domingo, 12 de maio de 2013

PAIXÃO X AMOR




A paixão é sempre a loucura em devaneios. Enquanto o amor vive de sua liberdade, da capacidade de ceder, confiar, perdoar e não exigir nada em troca, nem mesmo a reciprocidade;

A paixão vive de sufocar, espezinhar e se alimenta de delírios. Por isso, onde quer que o amor se expresse, ele é sempre brando, meigo em suas afeições e manso em suas relações. Por essa razão, o amor é único, e em sua unicidade, ele somente se propõe ao seu objetivo primário - amar.

O amor simplesmente ama, somente ama, e amando põe-se a irradiar como o sol, por jamais fazer distinções. Ele se apresenta como o vento brando e ligeiro avançando por todas as direções, e em tudo se assemelha à luz, pois é veloz, ligeiro, ágil e se faz por inteiro. Em sua presença, onde quer que se expresse, provoca a claridade, aniquila as trevas e faz espargir a vida.

O amor reforça as cores e as faz mais alegres, define com exatidão, tudo é beleza, e nele somente existe o belo, por isso mesmo os olhos que amam jamais enxergam outra coisa que não seja o belo. O amor simplesmente ama e, amando, é tudo. E por isso mesmo se coloca como a síntese da vida.

Já a paixão não consegue amar nem a si mesma, nem ao amor. Ela possui o "p" das posses e da prepotência e se arvora sempre em proprietária do objeto de seu desejo, fazendo-se ardente e incontrolável.

A paixão jamais divide, tem medo de ver diminuído ou subtraído aquilo que presume ser propriedade sua, e jamais entende que a divisão também é "em si" uma operação multiplicadora. Dessa forma, ela é implacável com seu alvo e está sempre disposta a anular seu objeto, constantemente disposta à fagocitose.

A paixão nunca percebe que sua dominação é o que a faz dominada e submissa, e que seu desejo canibal a torna prisioneira de si mesma e de seu desejo de posse, chegando a ponto de confundir-se com o próprio objeto de sua paixão.

O ser apaixonado é sempre um miserável a implorar e a requerer desesperadamente compaixão. Ele perde sua identidade na medida em que passa a se confundir com o objeto de seu desejo e, nessa confusão, acaba por aniquilar a si mesmo, na medida em que passa a vagar sem identidade e sem desejos pessoais, fazendo do outro sua própria sombra e seu próprio fantasma.

Dessa forma, o apaixonado passa a viver sob o império das fantasias e das ilusões pessoais; e, de devaneios em devaneios, segue caminhando inexoravelmente para o fim, sem perceber que está a poucos passos de dissociar-se plenamente "de si" e "em si" como "ser", ou melhor, dizendo como uma realidade divina no que se concerne aos ângulos da crianção propriamente dita, por isso a paixão é sempre (des)realizante e eivada de irrealidade.

A viagem de volta é realizada dentro de profundos sentimentos e grandes agonias, onde o ser, em geral, é amparado por mecanismos especiais disponibilizados pela vida.

Autor desconhecido

PERGUNTAS SINISTRAS - Tolerância Zero





1) O que é um cigarro de maconha feito com papel de jornal?

Um baseado em fatos reais.

2) Qual é o fim da picada?

Quando o mosquito vai embora.

3) O que são dois pontos pretos no microscópio?
Uma blacktéria e um pretozoário.

4) Qual é a comida que liga e desliga?
O Strog-ON-OFF.

5) Como se faz para ganhar um Chokito?
É só colocar o dedito na tomadita.

6) Qual o vinho que não tem álcool?
Ovinho de Codorna.

7) O que é que a banana suicida falou?
Macacos me mordam.

8) Qual é o doce preferido do átomo?
Pé-de-moléculas.

9) O que é uma molécula?
É uma meninola muito sapécula.

10) Como o elétron atende ao telefone?
Próton!

11) O que um cromossomo disse para o outro?
Oh! Cromossomos felizes!

12) Como as enzimas se reproduzem?
Fica uma enzima da outra.

13) Qual é a parte do corpo que cheira bacalhau?
O nariz.

14) O que é um ponto marrom no pulmão?
Uma brownquite.

15) O que é um pontinho vermelho no meio da porta?
Um olho mágico com conjuntivite.

16) O que o canibal vegetariano come?
A planta do pé e a batata da perna.

17) Por que as estrelas não fazem miau?
Por que Astro-no-mia.

18) Por que a vaca foi para o espaço?
Para se encontrar com o vácuo.

19) O que o espermatozoide falou para o óvulo?
Deixa eu morar com você porque a minha casa é um saco.

TOLERÂNCIA ZERO...


20) Namorada loira recebendo flores, pergunta:

- São flores?
- Não, são cenouras! 

21) Na fila da padaria o cara pergunta pra mulher:

- Você está na fila?
- Não, pisei em um chiclete e estou grudada!

22) O cara vê outro fumando e pergunta:
- Puxa! Mas você fuma?
- Não, eu gosto de bronzear os meus pulmões.


23) O juiz mostra cartão vermelho para o jogador. Pergunta:
- Você está me expulsando?
- Não, eu quero saber se você é daltônico. 

24) Dentro de um avião para os Estados Unidos, um passageiro pergunta ao outro:
- Está indo para os Estados Unidos?
- Não, eu peguei o avião errado. 

25) O cara vai andando pela rua e leva o maior tombo, o sujeito que o socorre pergunta:
- Caiu?
- Não! Eu me joguei!

26) O cara está parado no ponto de ônibus. Chega outro cara e pergunta:
- Você vai pegar ônibus?
- Não, eu moro aqui neste ponto de ônibus!

27) Um amigo encontra outro na rua, e pergunta:
- Cortou o cabelo?
- Não caiu.

28) A velhinha pergunta para o neto que chega em casa todo molhado:
- Tá chovendo lá fora?
- Não, é que todo mundo na rua resolveu me jogar um balde de água. 

29) Garçom pergunta para o casal na mesa:
- É para dois?
- Não, eu vou comer e ela vai ficar olhando pra mim.

30) O ascensorista, no térreo, pergunta:

- Sobe?
- Não! Eu vou para os lados! 

31) Mulher com bebê no colo. Pergunta:

- É seu filho?
- Não, ganhei ele numa rifa!

32) O cara chega todo molhado em casa, e a mulher pergunta:

- Está chovendo tanto lá fora?
- Não, é que o pessoal na rua resolveu cuspir em mim. 

33) O sujeito está passeando com seu filho pela rua. Pergunta:

- Esse garoto é seu filho?
- Não, agora estou traficando bebês!

34) O camarada caminhando com uma vara de pescar. Pergunta:

- Vai pescar?
- Não, a vara é para eu palitar meus dentes!

35) Noiva entrando na igreja, escoltada pelas daminhas de honra. Pergunta:
- É casamento?
- Não, é festa junina.

36) Mulher subindo escada de joelhos pra pagar promessa. Pergunta:
- A senhora está pagando promessa?
- Não, não! É que eu adoro subir escadas de joelhos!

37) Mulher abre a porta para o convidado e pergunta:
- Você veio?
- Não, não sou eu! É outro, vou vir mais tarde!

38) Apostadora de corrida de cavalos no prado. Pergunta:

- A senhorita gosta de corrida de cavalos?
- Imagine! Eu venho aqui pra sofrer! 


39) O sujeito no caixa do cinema. Pergunta:

- Quer uma entrada?
- Não, quero uma saída.




Só postei para diversificar um pouco, 
mas deixo meu registro que eu não gosto
de pessoas que têm humor negro como este.
Aliás, eu detesto pessoas que se acham engraçadas
e são uns idiotas-patetas!
Não acho graça alguma só acho que é uma perda do meu tempo 
ficar perto de pessoas assim

Deus-me-livre-de-pessoas-de-humor-negro.
São muito chatas
Roberta Carrilho

http://gutt.no.comunidades.net/index.php?pagina=1245538168


TIPOS DE HOMENS PERIGOSOS - por Xico Sá

Risos! É uma paródia isto... 
Tem lá seus encantos ou sarcamos!
Roberta Carrilho


O homem-bouquet visto por Jean-Marie Boomputte
Tudo bem, bravas fêmeas, os homens são todos iguais, blábláblá.

Alguns, no entanto, os verdadeiros Pthirus pubis, são bem mais perigosos que os outros. Em mais um serviço de utilidade pública, este cronista de costumes expõe os tipinhos contemporâneos da mais alta periculosidade.

Alguns tipos já haviam sido publicados anteriormente. Repito, porém, para dar ênfase, ficar como mantra nas vossas cabecinhas esquecidas.

Homem-bouquet – Muito prazer! É aquele macho que entende de vinhos finos, abre a garrafa, cheira a rolha, balança na taça, sente o “bouquet” da bebida dos deuses. O tipinho não perde um programa especializado, reúne os amigos para encher o saco com o tal bouquet, do tanino isso e aquilo, do amadeirado etc.

Mais uma advertência: o mesmo elemento costuma apreciar também o que ele chama de “um bom jazz”, uma “MPB de qualidade”, seja que diabo isso signifique.

Corra, Lola, corra de criaturas desse naipe. Homem que entende e gosta mesmo de vinho não sai arrotando conhecimentos por ai, simplesmente aprecia e faz a sua companhia curtir a bebida. Seja um Romanée-Conti ou uma encorpada Catuaba Selvagem.

Homem-hortinha -Mesmo as heroínas que conseguem escapar do “In vino picaretas” dificilmente escaparão da arapuca do inominável e desqualificado Homem-hortinha.

Trata-se do distinto mancebo que, ao receber as moças elegantemente para um jantar, usa o manjericão cultivado na própria hortinha que mantém no quintal ou na área de serviço.

Cultivar o próprio manjericão não é exatamente o defeito do rapaz. O problema é que ele passa duas horas a discorrer sobre o cultivo da hortinha, os cuidados, o zelo, samba de um tempero só, degustação ao pé do saco.

Uma amiga, coitada, conheceu um destes exemplares que cultivava até a própria minhoca usado como “fator adubante” da própria hortinha. Corra, Lola, corra, corra mesmo, corra léguas, eis um tipo irrecuperável.

Homem-Ômega 3 - É simplesmente um sujeito paranoico que vive por ai a pregar a causa da vida 100% saudável. Sim, ele tira o cigarro da tua boca, mesmo que não te conheça, e apaga. Ele cuida da tua saúde, poxa.

Sempre ligado no combate aos radicais livres, o elemento enche imoderadamente o saco dos que enchem a cara. É o tipo do macho que costuma morrer cedo, mas cheio de saúde, uma beleza, todo rosado no ataúde, com todas as células empenhadíssimas em retardar o envelhecimento.

Homem-Terceiro Setor ou Homem-ONG, ou ainda homus-oenegê. Curte um abaixo-assinado que só vendo. Se tem passeata, está dentro. Também ocupa até a casa de mãe Joana. Ele já acorda falando mal do governo. Qualquer governo. Mesmo que a sua entidade não-governamental encha as burras, lave a égua no brejal mais público.

Sim, ele acredita na humanidade, na responsabilidade social, na arte como redenção dos pobres… Um macho completamente sustentável. Se você reparar, leitora do meu coração, ele quase levita, de tão puro, de tão bom. Some, Lola, some que é roubada-mor.

Agora é a sua vez, ajude este velho blogueiro -outra raça chata do cacete!- a ampliar essa lista de homens de alta periculosidade.

http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/2012/07/12/utilidade-publica-tipos-de-homens-perigosos-iii/

REPÓRTERES DA BBC COMPARAM CICLISMO URBANO EM LONDRES E SÃO PAULO


AGORA O BLOGGER NÃO PERMITE MAIS INCLUIR NAS POSTAGENS QUALQUER TIPO DE VÍDEO, SEJA DE JORNAIS, YOUTUBE, PARTICULARES, ETC, OU SEJA, NADA! QUE É UMA PENA. MUITAS PESSOAS ESTÃO MIGRANDO PARA OUTROS SITES DE BLOG DEVIDO A ESSAS RESTRIÇÕES QUE ESTÃO SENDO IMPOSTAS AOS USUÁRIOS DO BLOGGER. 
EU PERCEBO QUE EM BREVE TAMBÉM SEREI OBRIGADA A MIGRAR PARA OUTRO SITE E FAZER OUTRO BLOG. INFELIZMENTE! ESTOU PESQUISANDO OUTROS SITES QUE CONTENHA TODAS AS FERRAMENTAS QUE ESTE TINHA E TAMBÉM OUTRAS NOVAS. 
AOS MEUS SEGUIDORES, AMIGOS, VISITANTES NÃO SE PREOCUPEM EU AVISAREI COM ANTECEDÊNCIA CASO EU DECIDA MUDAR.

ASSISTA AO VÍDEO ATRAVÉS DESTE LINK ABAIXO 

http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2013/05/130509_especial_ciclismo_urbano_londres_saopaulo_as_jp.shtml


Em meio a um cenário em que o uso da bicicleta como transporte alternativo em grandes centros urbanos – com ruas congestionadas e sistemas coletivos sobrecarregados – vem ganhando cada vez mais espaço, a BBC Brasil enviou dois de seus repórteres às ruas de Londres e São Paulo para ver de perto como é pedalar em duas das maiores cidades do mundo.

Embora na visão de ativistas e analistas a capital britânica ofereça melhores condições para os ciclistas do que São Paulo, muitos londrinos se mostram insatisfeitos e buscam inspiração na Holanda e na Dinamarca para pressionar por mais infraestrutura para as bicicletas.

Por outro lado, na maior cidade do Brasil, há sinais de uma ainda embrionária maior consciência rumo a um trânsito compartilhado, incluindo iniciativas do governo nesse sentido - mas cicloativistas argumentam que, dadas as dimensões locais, as políticas públicas ainda são insuficientes.

Ambas as metrópoles, no entanto, ainda falham ao proteger os que optam pela bicicleta como meio de transporte, registrando dezenas de mortes de ciclistas anualmente. Em 2011, 17 ciclistas perderam a vida nas ruas londrinas, enquanto na capital paulista foram 49 – o que representa praticamente uma morte por semana.
Comparação

Entre as semelhanças, motoristas em geral e taxistas tendem a competir por espaço e muitas vezes avançam sobre faixas dedicadas aos ciclistas.

Mas, por exemplo, no caso dos ônibus, em Londres os motoristas recebem treinamento especial para não expor os ciclistas a riscos, enquanto em São Paulo os coletivos representam uma das maiores ameaças à vida dos que optam pela bicicleta.

As diferenças entre as duas metrópoles também são evidenciadas pelos tipos de campanhas de ativistas e entusiastas do ciclismo.

Se na Grã-Bretanha o objetivo é fazer valer as ciclofaixas e ciclovias já existentes e relembrar um compromisso do governo para tornar a estrutura para o ciclista mais semelhante à de cidades da Dinamarca e da Holanda, no Brasil a principal meta ainda é batalhar pela inclusão da bicicleta no espaço urbano de forma segura e exigir a construção de infraestrutura para isso.

Em outras palavras, se em Londres os donos de quase um milhão de bicicletas estão nas ruas e lutam por avanços, na cidade de São Paulo, onde há mais de três milhões de bicicletas, muitos ainda temem usá-las como meio de transporte diário nas principais avenidas, reservando-as somente para o lazer nos fins de semana.
Perspectiva

Tom Bogdanowicz, diretor da ONG London Cycling Campaign, disse à BBC Brasil que um abaixo-assinado conseguiu a adesão de 42 mil pessoas durante a última campanha eleitoral para a prefeitura de Londres – sobretudo exigindo mais segurança.

"Milhares saíram às ruas em um passeio que organizamos em apoio a isso, e agora nós estamos cobrando o candidato vencedor, Boris Johnson, sua promessa de deixar nossas ruas tão convidativas e seguras como as da Holanda”, diz.

Já a paulistana Renata Falzoni, cicloativista e bikerrepórter com mais de 30 anos de experiência, diz que é preciso colocar a situação das duas cidades em perspectiva.

Ela diz que em Londres as ruas são compartilhadas como reflexo de uma política pública que prima por isso, mesmo que ainda haja muito o que avançar, enquanto em São Paulo ciclistas têm que dividir as ruas com os carros porque essa é a única opção, diante da ausência de políticas mais efetivas.
Lentidão

É fato que a capital paulista possui ciclovias, como a da marginal do rio Pinheiros, mas elas são vistas como insuficientes diante das dimensões da cidade e ativistas também apontam para a falta de integração com estações de metrô e o restante do sistema viário.

O assunto foi tema de campanha eleitoral para a prefeitura paulistana no ano passado e há iniciativas recentes, como a instalação experimental de faixas para ciclistas largarem à frente dos carros em semáforos, semelhantes às de Londres.

Mas cada vez que um ciclista morre em uma das principais avenidas da região central da cidade, o debate é retomado e ativistas voltam a apontar que é preciso fazer mais.

"Nesses últimos 30 anos já rodei 27 países de bicicleta, e nesse tempo, São Paulo mudou, mas muito lentamente. As políticas públicas são sempre muito atrasadas. No entanto, um conceito de que as ruas são para as pessoas não acontece, as ruas ainda são voltadas primordialmente para os carros. Elas continuam sendo traçadas, planejadas e geridas sempre com a preferência para os veículos”, diz Falzoni.

Albert Steinberger e Jefferson Puff
Da BBC Brasil, em Londres e São Paulo



sábado, 11 de maio de 2013

MINISTRO JOAQUIM BARBOSA CONTA QUE VOTOU EM LULA E EM DILMA MESMO DEPOIS DO MENSALÃO

Joaquim Barbosa, relator do mensalão no STF


O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF) se transformou no grande algoz dos réus do mensalão. Relator do caso, está condenando a grande maioria dos réus, incluindo José Dirceu e José Genoino.

Na edição de hoje da Folha de S. Paulo, no entanto, o ministro conta que é eleitor de Lula desde o segundo turno de 1989, contra Fernando Collor de Mello. No primeiro turno, havia votado em Brizola.

Voltou a votar em Lula em 2002 e mesmo em 2006, quando já era o relator do caso do mensalão. E em 2010, votou em Dilma Rousseff para presidente.

A informação deve chocar muitos. Aos tucanos, que pretendem usar Barbosa como um ícone antilula. E aos petistas, que devem se sentir "traídos" pelo ministro.

No fundo, porém, o ministro não cometeu nenhum despropósito, como pode parecer. E também não é nenhuma incoerência. A convicção política do ministro não deveria mesmo interferir na sua opinião jurídica sobre um caso específico.

Muitas vezes, as pessoas confundem uma coisa com a outra: não é porque você considera o sujeito um bom candidato que tem que aliviar para ele.

Há uma certa tendência do eleitor de achar que se você vota em alguém tem de defendê-lo até a morte. Não deveria ser assim: se o sujeito pisa na bola, cobre, mesmo que esteja "do seu lado".

Ou, se não for assim, estaríamos dando carta branca para o sujeito roubar só porque gostamos mais dele do que de seu opositor.

Mas nesses tempos de ativismo de internet, parece que o certo é escolher um lado e ir às últimas consequências para fazer com que aquele grupo pareça certo. Isso cria os Reinaldos Azevedos e Paulo Henrique Amorins da vida. E tira toda a inteligência da política.


Uma vez mais, viva Joaquim Barbosa!


Jornalista: Rogerio Waldrigues Galindo



sexta-feira, 10 de maio de 2013

VIDA - Paloma Graziella


Essa estrada de mão dupla sem acostamento onde se segue em frente ou será, em algum momento, atropelado. Um caminho breve, mas cheio de curvas. Passeio a qual nos dispusemos encarar sem um mapa, sem um roteiro, sem a certeza do destino final. Um ponto de partida às escuras.

E nesse percurso vamos vivendo sem saber ao certo qual o significado de viver. Aprendemos a engatinhar e a pedir, e isso faz de nós humanos libertos, mas dependentes. Podemos ir a qualquer momento para onde quer que seja, mas não antes de termos um motivo… Aprendemos a querer ter razão e valermos dela até mesmo quando não há possuímos. Erramos achando estarmos certos e beijamos acreditando sermos amados. Misturamos realidade com fantasia sonhando com a combinação perfeita. Mas qual seria ela? O amor perfeito entre seres iguais, mas tão distintos? 

O equilíbrio entre o leve e o pesado formando o sustentável? Ou quem sabe a verdade fazendo da mentira algo tolerável?

E, ainda sem sair da estrada, vamos procurando as placas e sinalizadores que nunca existiram. Uma tola mania de querer saber antes de conhecer, de colher antes de plantar e chegar antes mesmo de sair. E para onde vamos? Quase nunca sabemos e somos tomado pelo medo de permanecer no mesmo lugar e sermos deixados para trás. É aí que cometemos os mais tolos, porém compreensivos, erros. Erramos por medo, por amor, por inveja, por insensatez… 

Erramos sem nem perceber.

Cobramos tanto da vida e no final tudo o que queremos e desejamos é que ela tenha sido feliz. A verdade é que nos contentamos com pouco, só não sabíamos que esse pouco nos custaria muito.

Por quantas vezes nosso sorriso não custou uma lágrima alheia? Será que você sabe e entende que o seu sonho mais simples pode lhe custar uma vida inteira? Que o seu sucesso às vezes custou o fracasso imerecido de alguém e que, aceitando ou não, a culpa foi sua? Será que é preciso falar do quanto nosso “amor” já nos custou? De quantos sonhos ele assassinou? Acho que não. Cada um sabe o preço que está disposto a pagar. Mas a pergunta será sempre a mesma: vale a pena? Se valer pagaremos até com a alma se preciso for. Talvez seja por isso que eu amo com a alma, porque vale a pena.

Nunca me disseram que viver seria fácil, mas nunca ninguém entendeu porque é assim tão difícil. Viver ás vezes dói. Machuca ainda mais quando vivemos com a dor da vida que se foi, que nos tiraram. Quando vivemos sem saber a que vida pertencemos. Mas, ainda sim, a vida é prazerosa e não devemos reclamar dos não fortuitos  pois eles só nos engrandecem.

Portanto, falando de vida e adaptando-se a ela, quero viver independente das dores, tormentos e sofrimentos que inevitavelmente terei que enfrentar, pois sei que as alegrias e recompensas valem a pena. Nenhum tropeço paga o prazer de reerguer-se, nenhuma dor pode ser maior que o amor que me regenera e nenhum sofrimento se compara à alegria que tenho de viver.

“Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é” .

Paloma Graziella


PORQUE ALGUMAS DORES DURAM TANTO? PORQUE ALGUNS SENTIMENTOS DEMORAM TANTO A PASSAR? Chico Buarque



"Não há dor que dure para sempre!
Tudo é vário. Temporário. Efêmero.
Nunca somos, sempre estamos!
E apesar de saber de tudo isso.
Porque algumas dores duram tanto?
Porque alguns sentimentos
demoram tanto a passar?
Porque olhar pra ele reaviva esperanças perdidas
 e suscitas lágrimas quentes até então contidas?
Porque o cérebro ainda não inculcou no coração 
que esquecer faz bem a saúde?
Porque tudo não pode ser como um bonito filme francês?

Chico Buarque


SE TORNAR ADULTA A MULHER PRECISA SE SEPARAR PSICOLOGICAMENTE DA MÃE - Cristina Balieiro

Dia 10 de maio - é um dia para se ficar de luto pela humanidade.
Hoje é um dia ruim... é amaldiçoado!
Não gosto desta data!
Tomara que passe rápido.

Como no mito fui raptada por 'Hades' que me fez conhecer o Mundo Subterrâneo e dos mortos (25 anos atrás). Hades assassinou muitos dos meus sonhos (naquela época eu consegui me livrar dele, mas o demônio não desistiu de mim. Voltou a me assombrar em 2000 a 13 anos atrás e desta vez eu caí nas mentiras e farsas desse demônio) muitos arrependimentos!! !! 

E para a infelicidade dele eu sobrevivi e no tempo certo irei acertar as contas com esse infeliz. hehehehe  

Cuidado Danger! Agora também sei ser demônio quando quero. Aprendi com o melhor professor das trevas que tive. Ele que me aguarde!

Roberta Carrilho


"... para amadurecer e se tornar uma mulher adulta, é preciso se separar psicologicamente da mãe" 

O mito de Perséfone

Coré, que quer dizer donzela, vivia com sua mãe Demeter. Ela era uma típica filhinha da mamãe, até que Hades, seu tio e o Senhor do Mundo Subterrâneo e dos mortos, se apaixona por ela.

Um dia ela estava colhendo flores com suas amigas e vê um belíssimo narciso. Quando se abaixa para cheirá-lo, a terra se abre e dela surge Hades em sua carruagem que a rapta e a leva para o mundo inferior. A mãe, Demeter, sem saber onde está sua filha, fica desesperada, e como rainha das colheitas e dos grãos, se recusa a fazer a terra florescer. Com medo que os homens morram de fome e não possam mais cultuar os deuses, Zeus (que era o pai de Coré) pede que Hermes vá até Hades e a traga de volta.

Mas lá no mundo inferior, ela havia comido uma romã e nesse mundo quando se come alguma coisa, não se pode mais sair. Então há uma negociação entre os deuses e ela passa a viver seis meses com Hades no mundo subterrâneo e seis meses com sua mãe no mundo de cima.

Mas seja no mundo inferior ou no mundo superior ela não é mais a mesma. Sua estadia no mundo inferior a transformou radicalmente: Coré, a donzela genéricamorreu. Morreu para que ela se transformasse em Perséfone, Rainha do Mundo Subterrâneo que junto com seu marido Hades governava as almas dos mortos e tinha o papel de juíz da humanidade depois da vida. Ela será também a condutora dos Heróis gregos em suas viagens a esse mundo inferior. Não mais donzela, mas rainha!

O que Perséfone pode nos ensinar...

1º) Em primeiro lugar que para amadurecer e se tornar uma mulher adulta, é preciso se separar psicologicamente da mãe. Isso significa ter consciência do que é dela em termos de valores, visão de mundo, crenças e formas de viver. E mais que isso, legitimar quem ela é. Normalmente isso é muito difícil porque, de certa maneira, ela se sente traído a mãe e essa muito frequentemente se ressente dessa necessária diferenciação. 

Só que se quisermos deixar de ser uma Coré – simbolicamente uma “filhinha da mamãe”e nos tornarmos Perséfone – uma mulher adulta, dona do seu destino -, precisamos fazer essa separação, por mais dolorida que seja. 

2º) E também que a vida é cíclica e de tempos em tempos temos que morrer em nossa forma antiga de ser, para renascermos em uma nova forma, como quando deixamos de ser crianças para nos tornarmos adolescentes. O processo de amadurecimento não acontece sem tempos de mergulho na dor e no “escuro”. Essa morte da forma antiga sempre implica de certa forma em perda e em luto; e também em ganhos e celebração.

Temos muitas vezes que alternar tempos luminosos onde estamos no “mundo de cima”e tempos sombrios, onde estamos no “mundo de baixo”, assim como Perséfone. Sem aceitarmos esse ciclos de morte e renascimento não conseguimos seguir na vida, vivendo em plenitude e cumprindo nosso destino de sermos cada vez mais nós em nossa essência.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

SENTIMENTOS MUDAM. MEMÓRIAS NÃO!



Mais uma vez, eu vou te deixar
Mas eu volto logo pra te ver
Tô com saudades no meu coração
Mando notícias de algum lugar...

Eu sei, que muitas vezes te fiz esperar de mais
Mas mesmo na distância o meu pensamento voa longe demais
Fico imaginando você sofrendo na solidão...

Quando eu vou deitar penso em você em seu quarto, dormindo!

Aaahhhh...

Longe de você meu bem, longe da alegria
Longe de você meu bem, longe do nosso lar...(2x)

Mais uma vez, eu vou te deixar
Mas eu volto logo pra te ver
Tô com saudades no meu coração
Mando notícias de algum lugar...

Eu sei, que muitas vezes te fiz esperar de mais
Mas mesmo na distância o meu pensamento voa longe demais
Fico imaginando você sofrendo na solidão...

Quando eu vou deitar penso em você em seu quarto, dormindo!

Aaahhhh...

Longe de você meu bem, longe da alegria
Longe de você meu bem, longe do nosso lar
Mais uma vez...

Marisa Monte


PAI DECLARA: PREFERIA QUE MEU FILHO TIVESSE CÂNCER - BBC Brasil


Quando leio uma notícia como essa eu não julgo! Mesmo que os jornais com sua péssima mania de ganhar dinheiro vendendo matérias sensacionalistas nos faz ficar dentro da caixa do politicamente correto. Quando leio uma matéria com essa penso que existe muito mais por detrás do título. Sei que entre as linhas, fotos, entrevistas tem uma história, tem uma vida e seus inúmeros sentimentos ou sofrimentos. 

Quem sou eu para julgar ou condenar este ou aquele? Ninguém! Tenho meus próprios demônios!

Percebo que têm alguns comportamentos que nós todos temos e que são considerados horríveis, repugnantes, sem perdão! A sociedade com seu velho e decadente discurso hipócrita continua determinando que isso é certo ou condenável. Julgando, sentenciando e condenando nos outros. É claro e nunca em si mesma! A sociedade não tem coragem e honra para encarar o espelho. É sofrível demais saber que também tem seus próprios demônios.

Tudo isso é uma falácia. É uma grande mentira! A sociedade contemporânea está corrompida e seus valores estão invertidos.  

Eu digo por mim mesma existe algumas coisas que penso, sinto e  faço instintivamente sem me associar a nenhuma regra social ou eticamente correta. Sou falível e tenho raiva, ressentimentos e sentimentos de revanche ou vingança. Estou fora da caixa! É feio!  É desumano! Ou Humano demais para ser entendido por esta sociedade "pseuda-justa-perfeita".

Às vezes sou a caixa!

Tem hora que penso algumas coisas como o Sr. Smitch. Não quero comparar  ou competir quem têm mais dores ou perdas. Cada um sabe o que sente e como dói. Simplesmente penso!

Espero que a estória deste pai sirva para tocar a consciência de todos! indistintamente! Aprendam a não julgar os outros. Sejam honestos intimamente. Apenas leem, sintam, entendem e se puderem ajudar de alguma forma, façam! Se não! Calem! Sejamos todos nós menos hipócritas, por favor.

Roberta Carrilho



Smith criou polêmica com objetivo de angariar fundos para pesquisas sobre doença do filho

"Eu preferiria que meu filho tivesse câncer". Com essa frase provocativa, o britânico Alex Smith criou um anúncio publicitário publicado em dois conhecidos jornais britânicos.

Seu objetivo era despertar a opinião pública para seu filho Harrison, de seis anos, portador da Distrofia de Duchenne, uma doença genética incurável que causa a degeneração progressiva dos músculos. Segundo Smith, a expectativa de vida de seu filho é de apenas 25 anos.


O anúncio causou polêmica: a frase original, em inglês - I wish my son had cancer -, pode ser lida simplesmente como "gostaria que" ou "quem me dera meu filho tivesse câncer"."Não há chances (de recuperação) ou medicamentos para ajudar, apenas a certeza de uma vida muito curta, marcada por uma doença debilitante que o deixará incapaz de se mover até que seu coração ou pulmões desistam de sua batalha", diz Alex, no site www.harrisonsfund.com.

"Como eu poderia desejar que meu filho tivesse uma doença tão terrível? Mas a verdade é que o diagnóstico de câncer, ainda que duro, é preferível ao diagnóstico do meu filho", declarou Smith à BBC.

"A maioria dos cânceres infantis são curáveis atualmente. Harrison não tem essa chance. E eu faria qualquer coisa para que meu filho vivesse mais do que eu."
Pesquisas

Com o anúncio, Smith pede doações para a causa. "Minha única esperança é levantar o máximo de dinheiro possível para pesquisas científicas" que curem ou ao menos amenizem a doença, diz a peça publicitária.

Mas, ciente de que a cura pode não chegar a tempo para salvar Harrison, Smith disse que deseja também "iniciar a conversa sobre a doença", da qual ouviu falar pela primeira vez em 2011, quando seu filho foi diagnosticado.

"É muito difícil conseguir financiamento (para pesquisas a respeito da doença). Não há histórias bonitas de sobrevivência. Então precisei aumentar o volume (para ser ouvido)", afirmou à BBC. "Harrison tem uma rara mutação (do mal de Duchenne), então a expectativa de cura é pequena. Mas esperamos poder ajudar outras pessoas como ele."

A Distrofia de Duchenne afeta, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), um a cada 3,5 mil crianças do sexo masculino. É um mal genético ligado ao cromossomo X, em que a ausência de uma proteína provoca a degeneração progressiva dos músculos.

Em muitos casos, as crianças perdem a capacidade de andar aos 12 anos de idade.

Smith - que é casado e tem outro filho, de quatro anos - conta que Harrison é hoje um menino extrovertido que gosta de correr, mas que está perdendo cada vez mais a habilidade de fazê-lo. "Ele luta para conseguir se levantar do chão e não corre mais com facilidade. É frustrante para ele e de cortar o coração para nós."

O pai ainda não contou ao filho a baixa expectativa de vida associada à doença. "Não é algo que uma criança de seis anos precise saber. Mas vai chegar um momento em que ele vai 'googlar' a respeito e teremos que ter essa conversa


quarta-feira, 8 de maio de 2013

UBUNTU = EU SOU PORQUE NÓS SOMOS (Tribo Africana Xhosa)

Nossa que lição!
Linda mensagem para todos nós
:-)
Roberta Carrilho


“Um antropólogo fez uma brincadeira com crianças de uma tribo africana. Ele colocou um cesto cheio de frutas junto a uma árvore e disse para as crianças que o primeiro que chegasse junto a árvore ganharia todas as frutas. Dado o sinal, todas as crianças saíram ao mesmo tempo e de mãos dadas! Então sentaram-se juntas para aproveitar da recompensa. Quando o antropólogo perguntou porquê elas haviam agido dessa forma, sabendo que um entre eles poderia ter todos os frutos para si, eles responderam: Ubuntu, como um de nós pode ser feliz se todos os outros estiverem tristes?


UBUNTU na cultura Xhosa significa:

“Eu sou porque nós somos”



terça-feira, 7 de maio de 2013

HOJE É UM DOS DIAS MAIS ESPECIAIS DO ANO - É O ANIVERSÁRIO DO MEU AMADO PAI = 73 ANOS


FELIZ ANIVERSÁRIO 

Pai querido!
Desejo muitas saúde, alegrias, paz, 
e tudo mais que seu 
velho e bom coração desejar.

Eu te amo muito
Hoje, ontem e sempre!

JOSÉ DE VASCONCELOS CARRILHO
07/05/1940 (73 anos)


SENADO FEDERAL E SEUS CARREGADORES DE LUXO COM SUPERSALÁRIO DE 20 MIL


07/05/2013 - 03h00

Redução de gastos no Senado preserva auxiliar de check-in



FERNANDA ODILLA
GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

Com poucos cliques no computador ou no celular, é possível hoje garantir um assento num avião e confirmar uma viagem. Ainda assim, o Senado mantém nove funcionários, com remuneração líquida entre R$ 14 mil e R$ 20 mil, para fazer check-in e despachar malas dos senadores.

Os carregadores de luxo, ou "funcionários do setor de serviços aeroportuários", são apenas uma das regalias desfrutadas pelos senadores.


Eles atuam no Aeroporto de Brasília, onde os congressistas têm à sua disposição uma espécie de sala "vip" para aguardarem o embarque.
A sala permite que eles esperem a chamada para os voos separadamente dos demais passageiros.
Alan Marques/Folhapress
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado

Por mês, cada senador tem direito a cinco passagens aéreas de ida e volta da capital do seu Estado para Brasília.
A escolha dos voos segue a agenda dos congressistas, o que leva o Senado a pagar com frequência tarifas cheias --sem descontos oferecidos pelas companhias aéreas.

No desembarque, os senadores têm carro e motorista pagos com recursos da Casa.
Segundo a assessoria do Senado, os nove funcionários trabalham exclusivamente no aeroporto, mesmo quando não há senadores chegando ou saindo de Brasília. Nessas situações, diz a assessoria, eles cuidam de embarques e desembarques futuros.

PACOTE
Em fevereiro, quando assumiu o cargo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou medidas que vão reduzir os gastos da instituição em mais de R$ 300 milhões --mas a reforma administrativa não atinge as "regalias" concedidas aos parlamentares.
Os principais alvos da gestão austera anunciada pelo peemedebista são os servidores da Casa.

Foram extintos, por exemplo, o serviço ambulatorial gratuito no Senado, contratos de mão de obra com empresas terceirizadas e funções de assessores.

Mas os senadores continuam desfrutando de benefícios como atendimento médico sem limite de reembolso (extensivo a cônjuges e dependentes até 21 anos).]
Eles também possuem assinatura de revistas e jornais por conta do Senado e reembolso ilimitado para gastos com telefones celulares.
A reforma administrativa de Renan também não atingiu setores que oferecem "mimos" aos congressistas.
O Senado mantém, por exemplo, um staff de 32 pessoas para administração das residências oficiais de Brasília onde moram senadores.
Eles fazem serviços de marcenaria, instalações hidrossanitárias, elétricas e até "apoio operacional" na cidade do Rio de Janeiro.
O serviço de apoio no Rio é uma herança do período em que a cidade era a capital do país, embora a transferência para Brasília tenha ocorrido em 1960.
Renan prometeu extinguir as funções de servidores lotados no Rio, mas eles permanecem na lista oficial do Senado, atualizada no início deste mês.

SUPERSALÁRIOS
Garçons exclusivos para o plenário e para a sala de cafezinho do Senado ganham de R$ 6 mil a R$ 10 mil para servir um cardápio com queijo picadinho e misto quente.
Renan Calheiros, por sua vez, tem uma espécie de "mordomo" na residência oficial, que ganha cerca de R$ 11,3 mil líquidos.

Apenas quatro dos 41 servidores que cuidam dos "mimos" dos senadores ganharam menos de R$ 10 mil em março, segundo o Portal da Transparência do Senado.
A remuneração de nove deles foi acima de R$ 20 mil líquidos no mês.
Nesse mesmo período, a remuneração líquida da presidente Dilma Rousseff foi de R$ 19,8 mil.

OUTRO LADO
O Senado nega que a reforma patrocinada por Renan Calheiros (PMDB-AL) tenha promovido cortes que pouparam os senadores.
Informa ainda que o corte de gastos é "gradual".


Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Casa listou medidas que atingiram os congressistas, como "extinção de uma função comissionada em cada gabinete de senador, de liderança e de membros da mesa; redução do número máximo de servidores por gabinete para 55; publicação no Portal da Transparência dos bens e serviços contratados" com recursos da cota parlamentar.
Nenhuma delas, contudo, corta regalias historicamente concedidas aos parlamentares da Casa.
O Senado não respondeu a questionamentos específicos da Folha sobre a manutenção dos servidores responsáveis pelo check-in e despacho de bagagem no aeroporto de Brasília, nem dos funcionários lotados no escritório de representação no Rio.
O Senado informou também que há novos cortes de despesas em análise pela cúpula da Casa.
Dentre eles a redução do consumo de energia e a aquisição de passagens aéreas mais baratas.

Em relação aos supersalários, o Senado alega que a maioria dos servidores têm cerca de 30 anos de serviços prestados.
Isso, afirma a assessoria, lhes garante salários mais altos e outros ganhos que fizeram a remuneração do mês de março ser muito próxima à recebida pela presidente Dilma Rousseff.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

AMOR UM SENTIMENTO DESORDENADO - Richard David Precht.


Há dois anos, o filósofo e psicólogo alemão Richard David Precht lançou o livro Quem sou eu e, se sou, quantos sou? e se tornou um best-seller mundial. A obra, que respondia a perguntas existenciais sob o ângulo da filosofia, mas com linguagem simples, foi traduzida em 20 idiomas e vendeu um milhão de exemplares. Agora ele lança Amor, um Sentimento Desordenado (Casa da Palavra), com o qual pretende jogar luz sobre o sentimento mais importante – e indecifrável – do mundo contemporâneo. Precht analisa o quanto há de real diferença entre a natureza de homens e mulheres e critica os manuais de auto-ajuda que se multiplicam no mercado



Abaixo, a entrevista com o autor: 

Por que você diz que livros de autoajuda sobre o amor não ajudam realmente?

Porque, basicamente, eles têm um pilar duplo, talvez duplamente enganoso: a promessa de que o amor duradouro pode ser aprendido e a pretensão que as pessoas mudam. Será mesmo verdade? Em primeiro lugar, a ilusão de que mesmo – e, sobretudo, – quando o amor entra em espiral decrescente, basta conhecer certo número de truques e pronto, tudo fica lindo. A realidade desaparece, a magia volta, nossa razão crítica fica embotada, a chama do desejo reacende. Pura mágica! Em segundo lugar, esses manuais vendem a ilusão de mudança. Os psicanalistas que o digam, mudar não é algo que possa ser reduzido ao simplismo superficial de ato de vontade. Ninguém muda da noite para o dia seu próprio sentimento de identidade só porque fica subitamente contaminado com algumas ideias inteligentes.

Se eles não ajudam, por que existem em quantidade cada vez maior no mercado?

É delicado falar sem parecer antiético, ou grosseiro, mas um grande número de pessoas, no contexto atual em que vivemos, de soluções rápidas e muitas vezes superficiais, tende a aceitar com facilidade o que lhes é oferecido, sempre com a ilusão de que o produto – na verdade uma mera mercadoria, em geral – foi customizado para ela. Veja-se o exemplo dos smartphones: eles vendem a promessa de centralização de gostos, contatos, memória, imagens, ligações afetivas etc. O problema é que as pessoas gostam de ouvir da boca de um oráculo as grandes verdades que nos definem.

A partir de que perspectivas as relações amorosas pode ser mais bem analisadas: neuroquímica, biológica, psicológica…?

Não sei se uma das perspectivas, única e isoladamente, pode ser a melhor. Nós somos seres animais que vivem num contexto cultural. E somos evidentemente dotados de uma memória individual e coletiva, consciente e nem tanto… Se considerarmos o amor como o eixo de um relacionamento, talvez devêssemos, então, tomar emprestada a concepção de “experiência universal”, do romântico Friedrich Schlegel: quando a vida não tem mais um significado sobrenatural, o amor nos traz esse significado de volta. Todos nós queremos algo mais, algo que nos distinga da mera esfera de base. Esse sobrenatural, que eu chamaria de “supranatural”, nos eleva. Uma coisa é falarmos de “sujeito”, de “indivíduo”, de “Homem” (com H maiúsculo), outra bem diferente é falarmos de pessoas reais, que não podem ser objeto de análise desta ou daquela esfera concisa.

No livro, você diz que “o amor não é uma emoção.” Pode explicar?

Quando digo que o amor não é um sentimento, é porque ele é um sistema de promessas e expectativas. A relação amorosa é uma via de mão dupla, em que cada um promete ao outro que o que ele sente é confiável e, mais, que vai dar ao outro o que ele espera: compreensão, cuidado, atenção. O que as pessoas querem, numa relação amorosa, é perfeitamente esperável, não é difícil imaginar quais são as expectativas do outro, porque elas se inserem num espectro fechado, determinado. Da mesma forma, acreditamos que o outro também sabe o que esperamos dele, porque imaginamos que ele nos avalia corretamente, nos conhece. O amor é um jogo de regras determinadas e fixas, um sistema de expectativas, dotado de um código próprio.

Na sua opinião, a natureza dos homens e das mulheres permite, de fato, o compartilhamento, a divisão do dia-a-dia, da vida?

Raramente refletimos sobre nossos sentimentos. Os sentimentos são a cola que nos mantém unidos. E o casamento é ocasião e terreno de aconchego, de bem-estar. Além disso, entre nossos sentimentos mais emocionantes estão os nossos desejos. Ninguém vive sem desejos nem sem um desejo bem determinado: o de amar e ser amado, que tem um estímulo emocional. Para mim, a capacidade de se apaixonar é o maior e mais belo enigma da evolução. Precisamos de vínculo e de compreensão, ansiamos pela felicidade, temos carência de sentimento de valor e de identidade. Talvez um ponto importante de reflexão seja o equilíbrio da noção de amor romântico: damos a ele uma moldura, no qual ele pode se expandir. Mas ele evolui, se complica e, em geral, a moldura não cresce junto. Nenhuma moldura garante um estado emocional estável e intimidade. Fundamental é saber o que queremos, o que exige por sua vez um processo de individuação sério. A moldura e o quadro de fundo precisam ter as mesmas dimensões. O casamento pode funcionar se o sentido de realidade e o de possibilidades estiver em equilíbrio.

Por que alguns autores ainda insistem em comparar as relações de hoje com a idade da pedra, dizendo que as mulheres querem homens caçadores, provedores, e os homens procuram mulheres mais férteis?

É delicado falar sobre o que move outros autores, mas talvez possamos dizer que o cientificismo sempre atrai, e dá a ilusão de embasar de modo indiscutível uma proposição. Por isso as explicações fundamentadas na diferença cerebral entre homens e mulheres é mais fácil de ser entendida, aplicada e vendida do que explicações mais elaboradas. Como comentei numa resposta anterior, tendemos a gostar de explicações do tipo oráculo, de soluções prontas. Mas nem todo mundo bebe na mesma fonte, e muitos são hoje os que procuram parceiros e parceiras fora do estereótipo. Senão, como explicar o crescente número de homens que preferem mulheres mais velhas, apesar da regra aparentemente universal de escolha de uma mulher muito mais jovem, quando se chega à meia-idade? Seja como for, essa insistência de certos autores está ligada à noção de módulos de comportamentos típicos de gênero, o que ainda tem uma forte característica religiosa. Pois ninguém ignora que uma parte significativa daquilo que compõe nosso comportamento de gênero e nossa autoimagem origina-se não só da biologia, mas também da evolução cultural – o que faz as mulheres preferirem o perfume de um desodorante ao cheiro de suor.

Quais são as características do mundo atual que dificultam a percepção real do que é o amor? Muitos filmes românticos e novelas, por exemplo?

Uma somatória de características, eu diria. A noção de amor como realização pessoal, as falsas ilusões e promessas vendidas e que acabam gerando uma pressão e um a priori, uma falsa ideia de romantismo e, em consequência, de amor romântico, um baixo nível de autoconhecimento – o que nos faz colocar os anseios e expectativas no lugar muitas vezes errado –, a confusão que ainda se faz de individuação e individualização, a cultura de massa (da qual faz parte, evidentemente, uma avalanche de filmes românticos), a promessa de paraíso na terra… A lista é grande. Mas talvez possamos dizer que um ponto essencial é a crença de que a felicidade mora fora de nós. O que a transforma em objeto de consumo.

No nosso tempo, as pessoas amam amar. Isso é ruim?

Não necessariamente, mas as coisas têm de estar muito claras. Uma coisa é gostar de amar. Outra coisa é amar a ideia de amar. Quantas pessoas nós não conhecemos, que se apaixonam pela ideia de se casar, viver feliz para sempre, poder dizer “meu marido”, ou “minha mulher”, e que acabam procurando e muitas vezes encontrando alguém que simplesmente encaixe no seu sonho pré-determinado? Evidentemente isso instrumentaliza a outra pessoa. Além disso, como evoco no livro, a frase de La Rochefoucauld, segundo a qual nós não nos apaixonaríamos se não tivéssemos ouvido falar na paixão, pode ser ampliada, pois não nos comportaríamos de maneira romântica se não aprendêssemos pela mídia como funciona o romantismo.

Os homens e mulheres realmente têm naturezas diferentes e, de fato, pensam diferente sobre o amor? A maioria dos guias de autoajuda afirmam que entender a natureza do sexo oposto é o caminho para um bom casamento.

Mesmo sabendo que pesquisas demonstram que a testosterona tem uma forte influência em nossas emoções, nossa memória e, claro, em nosso comportamento sexual, que o hipotálamo é determinante nas diferenças de funcionamento de uns e outras, sem falar dos hormônios etc. etc., a questão não me parece tanto a diferença entre a natureza masculina e a feminina, mas sim a natureza humana. Como eu cito no livro, ela é algo semelhante ao Santo Graal, procurada desde sempre, nunca encontrada. Como um guia de autoajuda pode indicar pistas sobre um tema tão complexo? Sobretudo vale lembrarmos o que nos fiz Michel Foucault: homens e mulheres representam-se no cotidiano e, com isso, produzem o que supostamente são.

No livro, você faz uma citação: “muitos falam sobre amor e família, como nos séculos passados as pessoas falavam sobre Deus.” Essa ideia de amor e casamento é, de alguma forma, a grande religião do mundo ocidental?

Realmente hoje em dia a pressão da procura quase sôfrega por sexo e amor, embriaguez e satisfação preenche espaços nos quais antigamente o projeto de construção previa um deus. Até porque é inegável que para muitas pessoas o medo da solidão – aquele mesmo que faz ligar a TV o tempo todo, para não ter a sensação de estar só – impele a essa busca desenfreada. E o casamento também é, em algumas sociedades mais do que em outras, uma mercadoria que movimenta cifras impressionantes. E cria-se um mercado. Sem desdenhar o poder da própria religião, que eterniza o modelo.

A crescente liberdade sexual não deveria ter reduzido a ideia do amor, do casamento e da monogamia?

Talvez, mas o ser humano prefere pensar, para se sentir supra-humano, que não é verdade que ele não foi feito para uma felicidade constante, duradoura, apenas para o sonho dessa felicidade. E o casamento e a monogamia reforçam essa esperança.

Qual deve ser o principal pensamento de alguém que acredita que só será feliz se encontrar o amor?

Para essa última resposta, recorrerei a Darwin. Em 1757, ele disse: “Independente de quanto o ser humano possa ser classificado como egoísta, há com certeza determinadas predisposições básicas em sua natureza que fazem com que ele sinta necessidade de fazer parte do destino e da felicidade de outras pessoas, embora sua única vantagem seja o prazer de testemunhar isso”. Quanto mais as relações culturais se complicam, mais esperto o ser humano. E quanto mais esperto o ser humano, mais complicada é sua cultura. Herbert Spencer transferiu para a sociedade o princípio de Darwin, de uma evolução incessante, de um natural progresso social. Das estrelas passando pelos musgos e toupeiras, até o ser humano, tudo é impelido em direção ao que há de melhor e mais perfeito – até a harmonia mais perfeita possível. E a harmonia, acredito, está no simples.