segunda-feira, 12 de julho de 2010

EXPRESSE RAIVA SEM CAUSAR DANOS - Livro: Amar sem Mimar




Os pais frequentemente se sentem culpados quando perdem as estribeiras ou a paciência com seus filhos. Mas, quando pensam nas vezes em que expressaram raiva - sem mencionar a raiva incontrolável, que deixa o rosto roxo - a maioria deles acha que, de alguma maneira, falharam. Mas a raiva é uma emoção humana normal e as pessoas tendem a ficar mais iradas com quem mais amam. A questão não é como parar a raiva e sim o que fazer quando os ataques de raiva são inevitáveis.

Aqui estão algumas válvulas de escape para quando as coisas saírem do controle:
  1. Reserve um tempo só para você. Quando ficamos tãoalterados que estamos a ponto de perder o controle, sair de cena ou pedir um brece tempo pode nos dar uma pausa para que não fiquemos à mercê de nossas palavras ou emoções. E sair pode ser um modo poderoso de mostrar autocontrole e demonstrar para seu filho como voê considera a situação. O dilema dos pais, há três palavras que devem ser lembradas quando a raiva o fizer se sentir vermelho: sair, esperar e se acalmar.
  2. Saia do quarto, coloque fones de ouvido ou se tranque no banheiro (se for necessário, coloque os bebês e as crianças em um berço onde você sabe que estarão seguros durante alguns minutos). Explique brevemente para seus filhos por que você está deixando a cena. Por exemplo, você pode dizer: "Eu estou me sentindo tão furiosa neste momento que não quero ver vocês até me acalmar". As crianças pequenas podem seguir você e se sentirão muito tristes quando você sair. Porém a alternativa - gritar, bater ou atacar seu filho verbalmente  - é mais prejudicial. Assim, embora sair de perto de seu filho possa não ser o ideal, frequentemente é o menor dos males.
  3. Segure sua língua. As pessoas bravas, magoadas ou chateadas não podem ter um discussão civilizada ou argumentar uma com a outra: assim, se seu filho provocar você ao ponto da ira, tente não dizer nada durante um minuto. Estamos no máximo de nossa vulnerabilidade e menos aptos a disciplinar efetivamente quando estamos transtornados. Nesses momentos, lembre-se: "Eu responderei mais efetivamente se me acalmar primeiro". A coisa maravilhosa sobre não dizer nada é que você nunca tem de ouvir nenhum desaforo de volta. Ou, como disse uma pessoa sábia: "Aquele que hesita provavelmente está certo".
  4. Mantenha a perpectiva. Às vezes, as crianças exibirão um comportamento irritante apenas para provocar uma reação em você. Perseguirão uma à outra pela casa, dirão insultos sórdidos à mesa na hora do jantar e resmugarão muito depois de você dizer um não. Antes de se irritar com um assunto em particular, pergunte: "Qual a importância disso?". Enquanto você pensa na resposta dessa pergunta, começará a se acalmar.
  5. Reconheça quando corre risco. O que acontece às vezes com a raiva é a reação "gota d'água". Incidentes foram se acumulando e você foi contendo tudo - mas, então, uma pequena coisa acontece. É nessa hora que você não pode resistir ao impulso de listar todas as coisas aborrecedoras que seu filho fez naquele dia ou semana ou mês. Mas a maioria das crianças simplesmente ignora depois da primeira ou segunda acusação.
Esteja atento, pois a tentação de agredir seu filho, verbal ou fisicamente é maior quando você está no seu limite. Evite entrar nesse estado, cuidando de você e se dando um tempo - mesmo que isso se resuma a preciosos cinco minutos no banheiro.

Uma história de pais: Quando a raiva gera mais raiva
Um pai, em um de meus grupos, me falou como ficou enraivecido quando chegou em casa do trabalho e descobriu que o filho tinha pegado emprestado o seu novo computador portátil sem pedir permissão. Para piorar as coisas, quando confrontado, seu filho negou que o tivesse feito, culpando a irmã mais velha. O pai ficou tão enfurecido que perdeu o controle e xingou o filho de todos os nomes, disse onde ele terminaria desse modo e citou o perdedor da família a quem o filho fazia lembrar. O filho, chorando com os insultos do pai, correu para o quarto, gritando: "Eu te odeio!". Em vez de se sentir arrependido ou com a consciência pesada, tudo o que o filho conseguiu sentir foi raiva de seu pai.


Nancy Samalin e Catherine Whitney 

OFEREÇA CONFORTO E SABEDORIA EM MOMENTOS DE CRISE - Livro: Amar sem Mimar



Eventos como os ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono lembram aos pais que, enquanto nosso trabalho for proteger nossas crianças, às vezes estamos à mercê de circunstâncias que estão além do nosso controle. Desde aqueles acontecimentos, o mundo se tornou um lugar mais amedrontador e, em graus variados, somos constantemente confrontados com nossas vulnerabilidades. Entretanto podemos fazer muito para orientar e confortar nossas crianças em tempos de crise e perda. Aqui estão alguns passos que os pais podem seguir para ajudar seus filhos a enfrentarem situações assim:
  1. Dê a seus filhos oportunidades diferentes para expressarem seus sentimentos sobre o que aconteceu e compartilhe seus próprios sentimentos com eles. O comportamento regressivo (por exemplo, chupar o dedo polegarm acordar à noite e molhar a cama) pode acontecer em resposta a um trauma. Em vez de repreender seu filho por esse comportamento, ajude-o a exprimir seus sentimentos.
  2. Reafirme para seus filhos que eles são amados e que você está trabalhando muito para mantê-los seguros.
  3. Seja honesto sobre o que aconteceu, mas restrinja as informações de acordo com a idade apropriada. As crianças mais velhas (depois de 7 anos) normalmente sabem quando algo está sendo amenizado, mas as menores podem ser convencidas com explicações muito limitadas.
  4. Passe um tempo extra com sua criança, especialmente fazendo algo divertido ou relaxante para ambos.
  5. Dê muitos abraços. Às vezes, um abraço ou um toque amoroso pode renovar a confiança das crianças mais que as palavras.
  6. Depois de qualquer crise, tentem voltar à rotina o mais normamente possível. Isso ajuda a fornecer um senso de segurança e proteção.
  7. Quando sua comunidade ou família se deparar com atos de ódio, violência ou intolerância, tire proveito da oportunidade para ensinar às suas crianças uma lição positiva sobre tolerância e entendimento. Ajude suas crianças a verem as coisas sob o ponto de vista de outra pessoa. Evite estereótipos negativos de grupos étnicos, raciais ou religiosos.
  8. Fale sobre a insensibilidade da violência e do ódio e o que significa viver em uma comunidade carente.
  9. Quando um incidente acontecer, seja um acidente de automóvel, um desastre natural ou uma reportagem horrível da TV, ocupe suas crianças com atividades pelas quais possam oferecer ajuda às vítimas. Ensine seus filhos que eles são uma parte vital do mundo. Por exemplo: crianças pequenas podem enviar desenhos, cartões e mensagens de conforto. Os adolescentes podem doar sangue ou servir de voluntários nas organizações da comunidade.
LIÇÕES POSITIVAS SÃO POSSÍVEIS?

Depois de uma tragédia ou de uma mudança radical na vida dos nossos filhos, devemos lembrar de falar para aqueles que amamos o quanto eles são importantes para nós. Devemos abraçá-los e tocá-los com palavras e gestos. Aconchegar nossos filhos pequenos. Tentarmos tirar proveito de cada dia para deixar nossos filhos saberem o quanto nos preocupamos com eles. Não devemos esquecer do legado mais importante a nossas crianças e adolescentes: o nosso tempo. Tempo para escutar sem falar, tempo para chorarmos juntos e secarmos suas lágrimas, tempo para desfrutarmos um do outro. As crianças também podem nos ajudar a nos sentirmos melhores se nos permitirmos compartilhar da sua exuberância e nos aquecermos em suas tolices, risadinhas e sorrisos.


Nancy Samalim e Cateherine Whitney

ACABE COM A CHATEAÇÃO CONSTANTE (PEGAR NO PÉ) - Livro: Amar sem Mimar





Mariane, uma das mães que conheci, tinha lembranças terríveis da chateação constante de sua mãe e estava determinada a não fazer o mesmo com a filha. "Quanto mais minha mãe frisava algo, mais eu empacava como uma mula. Eu quis ensinar a Alice o comportamento apropriado sem ter que repetir tudo uma centena de vezes!", ela recorda. Mas Alice, uma garota curiosa de dois anos de idade, não estava cooperando com o plano do jogo. Quando ela decidia que queria algo, perseguia seu objetivo, não importava quantas vezes a mãe dissesse não. Arrancava todos os livros da estante ou comia lanches na cozinha antes do jantar. Mariane passava o dia todo dizendo: "Pare com isso!" ou "Não mexa aí!", sem proveito. Depois de um tempo, ela ficou tão exasperada que seu tom de voz ficou mais alto. "Alice, eu já disse cem vezes não!" Por que você não me escuta?".

Lá no fundo, Mariane sabia a resposta: porque ela tinha se tornado uma chata. Alice estava se comportando do mesmo modo que ela, ou seja, ignorava sua própria mãe. O problema era: Mariane não sabia mais o que fazer para conseguir que sua filha a escutasse.

Nenhum pai quer ser um chato. Então, por que tantos de nós acabamos desse jeito e como podemos evitar isso? A verdade é: o único modo para deixar de chatear é deixar de falar - e começar a tomar atitudes para corrigir o problema. "Você pode falar até ficar azul", disse uma mãe. "Você pode gritar até ficar roxo. Mas, se você estivar usando aquele discurso 'tom de mãe', pode estar é falando com a parede".

Frequentemente, nós enganamos em pensar que nossas valiosas lições são algo diferente de pura chateação. Pensamos: "Meu filho apanhará seus brinquedos, fará a lição de casa, pensará duas vezes antes de ferir os sentimentos de alguém, se manterá longe do fogão...", e assim por diante, sem os infinitos lembradores verbais. Ou então acharmos que mensagens importantes sobre segurança ou questões morais não serão transmitidas sem constante chateação. O problema é que esse tipo de palestra raramente funciona.

Uma razão para as crianças responderem tão negativamente às nossas reprovações exasperadas é que elas se sentem humilhadas. Antes de você dizer qualquer coisa, imagine como expressaria a mesma mensagem a uma criança que não fosse seu filho. Por exemplo, se a criança de um vizinho estivesse jantando em sua casa, eu duvido que você gritasse: "Pare de esfregar sua boca na manga da camisa - que falta de educação!". Muito provavelmente, se você falasse alguma coisa, seria dita em um tom mais suave, como: "Aqui, pegue um guardanapo". Ou você agiria sem dizer uma palavra e simplesmente poderia lhe oferecer um guardanapo. Há muitas ocasiões ao longo do dia em que você se sairia melhor se simplesmente agisse e não falasse nada: pegar a mão de seu filho na hora de deixar o playground ou lhe dar um paninho quando ele derramar suco na mesa.

A maioria dos pais passa muito tempo emitindo lembretes constantes. Eles assumem que devem imprimir em seus filhos as lições importantes que precisam aprender. Eu acredito que os lembretes constantes sejam apenas um eufenismo para chateação. E as crianças nos ignoram mais rápido do que possamos dizer: "Não se esqueça...".

Uma história de pais: Deixe os especialistas fazerem o discurso
O filho de cinco anos de Cathy tinha fascinação por acender fósforos. Ela fazia sermões e sempre alertava, sem proveito. Ele continuava sem escutar. Um dia ela o pegou queimando papel no quarto dele e ficou muito transtornada, como nunca havia ficado na vida. Então, em vez de lançar seu habitual sermão, ela disse calmamente: "Vista seu casaco". Ela o levou rua abaixo, até o posto dos bombeiros, e pediu ao capitão que falasse a seu filho sobre os perigos do fogo. No final da conversa deles, o filho jurou que nunca mais acenderia outro fósforo e realmente ele não fez mais isso.

Você realmente pode culpá-lo? Imagine como você se sentiria se seu chefe repetisse as instruções infinitamente, em um tom desdenhoso e grave. Em vez disso, o que você pode fazer? Reforce as consequências e aja. Foi isso então o que Leslie fez.

Todas as noites, quando ela colocava o jantar na mesa da cozinha, chamava seus dois filhos que estavam na sala: "Desliguem a TV e venham jantar". Dois minutos depois, a TV estava ligada. Leslie gritava: "Eu disse que está na hora de desligar a TV e vir jantar".

Normalmente, Leslie tinha de chamar pelo menos mais uma vez da cozinha antes que a TV fosse desligada ou tinha que ir até lá e desligar. Perguntei para Leslie se ela tinha alguma idéia de por que eles estavam ficando surdos aos seus repetidos pedidos. "Eu sei que eles escutam!", ela disse, "Eles simplesmente me ignoram até que eu perca totalmente a calma".

Sugeri que ela tentasse a estratégia do falar-uma-vez-e-depois-agir. Na primeira noite, quando as crianças não responderam ao seu primeiro chamado, Leslie entrou na sala de estar e desligou a televisão sem dizer uma palavra. As crianças uivaram em protesto, mas se levantaram do sofá e foram jantar. Depois, ela calmamente sugeriu que era incoveniente para ela interromper o que estava fazendo para desligar a TV. "Seria mais fácil para mim e ela não fosse nem ligada", ela disse; depois parou, deixando-os pensar na mensagem. Na noite seguinte, assim que as crianças ouviram os passos dela, desligaram a TV. Dentro de uma semana, eles estavam desligando a TV depois da primeira chamada.


Em estudos de matrimônios prósperos, pesquisadores descobriram que o elemento essencial em um matrimônio feliz são as comunicações amorosas excederem as comunicações críticas. A mesma dinâmica funciona com crianças. Quando as palavras que nossas crianças ouvem normalmente soam críticas, ressentidas ou mal-humoradas em vez de úteis, amorosas e encorajadoras, seu desejo para cooperar e seu senso de auto-estima podem afundar.

Uma história de pais: Vamos rápido!
"Minha filha de três anos achava que seu nome completo era Karen Vamos. Eu comecei a notar quantas vezes por dia eu dizia: 'Karen, vamos rápido!' Isso foi embaraçador!".


Nancy Samalim e Catherine Whitney

sexta-feira, 9 de julho de 2010

SUTILMENTE - SKANK - Clipe Oficial ( Melhor Clipe - VMB 2009)


Eu simplesmente amo esta música.

Muitas vezes eu esqueço do tempo, das pessoas e do lugar e fico prestando atenção nas palavras desta composição. Realmente mexe comigo a letra. Essa música, Sultimente é do novo álbum "Estandarte" e melhor clipe do VMB 2009 do grupo mineríssimo Skank.

Sou uma pessoa unipolar. Mesmo se eu fosse bi ou tripolar seria a mesma pessoa que sou agora. Não tenho medo de estigmas ou preconceitos irracionais e idiotas. Tenho medo é da solidão. Porque para mim o que importa e tem valor numa pessoa, não é saber se ela é isso ou aquilo e sim seu caráter, sua generosidade, sensibilidade e respeito aos sentimentos dos outros, etc.

É tão bom estar ao lado de uma pessoa que te respeita e que faz você sentir feliz. Tenho saudades dos meus risos fáceis.

Hoje estudo profundamente essa doença, infelizmente tão injustamente estigmatizada. Convivi com um portador de transtorno de humor afetivo, ou seja, um Bipolar, o HK pai biológico da minha filha Maria Eduarda, e sei como foi difícil e sofrível. Mas, tudo seria diferente se eu tivesse sabido seu diagnostico antes do fim do nosso relacionamento traumático. Evitaria tantos sofrimentos para mim quanto para ele. Houve sequelas desta relação em mim, hoje estou numa luta incansável para me reestabelecer emocionalmente e voltar a acreditar nas pessoas e no amor. 

Bipolaridade é como uma diabetes ou pressão alta. Não tem cura, mas tem tratamento e controle.

É uma doença bastante estudada cientificamente e têm vários artigos, livros e etc de doutas autoridades no assunto. Enfim, hoje existem medicamentos avançadíssimos para a estabilidade do humor, como o lítio e outros. É muito importante um diagnóstico bem feito, pois para cada portador de bipolaridade a medicação é diferente e a dosagem. 

Muitas vezes um diagnóstico mau feito traz inúmeros transtornos ao paciente e atinge diretamente todos a sua volta. Um remédio errado, pode até acentuar os sintomas que muitas vezes o portador não tinha ainda manifestado, como por exemplo, a agressividade, mania, hipomania ou psicose.

Também não posso deixar de comentar sobre a terapia em grupo ou individual sempre acompanhada de um profissional competente para esclarecer as dúvidas e explicar os efeitos da bipolaridade no dia-a-dia do portador e ensinar tanto ele  como também os mais próximos a conviverem e lidarem com a doença. 

A terapia é uma das mais importante etapa do tratamento, pois nada melhor para um portador de transtorno bipolar estar  junto de outros que passam pelo mesmo problema e dificuldade. É sentir que é igual e pertence uma tribo ou faz parte de uma turma. O ser humano precisa se sentir parte de algo ou de algum lugar, é uma necessidade inata do mesmo. "... ninguém nasceu para viver só".

Voltando a letra desta música, seus acordes e sua sonoridade são incríveis. Para mim esta música em especial fala de um coração bipolar de forma sutil. É mais do que isso, é uma linda declaração de amor consciente. Alias, Samuel Rosa, vocalista e compositor do Skank é um poeta contemporâneo  e declama seus poemas de forma musicalizados. As músicas do Skank fizeram e fazem parte da minha vida. Gosto muito! Suas letras são essencialmente sentimentos... 

Segue abaixo a letra,
Roberta Carrilho

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti.

terça-feira, 6 de julho de 2010

ESCOLHAS - Cidade do cérebro



Em 2006 eu era sócia de uma financeira (empréstimos consignados do Banco BMG). 

Naquela época ministrava vários cursos de motivação para os funcionários, e na preparação de um deles, descobri na internet, esse vídeo super interessante, no site: 


Compartilho hoje com todos esse vídeo, aumente o som e curta! 
ESCOLHAS é um tema sempre contemporâneo.

Então escolha o melhor...
Roberta Carrilho

AJUDE SEUS FILHOS A FALAREM A VERDADE - Livro: Amar sem Mimar




Eu sou muito radical quanto a essa questão. 
Não suporto mentiras, nem rosas, nem verdes, 
bolinhas coloridas, de nenhum tamanho, cor e forma.

Sou uma pura leonina! 
Faz parte da minha essência (personalidade).

Confiança para mim é tudo!!! 
É pressuposto essencial de uma relação 
seja entre mãe-filha ou qualquer outra relação.
Tenho imensas dificuldades em lidar com mentirosos. 
Eu reconheço isso e não quero mudar.
Roberta Carrilho 



A maioria dos pais que conheço acha que seus filhos sempre devem contar a verdade. Eles sabem que pessoas honestas inspiram confiança. Esse é um valor importante, mas também  é uma necessidade, porque os pais precisam ter informações garantidas, especialmente quando a segurança de seus filhos está envolvida. Como você pode encorajar uma atmosfera de honestidade em sua casa? Aqui estão algumas sugestões:

FALE A VERDADE VOCÊ MESMO

Um dos melhores modos para ensinar honestidade é demonstrar um bom exemplo. As crianças não respeitarão a verdade se perceberem que às vezes pegam você em uma mentira. E elas são incrivelmente observadoras, notando quando suas palavras não coincidem com suas ações.

Muitos adultos acham que podem justificar uma mentira quando a situação autorizar. Mas eles nem sempre exergam o efeito negativo que mesmo uma "lorotinha" pode ter sobre as crianças. Um homem que conheço ainda se lembra de como se sentiu envergonhado quando o pai comprou uma passagem de ônibus mais barata para ele, dizendo ao motorista que o filho tinha cinco anos quando, na verdade, tinha seis. Um amigo se lembra de como sua mãe costumava dirigir em alta velocidade, mas sempre que era parada por um policial, negava que estivesse correndo.

Tente não mentir na frente de seus filhos, mesmo quando seria mais fácil contar um meia-verdade. Por exemplo, em vez de se livrar de uma situação social fingindo estar doente, simplesmente diga: "Eu não estou a fim de ir!" ou "Não estou em um dia bom".

NÃO FAÇA UMA TEMPESTADE EM COPO D'ÁGUA PARA PEQUENAS MENTIRAS

A maioria das crianças conta pequenas mentiras para evitar castigos ou evitar enfurecer seus pais. Esse é um comportamento normal de autodefesa.

Se você pegar suas crianças em um tipo de mentira, como: "Sim, eu lavei minhas mãos", resista para não se tornar um tirano. Ao invés disso, calmamente lembre a elas que a verdade é um valor estimado em sua casa e você espera que elas sejam honestas. Mas não faça disso algo fora de proporção.

Lembre-se de se concentrar no incidente de desonestidade, em vez de tirar amplas conclusões sobre a personalidade de seu filho. Em vez de "Você é um mentiroso", diga: "Você não me contou a verdade sobre como aquele bolo desapareceu do refrigerador". Quando os pais sentem que a confiança foi abalada, eles frequentemente ficam furiosos e correm o risco de fazer as crianças se sentirem como se fossem mentirosas habituais com sérias falhas de caráter.

Por exemplo: se seu filho garante a você que fez a lição de casa e posteriormente você descobre que ele fez apenas parte dela, não faça uma acusação geral do tipo:"Vejo que não posso confiar em você". É melhor dizer: "Quando eu pergunto alguma coisa, fico chateado se não posso contar com você para me dizer toda a verdade". Essa abordagem tem mais chances de abrir as portas para uma resposta destemida e verdadeira.

NÃO CASTIGUE A HONESTIDADE

Como contar a verdade, às vezes, significa enfrentar até consequências desagradáveis, você precisa ajudar seu filho a se sentir seguro o bastante para falar. Por exemplo, quando seu filho não conta algo que sabe que pode deixar você furioso ou desapontado, você encorajará sua capacidade para a honestidade, dizendo: "Significa muito para mim você me contar o que realmente aconteceu".

Quando seu filho for verdadeiro sobre algo que era difícil para ele admitir, faça questão de reconhecer a atitude dele. Isso não significa que você tenha de dar uma festa para comemorar o fato, mas seu elogio à honestidade dele ou à difícil admissão sobre ter mentido o encorajará a falar a verdade em situações futuras.

Uma história de pais: O jogo da fumaça
Ice, um pai participante de um de meus seminários, tinha uma lembrança viva de sua infância. O pai dele entrou em seu quarto, sentiu o cheiro de cigarro, e disse: "Você estava fumando?". Jack respondeu: "Se eu contar a verdade, serei castigado?". O pai dele disse: "Sim, você sabe que não deve fumar". "Ok", disse Jack, "então eu não estava fumando".

Se uma consequência negativa ocorrer, deixe bem claro para as crianças que a penalidade foi por violar as regras da casa, não por contar a verdade. Por exemplo, se seu filho confessar que perdeu o telefone celular, você pode dizer: "Eu sei que foi necessária muita coragem para você me contar o que fez. Eu aprecio sua honestidade, de verdade. Porém precisamos discutir como você pode ajudar a pagar um aparelho novo".

NÃO USE ARMADILHAS

Se não quisermos que nossas crianças mintam, temos de nos preocupar para não criar armadilhas para elas. Eu chamo isso de perguntas da Quinta Emenda - você já sabe a resposta, mas faz a pergunta de qualquer maneira, o que encoraja a criança a mentir.

Se você vir chocolate espalhado no rosto de seu filho, não pergunte: "Você comeu o doce que eu estava guardando para levar para a firma?". Se ele for como a maioria das crianças negará. Em vez de colocá-la na defensiva, simplesmente declare o fato: "Aquele doce é apenas para convidados".

Entenda que, às vezes, é mais fácil para uma criança mentir. Ajudar seu filho a ser verdadeiro é um processo que requer paciência e sensibilidade.


Nancy Samalin e Catherine Whitney


segunda-feira, 5 de julho de 2010

COLOQUE NO PAPEL - Livro: Amar sem Mimar




Eu intuitivamente, sem conhecimento prévio já fazia e continuo fazendo isso com as minhas filhas, com meus namorados, amigas ou amigos e com o meu pai. Sempre escrevi bilhetes e cartões. Adoro escrever e receber cartas e etc.

Desde de pequena eu sou assim. Ou seja, adorava desenhar, pintar, colorir, fazer colagens e depois de tudo pronto, caprichava no envelopinho feito muitas vezes por mim mesma, de forma bem colorido para entregar meu cartão. Nunca precisei de uma data especial para escrever, sempre que tinha alguma necessidade, eu escrevia.

Minha filha Maria Eduarda, que hoje está com quase 08 anos, já tem uma caixa com inúmeros cartões, cartas, textos, poemas, fotos, bilhetinhos etc enviados por mim. Ela me confidenciou que os guarda consigo e que nunca vai deixar ninguém pegar sua caixa. Vejo que ela trata essa caixa como um tesouro, só dela!

O engraçado é que desde de 05 anos eu envio cartões para ela, e muitas vezes ela dizia no celular: "Mamãe a sua carta não chegou ainda, tô esperando! Numa ansiedade inacreditável para aquela menininha tão pequena.

Vejo hoje como era e é importante receber essas cartas para ela. Ah! uma curiosidade de criança mesmo, quando meus cartões chegava ela levava no mesmo dia se fosse entregue na parte da manhã para escola. Adorava mostrar aos coleguinhas e a professora e quando a professora lia em voz alta para todos, aí era um êxtase de emoção para ela. Como gosta disso! Sentir que é especial, amada pela mamãe dela (coisas de pessoas sensíveis e amorosas). As amiguinhas dela, adoravam meus cartões coloridos e pedia para ler minhas frases de amor por ela.

Como é poderoso um cartão, bilhetinho ou uma carta. 
É impressionante!!!

Mexe com nossos sentimentos mais íntimos. Eu confesso que meu coração é mole para uma bela carta. E quando ganho um presente??? A primeira coisa que eu observo é o embrulho e em seguida o cartão. Para mim um presente sem cartão é um presente pela metade. Faço questão!

Roberta Carrilho



Uma mensagem escrita para seu filho é um modo poderoso de levantar uma questão difícil, fazer as pazes depois de uma batalha tempestuosa ou expressar amor e admiração. Eu descobri que escrever bilhetes é uma das ferramentas de comunicação mais eficazes que os pais podem usar para fortalecer os laços com seus filhos. Aqui estão três situações em que colocar seus pensamentos em um papel pode possibilitar um diálogo:

DEPOIS DE UMA DISCUSSÃO

Em toda relação pais-filhos, há momentos em que proferimos palavras ríspidas, severas, que não usaríamos se estivéssemos nos sentindo mais racionais. Depois que nos acalmamos, uma mensagem escrita pode amenizar sentimentos magoados e restabelecer uma atmosfera amorosa. Aqui vale tanto na relação pais-filhos como em todas as espécies de relações.

Uma mãe ficou furiosa quando voltou do trabalho um dia e a babá disse que Jack a tinha desafiado, recusando-se a entrar e fazer a lição de casa quando ela o chamou. Ela confrontou Jack furiosamente e gritou: "Se eu não posso confiar em você para se comportar com responsabilidade, pode se esquecer daquela caminhada neste fim de semana!" Jack saiu correndo e chorando para o quarto.

Um história de pais: Palavras para acalmar
"Quando meu filho tinha seis anos, discutimos seriamente. Eu não me lembro do motivo. Eu disse algumas palavras que o magoaram e me arrependi. Então, depois escrevi um bilhete me desculpando. Naquela noite achei um cartão de Paul em minha cômoda. 'Querida mamãe, mesmo quando estou furioso e triste, eu ainda a amo'. Eu fiquei muito tocada e também pasma com o fato de que um menininho pudesse expressar um pensamento tão profundo. Isso foi há vinte anos. Desde esse dia eu guardo o cartão".

Mais tarde, depois que tinha se acalmado, a mãe escreveu um bilhete e o colocou por baixo da porta do quatro dele:

Querido Jack,
Fiquei chateada porque você ignorou nossa regra sobre fazer lição de casa e também foi rude com a Carol, que é responsável por você; mas eu peço desculpas por gritar. Eu sei que pode ser difícil deixar seus amigos e entrar em casa, especialmente em um dia tão bonito. Mas eu preciso saber se posso contar com você para fazer a coisa certa quando eu não estiver aqui. Vamos conversar sobre isso, agora que estamos mais calmos. Eu te amo.
Mamãe

Depois de ler o bilhete de sua mãe, Jack abriu a porta e saiu do seu quarto. "Eu sinto muito não ter entrado quando a Carol me chamou!", ele disse. A mãe lhe deu um abraço e Jack prometeu a ela que isso não aconteceria novamente.

QUANDO VOCÊ PRECISA DIZER UMA COISA SÉRIA

Mensagens escritas podem ajudar a dizar uma coisa séria sem discussões e disputas em excesso. Por exemplo: a filha de doze anos de Martin implorou para que ele a deixasse ir até ao centro comercial, depois da escola, com suas amigas. O pai disse que não. Ela o acusou de ser injusto. Depois, ele escreveu esta carta e colocou-a na cômoda dela:

Querida Becca,
Eu sei que para você é difícil entender por que não a deixei fazer o que queria. Você sempre é responsável quando sai, porém eu não confio no ambiente do centro comercial; assim, decidi que lá está fora dos limites, a menos que haja um adulto com você. Esta é uma questão de segurança, e não está aberta a negociação. Mas eu recebo sugestões suas.
Com amor,
Papai

Becca não comentou diretamente a mensagem, mas naquela noite ela colocou um bilhete por baixo da porta do quarto dos pais dela:

Querido pai,
A mãe de Jennifer também não a deixará ir. Você pode nos levar e fazer suas compras; enquanto nós duas passeamos?
Com amor,
Você-sabe-quem

QUANDO VOCÊ QUER EXPRESSAR AMOR E ADMIRAÇÃO

Às vezes, estamos tão ocupados criticando as falhas de nossas crianças que nos esquecemos de expressar nosso amor e orgulho. Escrever é um modo criativo para colocar nossos sentimentos em um registro tangível que pode durar a vida toda.

Quando uma amiga estava no hospital para dar à luz seu segundo filho, ela escreveu para sua filha de seis anos, que nunca tinha estado separada da mãe antes:

Querida Leslie,
É tão solitário no hospital sem você! Eu sinto saudades de nos divertir-mos juntas e mal posso esperar para vê-la. O papai e a vovó me contaram como você tem sido útil e eu estou muito orgulhosa. Você é a melhor filha que uma mãe poderia ter. Eu estarei em casa amanhã com seu irmãozinho, e a primeira coisa que vou fazer é dar um abraço enorme em você. Durma bem. Eu te amo.
Mamãe

A filha dela lê frequentemente essa carta, que guarda em um lugar especial, durante os anos que me escreveram. Seus filhos acabam se comunicando por escrito e se sentem muito confortáveis expressando desse modo seus pensamentos, sentimentos e pedidos.

Por exemplo: meu filho mais jovem, Todd, que hoje é um adulto, frequentemente prefere se comunicar conosco por escrito. Durante anos ele enviou cartas para mim e meu marido as quais adorávamos. Isso também permite que, mesmo com poucas habilidades maravilhosas de paternidade/maternidade podemos ter uma relação com nossos filhos crescidos com amor e respeito mútuo. Obrigada, Todd, por me dar permissão para incluir a seguinte carta:

Querida Mamãe,
Este não é o cartão de dia das Mães. É um bilhete de agradecimento. Eu quero que você saiba o quanto aprecio tudo o que você fez por mim, inclusive me criar para a educação, o conhecimento, a saúde, o certo e o errado, se esforçando ao máximo, e muitas outras coisas.
Você me ensinou a ler e a me comunicar em um nível que me deu vantagens para ganhar a vida.
Ao longo dos anos, você escutou minhas reclamações, problemas e dores com paciência e o desejo de me ajudar de qualquer forma possível. Eu valorizo seus conselhos e ajuda.
Eu tenho sorte em ter  você e você tem sorte de ter a mim.
Para nós, nada é mais importante que a família.
Feliz Dia das Mães!
Seu amigo para o resto da vida,
Todd


Nancy Samalin e Catherine Whitney


MANTENHA A CONVERSA SIMPLES - Livro: Amar sem Mimar




As crianças nos ignoram quando falamos sem parar. Então, em vez de dar sermões, mantenha a conversa curta e simples:
"Ande!"
"Botas, jaquetas e mala".
"Mãos". (quando elas precisam ser lavadas)
"Pratos". (quando está na hora de colocá-las na lavadora de louça)

A mãe de um pré-adolescente sempre reclamava de sua atitude confiada e desdenhosa quando pedia para ele ajudar ou obedecer. Depois de algumas sessões nas quais discutimos o tópico da audição seletiva, ela relatou uma grande mudança: "Ele tem sido muito mais cooperador ultimamente. Até agradeceu minha ajuda outro dia".
Eu fiquei impressionada. "Você está fazendo alguma coisa de maneira diferente que está ajudando nessa mudança?".
"Bem, Nancy", ela disse, "a única mudança que percebi é que estou falando apenas um décimo do que que costumava falar!".

PRATIQUE DIZER NADA

Finja que você tem um problema de laringite e não pode falar durante um dia. Quais seriam as consequências? Se você não conseguir das lembretes, instruções e ordens, seus filhos podem:

  • sair de casa sem o agasalho;

  • fazer uma bagunça;

  • esquecer de levar o cachorro para passear;

  • não escovar os dentes;

  • perder seus gorros e luvas;

  • comer um biscoito antes do jantar.
Agora, pergunte-se: "Isso seria tão terrível?"
Eu ainda me lembro, anos atrás, de quando era professora. Para minha surpresa, nessas ocasiões raras quando eu sofria de laringite, as crianças eram incrivelmente colaboradoras.

Dica: Conte suas palavras
Um pediatra que eu conheço aconselha aos pais:"Se você estiver tentando explicar alguma coisa para seus filhos pequenos ou em fase pré-escolar, use tantas palavras quantos forem seus anos. Que ótimo remédio para se falar menos!.


Nancy Samalin e Catherine Whitney
  

RECONHEÇA A VALIDADE DOS SENTIMENTOS - Livro: Amar sem Mimar



Vamos encarar os fatos. Não é tão fácil escutar as crianças quando elas estão expressando sentimentos de raiva ou mágoa. É muito mais fácil e mais prazeroso escutá-las quando expressam emoções positivas. Todos ficamos felizes quando uma criança chega em casa da escola e exclama: "Mãe, minha professora disse que eu entreguei um trabalho perfeito e me deu um estrela de ouro!" ou, então, quando declara alegremente: "O bebê é tão divertido. Ele realmente me faz rir". A mensagem é completamente diferente quando não é tão otimista. Quando uma criança mais velha se queixa contra seu irmão mais novo, é tentador negar seu ressentimento e ciúme. Muitos pais acreditam erroneamente que deveriam tentar discutir com as crianças os sentimentos raivosos, pessimistas ou tristes. Claro que não queremos que nossas crianças sejam infelizes, mas não temos o poder de tornar as coisas boas para elas todo o tempo. Falar para uma criança que foi rejeitada no time de beisebol: "Você superará isso ... não é o fim do mundo!", nega o quão magoado ela se sente. Nem vai adiantar para uma criança, cujo irmão ainda bebê destruiu seu brinquedo favorito, ser consolada com estas palavras: "Não faça tanto drama. Ele não quis fazer isso". Comentários como esses fazem as crianças sentirem como se nós não as entendêssemos nem nos preocupássemos com seus sentimentos.

Realmente não é nosso trabalho resolver os dilemas de nossos filhos. Nem temos o poder de torná-los felizes quando eles não se sentem assim. Mas não importa a idade de nossos filhos, devemos é dizer que seus sentimentos são válidos e que eles não são, de forma alguma, ruins por sentirem isso.

Reconhecer os sentimentos é uma habilidade essencial para os pais manterem o domínio. Eis algumas estratégias específicas:
  • Descreva o que você ouve e vê, sem fazer um julgamento. Por exemplo, seu filho de oito anos reclama que tem muita lição de casa. Não responda com um sermão: "Você já está na segunda série; não pode esperar que a escola seja apenas diversão e jogos!" ou negando, contradizendo ou criticando:"Por que você sempre está reclamando? Essa é uma tarefa bem fácil". Em vez disso, responda de maneira descritiva e não julgadora: "Parece muita lição. A segunda série não é fácil".
  • Reconheça o sentimento colocando-se no lugar da criança. Por exemplo, seu filho de quatro anos diz: "Está muito escuro aqui. Eu tenho medo de que os monstros venham". Tente não responder: "Não seja ridículo. Monstros não existem" ou " Não aja como um bebê" ou ainda "Você apenas está dando uma desculpa para não ir para a cama". Para reconhecer o sentimento, você poderia dizer: "Eu suponho que dormir em um quarto escuro possa dar medo mesmo. O que podemos fazer para não torná-lo tão assustador?".
  • Repita a frase de seu filho quando você não estiver seguro sobre o que dizer ou precisar de mais informações. Por exemplo, sua criança diz: "O motorista do ônibus gritou comigo na frente de todos os meus amigos". Evite dizer: "Você deve ter merecido isso!" ou "O que você fez desta vez?". Essas respostas pressumem que seu filho é culpado antes de você conhecer os fatos. Em vez disso, diga: "Ele gritou com você na frente de todos os seus amigos? Nossa!". Com essa resposta é  mais provável que você consiga extrair detalhes adicionais sobre o que aconteceu.
 Eu sempre lembro os pais para serem permissivos com os sentimentos e rígidos com o comportamento. Uma pessoa não pode deixar de sentir o que sente, mas pode conter seu comportamento. Como pais, nosso trabalho é ajudar as crianças a perceberem que há uma distinção básica entre palavras e ações. A mensagem é: sinta o que você semte, mas controle o que você faz.

Uma história de pais: O grunhido terapêutico
Nunca subestime o poder de um grunhido. O grunhido terapêutico é simples e poderoso. Quando você murmura com compaixão, faz seu filho saber que você  o está escutando, apesar de ser completamente não-julgador. Esse também é um bom modo de extrair mais informações.

Uma mãe me falou como usou essa técnica com o filho, Billy. Quando reclamava que a professora dele era injusta, a resposta da mãe era um simples "hummm...". Sem se sentir ameaçado, ele continou falando... "Ela realmente é uma chata!".
"Ela é chata?", a mãe perguntou.
"Sim. Ela disse que eu não estudei, porque dei uma resposta errada. Mas eu estudei. Eu só não sabia aquela resposta".
"Hummm", grunhiu a mãe, acrescentando: "Você acha que ela não foi justa. Como você gostaria de lidar com isso? Tem alguma idéia do que poderia dizer a ela?".


Nancy Samalin e Catherine Whitney


EVITE PALAVRAS COM SINAL VERMELHO - Livro: Amar sem Mimar



Palavras com sinal vermelho são aquelas expressões simples que quase sempre aumentam qualquer conflito com uma criança, um cônjuge ou outra pessoa com quem temos uma relação íntima. Conhecendo as palavras que podem refletir negativamente, podemos substituí-las por expressões que mais provavelmente resultarão em cooperação e entendimento.

A maioria das palavras ou frase com sinal vermelho acontece no início ou próximo do início de uma frase. Aqui estão algumas alternativas para duas palavras aparentemente inócuas que estão entre as piores ofensivas: se  e por que.

"SE VOCÊ ..."

Se - normalmente seguido por você - envia um sinal vermelho a ser usado como uma ameaça:

"Se você não guardar seus brinquedos, eu vou dar tudo para o Exército da Salvação".
"Se você não consegue cuidar das suas roupas, eu não vou comprar nenhuma pelo resto do ano".

Muitas crianças percebem uma ameaça como um desafio e podem repetir a ofensa apenas para testar a firmeza dos pais. Pior, essas ameaças frequentemente são impossíveis de serem levadas à frente. E, se nós não levarmos adiante uma ameaça, nossos filhos deixarão de nos levar a sério.

Além disso, se uma ameça é tão irracional ou fora de propósito quanto a ofensa que produz, não ensina nada à criança sobre as consequências realistas do seu comportamento.

Melhor opção: Em vez de se, use assim que ou quando. Essas frases são mais positivas e menos punitivas. Elas o encorajam a se manter racional e a fazer uma declaração realista que você pode levar à frente.

"Assim que você guardar seus brinquedos, nós vamos lanchar".
"Quando você pendurar sua jaqueta, podemos brincar com um jogo".

"POR QUE VOCÊ NÃO ..."

Por que  também envia um sinal vermelho, especialmente quando seguido por você nunca, você não pode, ou você não:

"Por que você nunca recolhe suas coisas?"
"Por que você não pode manter suas mãos quietas?"
"Por que você não escuta?"

Essas perguntas não têm respostas. Na realidade, não estamos perguntando por que para obter uma resposta racional. Em vez disso, estamos simplesmente culpando ou então fazendo uma declaração crítica. Não é provável que as crianças cooperem quando sentirem que estão sendo acusadas.

Outro uso comum da palavra por que está em "Por que você fez ...", como em: "Por que você bateu na sua irmã?". A maioria das crianças nem mesmo sabe por que faz o que faz. Elas são criaturas basicamente impulsivas e espontâneas.

Melhor opção: Omita essa inútil expressão por que, e mude a pegunta para uma declaração clara, firme e não-acusatória:

"Esses brinquedos precisam ser recolhidos".
"Nada de brincadeira de mão".
"Eu gostaria que você pendurasse sua jaqueta sem eu ter de lembrá-lo".

Na pior das hipóteses, essas são declarações globais sobre a natureza de uma criança que ela não pode mudar, em vez de declarações sobre aspectos de seu comportamento sobre os quais ela tem algum controle. As acusações colocam as pessoas  - crianças e adultos - na defensiva, e uma pessoa nessas condições certamente não está motivada a mudar para melhor ou melhorar  seu comportamento para agradar ninguém.

Uma história de pais: O poder das palavras
"Minha bolsa foi roubada. Meu marido, bravo e aborrecido, disse: 'Você sempre larga suas coisas espalhadas por todo lado. Se você não fosse tão descuidada, isso não teria acontecido'. As palavras dele me enfureceram e me fizeram sentir estúpida. Mas, naquela noite, meu filho de dez anos ouviu sobre o ocorrido. Ele colocou seu braço ao redor de mim e disse: 'Oh, mãe, você deve estar se sentindo horrível!".

Moral da história: Quando as coisas derem errado, tente não dizer aos seus familiares o que está errado com eles.


Nancy Samalin e Catherine Whitney

ARRUME TEMPO PARA SEUS FILHOS - Livro: Amar sem Mimar



O tempo se tornou nosso artigo mais precioso, pois nunca é o bastante. Freqüentemente eu vejo pais que entram em meus seminários quase ofegantes, como se estivessem acabado de correr em uma maratona. De certo modo, isso é verdade. A vida moderna deixa a maioria das pessoas sentir como se estivesse muito a fazer e muito pouco tempo para isso. Tanto estresse envolve o tempo – a falta dele – e as pressões ligadas a esse artigo tão limitado.

Se você se sente tão sobrecarregado pelos “deveres” e “semideveres” de sua vida e nunca tem tempo suficiente para curtir suas crianças, aqui estão algumas idéias de pais que eu conheço:

DECIDA O QUE É IMPORTANTE

As pessoas sempre estão dizendo: “Se eu não fosse tão ocupado...”, sem realmente pensarem como reduzir suas tarefas de modo arrumarem mais tempo para passar com seus filhos. A administração do tempo é certamente útil, mas envolve muito mais que rearranjos de itens na sua “lista de coisas a fazer”, pois tal vez sua lista seja simplesmente muito longa. É difícil abandonar a convicção fortificada de que o trabalho em excesso por si só é uma virtude. Você pode achar maneiras para passar o tempo e ganhar tempo – mas para quê? A chave para administrar melhor seu tempo é reavaliar o que realmente importa e renunciar a alguns dos “semideveres” que possam estar atrapalhando seus dias.

Estratégia: Elabore uma lista de tudo o que você faz durante o dia. Depois, divida seus itens em três categorias: deveres, semideveres e prazeres. Por exemplo: pagar as contas é um dever, mas limpar a sala de estar com aspirador de pó pode ser semidever. Como prazeres, você poderia listar a leitura de um livro ou um passeio de bicicleta com seu filho. Depois que você revisar as categorias, tente pensar em modos de gastar menos tempo com os semideveres, organizar os deveres e aumentar o tempo dedicado aos prazeres.

Uma história de pais: Preste Atenção!
“Outro dia, quando estava deixando minhas crianças na escola, meu filho mais velho estava olhando para o carro em frente ao nosso, no qual outra mãe fazia a mesma coisa. Ela estava falando ao telefone celular. Parou o carro, os filhos desceram e, a medida que ia embora, os filhos davam tchau, acenando, mas ela ainda estava falando ao telefone e não olhou para trás. Se você pudesse ter visto o olhar nos rostos dessas crianças, teria ficado com o coração partido. Andamos com muita pressa hoje em dia, e nossas crianças estão pagando o preço. Elas, às vezes, se sentem como se fossem nada além de um incumbência a ser realizada”.

PRATIQUE O COMPARTILHAMENTO FAMILIAR

O melhor modo de fazer suas crianças se sentirem importantes e incluídas em sua vida é envolvê-las na atividade de ser uma família. Muitos pais separam as tarefas comuns dia do “tempo de qualidade” que eles passam com seus filhos. Porém, a maioria das crianças (especialmente as pequenas) gosta de tomar parte das atividades diárias do papai e da mamãe. Elas freqüentemente se sentem orgulhosas e importantes quanto têm a chance de ser úteis.

Estratégia: Envolva as crianças em suas atividades. Se você está cozinhando, deixe seu filho ajudar a escolher o arroz. Quando você estiver lavando roupa, peça a ele para separar as roupas claras das escuras ou achar os pares das meias. Quando estiver trabalhando no jardim, mostre a ele como plantar uma semente. As tarefas podem levar um pouco mais de tempo e requerer mais de sua paciência, mas o tempo será bem-empregado na construção de laços entre você e seu filho. Esse tipo de envolvimento também o ajuda a se sentir como um membro valioso da família, ao perceber que fez algo diferente e ao se sentir seguro por ter dado uma contribuição.

DEIXE SEU TRABALHO FORA DE CASA

Embora nem sempre seja possível, tente separar sua vida profissional da familiar. As crianças se sentem decepcionadas se esperam avidamente pelos pais chegarem em casa depois de um dia inteiro no escritório, só para vê-los rapidamente, pois continuarão trabalhando noite adentro. Ou então os pais estão tão preocupados com o que aconteceu no trabalho que não podem estar emocionalmente presentes com as crianças.

Estratégia: Uma mãe que eu conheço termina seu trabalho extra no trem, no caminho de volta para casa, e fecha sua pasta durante a noite. Ela fez disso uma regra: não abrir a pasta novamente até estar no trem na manhã seguinte. Um pai resolveu o problema dando ao tempo gasto com seus filhos o tratamento de prioridade na agenda dele. Ele programou um tempo familiar em sua agenda no trabalho, da mesma maneira que fazia com reuniões de vendas e conferências. A secretaria tanto o lembra de seus compromissos familiares como dos profissionais: “Você tem um jogo de beisebol com John às duas horas.” Uma mãe, que é executiva de uma grande empresa, reserva todas as quartas-feiras para jantar cedo com os filhos, às cinco e meia.

PASSE UM TEMPO SOZINHO COM SEU FILHO

As crianças apreciam um tempo especial com apenas um dos pais. Freqüentemente, ouço histórias de adultos que ainda se lembram de maneira terna como “papai e eu jogávamos basquete pó meia hora depois do jantar” ou “mamãe e eu tocávamos duetos no piano”. Essas recordações ao apreciadas porque lembram tempos em que os pais estavam totalmente concentrados e preocupados em estar sozinhos com seus filhos.

Estratégia: Quando você realmente está com pouco tempo disponível, tente encontrar maneiras de passar vários momentos com seus filhos. Uma mãe, por exemplo, fazia questão de passear por quinze minutos com sua filha de sete anos todas as noites depois do jantar, se o clima permitisse. Outra mãe tem um ritual noturno de dez minutos no qual ela diz ao filho em fase de educação infantil: "Fale-me sobre a melhor parte do seu dia". Um artista que conheço passa vinte minutos por noite ensinando lições de pintura a seu filho. Juntos, eles escolhem seus desenhos favoritos para enviar aos parentes. E quase todo pai que conheço tem um ritual de boa-noite na hora de dormir.

É fácil falar para uma criança: "Eu amo você!", mas é o tempo real que nós passamos completamente focalizados apenas nessa criança que faz com que ela se sinta importante.

Eu nunca ouvi pais de crianças crescidas dizerem que desejavam passar mais tempo no escritório quando seus filhos eram pequenos.

Os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 trouxeram esse lar até nós mais acerbamente do que qualquer fato já ocorrido antes. Essa tragédia nos alertou sobre o que mais importa: colocar a família em primeiro lugar e valorizar as pessoas importantes em nossas vidas.


Nancy Samalin e Catherine Whitney

NÃO “SUPEREXPLIQUE” AS COISAS - Livro: Amar sem Mimar



Os pais com quem converso freqüentemente têm a preocupação em se comunicar com seus filhos em um nível mais profundo do que apenas ditar ordens. Muitos deles recordam sua própria infância com sendo cheia de regras rígidas e ordens infinitas que pareciam arbitrárias e que não consideravam os seus sentimentos. Eles acreditavam que as crianças têm direito a explicações e acham que, se pelo menos não tentarem conversar sobre as coisas, não estarão tratando seus filhos com respeito. Eles também odeiam ser muito abruptos; isso pode parecer indelicado ou impaciente.

Muitos pais que argumentam excessivamente têm dificuldade para dizer não. Eles estão procurando algo para minimizar a decepção e acreditam que as explicações fazem isso. A verdade é que, quando você adquire o hábito de explicar cada decisão eternamente, isso apenas faz com que seu filho fique mais inclinado a discutir. E alguns assuntos não são negociáveis: você usa cinto de segurança porque isso é lei; vocês dão as mãos para atravessar a rua porque é uma regra.

Os pais também têm a convicção de que, se derem para seus filhos muitas explicações, eles felizmente mudarão de idéia sobre o que queriam no primeiro momento (o que eu acho uma fantasia). O que eles pensam ser motivo é, na verdade, uma tentativa de convencimento. Considere este diálogo que minha aluna Mary teve com sua filha de cinco anos de idade, Isabel, que não quis ser deixada em casa com uma babá, enquanto seus pais saíram para o jantar:


  • Isabel: Eu quero ir também!

  • Mãe: Você realmente não quer ir. Você e Sandy sempre se divertem muito, quando ela vem cuidar de você.

  • Isabel: Eu quero ir com vocês. Eu não quero que a Sandy venha.

  • Mãe: Você me falou que estava esperando por Sandy. Ela é a sua babá favorita.

  • Isabel: Eu não ligo. Eu quero ir com vocês.

  • Mãe: Mas, doçura, você se sentirá tão entediada naquele restaurante...

  • Isabel: Não, eu vou!

  • Mãe: Além do mais, a comida é nojenta. Eles nem mesmo cozinham o peixe e você odeia arroz. Peixe cru e arroz! Eca!

  • Isabel: Eu poderia comer só um pouco. Talvez eu até goste.

Não é difícil perceber aonde esse diálogo chegaria. Claramente, Isabel tinha apenas uma coisa em sua mente: queria ir com os pais. E, tentando desse jeito, sua mãe não iria convencê-la de que ela realmente ficaria em casa. Em vez disso, Mary precisou cortar a discussão com algumas palavras amorosas e um firme adeus:


  • Mãe: Venha cá e me dê um grande abraço, filha. Nós estamos indo.

  • Isabel: Eu quero ir!

  • Mãe: (abraçando Isabel): Eu sei, querida. Nós sairemos juntos à noite em breve. Mas, hoje, o papai e eu temos um encontro de adultos.

  • Isabel: Por que eu não posso ir?

  • Mãe: Talvez outro dia, agora nós temos de ir. (Beijando Isabel, ela se levanta e sai).

Aqui está uma dica: se, quando seu filho alcançar a idade de cinco anos, você começar a tratá-lo como se ele estivesse pronto para faculdade de direito ou para equipe de debates da escola, esse é um ótimo sinal para argumentar ou para a equipe de debates da escola, esse é um ótimo sinal para argumentar menos e declarar sua posição firme e claramente, sem explicações infinitas.



Nancy Samalin e Catherine Whitney