terça-feira, 25 de junho de 2013

JOAQUIM BARBOSA DEFENDE REFORMA POLÍTICA E DIZ SER FAVOR AO VOTO DISTRITAL E CANDIDATURA AVULSA NO BRASIL


Ele me representa!!! 
Concordo com tudo que ele disse. 
Também sou a favor do voto distrital e 
da candidatura avulsa no Brasil.
Roberta Carrilho



Presidente do STF disse que Brasil vive 'crise de representação política'.


Ele afirmou que país quer participar e não quer mais 'conchavo' de cúpulas.

Mariana OliveiraDo G1, em Brasília
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, afirmou nesta terça-feira (25) que o país precisa de umareforma política que diminua a influência dos partidos na escolha dos candidatos e que aumente a participação popular. Segundo ele, a população "não aguenta mais" decisões tomadas por meio de "conchavos".
Durante entrevista coletiva no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do qual Barbosa também é presidente, ele relatou temas da conversa que manteve nesta terça com a presidente Dilma Rousseff durante audiência no Palácio do Planalto. Segundo Barbosa, os dois falaram sobre as manifestações de protesto que se espalharam pelo país.
"Eu disse que há sentimento difuso na sociedade brasileira e eu, como cidadão, penso assim, [que] há vontade do povo brasileiro, principalmente os mais esclarecidos, de diminuir ou mitigar o peso – volto a dizer, diminuir ou mitigar e não suprimir –, o peso dos partidos políticos sobre a vida política do país. Essa parece ser uma questão chave em tudo que vem ocorrendo no Brasil."
Por que uma intermediação por partidos políticos desgastados, totalmente sem credibilidade? Existem algumas democracias que permitem o voto avulso, com sucesso."
Barbosa ressalvou que não defendeu a "supressão" dos partidos, mas disse ser pessoalmente favorável a candidaturas avulsas, não atreladas a siglas partidárias.
"Por que não? Já que a nossa democracia peca pela falta de identificação entre eleito e eleitor, por que não permitir que o povo escolha diretamente em quem votar? Por que uma intermediação por partidos políticos desgastados, totalmente sem credibilidade? Existem algumas democracias que permitem o voto avulso, com sucesso", disse o presidente do STF.
"A sociedade brasileira está ansiosa de se ver livre desses grilhões partidários que pesam sobre o seu ombro. E isso é muito salutar", declarou Joaquim Barbosa.
Ao ser perguntado sobre a possibilidade de plebiscito para uma decisão sobre a reforma política, ele disse que é preciso ampliar a participação popular.
"O que temos que ter é a consciência clara de que há necessidade no Brasil de incluir o povo nas discussões sobre reformas. O Brasil está cansado de reformas de cúpula. [...] Temos sim que trazer o povo para a discussão e não continuarmos com essa tradição de conchavos de cúpula."
O presidente do STF disse que "se reservaria" a não responder sobre a necessidade de um processo constituinte para se fazer a reforma política, proposta apresentada nesta segunda em reunião com governadores e prefeitos pela presidente Dilma Rousseff.
Voto distrital, recall e suplentes
Joaquim Barbosa defendeu ainda o voto distrital, no qual as regiões são divididas em distritos, e os candidatos eleitos conforme os distritos que representam.

"Eu sou inteiramente favorável ao voto distrital, seja o voto distrital puro, em um turno, seja o voto distrital qualificado, ou seja, se faz um primeiro turno de votação e vão para o segundo turno apenas candidatos em cada distrito que obtiveram  um percentual, digamos, de 10%, 15%."
Para o presidente do STF, o sistema de representação política atual "mostra marcas profundas de esgotamento".
Qualquer medida para alterar a sistemática na eleição exigirá mudança na Constituição. [...] O que indago é o seguinte: no momento de crise grave como o atual, a propositura de reformas via emenda constitucional seria viável? Essas propostas já não tramitam no Congresso Nacional há anos? Houve em algum momento demonstração de vontade política de levar adiante essas reformas?"
Outra sugestão apontada pelo magistrado é a possibilidade de "recall", ou seja, que o eleitor possa exigir que o mandato do político seja revogado se não corresponder às expectativas.
Ele classificou ainda a possibilidade de senadores suplentes assumirem a vaga dos titulares como uma "excrescência". "É uma excrescência injustificável. Temos percentual muito elevado de senadores que não foram eleitos. Pessoas que, de alguma forma, ingressaram na chapa da pessoa que era o candidato mais forte, e passado algum tempo, substituíram os titulares."
Mudanças na Constituição
Embora não tenha apoiado abertamente uma constituinte, que poderia ter poderes para reescrever a Constituição, o presidente do Supremo considerou que não se pode fazer uma reforma política sem mudar a lei maior do país. E acrescentou que Propostas de Emendas à Constituição (PEC) não têm se mostrado eficazes no debate no Congresso.

"Qualquer medida para alterar a sistemática na eleição exigirá mudança na Constituição. Portanto, está descartada mudança política eficaz por meio de lei ordinária. [...] O que indago é o seguinte: no momento de crise grave como o atual, a propositura de reformas via emenda constitucional seria viável? Essas propostas já não tramitam no Congresso Nacional há anos? Houve em algum momento demonstração de vontade política de levar adiante essas reformas?"

Candidatura à presidência e mensalão
Sobre a pesquisa do instituto Datafolha que o apontou como líder de intenção de votos entre manifestantes, o presidente do Suprmeo se disse "lisongeado", mas negou intenção de concorrer.
Eu não tenho a menor vontade de me lançar candidato à presidência da República. Tenho 41 anos de vida pública, acho que está bom."
"Me sinto extremamente lisongeado. Apesar de não ser político, jamais ter relação política, é excelente para minha vida pessoal, meu histórico. Agora, sei muito bem que aquilo são manifestações espontâneas de uma certa ou de poucas camadas da população brasileira. [...] Eu não tenho a menor vontade de me lançar candidato à presidência da República. Tenho 41 anos de vida pública, acho que está bom."

Ao ser perguntado se o julgamento dos recursos do mensalão poderia ser impactado pelas manifestações populares, Joaquim Barbosa considerou que sim.

"Se os movimentos persistirem, vão interferir no sentido de buscar uma resposta rápida. Eu já tenho essa resposta há algum tempo", afirmou.
Barbosa defendeu penas duras aos 25 condenados no julgamento, afirmou não serem cabíveis os recursos que podem levar a novo julgamento. Ele levará os embargos de declaração, que podem reduzir penas, para julgamento do plenário em agosto.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

BRAD PITT FALA SOBRE SEU RELACIONAMENTO COM ANGELINA JOLIE

MUDANDO DE ASSUNTO .... 
Aqui neste blog é assim quem nem bolachinhas Nestlé:
"sortido e diversificado'.

Eu já admirava Brad Pritt pela beleza física inconteste!!! Agora depois disto eu admiro ainda mais pela sua beleza de espírito. Isto é amor! De verdade! Quem ama se importa com o outro, não consegue seguir a vida feliz vendo o outro infeliz. Não dá! Veja o que ele fez pela sua relação, pela sua mulher, pela família. Ele ama muito!!! Tem sentimentos nobres... 

Ele escolheu acolhê-la, ajudá-la, motivá-la. Enfim, ele a ama e ela é a mãe dos filhos dele. Ele não a abandonou quando ela ficou doente! Diferentemente de tantos canalhas ... infelizmente que existem. Quem é que não quer um homem desse? Acho que até os homens querem...  

É difícil alguém achar um defeito físico ou moral nesse homem. Ele é simplesmente completo, perfeito, INTELIGENTE, amoroso.

Ele é Tudibão! Brad Pitt é o verdadeiro "cara". Roberta Carrilho



Brad Pitt escreveu:

“A minha mulher adoeceu. Estava constantemente nervosa por causa dos seus problemas no trabalho, vida pessoal e das suas falhas e problemas com os nossos filhos. Perdeu cerca de 13 quilos e pesava pouco mais de 40 quilos aos 35 anos. Ficou demasiado magra e chorava constantemente.
Não era uma mulher feliz. Tinha dores de cabeça constantes, dores no peito e tensão muscular nas costas. Não dormia bem, adormecia somente de madrugada e cansava-se muito durante o dia. A nossa relação estava à beira da ruptura. A sua beleza começava a abandoná-la.
Tinha papos debaixo dos olhos, andava sempre desgrenhada e parou completamente de cuidar de si. Recusava trabalhar no cinema e rejeitou vários papéis. Perdi a esperança e pensava que nos divorciaríamos em breve…
“Foi então que decidi tomar algumas medidas. Afinal, eu tenho a mulher mais bonita do mundo. Ela é a mulher ideal para metade dos homens e mulheres do planeta e eu era o único a ter o privilégio de adormecer ao seu lado e de poder abraçá-la. Comecei a mimá-la com flores, beijos e muitos elogios.
Surpreendia-a e tentava agradá-la em todos os momentos. Enchi-a de presentes e comecei a viver apenas para ela. Só falava em público a seu respeito e relacionava todos os assuntos com ela, de alguma forma. Elogiei-a a sós e em frente a todos os nossos amigos.
“Podem não acreditar, mas ela começou a renascer, a florescer… Tornou-se ainda melhor do que era antes.
Ganhou peso, deixou de andar nervosa e ama-me ainda mais do que antes. Eu nem sabia que ela podia amar tão intensamente. E então percebi: "A mulher é o reflexo do seu homem".




Com seis crianças, Angelina e Brad Pitt podem ter mais 2

Atriz pensa em adicionar à prole uma menina da Jordânia depois de visitar refugiados sírios. Casal ainda pode ter mais um filho biológico

Angelina Jolie e Brad Pitt na estreia do filme 'Guerra Mundial Z'
Angelina Jolie e Brad Pitt na estreia do filme 'Guerra Mundial Z' - Leon Neal/AFP
























Eles podem formar a maior família de Hollywood desde os Von Trapp, do filme A Noviça Rebelde. De acordo com reportagem do jornal britânico Daily Mail, Angelina Jolie e Brad Pitt, que já têm seis filhos entre adotados e naturais, querem mais dois. Um deles seria uma menina com quem a atriz se encantou desde a última visita como enviada especial da ONU aos refugiados sírios na Jordânia, na semana passada. Outro seria um bebê biológico do casal.
Brangelina, nome dado pela imprensa americana ao casal de atores, adotou Maddox (no Camboja, em 2002), Zahara (na Etiópia, em 2005) e Pax (no Vietnã, em 2007). Angelina, 37, e Brad Pitt, 49, também são pais do casal de gêmeos Knox e Vivienne, dois anos mais novos que Shiloh, nascida em maio de 2006.
"Angelina e Brad têm a melhor atitude com relação às crianças. E, para quem já tem tantos filhos, dois a mais não vão pesar tanto", disse uma fonte ao tabloide britânico. "Ela está especialmente tocada com a situação dos refugiados sírios e quer dar sua contribuição. Angelina acha que adotar uma criança do grupo vai chamar a atenção do mundo para ele." Ainda segundo a fonte, para se preparar para uma nova geração a atriz estaria com uma dieta rica em potássio. 
O casal ainda pode subir ao altar antes do fim do verão americano, que corre em paralelo com o nosso inverno. De acordo com a fonte, o recente tratamento de Angelina, que removeu as mamas para evitar um câncer, fez o casal se voltar ainda mais para a família.
















VEJAM O RANKING DOS PARTIDOS POLÍTICOS ATRAVÉS DOS NÚMEROS DE SEUS MEMBROS-POLÍTICOS CASSADOS - VERGONHA!!!!




Fonte: http://camaraempauta.com.br/portal/artigo/ver/page/10/id/2463/nome/MCCE_divulga_ranking_da_corrupcao_por_partido

VEJAM OS DEPUTADOS FEDERAIS MINEIROS QUE ASSINARAM A FAVOR DA PEC 37 - Será por quê que eles assinaram a favor desta PEC da IMPUNIDADE?






Eis os deputados mineiros que assinaram a favor da PEC 37

- Atualizando a lista faltaram 2:
ANTÔNIO ANDRADE (PMDB) e 
CARLAILE PEDROSA (PSDB)

- Para que não haja dúvidas confiram no endereço abaixo de todos os Estados do Brasil: 


|NOTA |MANIFESTAÇÕES SOCIAIS E PEC 37

"Sou contra a PEC 37 e toda e qualquer iniciativa que busque a diminuição do poder investigativo do Ministério Público. Ao contrário, sou a favor de medidas adequadas que valorizem a atuação de promotores, bem como harmonizem e fortaleçam as atribuições das policiais federal e civil"

Roberta Carrilho Fico feliz Jaiminho em ler seu posicionamento a respeito dessa PEC 37. Como disse o Flavio Flora 'tava incomodando' e muito!
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domingo, 23 de junho de 2013

A PEC 37 QUE ENFORCAR QUEM NUNCA ROEU A CORDA - Carlos Ayres Britto


Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto afirma que o país não pode entregar o monopólio das investigações criminais a órgãos subordinados ao Poder Executivo: 'O MP não é subordinado a ninguém.'



Carlos Ayres Britto, em sua última sessão à frente do Supremo Tribunal Federal, no ano passado (Ueslei Marcelino/Reuters)

"A PEC 37 mutila o MP funcionalmente, ela desnatura e aparta o MP de si mesmo. Sobra o quê? O MP fica praticamente reduzido a um ornamento gráfico no sítio escriturário da Constituição"

Nas últimas semanas, para supresa até mesmo de integrantes do Ministério Público, faixas e cartazes contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) número 37 passaram a fazer parte do amplo cardápio de reivindicações dos protestos que tomaram as ruas de todo o país. A reação foi imediata: o Congresso recuou e decidiu adiar a votação da proposta - já há quem defenda, inclusive, que ela não saia mais gaveta. Batizada de "PEC da Impunidade" por promotores e procuradores, a proposta proíbe o Ministério de Público de conduzir investigações criminais, prerrogativa que passaria a ser exclusiva das polícias. Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto avalia que a sociedade está “passando um pito” no poder público. “A PEC 37 quer enforcar quem nunca roeu a corda, o Ministério Público”, disse o ex-ministro ao site de VEJA.

Leia também: O que é a PEC 37

A PEC 37 serve a que interesses? A PEC 37 quer enforcar quem nunca roeu a corda, o Ministério Público. Acho um equívoco de quem propôs e de quem está aderindo. O Ministério Público, pela Constituição, está habilitado, sim, a desencadear investigações no campo mais genérico do direito, já que ele é defensor da ordem jurídica, e no campo específico do direito penal. O Ministério Público tem um papel totalmente independente, e não apenas com atuação subsidiária [à polícia]. O MP é independente até dos três poderes. 

Existe corporativismo exacerbado nessa discussão sobre a PEC 37? Virou um cabo de guerra entre polícia e MP? As associações majoritárias de policiais civis e militares estão contra a PEC 37. Entendem por modo cientificamente correto que o MP dispõe da competência constitucional para a investigação lato sensu, seja no campo penal, seja no campo do combate à improbidade administrativa e em outras áreas, como defesa das populações indígenas, defesa do meio ambiente, defesa dos direitos à saúde e à educação. Não tem que ter nenhum tipo de amarra ao MP. 

O que diz a PEC 37

A PEC define como competência "privativa" da polícia as investigações criminais ao acrescentar um parágrafo ao artigo 144 da Constituição. O texto passaria a ter a seguinte redação: "A apuração das infrações penais (...) incumbe privativamente às polícias federal e civis dos estados e do Distrito Federal." 

O que diz a Constituição:
A legislação brasileira confere à polícia a tarefa de apurar infrações penais, mas em momento algum afirma que essa atribuição é exclusiva da categoria policial. No caso do Ministério Público, a Constituição não lhe dá explicitamente essa prerrogativa, mas tampouco lhe proíbe. É nesse vácuo da legislação que defensores da PEC 37 tentam agora agir. 

Votação:
As propostas de emenda à Constituição, como a PEC 37, tem um regime diferenciado de votação e, para serem aprovadas, exigem quórum mínimo de 3/5 de votos favoráveis do total de membros da Casa (308 votos na Câmara e 49 no Senado) e apreciação em dois turnos tanto na Câmara quanto no Senado.

Também há casos de abusos cometidos por promotores e procuradores. O Ministério Público é um defensor da ordem jurídica e é o intérprete isento dos princípios e regras constitutivos dessa ordem jurídica. Há abusos localizadamente, topicamente, pontualmente, mas não como característica central. Claro que a polícia tem evoluído, sobretudo a Polícia Federal, por exemplo, e também as polícias dos estados, civil, militar. É possível trabalhar com essa ideia de evolução no âmbito das estruturas policiais. Mas o fato é que as instituições policiais são hierarquicamente subordinadas a chefias do Poder Executivo. Então não se pode entregar o monopólio do inquérito policial, da investigação criminal a órgãos subordinados ao Poder Executivo. O MP não é subordinado a ninguém. 

Parlamentares chegaram a falar abertamente em aprovar a PEC 37 com o argumento de que o MP estaria “incomodando” deputados e senadores. O Ministério Público tem sido a instituição pública que sabe dar conta do recado constitucional. Ele tem sido um ponto fora da curva. Qual curva? Da impunidade quanto àqueles que cometem crimes propriamente ditos ou improbidade administrativa. O MP tem encarnado seu papel, cumprido suas funções e servido aos valores determinantes de sua própria existência.

Julgamentos importantes, como o mensalão e denúncias grandes de improbidade, teriam tido o mesmo resultado se a PEC 37 estivesse em vigor? O MP no mensalão teve o papel de órgão acusador. As alegações finais do processo penal foram feitas pelo Ministério Público, pelo procurador-geral da República. Um procurador foi o Antonio Fernando de Souza, e o outro Roberto Gurgel, ambos grandes agentes públicos, respeitáveis, competentes, desassombrados do ponto de vista da sua independência. O MP fez seu papel no mensalão. A PEC 37 mutila o MP funcionalmente, ela desnatura e aparta o MP de si mesmo. Sobra o quê? O MP, sem esse poder de investigação por conta própria, fica praticamente reduzido a um ornamento gráfico no sítio escriturário da Constituição e das leis.

O ministro José Dias Toffoli, do STF, falou em um prazo de dois anos para o fim do julgamento do mensalão. O senhor acredita em prazo semelhante? Não tenho prognóstico para isso. Mas o processo foi legitimamente conduzido, debatido, votado, dosimetrado, tudo à luz do dia, de forma transparente, com todo respeito às garantias constitucionais do contraditório entre acusação e defesa e do próprio contraditório argumentativo no seio dos ministros, sobretudo do ministro revisor [Ricardo Lewandowski] e do ministro relator [Joaquim Barbosa]. Foi um processo revestido de toda a legitimidade. Temos ministros responsáveis, competentes, devotados. E agora o ministro Joaquim Barbosa, que é o presidente da Casa e o relator do processo, saberá honrar as tradições do STF.

Como o senhor avalia essa onda de manifestações pelo país? Vejo essas manifestações como uma ativação da cidadania no curso de uma democracia que veio para ficar e que é para valer. As pessoas querem se informar para se comunicar, para se conectar com consciência, protagonizando ações com plena consciência e ciência das coisas. Como majoritariamente os movimentos não descambaram para a violência, saúdo esses movimentos, os aplaudo e os vejo como uma advertência às instituições e às autoridades. É como se o povo estivesse a dizer, e de fato está dizendo, ‘olha, nós estamos saindo da virtualidade das redes sociais para a factualidade das praças e das ruas porque não aceitamos mais o não-fazer, o não cumprir o seu papel com rigor das instituições e dos agentes públicos’. O povo está se dotando da legítima autoridade de passar um pito nas autoridades.

Laryssa Borges, de Brasília
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/a-pec-37-quer-enforcar-quem-nunca-roeu-a-corda


VEJA TAMBÉM:

Passeata no Rio de Janeiro reúne 2 mil pessoas

Críticas foram contra a PEC 37 e pedidos de ações contra corrupção e de mais verbas para saúde e educação

23 de junho de 2013 | 20h 23
Vinicius Neder e Felipe Werneck - O Estado de S. Paulo
Uma passeata que começou com 300 manifestantes em Copacabana e terminou, cinco quilômetros adiante, com cerca de 2.000 pessoas concentradas próximo à casa do governador Sergio Cabral (PMDB), percorreu a orla carioca com diversas palavras de ordem. No início, predominaram as críticas contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que restringe poderes de investigação do Ministério Público, pedidos de ações contra corrupção e de mais verbas para saúde e educação. No fim, prevaleceram críticas ao governador e ao prefeito Eduardo Paes (PMDB).
O protesto começou às 16 horas e até o início da noite não havia sido registrado nenhum incidente. O quarteirão onde está localizado o prédio do governador, numa rua transversal à praia, foi isolado e protegido por um contingente de certa de 200 policiais militares.
Durante a passeata, os manifestantes pediam o apoio dos moradores. Em resposta, moradores dos apartamentos em frente à praia de Ipanema e Leblon (um dos metros quadrados mais caros do País), acendiam e apagavam as luzes. O clima, em geral, foi festivo e as manifestações, diversas. Havia cartazes contra e a à favor da presidente Dilma Rousseff, mas poucos.
Um manifestante carregava cartaz contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Muitos levavam cartazes contra o deputado Marcos Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. O presidente da Associação Nacional de Militares do Brasil, Marcelo Machado, carregava uma faixa com a frase "Forças Armadas prontas com o povo" e disse que seu objetivo era mostrar que os militares apoiam o povo.Segundo ele, o repúdio à PEC 37 é o mais importante dos assuntos em pauta. "Ela pode inibir a investigação sobre a corrupção".
Quando a passeata chegou a Ipanema, pouco antes de 18 horas, os manifestantes tomaram a pista da Avenida Vieira Souto próxima aos prédios, que, diferentemente da pista junto à praia, não estava interditada. Agentes da CET-Rio afiram então para fechar ao trânsito toda a orla.
Pouco depois, na chegada da passeata ao local onde um grupo de cerca de 20 jovens montou acampamento desde a noite de sexta-feira, em ato de protesto contra o governador, um dos acampados discursou com um megafone. Pregou a não violência, pediu que os protestos sejam pacíficos e emendou reivindicando investigação sobre suposto envolvimento do governador Cabral com o escândalo no qual a construtora Delta, do empresário Fernando Cavendish, ocupou o centro de investigações sobre superfaturamento de obras.
O discurso foi recebido por um coro de manifestantes com palavras de ordem contra o governador e depois, com todos cantando o Hino Nacional. Foram entoados cantos chamando Cabral de ditador, chamando os policiais que faziam a proteção do bloqueio para passar para lado dos manifestantes e fazendo alusão ao fato de o governador estar em Paris.
A assessoria de Cabral, contudo, negou que o governador esteja fora do País. Não foi confirmado se ele estaria em casa, pois, segundo a assessoria, Cabral não tinha agenda pública neste fim de semana. Já no Leblon, Cibele Clauver e sua filha, Maria Clauver, moradoras do Leblon, carregavam um cartaz escrito "Não PEC, amém". Cibele criticou o foco excessivo na figura de Cabral no fim da passeata. "Escolhi esse tema (contra a PEC 37), mas o importante é repensar o País".
Durante o dia, restaurantes e supermercados de Copacabana foram protegidos por tapumes de madeira para evitar depredações durante a manifestação. O shopping Rio Sul, próximo ao túnel que liga Botafogo a Copacabana, anunciou na véspera que não abriria no domingo, por causa da manifestação.