sexta-feira, 11 de maio de 2018

AS 11 CARACTERÍSTICAS DE PESSOAS EMPÁTICAS COMO EU TENTAM ESCONDER



Pessoas empáticas são muito especiais e são diferentes de todo mundo de várias maneiras. Embora elas não falem muito a respeito, elas são pessoas altamente sensíveis e existem algumas verdades que elas tentam esconder. Eu sou uma delas.
Roberta Carrilho

Se você está próximo de uma pessoa empática, precisa saber de algumas coisas. Pessoas empáticas são únicas de várias formas diferentes. Elas são extremamente sensíveis à energia e emoções humanas. Elas tendem a absorver a energia e as emoções de outras pessoas, e isso pode ser algo bastante negativo – se elas estão ao redor de pessoas negativas. Embora seja incomum uma pessoa empática compartilhar esta dádiva com outras pessoas. Se você tem um ente querido empático, você precisa ter um pouco de cuidado.

Pessoas empáticas sempre estarão ao seu lado quando você precisar, mesmo se não pedir por isso. Elas conseguem perceber automaticamente quando algo está errado, porque elas podem, literalmente, sentir isso. Embora elas sejam excelentes em estar presente para os amigos, elas frequentemente têm dificuldades em cuidar da própria saúde. 

Elas não falam muito de seus próprios sentimentos, mesmo constantemente perguntarem sobre o seus. Se você tem um ente querido empático, você deve ter uma atenção extra para o seu comportamento. Você precisa prestar atenção porque é provável que eles não venham até você, caso eles tenham problemas. Eles realmente são muito bons em escondê-los.

Na verdade, toda pessoa empática tem os seguintes traços, e uma tendência de tentar escondê-los de você.


1. SUA SENSIBILIDADE
Uma pessoa empática é “curandeira” de nascença, e ela se sente como se tivesse que parecer forte para as pessoas ao redor. Pessoas empáticas odeiam ser inconvenientes para outras pessoas em qualquer situação, portanto elas escondem suas emoções. Mais do que todo mundo, elas escondem que são extremamente hipersensíveis.

2. ELAS ABSORVEM OUTRAS EMOÇÕES
Você pode não perceber, mas quando você está tendo um dia ruim, elas também estão. Isso porque elas absorvem as emoções de outras pessoas e podem literalmente sentir a dor de outras pessoas em certo nível. Porém, raramente você ouvirá uma pessoa empática falar a respeito disso. Elas não querem parecer loucas, como a sociedade moderna atual a rotularia.

3. ELAS SÃO INTROVERTIDAS 
Pessoas empáticas realmente valorizam o tempo sozinhas. Elas são tão sensíveis à energia de outras pessoas, que o único estado calmo que elas conseguem é quando estão sozinhas. Elas não querem parecer rudes, então elas são comumente “introvertidas-extrovertidas”, ou um introvertido que participa de atividades extrovertidas.

4. ELAS SE REABASTECEM NA NATUREZA
Traços que as pessoas empáticas escondem. Se você acha que tem um amigo empático, você deve notar que ele ama lugares abertos. Eles frequentemente aproveitam qualquer chance para fazer algum tipo de caminhada na natureza. Eles fazem isso porque a natureza os reabastecem de energia positiva.

5. ELAS SÃO DETECTORES DE MENTIRAS HUMANAS 
Uma pessoa empática tem diferentes habilidades quando o assunto é ler outras pessoas. Elas facilmente veem através da máscara, revelando as verdadeiras intenções de alguém. Elas são excelentes em detectar uma mentira. Se elas pegarem você mentindo, talvez nem digam nada. Mas elas lembrarão para sempre.

6. ALGUMAS VEZES ELAS OFERECEM DEMAIS 
Traços que as pessoas empáticas escondem. Como eu disse antes, pessoas empáticas são “curandeiras” de nascença. Elas têm um impulso natural de ajudar outras pessoas. Elas facilmente se colocam de lado e isso pode causá-las muitos traumas emocionais. Se elas ignoram seus próprios sentimentos por muito tempo, elas vão os acumulando até eventualmente transbordarem. Fique de olho caso elas estejam fazendo demais para outras pessoas. Talvez você queira alertá-las sobre isso.

7. ELAS PARECEM SER ALVOS PARA PESSOAS NEGATIVAS 
Pessoas empáticas não falam sobre elas mesmas, mas elas estão plenamente cientes de serem grandes alvos para pessoas negativas. Pessoas negativas, como manipuladores, são atraídas por pessoas empáticas pelo fato delas serem tão compreensivas e indulgentes. Elas absorvem toda sua positividade e a substitui por negatividade. Elas estão sempre com medo da próxima pessoa fazer delas um alvo.

8. ELAS SÃO ALTAMENTE INTUITIVAS E OBSERVADORAS
Pessoas empáticas estão em sintonia com sua conectividade intuitiva e são capazes de tomar decisões muito importantes baseadas em seus instintos. Elas sabem como entrar em sintonia e sentem o que o universo está tentando lhes dizer. Elas percebem mais coisas do que você imagina, tem um olhar raio-x é capaz de memorizar lugares, ambientes, situações e falas como algo natural e espontâneo sem esforço intelectivo. Memória e intuição altamente amplificadas.

9. ELAS FICAM ESTRESSADAS FACILMENTE 
Pessoas empáticas tendem a sentir emoções comuns de forma intensa e são facilmente sobrecarregadas e estressadas. Se estão tentando resolver muitas tarefas ao mesmo tempo, isso pode ser demais para elas. Pode até ter um impacto na saúde delas.

10. É FÁCIL TIRAR VANTAGENS DELA
Não estou tentando implicar que pessoas empáticas são fracas, porque elas são muito fortes. Porém, elas são extremamente compreensivas e tem extremo valor por qualquer alma humana. Elas podem ver o sol em qualquer tipo de tempestade. Isso faz com que seja fácil para grandes manipuladores tirarem vantagem delas, pois eles sabem exatamente qual corda puxar.

11. ELAS AMAM PROFUNDAMENTE
Traços que as pessoas empáticas escondem. Pessoas empáticas são extremamente amorosas. Elas se importam com seus entes queridos e com a sociedade como um todo com uma paixão verdadeira. Quando uma pessoa empática ama, ela tende a amar profundamente. Elas têm um apreço profundamente enraizado por todas as pessoas em sua vida. Elas são as mais fiéis e um dos melhores amigos que você poderá ter. Quando são machucadas não conseguem sair tão facilmente da situação de mágoas, ressentimentos, melancolia, tristeza profunda. Algumas chegam a passar dezenas de anos nesta situação ou nunca se curam por completo de uma grande decepção. Outras perdem a fé naquela pessoa após longo período e jamais perdoam ou reconciliam. Sentem extremamente traídas e magoadas. A ferida não cicatriza com o tempo.





segunda-feira, 7 de maio de 2018

AGORA HÁ UM DEUS QUE DANÇA EM MIM - O DIA EM NIETZCHE RECONHECE E RESSUSCITA "DEUS" por Portal Raízes




Na noite de 27 de Novembro de 1881, Friedrich Nietzsche foi no teatro Paganini em Génova para assistir, pela primeira vez, à ópera Carmen, de Bizet. Assistiu-a toda de modo inquietante, pois naqueles instantes teve uma revelação que no dia seguinte, contaria, em carta, ao amigo músico chamado Peter Gast, que estava em Veneza.

“Hurra! Amigo! Tive ontem a revelação de mais uma bela obra. Uma ópera de George Bizet (quem é, sabes-me dizer?). Carmen. É espiritual e é forte. É mesmo emocionante. Ouve-se como se se lesse a novela de Mérimée. Aqui está um talento musical verdadeiro que não se desorientou com o Wagner, e que, pelo contrário, é um digno discípulo de Berlioz. Sempre tive fé em que uma coisa deste género pudesse acontecer. Os franceses são os melhores no domínio da música dramática, eu bem tinha suspeitado disso”.

Peter Gast, o tal amigo, responde-lhe:

“Bizet já morreu. Há seis anos. E ainda novo. Foi aluno de Halèvy. A Carmen é representada muitas vezes, mas, se queres que te diga, nunca a vi”.

Nietzsche fica muito impressionado por saber que Bizet morreu. Volta a assistir à Carmen.

“Carmen! Mas que personagem apaixonada e fascinante é esta Carmen, esta obra meridional por excelência vale bem uma viagem a Espanha. Ah, sim! Agora me lembro. Há de fato uma novela de Mérimée chamada Carmen. E reparo que tanto a ideia como o desenvolvimento trágico da novela subsistem na ópera – aliás, o libretto é verdadeiramente bom”.

E Nietzsche ficou persuadido de que a Carmen é a melhor ópera que alguma vez alguém compôs. Comprou uma partitura, uma redução para canto e piano. E começou a anotá-la à margem. E depois de anotada, a enviou ao amigo, Peter Gast. Confiando em sua humanidade e na musicalidade que ele possua, mas não descartou a possibilidade de que ele iria rir de suas anotações à margem da partitura da Carmen.

“Recebi a tua partitura e apreciei devidamente as tuas notas à margem. Fiquei espantado. Com a música, sim, mas mais ainda com as tuas notas, o que me convenceu de vez de que tu és mais musical do que eu, que sou músico”.

Peter Gast esquecia que Nietzsche também era músico, e músico preparado, alguns pontos acima de um diletante. De qualquer do modo, e por uma questão de curiosidade, é bom dizer que esta partitura da Carmen (versão italiana) anotada por Nietzsche ainda existe. Está conservada nos arquivos Goethe-Schiller em Weimar e no fim do prelúdio, à margem Nietzsche enfim ressuscita o deus que ele mesmo havia “matado”, escrevendo: “Agora há um deus que dança em mim”.

Extraído do livro “Nietzsche – a biografia de uma tragédia” – organizado Por Rüdiger Safranski


MORRE STEPHEN HAWKING, O GÊNIO DO "UNIVERSO NUMA CASCA DE NOZ", AOS 76 ANOS por Fernando Cymbaluk




"Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar o rei do espaço infinito". 

A frase de Hamlet, de William Shakespeare, citada por Stephen Hawking em seu best-seller "O universo numa casca de noz" (2001), talvez seja uma das melhores metáforas para a vida do físico inglês, morto nesta quarta-feira (14 de março/2018) por complicações da esclerose lateral amiotrófica, doença degenerativa com a qual conviveu desde a juventude. Segundo informe da família do cientista, ele faleceu em sua casa em Cambridge, no Reino Unido.

O jornal britânico "The Guardian" publicou trechos do comunicado dos filhos de Hawking, Lucy, Robert e Tim, em que afirmaram: "Ele foi um grande cientista e um homem extraordinário. Seu legado irá viver por muitos anos. Sua coragem e persistência, além do seu brilhantismo e bom humor, inspiraram pessoas em todo o mundo (...) Nós vamos sentir sua falta para sempre". 

STEPHEM HAWKING QUE REVELOU SEGREDOS DO ESPAÇO E DO TEMPO, MORRE AOS 76 ANOS 










LEGADO 
Ele ficou mundialmente conhecido como o cientista que vivia recluso em uma cadeira de rodas computadorizada sem poder mexer o corpo franzino e atrofiado. E como o pensador que conquistou reinados da física ao ajudar a entender a origem do Universo e o papel dos buracos negros. "Se vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes", diz Howking, citando Issac Newton (1643-1727), na obra "Os Gênios da Ciência" (2002), na qual revisita pensadores revolucionários.

Sua genialidade, que contribuiu para o avanço da física, e sua irreverência, que permitiu dar asas a um fenômeno pop, fizeram com que ele se assemelhasse muito com Albert Einstein (1879-1955), outro gênio pop, Hawking ocupou a cadeira de Isaac Newton como professor de Matemática na Universidade de Cambridge até 2009, quando se comunicava apenas por um botão, utilizando um sintetizador  de voz. Mas foi sua capacidade de contar ao público leigo, em linguagem fácil e cativante, as complexas teorias do mundo moderno, que fizeram dele um astro mundial. 

Seu primeiro best-seller,  "Uma breve história do tempo" (1988), traduzido em 35 línguas, teve mais de 10 milhões de cópias vendidas em 20 anos. Na obra em que trata de teorias como o do princípio quântico da incerteza, supercordas e buracos negros, conclui



A RARA ENTREVISTA DE FREUD DE 1930 ENCONTRADA EM SUA BIBLIOTECA PARTICULAR



Entrevista conduzida por George Sylvester Viereck, publicada no seu livro: “Glimpses of the Great”, publicado em 1930, e republicada no livro: “A Arte da Entrevista: Uma Antologia de 1823 aos Nossos Dias,” organizado por Fábio Altman (Scritta 1995).

Sigmund Freud (1856-1939), o judeu austríaco fundador da psicanálise, formou-se em medicina em Viena. Aperfeiçoou seus estudos em Paris, com Jean-Marie Charcot, que usava a hipnose como tratamento para a histeria. Ao romper com Charcot e com a prática da hipnose, Freud se deparou com o mecanismo de defesa dos pacientes e pode então desenvolver a teoria do inconsciente e sua própria técnica terapêutica, baseada na livre associação de ideias. Para o médico austríaco, a neurose adulta era resultado da sexualidade infantil. Em 1900, Freud publicou “A Interpretação dos Sonhos”, seu primeiro trabalho revolucionário — obra que ele havia terminado anos antes mas que guardou para lançá-la no despertar de um novo século. Ele tinha razão ao adiá-lo: o século 20 foi o tempo de Sigmund Freud. Em 1938, quando os nazistas anexaram a Áustria, depois de terem banido a psicanálise da Alemanha, Freud imigrou para a Inglaterra em companhia de sua Anna, que se tornaria conhecida como psicóloga infantil. Freud morreu de câncer na garganta.


Entre as preciosidades encontradas na biblioteca da Sociedade Sigmund Freud está essa entrevista. Foi concedida ao jornalista americano George Sylvester Viereck, em 1926. Deve ter sido publicada na imprensa americana da época. Acreditava-se que estivesse perdida, quando o Boletim da Sigmund Freud Haus publicou uma versão condensada, em 1976. Na verdade, o texto integral havia sido publicado no volume Psychoanalysis and the Fut número especial do “Journal of Psychology”, de Nova Iorque, em 1957. É esse texto que aqui reproduzimos, provavelmente pela primeira vez em português.

Setenta anos ensinaram-me a aceitar a vida com serena humildade.

Quem fala é o professor Sigmund Freud, o grande explorador da alma. O cenário da nossa conversa foi uma casa de verão no Semmering, uma montanha nos Alpes austríacos.

Eu havia visto o pai da psicanálise pela última vez em sua casa modesta na capital austríaca. Os poucos anos entre minha última visita e a atual multiplicaram as rugas na sua fronte. Intensificaram a sua palidez de sábio. Sua face estava tensa, como se sentisse dor. Sua mente estava alerta, seu espírito firme, sua cortesia impecável como sempre, mas um ligeiro impedimento da fala me perturbou.

Parece que um tumor maligno no maxilar superior necessitou ser operado. Desde então Freud usa uma prótese, para ele uma causa de constante irritação.

S. Freud: Detesto o meu maxilar mecânico, porque a luta com o aparelho me consome tanta energia preciosa. Mas prefiro ele a maxilar nenhum. Ainda prefiro a existência à extinção.

Talvez os deuses sejam gentis conosco, tornando a vida mais desagradável à medida que envelhecemos. Por fim, a morte nos parece menos intolerável do que os fardos que carregamos.

Freud se recusa a admitir que o destino lhe reserva algo especial.

- Por quê – disse calmamente – deveria eu esperar um tratamento especial? A velhice, com sua agruras chega para todos. Eu não me rebelo contra a ordem universal. Afinal, mais de setenta anos. Tive o bastante para comer. Apreciei muitas coisas – a companhia de minha mulher, meus filhos, o pôr do sol. Observei as plantas crescerem na primavera. De vez em quando tive uma mão amiga para apertar. Vez ou outra encontrei um ser humano que quase me compreendeu. Que mais posso querer?

George Sylvester Viereck: O senhor teve a fama, disse que Sua obra influi na literatura de cada país. O homem olha a vida e a si mesmo com outros olhos, por causa do senhor. E recentemente, no seu septuagésimo aniversário, o mundo se uniu para homenageá-lo – com exceção da sua própria Universidade.

S. Freud: Se a Universidade de Viena me demonstrasse reconhecimento, eu ficaria embaraçado. Não há razão em aceitar a mim e a minha obra porque tenho setenta anos. Eu não atribuo importância insensata aos decimais.

A fama chega apenas quando morremos, e francamente, o que vem depois não me interessa. Não aspiro à glória póstuma. Minha modéstia não e virtude.

George Sylvester Viereck: Não significa nada o fato de que o seu nome vai viver?

S. Freud: Absolutamente nada, mesmo que ele viva, o que não e certo. Estou bem mais preocupado com o destino de meus filhos. Espero que suas vidas não venham a ser difíceis. Não posso ajudá-los muito. A guerra praticamente liquidou com minhas posses, o que havia poupado durante a vida. Mas posso me dar por satisfeito. O trabalho é minha fortuna.

Estávamos subindo e descendo uma pequena trilha no jardim da casa. Freud acariciou ternamente um arbusto que florescia.

S. Freud: Estou muito mais interessado neste botão do que no que possa me acontecer depois que estiver morto.

George Sylvester Viereck: Então o senhor é, afinal, um profundo pessimista?

S. Freud: Não, não sou. Não permito que nenhuma reflexão filosófica estrague a minha fruição das coisas simples da vida.

George Sylvester Viereck: O senhor acredita na persistência da personalidade após a morte, de alguma forma que seja?

S. Freud: Não penso nisso. Tudo o que vive perece. Por que deveria o homem construir uma exceção?

George Sylvester Viereck: Gostaria de retornar em alguma forma, de ser resgatado do pó? O senhor não tem, em outras palavras, desejo de imortalidade?

S. Freud: Sinceramente não. Se a gente reconhece os motivos egoístas por trás de conduta humana, não tem o mínimo desejo de voltar a vida, movendo-se num círculo, seria ainda a mesma.

Além disso, mesmo se o eterno retorno das coisas, para usar a expressão de Nietzsche, nos dotasse novamente do nosso invólucro carnal, para que serviria, sem memória? Não haveria elo entre passado e futuro.

Pelo que me toca estou perfeitamente satisfeito em saber que o eterno aborrecimento de viver finalmente passará. Nossa vida é necessariamente uma série de compromissos, uma luta interminável entre o ego e seu ambiente. O desejo de prolongar a vida excessivamente me parece absurdo.

George Sylvester Viereck: Bernard Shaw sustenta que vivemos muito pouco, disse eu. Ele acha que o homem pode prolongar a vida se assim desejar, levando sua vontade a atuar sobre as forças da evolução. Ele crê que a humanidade pode reaver a longevidade dos patriarcas.

- É possível, respondeu Freud, que a morte em si não seja uma necessidade biológica. Talvez morramos porque desejamos morrer.

Assim como amor e ódio por uma pessoa habitam em nosso peito ao mesmo tempo, assim também toda a vida conjuga o desejo de manter-se e o desejo da própria destruição.

Do mesmo modo com um pequeno elástico esticado tende a assumir a forma original, assim também toda a matéria viva, consciente ou inconscientemente, busca readquirir a completa, a absoluta inércia da existência inorgânica. O impulso de vida e o impulso de morte habitam lado a lado dentro de nós.

A Morte é a companheira do Amor. Juntos eles regem o mundo. Isto é o que diz o meu livro: Além do Princípio do Prazer.

No começo, a psicanálise supôs que o Amor tinha toda a importância. Agora sabemos que a Morte é igualmente importante.

Biologicamente, todo ser vivo, não importa quão intensamente a vida queime dentro dele, anseia pelo Nirvana, pela cessação da “febre chamada viver”, anseia pelo seio de Abraão. O desejo pode ser encoberto por digressões. Não obstante, o objetivo derradeiro da vida é a sua própria extinção.

Isto, exclamei, é a filosofia da autodestruição. Ela justifica o auto-extermínio. Levaria logicamente ao suicídio universal imaginado por Eduard von Hartamann.

S.Freud: A humanidade não escolhe o suicídio porque a lei do seu ser desaprova a via direta para o seu fim. A vida tem que completar o seu ciclo de existência. Em todo ser normal, a pulsão de vida é forte o bastante para contrabalançar a pulsão de morte, embora no final resulte mais forte.

Podemos entreter a fantasia de que a Morte nos vem por nossa própria vontade. Seria mais possível que pudéssemos vencer a Morte, não fosse por seu aliado dentro de nós.

Neste sentido acrescentou Freud com um sorriso, pode ser justificado dizer que toda a morte é suicídio disfarçado.

Estava ficando frio no jardim.

Prosseguimos a conversa no gabinete.

Vi uma pilha de manuscritos sobre a mesa, com a caligrafia clara de Freud.

George Sylvester Viereck: Em que o senhor está trabalhando?

S. Freud: Estou escrevendo uma defesa da análise leiga, da psicanálise praticada por leigos. Os doutores querem tornar a análise ilegal para os não médicos. A História, essa velha plagiadora, repete-se após cada descoberta. Os doutores combatem cada nova verdade no começo. Depois procuram monopoliza-la.

George Sylvester Viereck: O senhor teve muito apoio dos leigos?

S. Freud: Alguns dos meus melhores discípulos são leigos.

George Sylvester Viereck: O senhor está praticando muito psicanálise?

S. Freud: Certamente. Neste momento estou trabalhando num caso muito difícil, tentando desatar os conflitos psíquicos de um interessante novo paciente.

Minha filha também é psicanalista, como você vê…

Nesse ponto apareceu Miss Anna Freud acompanhada por seu paciente, um garoto de onze anos, de feições inconfundivelmente anglo-saxonicas.

George Sylvester Viereck: O senhor já analisou a si mesmo?

S. Freud: Certamente. O psicanalista deve constantemente analisar a si mesmo. Analisando a nós mesmos, ficamos mais capacitados a analisar os outros.

O psicanalista é como o bode expiatório dos hebreus. Os outros descarregam seus pecados sobre ele. Ele deve praticar sua arte à perfeição para desvencilhar-se do fardo jogado sobre ele.

George Sylvester Viereck: Minha impressão, observei, é de que a psicanálise desperta em todos que a praticam o espírito da caridade cristão. Nada existe na vida humana que a psicanálise não possa nos fazer compreender. “Tout comprec’est tout pardonner”.

Pelo contrário! – bravejou Freud, suas feições assumindo a severidade de um profeta hebreu. Compreender tudo não é perdoar tudo. A análise nos ensina não apenas o que podemos suportar, mas também o que podemos evitar. Ela nos diz o que deve ser eliminado. A tolerância com o mal não e de maneira alguma um corolário do conhecimento.

Compreendi subitamente porque Freud havia litigado com os seguidores que o haviam abandonado, por que ele não perdoa a sua dissensão do caminho reto da ortodoxia psicanalítica. Seu senso do que é direito é herança dos seus ancestrais. Una herança de que ele se orgulha como se orgulha de sua raça.

Minha língua, ele me explicou, é o alemão. Minha cultura, minha realização é alemã. Eu me considero um intelectual alemão, até perceber o crescimento do preconceito anti-semita na Alemanha e na Áustria. Desde então prefiro me considerar judeu.

Fiquei algo desapontado com esta observação.

Parecia-me que o espírito de Freud deveria habitar nas alturas, além de qualquer preconceito de raças que ele deveria ser imune a qualquer rancor pessoal. No entanto, precisamente a sua indignação, a sua honesta ira, tornava o mais atraente como ser humano.

Aquiles seria intolerável, não fosse por seu calcanhar!,

Fico contente, Herr Professor, de que também o senhor tenha seus complexos, de que também o senhor demonstre que é um mortal!

Nossos complexos, replicou Freud, são a fonte de nossa fraqueza; mas com freqüência são também a fonte de nossa força.

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NOVA CHANCE DE REVER E SE PERDOAR - EX-NEONAZI SUECA QUE FOI ACOLHIDA PELA ESQUERDA E HOJE TRABALHA COM REFUGIADOS




“Ao invés de provar do ódio que eu mesma propaguei, me recebem com amor”: a ex-neonazi que trabalha com refugiados na Suécia (SUÉCIA - MONARQUIA DE ESQUERDA SOCIALISTA)


A tatuagem do soldado nazista na perna direita, hoje, se esconde atrás de uma gueixa. A inscrição SS na parte interna do dedão esquerdo do pé foi coberta por uma flor vermelha. E a águia nazista tatuada numa das mãos se transformou numa mandala. Assim como suas tatuagens se tornaram menos agressivas, Anna-Lena Joners Larsson, 39, também mudou radicalmente. Conhecida como “nazibruden”, (garota nazista, em sueco), do livro de mesmo título, ela deixou o movimento neonazista pra trás. Tudo teve início na época em que começou a frequentar festivais de música e adquirir contato com bandas que exaltavam a “supremacia branca”. Em 2010, num desses festivais, Anna-Lena deu início a uma relação amorosa com um dos mais conhecidos nazistas suecos na época: “Erik”, como ela o nomeia em sua biografia. Ele era músico e figura conhecida entre os skinheads. 

“Eu gostava da música, mas me desligava dos textos e do público que fazia saudações nazistas na frente do palco. Eu não era politicamente engajada naqueles tempos. Mas quando o encontrei, fiz também amizades com gente que tinha uma série de opiniões políticas. A partir daí, me envolvi cada vez mais no movimento neonazista”, conta Anna-Lena.

De repente, ela se transformou em manager da banda de “Erik”. E, quando precisaram de uma voz feminina para algumas baladas, ela foi a alternativa óbvia. Desse momento em diante, começaram a fazer apresentações na Suécia e exterior. O universo nazista de Anna-Lena se ampliou e dentro em pouco ela também tornou-se famosa nos shows clandestinos dos nazis. Quando Anna-Lena engravidou do primeiro filho do casal, o engajamento político se intensificou. Sem emprego fixo e com fibromialgia, a situação ficou impraticável quando ela se deparou com burocracia e mal-entendidos com os sistema sueco de Seguros e Saúde. Da revolta, nasceu a mobilização política através das mídias sociais.

“No primeiro ano com eles, eu era alienada. Depois, perdi o controle. Mais e mais. E daí, sim, a política começou definitivamente a fazer parte do meu dia-a-dia. Me sentia desconfortável na companhia dos meus velhos amigos, pois ficaram sabendo do meu envolvimento com nazistas. E isso resultou no término de muitas amizades. Eu me afastei das pessoas de propósito, pois ficou uma relação estranha”, conta.

Isolada, ela passava o dia destilando ódio aos refugiados, outros estrangeiros e minorias em geral nos fóruns online da extrema-direita sueca e pelo Facebook. “Um novo mundo se abriu pra mim. Lá, todos compreendiam a minha frustração. Eu esbravejava num comentário, clicava em enviar e, em poucos minutos, recebia simpatia, apoio e compreensão. Eu lia notícias falsas e mitos sobre estrangeiros e compartilhava na hora”, assume Anna-Lena.

Há nesse modus operandi semelhança com o fascismo brasileiro que fabrica fake news e as espalha no WhatsApp e Facebook? Que incita o ódio às minorias e clama por militarismo? A frustração política do cenário brasileiro atual fragilizou, inclusive, as relações pessoais. E revelou, principalmente nas mídias sociais, a face do vulgo cidadão de bem – adepto do velho discurso raso, populista, violento e mofado. 

Na Europa, a sombra da extrema-direita está, definitivamente, de volta. Hungria, Grécia, Áustria, e a quase vitória da Front National, de Marie Le Pen, nas últimas eleições francesas, é o soprar dos novos velhos ventos do fascismo europeu. 

Na Suécia, a ascensão também é fato consumado. O terceiro maior partido sueco, (SD), Democratas Suecos, tem 15,9% de intenções de voto, segundo dados atuais do instituto sueco de pesquisa, Kantar Sifo. O SD já chegou a ocupar o posto de segundo maior partido, atrás apenas do Socialdemokraterna, Partido dos Democratas Sociais, que governa a Suécia atualmente.

Apesar da perda de eleitores, desavenças internas, escândalos e saída de alguns membros do SD, a extrema-direita sueca ainda permanece na briga por mais território político. Recém-criado e também de extrema-direita, o partido Alternativ för Sverige, Alternativa para a Suécia, também veio completar o cenário fascista. Querem a saída do país da União Europeia (EU); retirada de benefícios econômicos concedidos a cidadãos estrangeiros; severas políticas anti-imigratórias e incentivo à repatriação de exilados já regularizados em território sueco.

Resumindo, são contra toda e qualquer forma de políticas de integração de estrangeiros. Sem mencionar a série de projetos com a intenção de controlar a mídia e a liberdade de expressão.

Assim como no Brasil, 2018 também é ano de eleição na Suécia. A diferença é que, apesar da permanência dos fascistas no páreo eleitoral, o discurso extremista parece já ter vivido seu ápice. No Brasil, não.

Dos tempos de turnê com a banda do ex-namorado, encontros com líderes de organizações reconhecidamente nazistas, como a inglesa Blood & Honour e racistas, como a americana Ku Klux Klan, restaram a consciência do erro e a luta contra seus próprios demônios. O radicalismo ficou pra trás e a Anna-Lena de hoje acha, inclusive, um completo absurdo os Democratas Suecos terem mandatos no parlamento. “Não creio que eles vão se manter na mesma posição depois das eleições de setembro. É a minha impressão quando converso com as pessoas que votaram no partido anteriormente”, diz Anna-Lena, que há tempos se declara ex-nazista.

Anna-Lena e a princesa sueca, Viktoria


O que a fez mudar de opinião sobre o seu próprio radicalismo?

“Eu estava perdida e apaixonada. Queria pertencer a um grupo. Queria algo que me fizesse sentir confiante”, explica. A mudança começou após ter sido abandonada por Erik com um casal de filhos pequenos pra criar. Anna-Lena passou a rever suas posições ideológicas, se desfazer de contatos nocivos na vida real e mais de mil “amigos” nazistas no seu Facebook. Por fim, desligou-se completamente do movimento.

Hoje, ela trabalha como assistente de integração da prefeitura de Bollnäs, sua cidade natal, no norte da Suécia. Anna-Lena presta diariamente atendimento a refugiados sírios e de outros países. No projeto, bairros ditos problemáticos, recebem apoio e ferramentas pra combater a segregação. 

“Treinamos sueco, as crianças brincam juntas e é fantástico. Não consigo me imaginar fazendo outros tipo de trabalho. Tenho o emprego dos sonhos”, diz Anna-Lena.
Anteriormente, ela já estava engajada em outras causas sociais ligadas à igreja sueca. 

Fora isso, trocou as turnês da banda de “white power” do seu ex por turnês em que palestra contando suas experiências no nazismo, na tentativa de dissuadir jovens de se engajarem em movimentos politicamente radicais. E, como ela mesma conta, tentando fazer desses momentos forma de terapia. Durante as palestras, ela alerta ainda para as consequências do que se posta na internet. Por causa de diversas ameaças, a polícia é sempre informada sobre a presença de Anna-Lena nas cidades. Inclusive, policiais à paisana misturam-se ao público como forma de segurança. 

“Em Boden (norte da Suécia), durante uma palestra, foi registrada a presença de um ativista de uma conhecida organização nazista. Eles sempre sabem aonde eu estou, o que faço e sobre o que falo nos encontros. Apenas falo sobre o que eu vivi, as minhas impressões. Não falo sobre as ideologias das organizações nazistas. E eles sabem disso”, explica Anna-Lena. 

Você acredita que vai conseguir se perdoar totalmente por tudo? 

“Já pensei em pegar os meus filhos e deixar a minha cidade. Mas, ao mesmo tempo, estou cansada de fugas. Então, resolvi ficar e assumir as consequências dos meus atos. Mas a minha consciência pesa muito. Tudo o que eu já disse, fiz, como me comportei, o modo como tratei algumas pessoas. Vou viver com isso até o fim da minha vida. Mas trabalhei pra reconquistar a confiança dos meus velhos amigos e voltei a ser aceita na sociedade. Ao invés de provar do ódio que eu mesma propaguei, me recebem com amor e isso me fortalece. 

Quando os meus filhos crescerem, pretendo ser totalmente aberta em relação à vida que eu levava. Eles vão saber de tudo, não quero que nada fique sem explicação”. 

Anna-Lena me diz que das poucas mulheres presentes no movimento neonazista sueco, aproximadamente 12 delas deixaram as organizações nos últimos tempos, mas ainda não tornaram pública sua saída.


"Só o amor pode curar ou cobrir uma multidão de pecados".By Jesus Cristo 


quarta-feira, 2 de maio de 2018

QUERO UM AMOR QUE MEU CORAÇÃO ESCOLHA E QUE MEU CÉREBRO ASSINE EMBAIXO





Eu já fiz um pedido ao Universo: que meu próximo parceiro amoroso seja escolhido pelo meu coração, porém, com o aval do meu cérebro. Dessa forma, acredito que terei direito às borboletas no estômago que tanto aprecio, e terei, também, aquele sentimento de ter feito a escolha certa. Quero sentir orgulho do homem que estiver ao meu lado. Talvez seja a tradução do que o Caetano Veloso canta: “um amor tranquilo com sabor de fruta mordida”. Sim, eu quero, e terei esse amor. Eu estou falando de equilíbrio, de quando a emoção e a razão se abraçam.

Percebo que, quando a razão é a única responsável pela escolha de um parceiro, o relacionamento vai ficar semelhante a um contrato comercial. Não tem frio na barriga, não tem euforia, não tem taquicardia…não tem borboletas no estômago. E, de certa forma, isso é muito frustrante. Sabe aqueles casamentos que já nascem sem vida? Sabe quando os cônjuges parecem não sentir orgulho um do outro? Eles, talvez, tenham tudo do ponto de vista material, talvez façam viagens luxuosas etc. Mas, nunca experimentarão aquela sensação de sentir o fôlego faltar quando o outro se aproximar.

Eu sei, também, que talvez, você lendo isso agora, pode pensar: “que bobagem esse negócio de frio na barriga”. Pois é, mas, eu particularmente, não acho uma bobagem, pelo contrário, eu acho uma delícia e é o mínimo que eu desejo que um parceiro desperte em mim. E, essa sensação, dinheiro nenhum pode pagar por ela. Borboletas no estômago é vida, gente! É ressurreição!

Existem, também, aqueles relacionamentos nos quais a emoção foi a única responsável pela escolha do parceiro. Geralmente, são aqueles vínculos que se iniciam norteados, unicamente, pela atração física. Foram os hormônios que, no auge da sua efervescência, bateram o martelo. Nesses relacionamentos, a empolgação vai à máxima potência na fase inicial, contudo, vai murchando conforme o tempo vai passando, por falta de outros elementos que ajudem a sustentar e garantir a continuidade da relação. Porque você há de convir que, por mais extraordinário que um parceiro seja como amante, ele precisa oferecer algo interessante também fora da cama. Ninguém passa 24 horas namorando, acho que não.

Eu, particularmente, percebo a admiração como um potencializador da atração. Assim como considero a inteligência um poderoso afrodisíaco, capaz de, inclusive, substituir, com louvor, a beleza física. Acredito que, se você nunca viveu essa experiência, certamente, conhece alguém que se empolgou com alguém, mas acabou desanimando porque tudo o que a pessoa tinha a oferecer ficava entre quatro paredes.

Para que uma parceria amorosa tenha o mínimo de chance de prosperar, é fundamental que haja, ao menos, algumas afinidades. Não basta aquela química flamejante, até porque ela, por si só, não se sustentará se os demais quesitos estiverem ausentes na relação.

Eu já tive “amores” que meu cérebro escolheu, e posso afirmar que foram tão insossos. Eles não deixaram nenhuma saudade, nenhum resquício de frenesi sequer, quando lembro deles. Já tive, também, amores que os meus hormônios escolheram, mas que meu cérebro não via nenhum sentido. Foram intensos e efêmeros. Deram o que tiveram que dar e pronto. Faltavam condições para os sonhos e projetos, e eu estou longe daquele perfil de mulher que se contenta com um amor numa cabaninha, se é que me entendem.


Por

quinta-feira, 5 de abril de 2018

VIKING NORUEGUÊS É A NOVA SENSAÇÃO DA INTERNET


Vi.king (realmente este homem é um rei!!!) que lindeza deste homem... sinto atração física por homens com aparência dos nórdicos ou do leste europeu! Mas além da aparência eu preciso admirar o caráter e inteligência. Sem admiração sem atração ou desejo. Simples assim! 
Roberta Carrilho



Um oficial da marinha da Noruega está causando o maior furor na internet. O motivo? Bom, ele está sendo comparado a Vikings e foi até apelidado como um por conta de seu cabelo longo e barba comprida. 

Mas essa não é a única razão. A beleza do rapaz tem chamado a atenção de mulheres (e homens também) do mundo todo. Aos 30 anos, Lasse Matberg já atraiu mais de 220 mil seguidores para o seu Instagram, no qual a maioria das fotos se resume a ele em lugares com lindas paisagens, além de ensaios fotográficos. 

Veja alguns cliques deste homem de beleza exuberante. 

Mas que olhos, cabelos, barba, dentes, etc... e o corpão de deus-grego <3 div="">
 (vejam o peitoral deste homem e as pernas? Senhor!! É Perfeito benzadeus!)
 










SEPARAÇÃO AFETIVA – UMA VISÃO BUDISTA por Monja Coen.




Separar-se dói, mas também pode ser uma benção.


É possível separar-se de alguém com respeito e com ternura? É possível um divórcio verdadeiramente amigável?

Sim! Mas para isso é preciso que as duas pessoas envolvidas no processo de desfazer um laço de intimidade tenham amadurecido o suficiente para conhecer a si mesmas. Caminhamos lado a lado com algumas pessoas em alguns momentos da vida.


Minha professora de hatha ioga, Walkiria Leitão, comentou em uma de nossas aulas:

“A vida é como atravessar uma ponte. Nem sempre as pessoas com quem iniciamos a travessia são as mesmas que nos cercam agora ou com quem chegaremos do outro lado. Mas sempre há alguém por perto. Nunca estamos sós.”

O medo da solidão, muitas vezes, faz com que as pessoas suportem o insuportável. Ou se lamentem após uma separação, apegadas até mesmo ao conflito conhecido. Ainda há mulheres que sofrem violências morais e até mesmo físicas de seus companheiros ou companheiras.


Como dar limites? Como conhecer esses limites?

Quando os limites são desrespeitados, as dificuldades começam. Dificuldades que podem levar à separação e ao divórcio. Dificuldades que podem levar ao sofrimento filhos e filhas, animais de estimação, amigos, familiares.

Caminhamos lado a lado. Ou não. Quando nos afastamos e nos distanciamos, nunca é repentino. Um processo que, se desenvolvermos a clara percepção da realidade do assim como é, poderemos prever, antecipar e até mesmo alterar o desenvolvimento do processo.

Entretanto, se não conseguirmos antever o que já acontece, se colocarmos lentes fantasiosas sobre a realidade, poderemos nos desiludir e nos sentirmos traídos na confiança mais íntima do ser.

Professor Hermógenes, um dos pioneiros do yoga no Brasil, fala sobre a criação de uma nova religião chamada “desilusionismo”:

“Cada vez que temos uma desilusão estamos mais perto da verdade, por isso agradecemos.”

Se você teve uma desilusão é porque não estava em plena atenção. Mas não fique com raiva nem de você nem da outra pessoa. Nada é fixo. Nada é permanente. Saber abrir mão, desapegar-se – até da maneira como tem vivido – é abrir novas possibilidades para todos.


Por que sofrer? Por que manter relações estagnadas ou de conflito permanente? Ou como transformar essas relações e dar vida nova ao relacionamento?

Apreciar e compreender a vida em cada instante é uma arte a ser praticada. Separar-se dói, confunde, mexe com sonhos e estruturas básicas de relacionamentos. Separação pode ser também uma bênção, uma libertação de uma fantasia, de uma ilusão. Observe em profundidade.


Será que ainda é possível restaurar o vaso antigo?

No Japão, as peças restauradas são mais valiosas do que as novas. Tem história, emoção, sentimento. Cuidado com o eu menor. Cuidado com sentimentos de rancor, raiva, vingança. Esse sentimentos destroem você, mais do que as outras pessoas. Desenvolva a mente de sabedoria e de compaixão. Queira o bem de todos os seres. Isso inclui você. Cuide-se bem e aprecie a sua vida – assim como é –, renovando-se a cada instante e abrindo portais para o desconhecido, o novo – que pode ser antigo, mas novo a cada instante.

Mantenha viva a chama do amor incondicional e saiba se separar (se assim for) com a mesma ternura e respeito com que se uniu. Esse o princípio de uma cultura de paz e de não violência ativa. Que assim seja, para o bem de todos os seres.

Mãos em prece __/\__


5 SINAIS QUE O UNIVERSO ENVIA QUANDO VOCÊ ESTÁ NO CAMINHO ERRADO por Luiza Fletcher



1. Comentários negativos de outras pessoas
Algumas pessoas são desagradáveis ​​e isso é um fato da vida, mas quando as pessoas realmente começam a se rebelar contra você e o que está fazendo, você deve fazer uma pausa.

2. Uma sensação desconfortável, em geral
Este é um sentimento incrivelmente familiar para todos – uma espécie de intuição desagradável de que as coisas não estão bem. Quando sua intuição está lhe dizendo que as coisas não estão bem, é uma aposta segura de que você não está no caminho certo!

3. Mais raiva do que o normal
Quando você não está no caminho certo, as coisas tendem a ser consideravelmente mais difíceis. Como resultado, você pode encontrar-se com mais raiva do que o normal. Claro, você pode lidar com essa raiva através de exercícios de respiração profunda e outras coisas saudáveis, mas considere o motivo da raiva, para começar. Será que é porque você não está no caminho certo na vida?

4. Dores de cabeça e doenças
Quando você está no caminho errado, o universo envia sinais através de seu corpo. Manifesta-se em dores de cabeça, sistemas imunológicos comprometidos, e doenças. Quando você está no caminho errado, o seu próprio ser sofre.

5. Perda e quebra coisas importantes
O sinal final enviado pelo universo é a perda e quebra de coisas que são caras à você. Elas são presságios, sinais de que você deve mudar seu caminho.





10 DOENÇAS ESPIRITUALMENTE TRANSMISSÍVEIS por Mariana Caplan




As seguintes 10 categorizações não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para se tornar consciente de algumas das doenças mais comuns transmitidas espiritualmente.

1. A Espiritualidade Fast-Food: Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável que seja a espiritualidade fast-food. A espiritualidade fast-food é um produto da fantasia comum e compreensível que o alívio do sofrimento da nossa condição humana pode ser rápida e fácil. Uma coisa é certa, porém: a transformação espiritual não pode ser obtida em uma solução rápida.

2. Falsa Espiritualidade: a espiritualidade do falso é a tendência de falar, vestir e agir como se imagina que uma pessoa espiritual seja. É uma espécie de imitação da espiritualidade que imita a realização espiritual da maneira que o tecido estampado de pele de onça imita a pele genuína de uma onça.

3. Motivações Confusas: Embora o nosso desejo de crescer seja genuíno e puro, muitas vezes ele se confunde com motivações menores, incluindo o desejo de ser amado, o desejo de pertencer, a necessidade de preencher nosso vazio interno, a crença de que o caminho espiritual removerá o nosso sofrimento e ambição espiritual, o desejo de ser especial, de ser melhor do que, para ser "o único".

4. Identificando-se com Experiências Espirituais: Nesta doença, o ego se identifica com a nossa experiência espiritual e a toma como sua própria, e nós começamos a acreditar que estamos incorporando insights e idéias que surgiram dentro de nós em determinados momentos. Na maioria dos casos, isso não dura indefinidamente, embora tenda a perdurar por longos períodos de tempo para aqueles que se julgam iluminados e/ou que trabalham como professores espirituais.

5. O Ego Espiritualizado: Essa doença ocorre quando a própria estrutura da personalidade egóica se torna profundamente integrada com conceitos espirituais e idéias. O resultado é uma estrutura egóica, que é "à prova de bala." Quando o ego se torna espiritualizado, somos invulneráveis a ajudar, uma nova entrada, ou comentários construtivos. Nos tornamos seres humanos e impenetráveis e estamos tolhidos em nosso crescimento espiritual, tudo em nome da espiritualidade.

6. Produção em Massa de Professores Espirituais: Há uma série de atuais tradições espirituais da moda , que produzem pessoas que acreditam estar em um nível de iluminação espiritual, ou mestria, que está muito além de seu nível real. Esta doença funciona como uma correia transportadora espiritual: coloca este brilho, leva àquele insight, e - bom! - Você está iluminado e pronto para iluminar os outros de maneira similar. O problema não é aquilo que tais professores ensinam, mas que representam a si próprios como tendo realizado a mestria espiritual .

7. Orgulho Espiritual: O orgulho espiritual surge quando o profissional, através de anos de esforço trabalhado efetivamente alcançou um certo nível de sabedoria e que usa esse conhecimento para se desligar a novas experiências. Um sentimento de "superioridade espiritual" é outro sintoma desta doença transmitida espiritualmente. Ela se manifesta como uma sensação sutil de que "Eu sou melhor, mais sábio e acima dos outros porque sou espiritual".

8. Mente de Grupo: Também conhecido como o pensamento grupal, mentalidade de culto ou doença ashram. A mente de grupo é um vírus insidioso que contém muitos elementos tradicionais da co-dependência. Um grupo espiritual faz acordos sutis e inconscientes sobre as formas corretas de pensar, falar, vestir e agir. Indivíduos e grupos infectados com o "espírito de grupo" rejeitam indivíduos, atitudes e circunstâncias que não estão em conformidade com as regras, muitas vezes não escritas do grupo.

9. O Complexo de Povo Escolhido: O complexo de pessoas escolhidas não se limita aos judeus. É a crença de que "O nosso grupo é mais poderoso, iluminado e evoluído espiritualmente, e simplesmente colocado, melhor do que qualquer outro grupo." Há uma distinção importante entre o reconhecimento de que alguém encontrou o caminho certo, o professor, ou comunidade para si, e tendo encontrado aquele, O Único.

10. O Vírus Mortal: "Eu Cheguei": Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a nossa evolução espiritual. Esta é a crença de que "Eu cheguei" na meta final do caminho espiritual. Nosso progresso espiritual termina no ponto em que essa crença se cristalizou em nossa psique, no momento em que começamos a acreditar que chegamos ao fim do caminho, um maior crescimento cessa.

Por Mariana Caplan, Ph.D.
Adaptado de Eyes Wide Open (Olhos Bem Abertos):
Cultivando o Discernimento no Caminho Espiritual 
(True Sounds)



quarta-feira, 14 de março de 2018

CANÇÃO DAS MULHERES por Lya Luft



Muito eu esta crônica da Lya Luft 
uma belíssima reflexão feminina 
Roberta Carrilho



Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silencio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dói a ideia da perda, e ouse ficar comigo um pouco mais – em lugar de voltar logo à sua vida, indo porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.

Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “Olha que estou tendo muita paciência com você!”

Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”

Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?”

Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro – filho, amigo, amante, marido – não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

– crônica de Lya Luft, do livro ‘Pensar é transgredir’. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004.


sexta-feira, 9 de março de 2018

ERÓTICA É A ALMA por Adélia Prado




Todos vamos envelhecer... Querendo ou não, iremos todos envelhecer. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos. 

O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E, quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar. 

Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade pra ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos. 

Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios. 

Erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo. 

Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores. 

Aprenda: bisturi algum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.


Texto do livro "Erótica é a Alma". Adélia Prado


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

ENSAIO FOTOGRÁFICO MAITÊ CARRILHO (minha filha mais velha)



Impressionante como ela se parece hoje comigo quando moça. Quem me conheceu pode confirmar. Estou um pouco assustada com esta semelhança.
Instagran para contato comercial @maitecarrilho
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