convencer funcionários na fronteira a deixar as crianças entrarem no país, apesar da documentação incompleta. Já em solo inglês, Sir Nicholas encontrou famílias para cuidar dos pequenos publicando anúncios em jornais. Todos os pais dessas crianças morreram nos Campos de Concentração.

Ele nunca divulgou seu ato heroico para ninguém!

A mulher de Nicholas só descobriu sua história quando foi arrumar o sótão da casa e encontrou um álbum velho com fotos de crianças, telegramas, cartas e uma lista. A história de Winton ficou guardada em segredo por quase meio século. 

Dentre as inúmeras homenagens que esse homem incomparável recebeu, dezenas de anos depois de seu feito, a mais emocionante aconteceu em um programa de TV na Inglaterra em que ele estava presente na primeira fila do auditório e a apresentadora Esther Rantzen anunciou que sentadas ao seu lado estavam duas pessoas salvas por ele em 1939. A apresentadora também pediu para que as outras pessoas que estavam no auditório e que também foram salvas por Winton se levantassem. Havia centenas de familiares das pessoas que ele havia salvo!

Este homem, nunca fez propaganda de seus atos, nem procurou reconhecimento de quem quer que seja! Essas eram suas palavras: "Não me vejo como um herói. Para ser herói, alguém precisa fazer algo de perigoso. Não fiz. O que fiz foi algo que os outros achavam impossível. Mas eu tinha de tentar, para ver se era possível ou não". 
"Não é um ato heróico. Meu lema é: se algo não é obviamente impossível, então deve haver uma maneira de fazer."
Em tempos de tanta falta de amor ao próximo, intolerância e ignorância, onde quem deveria pregar a paz, incita o ódio entre as pessoas! Talvez seria interessante colocarmos a mão na consciência, repensar nossos atos e ver quem realmente coloca na prática o amor de Cristo!



sexta-feira, 26 de junho de 2015

MEDIUNIDADE RECONHECIDA PELOS PAPAS



O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo - João Paulo II

Já se sabe que os fenômenos envolvendo a mediunidade não são recentes, mas que têm sido registrados desde os tempos mais antigos da civilização. A Igreja também reconheceu o fenômeno, e muitos papas estiveram envolvidos em ocorrências mediúnicas.

Em 18 de Abril de 2005, ocorreu a eleição de Joseph Ratzinger (1927), o novo papa da Igreja Católica Apostólica Romana, que adoptou o nome Bento XVI, em substituição a Karol Wojtyla (1920-2005), chamado papa João Paulo II.

Aproveitaremos a oportunidade para destacar a mediunidade e a comunicabilidade dos Espíritos, presentes entre os papas desde a origem do papado e ao longo de sua história de quase dois mil anos. Tínhamos ouvido referência de fenômenos espirituais com Pio V e Pio XII, em palestras do médium Divaldo Franco (1927-), e quisemos aprofundar e completar o assunto.

Consultando a historiografia católica sobre a origem doutrinária do papado, o imperador romano Constantino (272-337) é apontado entre os teólogos como um dos seus principais precursores, pois foi ele quem historicamente começou a dar forma ao Sistema Católico Romano. Constantino presidiu o 1º Concílio das Igrejas, no ano 313, construindo depois a primeira basílica em Roma, tornando o cristianismo religião oficial do Império, seguido de Teodósio (347-395) e outros imperadores.

Começava-se a criar os fundamentos que possibilitaram que Valentiniano III (Flávio Plácido, 419-455), no ano 445, reconhecesse oficialmente ao papa (a palavra "papa" significa pai) o exercício de autoridade sobre as Igrejas, ganhando o papado poder mundial com Carlos Magno (747-814), no século 8.

Ocorre que Constantino, que os católicos consideram como o precursor da estruturação papal, converteu-se ao cristianismo através de uma visão espiritual, conforme relatou o historiador católico Eusébio de Cesareia (275-339), em sua obra Vita Constantini (Cap. XXVIII). Durante a batalha contra o imperador Maxêncio (séc. 3/4), com seu exército em desvantagem, Constantino viu no céu um grupo de Espíritos, liderados pelo Espírito (chamado Anjo) São Miguel, mostrando-lhe uma cruz luminosa com os dizeres: "Com este sinal vencerás".

O impacto que sentiu foi tão grande que mandou pintar uma cruz em todas as bandeiras, venceu a batalha e se converteu ao cristianismo, estabelecendo o famoso Edito de Milão, do ano de 313. O escritor Nicéforas (séc. 16) escreveu que Constantino viu este Espírito mais duas vezes - numa delas, orientando-o a edificar Constantinopla; e, na outra, para ajudá-lo numa revolta por parte dos moradores da antiga Bizâncio.

Portanto, encontramos visões espirituais nos primórdios da estruturação da Igreja e da criação do papado.

Encontramos exemplos de mediunidade dos papas numa ocorrência com António Michele Ghislieri (1504-1572), o papa Pio V, que foi o Sumo Pontífice no período de 1566 a 1572. Em 1570, os turcos otomanos invadiram a ilha de Chipre e tomaram Veneza, e os venezianos pediram ajuda. O papa Pio V enviou uma frota de 208 navios, sob o comando de Don John da Áustria. Essa frota encontrou 230 navios turcos em Lepanto, Grécia, em 7 de Outubro de 1571. A batalha durou três horas. Miguel de Cervantes (1547-1616), o novelista espanhol, autor de D. Quixote, participou dessa batalha histórica. Em Roma, Pio V aguardava notícias, orava e jejuava, juntamente com monges, cardeais e fiéis. Em 7 de Outubro, ele trabalhava com seu tesoureiro, Donato Cesi, que lhe expunha problemas financeiros. De repente, separou-se de seu interlocutor, abriu uma janela, entrou em êxtase e teve uma visão em desdobramento espiritual. Voltou-se para Donato e lhe disse: "Ide com Deus. Agora não é hora de negócios, mas sim de dar graças a Jesus Cristo, pois nossa esquadra acaba de vencer a batalha". Duas semanas depois chegaram as notícias da vitória de sua esquadra, confirmando sua visão espiritual.

Mais recentemente, no século 20, encontramos outro exemplo de acção espiritual entre os papas, com o Cardeal Eugénio Pacelli (1876-1958), que viria a ser o papa Pio XII, no período de 1939 a 1958. O fato foi relatado pela própria Igreja Católica, em seu jornal oficial L'Observatore Romano, e depois publicado no Brasil, no jornal Ave Maria, de Petrópolis, transcrito pelo Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, em Setembro de 1956.

Em 19 de Fevereiro de 1939, nos aposentos do Vaticano, na ala esquerda da Catedral de São Pedro, o cardeal Eugénio Pacelli estava orando; ele era um diplomata da Santa Sé junto aos governos do Ocidente. Em seus aposentos de cardeal, ele ouviu uma voz chamando: "Pacelli, Pacelli". Ele se voltou e viu o Espírito do papa Pio X (1835-1914). Emocionado, ele se ajoelhou e chamou-o de Santidade. O Espírito respondeu-lhe: "Não sou Santidade, mas apenas um irmão; venho avisá-lo que, dentro de alguns dias, se tornará papa, e que a Terra será devorada por uma avalanche de tragédia.

É da vontade do Senhor que seja papa para governar a Igreja com sabedoria, bondade diplomática e equilíbrio".

O cardeal Eugénio Pacelli redarguiu dizendo que não entendia aquilo, porque Pio XI (1857-1939) era o papa de então, e governava a Igreja com sabedoria. O Espírito Pio X não discutiu com o cardeal, desvaneceu-se.

Emocionado, Eugénio Pacelli desceu de seus aposentos e adentrou na Catedral de São Pedro. Foi até o subterrâneo, onde estão os túmulos papais, ajoelhando-se na cripta de Pio X, permanecendo em oração até o amanhecer. Ao raiar do dia, adentrou novamente na Catedral de São Pedro, e um guarda suíço perguntou-lhe se estava sentindo-se bem, pois estava muito pálido. Eugénio Pacelli respondeu que tinha dialogado com Pio X. Surpreso, o guarda contrapôs que Pio X estava morto. Mas Eugénio Pacelli disse que, naturalmente, o sabia, pois fora ele quem tinha feito o discurso laudatório. Além do quê, Pio X tinha sido seu padrinho de cardinalato.

Pio X disse-lhe que ele seria papa e, em seguida, a humanidade entraria em guerra. O fato permaneceu em sigilo, mas dois ou três meses depois, Pio XI morreu de uma doença misteriosa. Eugénio Pacelli foi eleito o novo papa, Pio XII, e logo depois eclodiu a Segunda Guerra Mundial, conforme lhe dissera o Espírito Pio X. É mais um fato mediúnico, registrado pela história, de comunicabilidade espiritual com os papas.

É interessante registrar que não foi por acaso que Pio X apareceu em Espírito e se comunicou mediunicamente com Pio XII. O papa Pio X conhecia os fenômenos espíritas, pois seu médico, dr. José Lapponi (1851-1906), foi uma pessoa interessada nos estudos espíritas e até publicou um livro à época - Hipnotismo e Espiritismo (1897) - aprovado pelo papa Leão XIII, e que foi traduzido e publicado no Brasil pela editora da Federação Espírita Brasileira.

O DR. LAPPONI TAMBÉM FOI MÉDICO do papa Leão XIII (1810-1903). Vale anotar que, quando da segunda edição do livro Hipnotismo e Espiritismo, em 1904, o periódico Diário de Noticias, de Madri, do dia seis de Julho, publicou carta do dr. Lapponi na qual ele comentava que o órgão jesuíta La Civilitá Cattolica censurava seu livro porque ele divulgava teorias que não eram aprovadas pela Igreja, e que o próprio papa Pio X reprovara a obra. Mas à época, dom Eduardo Checci, redactor do Giornale d'Italia, foi entrevistado sobre isso, desmentindo que o papa Pio X tivesse reprovado a obra. O dr. Lapponi acrescentou que Pio X conhecia o trabalho desde sua primeira edição e o tinha aprovado, e que o livro tinha merecido louvores até do papa Leão XIII, que disse que a ciência católica não devia ser contrária ao estudo do Espiritismo e suas manifestações.

É importante esclarecer que o dr. Lapponi não era espírita e, nesse livro, ele adoptou uma postura até de prevenção com relação aos fenômenos do hipnotismo e do Espiritismo, porque poderiam ensejar fraudes e mistificações. Chega a ser curiosa essa sua atitude, pois a verdade é que, se ele admitiu os fenômenos espíritas (e, para nós, é o que importa), não se compreende por que ele recrimina sua prática.

O dr. Lapponi demonstrou que não conheceu realmente o Espiritismo, uma vez que se ateve somente à parte fenoménica; não conheceu a parte filosófica e ética da Doutrina Espírita. Nem no aspecto fenoménico ele se aprofundou, pois só se referiu às situações duvidosas; por temer fraudes e a acção de Espíritos brincalhões e zombeteiros (que, portanto, ele admitia), achou temerário e perigoso ocupar-se do Espiritismo.

Para nós vale que o dr. Lapponi, médico de dois papas, historiou a ocorrência de fenômenos espíritas desde a Antigüidade e reconheceu a intervenção dos Espíritos no mundo material.

A transfiguração de Jesus é citada como exemplo de fenômeno mediúnico que aparece na Biblia, com Moisés e Elias aparecendo em espírito material. Ao final do livro, ele afirmou que o Espiritismo só deveria ser estudado com as necessárias precauções e por acção de pessoas reconhecidamente competentes (op.cit., pág. 219).

Portanto, a Doutrina Espirita e os fenômenos mediúnicos transitaram pelo Vaticano no século 19, entre os papas e pelo médico que cuidou de dois deles nesse período e escreveu um livro sobre o assunto, reconhecendo sua existência, apesar de sua atitude de temor.

Mesmo nos tempos mais recuados, os fenômenos mediúnicos estavam presentes na sociedade, em todos os lugares, já que fazem parte da Natureza. Por isso, encontramos referência a eles desde há dois mil anos. Basta citarmos o apóstolo Pedro, que é considerado como o primeiro papa da Igreja. Na Bíblia, encontramos várias ocorrências mediúnicas e de interferência dos Espíritos, ocorridos com Pedro. Por exemplo:

a) em Mt: 17, 1-6, está descrita a transfiguração de Jesus na qual, estando Ele num monte, acompanhado por Pedro, Tiago e João, apareceram, em Espírito, Moisés e Elias, que já estavam mortos havia séculos, e conversaram com Jesus;

b) em At: 2, 1-14, ocorreu o fenômeno chamado Pentecostes, no qual os doze apóstolos ouviram um som vindo do céu, como um vento, e como que línguas de fogo pousaram sobre cada um deles, que então começaram a falar em diversos idiomas;

c) At: 3, 2-8, é descrita a mediunidade curativa de Pedro, quando ele curou um coxo de nascimento que todo dia ia à porta do templo para pedir esmolas. Ele tomou o coxo pela mão e ordenou-lhe que se levantasse e andasse, e assim ocorreu;

d) At: 11,5-10, Pedro teve um arrrebatamento espiritual e teve vidência e audiência. Viu, a céu aberto, um vaso que descia, como grande lençol atado pelas quatro pontas, vindo para a terra, e ouviu uma voz: "Levanta-te Pedro, mata e come". Pedro disse ao Senhor que nunca tinha comido coisa imunda. A Voz disse-lhe que não devia chamar de imundo o que Deus purificou; isso se repetiu por três vezes;

e) At:11, 11-1, Pedro viu três homens de Cesareia que o buscavam, e estavam em frente à casa onde estava; um Espírito lhe disse que fosse com eles, nada duvidando;

f) At:12, 5-11, Pedro estava dormindo na prisão, vigiado por dois guardas. Quando Herodes ia chamá-lo, houve uma luz na prisão, e apareceu um Espírito (chamado anjo) despertando-o, rompendo as correntes e dizendo-lhe para fugir; e conduziu-o, fazendo-o passar pelos guardas, chegando à porta da cidade, pela qual saíram. E Pedro percebeu que Deus havia enviado um Espírito para ajudá-lo.

Para encerrar esse importante registro histórico sobre a mediunidade e seu reconhecimento entre os papas, temos necessariamente que citar o recém-falecido papa João Paulo II, reconhecido como um grande missionário do bem. A revista Veja, de 6 de Abril de 2005, na página 93, transcreveu uma frase pronunciada por ele numa pregação na Basilica de São Pedro, em Novembro de 1983, e que dispensa comentários: "O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo".

Portanto, fica registrado, segundo as próprias fontes católicas e as não espíritas, que a mediunidade e a comunicabilidade espiritual têm se maanifestado e sido reconhecidas pela Igreja, mesmo entre os seus maiores representantes, desde a Antiguidade. E ainda hoje ocorre, demonstrando que a vida não se restringe à realidade material nem é interrompida com a morte.


Washington L.N.Fernandes 
Revista Espiritismo e Ciência



Fonte:
A revista Espiritismo e Ciência é uma publicação da Mythos Editora: http://www.mythoseditora.com.br/



quinta-feira, 25 de junho de 2015

A SOMA DE TODOS OS AFETOS por Cora Coralina



Um repórter perguntou à poeta Cora Coralina o que é viver bem. Ela lhe disse:


"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo pra você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso. Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. 

O bom é produzir sempre e não dormir de dia. Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais. Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!



Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou? Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser.  Filha dessa abençoada terra de Goiás. Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.  Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo. Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. 

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."

Cora Coralina





O MEDO É SEMPRE ACIONADO PELA CRIATIVIDADE por Elizabeth Gilbert









domingo, 31 de maio de 2015

É PROIBIDO por Pablo Neruda



É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos ....



COMO ELIMINAR A NECESSIDADE DE APROVAÇÃO por Casandra Vidal



Todos, em maior ou menor grau, precisam de uma dose de aprovação externa. Somos seres sociais por natureza, mas há uma linha que separa o normal, que todos já sentimos alguma vez, do patológico, onde a pessoa tem problemas pessoais por este motivo.

Como disse Steve Jobs “não permita que o ruído das opiniões dos outros abafe sua voz interior”. Uma frase sábia que é fácil de entender, mas difícil de colocar em prática. Todo ser humano deseja agradar, se sentir lisonjeado, etc… o que não é algo necessariamente negativo, desde que não seja excessivo e o bem-estar pessoal não dependa dos outros.

A necessidade de aprovação desde que nascemos

Para entender por que alguns adultos têm essa necessidade de aprovação devemos voltar à infância. Nos primeiros estágios da vida precisamos de aprovação externa que, se não for recebida, poderá trazer problemas de autoestima na vida adulta.

Se, por exemplo, uma mãe diz ao filho que ele é um desastre, não confia nele e, em vez de prestar atenção nas suas virtudes, foca nos defeitos, esta criança quando crescer terá uma autoestima enfraquecida e, portanto, procurará nos outros essa aprovação não lhe foi concedida por sua família.

Nem sempre essa falta de aprovação familiar irá resultar em uma baixa autoestima, pois outras pessoas na escola, como amigos, conhecidos, professores, podem substituir a valorização familiar. A família geralmente é o pilar mais importante, mas às vezes uma criança pode se desenvolver e formar uma autoestima saudável através da convivência com outros membros importantes, fora do seio familiar.

Nossa autoimagem foi construída pelo que recebemos do mundo, por isso é lógico que, inclusive na idade adulta sempre, busquemos um pouco de aprovação para nos dar segurança. Todo mundo gosta de ser elogiado, mas a linha que separa uma busca por aprovação saudável de outra problemática estaria em analisar se o nosso comportamento e decisões variam de acordo com opiniões externas.

Quando se torna dependência?

Poderíamos falar em dependência quando entregamos as rédeas da nossa vida às opiniões dos outros. Uma coisa é desejar a aprovação, mas a linha que atravessa o patológico estaria em precisar dela para se sentir bem. Pense, é um desejo ou uma necessidade? Abaixo listamos 5 atitudes de alarme que poderiam indicar que somos dependentes da aprovação alheia:

1. Ter uma opinião diferente da de alguém e não expressá-la, para agradar e não perturbar a pessoa que tem opinião oposta.

2. Nossas emoções variam de acordo com opinião externa. Se nos adulam e nos aprovam nos sentimos eufóricos e alegres, mas se nos criticam e nos reprovam nos sentimos tristes e com pouco valor.

3. Não saber dizer “não” e fazer favores aos outros antes de ouvir as próprias necessidades.

4. Preocupação excessiva com a aparência. Uma coisa é gostarmos de estar arrumados e fazê-lo com frequência; o problema é quando isso se torna uma necessidade e ninguém pode nos ver despenteados, sem maquiagem ou com um aspecto que consideremos que não seja saudável. As pessoas que não precisam da aprovação dos outros não têm nenhum problema em se mostrarem como são, logo após acordarem, por exemplo.

5- Medo da rejeição. Se perante a sociedade nos mostramos muito corretos e perdemos a naturalidade e espontaneidade, poderia ser que, no fundo, tivéssemos medo de sermos rejeitados. Por isso, tentamos passar despercebidos, para que não possamos receber nenhuma crítica.
Como eliminar esta necessidade patológica?

Podemos eliminar a necessidade de aprovação mudando os pensamentos e crenças.Não é suficiente entender; é necessário refletir profundamente e acreditar nos seguintes pontos:

Não podemos agradar a todos: Seja você quem for, tenha as virtudes que tiver, você nunca vai agradar todo mundo. Alguém sempre irá nos criticar e reprovar, e isso acontecerá a todo ser humano neste planeta. Por isso, ter a necessidade de aprovação como dependência é bastante irracional.

Ninguém nos conhece como nós mesmos: Outro pensamento errado é crer que os outros são os donos da verdade. As pessoas dependentes de aprovação acreditam mais nas opiniões externas do que nas suas próprias. Ninguém nos conhece tão bem como nós, e muitas vezes as pessoas formam opiniões erradas sem bases racionais. Por isso, nunca devemos dar tanto poder para o que os outros pensam de nós, porque eles erram, e somos nós mesmos que devemos ter critérios estáveis de autoconhecimento.

Tome suas próprias decisões: Toda vez que tivermos que tomar uma decisão deveríamos nos fazer esta perguntar: “Com base no que estamos tomando esta decisão? A opinião e o desejo dos outros nos influenciam? O que nós desejamos, deixando de lado a opinião social?”

Não somos nem mais nem menos que ninguém: Não valemos menos nem mais que os outros. Todos somos iguais, não importam os êxitos conseguidos, nem as posses nem a autoconfiança, o que importa é quem você é como pessoa, os valores humanos que definem você.

As reprovações não significam uma rejeição a nós: Normalmente, qualquer crítica é tomada como algo pessoal, quando na verdade pode ser uma rejeição a um gosto, estilo de vida, opinião, etc. Por exemplo, alguém poderia desaprovar outros por um gosto musical ou por contradições políticas. Isso não significa que estamos sendo rejeitados como pessoa, é somente uma questão de gostos incompatíveis.

A crítica a erros cometidos também costuma ser levada para o lado pessoal, quando na verdade o que foi rejeitado era simplesmente uma maneira de atuar errada. Esse erro não define uma pessoa, visto que todo ser humano comete erros e graças a eles podemos evoluir.

Costuma ter mais aprovação quem não a procura e não precisa dela: Paradoxalmente, as pessoas que não pensam na aprovação costumam ser mais aceitas do que aquelas que a procuram. A explicação seria que o autêntico agrada mais, ainda que não coincida com nossas opiniões, do que o submisso. Então, seja você mesmo sem buscar essa aprovação; seja autêntico sem se preocupar com a opinião externa, pois tentando agradar você obterá o efeito contrário.

Fortaleça a sua autoestima: Uma das principais causas da necessidade de aprovação é uma autoestima baixa. Fortalecê-la nos ajudará a melhorar o problema. Quando acreditarmos que somos pessoas valiosas e tivermos uma opinião positiva sobre nós mesmos, uma reprovação não nos fará mal, porque a veremos como algo natural que acontece na vida. O essencial é acreditar em si mesmo apesar do que acontece no exterior.

Aceite as diferenças entre as pessoas: Nem todos somos iguais; cada um de nós tem gostos, opiniões e estilos de vida distintos. Ser diferente não significa ser melhor ou pior. Encontraremos pessoas opostas com quem não concordamos em tudo, e isso é normal.


Fonte: http://amenteemaravilhosa.com/como-eliminar-necessidade-de-aprovacao/




quinta-feira, 28 de maio de 2015

QUERO ME LIVRAR DE TUDO O QUE ME FAZ MAL E TUDO QUE ME TIRA A PAZ




Quero me livrar de tudo o que me faz mal e de tudo que me tira a paz. Se for necessário mudarei meus hábitos só pra não cruzar com o mal pelo caminho. Sem indiretas, sem mentiras, sem inveja, sem falsidade e etc etc etc. Quando a gente pensa em coisas boas e faz coisas boas a vida só nos devolve coisas boas. Quero paz, tranquilidade, sossego, calma e muitas vibrações boas sobre mim. Deus esteja comigo sempre, pois declaro que sem Ele eu não seria nada. Assim Seja!




quarta-feira, 27 de maio de 2015

ABENÇOADA NOITE PARA NÓS... Sabe o que lhe desejo? De todo meu coração?



Que os planos de Deus sejam manifestos em ti... revelados pela doçura dos teus olhos, pela ternura da tua voz, pela bondade de tuas mãos...

Pois todo universo espera, com paciência sábia, que tua consciência aflore, alerte, e tu abraces, com gosto... a missão de harmonizar, de suavizar à partir de ti, toda criação divina ao teu redor...

Pensa nisto tá? É urgente que o teu calor acalente tudo... 
É urgente que tudo sinta o bem bonito que vem de ti...
Sabe o que lhe desejo, de verdade?

Que seja delicada, mas fervorosa luz...
Fazendo toda a diferença.
Sendo a mais plena paz...
Assim Seja... Amém!



FELIZES OS QUE FOGEM DOS EXCESSOS por Flávio Siqueira do livro Mensagens que chegam pela manhã



Felizes os que fogem dos excessos. Em tudo o equilíbrio é mais adequado do que o de menos ou o de mais.
Felizes os que amam. Amar nos catapulta para outra dimensão de percepção, de vínculos, de experiências, dando significado ao que, de outra forma, não parece fazer sentido.
Felizes os que aprenderam a viver no hoje. Por pior que as coisas sejam, nada supera a força que temos para suportá-la e superá-la hoje. Passado e futuro são miragens, um só aconteceu no hoje, outro, quando vier, virá no hoje. Vivamos a cada dia sua própria porção porque na verdade isso é tudo o que temos.
Felizes os que entenderam que o valor das coisas não está no tamanho, na quantidade, na altura ou profundidade, mas nos significados e, esses, somos nós quem damos. Todo o poder é relativo, toda grandeza que se apoia em dimensões é frágil, geralmente o que tem mais valor parece pequeno no primeiro momento.
Felizes os que buscam conhecimento ao invés de poder. Só quando de fato abrirem mão de serem poderosos é que conhecerão o verdadeiro poder. A vida é feita de pequenas coisas e o sentido natural do seu fluxo é de dentro pra fora. Entender e praticar a vida com simplicidade, renovando-se todos os dias, sabendo que crescerei enquanto caminhar.
Ainda que haja tropeços, felizes os que tentam. 


SER BOM NÃO É SINÔNIMO DE SER IDIOTA






OPINIÕES DE CRIANÇAS SOBRE AMOR E CASAMENTO por Paula Romano



É preciso ouvir as crianças.

Às vezes a gente passa muito tempo tentando achar as respostas sobre as mais variadas perguntas e daí chega uma criança e ‘plim’ responde da maneira mais honesta e óbvia possível. Não há como negar, há sabedoria na opinião delas.

Prova disso é esta publicação que fez diferentes perguntas sobre amor e casamento para crianças entre 5 e 10 anos de idade; e as respostas são as mais incríveis possíveis.

Separei as minhas preferidas abaixo, mas você pode ler todas aqui.

O que é exatamente o casamento?

“Casamento é quando você fica com uma garota e não devolve mais ela para os seus pais!” – Eric, 6

Qual a idade apropriada para se casar?

“84 anos! Porque nessa idade, você não precisa mais trabalhar e pode usar todo o seu tempo para amar um ao outro em seu quarto.” – Carolyn, 8

O que a maioria das pessoas fazem em um encontro?

“No primeiro encontro, eles apenas contam mentiras um para o outro e isso é o suficiente para ir ao segundo encontro.” – Martin, 10

É melhor ser solteiro ou casado?

“É melhor para as meninas ser solteiras, mas não para os meninos. Os meninos precisam de alguém para limpá-los!” – Anita, 9

Por que o amor acontece entre duas pessoas em particular?

“Ninguém sabe ao certo por que isso acontece, mas ouvi dizer que tem algo a ver com cheiro… É por isso que perfume e desodorante são tão populares.” – Mae, 9

Como é estar apaixonado?

“É como uma avalanche que você precisa correr para salvar a sua vida.” – John, 9

Sobre a beleza no amor

“Nem sempre é apenas sobre como você aparenta. Olhe para mim. Eu sou bonito e não tenho ninguém para me casar ainda.” – Brian, 7

Opiniões particulares sobre o amor

“O amor vai encontrar você, mesmo que você tente se esconder dele. Eu tento me esconder desde que eu tenho cinco anos, mas as meninas continuam me encontrando.” – Dave, 8

Como fazer o amor durar

“Não esqueça o nome de sua esposa… Isso vai atrapalhar o amor.” – Erin, 8

“Não diga que você ama alguém e, em seguida, mude de ideia… O amor não é como escolher qual filme você quer assistir.” – Dave, 8



terça-feira, 26 de maio de 2015

O DIA EM QUE EU MORRI por Lígia Guerra



Estranho? Nem tanto. Se depois de ler esse texto você achar que ainda está vivo, ótimo!

Caso contrário, é bom repensar se ainda existe algum sopro de vida aí dentro. Vou contar como tudo aconteceu.

A minha primeira parcela de morte aconteceu quando acreditei que existiam vidas mais importantes e preciosas do que a minha. O mais estranho é que eu chamava isso de humildade. Nunca pensei na possibilidade do auto abandono.

Morri mais um pouquinho no dia em que acreditei em vida ideal, estável, segura e confortável. Passei a não saber lidar com as mudanças. Elas me aterrorizavam.

Depois vieram outras mortes. Recordo-me que comecei a perder gotículas de vida diária, desde que passei a consultar os meus medos ao invés do meu coração. Daí em diante comecei a agonizar mais rápido e a ser possuída por uma sucessão de pequenas mortes.

Morri no dia em que meus lábios disseram, não. Enquanto o meu coração gritava, sim! Morri no dia em que abandonei um projeto pela metade por pura falta de disciplina. Morri no dia em que me entreguei à preguiça. No dia em que decidir ser ignorante, bulímica, cruel, egoísta e desumana comigo mesma. Você pensa que não decide essas coisas? Lamento. Decide sim! Sempre que você troca uma vida saudável por vícios, gulodice, sedentarismo, drogas e alienação intelectual, emocional, espiritual, cultural ou financeira, você está fazendo uma escolha entre viver e morrer.

Morri no dia em que decidi ficar em um relacionamento ruim, apenas para não ficar só. Mais tarde percebi que troquei afeto por comodismo e amor por amargura. Morri outra vez, no dia em que abri mão dos meus sonhos por um suposto amor. Confundi relacionamento com posse e ciúme com zelo.

Morri no dia em que acreditei na crítica de pessoas cruéis. A pior delas? Eu mesma. Morri no dia em que me tornei escrava das minhas indecisões. No dia em que prestei mais atenção às minhas rugas do que aos meus sorrisos. Morri no dia que invejei , fofoquei e difamei. Sequer percebi o quanto havia me tornado uma vampira da felicidade alheia. Morri no dia que acreditei que preço era mais importante do que valor. Morri no dia em que me tornei competitiva e fiquei cega para a beleza da singularidade humana.

Morri no dia em que troquei o hoje pelo amanhã. Quer saber o mais estranho? O amanhã não chegou. Ficou vazio… Sem história, música ou cor. Não morri de causas naturais. Fui assassinada todos os dias. As razões desses abandonos foram uma sucessão de desculpas e equívocos. Mas ainda assim foram decisões.

O mais irônico de tudo isso?

As pessoas que vivem bem não tem medo da morte real. As que vivem mal é que padecem desse sofrimento, embora já estejam mortas. 

É dessas que me despeço.
Assinado,
A Coragem




sexta-feira, 22 de maio de 2015

PERSISTÊNCIA x CORAGEM DE MUDAR À DIREÇÃO por Karin Izumi



Todos enfrentamos lutas e desafios, que alguns teimam em chamar de dificuldades. E dai?

Tem muita gente por aí que mal encontra algum obstáculo e logo resolve deixar tudo de lado. Interpretam obstáculo como impedimento. Dessa forma, não perseveram, não insistem, desistem e estão sempre mudando, recomeçando. Não dão chance a si mesmos. Querem resultados imediatos, mal tenham iniciado um investimento.

Para qualquer conquista, temos de saber apreciar os períodos de semeadura, crescimento e amadurecimento para então vir a fase de colheita. Nada dá saltos em lugar algum do Universo. É preciso amadurecer sua visão de mundo e de si mesmo.

A inveja da vitoria alcançada pelo outro faz com que você pense que ele recebeu tudo o que possui de forma privilegiada. Logo, você não consegue ver além daquilo que imagina ocorrer. Acredita que alguns obtém privilégios e não percebe ou simplesmente desconhece quanto tais pessoas silenciosamente lutaram, sem que você soubesse. Do trabalho alheio, você enxerga a melhor parte - o resultado - e pondo a cobiça-lo, adia suas lutas individuais em busca do sucesso e da vitória.

Há ainda outro fato interessante e oposto ao que acabamos de comentar. É que muita gente teimosa, anda insistindo em um caminho que não é o seu. Nesse caso, precisa adquirir coragem de recomeçar, de renovar, de inovar em vez de continuar dando cabeçada nas mesmas situações que a vida provou serem inadequadas. Tem gente que insiste em perder, devido ao medo de recomeçar.

Portanto veja bem. De um lado temos o desafio de continuar e perseverar naquilo que elegemos para nós e de outro lado precisamos ter sensibilidade e bom senso e a coragem para redirecionar nossos projetos pessoais quando se fizer necessário. Parece paradoxal? Parece mesmo, mas a vida é isso. Tentativa real e consistente, e não superficial.




terça-feira, 19 de maio de 2015

NÓS, OS FABRICANTES DE SOLIDÃO publicado em sociedade por Mariana Ribeiro



É um erro acreditar que a experiência de se relacionar superficialmente irá gerar experiência para um relacionamento duradouro. Relacionar-se superficialmente ensina a ser cada dia melhor nisso, enquanto a experiência de fazer durar só se adquire fazendo durar.




Somos tão livres como nunca fomos. Pode-se escolher carreira, viagens, hobbies, pessoas. Acima de tudo pessoas. Pode-se trocar de carreira, de hobbies e de pessoas, o tempo todo. Por que o resultado disso não é maravilhoso? Por que os cidadãos da era tinder são tão solitários? Por que os pregadores do desapego nas redes sociais parecem tão felizes e divertidos por lá e na realidade estão em desespero, viciados em remédios? E de onde foi que eles saíram? 

Estas pessoas são solitárias, não por que não socializem, não saiam com os amigos, não se divirtam. Elas fazem tudo isso e ainda têm um tinder que bomba. Mas não criam laços. Todas essas coisas e pessoas (excetuando um bom amigo ou outro) são efêmeras e desaparecem quando se está doente ou sem dinheiro. Puf! 

O trabalho do sociólogo polonês Zygmunt Bauman nos emprestou as palavras para falarmos desse fenômeno social que estamos vivendo. 

As explicações sobre a atual liquidez de tudo vieram a calhar, para aqueles que têm a coragem de admitir e que têm interesse no que se passa ao nosso redor. Em trabalhos como: “modernidade líquida” e “amor líquido” encontram-se temas chave que nos ajudam a nos situar no caos moderno. Tais como: a perda de espaço e tempo implicados pelo avanço tecnológico, a fragilidade dos laços humanos, a substituição de relações presenciais por on-line e etc.

Mas este artigo não é para falar de Zygmunt e sim para entendermos através do embasamento que seu trabalho nos oferece, como nos tornamos fabricantes de solidão e legitimadores da mesma. 

Quando falo do que “vivemos hoje”, não é por empatia com tempos passados, falo do fenômeno social ocorrido como consequência de avanços tecnológicos e culturais, principalmente a ideologia moderna da “liberdade”. A ideia de ser livre e de poder fazer o que quiser, a desconstrução de valores, que agora são extremamente relativos.

Você começa uma família se quiser e quando quiser, você tem filhos se quiser, você viaja para onde quiser, você não precisa se relacionar com o sexo oposto, você é livre! Estamos todos inseridos na cultura do respeito às diferenças. E tudo isso são avanços inegáveis, mas ainda não estamos no paraíso por quê? 

Todos os nossos avanços vieram acompanhados de evoluções tecnológicas que nos tiraram a noção de espaço e tempo interligados, como disse Bauman: “O tempo se tornou dinheiro depois de se ter tornado uma ferramenta (ou arma?) voltada principalmente a vencer a resistência do espaço: encurtar as distâncias, tornar exequível a superação de obstáculos e limites à ambição humana.” (BAUMAN, Modernidade Líquida, 2001, p.130)

Está dada a largada então, para a conquista de espaço no menor tempo possível e os competidores são, as um dia crianças, ensinadas que podiam ser o que quisessem. E isso é o que importa agora, sucesso financeiro, aquisição de espaço, ambição. Laços de afeto e a espiritualidade são complementos necessários na vida de um cidadão moderno, saudável e bem-sucedido, mas apenas complementos. E é muito bom que todos tenham esses complementos, assim como carimbos no passaporte. E o ideal é que sejam colocados em um futuro seguro e incerto (porque nada é certo), onde não possam afetar suas prioridades de carreira e dinheiro. 

É preciso um espaço só seu para se concentrar nas prioridades, para focar e competir no dia a dia com máxima eficiência. Cria-se uma bolha. 

E de dentro das bolhas do individualismo olha-se para fora, para uma imensidão de possibilidades. As redes sociais disseminam a sensação de que há uma infinidade de pessoas a nossa volta, todas legais e felizes, tentando parecer mais bonitas e mais felizes que outros. Todas postando seus momentos de alegria e sucesso. Cria-se um ideal inalcançável, pois é atualizado o tempo todo nas redes. Então cá no nosso dia a dia como escolher alguém? 

Com uma escolha feita parece-se estar perdendo tanto! Como amar alguém e perder as experiências maravilhosas com as pessoas maravilhosas que lotam o facebook e o instagram? 

Além disso, as pessoas presenciais são humanas e falhas, dão trabalho e nunca correspondem ao ideal disseminado pelas redes. E aí é que são descartadas e trocadas por outras. Sempre na compulsão de tentar de novo, de achar a pessoa certa, que “cabe no sonho”, como disse Cazuza. É muito fácil dizer que não deu certo e se desprender de responsabilidades na tentativa, dizer: “é a vida”. 

E volta-se para casa só e começa-se tudo de novo amanhã. 

Fazemos-nos todos descartáveis e reclamamos quando somos descartados, reclamamos da solidão dentro da bolha. Coloca-se a culpa num mundo louco e insensível, quando nós somos o mundo. E a coisa real que todos compartilhamos no fim das contas é a solidão. Ninguém está realmente lá, todos estão indo e vindo. Bauman explica o fenômeno dos laços frouxos e repetitivos que fazemos:O cidadão de nossa líquida sociedade moderna — e seus atuais sucessores são obrigados a amarrar um ao outro, por iniciativa, habilidades e dedicação próprias, os laços que porventura pretendam usar com o restante da humanidade. Desligados, precisam conectar-se... Nenhuma das conexões que venham a preencher a lacuna deixada pelos vínculos ausentes ou obsoletos tem, contudo, a garantia da permanência. De qualquer modo, eles só precisam ser frouxamente atados, para que possam ser outra vez desfeitos, sem grandes delongas, quando os cenários mudarem — o que, na modernidade líquida, decerto ocorrerá repetidas vezes. (BAUMAN, Amor Líquido, 2004, p.6).

As consequências da liberdade são assustadoras. Ela é um fenômeno que a maioria ambiciona entender, uma fonte de prazeres e dores de que ninguém abre mão. Talvez todos pensem entender a liberdade, pois têm um conceito individual da mesma, mas ela está acima das ideias. 

A liberdade é acima de tudo ambígua. Zygmunt diz que nenhuma sociedade conseguiu ainda o equilíbrio entre segurança e liberdade, se estamos seguros somos escravos e se estamos livres, não temos segurança. Estamos mais para o segundo caso, somos livres, mas temos tudo líquido a nossa volta, nada seguro. 

E quem vai ter a coragem de construir um relacionamento seguro abrindo mão da sua liberdade pessoal? Esta pseudo-liberdade de fazer tantas coisas que não darão frutos e que oferece momentos de inserção na ideia atual de felicidade. 

E ainda, quem serão os mais que corajosos a investir em algo sólido, com laços afetivos, confiança, lealdade e durabilidade, com dores e prazeres a longo prazo, quando o resto do mundo irá considerá-los fora de moda e sem ambição? 

Talvez, por isso, é que nem mesmo pessoas totalmente conscientes dessa realidade conseguem criar laços duradouros, afinal, é suicídio social ser fora de moda e sem ambição. 

E como diz Bauman: “Sem humildade e coragem não há amor. Essas duas qualidades são exigidas, em escalas enormes e contínuas, quando se ingressa numa terra inexplorada e não-mapeada. E é a esse território que o amor conduz ao se instalar entre dois ou mais seres humanos.” (BAUMAN, Amor líquido, 2004, p.12).

Como já foi dito, os planos de formar família ou mesmo um relacionamento duradouro são colocados num futuro incerto e distante, “vou querer quietar um dia”, ouve-se muito isso. As pessoas acreditam estar aprendendo com suas experiências de amores líquidos, ficadas e rolos, para um dia aplicar a um relacionamento que já vem sendo idealizado, mais inalcançável depois de cada experiência, obtida com pessoas defeituosas, de forma que se exige mais e mais daquela que seria a certa. 

É um erro acreditar que a experiência de se relacionar superficialmente irá gerar experiência para um relacionamento duradouro. Relacionar-se superficialmente ensina a ser cada dia melhor nisso, enquanto a experiência de fazer durar só se adquire fazendo durar. Sobre isso Bauman diz:Essa é, contudo, outra ilusão... O conhecimento que se amplia juntamente com a série de eventos amorosos é o conhecimento do “amor” como episódios intensos, curtos e impactantes, desencadeados pela consciência a priori de sua própria fragilidade e curta duração. As habilidades assim adquiridas são as de “terminar rapidamente e começar do início” [...] Guiado pela compulsão de tentar novamente, e obcecado em evitar que cada sucessiva tentativa do presente pudesse atrapalhar uma outra no futuro... (BAUMAN, Amor Líquido, 2004, p.11). 

Toda essa cultura e essa vivência de correr atrás do vento fabricam solidão e não daquele tipo que se precisa de vez em quando, mas de um tipo disfarçado e disseminado, que está nas nossas músicas e filmes, está nas redes e na moda, está no estilo de vida e tem corroído por dentro a fé da humanidade na humanidade. 

Quem não viu o primeiro episódio do famoso seriado Americano, Sex And The City, baseado no livro de Candace Bushnell? A narração de Carrie Bradshaw que abre o seriado:

Bem-vinda à época da não-inocência [...] Autopreservação e fazer bons negócios são mais importantes. O cupido voou do pedaço. Como diabos viemos parar nessa bagunça? Há milhares de mulheres nessa situação, todos as conhecemos e concordamos que são ótimas. Elas viajam, pagam impostos, pagam 400US$ em um par de sandálias Manolo Blahnik e são solitárias.
Quem não viu o filme Her, e acompanhou a maneira fácil e a gradual com que o personagem Theodore se apaixona por um programa de inteligência artificial, chamado Samantha, criado para ajudar usuários a se organizarem em suas vidas online? A ex-esposa de Theodore diz a ele:

É o que você sempre quis. Ter uma esposa sem o desafio de ter que lidar com algo real.

Se quisermos alterar essa realidade, será preciso parar a corrida em diversos momentos e olhar para o outro, desobrigando-o de ser fantástico, pois ele não é um filme ou seriado, é um ser humano. E o outro ser humano é o único que pode corresponder com a companhia que nós, por natureza, necessitamos.

Desculpe, também não é seu cachorro!



Fonte: http://obviousmag.org/inquietudes/2015/05/nos-os-fabricantes-de-solidao.html