quarta-feira, 25 de maio de 2011

SENTENÇA AXIOLÓGICA I - Dr. Carlos Roberto Loiola

Juiz de Direito - Dr. Carlos Roberto Loiola (Juizado Especial de Divinópolis/MG)

(Pausa na hibernação – somente uma passadinha rápida).

Eu não poderia deixar de publicar no meu Blog “Sou Sentimentos” – aliás, meu cantinho favorito – esta recentíssima sentença do Juizado Especial da Comarca de Divinópolis/MG, que é no mínimo extravagante.

Antes de passar para transcrição 'iteris literis' da referida sentença... Quero deixar claro que não estou fazendo análise jurídica da mesma ou sobre o instituto da reparação dos danos morais etc. Não é nada disso. Venho compartilhar uma decisão inusitada, colorida neste mundo tão cinza grafite do Direito.

Quanto ao meu juízo axiológico (valor) ... É UM DEBOCHE!!

Que fundamentação ‘porreta’ é essa minha gente! O juiz gastou o que podia e o que não podia do seu estoque de verbetes e sentidos profundos. Homem de coragem! Homem de sentimentos! Poético! Espirituoso! Que Homem é esse!

É FENOMENAL... Leiam e depois me digam se não é.

E, ao Douto Magistrado Carlos Roberto Loiola, meus sinceros parabéns pela criatividade! Ah! Também não posso deixar de citar a profundidade desta ratio:“(...) Pobre não é. Pobre só tem cesta básica, forninho, SUS, bolsa família, bolsa escola, bolsa vazia...”.


 Fala sério, é ou não é uma obra de arte-jurídica?

Roberta Carrilho




JUSTIÇA DE PRIMEIRO GRAU – COMARCA DE DIVINÓPOLIS/MG
3º JUIZ DA UNIDADE JURISDICIONAL DO JUIZADO ESPECIAL




Processo: 0216686-13.2010.8.13.0223
Requerente: Gislaine Isabel da Silva
Requerido: Babilônia Dancing House



EMENTA: Dano moral. Transtornos causados por impossibilidade de entrar em boate, em razão de inadequação das vestimentas. Testemunha que confirma ser possível ver os seios da moça, em razão do decote da “frente única”. Pedido julgado improcedente. Negativa de assistência de assistência judiciária, pelo fato de estar aautora acompanhada de caro advogado, sendo frequentadora de lugar reservado para a elite da sociedade, gente chique, com direito a aparecer nas colunas sociais do jornal local.



Vistos etc.


Move a estudante de Direito Gislaine Isabel da Silva, a presente ação em face de Babilônia Dancing House verberando ter passado por situação de profundo constrangimento, na noite de 04 de setembro de 2010, ao ser barrada na portaria da indigitada Boate, ao fundamento de inadequação de sua vestimenta. Disse que sua roupa não era inadequada e que, portanto, a postura da casa noturna foi ilícita.


Regularmente citada a demandada compareceu à sessão de conciliação e à AIJ, mas não foi possível qualquer acordo. Considerando se tratar de uma aluna de Direito, este Juiz propôs que a ré lhe pagasse uma coleção jurídica, de obra clássica do Direito, sem reconhecimento de culpa, mas a autora não aceitou nem esta nem qualquer outra proposta conciliatória, preferindo a sentença.


Em defesa a casa noturna alegou que presta serviços de laser com alta qualidade e que, para tanto, possui regras rígidas para manter o ambiente familiar, sendo casa frequentada pela alta sociedade local e que seus empregados são treinados. Disse que a própria autora confessou estar com blusa bem decotada e que a recusa de permitir da autora entrar na boate foi para o próprio bem dela e para evitar confusão. Juntou documento comprobatório de que o fato já está nas colunas sociais do jornal local.

É o relatório, decido.


A prova produzida durante a instrução é suficientemente para reconhecer que a autora foi barrada no baile. A questão é saber se a atitude da empresa foi ou não ilícita, ou, em outras palavras, se houve falha na prestação dos serviços.


A regra jurídica que regula a responsabilidade do prestador de serviços (art. 14, do CDC), embora prescreva a responsabilidade objetiva, é límpida no sentido de que “o serviço é defeituoso quando não oferece a segurança que o consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre às quais: I) o modo de seu fornecimento; II) o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam; e III) a época em que foi fornecido”.


Analisando, destarte, os fatos sob o prisma da responsabilidade objetiva estabelecida na precitada norma, entendo que, ainda que se admitisse a ocorrência do dano, mesmo assim não se poderia afirmar ter sido o serviço prestado pela boate como sendo defeituoso. É que, no caso concreto, a própria autora demonstrou que a boate mantém uma placa informando aos seus clientes que alguns trajes não são permitidos.


Desta forma, a casa cumpriu rigorosamente o que estabelece a Lei consumerista, na medida em que colocou uma placa com a informação sobre as regras de conduta que são admitidas no interior da boate. A placa, por outro lado, não é discricionária nem ilícita, mas apenas delimitativa, que obriga a todos que se propõem a entrar lá. Assemelha-se àquelas que vemos nos clubes: “é proibido sair da área de piscina com rouba de banho”.


Dizer ser um ou outro traje é ou não adequado não é função deste ou de qualquer outro Juiz, Desembargador ou Ministro, até porque para julgar não se exige curso de moda ou corte e costura. Portanto, não compete aqui analisar se a roupa da autora era ou não inadequada, indecente ou imprópria, fato que está na discricionariedade da própria casa e que seus frequentadores devem se sujeitar. Quem não goste dessa limitação é que não vá lá, aliás, como é comum em qualquer outro lugar privado. O que compete aqui é saber se a casa noturna comunica seus clientes que existe essa discricionariedade em analisar as vestimentas de seus frequentadores, de acordo com os critérios pré-estabelecidos e isso a boate cumpre rigorosamente, sendo que a prova disso foi feita pela própria autora.


Observando o mesmo caso pelo espectro da responsabilidade subjetiva, não vislumbro ter ocorrido qualquer intenção de provocar o dano à autora, por parte dos prepostos da requerida.


A prova produzida na AIJ, pelo contrário, foi no sentido de evitar danos para a própria autora, na medida em que um dos funcionários da casa afirmou que a blusa usada pela autora tinha frente única e era possível ver os seus seios, sendo que a permanência da autora na casa poderia gerar algum banzé, pois a testemunha ouvida “é homem e sabe como são essas coisas” (sic).

A autora até tentou chorar na AIJ, dizendo que teria sido comparada a uma prostituta, mas nada disso, ficou minimamente provado.

Assim, o presente processo não me parece mais que uma aventura.

Tenho visto diariamente muitos pedidos de indenização por danos morais nos Juizados. Um aluno pediu indenização porque seu professor, na sala de aulas e diante de outras pessoas disse que sua pergunta era inoportuna. Outro pretendeu indenização de seu advogado porque ele teria perdido uma causa ganha o que lhe causou muitos aborrecimentos. Lá no Paraná, há alguns anos, houve caso similar: uma senhorita pretendia ver-se indenizada porque fora impedida pelos seguranças de entrar no baile sob alegação de que seu vestido não era longo, como exigia o convite.

Até que ponto esses fatos tão normais de nossa vida podem causar transtornos psíquicos relevantes ao ponto de uma pessoa se sentir lesada em sua personalidade?

“Este é um tempo de partido, tempo de homens partido”, dizia Carlos Drummond de Andrade. Tudo se trasmuda. E a intolerância grassa de mãos dadas com a impaciência e com o stress. Grassa o desrespeito ao ser humano, que é tratado como um simples número de cartão de crédito. Grassa também o atendimento “0800” que é a forma mais desgraçada de se submeter um homem a um desatendimento. Mas essas circunstâncias, que a filosofia, a antropologia ou mesmo o marketing poderiam melhor explicar do que o Direito acaba por desaguar todos os dias nos Juizados, e cada dia mais...

Mundo Selvagem este em que tudo se transforma em cifras, números, códigos, senhas. Mundo que desconhece as pessoas pelo seu nome – direito inalienável do ser humano! Mundo Selvagem da aranha viúva negra, que mata seu parceiro no leito nupcial...

Nas relações “humanas” atuais o que menos importa é a pessoa. O casamento já não é mais “na saúde e na doença, na ventura e na desgraça”. Tudo se acaba na lua-de-mel. Os negócios jurídicos não vinculam as pessoas além da assinatura do papel. O fio de bigode, os vizinhos, os compadres, as visitas, o padrinho, tudo já é fora de moda... E a banalização do dano moral torna o homem cada vez menos senhor de si, e mais senhor das “subtilitates”, o que é um contra-senso.

O cineasta Roberto Bennini provou há poucos anos, ganhando inclusive o Oscar da Academia de Hollywood, que a vida é bela, mesmo vivida num campo de concentração nazista. A vida é bela porque tem altos e baixos, caminhos e descaminhos, sabores e dissabores. Mas querem transformar a beleza dessa biodiversidade numa floresta de eucaliptos, numa aquarela-pastel – aquarela sem cor; pastel sem gordura... Vida Light! Vida sem-graça de princesa mimada! Rodovia Castelo Branco, sem curvas e sem subidas; rodovia sem paisagem!

Não me parece que a questão aqui tratada seja jurídica, mas de sensibilidade poética no trato das coisas da vida. No baile dos poetas essas coisas não acontecem, com certeza; lá todo mundo se diverte, com decote ou sem decote.

No romance Berço de Ternura, estória passada no início do século passado, relata a romancista Terezinha Mendes Loiola: “Do vagão de primeira classe desciam os ricos e privilegiados e do carro de segunda classe desciam aqueles que não podiam pagar o luxo e o conforto de que os primeiros desfrutavam. OS passageiros da segunda classe sempre chegavam felizes, falando com entusiasmo da viagem, contando o que viram durante o trajeto, fazendo perguntas e respondendo a outras. Os passageiros da primeira classe desciam resmungando, reclamando do calor, frio, desconforto”.

Ninguém mais quer correr atrás da banda de música que toca lá na praça. Só dizem: - Chamem a polícia que esse barulho me incomoda! Ninguém quer mais saber do tecido translúcido da moça, que deixa transparecer de quando em quando, os seus adoráveis seios, fonte inesgotável de indormência dos poetas; agora a moça é barrada no baile. O primeiro sutiã, que ontem ninguém esquecia, agora todos dispensam... Ah, mundo diferente esse do dano moral e das sentenças...

Tenho que o simples aborrecimento não é suficientemente para gerar direito à indenização por danos morais. Ocorrências como as apuradas neste processo são fatos normais da vida em nosso país, como também o são os insultos decorrentes de ira passageira que se fazem aos árbitros nos estádios de futebol, aos políticos, aos servidores públicos, quando estes emitem pareceres desfavoráveis, ao desgosto dos filhos, quando os pais lhe negam complemento da mesada, à decepção do aluno, quando o professor não lhe esclarece a dúvida, ao aborrecimento causado pelas sentenças judiciais de improcedência...Neste sentido:


“Na tormentosa questão de saber o que configura o dano moral, cumpre ao juiz seguir a trilha da lógica e do razoável, em busca da sensibilidade ético-social normal. Deve tomar por paradigma o cidadão que se coloca a igual distância do homem frio, insensível e o homem de extrema sensibilidade. Nessa linha de princípio, só devem ser reputados como dano moral a dor, o vexame, sofrimento ou humilhação que fugindo, à normalidade, interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo, causando-lhe aflição, angústia e desequilíbrio em seu bem-estar, não bastando mero dissabor, aborrecimento, mágoa, irritação ou sensibilidade exacerbada. Destarte, estão fora da órbita do dano moral aquelas necessidades que não obstante desagradáveis, são necessárias ao regular exercício de certas atividades, como a revista de passageiros nos aeroportos, o exame das malas e bagagem na alfândega, ou a inspeção pessoal de empregados que trabalham em setores de valores” (2ª Cam. Cível do TJRJ. Ap. civ. 8.218/95, rel. Des. Sérgio Cavalieri Filho).


Está havendo enorme exagero, principalmente nos Juizados Especiais, nos pedidos de indenização por danos morais em decorrência de simples desacordos comerciais e alguns transtornos na solução desses problemas. Hoje em dia o fornecedor não pode cometer qualquer falha, seja humana seja de seus equipamentos. Caso contrário sofrerá incontinenti uma ação nos Juizados. E não foi esse o intuito do legislador ao tornar clara a possibilidade de reparação dos danos morais, nem ao criar os Juizados. Os exageros dever ser podados e mister que se faça neste caso específico.

Talvez, algum dia, possamos melhor compreender a profundidade de Santo Agostinho a respeito dos verdadeiros prazeres que deveriam seduzir o coração: “conversar e rir, prestar obséquios com amabilidade uns aos outros, ler em comum livros deleitosos, gracejar, honrar-se mutuamente, discordar de tempos a tempos, sem ódio, como cada um consigo mesmo, e, por meio desta discórdia raríssima, afirmar a contínua harmonia, ensinar ou aprender reciprocamente qualquer coisa, ter saudades dos ausentes e receber com alegria os recém-vindos. Estes e semelhantes sinais, procedendo do coração dos que se amam e dos que pagam amor com amor, manifestando-se no rosto, na língua, nos olhos, em mil gestos cheios de prazer, como se fossem acendalhas; inflamam-se os corações e de muitos destes se vem a formar um só”. (Confissões. Trad. J. Oliveira e A. Ambrósio de Pina. Ed. Nova Cultural, 2000).

Em face do exposto julgo improcedente o pedido.

Sem custas ou honorários no primeiro grau.

Sem assistência judiciária. A autora veio acompanhada de combativo advogado, frequenta boate, ao que parece charmosa e muito cara e a coluna social. Pobre não é. Pobre só tem cesta básica, forninho, SUS, bolsa família, bolsa escola, bolsa vazia...

 Publique-se. Registre-se. Intimem-se.



Divinópolis/MG, 18 de abril de 2011.




Carlos Roberto Loiola
Juiz de Direito



segunda-feira, 23 de maio de 2011

HIBERNAÇÃO!!! ... ATÉ BREVE (EU ESPERO)

Olá Pessoal,

Antes de mais nada quero agradecer as visitas, os comentários, meus 35 seguidores e principalmente as amizades que fiz através do BLOG (meu cantinho favorito). Obrigadãoooo.

Estarei entrando em estágio de "hibernação", ou seja, focarei todas as minhas energias, horas e disponibilidades para meus estudos jurídicos (concurso público federal - analista dos Tribunais Superiores). Os resultados dos últimos concursos que fiz têm demonstrado uma média em torno de 75% a 82% de acertos ... é um ótimo resultado para quem não estuda com exclusividade.  Está muito bom, bom mesmoooooooooo. Mas ficará melhor!

Diante disso resolvi largar tudo (tudo mesmo) e centralizar neste objetivo.

É um adeus ... com ar de até breve ou até daqui a pouco ... assim espero.


Estudar, estudar até que a "Posse" nos separe ou case (rsrsrsrs)


Abraços já cheios de saudades ...


Ah! também vou ver se consigo dar uma arrancada no livro preparatório para TRE que estou desenvolvendo ... só o tempo....

segunda-feira, 18 de abril de 2011

CNJ - DETERMINA NOVO HORÁRIO DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO DO JUDICIÁRIO EM TODO PAÍS

Todos os tribunais e órgãos jurisdicionais terão de atender o público, no mínimo, das 9h às 18h. O novo horário de atendimento do Poder Judiciário ao público foi aprovado pelo Conselho Nacional de Justiça na sessão plenária desta terça-feira (29/3) vale de segunda a sexta-feira e precisa respeitar o limite de jornada de trabalho dos servidores.

A alteração atende a um pedido de providências da Ordem dos Advogados do Brasil do Mato Grosso do Sul, segundo a qual, quem precisava dos serviços jurídicos estava sendo prejudicado porque alguns tribunais adotaram diferentes expedientes.

Para entrar em vigor, a resolução que altera os horários ainda precisa ser publicada no Diário da Justiça Eletrônico. A nova norma altera a Resolução 88, de setembro de 2009, incluindo um parágrafo no primeiro artigo.

O relator do processo foi o conselheiro Walter Nunes da Silva Jr. Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho Nacional de Justiça.

Leia a resolução aprovada:
RESOLUÇÃO Nº __, DE 29 DE MARÇO DE 2011

Acrescenta o § 3º à redação do artigo 1º da Resolução nº 88, de 08 de setembro de 2009. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições constitucionais e regimentais, e CONSIDERANDO que a fixação de parâmetros uniformes para o funcionamento dos órgãos do Poder Judiciário pela Resolução nº 88, de 08 de setembro de 2009, apenas quanto à jornada de trabalho de seus servidores, fez com que houvesse uma multiplicidade de horário de expediente dos órgãos jurisdicionais; CONSIDERANDO que há vários horários de expediente adotados pelos tribunais, inclusive em relação a alguns dias da semana, o que traz prejuízos ao jurisdicionado; CONSIDERANDO que o caráter nacional do Poder Judiciário exige a fixação de horário de funcionamento uniforme pelo menos em relação a um determinado período do dia;RESOLVE:

Art. 1º. Fica acrescentado ao artigo 1º da Resolução nº 88, de 08 de setembro de 2009, o § 3º com a seguinte redação:

§ 3º Respeitado o limite da jornada de trabalho adotada para os servidores, o expediente dos órgãos jurisdicionais para atendimento ao público deve ser de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 18:00 horas, no mínimo.

Art. 2º. Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação.

Min. Cezar Peluso, Presidente.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

quarta-feira, 13 de abril de 2011

QUANDO UMA MULHER SE DESILUDE COM UM RELACIONAMENTO - Georgia Maria

Foto by Axpone

Gosto muito dos artigos da Georgia Maria, 
são bem escritos e falam o que realmente é.
A realidade nua e crua.
Roberta Carrilho


Mulheres têm sentimentos em termos de relacionamentos, um pouco diferentes dos homens. Mas não quer dizer que os motivos não sejam os mesmos para ambos. Só que em mulheres, numa grande maioria, a ordem é meio inversa.

Mulheres sentem um grande vazio quando não conseguem expressar o que sentem. Muitos homens reclamam que nós falamos através de adivinhações.

É que algumas coisas são tão óbvias que parece que se ficarmos explicando sempre, sentimos que estamos unidas a um retardado.

É horrível, mas é isso. Mulheres têm um senso de percepção mais apurado que na maioria dos homens. Mas muitos fingem que não entendem para não ter que discutir a relação, porque acham chato.

Mas depois, reclamam que não conversamos sobre o assunto.

Vou dar exemplos bem batidos. Usem no lugar coisas que irritam suas mulheres e vocês entenderão aonde quero chegar.

Quando largam uma toalha molhada na cama, por centenas de vezes, nós mulheres nos sentimos traídas. Por quê? Porque no início, falamos com carinho, depois somos as chatas briguentas, aí, somos as mal comidas, porque estamos sempre com cara de c.. azedo. Ah, mas isso é um exemplo ridículo. Pois é, agora troquem por aquilo que chateiam suas digníssimas companheiras.

Em vez da toalha, aquele almoço que vocês prometem e trocam pelo futebol com os amigos, aquela promessa de viagem que não vem nunca, porque está sempre muito cansado, aquela falta de carinho na hora do sexo, afinal vocês já se conhecem ha tanto tempo, não é?

Isso são apenas exemplos. Demonstram clara falta de preocupação para com os sentimentos da sua companheira. Algumas são chatas, pedantes, exageram? Conversem com elas. Mas se vocês se viram nestes exemplos, como homens que exigem, mas não fazem nada em troca, comecem a pensar nisso.

A falta de tato e de atenção é o começo de uma desilusão muito grande em mulheres, que as leva a tomar medidas mais desesperadas. E isso não é de uma hora pra outra, levam anos. Mulheres são muito esperançosas.

Mas quando essas esperanças minguam e tornam-se angústia e desilusão, sem querer, elas se tornam perceptivas a coisas que a deixem felizes. Uma atenção, um alento, um elogio.

Se nós temos que seguir as regras para mantê-los ao nosso lado, homens também devem fazer o mesmo. Somos seres diferentes, fisiológica e mentalmente falando.

Vocês pensam em sexo como atenção, nós queremos carinho.

Dar sexo a um homem com prazer depende da atenção que ele nos dispensa.

Quando uma mulher despreza sexo, é porque algo está errado, tirando os problemas físicos. Quando uma mulher parte pra agressão verbal é porque ela ou é grossa e você já sabia disso, ou está muito, mais muito chateada com você.

Então, lembrem-se, mulheres que eram carinhosas e não são mais, não querem fazer sexo e começam a humilhá-lo, não é de graça.

É hora de uma conversa muito franca, pra saber o que está acontecendo mesmo.

Então, prestem atenção aos 3 sinais básicos que uma mulher dá:

- Falta de sexo;

- Falta de carinho;

- Humilhação e menosprezo na frente dos outros ou em casa.

Mas não esperem ver os três de uma vez. Ao primeiro sinal, por mais que vocês fiquem de saco cheio, chamem para uma conversa. Ou melhor, vejam se sua mulher já não lhe chamou antes e você ignorou o que ela pensava.

Troquem amor por sexo, sexo por carinho, carinho por atenção.

Atenção, carinho, respeito, amor, sexo.

Nessa ordem, é o que uma mulher espera do seu homem.


Georgia Maria

DESTINO


Foto by Cierta Mirada
 
 "O destino une e separa as pessoas, mas, nenhuma força
é tão grande para fazer esquecer pessoas, que por algum
motivo um dia nos fizeram felizes".


Chega um momento na vida em que você sabe;

quem é importante para você,
quem nunca foi,
quem não é mais,
e quem o será sempre.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

FORMAS DE AMOR - Francisco Cândido Xavier


Vida
É o Amor existencial.

Razão
É o Amor que pondera.

 Estudo
É o Amor que analisa.

Ciência
É o Amor que investiga.

Filosofia
É o Amor que pensa.

Religião
É o Amor que busca Deus.

Verdade
É o Amor que se eterniza.

Ideal
É o Amor que se eleva.

Fé
É o Amor que se transcende.

Esperança
É o Amor que sonha.

Caridade
É o Amor que auxilia.

Fraternidade
É o Amor que se expande.

Sacrifício
É o Amor que se esforça.

Renúncia
É o Amor que se depura.

Simpatia
É o Amor que sorri.
  
Trabalho
É o Amor que constrói.

Indiferença
É o Amor que se esconde.
Desespero
É o Amor que se desgoverna.

Paixão
É o Amor que se desequilibra.

Ciúme
 o Amor que se desvaira.
  
Orgulho
É o Amor que enlouquece.

Sensualismo
É o Amor que se envenena.
Finalmente, o Ódio,
que julgas ser a antítese do Amor,
não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.

Francisco Cândido Xavier


Nesta  última quinta-feira, dia 31/03/2011 - 'Meu verdadeiro amor' fez aniversário. Aliás, pra ser sincera, ele foi o único e real amor que eu tive até então na minha vida.

Não sei porque pensei nele e decidi ligar, queria desejar muitas felicidades...  Meu coração estava ansioso e preocupado de não ser recebido, pois, tinha muito tempo que não o via.

Depois de conversarmos por um longo tempo, perguntei se ele sabia quem estava falando. - Ele riu e disse: - Eu nunca esqueci sua voz. É claro que eu sei. Depois começou lembrar de alguns fatos do nosso passado e outras coisas que eu gostava naquela época e concluiu: - Roberta, você não quis casar comigo nesta vida, mas ainda vou casar com você, nem que seja em outra vida/dimensão se existir e eu creio que exista. Tenha certeza, não é o fim para nós dois. Voltaremos a nos encontrar e quando acontecer quero que você me aceite, case comigo e vamos ter o nosso Pedro e mais outros 7 filhos. (só ele mesmo rsrsrs)

Pedro era o nome que nós tínhamos decidido colocar em nosso primeiro filho, uma homenagem ao seu pai, Sr. Pedro Martins. E quando ele foi pai de um menino decidiu manter o nome de Pedro. Ele não esqueceu!

- Fiquei em silêncio por alguns minutos. Sem permissão, algumas lágrimas caíram dos olhos. Senti a garganta fechar e a emoção aflorar por todo meu corpo. Aquelas palavras mexeram profudamente comigo. Sou sentimentos!

... depois rimos, lembramos de muitas outras coisas bacanas do nosso namoro ... lembranças inesquecíveis, como por exemplo, uma vez eu estava na fazenda e comecei a senti um cólica mestrual muito forte. Fiquei deitada e quieta quase o dia todo. O JGM ficou muito preocupado comigo e de hora em hora ia no quarto para ver como eu estava. No final da tarde ele chegou com um colar nas mãos e colocou no meu pescoço. Era o 'Agnus Dei' da sua falecida mãe. Era um colar todo trabalhado em ouro maciço com um pingente de cristal com uma água azul dentro. Sua mãe tinha ganhado do Papa João Paulo II em Roma e usava-o sempre junto dela. Com sua morte, o JGM  guardou este colar para ter consigo, pois, era uma das coisas que sua mãe mais gostava. Era e é seu tesouro mais precioso. Ele me deu com todo amor que um homem pode sentir por uma mulher, dava para ver em seus olhos. Ele me deu para que o "Agnus Dei" me protegesse e tirasse aquela dor. Ele  não suportava me ver sofrendo. Quando terminamos eu devolvi-o. E em nossas divações, perguntei sobre o colar e ele disse que ele está guardado que não tinha dado (ainda) para sua atual esposa.


JGM me amou na plenitude do seu coração.

Ele JGM merece todo amor que existe nesta ou em todas as outras vidas que existam pelo universo. É um homem de bem!! Digno de admiração e respeito, que hoje reconheço infelizmente que não dei valor e perdi.


Insensato Coração.

Quando meu pai ficou sabendo que nós tínhamos terminado e eu voltado a namorar o 'Bana", ele me chamou no quarto e comentou que eu tinha jogado fora a chance de ser feliz. O JGM seria um marido amoroso, honrado, respeitador e com ele eu nunca teria problemas. Meu pai ficou profudamente triste com minha decisão - decisão infeliz e insensata. Também disse que mais tarde eu iria me arrepender.

Meu pai sempre esteve certo, lúcido e cheio de razão. 

Infelizmente não segui seus conselhos. Quanta insensatez! De quantos sofrimentos eu teria sido poupada! Quantos encontros, desencontros e reencontros infelizes eu teria evitado! Ah! Se eu pudesse imaginar por um segundo ... não deixaria escapar minha felicidade e paz.

Tenho uma lembrança peculiar dessa época: - Certa vez, meu pai teve que viajar para Itaúna (terra natal da minha mãe) e como eu estava passando férias na fazenda (Cristais) do JGM. Meu pai foi até a empresa dele para deixar as chaves do nosso apartamento para que o mesmo molhasse as plantas. Dá pra imaginar como era a nossa relação ... SÉRIA E FAMILIAR !!!

Mais tarde quando o JGM chegou na fazenda... comentou comigo o pedido do meu pai e depois disse que tinha entrado no meu quarto e 'bisbilhotado' a minha gaveta de calcinhas... e para provar o delito, trouxe consigo uma para que eu usasse naquela noite (risos). Quase matei ele de tanto xingar ... e ele não parava de rir e comentar detalhes. Mas no final acabei cedendo ao seu pedido. Foi a melhor fase da minha vida. Aqui vale aquele velho jargão: "Eu era feliz e não sabia". O JGM conquistou todos na minha família. Era querido e amado. Eram só elogios ... O mesmo aconteceu comigo em relação a família dele.

Por tudo isso, por ele ser quem ele é e também por nosso passado, decidi prestar este agradecimento à vida, pela oportunidade de ter sido amada por um Homem de ótimo caráter, justo e excelente pessoa. Obrigada Deus!

Parabéns! JGM você merece ser feliz hoje e sempre!!!.


Roberta Carrilho