segunda-feira, 5 de agosto de 2013

MAIS UM PEDIDO DE CASAMENTO E MAIS UMA VEZ UM NÃO! INFELIZMENTE!! - MEU REGISTRO (É PESSOAL)




Só pra registro pessoal...

Recebi o 9º pedido de casamento. Desta vez foi do 'Val'.  É assim que eu o chamo. Mas seu nome é Varlênio Alcântara - engenheiro químico. 

Desculpa Val!  Não posso fazer isso apesar de você dizer que pode esperar o resto da vida eu amá-lo. Não é justo com nós dois. Oh! Deus até quando eu vou passar por esta situação?

Deus me auxilie no caminho certo. Não me deixe errar novamente! Eu não quero continuar magoando ninguém e nem quero ser forçada a dizer: não! Triste isso....

Eu sinto que não encontrei a pessoa certa. Ainda!!! 

Eu fico triste em fazer essas pessoas receberem um não, mas eu não posso casar com uma pessoa por conveniência, interesse ou comodismo. Eu sinto que é preciso mais que isso ... nunca fui interesseira. Graças a Deus!

Busco amor! Busco plenitude, completude, companheirismo, química sexual e de ideias, afinidades, acolhida, olhares e peles afins. Ainda hei de encontrar esta pessoa que eu busco! Aí poderei dizer "SIM". Tenho um forte pressentimento ou ilusão que isso vai acontecer. Talvez! Vai saber! Eu preciso continuar acreditando que é possível. Para mim todos sonhos de felicidade são possíveis até o último suspiro.

Roberta Carrilho


É preciso sentir a poesia!

Ser igual a si próprio,
crescer por si mesmo.
Plenos só do outro em nós.
E do lado de dentro de si
plenos de amor a brotar.
Ser simplesmente poesia!
 Edite Pinheiro

Uma doce noite para nós!!!!





DEFEITOS TODOS TEMOS


Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.

Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio.

Por longo tempo a coisa foi feita em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.

Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade que deveria fazer.

Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser "rachado", o vaso falou com a senhora durante o caminho: " Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho faz perder metade da água durante o caminho até sua casa..."

A velhinha sorriu:
" Você reparou que lindas flores tem somente do seu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa.

Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa."

Cada um de nós tem o próprio defeito. Mas o defeito que cada um de nós temos, é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.

É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que tem de bom nele.

Portanto, meu/minha " defeituoso(a)" amigo(a), tenha um boa tarde e lembre de regar as flores do seu lado do caminho... Tenha fé em si e coragem de viver o caminho.


Ainda espero encontrar alguém nesta vida que acolha meus defeitos e que consiga ver além das minhas rachaduras. 
Roberta Carrilho



BOA TARDE !!

Infelizmente não sei o nome do fotógrafo para dar os merecidíssmos créditos
pela maravilhosa composição fotográfica.
Eu amei esta foto - D+!



Boa Tarde!

"A água inteira do mar não pode afundar um navio, a menos que ela invada o seu interior. Da mesma forma, a negatividade do mundo não pode te derrubar... a menos que você permita que ela permaneça dentro de você".


Roberta Carrilho


NUNCA É TARDE PARA SER FELIZ. MAS É PRECISO CORAGEM PARA BUSCAR A SUA FELICIDADE!


Uma das grandes questões da nossa vida existencial é: 


Ser feliz ou ter razão? 



Qual é a sua escolha? 
É um dilema difícil quando se tem medo ou baixa estima!Essa pergunta muda a vida de muita gente. Então faça sua escolha por você mesmo(a) e seja sempre feliz. É preciso atenção para isso porque não devemos perder tempo com teorias, medos e receios de buscarmos nossa felicidade. Cada um tem sua própria felicidade. A vida é muito breve para perda de tempo.

Porque quando você sofre ninguém irá viver a sua dor. Só você sabe o que lhe incomoda a alma. Só você!! A razão da sua tristeza ou infelicidade não pára de enviar mensagens, insights para os pensamentos e muitas das vezes escolhemos não ouvi-las por medo ou conveniência social ou familiar. 

O que adianta viver bem, sem problemas, sem preocupações (isso não passa de uma ilusão ou fuga) se não estamos felizes? Porque nós seres humanos só conseguimos ser felizes se compartilharmos e acolhermos uns aos outros. Não tem opção B. Isto é fato!!

O ser humano é um ser social e precisa amar e saber que é amado por outro ser humano!

É preciso termos coragem para sermos o que somos ou que queremos ser - claro com com alguns limites - mas temos que ter coragem e ir na busca do que nos completa e realiza! Tentar ou ser feliz apesar de algumas ou muitas dificuldades. Todos nós sem exceção temos dificuldades, medos e receios. A felicidade é um exercício contínuo e trabalhoso. É preciso investimento de tempo e disposição para ser feliz. Faça suas escolhas sem medo! Assume a direção da sua vida!

Roberta Carrilho


Kristin Beck assumiu-se como transgênero após 20 anos no Navy Seals

Chris Beck trabalhou 20 anos no Navy Seals, um comando especial da Marinha dos EUA que frequentemente faz operações secretas em territórios inimigos. Mas ao longo desse período o oficial guardava um segredo pessoal: desde a infância, ele sentia que era uma mulher nascida em um corpo masculino.

Como oficial altamente condecorado da Marinha, o mundo de Beck era duro, machista e às vezes violento. Ele participou de missões sigilosas no Pacífico e no Oriente Médio, inclusive durante a Guerra do Iraque.

Notícias relacionadas


Mas, em fevereiro passado, mais de um ano após sua aposentadoria da Marinha, ele trocou sua foto em seu perfil no LinkedIn pela de uma mulher alta, morena, com uma blusa branca, sorrindo diante de uma bandeira americana. E escreveu: "Tiro agora todos os meus disfarces e mostro ao mundo minha verdadeira identidade como mulher".

Chris se tornou Kristin.

Enquanto esperava pela reação de seus antigos colegas de trabalho, Kristin sabia que sua decisão não tinha volta.
Códigos

Os oficiais do Navy Seals participam de algumas das missões militares mais difíceis e perigosas do mundo (uma das unidades em que Kristin trabalhou, por exemplo, foi responsável pela missão que matou Osama Bin Laden no Paquistão, em maio de 2011) e têm, entre si, um código de lealdade, integridade e confiança.

Kristin temia que seus ex-colegas a acusassem de desonrar esse código por assumir-se como transgênero.

Alguns tiveram dificuldades em aceitar a decisão dela, mas as respostas que ela recebeu foram, em sua maioria, positivas.

"Muitos deles disseram 'Kris, não entendo o que você está passando agora, mas sei da sua história", ela conta à BBC. "Meus 'irmãos' do Navy Seal disseram, 'você fez um ótimo trabalho de campo nos últimos 20 anos. Não te entendo, mas te apoio 100% e espero aprender mais a respeito (do que você está passando) e te ver no próximo encontro."

Sabendo que a notícia rapidamente espalharia, Kristin decidiu contar sua própria história antes que alguém fizesse isso para ela.
'Três vidas'


Nas Forças Armadas, Kristin (ainda Chris) trabalhou em missões complexas.

Ela é coautora do livro Warrior Princess: A US Navy Seal's Journey to Coming Out Transgender (em tradução livre, "Princesa Guerreira: A Jornada de Uma Navy Seal em se assumir Trangênero"), com Anne Speckhard, professora de psiquiatria da Universidade Georgetown, em Washington.

O livro aborda sua infância em uma família religiosa e socialmente conservadora, suas tentativas de suprimir sua identidade de gênero - ela secretamente comprava roupas femininas e depois as jogava fora - e seus dois casamentos, que fracassaram.

"Eu estava vivendo três vidas", diz Kristin. "Tinha uma vida secreta com minha identidade feminina, minha vida secreta com os Seals e minha vida em casa, que eu compartilhava com minha mulher, filhos, pais e amigos. As pessoas viam fragmentos de mim, mas, em geral, ninguém realmente me conhecia."

As operações especiais ocorridas após os atentados de 11 de Setembro, combinadas com uma vida emocional "totalmente esmagada" fizeram com que Kristin desenvolvesse estresse pós-traumático.

Ela contou que, por anos, lidou com o impacto psicológico de "tanta morte, tanta dor" recorrendo a "cerveja, motos e mais cerveja".

Mas o fato de assumir-se como transgênero teve um "impacto dramático" em seus sintomas de estresse. "Não sinto tanta raiva e durmo melhor, simplesmente porque estou mais feliz", relata. "Muitas pessoas me disseram, 'pela primeira vez estou vendo você sorrir'." 'Não pergunte, não conte'


Navy Seals são parte de algumas das missões mais perigosas das Forças Armadas

O fim da política "don't ask, don't tell" ("não pergunte, não conte"), em 2011, pôs fim ao veto a pessoas abertamente homossexuais nas Forças Armadas americanas. Mas essa mudança não se aplicou a transgêneros, que ainda podem ser dispensados se descobertos.

Kristin, por sua vez, defende que oficiais transgêneros possam ser realocados dentro das Forças Armadas.

"É uma condição humana", argumenta. "Os militares têm de olhar além do gênero e ver pessoas como indivíduos, não apenas feminino ou masculino, e entender que eu ainda posso fazer um bom trabalho. Posso não conseguir fazer todas as tarefas de antes, mas posso fazer algo diferente - ser analista de inteligência ou oficial de segurança em postos de checagem."

"Ninguém é perfeito", prossegue. "Não sou Conan o Bárbaro, nem sou a Barbie. Somos todos diferentes."

Kristin diz agora que abraça seu novo papel como porta-voz não oficial da comunidade transgênero com o mesmo "espírito guerreiro" de sua carreira militar.

"Recebi e-mails comoventes de pessoas presas a ambientes de dor e preconceito, e (ajudá-las) faz com que tudo valha a pena", conta. "Também recebi e-mails de heterossexuais dizendo, 'obrigada por seu trabalho (na Marinha). Nunca entendi (o que você passou), mas agora entendo'."

"O medo do desconhecido é o maior Problema", 
agrega Kristin. 

"Não vou machucar ninguém e não sou contagiosa. 
Sou apenas eu."

sábado, 3 de agosto de 2013

MÁFIA DE TRÁFICO DE ÓRGÃOS DE POÇOS DE CALDAS - SUL DE MINAS TEM COMO CHEFE INDICADO DE AÉCIO NEVES DO PSDB - Leandro Fortes


ESTA É DEMAIS!
ESTOU EM CHOQUE!

POR FAVOR! PEÇO A TODOS QUE VISITAM ESTE BLOG... REPASSEM PARA SEUS CONTATOS ESTE ESCÂNDALO!

TEMOS QUE DIVULGAR EM TODAS REDES SOCIAIS, MÍDIAS ATÉ QUE NOSSA INDIGNAÇÃO CHEGUE ÀS AUTORIDADES SÉRIAS E IMPARCIAIS OU CNJ.

TEM QUE SE INVESTIGAR COM IMPARCIALIDADE E PROFISSIONALISMO, INSTRUIR, PROCESSAR E CONDENAR TODOS OS ENVOLVIDOS SEJA QUEM FOR SEM MEDO DE REPRESÁLIAS. 

SOMOS SERES HUMANOS E NÃO GADOS!

ESTOU MUITO, MUITO TRISTE COM ESTA NOTÍCIA ... VEJAM A CARINHA ALEGRE DO PAULINHO ASSASSINADO PARA RETIRADA DE SEUS ÓRGÃOS AINDA VIVO. ESSA TOCOU AS MINHAS FIBRAS ÍNTIMAS ... ESTOU COM RAIVA E COM MUITA INDIGNAÇÃO-PÂNICO!

ROBERTA CARRILHO


P.S.: Tentei pesquisar no site do TJMG para ver o andamento processual do caso mais a Comarca de Poços de Caldas está indisponível...








 “Querem trocar juiz após vir à tona nome de tucano acusado de tráfico de órgãos”


Paulinho, então com 10 anos, foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo


A dor de Paulo Pavesi



por Leandro Fortes, em CartaCapital 


Sozinho, escondido em Londres, na Inglaterra, depois de ter conseguido asilo humanitário na Itália, em 2008, o analista de sistemas Paulo Pavesi se transformou no exército de um só homem contra a impunidade dos médicos-monstros que, em 2000, assassinaram seu filho para lhe retirar os rins, o fígado e as córneas. 

Paulo Veronesi Pavesi, então com 10 anos de idade, caiu de um brinquedo no prédio onde morava, e foi levado para a Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas, no sul de Minas, onde foi atendido pelo médico Alvaro Inhaez que, como se descobriu mais tarde, era o chefe de uma central clandestina de retirada de órgãos humanos disfarçada de ONG, a MG Sul Transplantes. Paulinho foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo, no melhor estilo do médico nazista Josef Mengele

Na edição desta semana de CartaCapital, publiquei uma reportagem sobre o envolvimento do deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) com a chamada “Máfia dos Transplantes” da Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas

Mosconi, eleito no início do ano, pela quarta vez consecutiva, presidente da Comissão de Saúde (!) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando este era governador do estado. Aécio o nomeou, em 2003, presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos ligados á máfia dos transplantes, era subordinada. 

As poucas notícias que são veiculadas sobre o caso, à exceção da matéria de minha autoria publicada esta semana, jamais citam o nome de Carlos Mosconi. Em Minas Gerais, como se sabe, a imprensa é controlada pela mão de ferro do PSDB. Nada se noticia de ruim sobre os tucanos, nem quando se trata de assassinato a sangue frio de uma criança de 10 anos que teve as córneas arrancadas quando ainda vivia para que fossem vendidas, no mercado negro, por 1,2 mil reais. Nada. 

Esse silêncio, aliado à leniência da polícia e do judiciário mineiro, é fonte permanente da dor de Paulo Pavesi. Mas Pavesi não se cala. De seu exílio inglês, ele nos lembra, todos os dias, que somos uma sociedade arcaica e perversa ao ponto de proteger assassinos por questões políticas paroquiais. 

Como sempre, a velha mídia nacional, sem falar na amordaçada mídia mineira, não deu repercussão alguma à CartaCapital, como se isso tivesse alguma importância nesses tempos de blogosfera e redes sociais. 

Pela internet, o Brasil e o mundo foram apresentados ao juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas. Em de 19 de fevereiro desse ano, ele condenou quatro médicos-monstros envolvidos na máfia: João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone. Eles foram condenados pela morte de um trabalhador rural, João Domingos de Carvalho

Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho, assim como Paulinho, foi dado como morto quando estava sedado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados por Cláudio Fernandes e Celso Scafi. Outros sete casos semelhantes foram levantados pela Polícia Federal na Santa Casa

Todos os condenados são ligados à MG Sul Transplantes. Scafi, além de tudo, era sócio de Mosconi em uma clínica de Poços de Caldas, base eleitoral do deputado. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital. O delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da PF, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha (MG). A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais. 

Ontem, veio o troco. (ABRIL 2013)

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu as audiências que aconteceriam de hoje, 17 de abril, até sexta-feira, 19 de abril, para se iniciar, finalmente, o julgamento do caso de Paulinho. Neste processo, estão sendo julgados, novamente, Cláudio Fernandes e Celso Scafi, além de outros acusado, Sérgio Poli Gaspar. 

De acordo com a assessoria do TJMG, o cancelamento se deu por conta de uma medida de “exceção de suspeição” contra o juiz Narciso de Castro impetrada pelo escritório Kalil e Horta Advogados, que defende Fernandes e Scafi. A defesa da dupla, já condenada a penas de 8 a 11 anos de cadeia, argumenta que o juiz teria perdido a “necessária isenção e imparcialidade” para apreciar o Caso Pavesi. 

Ou seja, querem trocar o juiz, justo agora que o nome do deputado Carlos Mosconi veio à tona. 

Eu, sinceramente, ainda espero que haja juízes – e jornalistas – em Minas Gerais para denunciar esse acinte à humanidade de Paulo Pavesi que, no fim das contas, é a humanidade de todos nós. 

Leia também:




TRIBUNAIS ACELERAM PUNIÇÃO A DESVIOS DOS COFRES PÚBLICOS - META 18 DO CNJ


Bons ventos começam a soprar... 
Eu sou fã deste 'Conselho' eficiente e que realmente faz a justiça! 
Que venham e levem para longe de nós esta corrupção!
Chega! Basta de impunidade!
Que sejam punidos nos rigores da lei todos que forem
 julgados culpados e que haja o ressarcimento ao erário público
ou seja, ao titular do dinheiro desviado o Povo do Brasil!
Queremos justiça e penalidades concretas!
Roberta Carrilho



Tribunais de vários Estados aceleraram nos últimos meses a punição de agentes acusados de corrupção e desvio de recursos públicos, mas ainda estão longe de cumprir a meta fixada pelo Conselho Nacional de Justiça para reforçar o combate a esses crimes.


Levantamento feito pelo CNJ mostra que o número de condenações definitivas em ações civis com base na Lei de Improbidade Administrativa em todo o país aumentou 50% de fevereiro do ano passado a junho deste ano, alcançando um total de 7.831 casos.


O valor das penas aplicadas nesses processos atingiu R$ 2,1 bilhões, incluindo multas, bens apropriados ilicitamente e recursos desviados dos cofres públicos que agora são cobrados pela Justiça.

Mas ainda falta muito para que a maioria dos tribunais cumpra o objetivo fixado pelo CNJ, conhecido como Meta 18, que foi estabelecido no fim de 2011 e deve ser cumprida até dezembro deste ano.

Somadas ações civis de improbidade e processos criminais contra agentes públicos, falta julgar 60% dos 121 mil processos que deveriam ser concluídos até o fim do ano.

A atuação da Justiça poderá ter repercussões políticas em breve, porque muitos condenados poderão ser enquadrados na Lei da Ficha Limpa e ficar impedidos de concorrer nas eleições de 2014.

A pressão do CNJ para que os magistrados cumpram a meta é grande. Tribunais que não fornecem informações sobre os processos com andamento lento ficam sujeitos a sanções administrativas.

No final de junho, o presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, ministro Joaquim Barbosa, cobrou publicamente os magistrados.

O CNJ já advertiu os tribunais de que poderão se tornar alvo de processos disciplinares da Corregedoria Nacional de Justiça nos casos em que for constatada negligência no cumprimento da meta.

O corregedor do CNJ, ministro Francisco Falcão, invocou recentemente num ofício "os grandes protestos que se espalham pelo país", ao pedir aos juízes "absoluta prioridade" em relação ao assunto.

"Quando não existe estímulo para condenações de figurões, o Judiciário se sente um pouco atemorizado", disse a ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon, ex-corregedora do CNJ.

Os números de alguns Estados, como o Rio de Janeiro, Minas Gerais e a Bahia, chamam atenção pelo baixo número de condenações, embora sejam Estados com grandes contingentes de funcionários públicos.

Desde 2007, só houve 19 condenações por improbidade administrativa no Tribunal de Justiça da Bahia e 128 no Rio. Em São Paulo, houve 2.552 condenações nesse mesmo período.

"Ou nesses Estados as pessoas são muito honestas ou o sistema de repressão na área da improbidade não está funcionando bem", afirmou o promotor Gilberto Valente Martins, conselheiro do CNJ.

O TJ da Bahia afirmou que está adotando medidas para acelerar o julgamento dos processos sobre improbidade. Procurado pela Folha, o TJ do Rio de Janeiro não respondeu à indagação sobre o motivo do baixo número de condenações. O TJ de Minas não se manifestou.




FLAVIO FERREIRA
Folha de São Paulo 


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A ARTE DE NÃO DIZER NÃO - Fernando Sabino




Se é difícil arrancar do Brasileiro em geral um NÃO, mais difícil ainda é arrancar do Mineiro, em particular, um SIM.

Um amigo me fala na sua recente viagem a Belo Horizonte, onde ele foi jantar na casa de uma Tia. Lá estava, em visita, um rapaz amigo de seus primos, a quem a dona da casa perguntou se não queria ficar para jantar.

- Muito obrigado, mas tenho de ir andando, respondeu o rapaz.
Ela Repetiu o convite, ele tornou a agradecer e recusar.

- Fica para jantar insistiu ela, pela terceira vez, e pela terceira vez ele recusou.
- Não faça cerimônia, janta aqui com a gente ela convidou, pela Quarta vez.
- Não é cerimônia, é que não posso mesmo ele recusou, pela Quarta vez.
- Então ela se voltou calmamente para a empregada:
- Põe mais um lugar na mesa que ele vai ficar para jantar conosco.

O Rapaz Ficou.
Findo o jantar, meu amigo, ainda assombrado, chamou a tia de lado e pediu uma explicação. Era demais para ele, tinha de entender aquele complicado cerimonial Mineiro. 

- É isso mesmo esclareceu ela.
- A primeira vez ele recusou por educação.
- A Segunda, para ver se eu não estava convidando também só por educação. 
- A terceira, porque não sabia se havia comida que desse para ele. 
- A Quarta, finalmente, ele havia aceitado, mas não ficava bem dizer SIM depois de ter dito três vezes NÃO.

Fernando Sabino



RAIVA, MÁGOAS E RESSENTIMENTOS - Adriano Oliveira baseado nas obras de Joanna de Ângelis e Hammed




Toda vez que alguém ou algo se choque com o bem-estar de outra pessoa, com o seu prazer, irá imediatamente produzir a chispa da raiva. Esta poderá abrandar-se logo ou atear incêndio, dependendo da área que tenha atingido.

A raiva:

A raiva é a reação emocional imediata à sensação de se estar sendo ameaçado, sendo que esta ameaça possa produzir algum tipo de dano ou prejuízo.

Não há quem já não tenha sido vítima da raiva. Todos os dias nos deparamos com diversas pessoas, no trabalho, no trânsito, nas conversações cotidianas...sendo estas as mais diversas, portadoras dos mais variados estados de ânimo. Não raro, alguma palavra mal empregada, algum tom de voz equivocado, e então nos sentimos ofendidos, tendo a raiva como reação imediata.

Sentir raiva é atitude natural e normal no quadro das experiências terrenas. Canalizá-la bem, elucidando-a até a sua diluição, é característica de ser saudável e lúcido, conforme assevera a benfeitora espiritual Joanna de Ângelis. 

Mas como impedir que esta sensação inquietante se alastre e não ocupe mais espaços na nossa mente e sentimentos?

Segundo a nobre mentora de Divaldo Franco, o primeiro passo a ser dado é a aceitação de se estar sentindo raiva. Não há motivos para nos envergonhar-nos da raiva e do fato de senti-la. Camuflá-la perante atitudes de falsa humildade e santificação são atitudes de quem ilude a si próprio, optando pelo parecer em detrimento do ser.

Em seguida devemos nos indagar: 
- "Por que fiquei tão bravo ou brava com a atitude daquela pessoa? 
- Por que me deixei atingir tanto? 
- O que esta pessoa fez de tão desagradável a ponto de conseguir me desequilibrar o restante do dia?" 
Neste momento inicia-se a racionalização da raiva, e então é que percebemos que nós mesmos tivemos uma participação ativa na sua elaboração. Não foi o outro que produziu raiva em mim, pois somos nós que estamos sentindo raiva, logo nós mesmos a produzimos. Está em nós a sua origem e não no exterior.

Como dissemos, a raiva é uma reação emocional que ocorre toda vez que alguém vai de encontro ao nosso bem-estar, de maneira que nos sentimos ameaçados. 
- O que então nos deixou tão ameaçados? 
- Que área do meu ser aquela palavra proferida pelo ofensor atingiu de maneira tão precisa? 
– Por que aquilo que foi dito significou tanto para nós?

A partir desse momento nós começamos a perceber que na verdade a sensação de inferioridade ou de ofensa não foi produzida pelo outro, ela já existia dentro de nós. Seria como se a palavra empregada fosse a chave certa para uma determinada ideia existente dentro de nós mesmos – ela já estava ali – bastava acioná-la.

Decorre daí o enunciado de Joanna de Ângelis, de que "a raiva é o lançamento de uma cortina de fumaça sobre nossos próprios defeitos, a fim de que eles não sejam percebidos pelos outros", sendo que quanto maior for o complexo de inferioridade da pessoa, mais vulnerável ela será a tudo o que for direcionado a ela do mundo exterior.

Canalizar bem a raiva significa, assim, refletir sobre o porquê de nosso desequilíbrio momentâneo. Da mesma forma, outro recurso deve ser empregado: refletir sobre a origem do ato na outra pessoa. Isso significa perceber que a pessoa estava em desarmonia no momento em que agiu, de forma impensada, produzindo o conflito. Significa tentar perceber que o outro agiu sem nenhuma intenção de produzir o dano que nós agora sentimos.

Isso não significa, de maneira alguma, que devamos ser coniventes com o desrespeito e ironia das pessoas ao nosso redor, as quais agem sem pensar nas consequências de seus atos. Mostrar-se ofendido, mostrar-se desgostoso com a situação, demonstrar os sentimentos de contrariedade e até mesmo a raiva inerente à ofensa são reações perfeitamente normais, de quem respeita a si mesmo e se considera credor do respeito e consideração dos seus semelhantes. 

Da mesma forma, dar uma corrida, realizar exercícios físicos ou algum trabalho que leve à exaustão, são recursos valiosos para se diluir a raiva. Extravasar, contar para os amigos como se sente, também são atitudes saudáveis e terapêuticas. O que não se deve fazer é camufla-la, reprimi-la, pois então estaremos oportunizando o surgimento da mágoa e do ressentimento.

Certamente há situações em que a dor nos atinge sem que possamos nos defender. Ocorrências em que ficamos paralisados, sem saber como agir, tamanha nossa surpresa e decepção. Entretanto, parece que nunca estamos preparados para as decepções. Acreditamos que sempre seremos estimados e considerados por todos, e que as pessoas nunca irão nos trair – e então nos magoamos.

A ingratidão e a calúnia ainda fazem parte do orçamento moral da humanidade, e não há quem não se depare com elas em algum momento. Dependendo da pessoa autora do disparo, do lançamento do dardo, este parece penetrar o mais profundo da alma, produzindo enorme sofrimento. 
Muitas vezes, aquela pessoa em quem nós mais confiávamos nos trai, nos decepciona, nos fere – e a dor então é perfeitamente natural. Chorar, considerar a ocorrência injusta, demonstrar os sentimentos ao agressor, mostrando-lhe os ferimentos, são atitudes que auxiliam para que a dor diminua e se abrande. 

Contar aos amigos o ocorrido, demonstrando como se sentiu diante da situação, dizer o quê o magoou, são recursos que colaboram para que a mágoa não se instale na criatura.

A mágoa:

Em nenhum momento devemos nos permitir guardar a mágoa, diz o espírito Hammed. 

Quando a mágoa se instala, o indivíduo vai perdendo aos poucos a alegria de viver, avançando em direção aos estados depressivos e de melancolia – extinguindo-se o prazer pela vida. A mágoa cultivada aloja-se em determinado órgão e o desvitaliza, alterando o funcionamento normal das células. Quando dissimulada e agasalhada nas profundezas da alma, se volta contra o próprio indivíduo, em um processo de autopunição inconsciente. Neste caso, o indivíduo passa a considerar a si próprio culpado pelo ocorrido, e então se pune, a fim de expiar a sua culpa.

Segundo Sigmund Freud, o grande psicanalista do século vinte, todos nós temos uma certa predisposição orgânica para cedermos à somatização de algum conflito. Esta se dá geralmente em algum órgão específico. Desta forma, muitos de nossos adoecimentos repentinos são fruto do que ele chamou de complacência somática. Nós guardamos a mágoa ou "fazemos de conta" que ela não existe. 

Como os sentimentos não morrem, eles são drenados no próprio ser, ferindo aquele que lhe deu abrigo.

Mais uma vez, assevera Joanna de Ângelis, devemos recorrer à racionalização do ocorrido. Refletirmos sobre o desequilíbrio da outra pessoa, sobre sua insensatez e situação infeliz, o que faz com que a mágoa vá perdendo terreno para a compreensão e impedindo que o acontecimento venha a repetir-se continuamente na mente da criatura através do ressentimento.

Abrindo um parênteses no texto do Adriano acrescento este complemento sobre mágoa do Espírito Joanna de Ângelis psicografado pelo médium Divaldo Franco no livro: Florações Evangélicas. 
Mágoa


Síndrome alarmante, de desequilibro, a presença da mágoa faculta a fixação de graves enfermidades físicas e psíquicas no organismo de quem a agasalha.


A mágoa pode ser comparada à ferrugem perniciosa que destrói o metal em que se origina.

Normalmente se instala nos redutos do amor-próprio ferido e paulatinamente se desdobra em seguro processo enfermiço, que termina por vitimar o hospedeiro.

De fácil combate, no início, pode ser expulsa mediante a oração singela e nobre, possuindo, todavia, o recurso de, em habitando os tecidos delicados do sentimento, desdobrar-se em modalidades várias, para sorrateiramente apossar-se de todos os departamentos da emotividade, engendrando cânceres morais irreversíveis. Ao seu lado, instala-se, quase sempre, a aversão, que estimulam o ódio, etapa grave do processo destrutivo.

A mágoa, não obstante desgovernar aquele que a vitaliza, emite verdadeiros dardos morbíficos que atingem outras vítimas incautas, aquelas que se fizeram as causadoras conscientes ou não do seu nascimento.

Borra sórdida, entorpece os canais por onde transita a esperança, impedindo-lhe o ministério consolador.

Hábil, disfarça-se, utilizando-se de argumentos bem urdidos para negar-se ao perdão ou fugir ao dever do esquecimento. Muitas distonias orgânicas são o resultado do veneno da mágoa, que, gerando altas cargas tóxicas sobre a maquinaria mental, produz desequilíbrio no mecanismo psíquico com lamentáveis consequências nos aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...

O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento. Sua idéias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutre.

Estiolando os ideais e espalhando infundadas suspeitas, a mágoa consegue isolar o ressentido, impossibilitando a cooperação dos socorros externos, procedentes de outras pessoas.

Caça implacavelmente esses agentes inferiores, que conspiram contra a tua paz. O teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide.

Aquele que te persegue sofre desequilíbrios que ignoras e não é justo que te afundes, com ele, no fosso da sua animosidade.

Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.

Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilenciais, danosos, aniquiladores.

Incontáveis problemas que culminam em tragédias quotidianas são decorrência da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário.

Se já registras a modulação da fé raciocinada nos programas da renovação interior, apura aspirações e não te aflijas. Instado às paisagens inferiores, ascende na direção do bem. Malsinado pela incompreensão, desculpa. Ferido nos melhores brios, perdoa.

Se meditares na transitoriedade do mal e na perenidade do bem, não terás outra opção, além daquela: amar e amar sempre, impedindo que a mágoa estabeleça nas fronteiras da tua vida as balizas da sua província infeliz.

"Quando estiveres orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que vosso Pai que está nos Céus, vos perdoe as vossas ofensas". - Marcos: 11-25.

"Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isto, meus caros filhos, prova melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo". - ESE Cap.V - Item 20.

O ressentimento:

O ressentimento é o produto direto da repressão da raiva. Não expressamos nossos sentimentos ao ofensor, não lhe demonstramos nosso desapontamento e desgosto e então passamos a guardá-la, a fim de desferi-la no momento oportuno.

O ressentimento é fruto de nosso atraso moral. Nós guardamos a dor da ofensa a fim de esperar o momento oportuno da vingança, do revide, a fim de sobrepormos nosso ego ferido em relação ao ego do ofensor. Quando isto acontece, um sentimento de animosidade cresce dentro de nós a cada dia, até que a convivência com a outra pessoa se torne insuportável. Um olhar não suporta mais o outro e a relação cessa por completo. 

Muitas amizades terminam assim, por falta de diálogo, de sinceridade e humildade em reconhecer-mos para o outro que ficamos chateados com sua atitude. 

Casais acumulam memórias de brigas, guardando lembranças de atritos que já ocorreram há meses, sem trocarem sequer uma palavra sobre o assunto, criando um clima silencioso o qual vai tornando o ressentido amargo e infeliz.

Assim, há pessoas que possuem sobre o olhar uma "máscara espessa"....que encobre qualquer sorriso...Chegam a nos causar quase medo! É a amargura...que vai retirando toda a alegria de viver da pessoa.

Nós devemos reagir imediatamente ao ressentimento, impedindo o seu desdobramento. Sem dúvida que existem pessoas que se comprazem na calúnia, em proferir ofensas e mentiras sobre toda e qualquer pessoa. Não devemos sintonizar com este tipo de faixa vibratória e aceitar-lhes os dardos infamantes.

Quando optamos por não guardar ressentimentos estamos fazendo um bem a nós mesmos, impedindo a desarmonia e inquietação decorrentes da sua instalação nos painés das emotividade. O outro, porque em desequilíbrio, receberá os frutos de suas ações, decorrente da faixa em que se encontra.

A causa destes algozes da alma humana, tais como a raiva, a mágoa e o ressentimento, quase sempre é a mesma: a falta de autoestima da criatura, ou seja, a falta de amor por si mesmo. Quando valorizamos em demasia o olhar de amigos, colegas e familiares, estamos nos apoiando em terreno movediço. Tornamos-nos apegados e dependentes.

Por outro lado, quanto mais nos descobrimos, quanto mais passamos a desenvolver nossas potencialidades, reconhecendo nossos valores e nossa beleza única, mais seguros nos tornamos, de maneira que a raiva e a mágoa não encontram alicerces para sua instalação.

Aquele que se ama e valoriza não se magoa facilmente e tampouco fica irado com qualquer palavra descabida de um colega de trabalho ou amigo. Dessa forma, trabalhar pelo desenvolvimento de nossa autoestima é o melhor antídoto para evitarmos o acúmulo do lixo mental dos ressentimentos e mágoas.

Na origem de nossos males – por mais que insistamos em culpar os outros - , sempre está a própria criatura, herdeira de si mesma. 



Bibliografia:

Joanna de Ângelis, em "Autodescobrimento – Uma busca Interior".
"O Ser Consciente"
"Amor, Imbatível Amor"
"Elucidações Psicológicas à Luz do Espiritismo"
" Episódios Diários" 
Hammed, em "As Dores da Alma".



AGOSTO ... A GOSTO DAQUELE GOSTO DE GOSTAR DE QUEM GOSTA - GOSTOU?


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

PARA ATRAVESSAR AGOSTO - Caio Fernando Abreu


Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro — e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.


Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir. Dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons deixam a vontade impossível de morar neles; se maus, fica a suspeita de sinistros augúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade. Muitos vídeos, de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietzsche a Sidney Sheldon. Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem: qualquer problema, real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos.

Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos — ou precauções — úteis a todos. O mais difícil: evitar a cara de Fernando Henrique Cardoso em foto ou vídeo, sobretudo se estiver se pavoneando com um daqueles chapéus de desfile à fantasia, categoria originalidade... Esquecê-lo tão completamente quanto possível (santo zap!): FHC agrava agosto, e isso é tão grave que vou mudar de assunto já.

Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu — sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antônio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún, ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à luz da lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.

Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se ou lamuriar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques — tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informação para que as desgraças sociais ou pessoais não deem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire, a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas — coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo; evasão, escapismos. Assumidos, explícitos.

Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter demais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco.


[Caio Fernando Abreu, Para atravessar Agosto, publicada originalmente no jornal O Estado de S. Paulo em 1995, a crônica integra a coletânea Pequenas Epifanias (reunião de textos escritos entre 1986 e 1995), lançada pela Editora Agir]



NA MELHOR DAS HIPÓTESES EU SOU A SUCESSÃO DE ERROS TENTANDO ACERTAR - Ita Portugal



"Na melhor das hipóteses eu sou a sucessão de erros tentando acertar. Então, não procure perfeição em mim. Não me faça cobranças. Se há algo a olhar, as cicatrizes representam as minhas sinceras tentativas para tornar-me melhor."
Ita Portugal

VOCÊ NÃO PRECISA DE PESSOAS PRA TE CONFUNDIR OU PARA INDICAR UM CAMINHO ERRADO ... FAÇA SUA VIDA ACONTECER - Isabel Moraes


"(...) Você não precisa de pessoas pra te confundir ou pra indicar um caminho errado. Lembre-se todos os dias: o tempo não espera, não perdoa, ele segue. Não viva apenas esperando que o dia de amanhã seja melhor. Faça esse dia ser melhor, faça a sua vida acontecer. Coragem, paciência, reflexão, mente calma, amor no coração e fé em Deus. ( E em você, também)."

Isabel Moraes


SENHOR QUERO QUE ME CERQUE DE PESSOAS DO BEM, DE AMIGOS INTEIROS E EM MEU CAMINHO HAJA ALMA E CALOR - Michelle Trevisani






"Senhor, o que te peço é que me cerque de pessoas do bem, que me dê amigos inteiros, que me abençoe com gente leve. Senhor, te peço que em meu caminho – haja alma e calor. Haja amor, abraços e sorrisos extensos, que haja cor..."

Michelle Trevisani

SEJA BEM-VINDO AGOSTO! my month...


Agosto é mês com gosto!
Gosto de aniversário!
de idade e sabedoria !





(...) mais um ciclo se fecha nesta existência temporária ... 41 anos