domingo, 9 de dezembro de 2012

LIVRO: PENSE E ENRIQUEÇA - PASSO NÚMERO 1 (DESEJO) - Napoleon Hill



DESEJO
Os sonhos se tornam realidade quando o desejo os transforma em ação concreta. Peça grandes presentes à vida e a estimulará a dá-los a você.


Quando Edwin C. Barnes  desceu do trem de carga, em East Orange, New Jersey, há mais de cinqüenta anos, poderia parecer um vagabundo, mas seus pensamentos eram os de um rei!

Enquanto se encaminhava, dos trilhos da estação ao escritório de Thomas A. Edison, sua mente trabalhava. Via-se na presença de Edison. Ouvia-se pedindo uma oportunidade a Edison, de concretizar a consumidora obsessão de sua vida, o desejo ardente de tornar-se sócio comercial do grande inventor.


O desejo de Barnes não era uma esperança! Não era um anseio! Era um desejo agudo, que transcendia a tudo o mais. Era definido.

Alguns anos mais tarde, Edwin C. Barnes novamente se postou diante de Edison, no mesmo escritório em que conheceu o inventor. Dessa vez, seu desejo traduzira-se em realidade. Estava em negócios com Edison. O sonho dominante de sua vida tornara-se realidade.

Barnes foi bem sucedido por ter escolhido um objetivo definido, colocando toda a sua energia, força de vontade, todo o esforço, tudo, por trás daquele objetivo. 

Nenhum Caminho para a Retirada 

Cinco anos se passaram antes que aparecesse a oportunidade que buscava. Para todos, menos para si mesmo, ele parecia apenas um dente a mais na engrenagem comercial de Edison. Em sua mente, porém, via-se como sócio de Edison, a cada minuto, desde o dia em que começara a trabalhar lá. 

É um exemplo notável do poder de um desejo definido. Barnes conquistou seu objetivo porque queria ser sócio de Edison, mais do que qualquer outra coisa na vida. Criou um plano, para atingir seu propósito. Mas destruiu todas as pontes atrás de si. Sustentou o desejo até tornar-se a obsessão dominante de sua vida – e – finalmente, um fato.

Quando se dirigiu a East Orange não disse a si mesmo: “Tentarei induzir Edison a dar-me alguma espécie de emprego”, mas sim: “Verei Edison e o avisarei de que vim para entrar em negócios com ele.”

Ele não disse: “Conservarei os olhos abertos para outra oportunidade, caso falhe em obter o que quero na organização Edison.” Mas disse: “Só há uma coisa no mundo que estou resolvido a obter e é uma sociedade comercial com Thomas A. Edison. Queimarei todas as pontes à minha retaguarda e arriscarei todo o futuro na minha capacidade de conseguir o que quero.”

Não deixou a si mesmo nenhum caminho possível para a retirada. 
Tinha de vencer ou perecer!
Eis toda a história do sucesso de Barnes!

ELE INCENDIOU SEUS NAVIOS

Há muito tempo, um grande guerreiro enfrentou uma situação que lhe exigiu uma decisão capaz de lhe assegurar o sucesso no campo de batalha. Estava para mandar o exército contra poderoso inimigo, cujos homens excediam, em número, os seus. Embarcou os soldados nos navios, navegou para o país inimigo, desembarcou homens e equipamento, dando então a ordem de atear fogo aos barcos, que os tinham transportado. Dirigindo-se aos homens, antes da primeira batalha, disse ele: “Vocês estão vendo os barcos em chamas. Isso significa que não podemos deixar essas praias, vivos, a não ser que ganhemos! Não temos escolha agora – vencemos – ou perecemos!”


Venceram.

Toda a pessoa que vence numa iniciativa, deve estar pronta a atear fogo aos seus navios, cortando todas as retiradas. Somente assim procedendo é que se pode ter certeza de um estado de espírito conhecido como ardente desejo de vencer, o que é essencial ao sucesso.

Na manhã seguinte ao grande incêndio de Chicago, um grupo de comerciantes estava na rua State, vendo os escombros fumegantes do que tinham sido suas lojas. Fizeram uma conferência para resolver se tentariam reconstruir, ou se deixariam Chicago, para começar outra vez, numa parte mais promissora do país. Chegaram à decisão – todos, exceto um – de deixar Chicago.

O comerciante que resolvera ficar e reconstruir apontou o dedo para as ruínas de sua loja e disse: “Senhores, nesse mesmo lugar construirei a maior loja do mundo, não importando quantas vezes ela possa incendiar-se.”

Isso foi há quase um século. A loja foi construída. Lá está ela hoje, monumento altaneiro ao poder do estado de espírito conhecido como desejo ardente. Teria sido muito mais fácil para Marshall Field fazer o que seus colegas comerciantes fizeram. Quando as coisas ficaram pretas e o futuro parecia sombrio, arrumaram as malas e foram para onde as coisas pareciam mais fáceis.

Note bem a diferença entre Marshall Field e os outros comerciantes, porque é a mesma diferença que distingue praticamente a todos os que têm êxito, dos que fracassaram.

Todo o ser humano que alcança a idade da compreensão do propósito do dinheiro anseia por ele. Ansiar não traz riquezas. Mas desejá-las num estado de espírito que se torna obsessão, planejar modos e meios definidos para adquiri-las, sustentar os planos com persistência que não reconhece o fracasso, trará riquezas.

SEIS PASSOS QUE TRANSFORMARAM OS DESEJOS EM OURO

O método pelo qual o desejo de riquezas pode ser transmudado em seu equivalente financeiro consiste nós seguintes passos, definidos e práticos:

1. Fixe, em seu espírito a quantia exata de dinheiro que deseja. Não é suficiente dizer apenas: “Quero bastante dinheiro.” Seja positivo quanto à quantia. (Há uma razão psicológica para essa positividade que será descrita em capítulo subseqüente.)

2. Determine, exatamente, o que pretende dar em retribuição pelo dinheiro que deseja. (Não existe o “algo de graça” como realidade.)

3. Estabeleça uma data definida de quando pretende possuir o dinheiro que deseja.

4. Crie um plano definido para levar a cabo seu desejo e comece já, quer esteja pronto, quer não para por o plano em ação.

5. Escreva uma declaração clara e concisa da quantidade de dinheiro que pretende obter, fixe o limite de tempo para sua aquisição, estabeleça o que pretende dar em troca do dinheiro e descreva, claramente, o plano através do qual pretende acumulá-lo.

6. Leia sua declaração em voz alta, duas vezes por dia, uma vez antes de deitar-se à noite e outra após levantar-se de manha. Ao lê-la, veja, sinta e acredite-se já de posse do dinheiro.

É importante que siga as instruções descritas nesses seis passos. É especialmente importante que observe e siga as instruções do sexto parágrafo. Você pode dizer que lhe é impossível “ver-se de posse do dinheiro”, antes de tê-lo, realmente. Eis como um desejo ardente poderá vir em seu auxilio. Se você deseja mesmo o dinheiro tão avidamente, que seu desejo chega a ser obsessão, não terá dificuldades em convencer-se de que o obterá. O objetivo é querer o dinheiro e estar tão resolvido a obtê-lo que você se convence de que o terá.

PRINCÍPIOS QUE VALEM CEM MILHÕES

Aos não iniciados, aos não versados nos princípios operantes da mente humana, essas instruções podem parecer pouco práticas. Será útil, a todos os que não reconhecerem a segurança dos seis passos, saber que a informação que transmito veio de Andrew Carnegie, que começou como operário comum numa fábrica de aço, conseguindo, apesar do início humilde, fazer com que esses princípios lhe trouxessem fortuna muito maior que cem milhões de dólares.

Pode ser útil saber, também, que os seis passos aqui recomendados foram cuidadosamente verificados pelo falecido Thomas A. Edison, que neles colocou o selo de aprovação, considerando-os não só os passos essenciais para a acumulação de dinheiro, mas para atingir qualquer objetivo.

Os passos não exigem “trabalho árduo”. Não impõem sacrifícios. Não requerem que você se torne ridículo ou crédulo. Aplicá-los não exige grande educação. Mas a aplicação bem sucedia desses seis passos exige imaginação suficiente para possibilitá-lo a ver e entender que o acúmulo de dinheiro não pode ser deixado ao acaso, ou à boa sorte. É preciso compreender que todos os que acumularam grandes fortunas passaram primeiro por muito sonho, esperança, anseio, desejo, e planejamento, antes de adquirir dinheiro.

Você deve saber, desde já, que nunca poderá obter grandes quantidades de riqueza se não arder de desejo por dinheiro e realmente acreditar que o possuirá.

GRANDES SONHOS PODEM TRANSFORMAR-SE EM RIQUEZAS

Nós que estamos nesta corrida de riquezas devemos saber que este mundo mudado em que vivemos exige novas idéias, novas maneiras de fazer as coisas, novos líderes, novas invenções, novos métodos de ensino, novos métodos de compra e venda, novos livros, nova literatura, novos programas de televisão, novas idéias para fitas de cinema. No fundo de toda essa procura por coisas novas e melhores, é preciso possuir uma qualidade para vencer: propósito definido, conhecimento do que se quer e um desejo ardente de possuí-lo.


Nós que desejamos acumular riquezas, devemos lembrar-nos que os verdadeiros líderes do mundo sempre foram homens que dominaram e empregaram as forças intangíveis e invisíveis da oportunidade ainda inexistente, convertendo-as (as forças, ou impulsos do pensamento), em arranha-céus, cidades, fábricas, aviões, automóveis e todos os tipos de utilidades que tomam a vida mais agradável.

Ao planejar a aquisição da sua quantidade de riquezas, não deixe que ninguém influa sobre você, zombando do sonhador.

Para conseguir os grandes prêmios nesse mundo mudado, e preciso captar o espírito dos grandes pioneiros do passado, cujos sonhos deram à civilização tudo o que tem de valioso, o espírito que serve de sangue vital do nosso próprio país – a sua oportunidade e a minha, para desenvolver e negociar nossos talentos.

Se o que você quiser fazer está certo e você acredita nisso, vá em frente e faça-o! Concretize seu sonho e não se importe com o que “eles” possam dizer se você sofrer uma derrota temporária. “Eles” talvez não saibam que cada fracasso traz em si a semente de um êxito equivalente.

Thomas Edison sonhava com a lâmpada que podia ser operada por meio de eletricidade, começando, onde se encontrava, a pôr seu sonho em ação e, apesar de mais de dez mil fracassos, persistiu no sonho até tomá-lo realidade física. Sonhadores práticos não desistem!


Whelan sonhava com uma cadeia de charutarias, transformou o sonho em ação e agora as “Charutarias Unidas” ocupam os melhores cantos na América.


Os irmãos Wright sonhavam com uma máquina que voasse. Atualmente, podemos ver evidências, no mundo inteiro, de que o sonho era sensato.


Marconi sonhou com um sistema que utilizasse as forças intangíveis do éter. Provas de que não sonhou em vão podem ser encontradas em cada aparelho de rádio e televisão do mundo. Pode interessar-lhe saber que os “amigos” de Marconi fizeram-no ser detido e examinado, num hospital psiquiátrico, quando ele anunciou que descobrira o princípio através do qual poderia enviar mensagens pelo ar, sem o auxílio de fios ou quaisquer outros meios físicos de comunicação. Os sonhadores de hoje passam melhor.


O mundo esta repleto com uma tal quantidade de oportunidades, que os sonhadores do passado jamais conheceram.


COLOCARAM O DESEJO POR TRÁS DOS SONHOS


O desejo ardente de ser e de fazer é o ponto inicial do qual deve partir o sonhador. Os sonhos não nascem da indiferença, do ócio ou da falta de ambição.

Lembre-se de que todos os que têm sucesso na vida partem de um mau começo, passam por muitas lutas desanimadoras, antes de “chegar”. O ponto culminante na vida dos bem sucedidos geralmente chega no momento de alguma crise, através da qual são apresentados ao seu “outro eu”.

John Bunyan escreveu The Pilgrim’s Progress, que está entre os melhores livros ingleses, depois de ter penado numa prisão e de ter sido dolorosamente punido por causa de suas opiniões religiosas.


O. Henry descobriu o gênio adormecido em seu cérebro, depois de ter sofrido grande desgraça e de ter ficado numa cela de prisão. Forçado pela desgraça a conhecer seu “outro eu” e a usar a imaginação, descobriu que era um grande autor e não um miserável criminoso e marginal.


Charles Dickens começou colando rótulos em latas de graxa. A tragédia do seu primeiro amor penetrou-lhe as profundezas da alma, convertendo-o num dos autores de fama mundial, realmente grande. Essa tragédia produziu primeiro David Copperfield, depois uma série de outras obras, que fizeram o mundo mais rico e melhor para todos os seus leitores.


Helen Keller tornou-se surda, muda e cega, logo depois que nasceu. Apesar da enorme desgraça, escreveu o nome, indelevelmente, nas páginas da história dos grandes. Sua vida toda serve de prova de que ninguém está totalmente derrotado, enquanto não aceitar a derrota como realidade.


Robert Burns era um camponês iletrado. Atormentado pela pobreza, cresceu bêbado. O mundo se tornou mais belo por ele ter vivido, pois agasalhou lindos pensamentos poéticos, o que arrancou um espinho, plantando, em seu lugar, uma rosa.


Beethoven era surdo, Milton cego, mas seus nomes permanecerão para sempre, porque sonharam e traduziram os sonhos em pensamento organizado.


Existe diferença entre ansiar por algo e estar pronto a recebê-lo. Ninguém está pronto para alguma coisa, enquanto não acreditar que poderá obtê-la. O estado de espírito deve ser o de convicção, e não mera esperança ou anseio. Mente receptiva é essencial à crença. Mente fechada não inspira fé, coragem ou crença.


Lembre-se de que não se exige mais esforço para um alto objetivo na vida, para a abundância e prosperidade, do que para aceitar a miséria e a pobreza. Um grande poeta formulou essa verdade universal através destas linhas:


I barged with Life for a peny,

And Life would pay no more,

However I begged at evening

When I counted my scanty store.


For Life is just employer,

He gives you what you ask,

But once you have set the wages,

Why, you must bear the task.


I worked for a menial’s hire,

Only to learn, dismayed,

That any wage I had asked of Life,

Life would have willingly paid.


[Tradução:]


Regateei com a vida por um centavo,

E a Vida não quis pagar mais,

Por mais que eu implorasse à noite

Quando contava meus magros haveres.


Pois a Vida é apenas empregador,

Dá-lhe o que você pede,

Mas desde que tenha estabelecido o salário,

Ora, é preciso aguentar a tarefa.


Trabalhei por um salário vil,

Só para descobrir, assombrado,

Que qualquer salário que eu tivesse pedido à Vida,

Ela teria pago com boa vontade.


O DESEJO FAZ O "IMPOSSÍVEL"


Para um clímax adequado ao presente capítulo, quero apresentar uma das pessoas mais incomuns que conheci. Vi-o, pela primeira vez, alguns minutos depois que nasceu. Veio ao mundo sem nenhum sinal físico de orelhas e o médico admitiu, quando o apertaram para dar a opinião sabre o caso, que a criança podia ser surda e muda para o resto da vida. Contestei a opinião do médico. Eu tinha o direito: era o pai da criança. Também eu cheguei a uma decisão e formei opinião, mas expressei a opinião silenciosamente, no segredo do meu coração.


Sabia, no íntimo, que meu filho iria ouvir e falar. Como? Tinha a certeza de que devia de existir um meio e sabia que o encontraria. Pensei nas palavras do imortal Emerson: “Todo o curso das coisas serve para ensinar-nos fé. Basta-nos obedecer. Há orientação para todos nós, e, se ouvirmos com humildade, escutaremos a palavra certa.”


A palavra certa? Desejo! Mais do que qualquer outra coisa, eu desejava que meu filho não fosse um surdo-mudo. Desse desejo jamais retrocedi, nem por um segundo.


O que podia eu fazer? Teria de achar, de qualquer modo, o meio de transplantar para a mente da criança o meu ardente desejo de transmitir-lhe som ao cérebro, sem o auxílio de orelhas.


Assim que ela estivesse com idade suficiente para cooperar encher-lhe-ia de tal modo a mente com o desejo ardente de ouvir, que a natureza, por métodos próprios, se incumbiria de traduzi-lo em realidade física.


Esse raciocínio todo teve lugar em meu cérebro e eu não o mencionei a ninguém. Todos os dias, renovava o juramento que fizera a mim mesmo de que meu filho não seria surdo-mudo.


Com o correr dos anos, quando começou a notar as coisas ao seu redor, observamos que tinha um leve grau de audição. Ao chegar à idade em que as crianças geralmente começam a falar, não fez a menor tentativa nesse sentido, mas percebíamos, por suas ações, que ouvia vagamente certos sons. Era tudo o que eu queria saber! Estava convencido de que, se ele pudesse ouvir, mesmo um pouco, poderia desenvolver maior capacidade de audição. Algo aconteceu, então, que me deu esperanças. Veio de uma fonte totalmente inesperada.


ENCONTRANDO O CAMINHO


Compramos um fonógrafo. Quando a criança ouviu a música, pela primeira vez, entrou em êxtase e, imediatamente, se apossou da máquina. Certa vez colocou e recolocou o mesmo disco durante quase duas horas, postando-se diante do fonógrafo, com os dentes fincados no canto do estojo. O significado desse seu hábito bem formado só se nos tornou claro anosmais tarde, pois não tínhamos ouvido falar ainda no princípio da “condução do som através dos ossos”.


Pouco depois que se apossou do fonógrafo, descobri que me ouvia claramente quando eu falava com os lábios tocando seu osso mastoide, na base do crânio.


Tendo constatado que ele podia ouvir perfeitamente o som de minha voz comecei a transferir, imediatamente, à sua mente, o desejo de ouvir e falar. Cedo descobri que gostava de histórias na hora de dormir, de modo que me pus a trabalhar criando histórias destinadas a desenvolver-lhe a autoconfiança, a imaginação e um desejo agudo de ouvir e ser normal.


Havia uma certa história, à qual eu dava ênfase, acrescentando-lhe uma cor nova e dramática, cada vez que a contava. Destinava-se a implantar-lhe na mente a ideia de que seu mal não era uma deficiência, mas sim qualidade de grande valor. Apesar do fato de que todas as filosofias que estudei indicarem claramente que toda a adversidade traz em si a semente de uma vantagem equivalente, devo confessar que não tinha a menor ideia de como esse mal poderia algum dia tornar-se um bem.


NADA PODIA DETÊ-LO


Ao analisar agora, em retrospecto, a experiência, vejo que a fé que meu filho em mim depositava teve muito a ver com os assombrosos resultados. Não punha em dúvida nada do que eu lhe contava. Convenci-o de que possuía uma vantagem clara sobre o irmão mais velho, e que essa vantagem se refletiria sobre ele mesmo, de muitas maneiras. Por exemplo, os professores, na escola, observariam que ele não tinha orelhas e, por causa disso, dar-lhe-iam atenção especial, tratando-o com extraordinária bondade. Sempre o fizeram. Convenci-o também de que, quando tivesse idade suficiente para vender jornais (o irmão mais velho já se tornara jornaleiro) teria grande vantagem sabre o mano, pois as pessoas lhe pagariam a mais pelo produto, vendo que ele era um menino inteligente, aplicado, apesar de não ter orelhas.


Quando estava com uns sete anos, demonstrou a primeira evidência de que nosso método de “programação” da mente estava produzindo resultado. Durante meses, implorou o privilégio de vender jornais, mas a mãe não quis dar o consentimento ao projeto.


Finalmente, resolveu tomar o assunto em suas próprias mãos. Uma tarde, quando ficou em casa, com os criados, subiu à janela da cozinha, caiu sentado no chão e saiu sozinho. Tomou emprestados seis centavos, do sapateiro da vizinhança, investiu-os em jornais, vendeu-os, reinvestiu o capital e continuou repetindo o processo até tarde da noite. Após o balanço das contas e de pagar os seis centavos, que pedira emprestado ao seu banqueiro, teve um lucro líquido de quarenta e dois centavos. Ao chegarmos em casa, naquela noite, encontramo-lo na cama, dormindo, apertando o dinheiro na mão.


Sua mãe abriu-lhe a mão, tirou as moedas e chorou. Ora essa! Chorar pela primeira vitória do filho parecia tão fora de propósito.


Minha reação foi o oposto. Ri, de todo o coração, pois sabia que minha tentativa de implantar na mente da criança uma atitude de fé em si mesmo obtivera sucesso.


Sua mãe viu, nessa primeira aventura comercial, o menininho surdo que saíra pelas ruas, arriscando a vida para ganhar dinheiro. Eu vi um pequenino homem de negócios, corajoso, autoconfiante, ambicioso, cuja confiança em si mesmo aumentara cem por cento, porque entrara nos negócios por iniciativa própria e vencera. A transação me agradou, porque percebi que provara ser capaz de recursos que o acompanhariam pela vida inteira.


UMA BRECHA NA AUDIÇÃO


O menininho surdo passou pela escola primária, ginásio e college, sem conseguir ouvir seus professores, a não ser que gritassem bem alto e a pequena distância. Não foi a uma escola para surdos. Não permitimos que aprendesse a linguagem dos sinais. Estávamos resolvidos a que levasse vida normal e se reunisse com crianças normais. Persistimos nessa decisão, embora nos custasse muitos debates acalorados com funcionários escolares.


Quando no ginásio, experimentou um aparelho elétrico para surdez, mas de nada adiantou.


Durante sua ultima semana no college, aconteceu algo que marcou o mais importante ponto crítico de sua vida. Pelo que parecia puro acidente, entrou de posse de outro aparelho elétrico, que recebeu para experimentar. Demorou para testá-lo, devido a decepção anterior com aparelho semelhante. Afinal, apanhou o aparelho e, com certa negligência, colocou-o na cabeça, ligou a bateria e záz! Como por um passe de mágica, o desejo de toda a sua vida, por uma audição normal, tornou-se realidade! Pela primeira vez na vida, conseguiu ouvir praticamente tão bem quanta uma pessoa de audição normal.


Felicíssimo pelo mundo transformado que lhe fora dado através do aparelho, correu para o telefone, ligou para a mãe, ouvindo-lhe a voz, perfeitamente. No dia seguinte, ouviu claramente as vozes dos professores em classe, pela primeira vez na vida! Pela primeira vez na vida, pôde conversar livremente com outras pessoas, sem necessidade de que falassem alto. Na verdade, entrara de posse de um mundo transformado.


O desejo começara a trazer juros, mas a vitória ainda não estava completa. O menino ainda tinha de encontrar um meio definido e prático de converter seu defeito numa qualidade equivalente.


O MENINO "SURDO" AJUDA OS OUTROS


Mal compreendendo o significado do que já fora alcançado, mas intoxicado pela alegria do recém descoberto mundo do som, escreveu uma carta ao fabricante do aparelho de surdez, descrevendo, com entusiasmo, sua experiência. Algo em sua carta fez com que a companhia o convidasse para ir à Nova York. Ao chegar, foi escoltado pela fábrica, e, enquanto conversava com o engenheiro-chefe, contando-lhe sobre seu mundo transformado, um pressentimento, ideia ou inspiração – chamem-no do que quiserem – passou-lhe pela mente. Foi esse impulso dopensamento que converteu o mal que o afligia em qualidade, destinada a trazer tanto juros em dinheiro como em felicidade, a milhares, para sempre.


A síntese daquele impulso de pensamento era o seguinte: ocorrera-lhe que poderia ser útil a milhões de surdos, que passam a vida sem os benefícios de aparelhos de surdez, contando-lhes a historia do seu mundo transformado.


Durante um mês inteiro, pesquisou intensamente, analisando todo o sistema de marketing do fabricante de aparelhos de surdez. Criou então meios e modos de se comunicar com os que têm dificuldades de audição, no mundo todo, com o propósito de com eles partilhar do mundo há pouco descoberto. Feito isso, redigiu um plano bienal, baseado em suas descobertas. Ao apresentar o plano à companhia, recebeu, imediatamente, um cargo com o objetivo de realizar o que ambicionava.


Nem sonhava, quando foi trabalhar, que estava destinado a trazer esperanças e alívio prático a milhares de pessoas surdas que, sem essa ajuda, estariam condenadas para sempre à surdez.


Não tenho a menor duvida de que Blair teria sido surdo ou mudo por toda a vida, se sua mãe e eu não tivéssemos conseguido formar-lhe a mente, como o fizemos.


Quando lhe plantei na mente o desejo de ouvir e falar, de viver como pessoa normal, com esse impulso lhe transmiti uma estranha influência, que fez a natureza se tomar construtora de pontes, eliminando o golfo entre seu cérebro e o mundo exterior.


Na verdade, o desejo ardente tem meios tortuosos de transmudar-se em equivalente físico. Blair desejava audição normal; agora ele a tem! Nasceu com um defeito que poderia, facilmente, jogar alguém que tivesse um desejo menos definido, à rua, com um punhado de lápis, e uma latinha.


A pequena “mentira branca” que eu lhe implantara na mente, quando ele ainda era criança, levando-o a crer que seu defeito se tornaria uma grande qualidade, justificara-se. Nada existe, em verdade, certo ou errado, que a crença, aliada ao desejo ardente, não possa tornar real. Essas qualidades estão à disposição de qualquer pessoa.


DESEJO PRODUZ MÁGICA PARA UMA CANTORA

Um curto parágrafo, num despacho de jornal referente a Madame Schumann-Heink fornece-nos a pista para o sucesso estupendo, como cantora, dessa mulher incomum. Cito o parágrafo, porque a pista que contém não é senão o desejo.


No começo de sua carreira, Madame Schumann-Heink visitou o diretor da Ópera da Corte de Viena, para que lhe testasse a voz. Mas ele não o fez. Após um olhar à moça mal vestida e tímida, exclamou, não multo gentilmente: “Com esse rosto e sem nenhuma personalidade, como pode esperar vencer na ópera? Minha filha, desista da ideia. Compre uma máquina de costura e vá trabalhar. Você nunca poderá ser cantora.”


Nunca e um longo tempo! O diretor da Ópera da Corte de Viena conhecia bem a técnica do canto, mas conhecia bem pouco o poder do desejo, quando assume as proporções de uma obsessão. Se tivesse conhecido melhor esse poder, não teria cometido o erro de condenar um gênio, sem dar-lhe uma oportunidade.


Há muitos anos, um de meus sócios comerciais adoeceu. Piorou com o decorrer do tempo, até que, afinal, foi levado ao hospital, para ser operado. O médico avisou-me de que pouca ou nenhuma chance haveria de vê-lo vivo novamente. Essa era a opinião do médico, porém, não era a opinião do paciente. Antes de ser levado para a mesa, sussurrou, fracamente: “Não se incomode, chefe, sairei daqui em alguns dias.” A enfermeira de serviço olhou-me, penalizada. Mas o paciente se salvou. Depois que tudo terminou, o médico afirmou: “Só o seu desejo de viver é que o salvou. Nunca teria aguentado se não se tivesse recusado a aceitar a possibilidade de morte.”


Acredito no poder do desejo, apoiado pela fé, porque vi esse poder erguer homens de origem obscura a posições de riqueza e poder; já o vi roubar a sepultura de sua vítima; vi-o servindo de meio para que homens ensaiassem a volta, após derrotas em centenas de maneiras diferentes; vi-o permitir ao meu filho uma vida normal, feliz e bem sucedida, apesar da natureza tê-lo mandado ao mundo sem orelhas.


Como se pode subjugar e utilizar o poder do desejo? Isso foi respondido através desse e dos capítulos subsequentes do livro.


Através de um princípio estranho e poderoso de “química mental”, jamais divulgado, a natureza envolve no impulso do desejo forte, aquele “algo” que não reconhece palavras como “impossível” e não aceita realidade como a derrota.




PONTOS A FIXAR:


Quando o desejo converge grandes forças para a sua vitória, você não precisa de nenhum modo recuar; a vitória é certa.


Seis passos definidos, aqui mostrados, transformam o desejo em ouro. Para Andrew Carnegie, esses princípios valem cem milhões.


O desejo constrói nova vitória da derrota temporária. Foi o desejo que construiu uma das maiores lojas de departamentos do mundo, literalmente sobre cinzas.


Um menino sem orelhas aprendeu a ouvir. Uma mulher “sem possibilidades” tornou-se grande cantora de óperas. Um homem doente, que os médicos pensavam que morreria, conseguiu se salvar. Desejo foi a força que auxiliou essas pessoas, por alguma estranha, mas natural “química mental”.


Não há limitações à mente, exceto as que admitimos.






Livro lançado em 1937 - após Napoleon Hill, quase todos livros sobre este tema 'auto-ajuda' são compêndios de suas obras. Todos os autores dos séculos seguintes e principalmente os atuais leram a mesma cartilha e desenvolveram suas teorias (sendo educada, para não dizer que é plágio mesmo disfarçado) a partir de Hill. 





LINKS QUE COMPLEMENTAM A LEITURA
Veja também:

LIVRO: "PENSE E ENRIQUEÇA" 
PENSAMENTOS SÃO COISAS


PASSO NÚMERO 1 
DESEJO 
PASSO NÚMERO 2 
FÉ E CONFIANÇA 
PASSO NÚMERO 3 
AUTO-SUGESTÃO
PASSO NÚMERO 4 
CONHECIMENTO ESPECIALIZADO
PASSO NÚMERO 5 
IMAGINAÇÃO
PASSO NÚMERO 6 
PLANEJAMENTO ORGANIZADO
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-6.html


PASSO NÚMERO 7DECISÃO
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-7.html


PASSO NÚMERO 8
PERSISTÊNCIA

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-8.html


PASSO NÚMERO 9
PODER DA MENTE SUPERIOR

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-9.html


PASSO NÚMERO 10
MISTÉRIO DA TRANSMUTAÇÃO SEXUAL

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-10.html


PASSO NÚMERO 11
O SUBCONSCIENTE

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-11.html


PASSO NÚMERO 12
O CÉREBRO

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-12.html


PASSO NÚMERO 13
O SEXTO SENTIDO

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-13.html


OS SEIS FANTASMAS DO MEDO
Napoleon Hill
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-os-seis.html




sábado, 8 de dezembro de 2012

LIVRO: "PENSE E ENRIQUEÇA" (Pensamentos são coisas) - Napoleon Hill







O poder que prenuncia o sucesso é o poder da mente. Como fazer com que a vida diga SIM, em vez de NÃO, aos seus planos e ambições.



NA VERDADE, pensamentos são coisas, e coisas bem poderosas quando se unem a propósitos definidos, persistência e um ardente desejo de serem traduzidos em riquezas ou outros objetos materiais.



Há alguns anos, Edwin C. Barnes descobriu quanto é verdade que os homens realmente pensam e enriquecem. A descoberta não se deu de uma vez. Chegou aos poucos, começando com o ardente desejo de se tornar sócio do grande Thomas Edison.



Thomas Edison

Thomas Alva Edison foi nada menos que o inventor da lâmpada incandescente. Ele também inventou uma máquina de filmar chamada cinetógrafo, uma caixa para ver as imagens filmadas denominada cinetoscópio, dentre outros. Ao todo, há 1093 patentes de inventos registradas no nome de Edison.

É por isso que até hoje o nome de Edison é reverenciado no mundo inteiro e, para muita gente, não dá para acender uma lâmpada sem lembrar-se do inventor. Aliás, foi por isso que a lâmpada se tornou num símbolo de ideia fértil.

Coletamos algumas frases desse gênio que vale:
“A genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração”;
“Nossa maior fraqueza é a desistência. O caminho mais certeiro para o sucesso é sempre tentar apenas uma vez mais”;
“Uma experiência nunca é um fracasso, pois sempre vem demonstrar algo”;
“Maldição, aqui não há regras - estamos tentando realizar alguma coisa”;
“Boa sorte é o que acontece quando a oportunidade encontra o planejamento”;
“Se quiser ter uma boa idéia, tenha uma porção de idéias”;
“A insatisfação é a principal motivadora do progresso”;
“Mostre-me um homem 100% satisfeito e eu lhe mostrarei um fracassado”;
“Eu não falhei, encontrei 10 mil soluções que não davam certo”;
“Quem não se resolve a cultivar o hábito de pensar, perde-se o maior prazer da vida”.

Essas características frases de Edison nos demonstram que a perseverança, o trabalho, o levantamento de ideias, o aprendizado com as derrotas, a quebra de hábitos ou regras limitantes, o planejamento, a preparação, a insatisfação com as coisas ruins, o hábito de pensar, tudo isso deve ter espaço dentro de uma pessoa, no desenvolvimento de seus talentos, na superação pessoal, na conquista do sucesso.

E nós acreditamos que – assim como essa palestra motivacional que Thomas Edison acaba de nos dar com suas frases poderosas – a motivação, a alegria para a descoberta e para a vida, devem partir de dentro de cada um de nós. Mas para isso é preciso se conhecer e saber qual caminho trilhar.

Uma das características principais desse desejo era o de ser definido. Queria trabalhar com Edison e não para ele. Observe cuidadosamente a descrição de como procedeu para traduzir o desejo em realidade e terá, então, maior compreensão dos princípios que conduzem à riqueza.



Quando tal desejo ou impulso passou, pela primeira vez, em sua mente, não se achava ainda em condições de agir. Duas dificuldades se interpunham em seu caminho: não conhecia Edison, nem podia pagar a passagem de trem para East Orange, em New Jersey.



Essas dificuldades teriam sido suficientes para desanimar a maioria dos homens, de fazer qualquer tentativa de levar avante o desejo. Mas o desejo que ele nutria não era um desejo comum!

Edison Olhou para Ele...

Apresentou-se no laboratório de Edison, anunciando que viera para fazer negócios com o inventor. Referindo-se ao primeiro encontro Barnes-Edison, disse esse último, anos mais tarde:

“Lá estava ele diante de mim, parecendo um camarada comum; mas havia algo na expressão de seu rosto, que transmitia a impressão de que estava decidido a conseguir o que buscava. Eu aprendera, em longos anos de experiência com os homens, que quando alguém realmente deseja uma coisa tão intensamente, a ponto de arriscar todo o futuro numa simples jogada para consegui-la, não poderá deixar de ser bem sucedido. Dei-lhe a oportunidade que pedia, porque percebi que resolvera não arredar pé enquanto não obtivesse êxito. Acontecimentos subsequentes comprovaram que não houvera erro.”

Não podia ter sido a aparência do jovem que lhe garantira a oportunidade no escritório de Edison, pois essa era contra ele. O que contou foi o que ele pensava.

Barnes não conseguiu ser sócio de Edison na primeira entrevista. O que conseguiu foi a oportunidade de trabalhar nos estabelecimentos de Edison, por um salário bastante insignificante.

Passaram-se meses. Aparentemente, nada acontecia que aproximasse o ambicionado objetivo que Barnes se impusera como seu principal propósito absoluto. Mas, algo de importante acontecia na mente de Barnes. Intensificava, constantemente, seu desejo de tornar-se sócio de Edison.

Psicólogos acertaram ao dizer que “quando alguém está realmente pronto para alguma coisa, essa coisa não deixa de aparecer.” Barnes estava pronto para uma sociedade comercial com Edison. Além disso, estava decidido a perseverar nisso até obter o que procurava.

Não dizia a si mesmo: “Bem, o que adianta? Acho que vou mudar de ideia e tentar um emprego de vendedor.” O que dizia era: “Vim aqui para fazer negócios com Edison e atingirei a meta, mesmo que leve o resto de minha vida.” E estava mesmo decidido! Que história diferente teriam os homens para contar se adotassem um propósito definido e, permanecessem firmes nele até vê-lo transformado em ardente obsessão!

Talvez o jovem Barnes não o soubesse na época, mas sua determinação férrea, a persistência em apoiar-se num simples desejo, estavam destinados a vencer qualquer oposição e trazer-lhe a oportunidade que procurava.

A OPORTUNIDADE VEIO PELA PORTA DOS FUNDOS

Quando chegou a oportunidade, apareceu de forma diferente e de uma direção diferente da que Barnes esperava. Este é um dos truques da oportunidade. Tem o hábito astuto de penetrar pela porta dos fundos, disfarçada, por vezes, de desgraça ou de derrota temporária. Por isso, talvez, e que tantos deixam de reconhecê-la.

Edison acabara de aperfeiçoar um novo invento para escritório, chamado, na época, de “Máquina de Ditar Edison”. Os vendedores não estavam entusiasmados com a máquina. Não acreditavam poder vendê-la sem grande esforço.

Barnes sabia que poderia vender a máquina, sugerindo-o a ele, que imediatamente lhe deu a chance. Conseguiu vendê-la, e tão satisfatoriamente, que Edison lhe deu um contrato de distribuição e vendas de âmbito nacional. Dessa sociedade comercial nasceu a riqueza, em dinheiro, de Barnes, mas ele fez algo infinitamente maior. Provou que se pode, realmente, pensar e enriquecer.

Quanto de dinheiro lhe valeu seu desejo original, não posso saber. Talvez lhe trouxesse dois ou três milhões de dólares, mas a quantia, seja qual for, torna-se insignificante comparada à qualidade maior que adquiriu, através do conhecimento de que um impulso intangível de pensamento pode ser transformado em prêmios materiais, aplicando-se os princípios conhecidos.

Barnes literalmente pensou numa sociedade com o grande Edison! Pensou numa fortuna. Nada tinha para começar, exceto a capacidade de saber o que queria e a determinação de persistir no desejo até realizá-lo.

O HOMEM QUE DESISTIU CEDO DEMAIS

Uma das causas de fracasso mais comuns é o hábito de desistir, quando se é acometido de derrota temporária. Todos são culpados desse erro, numa ou noutra ocasião.

Um tio de R. U. Darby foi atingido pela “febre do ouro”, nos dias da corrida do ouro e lá se foi para o Oeste, para escavar e enriquecer. Nunca ouvira dizer que mais ouro fora extraído dos pensamentos dos homens do que jamais saíra da terra. Fez valer seus direitos e foi trabalhar de pá e picareta.

Após semanas de trabalho, foi recompensado pela descoberta do minério reluzente. Precisava de máquinas para trazer o minério para a superfície. Sem alarde, cobriu a mina, refez as pegadas que o levavam a sua casa, em Williamsburg, Maryland e contou aos parentes e a alguns vizinhos do “achado”. Reuniram dinheiro para as máquinas necessárias e mandaram-nas por navio. O tio e Darby voltaram ao trabalho na mina.

O primeiro carro de minério foi extraído e enviado a uma fundição. O que voltou demonstrou que possuíam uma das mais ricas minas de Colorado! Com algumas cargas mais do minério, poderiam saldar as dívidas. Depois viriam os enormes lucros.

As perfuratrizes penetraram na terra, enquanto aumentavam as esperanças de Darby e seu tio. Então, algo aconteceu. O veio de minério de ouro desapareceu! Tinham chegado ao fim do arco-íris e o pote de Ouro não mais estava lá. Continuaram a perfurar, tentando, desesperadamente, encontrar o veio de novo – tudo em vão.

Finalmente, resolveram desistir.

Venderam a maquinaria a um negociante de ferro velho, por algumas centenas de dólares e levaram o trem de volta. O dono do ferro velho chamou um engenheiro de minas, para que examinasse a mina e fizesse uns cálculos. O engenheiro concluiu que o projeto falhara porque os donos não estavam habituados às “linhas falhas”. Seus cálculos mostraram que o veio seria encontrado a apenas um metro de onde os Darby tinham parado de perfurar! Foi exatamente onde o encontraram!

O homem do ferro velho retirou milhões de dólares em minério, da mina, porque foi suficientemente esperto para procurar o conselho de um perito, antes de desistir.

SUCESSO A UM PASSO ALÉM DA DERROTA

Longo tempo depois, Darby recuperou a perda, com grande margem, quando fez a descoberta de que o desejo pode transformar-se em ouro. A descoberta teve lugar depois que entrou no ramo de vendas de seguros de vida.

Lembrando-se de que perdera enorme fortuna por ter parado a três passos do ouro, Darby lucrou com a experiência, em seu trabalho, pelo método simples de dizer a si mesmo: “Parei a três passos do ouro, mas jamais pararei porque os homens me dizem ‘não’, ao meu pedido de que comprem seguro de vida.”

Darby tornou-se parte de um pequeno grupo de homens que vendem, anualmente, mais de um milhão de dólares. Deve sua persistência a ação que aprendeu com sua desistência no ramo da mineração do ouro.

Antes que o sucesso chegue na vida de qualquer homem, ele encontrará, com certeza, muitas derrotas temporárias e, talvez, algum fracasso. Quando a derrota alcança homem, a coisa mais fácil e lógica a fazer é desistir. É o que faz exatamente, a maioria das pessoas.

Mais de cinco mil dos homens de maior sucesso que este país jamais teve, contaram ao autor que seu maior êxito chegou justamente a um passo além do ponto em que a derrota os alcançara. O fracasso é um malandro com aguçado senso de ironia e astúcia. Sente grande prazer em derrotar a pessoa, quando o êxito esta quase ao seu alcance.

A CRIANÇA QUE DOMINOU O HOMEM

Pouco depois que Darby se formou na “Escola dos Golpes Duros”, decidindo aproveitar a experiência que tivera no ramo da mineração do ouro, teve a sorte de estar presente numa ocasião que lhe demonstrou que um “Não” não precisa, necessariamente, significar não.

Uma tarde, ajudava o tio a moer trigo num moinho antigo. O tio dirigia uma grande fazenda, em que viviam alguns colonos de cor, partilhando a colheita. Silenciosamente, abriu-se a porta e uma criança de cor, pequena, filha de um dos arrendatários, entrou, parando ao lado da porta.

O tio ergueu os olhos, e, vendo a criança, berrou-lhe, asperamente: “o que é que você quer?”

Medrosa, a criança respondeu: “Mamãe dize para mandar cinqüenta centavos para ela.”

“Não o farei”, retorquiu o tio, “e agora corra para casa.”
“Si, sinhô”, disse a menina, mas não se moveu.

O velho continuou o serviço e, estava tão entretido, que nem percebeu que a criança não ia embora. Ao erguer os olhos, deparou com ela no mesmo lugar; gritou-lhe: “Já lhe disse que fosse para casa. Agora vá, senão vou bater em você”.

“Si, sinhô”, respondeu a criança, mas não se mexeu.

O tio largou um saco de farinha que ia despejar no funil, apanhou um bastão do barril e se dirigiu a criança com uma expressão que indicava barulho.

Darby conteve a respiração. Estava certo de que testemunharia uma violência. Sabia que o tio tinha um temperamento feroz.

Quando este chegou ao lugar em que estava a menina ela deu um passo à frente, rapidamente, olhou-o nos olhos e gritou no tom mais alto de sua voz aguda: “Minha mãe têm de ter os cinqüenta centavos!”

O tio parou, olhou-a por um momento, depois colocou o pau no chão, e, tirando do bolso meio dólar, deu-o a criança.

Esta pegou o dinheiro e se afastou, devagar, em direção a porta, sem tirar os olhos, por um minuto sequer, do homem que acabara de dominar. Depois que ela se foi, o tio se sentou numa caixa e ficou a olhar pela janela, para o espaço, por mais de dez minutos. Refletia, horrorizada, sobre a “surra” que levara.

Darby também raciocinava. Fora a primeira vez, em toda a sua experiência, que vira uma criança de cor dominar uma pessoa adulta branca. Como o fizera? O que sucedera ao tio que o fizera perder a ferocidade e se tornar dócil como um cordeiro? Que estranho poder usara a criança, que a tornara dona da situação? Estas e outras perguntas semelhantes passavam pela mente de Darby, mas ele só encontraria a resposta anos mais tarde, quando me contou a história.

E, coisa estranha: esta experiência incomum foi contada ao autor no velho moinho, no próprio local em que o tio sofrera a derrota.

O “SIM” POR TRÁS DO “NÃO”

Enquanto estávamos naquele velho moinho poeirento, Darby repetiu a história da estranha conquista e terminou, indagando: “Qual a conclusão que tira disso? Que estranho poder usou a criança, a ponto de conseguir vencer tão completamente meu tio?”

A resposta será encontrada nos princípios descritos neste livro. É uma resposta total e completa. Contem pormenores e instruções suficientes para permitir a qualquer um entender e aplicar a mesma força na qual a criança tropeçou acidentalmente.

Conserve a mente alerta e observara exatamente o estranho poder que veio salvar a menina. Terá um vislumbre desse poder no capítulo seguinte. Algures, neste livro, encontrara a ideia que aguçara seus poderes receptivos, colocando, sob suas ordens, em seu próprio benefício, o mesmo poder irresistível. A percepção de tal poder pode chegar-lhe no primeiro capítulo, ou perpassar-lhe a mente em algum dos subsequentes. Pode chegar na forma de uma única ideia, ou como um plano ou propósitos. Ou, ainda, pode fazer com que volte às experiências anteriores de derrota, trazendo a superfície alguma lição pela qual poderá recuperar tudo o que perdeu através da derrota.

Depois que descrevi a Darby o poder inadvertidamente empregado pela criança, ele logo rememorou seus trinta anos de experiência como vendedor de seguros de vida” reconhecendo, com franqueza, que o sucesso alcançado neste ramo, devia-o, e muito, a lição que aprendera com a menina.

Darby salientou: “Todas às vezes que um cliente em potencial tentava levar-me na conversa, sem comprar, eu via aquela criança, parada no velho moinho, os grandes olhos fulgurantes de desafio e dizia a mim mesmo: ‘Tenho de conseguir esta venda’. A melhor parte das vendas se processou depois que as pessoas diziam ‘Não’.”

Recordou, também, o erro que cometera, ao recuar a apenas três passos do ouro. “Mas”, afirmou, “aquela experiência não passou de uma benção disfarçada. Ensinou-me a continuar continuando, por mais duro que fosse, lição essa que eu tinha de aprender, antes de poder ter êxito no que quer que fosse.”

As experiências de Darby eram bastante comuns e simples, mas continham a resposta aos desígnios da vida; portanto, eram-lhe tão importantes quanta a própria vida. Aproveitou as duas experiências dramáticas porque as analisou, encontrando a lição que ensinavam. Mas o que acontece ao homem que não possui nem tempo, nem vontade de estudar o fracasso, em busca do conhecimento que pode conduzir ao sucesso? Onde e como aprenderá ele a arte de converter a derrota em trampolins para a oportunidade?

Em resposta a essas perguntas e que este livro foi escrito.

COM UMA IDEIA SENSATA VOCÊ ALCANÇARÁ SUCESSO

A resposta exigiu a descrição de treze princípios, mas lembre-se, ao ler, que a resposta que você procura as perguntas que o fizeram refletir sobre a singularidade da vida, pode ser encontrada em sua própria mente, por meio de alguma ideia, plano ou propósito, aptos a surgir na mente, durante a leitura.

Uma ideia sensata é tudo o que necessitamos para alcançar sucesso. Os princípios descritos neste livro contem os meios e modos de criar idéias úteis.

Antes de prosseguirmos abordando a descrição de tais princípios, acreditamos que você merece receber essa importante sugestão:

Quando as riquezas começam a vir, vem com tal rapidez, em tal abundância, que a gente se pergunta onde se escondiam durante todos aqueles anos estéreis.

Esta é uma declaração surpreendente, ainda mais se tomarmos em consideração a crença popular de que a riqueza só vem aos que trabalham duramente e por longo tempo.

Quando você começar a pensar e a enriquecer, observará que a riqueza começa com um estado de espírito, com decisão e propósito, com trabalho pequeno ou árduo. Você e todos os outros devem estar interessados em saber como se adquire o estado de espírito que atrai riquezas. Eu passei vinte e cinco anos pesquisando, porque também quis saber “quão ricos os homens se tornam desse modo.”

Observe atentamente: assim que você dominar os princípios desta filosofia e começar a seguir as instruções para a aplicação daqueles princípios, seu estado financeiro começará a melhorar e tudo o que você tocar começará a transformar-se numa vantagem em seu próprio benefício. Impossível? Absolutamente!

Uma das principais fraquezas humanas é a familiaridade do homem comum com a palavra “impossível”. Sabe todas as regras que não dão certo. Sabe todas as coisas que não podem ser feitas. Este livro foi escrito para os que procuram as regras que tornam os outros bem sucedidos e estão dispostos a arriscar tudo nessas regras.

O sucesso chega àqueles que têm a consciência do sucesso.

O fracasso vem aos que, com indiferença, se tornam cônscios do fracasso. 

O objetivo deste livro é ajudar aos que procuram aprender a arte de mudar suas atitudes, de fracasso consciente a sucesso consciente.

Outra fraqueza, encontrada em gente demais, e o hábito de medir tudo e a todos, por suas próprias impressões e crenças. Algumas pessoas que lerem isto acreditam que não poderão pensar e enriquecer, porque seus hábitos de raciocínio foram calcados na pobreza, necessidade, miséria, fracasso e derrota.

Essa gente infeliz lembra-me um chinês proeminente, que foi a América para ser educado no sistema americano. Frequentou a Universidade de Chicago. Um dia, o Presidente Harper encontrou o jovem oriental no pátio, parou para bater um papo com ele, durante alguns minutos, terminando por indagar o que é que mais o impressionara como sendo a característica principal do povo americano.

“Ora!”, exclamou o estudante, “a estranha forma dos olhos. Vocês têm os olhos puxados!”

O que dizemos nós dos chineses? Recusamos acreditar naquilo que não compreendemos. Cremos, tolamente, que nossas próprias limitações são a medida certa das limitações. Certamente os olhos dos outro “estão puxados, porque não são iguais aos nossos". 

“O QUERO E O OBTEREI”

Quando Henry Ford decidiu produzir seu famoso motor V-8, quis construir um motor com todos os oito cilindros colocados num só bloco. Deu aos engenheiros as instruções necessárias para fazer um projeto da máquina. O desenho foi feito no papel, mas os engenheiros concordaram, unanimemente, em que era impossível engastar um motor de oito cilindros numa só peça.

Ford disse: “Façam-no de qualquer maneira.”
“Mas”, replicaram, “é impossível!”
“Continuem”, ordenou Ford, “e permaneçam no serviço até conseguirem, não importa quanta tempo leve.”

Os engenheiros continuaram. Nada mais lhes restava fazer senão permanecer no quadro da Ford. Passaram-se seis meses e nada aconteceu. Outros seis meses se passaram e ainda. Os engenheiros tentavam todos os planos concebíveis para executar as ordens, mas a coisa parecia fora de dúvida: “impossível!”

No fim do ano, Ford conferenciou com os engenheiros, que novamente lhe informaram que não tinham encontrado jeito de executar-lhe às ordens.

“Vão em frente”, teimou Ford. “Quero-o e o obterei.” Prosseguiram, então, e, como por passe de mágica o segredo foi descoberto.

A determinação de Ford vencera mais uma vez!

Talvez esta história não tenha sido descrita com absoluta precisão, mas em resume e no conteúdo, está correta. Tire suas deduções, você que quer pensar e enriquecer, do segredo dos milhões Ford, se puder não será precise procurar muito.

Henry Ford foi um sucesso, porque entendeu e aplicou os princípios do sucesso. Um deles é o desejo, o conhecimento do que se quer. 

Lembre-se da história de Ford enquanto lê e assinale as linhas nas quais o segredo de sua estupenda realização foi descrita. Se puder fazê-lo, se puder apontar o determinado grupo de princípios que tornaram Henry Ford rico, você poderá igualar-lhe os feitos, em quase qualquer dos ramos para os quais têm vocação.

UM POETA PERCEBEU A VERDADE

Quando Henley escreveu estas linhas proféticas: “Sou o dono do meu destino, capitão da minha alma”, deveria ter-nos informado que se somos donos do nosso destino e capitães da nossa alma é porque temos o poder de controlar nossos pensamentos.

Deveria ter-nos contado que nosso cérebro fica magnetizado pelos pensamentos dominantes que abrigamos na mente e que, por meios que não são familiares a nenhum homem, esses “imãs” atraem para nós as forças, pessoas, circunstâncias da vida que se harmonizam com a natureza dos nossos pensamentos dominantes.

Deveria ter-nos contado que, antes de podermos acumular riquezas em abundância, devemos imantar nossas mentes com um desejo intenso de riquezas; devemos tornar-nos desejosos de dinheiro, até que esse desejo nos leve a criar planos definidos para adquiri-lo.

Mas, sendo poeta e não filósofo, Henley contentou-se em declarar a grande verdade em forma poética, deixando aos que o seguiram a interpretação filosófica de suas linhas.

Pouco a pouco a verdade se revelou, até que agora parece certo que os princípios descritos neste livro contem o segredo do domínio de nosso destino econômico.

UM JOVEM COMPREENDE SEU DESTINO

Estamos prontos, agora, a examinar o primeiro destes princípios. Mantenha o espírito aberto e lembre-se, ao ler, de que não são invenção de ninguém em particular. Os princípios funcionaram para muitos. Você poderá empregá-los em seu próprio e duradouro benefício.

Achará fácil e não difícil, fazê-lo.

Há alguns anos, fiz o discurso de formatura no Salem College, em Salem, na Virginia Ocidental. Salientei o princípio descrito no capítulo seguinte, com tal intensidade, que um dos membros da classe de bacharelandos apropriou-se dele completamente, tornando-o parte de sua própria filosofia. O jovem se tornou deputado e fator importante na administração Franklin D. Roosevelt. Escreveu-me uma carta, que tão claramente refletia sua opinião sobre o princípio esboçado no capítulo seguinte, que resolvi publicá-la, como introdução ao referido capítulo. Fornece uma ideia das compensações futuras:
Meu Caro Napoleon
Minha tarefa, como membro do Congresso, tendo-me dado compreensão dos problemas de homens e mulheres, faz com que lhe escreva, para oferecer-lhe uma sugestão que poderá ser útil a milhares de pessoas dignas.
Em 1922, quando fez o discurso de formatura no Salem College, era eu um dos bacharelandos. Naquele discurso, o senhor implantou-me no mente a ideia que foi responsável pela oportunidade que tenho agora de servir ao povo de meu Estado, e será responsável, em grande escala, por qualquer futuro sucesso que possa ter.
Lembro-me, como se fosse ontem, da maravilhosa descrição do método pelo qual Henry Ford, com muito pouca instrução, sem um centavo, sem amigos influentes, se elevou a grandes alturas.
Resolvi, então, antes mesmo de terminado o seu discurso, que lutaria por um lugar para mim, não importando as dificuldades que tivesse de vencer.
Milhares de jovens terminarão os estudos este ano e dentro dos próximos anos. Cada um deles procurará exatamente tal mensagem de estímulo prático, como a que recebi do senhor. Quererão saber para onde se dirigir, o que fazer para começar a vida. O senhor poderá contar-lhes, porque já ajudou a resolver os problemas de tanta gente.
Há milhares de pessoas na América, hoje em dia, que gostariam de saber como converter ideias em dinheiro, pessoas que têm de começar do nada, sem dinheiro e indenizar-se das perdas. Se alguém pode ajudá-los, esse alguém é o senhor.
Se publicar o livro, gostaria de possuir o primeiro exemplar que sair da máquina, pessoalmente autografado pelo senhor.
Com os melhores votos, creia-me
Cordialmente seu,
JENINGS RANDOLPH



Trinta e cinco anos depois de ter feito o discurso, tive o prazer de voltar ao Salem College em 1957 e fazer o discurso especial de despedida, por ocasião da formatura da turma. Foi-me então concedido o título de Doutor Honoris Causa de Literatura.


Desde 1922, venho observando Jenings Randolph, que se elevou a diretor de uma das linhas aéreas mais importantes da nação, grande e inspirado orador e senador dos Estados Unidos, pela Virginia Ocidental.



PONTOS A FIXAR:



Tal qual Edwin Barnes, um homem pode estar mal vestido e sem dinheiro, mas seu desejo ardente poderá trazer-lhe a oportunidade de sua vida.

Quanto mais você trabalhar na direção certa, mais próximo estará do sucesso. Muita gente desiste quando o sucesso está a seu alcance. Deixam-no para que outros o arrebatem.


Propósito é a pedra angular, de qualquer realização, grande ou pequena. Um homem forte poderá ser derrotado por uma criança que tenha o propósito. Mude seus hábitos de pensar sobre o significado de sua tarefa e conseguirá, muitas vezes, alcançar o aparentemente impossível.


Como Henry Ford, você poderá transmitir aos outros sua fé e persistência e conseguir fazer bem o “impossível”.


Tudo o que a mente humana pode conceber e acreditar, poderá alcançar.



Continuarei a transcrever os 13 passos descritos 
por Napoleon Hill no livro: "Pense e Enriqueça" 
nos próximos posts aqui no Blog "Sou Sentimentos...".
. 
Para quem gosta!!! 
Continue acompanhando os próximos capítulos (risos!)
Abraços, 
Roberta Carrilho




LINKS QUE COMPLEMENTAM A LEITURA
Veja também:

LIVRO: "PENSE E ENRIQUEÇA" 
PENSAMENTOS SÃO COISAS

PASSO NÚMERO 1 
DESEJO 
PASSO NÚMERO 2 
FÉ E CONFIANÇA 
PASSO NÚMERO 3 
AUTO-SUGESTÃO
PASSO NÚMERO 4 
CONHECIMENTO ESPECIALIZADO
PASSO NÚMERO 5 
IMAGINAÇÃO
PASSO NÚMERO 6 
PLANEJAMENTO ORGANIZADO
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-6.html

PASSO NÚMERO 7
DECISÃO
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-7.html

PASSO NÚMERO 8
PERSISTÊNCIA

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-8.html

PASSO NÚMERO 9
PODER DA MENTE SUPERIOR

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-9.html

PASSO NÚMERO 10
MISTÉRIO DA TRANSMUTAÇÃO SEXUAL

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-10.html

PASSO NÚMERO 11
O SUBCONSCIENTE

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-11.html

PASSO NÚMERO 12
O CÉREBRO

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-12.html

PASSO NÚMERO 13
O SEXTO SENTIDO

http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-passo-numero-13.html

OS SEIS FANTASMAS DO MEDO
Napoleon Hill
http://robertacarrilho-div.blogspot.com.br/2013/09/livro-pense-e-enriqueca-os-seis.html