domingo, 1 de setembro de 2013

FÉ E CONFIANÇA - PASSO NÚMERO 2 DO LIVRO: PENSE E ENRIQUEÇA de autoria Napoleon Hill



FÉ E CONFIANÇA

Fé dirigida torna todo o pensamento palpitante de poder. Você pode erguer-se a alturas ilimitadas, impelido pela força ascendente de sua poderosa e nova autoconfiança.

A FÉ É O QUÍMICO-CHEFE da mente. Quando a fé se une ao pensamento, o subconsciente apanha imediatamente a vibração, traduzindo no seu equivalente espiritual e transmitindo-a à Inteligência Infinita, como no caso da oração.

As emoções da fé, do amor e do sexo são as mais poderosas de todas as principais emoções positivas. Quando as três se unem, tem o efeito de “colorir” o pensamento de tal maneira que alcança, instantaneamente, o subconsciente, onde se transforma em seu equivalente espiritual, única forma que induz a reação da Inteligência Infinita.

A FÉ AGUARDA QUE VOCÊ A ENCONTRE

Segue-se agora uma declaração que lhe dará melhor compreensão da importância que o princípio da auto-sugestão assume na transformação do desejo em seu equivalente físico ou monetário; como se sabe, a fé é um estado de espírito que pode ser induzido ou criado, por afirmação ou instruções repetidas ao subconsciente, através do princípio da auto-sugestão.

Como exemplo, considere o propósito pelo qual você está, presumivelmente, lendo este livro. O objetivo é, naturalmente, adquirir a capacidade de transformar o intangível impulso do pensamento do desejo em seu correlato físico, o dinheiro. Seguindo as instruções dadas no capítulo da auto-sugestão, e nos do subconsciente, resumidos naquele capítulo: – você poderá convencer o subconsciente de que acredita que receberá o que deseja; isso agirá sobre o que você acredita, de modo que o subconsciente o devolverá em forma de “fé”, seguida de planos definidos para procurar o que deseja.

A fé é um estado de espírito, que pode ser desenvolvido à vontade, depois de dominados os treze princípios, pois é um estado de espírito que se desenvolve voluntariamente, através da aplicação e uso desses princípios.

A repetição da afirmação de ordens ao subconsciente é o único método conhecido de desenvolvimento voluntário da emoção da fé.

Talvez o sentido se torne mais claro através da seguinte explicação, quanto à maneira dos homens se tomarem, às vezes, criminosos. Nas palavras de famosos criminologistas: – “Quando o homem entra em contato, pela primeira vez, com o crime, tem-lhe horror. Se se mantêm em contato com o crime por algum tempo, acostuma-se a ele e aguenta-o. Se ficar muito tempo em contato com o crime, acaba abraçando-o e se toma influenciado por ele.”

Isso equivale a dizer que qualquer impulso do pensamento, que se transmite repetidamente ao subconsciente, é afinal, aceito e operado pelo subconsciente, que começa a traduzir o impulso para seu equivalente físico, pelo processo mais prático que pode obter.

Ligado a isso, considere novamente a declaração: todos os pensamentos emocionalizados (aos quais se deu sentimento) e misturados à fé, começam, imediatamente, a traduzir-se em seu equivalente físico ou cópia.

As emoções, ou a parte de “sentimento” dos pensamentos, são os fatores que dão a esses vitalidade, vida e ação. As emoções de fé, amor e sexo, quando misturadas a qualquer impulso de pensamento, dão-lhe ação maior que qualquer dessas emoções, por si só.

Não apenas impulso de pensamento misturados à fé, mas os misturados com qualquer emoção positiva, ou qualquer emoção negativa, podem alcançar e influenciar o subconsciente.

NÃO EXISTE O AZAR

Compreender-se-á, dessa declaração, que a subconsciente traduzirá para o equivalente físico, os impulsos de pensamento de natureza negativa ou destrutiva, com a mesma prontidão com que agirá sobre os impulsos de natureza positiva ou construtiva. Isso explica o estranho fenômeno que milhões de pessoas experimentam e ao qual se referem como “má sorte” ou “azar”.

Há milhões de pessoas que se creem “condenadas” à pobreza ou ao fracasso, por alguma força estranha, sobre a qual acreditam não ter controle. São os criadores de sua própria “má sorte”, par causa dessa crença negativa, que, apanhada pelo subconsciente, é traduzida para seu equivalente físico.

Eis um lugar apropriado para sugerir, novamente, que você pode beneficiar-se, transmitindo ao subconsciente qualquer desejo que quiser ver traduzido em seu equivalente físico ou monetário, num estado de expectativa ou de crença de que a transmutação terá lugar. Sua crença ou fé é o elemento que determina a ação do subconsciente. Nada pode impedi-lo de “enganar” o subconsciente, ao dar-lhe instruções, através da auto-sugestão, como eu enganei o subconsciente de meu filho.

Para tornar o “engano” mais real, aja como se já estivesse de posse da coisa material que está exigindo, ao dirigir-se ao subconsciente.

O subconsciente transformará em seu equivalente físico, pelos meios mais diretos e práticos existentes, qualquer ordem dada com fé, ou crença em que essa ordem será executada.

Certamente muita coisa já foi dita para dar um ponto de partida do qual, através de experiência e prática, se possa adquirir a capacidade de unir a fé com qualquer ordem dada ao subconsciente. A perfeição advirá pela prática. Não pode vir apenas pela leitura de instruções.

É essencial que você estimule as emoções positivas como forças dominantes da mente, desanimando e eliminando as emoções negativas.

A mente dominada por emoções positivas torna-se abrigo favorável ao estado mental conhecido por fé. A mente, assim dominada, pode, à vontade, dar instruções ao subconsciente, que serão imediatamente aceitas e seguidas.

A FÉ DÁ PODER AO PESAMENTO

Em todas as épocas, os religiosos advertiram a humanidade lutadora da necessidade de “ter fé”, neste ou naquele dogma, nesta ou naquela crença, mas esqueceram de explicar como ter fé. Não afirmaram que a “Fé é um estado de espírito, que pode ser induzido pela auto-sugestão.”

Em linguagem acessível a todo o ser humano, descreveremos tudo o que se conhece sobre o princípio pelo qual a fé pode ser desenvolvida, onde ainda não existe.

Tenha fé em si mesmo; fé no Infinito.

Fé é o “elixir eterno” que dá vida, poder e ação ao impulso do pensamento!

Fé é o ponto de partida de todo o acumulo de riquezas!

Fé é a base de todos os “milagres” e todos os mistérios que não podem ser analisados pelas regras da ciência!

Fé é o único antídoto do fracasso!

Fé é o elemento, a “substância química” que, misturada à oração, permite comunicação direta com a Inteligência Infinita.

Fé é o elemento que transforma a vibração comum do pensamento, criada pela mente finita do homem, em seu equivalente espiritual.

Fé é o único instrumento através do qual a força cósmica da Inteligência Infinita pode ser dominada e usada pelo homem.

PENSAMENTOS QUE DOMINAM SUA MENTE

A prova é simples e fácil de demonstrar. Está envolta no princípio da auto-sugestão. Concentremos, pois, a atenção sobre o assunto da auto-sugestão, descobrindo o que é e o que é capaz de conseguir.

É fato sobejamente conhecido que se chega a acreditar o que quer que a gente repita a si mesmo, seja a afirmação verdadeira ou falsa. Se o homem repetir sempre a mentira, acabam por aceitá-la como verdade. Além disso, acreditará tratar-se da verdade. Todo homem é o que é pelos pensamentos dominantes que permite a sua mente abrigar. Pensamentos que coloca, deliberadamente, na mente, que estimula com simpatia, e, com os quais mistura uma ou mais emoções, constituem as forças motivadoras, que dirigem e controlam cada movimento, cada ato e cada feito seu!

Pensamentos misturados a qualquer dos sentimentos emotivos constituem força “magnética”, que atrai outros pensamentos simulares ou com ele relacionados.

O pensamento assim “magnetizado” de emoção pode ser comparado à semente que, plantada em solo fértil, germina, cresce e se multiplica muitas e muitas vezes, até que a semente original se toma incontáveis milhões de sementes da mesma espécie!

A mente humana está atraindo constantemente vibrações que se harmonizam com o que domina a mente. Qualquer pensamento, ideia, plano ou propósito que se retém na mente atrai uma multidão de “parentes”, acrescenta os “parentes” a sua própria força e cresce até tornar-se o senhor dominante, motivador do indivíduo, em cuja mente se abrigou.

Voltemos, agora, ao ponto de partida e informemo-nos de como a semente original da ideia, do plano ou propósito pode ser plantada na mente. A informação é facilmente transmitida: qualquer ideia, plano ou propósito pode ser colocada na mente através da repetição do pensamento. É por isso que você deve redigir a declaração do seu principal propósito, ou objetivo mais importante, confiá-lo à memória, repeti-lo, em palavras audíveis, todos os dias, até que as vibrações do som tenham alcançado o subconsciente.

Resolva destruir as influências de qualquer ambiente infeliz e construir sua vida bem ordenada. Fazendo um inventário das qualidades e deficiências mentais, você poderá descobrir que sua maior fraqueza é a falta de autoconfiança. Essa desvantagem pode ser superada, a timidez transformada em coragem, através do auxílio do princípio da auto-sugestão. A aplicação desse princípio pode ser feita por um simples arranjo dos impulsos positivos de pensamento, estabelecidos pela escrita, pela memorização e repetidos até se tornarem parte do equipamento de trabalho da faculdade subconsciente de sua mente.

CINCO PASSOS PARA A AUTOCONFIANÇA

1. Sei que tenho a capacidade de atingir o objeto do meu propósito definido na vida; portanto, exijo de mim mesmo uma ação persistente e contínua, para sua realização. Aqui e agora prometo empreender tal ação.

2. Compreendo que os pensamentos dominantes de minha mente reproduzir-se-ão futuramente em ação externa, física, transformando-se em realidade física; portanto, concentrarei meus pensamentos por trinta minutos diários, na tarefa de pensar que sou a pessoa que pretendo me tornar, criando, desse modo, uma imagem clara em minha mente.

3. Sei, pelo princípio da auto-sugestão, que qualquer desejo que eu mantenha com persistência na mente procurará, no futuro, expressar-se através de meios práticos de atingir o objeto existente por detrás desse desejo; portanto, devotarei dez minutos diários para exigir de mim mesmo o desenvolvimento da autoconfiança.

4. Já anotei uma descrição clara do meu principal objetivo definido na vida e jamais pararei de tentar, até desenvolver autoconfiança suficiente para alcançá-lo.

5. Compreendo perfeitamente que nenhuma riqueza ou posição pode durar muito sem ter sido construída sobre verdade e justiça; portanto, não me envolverei em transação alguma que não beneficie a todos a quem afetar. Terei êxito atraindo para mim as forças que desejo usar e a cooperação de outros. Induzirei outros a servir-me, pela minha boa vontade em servi-los. Eliminarei o ódio, a inveja, o egoísmo e o cinismo, cultivando amor pela humanidade, pois sei que uma atitude negativa para com os outros nunca me trará sucesso. Farei com que os outros acreditem em mim, porque eu acredito neles e em mim mesmo. Assinarei essa fórmula, recomendá-la-ei à memória, repetindo-a uma vez por dia, em voz alta, com fé integral de que influenciará, gradualmente, meus pensamentos e ações, de modo a tornar-me uma pessoa autoconfiante e bem sucedida.

Por detrás dessa fórmula existe uma lei natural que até hoje ninguém conseguiu explicar. O nome dessa lei têm pouca importância. O que importa a respeito dela é que FUNCIONA, para glória e sucesso da humanidade, SE for usada de maneira construtiva. Se, porém, usada de maneira destrutiva, destruíra com a mesma facilidade. Nessa afirmação esta uma verdade muito significativa, ou seja, aqueles que fracassam e terminam a vida na pobreza, infelicidade e desespero, fazem-no por causa da aplicação negativa do princípio da auto-sugestão. Pode-se encontrar a causa no fato de que todos os impulsos do pensamento têm tendência a refugiar-se em seu equivalente físico.

VOCÊ PODE CHEGAR AO DESASTRE PELO PENSAMENTO

O subconsciente não distingue entre impulsos de pensamento construtivos e destrutivos. Trabalha com o material que lhe fornecemos, através dos impulsos de pensamento. O subconsciente traduz em realidade o pensamento atormentado de medo, com a mesma presteza que usará em traduzir em realidade o pensamento impulsionado pela coragem ou pela fé.

Assim como a eletricidade faz girar as rodas da indústria e produz serviços úteis se usada de maneira construtiva, ou estraga a vida se mal usada, assim a lei da auto-sugestão leva à paz e à prosperidade ou ao vale da amargura, do fracasso, da morte, de acordo com seu grau de compreensão e de aplicação dela.

Se você encher a mente de temor, dúvida e descrença na sua capacidade de estabelecer um elo e usar as forças da Inteligência Infinita, a lei da auto-sugestão tomará tal espírito de descrença e usá-lo-á como padrão pelo qual o subconsciente se traduzirá em seu equivalente físico.

Tal qual o vento, que leva um navio para leste, outro para oeste, a lei da auto-sugestão irá erguê-lo ou derrubá-lo, de acordo com a maneira pela qual você arrumar as velas do pensamento.

A lei da auto-sugestão, através da qual qualquer pessoa pode ascender a altitudes de realização que surpreendem a imaginação, está bem descrita nos versos seguintes:

Se você pensa que foi derrotado, foi derrotado.
Se você pensa que não ousa, não ousa.
Se você gosta de ganhar, mas pensa que não pode, é quase certo não poder.
Se você pensa que perderá, está perdido, pois fora do mundo percebemos
Que o sucesso começa com a vontade de alguém tudo está no estado da mente.
Se você pensa que foi sobrepujado, foi sobrepujado, é preciso que pense em altos termos para se elevar, é preciso que esteja seguro de si antes de poder ganhar um prêmio.

As batalhas da vida não são sempre vencidas pelo homem mais forte ou mais veloz, mas, cedo ou tarde, o homem que vence é o homem QUE PENSA QUE PODE VENCER!

Observe as palavras grifadas e apanhará o significado profundo que o poeta teve em mente.

A GRANDE EXPERIÊNCIA DO AMOR

Em algum lugar de sua estrutura está, adormecida, a semente da realização que, se desperta e posta em ação, pode levá-lo a alturas que você jamais esperou atingir.

Assim como o mestre da música pode fazer com que as mais lindas melodias jorrem das cordas de um violino, assim você pode despertar o gênio adormecido em seu cérebro e fazer com que ele o conduza para o alto, para qualquer objetivo que possa desejar alcançar.

Abraham Lincoln fracassou em tudo que tentava, até passar da idade de quarenta anos. Era um senhor João Ninguém, de Não Importa o Que, até que uma grande experiência lhe chegou à vida, despertou o gênio adormecido em seu coração e cérebro e deu ao mundo um de seus homens realmente grandes. Essa “experiência” se misturou às emoções da tristeza e do amor. Veio-lhe através de Ann Rutledge, a única mulher que amou de verdade.

É fato conhecido que a emoção do amor está muito próxima ao estado de espírito conhecido como fé, pela razão de que o amor chega quase a traduzir os impulsos de pensamento em seu equivalente espiritual. Durante seu trabalho de pesquisa, o autor descobriu, da análise do trabalho e das realizações de centenas de homens de destacado valor, que houve influência do amor de uma mulher, por trás de quase todos eles.

Se quiser a prova do poder da fé, estude as realizações de homens e mulheres que o empregaram. Encabeçando a lista está o Nazareno. A base do Cristianismo á a fé, embora muitos tenham pervertido ou interpretado erradamente o significado dessa grande força.

A súmula e substância dos ensinamentos e realizações de Cristo, que podem ser interpretados como “milagres”, foi, nada mais, nada menos, que a fé. Se existem fenômenos como “milagres”, eles só são produzidos através do estado de espírito conhecido como fé!

Consideremos o poder da fé, como o demonstrou um homem muito conhecido da época, o Mahatma Gandhi, da Índia. Nesse homem teve a humanidade um dos mais assombrosos exemplos das possibilidades da fé. Gandhi controlava mais poder potencial que qualquer pessoa viva, em sua época, apesar do fato de não ter nenhum dos instrumentos ortodoxos de poder, como dinheiro, navios de guerra, soldados e armamentos. Gandhi não tinha dinheiro, nem lar, nem um terno como roupa, mas teve poder.

COMO CONSEGUIU ESSE PODER?

Criou-o da compreensão que tinha do princípio da fé por sua capacidade de transplantar essa fé nas mentes de duzentos milhões de pessoas.

Gandhi conseguiu o assombroso feito de influenciar duzentos milhões de mentes, para unir-se e mover-se em uníssono, como uma única mente.

Que outra força na terra, exceto a fé, poderia conseguir tanto?

VOCÊ DÁ ANTES DE GANHAR

Por causa da necessidade de fé e cooperação ao operar negócios e indústria, será tanto interessante como útil analisar um acontecimento, que fornece uma compreensão excelente do método pelo qual industriais e homens de negócios acumulam grandes fortunas, dando antes de tentar ganhar.

O acontecimento escolhido para essa ilustração volta para o ano de 1900, quando se formava a “United States Steel Corporation”. Ao ler a historia, guarde esses fatos fundamentais e entenderá como se converteram idéias em vastas fortunas.

Se você é um dos que muitas vezes se perguntaram como foram acumuladas grandes fortunas, a historia da criação da “United States Steel Corporation” será esclarecedora. Se tiver alguma dúvida de que os homens podem pensar e enriquecer, essa história servirá para dissipar a dúvida, pois você poderá ver claramente, na história da “United States Steel” a aplicação da maior parte dos princípios descritos neste livro.

A surpreendente descrição do poder de uma ideia foi dramaticamente contada por John Lowell, no New York World Telegram, por cuja cortesia aqui vai reproduzida:

UM BELO DISCURSO APÓS O JANTAR POR UM BILHÃO DE DÓLARES

Quando, na noite de 12 de dezembro de 1900, uns oitenta membros da nobreza financeira da nação se reuniram no salão de banquetes do “University Club”, para prestar homenagem a um jovem vindo do Oeste, nem metade dos convivas percebeu que seria testemunha de um dos episódios mais significativos da história industrial americana.

J. Edward Simmons e Charles Stewart Smith, com os corações cheios de gratidão pela generosa hospitalidade que lhes fora proporcionada por Charles M. Schwab, no decurso de recente visita a Pittsburgh, tinham organizado o jantar para apresentar o homem do aço, de trinta e oito anos, à sociedade banqueira do leste. O que não esperavam era que tumultuasse a reunião. A visaram-no, em verdade, que os corações, dentro das camisas engomadas, não seriam muito receptivos à oratória. Além disso, se não quisesse aborrecer os Etillmans e Harrimans eVanderbilts, seria melhor limitar-se a quinze ou vinte minutos de generalidades corteses e parar por ali mesmo.

Mesmo John Pierpont Morgan, sentado a direita de Schwab, conforme exigia sua imperial dignidade, só pretendia honrar, com sua presença, a mesa de banquete por pouco tempo. E quanto à imprensa e ao público, o acontecimento todo era de tão pouca monta, que nenhuma menção se fez nos jornais no dia seguinte.

Os anfitriões e convidados ilustres banquetearam-se com sete ou oito iguarias costumeiras. Houve pouca conversa e a que houve era discreta. Poucos banqueiros e corretores conheciam Schwab, cuja carreira fluíra às margens do Monongahela e ninguém o conhecia bem. Mas antes que a noite se escoasse, todos – e com ele Morgan, o Senhor do Dinheiro – foram arrebatados e um bebê de dois bilhões, a “United States Steel Corporation”, foi concebido.

Talvez seja infelicidade, para a história, que não se tenha gravado o discurso de Charlie Schwab, no jantar.

É provável, contudo, que se tratasse de um discurso rústico, meio sem gramática (pois as belezas da língua nunca preocuparam Schwab), cheio de epigramas e intercalado de espírito. Mas, a parte disso, teve força e efeito galvânicos sobre o capital avaliado em cinco bilhões, representado pelos convivas. Depois que terminou e a reunião ainda estava sob seu fascínio, embora Schwab tivesse falado durante noventa minutos, Morgan levou o orador a uma janela retirada, onde, balançando as pernas que pendiam dos assentos altos e desconfortáveis, ficaram conversando por mais uma hora.

A magia da personalidade de Schwab fora solta, a todo vapor, mas, o que era mais importante e duradouro, foi o programa, imponente e bem delineado, que esboçara para o engrandecimento do aço. Muitos outros tinham tentado interessar Morgan em formar um truste do aço, nos padrões dos trustes de biscoitos, arame, açúcar, borracha, uísque, óleo ou goma de mascar. John W. Gates, o jogador, recomendara-o, mas Morgan não confiava nele. Moore, Bill e Jim, corretores de Chicago, que juntaram um truste de fósforos a uma corporação de bolachas, recomendaram-no e fracassaram. Elbert H. Gary, o advogado rural bonachão quis fomentá-lo, mas não era bastante grande para impressionar. Enquanto a eloquência de Schwab não elevou J. P. Morgan aos píncaros donde pode visualizar os resultados sólidos da empresa financeira mais corajosa jamais concebida – o projeto foi encarado como sonho delirante de doidos por dinheiro fácil.

O magnetismo financeiro que começou, há uma geração, a atrair milhares de companhias pequenas e, às vezes, mal dirigidas, para combinações grandes e capazes de esmagar concorrências, tomou-se operacional no mundo do aço, através das maquinações desse jovem pirata dos negócios, John W. Gates. Gates já tinha formado a “American Steel and WireCompany” de uma cadeia de pequenas empresas e, juntamente com Morgan, tinha criado a “Federal Steel Company”.

Entretanto, ao lado do gigantesco truste vertical de Andrew Carnegie, pertencente e operado por cinqüenta e três sócios, as outras combinações eram ninharia. Podiam associar-se à vontade, mas o grupo todo não chegava aos pés da organização Carnegie e Morgan sabia disso.

O excêntrico velho escocês também o sabia. Das magníficas alturas do castelo de Skibo, observava, a princípio achando divertido, depois com ressentimento, as tentativas das companhias menores de Morgan atrapalharem seus negócios. Quando as tentativas se tornaram ousadas demais, o gênio de Carnegie manifestou-se pela raiva e vingança. Resolveu duplicar todas as fábricas que seus rivais possuíam até então, não estivera interessado em arames, canos, argolas ou folhas. Ao contrário, contentava-se em vender a essas companhias o aço bruto de que precisavam e em deixar que o moldassem da forma que quisessem. Agora, tendo Schwab como seu tenente principal e capaz, planejava encostar os inimigos à parede.

Foi assim que, no discurso de Charles M. Schwab, Morgan viu a resposta ao problema da sociedade. Um truste, seria um pudim de ameixas, como o disse um escritor, sem as ameixas.

O discurso de Schwab, na noite de 12 de dezembro de 1900, trazia em si a sugestão, embora não a promessa, de que a imensa empresa Carnegie seria trazida para debaixo da tenda de Morgan. Falou no futuro do mundo para o aço, da reorganização para eficiência, da especialização, da união de fábricas fracassadas e concentração do esforço nas propriedades florescentes, das economias no trafico de minério, economias nos departamentos superiores e administrativos, da conquista de mercados estrangeiros.

Mais ainda, disse aos piratas entre eles, onde se achavam os erros de sua habitual pirataria. O propósito deles, sugeriu ele, fora criar monopólios, elevar preços e dos privilégios extrair gordos dividendos. Schwab condenou o sistema com sua maneira mais veemente. A falta de visão de tal política, disse ele aos ouvintes, estava no fato de que restringia o mercado numa época em que tudo gritava por expansão. Baixando o custo do aço, argumentava ele, criar-se-ia um mercado em constante expansão; encontrar-se-iam mais utilidades para o aço e boa parte do comércio mundial poderia ser conquistada. Na realidade, embora não o soubesse, Schwab era o apóstolo da moderna produção em massa.

Assim terminou o jantar no “University Club”. Morgan foi para casa, para pensar sobre as róseas predições de Schwab. Esse voltou a Pittsburgh, para dirigir o comércio do aço de “Wee Andra Carnegie”, enquanto Gary e os outros voltavam para seus teletipos, para divertir-se, antecipando o passo seguinte.

Não tardou muito. Morgan levou mais ou menos uma semana para digerir a iguaria de razões que Schwab colocara diante dele. Ao assegurar-se de que não causaria nenhuma indigestão financeira, mandou buscar Schwab – e achou-o um tanto reservado. Carnegie, disse Schwab, não iria gostar de saber que seu presidente da companhia, de confiança, flertara com o imperador da Wall Street. A rua sobre a qual Carnegie resolvera nunca se aventurar. John W. Gates sugeriu então, como intermediário, que se “acontecesse” de Schwab estar no Hotel Bellevue, em Filadélfia, poderia “acontecer” de também lá estar J. P. Morgan. Quando Schwab chegou, entretanto, Morgan estava inconvenientemente doente, em sua casa de Nova York. Diante do convite premente de Morgan, Schwab foi para Nova York, apresentando-se a porta da biblioteca do financista.

Certos historiadores de Economia professaram a crença de que, do começo ao fim do drama, o palco fora arranjado por Andrew Carnegie – o jantar para Schwab e o Rei do Dinheiro, teriam sido planejados pelo astuto escocês. A verdade é, porém, o oposto. Quando Schwab foi chamado para consumar o negócio, não sabia sequer se o “Pequeno Patrão”, como chamavam Andrew, iria ao menos ouvir a oferta de vender, especialmente a um grupo de homens aos quais Andrew encarava como pouco dotados de santidade. Mas Schwab levou consigo, para a conferência, escritos de próprio punho, seis páginas de números perfeitamente nítidos, que representavam em sua mente o valor físico e a capacidade de ganho de cada uma das companhias que considerava como estrela essencial no novo firmamento do metal.

Quatro homens ponderaram os números toda a noite. O principal, é claro, era Morgan, firme em sua crença no direito divino do dinheiro. Com ele estava seu aristocrático sócio, Robert Bacon, homem culto e cavalheiro. O terceiro era John W. Gates, que Morgan desprezava como sendo jogador e apenas usava como instrumento. O quarto era Schwab, que conhecia mais sobre os processos de fabricar e vender aço, que qualquer grupo de homens vivos, na época. Nessa conferência não se discutiram os seus números. Se dissesse que tal companhia valia tanto, então era este seu valor e não mais. Insistia, também, em incluir na sociedade apenas as empresas que designava. Concebera uma corporação em que não haveria duplicação, nem mesmo para satisfazer a ambição de amigos que queriam descarregar suas companhias nos ombros largos de Morgan.

Quando amanheceu, Morgan levantou-se e endireitou as costas. Só ficou uma pergunta.

“Acha que poderá persuadir Andrew Carnegie a vender?” indagou.

“Posso tentar”, respondeu Schwab.“Se conseguir que ele venda, encarregar-me-ei da questão”, concluiu Morgan.

Até ali tudo bem. Mas será que Carnegie iria vender? Quanto iria pedir? (Schwab pensou em 320.000.000 de dólares). Como exigiria o pagamento? Em forma de ações comuns ou preferenciais? De bônus? Em dinheiro? Ninguém poderia levantar sequer um terço de um bilhão de dólares em dinheiro.

Houve uma partida de golfe em janeiro, nos campos gelados de St. Andrew’s, em Westchester, com Andrew todo enrolado em suéteres, e Charlie conversando animadamente, como de costume, para estimulá-lo. Mas não se pronunciou uma palavra sobre negócios enquanto os dois não se sentaram no calor agradável da casa de Carnegie, próxima dali. Então, com a mesma persuasão que hipnotizara oitenta milionários, no “University Club”, Schwab despejou as brilhantes promessas de aposentadoria com todo o conforto, de milhões inenarráveis, para satisfazer os caprichos sociais do ancião. Carnegie capitulou, escreveu um número num pedaço de papel, estendeu-o a Schwab e disse: “Está bem, venderemos por esta quantia.”

O número era, aproximadamente, 400.000.000 de dólares, composto dos 320.000.000 de dólares mencionados por Schwab como número básico e somando-se-lhe 80.000.000 de dólares, que representavam o valor do capital aumentado, nos dois anos anteriores.

Mais tarde, no convés de um transatlântico, o escocês disse, tristemente, a Morgan: “Quisera ter-lhe pedido 100.000.000 de dólares a mais.”

“Se os tivesse pedido, teria recebido”, assegurou-lhe Morgan alegremente.

Houve alvoroço, é claro. Um correspondente britânico telegrafou que o mundo do aço estrangeiro estava “chocado” pela gigantesca sociedade. O presidente Hadley, de Vale, declarou que, a não ser que os trustes fossem regulamentados, o país poderia esperar “um imperador em Washington, nos próximos vinte e cinco anos”. Mas Keene, o hábil manipulador de ações, começou a trabalhar, empurrando as novas ações para o público, com tal vigor, que todo o excesso – calculado por alguns em quase 600.000.000 de dólares – foi absorvido num relance. Assim Carnegie teve os seus milhões, a corporação de Morgan teve 62.000.000 de dólares por seu “trabalho” e os “rapazes”, de Gates a Gary, tiveram seus milhões.

Schwab, de trinta e oito anos, teve sua recompensa: foi feito presidente da nova companhia, ficando no poder até 1930.

AS RIQUEZAS COMEÇAM DENTRO DO HOMEM

A história dramática do grande negócio, que você acabou de ler, é um exemplo perfeito do método pelo qual o desejo pode ser transformado em seu equivalente físico!

Essa organização gigantesca fora criada na mente de um só homem. O plano, pelo qual as fábricas de aço davam estabilidade financeira à organização, fora criado na mente do mesmo homem. Sua fé, seu desejo, sua imaginação e sua persistência foram os verdadeiros ingredientes que entraram na “United States Steel”. As fábricas de aço e equipamento mecânico adquiridos pela companhia, depois de assegurada sua existência legal, foram incidentais. Mas uma análise cuidadosa revelara o fato de que o valor estimativo das propriedades adquiridas pela companhia aumentou em aproximadamente seiscentos milhões de dólares, pela simples transação que as uniu sob uma única direção.

Em outras palavras: a ideia de Charles M. Schwab, mais a fé com que a transmitiu à mente de J. P. Morgan e a dos outros foi negociada por um lucro de, aproximadamente, 600.000.000 de dólares. Não é uma soma insignificante por uma única ideia!

A “United States Steel Corporation” prosperou e se tornou uma das mais ricas e poderosas companhias da América, empregando milhares de pessoas, desenvolvendo novos usos para o aço, abrindo novos mercados, e provando, assim, que os 600.000.000 de dólares em lucros que a ideia de Schwab produziu foram merecidos.

A riqueza começa em forma de pensamento!

A quantidade só e limitada pela pessoa, em cuja mente o pensamento é posto em movimento. A fé remove as limitações! Lembre-se disso, quando você estiver pronto a negociar com a vida, pelo preço que você exigir, por ter passado por aqui.




PONTOS A FIXAR:


A fé é indispensável para o sucesso. Ela é induzida e fortalecida pelas instruções dadas ao subconsciente.

Eis cinco passos para a autoconfiança, todos eles facilmente ao seu real alcance. Você sabe agora como se atirar ao desastre, pelo pensamento, ou como obter vitória e felicidade – como resultado das mesmas circunstâncias.

Homens como Lincoln e Gandhi mostram-nos como pensamentos podem ter “magnetismo”, o que atrai pensamentos correlatos e faz com que milhares de mentes trabalhem como uma só.

É essencial dar, antes de ganhar. Homens ricos tiveram de aprendê-lo, antes de um negócio ilegal se transformar em negócio que trabalha com e para o público, sem deixar de ser lucrativo.

Tanto a pobreza como a riqueza são produtos da fé.





LINKS QUE COMPLEMENTAM A LEITURA
Veja também:

LIVRO: "PENSE E ENRIQUEÇA" 
PENSAMENTOS SÃO COISAS


PASSO NÚMERO 1 
DESEJO 
PASSO NÚMERO 2 
FÉ E CONFIANÇA 
PASSO NÚMERO 3 
AUTO-SUGESTÃO
PASSO NÚMERO 4 
CONHECIMENTO ESPECIALIZADO
PASSO NÚMERO 5 
IMAGINAÇÃO
PASSO NÚMERO 6 
PLANEJAMENTO ORGANIZADO
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-6.html


PASSO NÚMERO 7DECISÃO
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-7.html


PASSO NÚMERO 8
PERSISTÊNCIA

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-8.html


PASSO NÚMERO 9
PODER DA MENTE SUPERIOR

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-9.html


PASSO NÚMERO 10
MISTÉRIO DA TRANSMUTAÇÃO SEXUAL

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-10.html


PASSO NÚMERO 11
O SUBCONSCIENTE

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PASSO NÚMERO 12
O CÉREBRO

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PASSO NÚMERO 13
O SEXTO SENTIDO

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OS SEIS FANTASMAS DO MEDO
Napoleon Hill
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DESEJO - PASSO NÚMERO 1 DO LIVRO: PENSE E ENRIQUEÇA de autoria Napoleon Hill


Conforme prometido neste blog em 8 de dezembro de 2012, 
passarei a publicar os 13 passos descritos
por Napoleon Hill no livro: "Pense e Enriqueça"
Grande Abraço fraterno e
muito sucesso para todos nós!
Roberta Carrilho


PASSO NÚMERO 1

EM DIREÇÃO À RIQUEZA:

DESEJO


Os sonhos se tornam realidade quando o desejo os transforma em ação concreta. Peça grandes presentes à vida e a estimulará a dá-los a você.

QUANDO EDWIN C. BARNES desceu do trem de carga, em East Orange, New Jersey, há mais de cinqüenta anos, poderia parecer um vagabundo, mas seus pensamentos eram os de um rei!

Enquanto se encaminhava, dos trilhos da estação ao escritório de Thomas A. Edison, sua mente trabalhava. Via-se na presença de Edison. Ouvia-se pedindo uma oportunidade a Edison, de concretizar a consumidora obsessão de sua vida, o desejo ardente de tornar-se sócio comercial do grande inventor.

O desejo de Barnes não era uma esperança! Não era um anseio! Era um desejo agudo, que transcendia a tudo o mais. Era definido.

Alguns anos mais tarde, Edwin C. Barnes novamente se postou diante de Edison, no mesmo escritório em que conheceu (p. 20) o inventor. Dessa vez, seu desejo traduzira-se em realidade. Estava em negócios com Edison. O sonho dominante de sua vida tornara-se realidade.

Barnes foi bem sucedido por ter escolhido um objetivo definido, colocando toda a sua energia, força de vontade, todo o esforço, tudo, por trás daquele objetivo.

Nenhum Caminho para a Retirada

Cinco anos se passaram antes que aparecesse a oportunidade que buscava. Para todos, menos para si mesmo, ele parecia apenas um dente a mais na engrenagem comercial de Edison. Em sua mente, porém, via-se como sócio de Edison, a cada minuto, desde o dia em que começara a trabalhar lá.

É um exemplo notável do poder de um desejo definido. Barnes conquistou seu objetivo porque queria ser sócio de Edison, mais do que qualquer outra coisa na vida. Criou um plano, para atingir seu propósito. Mas destruiu todas as pontes atrás de si. Sustentou o desejo até tornar-se a obsessão dominante de sua vida – e – finalmente, um fato.

Quando se dirigiu a East Orange não disse a si mesmo: “Tentarei induzir Edison a dar-me alguma espécie de emprego”, mas sim: “Verei Edison e o avisarei de que vim para entrar em negócios com ele.”

Ele não disse: “Conservarei os olhos abertos para outra oportunidade, caso falhe em obter o que quero na organização Edison.” Mas disse: “Só há uma coisa no mundo que estou resolvido a obter e é uma sociedade comercial com Thomas A. Edison. Queimarei todas as pontes à minha retaguarda e arriscarei todo o futuro na minha capacidade de conseguir o que quero.”

Não deixou a si mesmo nenhum caminho possível para a retirada. Tinha de vencer ou perecer!

Eis toda a história do sucesso de Barnes!

Ele Incendiou Seus Navios
Há muito tempo, um grande guerreiro enfrentou uma situação que lhe exigiu uma decisão capaz de lhe assegurar o sucesso no campo de batalha. Estava para mandar o exército (p. 21) contra poderoso inimigo, cujos homens excediam, em número, os seus. Embarcou os soldados nos navios, navegou para o país inimigo, desembarcou homens e equipamento, dando então a ordem de atear fogo aos barcos, que os tinham transportado. Dirigindo-se aos homens, antes da primeira batalha, disse ele: “Vocês estão vendo os barcos em chamas. Isso significa que não podemos deixar essas praias, vivos, a não ser que ganhemos! Não temos escolha agora – vencemos – ou perecemos!” . Venceram!!

Toda a pessoa que vence numa iniciativa, deve estar pronta a atear fogo aos seus navios, cortando todas as retiradas. Somente assim procedendo é que se pode ter certeza de um estado de espírito conhecido como ardente desejo de vencer, o que é essencial ao sucesso.

Na manhã seguinte ao grande incêndio de Chicago, um grupo de comerciantes estava na rua State, vendo os escombros fumegantes do que tinham sido suas lojas. Fizeram uma conferência para resolver se tentariam reconstruir, ou se deixariam Chicago, para começar outra vez, numa parte mais promissora do país. Chegaram à decisão – todos, exceto um – de deixar Chicago.

O comerciante que resolvera ficar e reconstruir apontou o dedo para as ruínas de sua loja e disse: “Senhores, nesse mesmo lugar construirei a maior loja do mundo, não importando quantas vezes ela possa incendiar-se.”

Isso foi há quase um século. A loja foi construída. Lá está ela hoje, monumento altaneiro ao poder do estado de espírito conhecido como desejo ardente. Teria sido muito mais fácil para Marshall Field fazer o que seus colegas comerciantes fizeram. Quando as coisas ficaram pretas e o futuro parecia sombrio, arrumaram as malas e foram para onde as coisas pareciam mais fáceis.

Note bem a diferença entre Marshall Field e os outros comerciantes, porque é a mesma diferença que distingue praticamente a todos os que têm êxito, dos que fracassaram.

Todo o ser humano que alcança a idade da compreensão do propósito do dinheiro anseia por ele. Ansiar não traz riquezas. Mas desejá-las num estado de espírito que se torna obsessão, planejar modos e meios definidos para adquiri-las, sustentar os planos com persistência que não reconhece o fracasso, trará riquezas. (p. 22) 

Seis Passos que Transformaram os Desejos em Ouro

O método pelo qual o desejo de riquezas pode ser transmudado em seu equivalente financeiro consiste nós seguintes passos, definidos e práticos:

1. Fixe, em seu espírito a quantia exata de dinheiro que deseja. Não é suficiente dizer apenas: “Quero bastante dinheiro.” Seja positivo quanto à quantia. (Há uma razão psicológica para essa positividade que será descrita em capítulo subseqüente.)

2. Determine, exatamente, o que pretende dar em retribuição pelo dinheiro que deseja. (Não existe o “algo de graça” como realidade.)

3. Estabeleça uma data definida de quando pretende possuir o dinheiro que deseja.

4. Crie um plano definido para levar a cabo seu desejo e comece já, quer esteja pronto, quer não para por o plano em ação.

5. Escreva uma declaração clara e concisa da quantidade de dinheiro que pretende obter, fixe o limite de tempo para sua aquisição, estabeleça o que pretende dar em troca do dinheiro e descreva, claramente, o plano através do qual pretende acumulá-lo.

6. Leia sua declaração em voz alta, duas vezes por dia, uma vez antes de deitar-se à noite e outra após levantar-se de manha. Ao lê-la, veja, sinta e acredite-se já de posse do dinheiro.

É importante que siga as instruções descritas nesses seis passos. É especialmente importante que observe e siga as instruções do sexto parágrafo. Você pode dizer que lhe é impossível “ver-se de posse do dinheiro”, antes de tê-lo, realmente. Eis como um desejo ardente poderá vir em seu auxilio. Se você deseja mesmo o dinheiro tão avidamente, que seu desejo chega a ser obsessão, não terá dificuldades em convencer-se de que o obterá. O objetivo é querer o dinheiro e estar tão resolvido a obtê-lo que você se convence de que o terá.

Princípios que Valem Cem Milhões

Aos não iniciados, aos não versados nos princípios operantes da mente humana, essas instruções podem parecer pouco práticas. Será útil, a todos os que não reconhecerem a segurança dos seis passos, saber que a informação que transmito veio de Andrew Carnegie, que começou como operário comum (p. 23) numa fábrica de aço, conseguindo, apesar do início humilde, fazer com que esses princípios lhe trouxessem fortuna muito maior que cem milhões de dólares.

Pode ser útil saber, também, que os seis passos aqui recomendados foram cuidadosamente verificados pelo falecido Thomas A. Edison, que neles colocou o selo de aprovação, considerando-os não só os passos essenciais para a acumulação de dinheiro, mas para atingir qualquer objetivo. 

Os passos não exigem “trabalho árduo”. Não impõem sacrifícios. Não requerem que você se torne ridículo ou crédulo. Aplicá-los não exige grande educação. Mas a aplicação bem sucedia desses seis passos exige imaginação suficiente para possibilitá-lo a ver e entender que o acúmulo de dinheiro não pode ser deixado ao acaso, ou à boa sorte. É preciso compreender que todos os que acumularam grandes fortunas passaram primeiro por muito sonho, esperança, anseio, desejo, e planejamento, antes de adquirir dinheiro.

Você deve saber, desde já, que nunca poderá obter grandes quantidades de riqueza se não arder de desejo por dinheiro e realmente acreditar que o possuirá.

Grandes Sonhos Podem Transformar-se em Riquezas

Nós que estamos nesta corrida de riquezas devemos saber que este mundo mudado em que vivemos exige novas idéias, novas maneiras de fazer as coisas, novos líderes, novas invenções, novos métodos de ensino, novos métodos de compra e venda, novos livros, nova literatura, novos programas de televisão, novas idéias para fitas de cinema. No fundo de toda essa procura por coisas novas e melhores, é preciso possuir uma qualidade para vencer: propósito definido, conhecimento do que se quer e um desejo ardente de possuí-lo. 

Nós que desejamos acumular riquezas, devemos lembrar-nos que os verdadeiros líderes do mundo sempre foram homens que dominaram e empregaram as forças intangíveis e invisíveis da oportunidade ainda inexistente, convertendo-as (as forças, ou impulsos do pensamento), em arranha-céus, cidades, fábricas, aviões, automóveis e todos os tipos de utilidades que tomam a vida mais agradável. 

Ao planejar a aquisição da sua quantidade de riquezas, não deixe que ninguém influa sobre você, zombando do sonhador. (p. 24)

Para conseguir os grandes prêmios nesse mundo mudado, e preciso captar o espírito dos grandes pioneiros do passado, cujos sonhos deram à civilização tudo o que tem de valioso, o espírito que serve de sangue vital do nosso próprio país – a sua oportunidade e a minha, para desenvolver e negociar nossos talentos.

Se o que você quiser fazer está certo e você acredita nisso, vá em frente e faça-o! Concretize seu sonho e não se importe com o que “eles” possam dizer se você sofrer uma derrota temporária. “Eles” talvez não saibam que cada fracasso traz em si a semente de um êxito equivalente.

Thomas Edison sonhava com a lâmpada que podia ser operada por meio de eletricidade, começando, onde se encontrava, a pôr seu sonho em ação e, apesar de mais de dez mil fracassos, persistiu no sonho até tomá-lo realidade física. Sonhadores práticos não desistem!

Whelan sonhava com uma cadeia de charutarias, transformou o sonho em ação e agora as “Charutarias Unidas” ocupam os melhores cantos na América.

Os irmãos Wright sonhavam com uma máquina que voasse. Atualmente, podemos ver evidências, no mundo inteiro, de que o sonho era sensato.

Marconi sonhou com um sistema que utilizasse as forças intangíveis do éter. Provas de que não sonhou em vão podem ser encontradas em cada aparelho de rádio e televisão do mundo. Pode interessar-lhe saber que os “amigos” de Marconi fizeram-no ser detido e examinado, num hospital psiquiátrico, quando ele anunciou que descobrira o princípio através do qual poderia enviar mensagens pelo ar, sem o auxílio de fios ou quaisquer outros meios físicos de comunicação. Os sonhadores de hoje passam melhor.

O mundo esta repleto com uma tal quantidade de oportunidades, que os sonhadores do passado jamais conheceram.

Colocaram o Desejo por Trás dos Sonhos

O desejo ardente de ser e de fazer é o ponto inicial do qual deve partir o sonhador. Os sonhos não nascem da indiferença, do ócio ou da falta de ambição. (p. 25) 

Lembre-se de que todos os que têm sucesso na vida partem de um mau começo, passam por muitas lutas desanimadoras, antes de “chegar”. O ponto culminante na vida dos bem sucedidos geralmente chega no momento de alguma crise, através da qual são apresentados ao seu “outro eu”. 

John Bunyan escreveu The Pilgrim’s Progress, que está entre os melhores livros ingleses, depois de ter penado numa prisão e de ter sido dolorosamente punido por causa de suas opiniões religiosas. 

O. Henry descobriu o gênio adormecido em seu cérebro, depois de ter sofrido grande desgraça e de ter ficado numa cela de prisão. Forçado pela desgraça a conhecer seu “outro eu” e a usar a imaginação, descobriu que era um grande autor e não um miserável criminoso e marginal. 

Charles Dickens começou colando rótulos em latas de graxa. A tragédia do seu primeiro amor penetrou-lhe as profundezas da alma, convertendo-o num dos autores de fama mundial, realmente grande. Essa tragédia produziu primeiro David Copperfield, depois uma série de outras obras, que fizeram o mundo mais rico e melhor para todos os seus leitores. 

Helen Keller tornou-se surda, muda e cega, logo depois que nasceu. Apesar da enorme desgraça, escreveu o nome, indelevelmente, nas páginas da história dos grandes. Sua vida toda serve de prova de que ninguém está totalmente derrotado, enquanto não aceitar a derrota como realidade. 

Robert Burns era um camponês iletrado. Atormentado pela pobreza, cresceu bêbado. O mundo se tornou mais belo por ele ter vivido, pois agasalhou lindos pensamentos poéticos, o que arrancou um espinho, plantando, em seu lugar, uma rosa. 

Beethoven era surdo, Milton cego, mas seus nomes permanecerão para sempre, porque sonharam e traduziram os sonhos em pensamento organizado. 

Existe diferença entre ansiar por algo e estar pronto a recebê-lo. Ninguém está pronto para alguma coisa, enquanto não acreditar que poderá obtê-la. O estado de espírito deve ser o de convicção, e não mera esperança ou anseio. Mente receptiva é essencial à crença. Mente fechada não inspira fé, coragem ou crença. 

Lembre-se de que não se exige mais esforço para um alto objetivo na vida, para a abundância e prosperidade, do que para aceitar a miséria e a pobreza. Um grande poeta formulou essa verdade universal através destas linhas: (p. 26)

I barged with Life for a peny,
And Life would pay no more,
However I begged at evening
When I counted my scanty store.

For Life is just employer,
He gives you what you ask,
But once you have set the wages,
Why, you must bear the task.

I worked for a menial’s hire,
Only to learn, dismayed,
That any wage I had asked of Life,
Life would have willingly paid.

[Tradução:]

Regateei com a vida por um centavo,
E a Vida não quis pagar mais,
Por mais que eu implorasse à noite
Quando contava meus magros haveres.

Pois a Vida é apenas empregador,
Dá-lhe o que você pede,
Mas desde que tenha estabelecido o salário,
Ora, é preciso aguentar a tarefa.

Trabalhei por um salário vil,
Só para descobrir, assombrado,
Que qualquer salário que eu tivesse pedido à Vida,
Ela teria pago com boa vontade.

O Desejo Faz o “Impossível”

Para um clímax adequado ao presente capítulo, quero apresentar uma das pessoas mais incomuns que conheci. Vi-o, pela primeira vez, alguns minutos depois que nasceu. Veio ao mundo sem nenhum sinal físico de orelhas e o médico admitiu, quando o apertaram para dar a opinião sabre o caso, que a criança podia ser surda e muda para o resto da vida. Contestei a opinião do médico. Eu tinha o direito: era o pai da criança. Também eu cheguei a uma decisão e formei opinião, mas expressei a opinião silenciosamente, no segredo do meu coração.

Sabia, no íntimo, que meu filho iria ouvir e falar. Como? Tinha a certeza de que devia de existir um meio e sabia que o encontraria. Pensei nas palavras do imortal Emerson: “Todo o curso das coisas serve para ensinar-nos fé. Basta-nos obedecer. Há orientação para todos nós, e, se ouvirmos com humildade, escutaremos a palavra certa.”

A palavra certa? Desejo! Mais do que qualquer outra coisa, eu desejava que meu filho não fosse um surdo-mudo. Desse desejo jamais retrocedi, nem por um segundo.

O que podia eu fazer? Teria de achar, de qualquer modo, o meio de transplantar para a mente da criança o meu ardente desejo de transmitir-lhe som ao cérebro, sem o auxílio de orelhas. (p. 27)

Assim que ela estivesse com idade suficiente para cooperar encher-lhe-ia de tal modo a mente com o desejo ardente de ouvir, que a natureza, por métodos próprios, se incumbiria de traduzi-lo em realidade física.

Esse raciocínio todo teve lugar em meu cérebro e eu não o mencionei a ninguém. Todos os dias, renovava o juramento que fizera a mim mesmo de que meu filho não seria surdo-mudo.

Com o correr dos anos, quando começou a notar as coisas ao seu redor, observamos que tinha um leve grau de audição. Ao chegar à idade em que as crianças geralmente começam a falar, não fez a menor tentativa nesse sentido, mas percebíamos, por suas ações, que ouvia vagamente certos sons. Era tudo o que eu queria saber! Estava convencido de que, se ele pudesse ouvir, mesmo um pouco, poderia desenvolver maior capacidade de audição. Algo aconteceu, então, que me deu esperanças. Veio de uma fonte totalmente inesperada.

Encontramos o Caminho

Compramos um fonógrafo. Quando a criança ouviu a música, pela primeira vez, entrou em êxtase e, imediatamente, se apossou da máquina. Certa vez colocou e recolocou o mesmo disco durante quase duas horas, postando-se diante do fonógrafo, com os dentes fincados no canto do estojo. O significado desse seu hábito bem formado só se nos tornou claro anos mais tarde, pois não tínhamos ouvido falar ainda no princípio da “condução do som através dos ossos”.

Pouco depois que se apossou do fonógrafo, descobri que me ouvia claramente quando eu falava com os lábios tocando seu osso mastóide, na base do crânio.

Tendo constatado que ele podia ouvir perfeitamente o som de minha voz comecei a transferir, imediatamente, à sua mente, o desejo de ouvir e falar. Cedo descobri que gostava de histórias na hora de dormir, de modo que me pus a trabalhar criando histórias destinadas a desenvolver-lhe a autoconfiança, a imaginação e um desejo agudo de ouvir e ser normal.

Havia uma certa história, à qual eu dava ênfase, acrescentando-lhe uma cor nova e dramática, cada vez que a contava. Destinava-se a implantar-lhe na mente a ideia de que (p. 28) seu mal não era uma deficiência, mas sim qualidade de grande valor. Apesar do fato de que todas as filosofias que estudei indicarem claramente que toda a adversidade traz em si a semente de uma vantagem equivalente, devo confessar que não tinha a menor ideia de como esse mal poderia algum dia tornar-se um bem.

Nada Podia Detê-lo

Ao analisar agora, em retrospecto, a experiência, vejo que a fé que meu filho em mim depositava teve muito a ver com os assombrosos resultados. Não punha em dúvida nada do que eu lhe contava. Convenci-o de que possuía uma vantagem clara sobre o irmão mais velho, e que essa vantagem se refletiria sobre ele mesmo, de muitas maneiras. Por exemplo, os professores, na escola, observariam que ele não tinha orelhas e, por causa disso, dar-lhe-iam atenção especial, tratando-o com extraordinária bondade. Sempre o fizeram. Convenci-o também de que, quando tivesse idade suficiente para vender jornais (o irmão mais velho já se tornara jornaleiro) teria grande vantagem sabre o mano, pois as pessoas lhe pagariam a mais pelo produto, vendo que ele era um menino inteligente, aplicado, apesar de não ter orelhas.

Quando estava com uns sete anos, demonstrou a primeira evidência de que nosso método de “programação” da mente estava produzindo resultado. Durante meses, implorou o privilégio de vender jornais, mas a mãe não quis dar o consentimento ao projeto.

Finalmente, resolveu tomar o assunto em suas próprias mãos. Uma tarde, quando ficou em casa, com os criados, subiu à janela da cozinha, caiu sentado no chão e saiu sozinho. Tomou emprestados seis centavos, do sapateiro da vizinhança, investiu-os em jornais, vendeu-os, reinvestiu o capital e continuou repetindo o processo até tarde da noite. Após o balanço das contas e de pagar os seis centavos, que pedira emprestado ao seu banqueiro, teve um lucro líquido de quarenta e dois centavos. Ao chegarmos em casa, naquela noite, encontramo-lo na cama, dormindo, apertando o dinheiro na mão.

Sua mãe abriu-lhe a mão, tirou as moedas e chorou. Ora essa! Chorar pela primeira vitória do filho parecia tão fora de propósito.(p. 29)

Minha reação foi o oposto. Ri, de todo o coração, pois sabia que minha tentativa de implantar na mente da criança uma atitude de fé em si mesmo obtivera sucesso.

Sua mãe viu, nessa primeira aventura comercial, o menininho surdo que saíra pelas ruas, arriscando a vida para ganhar dinheiro. Eu vi um pequenino homem de negócios, corajoso, autoconfiante, ambicioso, cuja confiança em si mesmo aumentara cem por cento, porque entrara nos negócios por iniciativa própria e vencera. A transação me agradou, porque percebi que provara ser capaz de recursos que o acompanhariam pela vida inteira.

Uma Brecha na Audição

O menininho surdo passou pela escola primária, ginásio e college, sem conseguir ouvir seus professores, a não ser que gritassem bem alto e a pequena distância. Não foi a uma escola para surdos. Não permitimos que aprendesse a linguagem dos sinais. Estávamos resolvidos a que levasse vida normal e se reunisse com crianças normais. Persistimos nessa decisão, embora nos custasse muitos debates acalorados com funcionários escolares.

Quando no ginásio, experimentou um aparelho elétrico para surdez, mas de nada adiantou.

Durante sua ultima semana no college, aconteceu algo que marcou o mais importante ponto crítico de sua vida. Pelo que parecia puro acidente, entrou de posse de outro aparelho elétrico, que recebeu para experimentar. Demorou para testá-lo, devido a decepção anterior com aparelho semelhante. Afinal, apanhou o aparelho e, com certa negligência, colocou-o na cabeça, ligou a bateria e záz! Como por um passe de mágica, o desejo de toda a sua vida, por uma audição normal, tornou-se realidade! Pela primeira vez na vida, conseguiu ouvir praticamente tão bem quanta uma pessoa de audição normal.

Felicíssimo pelo mundo transformado que lhe fora dado através do aparelho, correu para o telefone, ligou para a mãe, ouvindo-lhe a voz, perfeitamente. No dia seguinte, ouviu claramente as vozes dos professores em classe, pela primeira vez na vida! Pela primeira vez na vida, pôde conversar livremente com outras pessoas, sem necessidade de que falassem alto. Na verdade, entrara de posse de um mundo transformado. (p. 30) 

O desejo começara a trazer juros, mas a vitória ainda não estava completa. O menino ainda tinha de encontrar um meio definido e prático de converter seu defeito numa qualidade equivalente.

O Menino “Surdo” Ajuda os Outros

Mal compreendendo o significado do que já fora alcançado, mas intoxicado pela alegria do recém descoberto mundo do som, escreveu uma carta ao fabricante do aparelho de surdez, descrevendo, com entusiasmo, sua experiência. Algo em sua carta fez com que a companhia o convidasse para ir à Nova York. Ao chegar, foi escoltado pela fábrica, e, enquanto conversava com o engenheiro-chefe, contando-lhe sobre seu mundo transformado, um pressentimento, ideia ou inspiração – chamem-no do que quiserem – passou-lhe pela mente. Foi esse impulso do pensamento que converteu o mal que o afligia em qualidade, destinada a trazer tanto juros em dinheiro como em felicidade, a milhares, para sempre.

A síntese daquele impulso de pensamento era o seguinte: ocorrera-lhe que poderia ser útil a milhões de surdos, que passam a vida sem os benefícios de aparelhos de surdez, contando-lhes a historia do seu mundo transformado.

Durante um mês inteiro, pesquisou intensamente, analisando todo o sistema de marketing do fabricante de aparelhos de surdez. Criou então meios e modos de se comunicar com os que têm dificuldades de audição, no mundo todo, com o propósito de com eles partilhar do mundo há pouco descoberto. Feito isso, redigiu um plano bienal, baseado em suas descobertas. Ao apresentar o plano à companhia, recebeu, imediatamente, um cargo com o objetivo de realizar o que ambicionava.

Nem sonhava, quando foi trabalhar, que estava destinado a trazer esperanças e alívio prático a milhares de pessoas surdas que, sem essa ajuda, estariam condenadas para sempre à surdez.

Não tenho a menor duvida de que Blair teria sido surdo ou mudo por toda a vida, se sua mãe e eu não tivéssemos conseguido formar-lhe a mente, como o fizemos.

Quando lhe plantei na mente o desejo de ouvir e falar, de viver como pessoa normal, com esse impulso lhe transmiti uma (p. 31) estranha influência, que fez a natureza se tomar construtora de pontes, eliminando o golfo entre seu cérebro e o mundo exterior.

Na verdade, o desejo ardente tem meios tortuosos de transmudar-se em equivalente físico. Blair desejava audição normal; agora ele a tem! Nasceu com um defeito que poderia, facilmente, jogar alguém que tivesse um desejo menos definido, à rua, com um punhado de lápis, e uma latinha.

A pequena “mentira branca” que eu lhe implantara na mente, quando ele ainda era criança, levando-o a crer que seu defeito se tornaria uma grande qualidade, justificara-se. Nada existe, em verdade, certo ou errado, que a crença, aliada ao desejo ardente, não possa tornar real. Essas qualidades estão à disposição de qualquer pessoa.

Desejo Produz Mágica para uma Cantora

Um curto parágrafo, num despacho de jornal referente a Madame Schumann-Heink fornece-nos a pista para o sucesso estupendo, como cantora, dessa mulher incomum. Cito o parágrafo, porque a pista que contém não é senão o desejo.

No começo de sua carreira, Madame Schumann-Heink visitou o diretor da Ópera da Corte de Viena, para que lhe testasse a voz. Mas ele não o fez. Após um olhar à moça mal vestida e tímida, exclamou, não multo gentilmente: “Com esse rosto e sem nenhuma personalidade, como pode esperar vencer na ópera? Minha filha, desista da idéia. Compre uma máquina de costura e vá trabalhar. Você nunca poderá ser cantora.”

Nunca e um longo tempo! O diretor da Ópera da Corte de Viena conhecia bem a técnica do canto, mas conhecia bem pouco o poder do desejo, quando assume as proporções de uma obsessão. Se tivesse conhecido melhor esse poder, não teria cometido o erro de condenar um gênio, sem dar-lhe uma oportunidade.

Há muitos anos, um de meus sócios comerciais adoeceu. Piorou com o decorrer do tempo, até que, afinal, foi levado ao hospital, para ser operado. O médico avisou-me de que pouca ou nenhuma chance haveria de vê-lo vivo novamente. Essa era a opinião do médico, porém, não era a opinião do paciente. Antes de ser levado para a mesa, sussurrou, fracamente: “Não se incomode, chefe, sairei daqui em alguns dias.” A enfermeira (p. 31) de serviço olhou-me, penalizada. Mas o paciente se salvou. Depois que tudo terminou, o médico afirmou: “Só o seu desejo de viver é que o salvou. Nunca teria aguentado se não se tivesse recusado a aceitar a possibilidade de morte.” 

Acredito no poder do desejo, apoiado pela fé, porque vi esse poder erguer homens de origem obscura a posições de riqueza e poder; já o vi roubar a sepultura de sua vítima; vi-o servindo de meio para que homens ensaiassem a volta, após derrotas em centenas de maneiras diferentes; vi-o permitir ao meu filho uma vida normal, feliz e bem sucedida, apesar da natureza tê-lo mandado ao mundo sem orelhas. 

Como se pode subjugar e utilizar o poder do desejo? Isso foi respondido através desse e dos capítulos subsequentes do livro. 

Através de um princípio estranho e poderoso de “química mental”, jamais divulgado, a natureza envolve no impulso do desejo forte, aquele “algo” que não reconhece palavras como “impossível” e não aceita realidade como a derrota. 

PONTOS A FIXAR:

Quando o desejo converge grandes forças para a sua vitória, você não precisa de nenhum modo recuar; a vitória é certa.

Seis passos definidos, aqui mostrados, transformam o desejo em ouro. Para Andrew Carnegie, esses princípios valem cem milhões. 

O desejo constrói nova vitória da derrota temporária. Foi o desejo que construiu uma das maiores lojas de departamentos do mundo, literalmente sobre cinzas. 

Um menino sem orelhas aprendeu a ouvir. Uma mulher “sem possibilidades” tornou-se grande cantora de óperas. Um homem doente, que os médicos pensavam que morreria, conseguiu se salvar. Desejo foi a força que auxiliou essas pessoas, por alguma estranha, mas natural “química mental”. 

Não há limitações à mente, exceto as que admitimos.





LINKS QUE COMPLEMENTAM A LEITURA
Veja também:

LIVRO: "PENSE E ENRIQUEÇA" 
PENSAMENTOS SÃO COISAS


PASSO NÚMERO 1 
DESEJO 
PASSO NÚMERO 2 
FÉ E CONFIANÇA 
PASSO NÚMERO 3 
AUTO-SUGESTÃO
PASSO NÚMERO 4 
CONHECIMENTO ESPECIALIZADO
PASSO NÚMERO 5 
IMAGINAÇÃO
PASSO NÚMERO 6 
PLANEJAMENTO ORGANIZADO
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-6.html


PASSO NÚMERO 7DECISÃO
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-7.html


PASSO NÚMERO 8
PERSISTÊNCIA

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-8.html


PASSO NÚMERO 9
PODER DA MENTE SUPERIOR

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-9.html


PASSO NÚMERO 10
MISTÉRIO DA TRANSMUTAÇÃO SEXUAL

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-10.html


PASSO NÚMERO 11
O SUBCONSCIENTE

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PASSO NÚMERO 12
O CÉREBRO

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PASSO NÚMERO 13
O SEXTO SENTIDO

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OS SEIS FANTASMAS DO MEDO
Napoleon Hill
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SETEMBRO MÊS DAS FLORES, AROMAS, SABORES E AMORES



E que venha SETEMBRO!!! 
Com suas cores, com suas flores, 
com seus aromas, sabores e amores.