terça-feira, 23 de julho de 2013

A NOTA DE R$ 100,00 - texto fantástico que ensina muito!!!

É fantástico a lição que o texto nos ensina! 
Vale a pena ler e refletir... 
Será que temos dado o devido valor as pessoas 
(aquelas realmente valem a pena e merecem)?
Porque têm pessoas e pessoas - infelizmente. 
Fica a dica!

Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas, segurando uma nota de R$ 100,00.

Ele perguntou:

“Quem de vocês quer esta nota de R$ 100,00?”

Todos ergueram a mão...

Então ele disse:

“Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas primeiro, deixem-me fazer isto...” Então, ele amassou totalmente a nota.
E perguntou outra vez: “Quem ainda quer esta nota?”

As mãos continuavam erguidas. E continuou: “E se eu fizer isso...” Deixou a nota cair no chão, começou a pisá-la e esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora já imunda e amassada e perguntou: “E agora?” “Quem ainda vai querer esta nota de R$ 100,00?” Todas as mãos voltaram a se erguer. O palestrante voltou-se para a platéia e disse que lhes explicaria o seguinte: “Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês continuaram a querer esta nota, porque ela não perde o valor.

Esta situação também acontece conosco. Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância. Mas não importa, jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa! Nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas pelo que fizemos e sabemos.”

Agora, reflita bem e procure em sua memória:
Nomeie as 5 pessoas mais ricas do mundo.
Nomeie as 5 últimas vencedoras do concurso de Miss Universo.
Nomeie 10 vencedores do prêmio Nobel.
Nomeie os 5 últimos vencedores do prêmio Oscar, como melhores atores ou atrizes.

Como vai? Mal, né? Difícil de lembrar? Não se preocupe. Ninguém de nós se lembra dos melhores de ontem.

Os aplausos vão-se embora. Os troféus ficam cheios de pó. Os vencedores são esquecidos.

Agora faça o seguinte:
Nomeie 3 professores que te ajudaram na tua verdadeira formação.
Nomeie 3 amigos que já te ajudaram nos momentos difíceis.
Pense em algumas pessoas que te fizeram sentir alguém especial.
Nomeie 5 pessoas com quem transcorres o teu tempo.
Como vai? Melhor, não é verdade?

As pessoas que marcam a nossa vida não são as que têm as melhores credenciais, com mais dinheiro, ou os melhores prêmios.
São aquelas que se preocupam conosco, que cuidam de nós, aquelas que, de algum modo, estão ao nosso lado.

Reflita. Se achar válida, compartilhe essa ideia...
Roberta Carrilho


MORRE DOMINGUINHOS - A CULTURA BRASILEIRA ESTÁ DE LUTO





Biografia[editar]

José Domingos de Moraes nasceu no interior de Pernambuco, na cidade de Garanhuns, em 12 de fevereiro de 1941. Oriundo de família humilde, seu pai, mestre Chicão, era um conhecido sanfoneiro e afinador de sanfonas. Dominguinhos interessou-se por música desde cedo, começando a aprender sanfona com seis anos de idade, quando ganhou um pequeno acordeão de oito baixos e chegou a se apresentar em feiras livres e portas de hotéis em troca de algum dinheiro junto com seus dois irmãos, com quem formava o trio Os Três Pinguins. Praticava o instrumento por horas a fio, e logo tornou-se proficiente nas sanfonas de 48, 80 e 120 baixos, e acabou por tornar-se músico profissional ainda garoto.
Em 1950, aos nove anos de idade, conheceu Luiz Gonzaga quando tocava na porta do hotel em que este estava hospedado. Luiz Gonzaga se impressionou com a desenvoltura do menino e o convidou a ir ao Rio de Janeiro. Dominguinhos o fez em 1954, então com treze anos de idade, acompanhado do pai e dos dois irmãos, indo morar em Nilópolis. Ao encontrar-se com Luiz Gonzaga no Rio, este deu-lhe de presente uma sanfona e o integrou à sua equipe de músicos, e Dominguinhos passou a fazer shows pelo Brasil e participar de gravações.
Sua reputação como músico e arranjador cresceu e ele aproximou-se de músicos do movimento bossa nova. Fez trabalhos junto a inúmeros músicos de renome, como Gilberto GilMaria BethâniaElba Ramalho e Toquinho, e eventualmente acabou por consolidar uma carreira musical própria, englobando gêneros musicais diversos como bossa novajazz e pop.1 2

Problemas de saúde[editar]

No fim de 2012, Dominguinhos teve problemas relacionados à arritmia cardíaca e infecção respiratória e foi internado no Recife, sendo posteriormente transferido para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. Os médicos informaram que o cantor não deverá mais retornar do coma em que se encontra.3 4
Apesar das declarações feitas por seu filho, Dominguinhos está minimamente consciente e apresenta leve quadro de melhora. 5
Em 13 de julho, o cantor deixou a UTI, mas ainda permaneceu internado, com quadro considerado estável.6

Falecimento[editar]

Dominguinhos estava internado no hospital Sírio Libanês em São Paulo e morreu às 17:50h do dia 23 de julho de 2013 (72 anosapós sofrer complicações infecciosas e cardíacas. O músico faleceu após perder uma batalha que durou 6 anos contra um câncer de pulmão 7 .

Prêmios[editar]

Em 2002, Dominguinhos foi vencedor do Grammy Latino com o CD Chegando de Mansinho.
Após cinco anos sem lançar um trabalho solo, Dominguinhos voltou em 2006 a gravar pela Eldorado na qual Conterrâneos 2006, agraciado no Prêmio TIM (2007) na categoria Melhor Cantor Regional.
Em 2007, Dominguinhos, concorreu ao 8º Grammy Latino com mesmo álbum na categoria melhor disco regional.
Em 2008, Dominguinhos foi o grande homenageado do Prêmio Tim de Música Brasileira.
Em 2010, foi o vencedor do Prêmio Shell de Música 2010.8

Discografia[editar]

  • 1964 – Fim de Festa
  • 1965 – Cheinho de Molho
  • 1966 – 13 de Dezembro
  • 1973 – Lamento de Caboclo
  • 1973 – Tudo Azul
  • 1973 – Festa no Sertão
  • 1974 – Dominguinhos e Seu Acordeon
  • 1975 – Forró de Dominguinhos
  • 1976 – Domingo, Menino Dominguinhos
  • 1977 – Oi, Lá Vou Eu
  • 1978 – Oxente Dominguinhos
  • 1979 – Após Tá Certo
  • 1980 – Quem me Levará Sou Eu
  • 1981 – Querubim
  • 1982 – A Maravilhosa Música Brasileira
  • 1982 – Simplicidade
  • 1982 – Dominguinhos e Sua Sanfona
  • 1983 – Festejo e Alegria
  • 1985 – Isso Aqui Tá Bom Demais
  • 1986 – Gostoso Demais
  • 1987 – Seu Domingos
  • 1988 – É Isso Aí! Simples Como a Vida
  • 1989 – Veredas Nordestinas
  • 1990 – Aqui Tá Ficando Bom
  • 1991 – Dominguinhos É Brasil
  • 1992 – Garanhuns
  • 1993 – O Trinado do Trovão
  • 1994 – Choro Chorado
  • 1994 – Nas Quebradas do Sertão
  • 1995 – Dominguinhos É Tradição
  • 1996 – Pé de Poeira
  • 1997 – Dominguinhos & Convidados Cantam Luiz Gonzaga
  • 1998 – Nas Costas do Brasil
  • 1999 – Você Vai Ver o Que É Bom
  • 2001 – Dominguinhos Ao Vivo
  • 2001 – Lembrando de Você
  • 2002 – Chegando de Mansinho
  • 2004 – Cada um Belisca um Pouco (com Sivuca eOswaldinho do AcordeonBiscoito Fino)
  • 2005 – Elba Ramalho & Dominguinhos
  • 2006 – Conterrâneos
  • 2007 – Canteiro (participação especial no CD de Margareth Darezzo)
  • 2008 – Yamandu + Dominguinhos

UM FODA-SE BEM DADO EQUIVALE A 10 ANOS DE TERAPIA





Adorei isto! É ótimo!
Eu já dei uns 'FODA-SE' para algumas pessoas ou situações - risos
e confesso faz um bem danado à alma. E como!!!
Roberta Carrilho




domingo, 21 de julho de 2013

ADORO RETICÊNCIAS...





Adoro reticências... Aqueles três pontinhos intermitentes que insistem em dizer que nada está fechado, que nada acabou, que algo sempre está por vir! A vida se faz assim! Nada pronto, nada definido. Tudo sempre em construção. Tudo ainda por se dizer... Nascendo... Brotando... Sublimando... Vivo assim... Numa eterna reticência... Para que colocar ponto final? O que seria de nós sem a experiência de continuação?




... por isso que eu me identifico tanto com 'Carlos Drummond de Andrade' e 'Fernando Pessoa' ... eles também não gostam do terminado, definido, eles e suas obras são sempre movimentos...



OS PSICOPATAS NO MERCADO DE TRABALHO - Tiago Cordeiro (Revista Veja)


Eu penso que deva ser esse fenômeno que têm feito tantas pessoas infelizes nos empregos. Para as empresas é bom, aliás é excelente para os lucros, mas para nós seres humanos é muito sofrível esta convivência com isso ou com essas pessoas no dia-a-dia. É uma tortura! É muito ruim. Que Deus tenha misericórdia de mim (ou de nós reles mortais e 'normais') que nos livre dessa convivência nociva a alma. Eu já tive minha quota de sofrimento em conviver com um tipo assim na minha vida. Não gosto nem de lembrar... me dá uma dor na altura do estômago. Tenho náuseas quando lembro ou comento aqui. Mas é preciso registrar para as minhas filhas saberem de mim e também para limpar este tumor. Só cura quem fala do que faz mal no íntimo. É um tumor maligno! Minha psicóloga (Dra. Cláudia Rabello - excelente diga-se de passagem. Faz 2 anos que estamos limpando um 'bocado' de coisas...). Ela acha que só se cura quando coloca para fora e com isso trabalhamos essas lembranças odiosas. Enfim... Quero distância de pessoas assim... Eu DETESTO profundamente pessoas com este perfil psicopático. Eu só quero pessoas leves, amorosas, fraternas e cheias transbordantes de empatia.
Roberta Carrilho


Em novo livro, psiquiatra britânico defende que, em doses moderadas, características como audácia, agressividade e capacidade de convencimento são úteis no ambiente de trabalho


Segundo o psiquiatra britânico Kevin Dutton, audácia, capacidade de persuasão, falta de empatia e coragem para assumir riscos — típicas da psicopatia — são características de líderes políticos e religiosos (Thinkstock).

Os transtornos mentais se manifestam em graus variados. Nem todo psicopata é um assassino implacável. Algumas pessoas conseguem até tirar proveito das formas mais brandas deste distúrbio para se dar bem no mercado de trabalho — e não representam nenhuma ameaça à sociedade. A tese é do psicólogo britânico Kevin Dutton, professor da Universidade de Oxford, que acaba de publicar o livro The Wisdom of Pshychopaths (A Sabedoria dos psicopatas, sem versão em português). “Todos temos algumas das características dos psicopatas. O que determina o transtorno são os diferentes graus e a forma como cada uma dessas características se combinam”, diz.

A gradação da psicopatia

Transtornos mentais são diagnosticados com base em exames clínicos e questionários padronizados. Normalmente, admitem gradações. No caso da psicopatia, a pontuação vai de 0 a 40, segundo o teste de referência. O exame é feito com base em questões comportamentais, que sondam, por exemplo, se o paciente maltrata animais, que tipo de relacionamento ele consegue manter e até se costumava fugir da escola. De acordo com Daniel Martins de Barros, psiquiatra coordenador do Núcleo Forense do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, a psicopatia é tecnicamente diagnosticada nos casos em que a pontuação é maior do que 30. “Há, no entanto, gradientes, com notas perto dos 30. Essas pessoas têm graus maiores de frieza e indiferença, por exemplo, mas não são psicopatas formalmente diagnosticadas.” Segundo o psiquiatra, não há tratamento comprovado para a psicopatia — em alguns casos, a terapia pode até piorar o quadro. O mais eficaz, portanto, é transmitir ao paciente a clara percepção de que seus atos serão punidos.

A psicopatia, ou o transtorno de personalidade antissocial, está descrita no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), referência da psiquiatria. A condição tem como característica principal um "padrão global de desrespeito e violação dos direitos alheios". De acordo com o DSM, as características centrais da personalidade de um psicopata são falta de empatia, tendência à insensibilidade, desprezo pelos sentimentos das outras pessoas, irresponsabilidade, irritabilidade e agressividade.

Segundo Dutton, no entanto, em doses pequenas, algumas dessas características não são um perigo concreto à sociedade. Elas podem até favorecer a ascensão profissional. “Todo executivo tem que promover cortes de funcionários em algum ponto da vida. A falta de empatia é importante nestes casos”, diz. A diferença entre os assassinos — como o personagem Dexter, protagonista da série homônima — e os empresários é que, em um serial killer, o traquejo social é menor, e a capacidade de se comportar de forma agressiva, bem maior. “Mas nem todo psicopata é violento.” 

Características de psicopatas que podem ajudar no trabalho:

Firmeza

O psicólogo nova-iorquino Paul Babiak, autor do livro Snakes in Suits (Cobras de terno, sem tradução para o português), entrevistou 203 executivos de alto escalão em sete empresas americanas em 2010. Concluiu que 3,9% deles podiam ser diagnosticados como psicopatas — quase quatro vezes mais do que a média mundial, de 1 psicopata para cada 100 pessoas. “As empresas valorizam este tipo de perfil, em grande parte, por causa da postura assertiva, agressiva e extremamente autoconfiante destes profissionais”, diz. Kevin Dutton, autor de The Wisdom of Pshychopaths, reforça: “Em qualquer reunião de negócios, a capacidade de questionar quem discorda das suas ideias é fundamental. Ajuda a emplacar projetos que beneficiam você”. A mesma atitude pode ajudar na hora de pedir um aumento.

Charme

Carisma e simpatia ajudam a conquistar a confiança dos colegas e dos chefes e, no limite, fazem com que um grupo inteiro realize seus desejos de livre e espontânea vontade. “Fala-se muito que os psicopatas não têm empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar dos outros”, diz Kevin Dutton. “Nos últimos anos, descobrimos também que eles têm outra característica: a de fingir empatia melhor do que a média das pessoas”. Psicopatas são especialistas em ler as fraquezas dos outros e explorar isso a seu favor. Seu charme é superficial, mas muito eficaz. Quando a pessoa percebe que não pode confiar tanto assim naquele colega, já é tarde demais: ele já foi promovido. Ou, no caso de um político, já foi eleito.

Determinação

Kevin Dutton aponta uma característica comum a psicopatas e monges budistas: a capacidade de abstrair pensamentos sobre o passado ou o futuro e focar apenas no presente. Quando o foco está bem definido, é mais fácil encontrar soluções para problemas da empresa, sem sofrer excessivamente com o estresse que a dúvida gera. “Quem analisa diferentes alternativas e não consegue se decidir fica paralisado”, diz Dutton. A desvantagem de trabalhar com um colega com características de psicopata é que ele vai apostar todas as fichas na solução que encontrar: um dos problemas de ser assertivo e determinado o tempo todo é que a pessoa vai insistir até o fim na solução que apresentou. Se ela der errado, vai encontrar uma forma de colocar a culpa em algum outro colega.


Audácia

A audácia pode ajudar um bombeiro a entrar em um edifício em chamas ou um piloto a fazer uma curva em velocidade mais alta do que o recomendável. Dentro de uma companhia, ela é útil para encontrar a coragem necessária para tomar atitudes ousadas, que outras pessoas, por medo, não colocariam em prática. “A capacidade de agir sob pressão intensa é uma qualidade importante no mundo empresarial”, afirma o psiquiatra americano Ronald Schouten, professor da Escola de Medicina da Universidade Harvard. Por outro lado, muitas vezes estas iniciativas não levam em conta dilemas éticos ou morais, para os quais os psicopatas dão quase nenhuma atenção. No limite, esta atitude pode levar a atitudes irresponsáveis ou até mesmo ilegais. De acordo com um levantamento de 2009 da consultoria PriceWaterhouseCoopers, um terço das empresas do mundo sofre fraudes, com perda média de 1,2 milhão de dólar anual.

Senso de urgência

A falta de empatia ajuda uma pessoa a não levar desentendimentos profissionais para o plano pessoal, o que facilita o trabalho em equipe. “Até certo ponto, isso ajuda a unir pessoas em torno de soluções imediatas para problemas urgentes. Este tipo de capacidade é importante para gerentes”, diz Kevin Dutton. Um profissional assim assertivo não se assusta com cara feia, não admite má vontade e, se toma uma decisão incorreta, não perde muito tempo se lamentando. O problema é que o mesmo pacote de qualidades pode gestar profissionais autoritários, egocêntricos e cruéis. “Se você perceber que seu chefe tem características psicopatas em excesso, a melhor coisa a fazer é não bater de frente com ele e, na primeira oportunidade, mudar de departamento ou de emprego”, recomenda Ronald Schouten.

Carreira — E Dutton não está sozinho. Estudos anteriores já haviam identificado características da psicopatia em executivos. Um dos mais importantes foi publicado em 2005. As psicólogas forenses Belinda Board e Katarina Fritzon, pesquisadoras da Universidade Surrey, na Inglaterra, entrevistaram executivos de alto escalão e aplicaram a eles testes de personalidade. Depois, compararam os resultados com os perfis de um grupo de detentos do hospital psiquiátrico de segurança máxima Broadmoor, também na Inglaterra.

Resultado: as pesquisadoras descobriram que os executivos compartilham, em graus moderados, de três desordens de personalidade comuns entre psicopatas: os comportamentos obsessivo-compulsivos (que levam ao perfeccionismo e a atitudes autoritárias), os transtornos de personalidade histriônica (caracterizados pela necessidade de manipular os outros para chamar a atenção para si) e o narcisismo (marcado pela preocupação em ser bem visto pelos outros e pela despreocupação com o bem-estar alheio). É o que explica alguns traços em comum, como o egocentrismo, a capacidade de manipular e explorar os outros, o perfeccionismo, o autoritarismo e a insinceridade.

No entanto, o que normalmente se toma por um defeito de personalidade pode ser um vantagem no ambiente de trabalho. “A audácia, a capacidade de persuasão, a falta de empatia e a coragem para assumir riscos são características dos líderes políticos e religiosos, cirurgiões, generais, bombeiros, policiais, jogadores de pôquer, astronautas, pilotos de Fórmula 1 e operadores das bolsas de valores”, diz Dutton, ressalvando que a psicopatia, como qualquer transtorno psíquico, demanda atenção: em formas mais intensas, faz mal para os familiares, amigos, colegas de trabalho e para a própria pessoa. “A vida não se resume a uma série de ações egoístas bem sucedidas. Construir uma gama de relacionamentos saudáveis é fundamental”, diz o psicólogo.







MUDANÇA - Clarice Lispector


Tenho tantas afinidades nos sentimentos com Clarice Lispector, Martha Medeiros, Lya Luft ... 
Eu as admiro tanto... tanto e adoro ler seus textos, crônicas, romances, contos, poesias... 


Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.

Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura.

Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias. 

Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações. 

Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes. Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.

Mude. Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. 

Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!

Clarice Lispector


sábado, 20 de julho de 2013

A SOLIDÃO AMIGA - Rubem Alves



A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, "parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis". A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: "Como se comporta a Sua Solidão?" Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: "Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você." Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

Como é que a sua solidão se comporta? Ou, talvez, dando um giro na pergunta: Como você se comporta com a sua solidão? O que é que você está fazendo com a sua solidão? Quando você a lamenta, você está dizendo que gostaria de se livrar dela, que ela é um sofrimento, uma doença, uma inimiga... Aprenda isso: as coisas são os nomes que lhe damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga. Mas será possível chamá-la de amiga? Drummond acha que sim: "Por muito tempo achei que a ausência é falta./ E lastimava, ignorante, a falta./ Hoje não a lastimo./ Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim./ E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,/ que rio e danço e invento exclamações alegres,/ porque a ausência, essa ausência assimilada,/ ninguém a rouba mais de mim.!"

Nietzsche também tinha a solidão como sua companheira. Sozinho, doente, tinha enxaquecas terríveis que duravam três dias e o deixavam cego. Ele tirava suas alegrias de longas caminhadas pelas montanhas, da música e de uns poucos livros que ele amava. Eis aí três companheiras maravilhosas! Vejo, frequentemente, pessoas que caminham por razões da saúde. Incapazes de caminhar sozinhas, vão aos pares, aos bandos. E vão falando, falando, sem ver o mundo maravilhoso que as cerca. Falam porque não suportariam caminhar sozinhas. E, por isso mesmo, perdem a maior alegria das caminhadas, que é a alegria de estar em comunhão com a natureza. Elas não vêem as árvores, nem as flores, nem as nuvens e nem sentem o vento. Que troca infeliz! Trocam as vozes do silêncio pelo falatório vulgar. Se estivessem a sós com a natureza, em silêncio, sua solidão tornaria possível que elas ouvissem o que a natureza tem a dizer. O estar juntos não quer dizer comunhão. O estar juntos, frequentemente, é uma forma terrível de solidão, um artifício para evitar o contato conosco mesmos. Sartre chegou ao ponto de dizer que "o inferno é o outro." Sobre isso, quem sabe, conversaremos outro dia... Mas, voltando a Nietzsche, eis o que ele escreveu sobre a sua solidão:

"Ó solidão! Solidão, meu lar!... Tua voz - ela me fala com ternura e felicidade!

Não discutimos, não queixamos e muitas vezes caminhamos juntos através de portas abertas.

Pois onde quer que estás, ali as coisas são abertas e luminosas. E até mesmo as horas caminham com pés saltitantes.

Ali as palavras e os tempos/poemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim a falar."

E o Vinícius? Você se lembra do seu poema O operário em construção? Vivia o operário em meio a muita gente, trabalhando, falando. E enquanto ele trabalhava e falava ele nada via, nada compreendia. Mas aconteceu que, "certo dia, à mesa, ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção ao constatar assombrado que tudo naquela casa - garrafa, prato, facão - era ele que os fazia, ele, um humilde operário, um operário em construção (...) Ah! Homens de pensamento, não sabereis nunca o quando aquele humilde operário soube naquele momento! Naquela casa vazia que ele mesmo levantara, um mundo novo nascia de que nem sequer suspeitava. O operário emocionado olhou sua própria mão, sua rude mão de operário, e olhando bem para ela teve um segundo a impressão de que não havia no mundo coisa que fosse mais bela. Foi dentro da compreensão desse instante solitário que, tal sua construção, cresceu também o operário. (...) E o operário adquiriu uma nova dimensão: a dimensão da poesia."

Rainer Maria Rilke, um dos poetas mais solitários e densos que conheço, disse o seguinte: "As obras de arte são de uma solidão infinita." É na solidão que elas são geradas. Foi na casa vazia, num momento solitário, que o operário viu o mundo pela primeira vez e se transformou em poeta.

E me lembro também de Cecília Meireles, tão lindamente descrita por Drummond:

"...Não me parecia criatura inquestionavelmente real; e por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Distância, exílio e viagem transpareciam no seu sorriso benevolente? Por onde erraria a verdadeira Cecília..."

Sim, lá estava ela delicadamente entre os outros, participando de um jogo de relações gregárias que a delicadeza a obrigava a jogar. Mas a verdadeira Cecília estava longe, muito longe, num lugar onde ela estava irremediavelmente sozinha.

O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kiekeggard, um solitário que me faz companhia até hoje, observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca fui convidado a ir à casa de qualquer um deles. Nunca convidei nenhum deles a ir à minha casa. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. E nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam. E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão...

A sua infelicidade com a solidão: não se deriva ela, em parte, das comparações? Você compara a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasiada ) dos outros, em celebrações cheias de risos... Essa comparação é destrutiva porque nasce da inveja. Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. Dói uma dor da qual pode nascer a beleza. Mas não sofra a dor da comparação. Ela não é verdadeira.

Mas essa conversa não acabou: vou falar depois sobre os companheiros que fazem minha solidão feliz.

Rubem Alves



sexta-feira, 19 de julho de 2013

RECADASTRAMENTO BIOMÉTRICO DA JUSTIÇA ELEITORAL EM DIVINÓPOLIS

ATENÇÃO!!!
 DIVINOPOLITANOS E REGIÃO....

O RECADASTRAMENTO BIOMÉTRICO 
É MUITO IMPORTANTE!!!

Quem não fizer o seu recadastramento terá seu título cancelado e não poderá fazer financiamento de casa própria, matricular-se ou renovar matrícula em escolas, faculdades ou universidades públicas ou fiscalizadas pelo governo, obter passaporte ou CPF, receber salários de função ou emprego público, ser nomeado em concurso público, praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda, obter certidão de quitação eleitoral ou qualquer documento perante repartição diplomática, dentre outros, então vamos fazer o recadastramento o mais rápido possível, eu já fiz o meu e você?




quinta-feira, 18 de julho de 2013

QUANDO NÃO DEFENDEMOS NOSSOS DIREITOS, PERDEMOS A DIGNIDADE E A DIGNIDADE NÃO SE NEGOCIA



Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila: 

- Qual é o seu nome? 
- Chamo-me Nelson, Senhor. 

- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor. 

Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. 

Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada. 

- Agora sim! - vamos começar . 

- Para que servem as leis? Perguntou o professor - Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta: 

- Para que haja uma ordem em nossa sociedade. 
- Não! - respondia o professor. 
- Para cumpri-las. 
- Não! 
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos. 
- Não!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?! 
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota. 
- Até que enfim! É isso, para que haja justiça. 

E agora, para que serve a justiça? 

Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. Porém, seguíamos respondendo: 
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor . 
- Para diferençar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...

- Ok, não está mal porém respondam a esta pergunta: 

"Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?"

Todos ficaram calados, ninguém respondia. 

- Quero uma resposta decidida e unânime! 
- Não! - responderam todos a uma só voz. 
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça? 
- Sim!
- E por que ninguém fez nada a respeito? 

Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos!!! Não voltem a ficar calados, nunca mais! Vá buscar o Nelson - Disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.

Aprenda: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.



QUALQUER AMOR JÁ É UM POUQUINHO DE SAÚDE


Adorei!!!!! 
Ei eu tô precisando e você aí? 
Risos...

Roberta Carrilho




NANDO REIS E OS INFERNAIS - SHOW COMPLETO ( LUAU MTV )

Bom dia todos e mundo!!!!


Eu começo o dia com o melhor show que eu assisto e assisto novamente umas 100 vezes e nunca me canso. Eu amo as composições de NANDO REIS. É um poeta!! É um ser humano incrivelmente sensível. Este show é completo e só ele mesmo para fazê-lo neste cenário maravilhoso em uma praia da linda e amada Rio de Janeiro. 

Ainda irei morar lá. É meu desejo acabar esta existência por lá junto das minhas filhas e de um amor se puder - risos!


Falando em filhas, este mês de julho é mês de bênçãos! Então eu dedico este post que tanto gosto (Nando Reis) a minha amada filha Maria Eduarda Carrilho que nasceu e fez toda diferença na minha vida (entre as coisas mais lindas que eu conheci; só reconheci suas cores belas quando eu te vi; entre as coisas bem-vindas que já recebi; ... e as coisas lindas são mais lindas quando você está; onde você está; porque você está onde você está; hoje você está  nas coisas mais lindas). No dia 27 fará 11 anos de idade e eu deixo registrado neste blog para o futuro que você é muito importante para mim filha. Eu a amo tanto! 

Obrigada por existir e ser minha filha.
mamãe






SABEDORIA E TOLERÂNCIA NÃO SE APRENDEM NOS BANCOS DE UMA ESCOLA, MAS NO TRAÇADO DA EXISTÊNCIA - Augusto Cury







É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar, é preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo e melindres sem sentido.



Sabedoria e tolerância não se aprendem nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência.



Ninguém é digno de maturidade se não usar suas incoerências para produzi-la.

Todo ser humano passa por turbulências na vida. Para alguns falta o pão na mesa; a outros a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver, outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.


Os milionários quiseram comprar a felicidade com seu dinheiro, os políticos quiseram conquistá-la com seu poder, as celebridades quiseram seduzi-la com sua fama, mas ela não se deixou achar. Balbuciando aos ouvidos de todos, disse: “...Eu me escondo nas coisas simples e anônimas...”.

Todos fecham os seus olhos quando morrem, mas nem todos enxergam quando estão vivos.

Augusto Cury 
"Código da Inteligência"





Este fragmento do livro do Augusto Cury dedico àquelas pessoas pseudo-inteligentes, mas na verdade são um mar de orgulho, egoísmo, egocentrismo, déspotas, etc. Pessoas que têm tudo para serem: 'gente boa', agradável, bacanas, solidárias, fraternas mas insistem em ser o que são. 

Só lamento! 
Abraços fraternos e desejo melhoras íntimas ...
Roberta Carrilho 




É PRECISO ACREDITAR NA FELICIDADE....


Não importa onde eu estou, de onde eu venho, mas onde eu quero e vou chegar.

Hoje você pode estar lá encima, mas se distrair pode cair rápido e feio. O que vai determinar o seu futuro é o seu sonho. É saber colocá-lo em prática.

Ajude as pessoas a serem felizes. Mais importante do que ter dinheiro é ter amigos. Quando a tua vitória significa a vitória dos outros, eles vão te aplaudir no sucesso.

Não tenha piedade de si mesmo. 
Envolva-se, arrisque-se.
Você está onde merece.
Perdedor: reclama, dá desculpa e acusa. 
Vencedor: decide, planeja e realiza.

Na hora da morte 90 % estão arrependidos da maneira como viveram. Três coisas que as pessoas se arrependem diante da morte:

· Não ter amado muito aquela pessoa que só você sabe quem é 
· Não ter curtido os filhos
· Não ter ido à busca de seus sonhos

A vida não engana ninguém.A felicidade é formada por coisas simples: amigos, amor, família, lealdade, respeito e dignidade.

Blog Femme Digitale


quarta-feira, 17 de julho de 2013

UMBRAL NÃO É INFERNO ESPÍRITA - Psicografia de Alamar Régis por Ari Rangel (Revista Espiritismo & Ciência)



Várias linhas espirituais falam sobre um lugar de trevas, para onde criaturas que desencarnam em situação de muita dor, ódio, suicídio, etc. acabam indo. Como e quando surgiu a palavra Umbral no espiritismo?

Amplamente usada por André Luiz através da psicografia de Chico Xavier, hoje faz parte da linguagem espírita para definir zonas de dor e sofrimento. Definida nos dicionários (Aurélio) como: “Limiar da Entrada”, este sempre existiu como conseqüência natural da mente humana. Na obra Nosso Lar encontramos, nas palavras de Lísias: “O Umbral começa na crosta terrestre. É a zona obscura de quantos no mundo não se resolveram atravessar as portas dos deveres sagrados a fim de cumpri-los, demorando-se no vale da indecisão ou no pântano de erros numerosos”.

Via de regra, até quanto tempo uma alma pode passar no Umbral? Em que circunstâncias a alma pode ser resgatada e ir para uma dimensão mais elevada?
O tempo que sua consciência determinar. A partir de seu despertar para as verdades eternas. Um espelho sujo não pode refletir a luz.

O Umbral também possui vários planos de existência?
No Livro dos Espíritos, as questões 101 a 106 e seguintes, tratam bem do assunto, explicando-nos as diferentes categorias de espíritos. Portanto, os agrupamentos são determinados pelas afinidades vibratórias formando núcleos pela concentração de tendências e desejos gerais. Compreendemos que cada criatura vive daquilo que cultiva em qualquer dos planos da vida.

No livro Memórias de um Suicida nós temos um relato no mínimo tétrico dessa região e dos espíritos que ali habitam. Alguns videntes dizem que quem ali se encontra, muitas vezes não consegue enxergar espíritos consoladores, de tão densos que são os seus corpos etéricos. O senhor poderia nos falar um pouco sobre isso?
Allan Kardec, no Livro dos Espíritos, capítulo Ensino Teórico das Sensações dos Espíritos, questão 257, cita: “Não possuindo órgãos sensitivos, eles podem, livremente, tornar ativas ou nulas suas percepções". Uma só coisa são obrigados a ouvir: os conselhos dos Espíritos bons. A vista, essa é sempre ativa; mas eles podem fazer-se invisíveis uns aos outros. Conforme a categoria que ocupem podem ocultar-se dos que lhes são inferiores, porém não dos que lhes são superiores.

Muitos dizem que o Umbral é o pensamento global dos sofredores plasmado no éter próximo à crosta da Terra. Isso é verdade?
Manoel Philomeno de Miranda, através da mediunidade de Divaldo, em Nas Fronteiras da Loucura, assim o descreve: “Composta de elementos que me escapavam, eram e são, no entanto, vitalizadas pelas sucessivas ondas mentais dos habitantes do planeta, que de alguma forma sofrem-lhe a condensação perniciosa”.

Existem espíritos além de qualquer possibilidade de resgate? É possível um espírito, de tão maligno, ter sua centelha divina extinta para sempre ou então reencarnar no corpo de um animal?
Seria negar a justiça divina. Todos nós, por momentos ou séculos, atravessamos estas regiões. Todos fomos criados com o objetivo de evolução, e sermos condenados a penas eternas ou retroagirmos por castigo, é negar os princípios de amor e perdão pregados pelo Cristo. Na questão 194 do Livro dos Espíritos encontramos: “A alma não pode regredir, afirmar ao contrário seria negar a lei de progresso.”

Como se dá a reencarnação de espíritos que não conseguem sair do Umbral?
A questão 330 do Livro dos Espíritos nos responde: “A reencarnação é então uma necessidade, assim como a morte é uma necessidade da vida corporal". Ainda no Livro dos Espíritos, questão 1006, encontramos o ensinamento de São Luís de que “ninguém é totalmente mau”. E em João, cap. 1 a 12: “Em verdade vos digo, ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo”. Cedo ou tarde todos despertamos para a luz. Deus oferece a todos oportunidades iguais, facultando a cada um o que melhor lhe aprouver, enquanto assim o deseja, dentro do céus ou do inferno que construiu para si. Somos escravos de nossas culpas, mas também construtores de nosso amanhã.

Qual dos seus livros trata mais de perto da existência do Umbral?
À Sombra da Luz.

Existe uma hierarquia entre os habitantes desse plano?
Sim, dentro das conquistas de cada um, de conformidade com os ideais que alimentam.

Qual é o elo entre essas entidades?
Através da psicografia de Chico Xavier, em Ação e Reação, André Luiz nos relata, no capítulo 19: “... situado entre dolorosa região de sombra cultivada pelas mentes, em geral, rebelde e ociosa, desvairada e enfermiça.” Em Nosso Lar, capítulo 12: “Lá vivem e agrupam-se os revoltados de toda espécie, formam igualmente, núcleos invisíveis de notável poder, pela concentração de afinidades comuns.”

É verdadeira a informação de que o plano umbralino envolve o nosso planeta, num verdadeiro “cinturão” vibratório?
Em nossa busca pelo aprendizado, encontramos a palavra esclarecedora de Manoel Philomeno de Miranda, em sua obra Nas Fronteiras da Loucura, psicografado por Divaldo. No capítulo 19 lemos: “...percebi haver em torno da Terra, faixas vibratórias concêntricas, que a envolviam, desde as mais condensadas, próximas à esfera física, até as mais sutis, distanciadas do movimento humano da crosta”.

É possível mencionar algumas das fraternidades que se dedicam a amparar e a resgatar os espíritos que, se encontrando no Umbral, arrependem-se dos seus erros, rogando a misericórdia de Deus?
Nossos amigos espirituais nos orientam que estes postos de socorro, núcleos de atendimento e apoio são criados e sustentados por aqueles voltados ao bem que já de há muito dispõem de condições para trabalho em esferas mais elevadas, no entanto preferem servir na prática do amor onde a dor é mais aguda. Note-se que nos referimos às equipes existentes no plano espiritual. Como são inúmeras e evitando incorrer em erro, pois naturalmente omitiríamos, por esquecimento e por desconhecê-las, muitas, preferimos não citar aquelas que são de nosso conhecimento.

É recomendável vibrar ou fazer preces pelos espíritos que se encontram no Umbral?
Jesus nos afirma através de Mateus, no capítulo 9, vers. 10 a 12 do Evangelho Segundo o Espiritismo: “Não são os que gozam de saúde que precisam de médico”. Veja-se ainda, no capítulo 27, questão 18 (prece pelos mortos e espíritos sofredores): “... a prece tem sobre eles uma ação mais direta, reanima-os, incute-lhes o desejo de se elevar pelo arrependimento e pela reparação...”. Como espíritas, compreendemos ser a prece uma sublime oportunidade de praticar a caridade.

Os espíritos em condição mais elevada transitam – se assim o desejarem – pelas regiões umbralinas?
Na obra Ação e Reação, de André Luiz, encontramos no capítulo 15 a descrição de uma destas muitas incursões feitas por aqueles que ali vão na prática do serviço fraterno em nome de Jesus, o que nos faz compreender que em parte alguma é escasso o amparo do Mais Alto.

Aqueles que lá se encontram conseguem influenciar os encarnados? Descreva, se possível, como acontece essa influenciação.
Manoel Philomeno de Miranda descreve, através da psicografia de Divaldo, em Nas Fronteiras da Loucura: “Em muitos desses sítios programam-se atentados sórdidos contra os homens e elaboram-se atividades que objetivam a extinção do bem, assim como a instalação do primado da força bruta no mundo. Pelo processo de sintonia, desencarnados imantam-se àqueles que lhe são afins, sempre conjugando os valores morais que os caracteriza”.

Os encarnados – em sonhos ou em desdobramentos – conseguem penetrar nessas regiões sofredoras?
Buscamos no Livro dos Espíritos, capítulo 8, a questão 402, que ilustramos a seguir: “... os espíritos dedicados ao bem, ao se libertar da vestimenta carnal vão reunir-se a outros espíritos com os quais se instruem e trabalham. Todavia, a massa de homens vai seja para regiões ou mundos inferiores onde velhas afeições os evocam”.

O Vale dos Suicidas – citado por muitos espíritas – existe realmente?
Acreditamos que sim, pois a sintonia atrai as vibrações similares que aproximam e vinculam as almas. Vive-se, portanto, em comunhão constante com aqueles aos quais nos afinamos psiquicamente.

Existem trabalhos de desobsessão no Cenáculo Espírita Fraternidade para auxiliar os espíritos que se encontram nas regiões umbralinas?
As reuniões de ajuda e esclarecimento a irmãos sofredores fazem parte da rotina de atividades de nossa casa. As de desobsessão são realizadas atendendo às orientações de nossos mentores, quando as julgam necessárias e se estivermos aptos para tal.

O Umbral corresponderia ao Hades grego ou ao purgatório da Igreja Católica?
A descrição de nossos mentores e irmãos espirituais, nas muitas obras que tratam do assunto, nos levam a crer que sim. Citaremos para referência as obras de André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, e ilustraremos com as palavras de Manoel Philomeno de Miranda através de Divaldo, em Nas Fronteiras da Loucura: ”... colônias específicas por sua maldade construídas, nas quais fazem supor tratar-se de purgatórios e infernos governados por verdadeiros gênios do mal...”.

Fale sobre o seu último livro, que está sendo lançado pela Petit Editora.
Filipe nos relata com detalhes a formação de um posto de socorro junto às sombras, descrevendo com riqueza de detalhes essas regiões de dor e sofrimento, quando nos é dada ainda a oportunidade de conhecer um de seus lideres, à frente de inúmeros seguidores. Todo o relato feito por nosso irmão se passa nestas regiões de dor e sofrimento.

Se nos fosse possível conhecer a extensão do nosso hoje, certamente saberíamos melhor aproveitar as oportunidades que nos são ofertadas por Deus. O Consolador prometido por Jesus veio em tempo certo, encontrando muitos já prontos para assimilar seus princípios, enquanto outros ainda à margem da estrada insistem em manterem-se ausentes dos compromissos que lhes cabem em sua oportunidade de evolução. Outros ainda, ao se aproximarem da doutrina consoladora, o fazem moldando-a a seu critério, esquecendo-se de que esta é a única que pode encarar a razão face a face, em qualquer época da humanidade. Portanto, como espíritas, cumpre-nos o dever de execução das palavras de Jesus, que nos determina “Amar a Deus sobre todas a coisas e ao próximo como a nós mesmos”, e o Espírito de Verdade nos fornece o direcionamento que é a luz, o caminho correto para nos beneficiarmos da oportunidade de sermos espíritas cristãos. “Espíritas, amai-vos, espíritas instrui-vos”; estes princípios são imprescindíveis a qualquer ação que nos leve à conquista de nossa evolução. Tornemo-nos, portanto, a ponte entre a dor e a esperança, a sombra e a luz do esclarecimento, o pão e a fome, o ódio e o amor, encurtando as distâncias entre nós e Jesus.

Alamar Régis Carvalho
Revista Espiritismo e Ciência