sábado, 21 de julho de 2012

SOU DO SIGNO DE LEÃO E MEU ASCENDENTE É AQUÁRIO = MISTURA PORRETA!!


Eu (Roberta Carrilho) em São João Del Rei 
Réveillon 2013 



Nesta encarnação eu nasci no dia 08 de agosto de 1972 às 16h30 - Divinópolis - Minas Gerais - Brasil.
Portanto, meu signo é Leão (signo solar) e meu ascendente é Aquário. 
Veja o que eu descobri sobre minha personalidade conforme os astros. Ah! Detalhe quero esclarecer que eu não me importo com as eventuais críticas dos céticos radicais... eu gosto e é o que realmente importa. Eu gostar! Cada um tem o livre-arbítrio em acreditar, gostar ou não! Porque eu acredito na força dos astros exercem sobre nós.
Roberta Carrilho 

VAMOS PARA MINHAS DESCOBERTAS? 

22 de julho a 22 de agosto (120º à 150º) 
“EU SOU” – “EU QUERO” 


Análise de: ROBERTA CARVALHO CARRILHO 
Leão por Leão .... sem ascendência 


Um líder até na hora de amar... 

O signo de Leão é o domínio do Sol; ali Saturno e Urano tem seu exílio e Plutão está exaltado; segundo alguns autores, é também o signo de queda de Mercúrio. 

Ao Sol, centro do sistema solar, é atribuída, na astrologia tradicional, a fase da vida correspondente à maioridade, ao início da idade adulta. É o período em que desabrocham plenamente as ambições pessoais, em que se firma o conceito de autorrealização; a identidade já deve ter um centro próprio, deixando para um segundo plano a fase em que a pessoa absorve informações, conceitos e crenças de seu ambiente e passa a manifestá-los através de sua vida. 


O Sol está relacionado com a consciência, a vontade, a autoridade, as pessoas de destaque, o sucesso, o outro, e sente-se à vontade neste signo de afirmação, de individualização, de realização. Vale a pena fazer aqui uma pequena digressão para esclarecer um aspecto muitas vezes mal compreendido da astrologia: o Sol, em astrologia, tem uma forte correspondência com “vontade” e “realização pessoal”. 


Mas isso não significa que vontade e realização pessoal só estejam presentes neste signo – se assim fosse, os que nasceram em Libra ou Aquário, por exemplo, onde o Sol está em exílio e queda, estariam condenados a uma vida de insignificância. A observação mais superficial se encarrega de demonstrar que tal hipótese está bem longe da verdade. 

A regência de Leão pelo Sol significa que este signo é o que melhor corresponde à manifestação mais característica, natural, sem esforço, da vontade pessoal, do desejo de ocupar espaços, de fazer as coisas com sucesso. 

Leão é um signo de administração e organização; porque então Saturno, que também prima por estas características, está mal colocado aqui? Saturno e Leão agem de formas diferentes, mesmo que o objetivo visado seja igual. Onde Saturno é discreto e reservado, Leão é expansivo e extrovertido; onde Leão é impaciente, Saturno conta com o tempo. Saturno respeita a estrutura vigente, e sob este aspecto é igual a Leão – a diferença é que, ao contrário das regras de Saturno, as de Leão talvez tenham sido recém-inventadas, por ele mesmo, logicamente... É claro por que esse não pode ser o terreno mais propício para Urano, fortemente associado ao século das luzes, ao predomínio da razão – pois nem sempre o que queremos coincide com que a razão nos sugere! 

Este também é o motivo por que Mercúrio, planeta de raciocínio e frieza, está longe de casa em Leão, signo de paixões e arrebatamentos. 

Quem nasce sob esse signo, encontra a evidente prevalência de um ambiente masculino, em que o personagem paterno é mais do que uma pessoa, é um mito, um verdadeiro rei. Neste caso, deve-se considerar que um filho de um rei é um príncipe ou uma princesa, para quem é negado o lado menos nobre da vida, e de quem é exigida uma conduta impecável e superior, evidentemente, isso tem o seu lado positivo, pois quem sente sobre os ombros este tipo de exigência tem grandes chances de se tornar uma pessoa bem sucedida. 

Acontece porém que como todo ser humano, quem é desse signo, também tem suas fragilidades, e nem sempre conseguem sustentar esta sua postura de superioridade. 

Afinal, quem é que não gosta de ser cuidado e protegido de vez em quando, em lugar de ser sempre o protetor? É muito difícil viver sem poder mostrar fraqueza, porque uma figura interior está exigindo uma postura de superioridade, isso explica em grande parte certas atitudes desagradáveis tão típicas das pessoas desse signo. 

Tem consciência de si, é certo de sua personalidade. Vai se apresentar ao mundo de forma dramática, firme ou arrogante para ganhar o reconhecimento social e conquistar o lugar que acha merecer. Luta para ser o centro das atenções, sente-se como líder ou autoridade. Afinal é o rei, tem a sua dignidade e o seu orgulho, não pode ser comparado a qualquer um, está ai para ser destaque, a glória é mais importante do que o dinheiro. Mas isto lhe traz um problema, aquele que é o centro das atenções, acarreta inveja e oposição, e isto aborrece o Leão, que quer ser amado por todos. E para que esconder que isto lhe incomoda, passa a ostentar, a gastar, a fazer grandes gestos, etc. 

Passa ter a sua sombra, o complexo de poder e de divindade, daí a tirania, o despotismo, a teimosia. Mas o Leão satisfeito é uma das coisas mais belas de se ver, brilha como o Sol radiante e aquece quem está perto. É gentil e cavalheiro, generoso, idealista, simpático, protetor, sabe tomar decisões. É liberal por que sabe que tem muito a oferecer, esperando de volta gratidão, devoção e lealdade. Encontrar um nativo deste signo apaixonado não é raro, mas como ele comanda bem os assuntos do coração, não é difícil vê-lo transformar uma paixão em um amor seguro e sossegado, e apesar de amar com intensidade, é mais fácil vê-lo dominar a situação do que ser dominado. 

Auto-suficiente e seguro de si mesmo, gosta de ser tratado como um rei. Não como um autoritário, mas como um rei amado. Para tanto é gentil, generoso, simpático e protetor. Com o seu brilhantismo, costuma atrair as pessoas. É extrovertido e radiante, enchendo de vida todo ambiente onde se encontra. É o centro das atenções, com alto grau de dramaticidade e criatividade. Companheiro fiel e dedicado, o leonino é capaz de relacionamentos intensos e calorosos. É o signo da radiância. 

O leonino é uma pessoa muito viva e expressiva. Existe uma marca pessoal em tudo o que faz, tem muita personalidade, adora elogios, é generoso e facilmente consegue potencializar a atenção dos outros. Mas tem que ter cuidado com o autoritarismo e o orgulho. Também pode ser muito egoísta e exagerado. 


Dinamismo: Grande capacidade de dirigir e aplicar a um fim determinado (fixo), toda a força e energia disponível (fogo), tornando-se centro (Sol) de irradiação de calor (predominância do quente), que atuando diretamente sobre um mundo concreto (masculino) expressivo (quente), leva o sujeito a condição de ter onde buscar o poder, o comando, a glória, o brilho, o grande gesto que impõe respeito e autoridade sem distorções nem ambivalência (Sol). Entretanto, não raro, esta supremacia pode inflar-se ultrapassando os limites da auto consciência ou da consciência moral (exílio de Saturno), facilmente transformando-se em poder dogmático, frio e inflexível, ou em tendências à concorrência e o arrivismo, ao exibicionismo dramático, a extravagância, ao empolamento e a busca de uma glória utópica. 

Os conflitos são estruturados num nível de posse e poder (cruz fixa), enquanto que as soluções podem ser estruturadas num nível de conquista (Áries) de uma superioridade (Leão) espiritual (Sagitário). Existem dois tipos de leoninos: 

Tipo A: “tipo realista”, Marte e Júpiter dominantes. O poder se exerce horizontalmente, levando a grandeza material. 

Tipo B: “tipo apolíneo, idealista”, Sol, Saturno e Urano dominantes. O poder se exerce verticalmente, levando a grandeza espiritual e artística. (eu sou mais tipo B) 

Tarefa: A ti Léo, atribuo a tarefa de exibir ao mundo Minha criação em todo o seu esplendor. Mas deves ter cuidado com o orgulho e sempre lembrar que é Minha a criação e não tua. Se o esqueceres, serás desprezado pelos homens. Há muita alegria em teu trabalho, basta faze-lo bem. Para isso Eu te concedo o dom da honra. 


ACENDENTE EM AQUÁRIO (eu)

Diplomata excêntrico, descobridor e inventor da vida, este ser passa a brilhar nos grupos, nas relações sociais e tem grande talento para ensino e aconselhamento. Atividades que externalizem sua força dramática e criativa são altamente benéficas. Magnetismo, pacifismo, simpatia. Tipo ativo, que realiza e quer ver resultados. No amor, espaço privado e respeito pela liberdade individual se alternam com momentos de entrega e romantismo. Alem do sol, observe também a posição natal de Saturno, planeta regente do ascendente, para um delineamento mais preciso. 

Mercúrio, planeta da comunicação, sente-se à vontade em Aquário, signo de lucidez e transparência. 

Quanto ao Sol, seu exílio no signo de Aquário não deve ser mal interpretado. O Sol é considerado como a consciência, a individualidade que brilha, a defesa do próprio interesse. Em exílio no signo de Aquário, o Sol de cada personalidade aquariana continua brilhando, porém de uma forma que respeita o brilho de todos os outros sóis de todas as outras personalidades. 


Quem é desse signo vive uma situação singular no que diz respeito a seus modelos interiores de pai e mãe. A prevalência paterna é forte, mas ao mesmo tempo a como que uma ausência do personagem masculino na vida dessa pessoa. É como se o pai fosse extremamente importante, mas a tivesse abandonado em algum momento da vida. Ou então que esse pai fosse egoísta, preocupado com ele mesmo ou com os problemas do mundo, sem tempo para dedicar afeto ao filho ou a filha. 


Justamente por causa deste modelo forte e ausente, ao mesmo tempo, a pessoa desse signo se propõe a buscar o contato exterior, ou seja, masculino, com particular veemência. É por isso que é normalmente uma pessoa tão sociável, tão participante, tão ativa. Tudo numa tentativa de descobrir a realidade que é esse pai, com seus defeitos e virtudes. 

Em questões de amor, este signo não é muito previsível. É fácil encontrar este nativo apaixonado por uma amizade, apesar de amar radicalmente a pessoa com quem convive, no entanto, é uma excelente pessoa para viver um amor cheio de surpresas. O progresso é o principal objetivo dos aquarianos, não há limites para sua criatividade e originalidade. Idealista, o aquariano está sempre ligado e preocupado com as questões, sociais, políticas e ecológicas. Muito inteligente e criativo, tem o dom de captar as coisas no ar. Curioso e brilhante costuma ter posições de destaque. Preza muito a sua individualidade. É o signo da liberdade. 


O aquariano é uma pessoa completamente sociável, possui uma cabeça ágil e por vezes, tem ideias geniais. Sua mente irrequieta pode gerar certa ansiedade. É surpreendente, inconvencional e trabalha muito bem em equipe. Um pouco excêntrico, tem mania de ser o dono da verdade, por isso, cuidado para não ser radical demais nas suas opiniões. 


Dinamismo: Grande capacidade para estabelecer uma comunicação (ar) objetivada (fixo), que resiste às flutuações do meio (fixo), bem como estabelecer relações estáveis, fixas numa determinada direção (ar e fixo), comunicação e determinações estas, estabelecidas com uma certa exaltação e calor (predominância do quente) que frequentemente revela uma instintiva necessidade de se liberar dos valores autorizados e autoritários da sociedade (exílio do Sol), necessidade esta que inconscientemente leva o sujeito a reagir contra a condição externa do mundo (masculino), seja através de um comportamento inovador, autêntico, inteligente e fraterno (Urano), seja através de um comportamento rebelde, fanático (fixo), explosivo, excêntrico (Urano) e aborrecidamente imprevisível (falta do Sol). 


Constante necessidade de idealizar (exílio do Sol) os valores tecnológicos (Urano) e lógicos (Saturno) como uma das alternativas de se inserir misticamente no mundo e como que por um mecanismo de projeção sensibilizar-se com tudo que leva à mudança entre os homens, seja socialmente ou individualmente; resulta daí uma auto-estima vivida com relativa indiferença, pois está em jogo a sensação que sua vida fundamenta-se num dever maior atribuído àqueles que dentre os chamados foram escolhidos. 


Portanto o sujeito vive num estado constante de criação e de invenção, onde o sentimento e a inteligência misturam-se de tal modo que podemos afirmar que ele pensa com o coração e sente com o cérebro, o que lhe dá uma relativa capacidade de intuição e predição, que não raro o liga com as circunstâncias atuais, desencadeando consequentemente mudanças repentinas, se não nelas próprias, ao menos na forma delas serem vistas. 


Como Aquário é o oitavo signo de Câncer, a independência está sempre sendo proclamada. Os conflitos são estruturados num nível de posse e poder (cruz fixa), enquanto que as soluções podem ser estruturadas num nível de compreensão de uma relação equilibrada e justa (trígono do ar). 


Existem dois tipos: 

Tipo A: “Tipo sabedoria”, Saturno forte, emoção fixa, disposição para viver acima das coisas, as vezes um pouco distante da realidade, numa atitude coadunante com seu idealismo, a margem das necessidades instintivas num mundo feito de sensações, que revelam uma natureza extra pessoal e pouco prática. (sou mais este tipo) 

Tipo B: “Tipo aventura”, Urano dominante, disposição para viver como se a existência fosse uma aventura, portanto, inadaptação, excentricidade, originalidade, rompimentos com a rotina, com as pessoas, com as convenções, recordes, natureza revolucionária e rebelde. 


Inovação, cooperação e revolução são as palavras que melhor definem seu gênio irrequieto. Por onde passar o aquariano estará procurando quebrar as regras, e incitar a anarquia. Ao seu ver, a liberdade e a espontaneidade são uma das poucas coisas que realmente precisam ser incutidas na mente das pessoas. 


Aquarianos gostam de trabalhar em grupos. Acreditam que cada um tem potencial próprio, independente de cor, credo, sexo ou idade. Mas ao mesmo tempo são extremamente individualistas. Abominam qualquer espécie de prisão, principalmente emocional. 

Não chegam a ser frios como os nativos de capricórnio, mas emoção também não é seu forte. Seus ideais de fraternidade e igualdade baseiam-se sobretudo na racionalidade. Isso adquire às vezes uma coloração curiosa: o aquariano será capaz de insistir em fórmulas ideológicas utópicas ou impraticáveis, sem conseguir pensar nas questões mais básicas e subjacentes ao problema. Esse distanciamento da realidade é um risco constante em sua vida. A realidade lhe parece tão brutal, que ele pode rejeitá-la como um todo, recusando-se a ver nela algo de bom. Sua atitude chega perto da de um adolescente imaturo, cuja única diversão é contrariar a ordem preestabelecida. 


São indivíduos bastante liberais. Costumam ter muitos amigos, e apreciam ficar várias horas ao seu lado. Não é incomum tratarem seus próprios parceiros amorosos como amigos, sem lhes dar qualquer privilégio adicional por estarem com eles dividindo a cama. 


São visionários, sempre a olhar para o futuro, debochando do passado e ignorando o presente. Às vezes tornam-se tão aéreos (ar é inclusive o seu elemento), que as pessoas os consideram loucos, esquisitos e excêntricos. Sem contato com o mundo real, o aquariano se embevece com seus altos vôos e pode condenar a si mesmo, como Ícaro. 


Na mitologia, o signo é representado ora por um jovem, ora por um velho. Ambos trazem uma ânfora cheia d’água, que derramam ao solo. A imagem simboliza a capacidade do aquariano de trazer novas idéias ao mundo. O inconsciente flui através de suas mãos, tornando-o instrumento para a busca de soluções originais e descobertas transformadoras. 


Depois de ter construído algo na sociedade, chega a vez de consolidar o conhecimento de tudo o que foi construído para um grande número de pessoas. E assim chegamos, outra vez, ao último signo fixo da seqüência zodiacal, o Aquário, cuja função é encontrar os meios mais racionais para que a maior quantidade possível de pessoas possa, igualmente, usufruir de tudo o que foi criado no Capricórnio. 


Além disso, é o signo fixo que usa a racionalidade e confia na mentalidade das pessoas enquanto coletividade, age para essa coletividade muito mais do que em relações interpessoais. Ao contrário do signo oposto, leão, Aquário almeja a fragmentação do poder central e a impessoalidade, a seu ver único jeito de ser justo e racional. Daí, a grande inclinação a incorporar as novidades tecnológicas que possam libertar o ser humano da prisão que as estruturas criaram, pela própria existência. 


Amante da humanidade, o Aquário ainda assim é um solitário, que antevê o futuro do que ainda não foi inteiramente criado mas que já pode ser pensado e inventado. Para ousar inventar, precisa ter a mente aberta ao novo, a tudo que significa a mudança de um padrão atual para outro, que ele julga sempre ser melhor. 


Signo da produção em série, da moda e das ideologias reformadoras, Aquário trata de igual para igual o mais humilde e ao mais importante membro da sociedade humana, pois percebe em cada um deles a única humanidade que ambos possuem em comum, e em prol da qual é capaz de comprar as brigas mais feias e acabar sofrendo a perseguição dos mais conservadores. 


O aquariano acredita no que pode compreender e busca razões até mesmo para as emoções, um campo complicado em sua vida, pois muito distante de seu jeito de encarar a vida. Aquário precisa de espaço para ir e vir, trocando informações, pois é signo de Ar, portanto é sociável. Trata amigavelmente a todos, sem se fiar em ninguém e preza demais sua liberdade, a vida ao ar livre, onde possa exercer sua lógica fria e inovadora, sem estar amarrado às razões afetivas que, ao seu ver, anuviam o julgamento límpido. 


Aquário quer ser diferente, mas odeia ser encarado como diferente, quer ser o igual entre os iguais, a tal ponto que pode se tornar errático e autoritário quando não vê esse seu desejo inato ser atendido. 


Na saúde, Aquário governa os tornozelos e o sistema nervoso periférico, sendo este o seu ponto de maior vulnerabilidade, pois apesar de adotar um estilo de vida frenético e ousado, nem sempre tempera bem sua necessidade mental com os limites orgânicos, advindo daí alguns desequilíbrios. 


Nas profissões, o Aquário está na linha de frente da empresa de montagem de tecnologia de ponta, colocando sua mente aguda a serviço da inovação, antes de mais nada tentando descobrir um jeito de fazer com que o maior número de pessoas tenha acesso as descobertas científicas. Também na política, com suas idéias francamente revolucionárias, que até mesmo podem chocar os mais conservadores, embora preze a democracia enquanto ideal, pois muitas vezes acaba resvalando em uma atitude autoritária e dominadora, cruel até, pois movida pela mente e sem nenhum sentimento. 


Apesar de pacífico, o Aquário chega a propor e defender soluções violentas para os problemas sociais. Na melhor das hipóteses, Aquário é um inventor, alguém que está sempre adiante de seu tempo, na moda, na literatura, na política e na história, seus campos privilegiados de auto-realização. 


No amor, Aquário ama a liberdade pessoal de ir e vir, não gostando de pessoas dependentes, muito emotivas ou que exijam provas de afeto. No sexo, tudo depende de vários fatores. Há os que só se acendem depois que a identidade intelectual foi acionada, outros para quem isso não importa. 


Apesar de amarem a autonomia, são capazes de grande fidelidade e devotamento a uma pessoa, quando assim o decidirem. Têm muito pudor e uma certa vergonha até, e não gostam que sua vida intima seja devassada por olhares estranhos. Por serem ousadas e gostarem de novidades, tem sempre uma porta aberta para as aventuras, o que pode impedir um casamento mais conservador. 


Seu elemento é o Ar, sua pedra é o quartzo azul e as pedras azuladas, mas também o ônix e o diamante; seu metal é o chumbo e o urânio se diz estar associado a ele também, sua cor é o azul-céu e o negro-azulado. Astro regente: Saturno (clássico) e Urano (moderno). 


Você une dentro de si mesmo tanto o poder criador e centralizador de Leão, quanto à destrutividade e o impulso renovador de Aquário. É uma pessoa criativa, cheia de idéias originais, dono de uma inteligência visionária e uma ampla capacidade de, mesmo se sentindo como a pessoa mais importante dentro de sua própria vida, se colocar no lugar das outras pessoas e enxergar as coisas de outros pontos de vista, ainda que você sempre faça as coisas do seu jeito ignorando conselhos ou pedidos. Você da às outras pessoas a impressão de não se importar com o que elas pensam sobre você, o que no seu caso pode ser problemático porque ter o Sol em Leão implica numa ampla necessidade de aprovação, necessidade de que as pessoas o reconheçam por quem você é ou faz, mas as pessoas se sentem desestimuladas com seu aparente desinteresse na opinião delas. Se notar que as pessoas não vão dizer nada, pergunte a elas o que elas acham, certamente é melhor do que ficar angustiado achando que ninguém nota sua existência. Esse dilema se estende também em outras áreas de sua vida. 


No amor, você pode vivenciar algumas dificuldades, porque apesar de ser uma pessoa afetuosa, apaixonada, voluptuosa, cheia de amor pra dar, sua aparência dá a impressão de desinteresse ou frieza. Quando as pessoas lhe conhecem de verdade normalmente elas têm uma surpresa, umas se apaixonam ao ver que você é muito mais “quente” do que aparenta, outras saem correndo achando que caíram em algum tipo de propaganda enganosa, porque por fora a imagem é de desinteresse e desprendimento, mas na prática você demonstra muita paixão e intensidade. 


... tá aí deve ser por isso que eu me identifico tanto com o Obama! Somos Leoninos com ascendente em aquário. 



Barack Obama 


Barack Hussein Obama II (Honolulu, 4 de agosto de 1961) é um advogado e político dos Estados Unidos, o quadragésimo quarto e atual presidente do país, desde 20 de janeiro de 2009, e o Nobel da Paz de 2009. Sua candidatura foi formalizada pela Convenção do Partido Democrata em 28 de agosto de 2008. 

Até então, era senador pelo estado de Illinois. Obama foi o primeiro negro (afro-americano no contexto estadunidense) a ser eleito presidente estadunidense,. Foi também o único senador afro-americano na legislatura anterior. Barack Obama também é canhoto, assim como alguns presidentes dos Estados Unidos como: Gerald Ford, Ronald Reagan, George H. W. Bush e Bill Clinton. 

Graduou-se em Ciências Políticas pela Universidade Columbia em Nova Iorque, para depois cursar Direito na Universidade de Harvard, graduando-se em 1991. Foi o primeiro afro-americano a ser presidente da Harvard Law Review. 

Obama atuou como líder comunitário e como advogado na defesa de direitos civis até que, em 1996, foi eleito ao Senado de Illinois (Órgão integrante da Assembléia Geral de Illinois, que constitui o poder legislativo local), mandato para o qual foi reeleito em 2000. Entre 1992 e 2004, ensinou direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago. 

Tendo tentado, em 2000, eleger-se, sem sucesso, ao Congresso dos Estados Unidos, anunciou, em janeiro de 2003, sua candidatura ao Senado dos Estados Unidos. Após vitória na eleições primárias, foi escolhido como orador de honra para a Convenção Nacional do Partido Democrata em julho de 2004. Em novembro, foi eleito Senador dos Estados Unidos pelo estado de Illinois com 70% dos votos. Em 4 de janeiro de 2005 assumiu o atual mandato, o qual tem duração até 2011. 

Como membro da minoria democrata no período entre 2005 e 2007, ajudou a criar leis para controlar o uso de armas de fogo e para promover maior controle público sobre o uso de recursos federais. Neste período, fez viagens oficiais para o leste europeu, o oriente médio e África. Na atual legislatura, contribuiu para a adoção de leis que tratam de fraude eleitoral, da atuação de lobistas, mudança climática, terrorismo nuclear e assistência para militares americanos após o período de serviço. Recebeu o prêmio Nobel da Paz em 2009. 


Carl Gustav Jung 




Carl Gustav Jung (Kesswil, 26 de julho de 1875 - Küsnacht, 6 de junho de 1961) foi um psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana. 


Fontes: 








Veja também: 















FRASE DO DIA

Não é necessário dizer nada ...
Eu acredito nisto.
Roberta Carrilho
Eu AMEI esta composição da foto! Mexeu comigo... 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

VOCÊ!!!! QUE TÁ AÍ DO OUTRO LADO DA TELINHA... É A RAZÃO PELA QUAL EU ADORO VIR AQUI



ESTA SOU EUZINHA – Roberta Carrilho



EU ME TRATEI E HOJE SOU E ESTOU FELIZ PRINCIPALMENTE PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ MAIS NA MINHA VIDA


Foi o que eu fiz... me tratei desta doença!!! 
Hoje sou e estou feliz principalmente porque 
ele não está mais na minha vida.

Anémmmm que arrependimento!!! 
'Aonde eu fui amarrar minha égua' 
Desusolide.   

Eu poderia até agradecê-lo, mas, neste caso específico 
não se deve agradecer um 'homem' por abandono e covardia .

Roberta Carrilho


Date: Mon, 17 May 2010 18:20:01 -0700


From: hkclebicar@yahoo.com

Subject: Re: Eu nunca mais confiarei em vc !!!!!!!!!!!!!
To: robertacarrilho@hotmail.com

Roberta, um conselho: procure se cuidar, faça terapia, procure ajuda para você, e me esqueça.


hk 



NÃO EXISTE CASTIGO E NEM RECOMPENSAS. O QUE EXISTE É CONSEQUÊNCIA



sexta-feira, 6 de julho de 2012

PARA QUE SERVE UMA RELAÇÃO? Dr. Drauzio Varela



É isso que eu busco para mim. 
Uma relação que me faça sentir 100% à vontade com a outra pessoa ...
Roberta Carrilho

Definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?

"Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil".

Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido. 

Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.Uma armadilha.

Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.

Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

POR QUE AS MULHERES NÃO FAZEM ENGENHARIA? MITO OU VERDADE ? URSO VAI A CAMPO E TRAZ A VERDADE NUA E CRUA! - P.a.U.





Marcelo Vitorino é pra mim um homem especial. 
Ele tem humor inteligente e não este humor 'pateta' 
que eu tanto desprezo... Não! Ele é sofisticado. 

E, para completar a sua inteligência
ele também é criativo. 

Taí um homem interessante! 
Eu adoro seu modo de pensar, expressar é 
tão natural e corajoso. 
Admiro isto!


Abaixo informações do autor do BLOG P.a.U. 
Marcelo Vitorino.
Roberta Carrilho

Por que as mulheres não fazem engenharia? Mito ou verdade? Urso vai a campo e traz a verdade nua e crua!


Olá Ursinho, estou procurando uma faculdade para estudar engenharia e me deparei com um grande problema, ao falar com todo mundo sobre minha preferência pelo curso, as pessoas me alertaram que quase não há outras mulheres estudando e que eu me sentiria deslocada. Isso é mesmo verdade? Qual a sua opinião? Arrumo outra área ou mergulho de cabeça? Rita







Olá Rita, gostei muito da sua pergunta por demonstrar duas coisas, que você realmente deseja estudar e que finalmente alguém percebeu que eu não respondo apenas perguntas relacionadas a relacionamento! Aleluia, irmãos! Aleluia!

Não é que eu não goste de responder sobre relacionamentos, mas confesso que às vezes me cansa, até porque geralmente a parte que pergunta não quer mesmo saber a resposta. E também convenhamos, leitoras e leitores, o P.a.U. não deveria ser exclusivamente um local para chorar as pitangas!

Agora que já passou o meu momento desabafo, podemos continuar… Pois bem, não acho que valha a pena mudar de área só por causa disso, afinal, poucos conseguem saber sua vocação e menos ainda são aqueles que têm a oportunidade de estudar o que gostam, eu, por exemplo, adoraria estudar anatomia feminina, mas não rolou. Infelizmente não há nenhum curso com essa pegada exclusivamente, todos os que eu vi teria que mexer em gente morta, o que não é do meu apreço. Gosto de pessoas tranqüilas, mas prefiro as que se comunicam!
Não deixe de me seguir no Twitter, clique aqui. Não sabe que raio de Twitter é esse? Então clique aqui e fique sabendo.

O caso de engenharia é muito complexo, a maioria das pessoas não tem idéia do quanto a área é ampla e por isso fazem alguns julgamentos infundados. Como venho de uma família de construção civil, tinha uma idéia de que engenharia se resumia a isso. Porém, após fazer uma jornada investigativa pude abrir um pouco mais a mente para o assunto.

Esse é um dos motivos que gostei da sua pergunta, ela me fez pesquisar. Procurei alguns conhecidos que estudam engenharia para confirmar a percepção de só haver homem estudando. O resultado foi espetacular, para a felicidade geral dos homens, as mulheres estão cursando engenharia cada vez mais.
Recebi algumas sugestões e escolhi visitar a Mauá (Instituto Mauá de Tecnologia) por três motivos, primeiro porque uma das empresas com quem trabalhei, a Polvora!, tem relação com a faculdade, o que facilita muito a minha vida no âmbito burocrático e o segundo motivo, mas não menos importante, é que a Mauá tem o maior número de mulheres por metro quadrado dentre as universidades da área, conforme a indicação dos meus amigos. O último motivo está lá no final do post de hoje. Como não acredito em conversa de boteco, resolvi testar para poder escrever com precisão, afinal, estamos falando de engenharia… Não preciso desenhar a ironia, não é?

Quando eu fazia faculdade sempre havia comentários maldosos dizendo que se a garota fosse ruim de relacionamento era só fazer engenharia que ele sairia com um casamento marcado. Os tempos mudaram, alguns tipos de engenharia, como a engenharia de alimentos, por exemplo, tem muito mais mulher do que homem.

Aliás, aos “cuecas de plantão” que lêem o meu blog, fica a dica, apareçam nas festas das turmas de engenharia… É incrível como sobra mulher bonita! Eu fazia besteira aparecendo nas festas de nutrição e fisioterapia, só tinha macho correndo atrás das poucas loucas que apareciam…

A turma que é menos interessante pelo ponto de vista de nós, homens, é engenharia mecânica, realmente nesse curso tem menos mulher do que o habitual, eu diria que uns 60% são homens, ou pelo menos, ostentam o título, quanto ao comportamento, cada um que se vire e assuma suas responsabilidades!

É muito engraçado ver que algumas profissões são carregadas de preconceito, engenheiros são machões, advogados são inescrupulosos e enfermeiros são, bem, você sabe… Nunca dei sorte de estar internado e aparecer uma daquelas enfermeiras de filme estadunidense (sim, é esse o termo para o povo dos Estados Unidos da América, todos das Américas são americanos, inclusive o venezuelano Hugo Chavez, por mais que ele não goste).

Voltando ao tema principal, conversei com algumas mocinhas, todas muito bonitas e interessantes por sinal, por obra do destino, falei com alguns nerds futuros engenheiros também, não tive como evitar, eles não saiam de perto das garotas… Acho que era medo da força do P.a.U.!

A Bruna Romeu e a Mariana Mazzei fazem engenharia química, a primeira resolveu estudar lá porque acreditou no Lula e quer trabalhar com petróleo, no curso dela as mulheres são maioria. Já a Mari (olha a intimidade) está rumo àengenharia de alimentos, o curso de maior estrogênio da Mauá, só de passar perto quase menstruei!

Da engenharia de produção mecânica, Daniela Tiemy escolheu a faculdade pelo prestígio da instituição. Para mim, engenheiro elétrico era eletricista e engenheiro mecânico é quem desenvolve máquinas. Ledo engano… Os caras fazem engenharia de produção para trabalharem no mercado financeiro, em bancos ou até mesmo na bolsa de valores.

Antes de sair importunei a Andréia Aguera e a Heloisa D’Agostini, mais duas futuras engenheiras, a primeira já trabalha em banco, a segunda foi para a produção mecânica, já trabalhando na área de qualidade.
Os garotos, Remo Netto e Marco Perrui também foram ouvidos… Os caras estão felizes da vida com a mulherada que estuda lá. Me disseram que é uma das faculdades mais bem qualificadas pelo MEC, mas desconfio que já estavam sob o efeito do estrogênio.

Andréia Aguera, Heloisa D’Agostini, Remo Netto, Mariana Mazzei, Eu, Daniela Tiemy e Marco Perrui.

Antes eu achava que Deus perguntava àquelas que iriam nascer – leiam com a voz do Cid Moreira para dar uma ênfase: “Você quer ser bonita ou quer ser engenheira?”. As meninas me provaram o contrário! Vivendo e aprendendo, nunca pensei que uma mulher bonita sonhasse em ser engenheira.
Resumindo, se seu problema é se sentir deslocada, isso só acontecerá se você não estudar e for lá pensando em sair de casamento marcado. Estou até pensando em voltar a estudar, só não sei se consigo passar no vestibular.
Beijokas e abraços para quem se deve!
Obs. Detesto coisas importadas dos ianques, mas tive que me render a novidade da Mauá. Os caras têm até time de Cheerleaders!!! Os jogos universitários ficaram ainda mais divertidos. Ah, se no meu tempo fosse assim!

Quem Escreve?




Já começamos com uma pergunta, hein? Antes de tudo quero explicar que não sou um daqueles “ursos” adeptos a prática de relações com outros “ursos”. Não discrimino quem o faça, porém quero ter direito de me relacionar com as ursas sem ficar me envolvendo em discussões deste tipo.
Bom, quem sou eu? Sou um Ursus maritimus, também conhecido como urso polar, mamífero, membro da família dos ursídeos, nascido no Ártico, mais precisamente na extinta geleira 412B2F e aportado nos mares do sul há pouco mais de um ano, tempo de sobra para conhecer como a banda toca por aqui.
Quanto anos eu tenho? Isso não é da sua conta, não acha?
Não vou ficar citando meus hobbies por achar isso um pouco inapropriado para quem está me conhecendo agora, assim como outras estrelas globais, acho muita exposição, sabe? Tem nada a ver ficar tirando fotos minhas e exibindo por aí, saindo em manchetes sensacionalistas do tipo “Urso polar foge de casa e mata cinco focas” ou então “Confira nesta edição o Urso em poses íntimas”, aparecer em filme amador com playmates, nem pensar, isso acaba com minha reputação de cara descolado.
E tem mais, não quero mais ficar fazendo aparições em comerciais da Coca-cola, experimentei outra bebida, assim como aquele conhecido cantor de pagode, mas não foi por causa de grana não, foi por ideologia, afinal todo Urso “sem-gelo”, o mesmo que “sem-terra” por aqui, tem que estar engajado em causas sociais.
Já me vendi para o capitalismo selvagem, mas agora quero me redimir igual a galera que frequenta centros de entretenimento e busca espiritual que vocês chamam de “igrejas”. Acho muito bacana esse negócio de ser perdoado, de onde eu venho não tem essa moleza!
Depois daqueles comerciais minha fama de durão desceu a ladeira! Por esse motivo resolvi colocar aqui todo meu conhecimento à disposição de vocês.
Caso ainda tenha alguma dúvida, leia o F.A.Q. Yourself.



Sobre o autor

Marcelo Vitorino
Este blog é escrito por Marcelo Vitorino, publicitário especialista em mídias digitais.

terça-feira, 3 de julho de 2012

ANATOMIA E DESTINO - PERDAS NECESSÁRIAS por Judith Viorst




Por mim e pela minha filha
Maria Eduarda Carrilho
Roberta Carrilho




“Quando conhecemos um ser humano,
a primeira distinção que fazemos é:
‘Homem ou mulher?’ ”.
Sigmund Freud

Nossa onipotência infantil – nossa sensação inebriante, deliciosa de prazer – nos garante que podemos fazer, ter e ser qualquer coisa. Irmãos rivais e nossos pais, que jamais podemos possuir, informam que isso não é verdade. O mesmo diz a descoberta, mais ou menos oito meses de idade, de que meninas são diferentes dos meninos. E entre os resultados da descoberta das diferenças anatômicas, certamente está o aprendizado dos limites relativos ao sexo. 

Pois, não podemos ser dos dois sexos, embora – como muitos afirmam – o desejo de ser bissexual constitua talvez “uma das tendências mais profundas da natureza humana”. Não podemos, como herói/heroína de Virgínia Woolf, o transmutável Orlando, ser mulher, depois homem e às vezes ambos. Através da nossa bissexualidade inata e nossa capacidade para a empatia, podemos ter algumas experiências do sexo oposto. E, por meio de definições mais amplas do que significa ser mulher ou ser homem, podemos expandir nossas experiências com o sexo também. Mas temos de reconhecer que nenhum dos dois sexos é completo, que existem limitações ao nosso potencial, e que a identidade do gênero a que pertencemos, com todas as suas potencialidades e prazeres, deve se moldar a esses limites – a essa perda. 

Estou dizendo que o simples fato de habituarmos um corpo masculino ou um corpo feminino define de modo decisivo – e confina – nossa experiência. 

Estou dizendo que – unidos como somos – meu marido e meus filhos são psicologicamente diferentes de mim, de um modo que as mulheres – jamais poderão ser. 

Estou dizendo com Freud que ninguém pode nos ver – e não podemos ver ninguém – separados da designação de “homem” ou “mulher”. 

Estou dizendo que os limites relativos ao sexo são condicionados culturalmente.  

Alguns argumentam que os limites relativos aos gêneros parecem sugerir é que – desde o nascimento – meninos e meninas são tratados como meninos ou meninas, que desde muito cedo as demonstrações de comportamento “masculino” ou “feminino” não podem distinção ser separadas das influências ambientais. 

Pois os pais fazem distinção entre filhos e filhas. 
Seguram de modo diferentes para os filhos e para as filha. 
Suas expectativas são diferentes para os filhos e para as filhas. 

E quando os filhos imitam suas atitudes e atividades, identificando-se com elas, são encorajados ou desencorajados, dependendo de serem meninos ou meninas. 

Existem na verdade limites reais do sexo? Existe uma psicologia inata masculina ou feminina? E existe algum meio possível de explorar essas questões tão delicadas sem a parcialidade da cultura, da educação ou da política sexual? 

Aqui estão algumas respostas que ouvi de três escritoras feministas quando perguntei se achavam que as diferenças entre homens e mulheres são inatas. 

A escritora Lois Gould respondeu: “As mulheres menstruam, amamentam e procriam; os homens inseminam. Todas as outras diferenças originam-se da tentativa de construir civilizações em volta desses talentos primitivos – como se fossem os únicos que possuímos”. 

A jornalista Gloria Steinem respondeu: “Durante 95% da nossa vida existem mais diferenças entre duas mulheres ou entre dois homens do que entre homens e mulheres, como grupos”. 

E a escritora e poetisa Erica Jong respondeu: “A única diferença entre homem e mulher é que as mulheres são capazes de criar pequenos seres humanos no seu corpo, e simultaneamente escrever livros, dirigir tratores, trabalhar em escritórios, plantar a terra  – de um modo geral, fazer tudo o que os homens fazem”. Sigmund Freud teria respondido de modo diferente. 

Na verdade, existem declarações dele segundo as quais as mulheres são mais masoquistas, mais narcisistas, mais ciumentas e mais invejosas do que os homens, e também têm menos senso moral. Para ele, essas são consequências inevitáveis das diferenças anatômicas entre os sexos – resultantes do fato (fato?) de que a sexualidade original das meninas é masculina em essência, que o clitóris não passa de um pênis pouco desenvolvido, e que ela se considera nada mais do que um menino defeituoso.  

Essa imagem que tem de si mesma, de um homem mutilado, prejudica irrevogavelmente sua autoestima, conduzindo-a ressentimentos e tentativas de reparação, que produzem todos os subsequentes defeitos no seu caráter. 

Muito bem, como diz seus amigos, quem pode ser brilhante em tudo? 

Pois nos anos que seguiram essas afirmações, a ciência chegou à conclusão de que, embora o sexo genético seja determinado no momento da fertilização por nossos cromossomos (XX para meninas; XY para meninos), todos os mamíferos, incluindo os humanos, independentemente do seu sexo genético, começam a vida femininos em estrutura e em natureza. Esse estado feminino persiste até a produção, um pouco mais tarde na vida fetal, dos hormônios masculinos. Só com o aparecimento desses hormônios masculinos. Só com o aparecimento desses hormônios, na hora certa e na quantidade exata, torna-se possível a masculinidade anatômica e pós-natal. 

Embora isso não nos diga muita coisa sobre a psicologia feminina ou masculina, prejudica permanentemente a falocentria de Freud. Pois, ao invés de as meninas começarem como meninos defeituosos ou incompletos, no começo todos os seres humanos são femininos. 

Entretanto, a despeito dessa falocentria, Freud foi inteligente o bastante para notar, na época, que seus comentários sobre a natureza das mulheres eram “certamente incompletos e fragmentários”. 

Disse também: “Se quiserem saber mais sobre a feminilidade, examinem sua própria experiência de vida, ou procurem os poetas, ou esperem até a ciência possa fornecer informações mais profunda e mais coerente”. 

Duas psicólogas de Stanford tentaram fazer exatamente isso num livro muito conceituado, ‘A Psicologia das Diferenças entre os Sexos’. Estudando e avaliando uma ampla área de estudos psicológicos, Eleanor Maccoby e Carol Jacklin concluíram que existem várias crenças muito difundidas, mas complemente falsas, sobre as diferenças entre homens e mulheres:  

Que as meninas são mais “sociais” e menos “sugestionáveis” do que os meninos. 

Que meninas têm um baixo nível de autoestima.  

Que as meninas aprendem melhor decorando e executam melhor tarefas repetitivas e simples, ao passo que os meninos são mais “analíticos”.  

Que as meninas são mais afetadas pela hereditariedade, e os meninos pelo ambiente.  

Que as meninas são mais auditivas, e os meninos, mais visuais. E que as meninas não possuem motivação realizadora. 

Na verdade, dizem Maccoby e Jacklin. Tudo isso é mito. Entretanto, alguns mitos – ou serão mitos? - não foram ainda derrubados. Alguns mistérios sexuais continuam insolúveis. 

As meninas são mais tímidas? Sentem mais medo? Mais ansiedade? Os meninos são mais ativos, competitivos e dominadores? É uma qualidade feminina – em contraste com uma qualidade masculina – ser protetor, complacente e maternal? 

Para as autoras, a evidência é muito ambígua ou muito tênue. Essas questões tantalizantes estão ainda em aberto. Existem entretanto quatro diferenças, segundo elas perfeitamente estabelecidas: as meninas têm mais aptidão verbal. Os meninos têm mais aptidão matemática. Os meninos são melhores em aptidão espaço-visual. E, finalmente, verbal e fisicamente, os meninos são mais agressivos. 

Serão essas diferenças inatas ou aprendidas? Maccoby e Jacklin rejeitam esta distinção.  

Preferem falar em termos de predisposições biológicas para aprender uma determinada habilidade ou um comportamento. E nesses termos, elas apontam apenas duas diferenças sexuais claramente baseadas em fatores biológicos. 

Uma é a maior aptidão espaço-visual dos meninos, comprovadamente originada por um gene recessivo do cromossomo sexual. A outra é o relacionamento que existe entre hormônios masculinos e a agressividade quase instintiva dos homens. Entretanto, até mesmo isso tem sido contestado. A endocrinologista Estelle Ramey, professora de fisiologia e biofísica na Escola de Medicina de Georgetown, diz:

“Acho que os hormônios são coisas pequenas muito importantes, e que não deviam faltar em nenhum lar. Mas acho também que praticamente todas as diferenças entre o comportamento dos homens e das mulheres são culturais, e não determinadas por hormônios. É fora de dúvida que os hormônios sexuais in útero desempenham um papel vital na distinção entre bebês do sexo feminino e do sexo masculino. Mas, logo depois do nascimento, o cérebro humano toma o controle e domina todos os sistemas, inclusive o sistema endócrino. Costuma-se dizer, por exemplo, que os homens são mais agressivos do que as mulheres. Mas o que os fazem assim é o condicionamento, não os hormônios. Quem vê mulheres numa liquidação – onde a agressão é considerada necessária, quase interessante -, vê agressões que fariam empalidecer Átila, o Huno”.
Embora a pesquisa de Maccoby e Jacklin chegue à conclusão de que as meninas não são mais dependentes do que os meninos, o tema de dependência feminina persiste. Há alguns anos, o best seller de Collete Dowling, ‘O Complexo de Cinderela’, provocou reações entre as mulheres, pois afirmava que a mulher teme a independência. 

Ali estava o Complexo de Cinderela. Costumava atingir garotas de dezesseis ou dezessete anos, geralmente impedindo-as de ir para a universidade, levando-as a casamentos prematuros e apressados. Agora, atinge as mulheres depois da universidade – depois de terem vivido algum tempo no mundo. Quando diminui o primeiro entusiasmo da liberdade, e a ansiedade cresce para tomar seu lugar, começam a ser atraídas por aquele antigo desejo de segurança: o desejo de ser salva. 

Dowling argumenta que as mulheres, ao contrário dos homens, têm um profundo desejo de serem protegidas por alguém, e relutam em aceitar a realidade adulta de que são as únicas responsáveis pelas próprias vidas. Essa tendência para a dependência, afirma Dowling, tem origem na educação da primeira infância, a qual ensina aos meninos que estão sozinhos neste mundo difícil e desafiador, e ensina às meninas que precisam e devem procurar proteção. 

As meninas são educadas para a dependência, diz Dowing. 
Os meninos são educados para se livrar dela. 

Mesmo nos meados dos anos 60, numa escola particular liberal e de elite, no Leste, onde as mães dos alunos são médicas, advogadas e funcionárias do governo, e as próprias alunas são orientadas para a retórica feminista, ouvimos ecos do Complexo de Cinderela. Um dos professores, que leciona comportamento humano para o último ano do ginásio, conta que há alguns anos, costuma perguntar aos alunos onde esperam estar aos trinta anos. As respostas, diz ele, são sistematicamente as mesmas. Tanto meninos quanto meninas esperam que as meninas estejam tendo e criando filhos, e ao mesmo tempo ocupados com algum trabalho do meio período. E, embora os meninos esperem ter conquistado muita liberdade aos trinta anos, as meninas sempre s imaginam bem-sucedido em empregos de tempo integral, sustentando as famílias. 

Sem dúvida, muitas mulheres vivem com a fantasia de um-dia-meu-príncipe-vai-chegar. 

Sem dúvida, o modo como são educadas pode explicar isso. Mas devemos considerar também que a origem da dependência feminina pode ser mais profunda do que os hábitos de educação da infância. E devemos lembrar que dependência é sempre uma palavra pejorativa. 

A dependência feminina parece consistir menos no desejo de ser protegida do que no de ser parte de uma teia de relacionamento humano, o desejo não só de ter – mas de dar – amor e carinho. O desejo de precisar que outras pessoas ajudem e consolem, o desejo de compartilhar os bons e maus momentos, de dizer “eu compreendo”, de estar do nosso lado – e também o inverso, a necessidade de ser necessária, talvez exista no íntimo da própria identidade feminina. A dependência nessas conexões pode ser interpretada como “dependência amadurecida”. Significa também, entretanto, que a identidade – para as mulheres – está muito mais ligada à intimidade do que à separação. 

Numa série de elegantes estudos, a psicóloga Carol Gilligan concluiu que, ao passo que a autodefinição masculina enfatiza a realização individual sobre a união afetiva, as mulheres quase sempre se definem dentro de um contexto de relacionamentos afetivos responsáveis. Na verdade, ela faz notar que “as vozes masculinas e as femininas falam da importância de verdades diferentes, as primeiras, sobre o papel da separação que define e reforça o eu, as segundas, sobre o processo contínuo de união que cria e sustenta a comunidade humana”. Só porque vivemos num mundo onde a maturidade é identificada à autonomia, argumenta Gilligan, a preocupação das mulheres com relacionamentos é vista como uma fraqueza, e não como uma força. 

Talvez sejam as duas coisas. 

Claire, uma futura médica, vê um significado especial na união. “Quando se vive sozinha, as coisas têm pouco significado”, diz ela. “É como o som de uma só mão batendo palmas... Precisamos amar alguém, embora não gostemos deles, não podemos nos separar deles. De certo modo, é como amar nossa mão direita. Eles são parte de nós; aquela outra pessoa é parte da gigantesca coleção de pessoas às quais somos ligadas”. 

Mas Helen, falando sobre o fim um relacionamento, revela o risco inerente na intimidade. “O que eu tive de aprender”, diz ela, “não era só o fato de possuir um eu capaz de sobreviver, quando Tony terminou o relacionamento, mas também o fato de que eu tinha um eu! Francamente, não tinha certeza de que, quando nos separamos, havia sobrado alguma coisa desse eu!”. 

Freud certa vez observou que “nunca estamos tão indefesos contra o sofrimento como quando amamos, nunca tão desamparadamente infelizes como quando perdemos o objeto do nosso amor ou seu amor por nós”. Palavras especialmente verdadeiras para as mulheres. Pois as mulheres, muito mais que os homens, são dominadas pelo sofrimento chamado depressão, quando tem fim um relacionamento importante. A lógica aqui parece indicar que a dependência da mulher da intimidade faz delas, senão o sexo mais fraco, pelo menos o mais vulnerável. 

É importante lembrar que estamos falando de homens e mulheres em geral. Pois existem mulheres que não conseguem permitir nenhuma intimidade, e homens que se entregam com prazer e facilidade. Mas, argumenta-se, e eu concordo que a maioria das mulheres comparada à maioria dos homens, tem mais capacidade para relacionamentos íntimos. E argumenta-se, e eu concordo que essa capacidade é um fator importante nas diferenças entre homens e mulheres. 

Se a natureza feminina é de fato mais gregária, mais interdependente, mais dada a relacionamentos pessoais, qual a razão disso? Voltemos um pouco atrás, e consideremos a questão sob a luz de como meninos e meninas estabelecem sua identidade sexual. 

Pois, quase todos concordam isso os dois sexos – nós todos – fossem originalmente incorporados com a mãe, que a primeira identificação – a primeira de todos nós – fosse com ela. É certo que tanto os meninos quanto as meninas podem escapara da simbiose e erguer as fronteiras entre mãe e filho. É certo que meninos e meninas têm de se libertar. Mas uma simbiose intensa e prolongada ameaçará muito mais a masculinidade do menino do que a feminilidade das meninas, porque a intimidade ou a identificação com a primeira figura que cuidou de nós significa a intimidade ou a identificação (na maioria dos casos) com uma mulher. 

Assim, as meninas, para serem meninas, continuam a identificação inicial com a mãe.  

Meninos, para serem meninos, enfaticamente devem repudiá-la. Na verdade, precisam desenvolver o que o psicanalista Stoller chama: “a ansiedade da simbiose”, um escudo protetor contra os próprios fortes desejos de ser o mesmo que a mãe, um escudo que preserva e amplia o senso de masculinidade.  

No segundo e terceiro anos de vida, então, os meninos decididamente afastam-se da mãe. Eles se desidentificam com o que ela é. Mas esse afastamento, esse escudo protetor, pode implicar grande número de defesas antifemininas. Assim, pode acontecer que o preço da desidentificação seja o desdém, o desprezo, às vezes até o ódio pelas mulheres, um repúdio das partes femininas que existem neles, e um medo permanente da intimidade, porque ela solapa a separação sobre a qual foi construída sua identidade masculina. 

Esse medo da intimidade, a propósito, estende-se aos relacionamentos homem com homem também. Em um pequeno e impressionante livro intitulado “O Clube do Homens”, alguns homens da classe média reúnem-se para contar as histórias das suas vidas. Essa abertura das barreiras convencionais, esse passo “feminino” na direção da intimidade os perturba de tal modo, que acabam destruindo a casa e uivando – uuuuu – como animais selvagens, “até parecer que éramos uma só pessoa uivando cada vez mais alto, ascendendo para o alto, enquanto mergulhávamos na dissolução primitiva...”. 

Enquanto que a intimidade é uma ameaça para os meninos, as meninas temem mais a separação, pois uma identidade feminina se baseia no relacionamento com outra pessoa. Acredito que as mulheres são literalmente feitas para relações mais íntimas, pois o corpo feminino, afinal, se destina a acomodar outros seres humanos.  

Anatomicamente, a mulher pode acomodar outros seres humanos. Anatomicamente, a mulher pode acomodar o pênis na vagina. Pode abrigar e alimentar o feto no útero. A psicologicamente parece mais apta do que os homens para se identificar com as necessidades do companheiro e se adaptar a elas. 

Já foi dito que as mulheres sofrem uma lavagem cerebral, que são criadas para depender de relacionamentos, e que dariam a alma, todo o seu ser, para mantê-los inatos. Já argumentaram que as adaptações das mulheres são adaptações de escravas.  

Porém, é possível que o fato amplamente conhecido, de que as mulheres se adaptam melhor que os homens nos relacionamentos privados, seja devido a uma capacidade inata, uma capacidade especificamente feminina para acomodar, a capacidade que reflete a história do desenvolvimento da mulher, e talvez até mesmo a sua... anatomia? 

(E essa acomodação, que na melhor das hipóteses simboliza a concepção de que uniões imperfeitas são melhores do que uma autonomia perfeita, na verdade será menos “evoluída” ou menos madura?). 

Vejamos o que diz Ella: 

“Somei os prós e os contras, e os prós ganharam. Quero o relacionamento. Isso significa que devo renunciar à expectativa de algum dia deixar o emprego, porque ele jamais vai ganhar muito dinheiro. Significa não dizer a ele que está bebendo demais nas festas, porque ele sempre bebe demais nas festas. Significa também que não devo cometer a indiscrição de perguntar com quem ele dorme quando está fora da cidade”.
Por que Ella se dá a esse trabalho? Aqui está sua resposta:

“Estamos, casados há trinta anos. Temos uma história. Temos bom sexo, bons momentos e netos. Sei que poderia viver sozinha, mas temos algo valioso juntos que vale a pena ser preservado. Assim – eu me adapto”.
Um dos argumentos a favor da maior adaptabilidade das mulheres nos relacionamentos baseia-se no que acontece durante a fase edipiana. Pois, embora os meninos tenham de renunciar à forte identificação com a mãe, ela foi e pode continuar heterossexuais, podem continuar a desejar uma mulher, como a mãe. As meninas, para conseguir sua heterossexualidade, não podem. Devem renunciar ao original e querido objeto de suas afeições e mudar a escolha de uma mulher para a de um homem.

O analista Leon Altam sugere que a flexibilidade feminina deriva desse afastamento sexual da mãe. “Essa renúncia”, escreve ele, “a prepara para as demais renúncias, no futuro, de um modo que o menino pode imitar”.

Para a menina, renunciar à mãe como objeto de seus desejos sensuais é algo muito difícil, uma perda radical. Na verdade, alguns analistas dizem que a tão falada inveja do pênis – da qual, insiste Freud, todas as mulheres sofrem – pode ser interpretada como o objeto de evitar essa perda.

Se ao menos eu tivesse o que os meninos têm – poderia fantasiar uma menina -, não precisaria renunciar ao primeiro amor da minha vida.

Se eu ao menos tivesse um pênis – poderia raciocinar a lógica inconsciente da infância -, não precisaria desistir da minha mãe.

Mas a inveja da primeira infância não se limita à inveja do pênis; nem essa ou outra inveja pertence só às meninas. Pois, quando a criança começa a aprender o que é um corpo e de certas capacidades pode ser mútua. Queremos – é claro que queremos! – aquele seio que alimenta, aquele pênis versátil, aquela habilidade mágica e maravilhosa de fazer bebês. Ao contrário do triângulo ciumento, a inveja começa como uma peça de dois personagens: “Você tem; eu também quero ter”.

Invejar, diz o dicionário, é “sentir-se descontente pelo fato de outra pessoa possuir p que desejamos para nós”. Na verdade, dizem alguns psicanalista, as origens da inveja podem remontar à inveja do seio da mãe, uma inveja daquela “fonte de todos os confortos, tanto físicos quanto mentais”, aquele reservatório de plenitude e força.

Mais tarde, quando a criança aprende as diferenças anatômicas, o menino pode dizer que gostaria de ter bebês também. Ou pode negar que não pode ter bebês meninos. As defesas que os meninos estabelecem contra sua inveja da gravidez, ou do útero, podem levar a um desinteresse permanente por bebês. Porém, foi muitas vezes afirmado que as atividades criativas dos homens no mundo são pálidos substitutos – sua versão externalizada – do poder de criar uma nova vida.

Algumas tribos primitivas permitem que os homens expressem sua inveja do útero por meio do Couvade – o costume de o marido ficar na cama, como se fosse ter um filho, por ocasião do trabalho de parto da mulher. E alguns rituais da puberdade, segundo a hipótese do analista Bruno Bettelheim, podem ter como objeto ajudar meninos e meninas a enfrentar a inveja pelas potencialidades muito mais focalizada. Sendo assim, ele procura enfatizar a inveja comum dos homens da vagina produtiva das mulheres, e dos seios que fabricam leite.
“Acredito, escreve Bettelheim, “que o desejo de possuir... as características do outro sexo é uma consequência necessária das diferenças entre os sexos”. Mas possuir as características do outro sexo pode significar perder as características do nosso. Por meio dos rituais da iniciação o homem procura, diz ele, “expressar suas ansiedades sobre o próprio sexo, cobiçando experiências, órgãos e funções só acessíveis às pessoas do outro sexo, e assim libertando-se deles”.
Tem sido observado que, com a mudança das atitudes sociais, o desejo secreto do homem de ter filhos não precisa ser tão escondido. Assim, ele acompanha a mulher às aulas de parto natural e respira com ela na sala de parto. Muitos homens (não falo agora de sociedade primitiva, mas do homem americano moderno de classe média) podem de tal modo se identificar (embora inconscientemente) com a capacidade da mulher para ter filhos que, durante a gravidez, eles – os homens! – têm crise de enjoo, sentem-se cansados e chegam a ganhar, às vezes, quinze quilos e uma barriga.

Há mais de cinquenta anos, Felix Boehn escreveu sobre a intensa inveja masculina de capacidade de ter filhos – a “inveja do parto” – e a inveja dos seios femininos. Boehm observa “que quando vemos alguém com algo mais do que possuímos, nossa inveja se acende... A qualidade de coisa ‘diferente’ não é muito importante”.

O que importa é que as diferenças físicas – tanto para homens quanto para mulheres – são vistas como uma diminuição, uma perda.

A inveja dos órgãos sexuais pode começar como um desejo real, mas é acrescida de significados metafóricos. Assim, a inveja do pênis, por exemplo – que nos parece uma ideia tão estranha, encarada por muitos como sexista ou tola – pode ter mais sentido quando passamos do fato de invejar um instrumento versátil e elegante ao sentido dessa possessão.

A falta do pênis pode ser, por exemplo, um símbolo em volta do qual se acumulam sentimentos antigos de privação ou de logro.

Pode também ser um símbolo do temor de não sermos exatamente o que o médico, ou nossa mãe, ordenou: Lembrem-se de cada filho teve a mãe de quem foi filho adorado,e cada mulher teve a mãe de quem não foi a filha adorável.

Pode ser ainda símbolo de um equipamento defeituoso para fazer seja o que for na vida, porque – como disse uma mulher tentando descrever seus sentimentos de inferioridade – “não há nada lá”.

As mulheres que exercem uma profissão muitas vezes falam das dúvidas sobre sua capacidade, da impressão de que não têm o que é necessário, da certeza de que falta a elas alguma coisa essencial para o sucesso, da crença – quando alcançam o sucesso – de que seu triunfo foi obtido fraudulentamente. A certeza de que os homens são “equipados para o sucesso”, e elas não, é a versão da inveja do pênis entre as mulheres que trabalham.

A inveja do pênis pode ser também o símbolo do que é necessário para adquirir os poderes e as prerrogativas dos homens. Pois se o pênis significa homem, e homem significa ter todo o tipo de vantagens especiais, então a inveja pode formar um elo inconsciente entre a vantagem masculina e a anatomia do homem.

Em estudo recente, foi feita uma pergunta simples acerca de duas mil crianças da terceira à décima segunda série: se você acordasse amanhã e descobrisse que tinha se tornado um (menino) (menina), o que se modificaria em sua vida? E a despeito de mais de uma década de conscientização do problema do preconceito sobre os sexos, as respostas, tanto dos meninos quanto da meninas, revelam um lamentável desprezo pelo sexo feminino.

Os meninos das escolas elementares, completamente horrorizados, geralmente deram títulos às suas respostas, como “O Desastre” ou “O Sonho Fatal”. A seguir, respondiam:
“Se eu fosse menina, seria burra e fraca como um fio de linha”. Ou: “Se eu acordasse transformado em menina, ia desejar que fosse um pesadelo e voltaria a dormir”. Ou ainda: “Se eu fosse menina, todos seriam melhores do que eu, porque meninos são melhores do que meninas”. Ou também: “Se eu fosse menina eu me matava”.

Os meninos acharam que, como meninas, teriam de se preocupar mais com a aparência física (“Não podia mais andar malvestido – tinha de cheirar bem”); acharam que seu trabalho seria trivial (“teria de cozinhar, ser mãe e coisas nojentas desse tipo”); que suas atividades seriam restritas (“teria de odiar cobras”); e que não seriam tão bem tratados. As meninas concordaram com esses julgamentos.
“Se eu fosse menino”, escreveu uma garota da terceira série, “faria as coisas de modo melhor do que faço agora”. E mais: “Se eu fosse menino, toda a minha vida seria mais fácil”. Ou ainda: “Se eu fosse menino podia me candidatar à presidência”. E esta – comovente: “Se eu fosse menino talvez meu pai me amasse”.
Um ou outro garoto respondeu que via certas, vantagens em ser mulher: “Ninguém ao caçoar de mim por ter medo de sapos”. Entretanto, nas séries mais adiantadas, nenhum menino invejava as meninas, mas as meninas continuavam a achar a vida do homem muito melhor.

Chega um tempo em que as meninas descobrem que lhes falta uma parte do corpo. Então, elas começam a desejar essa parte. Algumas finalmente abandonam esse desejo; outras, não. Estas últimas aparentemente sentem que lhes falta algo que as faria suficientemente boas, melhores, ou completas. O que desejam então é um pênis, mas aquele “algo” que o pênis passa a representar.

A inveja do pênis pode fazer com que as mulheres desprezem a si mesmas ou às outras mulheres – defeituosas. Pode fazer com que odeiem ou supervalorizem os homens. 

Pode levá-las à procura de um marido que, como disse Evelyn quando se casou, “seja exatamente o que eu seria se fosse homem”. Ou pode se expressar como a exigência de um tratamento especial, como compensação por ter sido maltratada e lograda pelo destino.

Embora as meninas possam se considerar “privadas de alguma coisa”, não constituem o único sexo a ter inveja do pênis. No estágio de Édipo, os meninos – na competição com o pai pela conquista da mãe – querem o que o pai tem, e isso significa também o pênis. Isso não significa que os meninos muito novos compreendam o papel do pênis no ato sexual; suas ideias sobre esse ato são vagas e estranhas. Mas, como tudo o mais que o papai tem, seu pênis é extremamente maior do que o dele. E, dentro da teoria dos garotinhos (muitas vezes a teoria dos homens adultos) de que o maior é o melhor, eles o invejam.

Assim, a descoberta das diferenças anatômicas pode criar, tanto nos meninos quanto nas meninas, sentimentos de inveja. Mas a intensidade dessa inveja, sua importância, varia de acordo com cada vida individual e única. Outro resultado desse curso pré-escolar de anatomia comparada pode ser uma dramática elevação de ansiedade, com a preocupação pelas partes do corpo que podem se perdidas ou que já perderam.

Para os meninos, esses temores estão intimamente ligados ao fato de existir um enorme grupo de pessoas aparentemente sem pênis. As meninas certamente têm um! Não têm? 

Então, por que o perderam? O valor que dão a esse órgão – é gostoso, é bonito – e a descoberta de que pode desaparecer, dá origem ao temor masculino (pensando bem, bastante razoável) chamado “ansiedade de castração”.

Essa ansiedade é acentuada pela ambições edipianas: o desejo presunçoso de tomar o lugar do pai. E o medo de pagar um alto preço por essa competição – como se atreve? 

– pode às vezes acompanhar o homem até a idade adulta. Quando um homem competente faz o possível para fracassar, ou se diminui constantemente, ou tem dificuldade de levar para a cama a mulher que ama, pode estar ainda dizendo mentalmente ao pai assustador: “Não precisa me machucar – como vê, não sou uma ameaça para você”.

No fim da fase de Édipo, o indivíduo adquiriu uma ideia mais rica, mais complicada sobre o que significa masculino e feminino. A solução dos conflitos triangulares ajuda a determinar que tipo de homem ou mulher ele virá a ser. As meninas reforçam a identificação feminina, esperando algum dia casar-se com um homem igual ao pai. Os meninos reforçam a identificação masculina, esperando algum dia casar-se com uma mulher igual à mãe. Nesse processo aprendem com maior ou menor clareza o que não podem ter ou ser. “Papai, eu amo você!”, diz a criança de quatro anos com um olhar erótico. “Acho que quando crescer vou me casar com um homem!”. Mas, acontece que essa criança é um menino, e vai aprender que a mamãe que ele também ama ternamente é o modelo mais conveniente para o objeto dos seus desejos sexuais.

A identidade sexual molda-se de acordo com a figura do progenitor do mesmo sexo, mas também com a do outro sexo. Na classe média americana, neste fim de século XX, os meios pelos quais se pode ser homem ou mulher estão amplamente abertos. Mesmo assim, temos corpos que serão para sempre diferentes. E caminhando na estrada do desenvolvimento psicossexual, tomamos atalhos diferentes – um para os meninos, outro para as meninas. Como seres humanos heterossexuais, nos identificamos e amamos de acordo com os padrões e possibilidades de cada sexo. Mas o que determina o fato de nossa anatomia moldar ou não nosso destino é o modo como vemos nossos limites.

Pois, certamente, existem limites ligados ao sexo. E certamente podemos vê-los como perdas. Mas o reconhecimento dos limites não se opõe – na verdade, pode ser um requisito necessário – ao desenvolvimento criativo da potencialidade.
“O ceramista que trabalha com argila reconhece as limitações do material”, escreve Margaret Mead. “Precisa temperá-lo com uma certa quantidade de areia, vitrifica-lo até certo ponto, mantê-lo a uma determinada temperatura, queimá-lo com certo grau de calor. Mas, reconhecer as limitações do material não significa limitar a beleza da forma, que suas mãos de artista, com a experiência da tradição, informadas por sua própria visão do mundo, impõem à argila”.

O que ela está dizendo é que a liberdade começa quando reconhecemos o que é possível – e o que não é.

Está dizendo que, se chegarmos a conhecer a natureza da nossa argila, podemos impor nosso destino sobre a anatomia.

Judhit Viorst




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