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sábado, 21 de julho de 2018

JEITO NOVO DE CORRER QUE VIROU FEBRE NO MUNDO FAZ SUCESSO EM BH - CALMA CLIMA, O PRIMEIRO RUNNING CREW DA CAPITAL MINEIRA


Bacana!! Gostei da proposta! Quando voltar morar em BH e vou procurar a turma para ser uma climática ou com a turma do pedal (I Love bike).
Roberta Carrilho



O relógio marca 20h30. “Clima!”, grita um dos puxadores. Logo, o grupo de mais de 100 corredores deixa a praça do Museu Abílio Barreto, no Bairro Cidade Jardim, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em passos apressados. Ao virar a Rua Sinval Barreto, já na batida da playlist, que sincroniza o ritmo acelerado da música com batimentos cardíacos, o grupo dá largada à corrida. Juntas seguem duas repórteres sedentárias do jornal Estado de Minas, que resolveram encarar o desafio e mostrar a nova forma de correr e explorar a cidade. 

Estamos falando do Calma Clima, o primeiro running crew – um jeito novo de correr, que virou febre nas principais cidades do mundo – da capital. Muito forte fora do país, o conceito já tem levado muita gente a tirar os tênis velhos do armário para dar aquele rolê pela cidade. Missão da noite: sete quilômetros entre o Museu Abílio Barreto e o Edifício Maletta, no Centro.

Grupo conta, agora, com cerca de 100 corredores. No fim do trajeto, a turma bebe uma cerveja bem gelada para se hidratar e fechar a noite com boa conversa

O nome Calma Clima dita os dois momentos que orientam o grupo. Clima: correr; Calma: parar e contemplar. Essa é uma das principais regras que corredores de primeira viagem precisam saber. A outra é: não se trata de uma assessoria esportiva e, muito menos, de uma competição. 

O running crew, que surgiu em Nova York e Los Angeles, é um movimento aberto com o propósito de unir as pessoas de todos os gêneros, tipos físicos e idades. É pura liberdade, sem percurso certo, sem distância. 

“A ideia não é um ser melhor do que o outro, a ideia é correr junto. O Calma Clima nasce para ‘descortinar’ uma cidade invisível. Passamos por locais pelos quais não estamos habituados a passar – seja por segurança ou por sermos condicionados a carro ou ônibus”, contou Bernardo Biagioni, de 30 anos, jornalista, idealizador do Calma Clima.

A "ordem" é não deixar ninguém para trás.

E é em fila indiana que o grupo ganha a passarela sobre a Avenida do Contorno, desemboca na Rua Coelho de Souza, passa pela Avenida Álvares Cabral e cruza a Praça da Assembleia. Ufa, calma! Uma breve parada no início da Avenida Barbacena. Quem chega primeiro descansa, quem vem em ritmo mais lento, fica em desvantagem. Clima! Renovam o grito, e segue a correria. O grupo desce a Barbacena inteira. E a multidão que corria compacta, começa a se dispersar, formando uma espécie de linha do cansaço. Aqui já é possível perceber os desafios que se impõem ao movimento que propõe reunir pessoas de perfis tão diferentes em um único grupo. 

“O Calma Clima surgiu com a ideia de caminhantes marginais. Mas sabemos que temos dois grupos: o que corre muito e o de iniciantes. Temos que lidar com as duas pontas e isso é muito difícil, o que pode frustrar um ou outro. Queremos um rolê que seja amor e que todos terminem com a sensação de missão cumprida”, disse Luiza Drummond, de 30 anos, educadora física que puxa o alongamento antes de iniciar as corridas.

Continuando o roteiro, a multidão atravessa a passarela sobre a Avenida Teresa Cristina. Passa pela estação do Metrô Carlos Prates, e segue a toada na Avenida Nossa Senhora de Fátima. Estamos na metade do caminho. Ali, duas estreantes já pedem arrego e tentam uma carona com o carro da reportagem. Mas, é importante registrar o apoio e cuidado da equipe tanto no incentivo como na segurança dos participantes. Durante todo o trajeto, os climáticos – como são chamados os participantes do projeto – se revezam na “escolta” para não deixar ninguém para trás. O cansaço faz parte, só não vale desistir.

Depois da subida da Rua Patrocínio, calma! Uma breve parada no mirante da Praça Pisa na Fulô, no Bairro Carlos Prates, Região Noroeste de BH. O espaço, que recebe foliões durante o carnaval, ganha outra percepção numa noite de terça-feira. A praça vazia e silenciosa é tomada pelo grupo de mais de 100 pessoas. Todos são convidados a contemplar, do alto, uma vista deslumbrante da capital que, ali, ganha ares de cidade do interior.

CIDADE REVELADA 
De volta para a reta final do roteiro. O grupo desce uma longa escada escondida entre o mato alto – que muita gente nem sabia que existia na cidade, inclusive, nós –, cai no Elevado Helena Greco, margeia o viaduto, desce por outra escada escura e mergulha no Hipercentro. 

“Nunca tinha passado por essas escadas. Já as tinha visto, quando passo de carro, mas, nunca a pé. É muito interessante que os percursos passam dentro de umas ‘quebradas’. Às vezes, a gente mora em BH, mas não conhece nem um décimo da cidade”, disse Matheus Fróes de Oliveira, de 32, que corria pela segunda vez com o grupo.

O movimento segue rumo a parada mais esperada. Depois de virar à direita na Rua Paraná, passar pela Rua Padre Belchior, dar aquele último gás da acelerada final na Avenida Augusto de Lima, enfim, a bandeirada final: Edifício Arcângelo Maletta. Ufa! Êba! Essa é a mistura de sentimento das duas repórteres que venceram o desafio do Calma Clima. 

O suor já tomou conta das roupas, as pernas dão sinal de exaustão e os batimentos cardíacos ainda bastante acelerados. Mas, a satisfação, o bem-estar e o humor terminam muito diferente de quando começou. 

Em resumo: morremos, mas passamos bem. Agora é aplicar a última – e não menos importante – regra do movimento: tomar uma cerveja gelada para hidratar. Porque corrida combina com álcool, sim, e com boas conversas para fechar a noite.

Na primeira corrida, em março deste ano, nem se imaginava a proporção que esse movimento tomaria. Aquele primeiro evento reuniu uma turma de 17 pessoas. Pouco mais de quatro meses depois, as ruas da capital já são tomadas por mais de 100. “O Calma surgiu de um sentimento de escassez. Vivemos em uma cidade que se pauta muito pela falta: a falta de lugares para ir, circular, para se encontrar. E eu já vinha correndo por montanhas próximas de BH e muitas pessoas começaram me escrever para pedir dicas.

Então, decidi criar um grupo”, contou o idealizador do projeto, Bernardo. O percurso é sempre desenhado para contemplar o máximo de ruas, que são os objetos de exploração do movimento. Esse trajeto de sete quilômetros, elaborado cuidadosamente por Gabriel Cisalpino Pinheiro, de 38 anos, poderia ser facilmente percorrido em apenas 2 km, e demorar menos de 10 minutos de carro.

Sair da Região Centro-Sul da cidade e cair no “Centrão” causa impacto. 

É deixado para trás os prédios cercados de câmeras e segurança e caímos em ruas escuras, sujas e com as mazelas sociais à vista. Esse pode parecer um cenário considerado perigoso para mulheres que se arriscam em passar pela região nessa hora da noite. Mas, não quando se está cercada por um grupo. Além do mais, logo o possível medo dá lugar à empatia. Cobertos e descobertos, deitados nas calçadas, moradores em situação de rua acompanham a passagem do grupo. “Vai, vocês dão conta!”, gritam alguns, em incentivos aos corredores que estão na lanterna do movimento, ao passarmos pela Rua dos Tamoios.

As reações das pessoas de “fora” são as mais diversas possíveis. Há os que se perguntam “Isso é um arrastão?”, ou ainda há os que olham feio e buzinam de dentro do carro para que o grupo desocupe a via. 

“É surreal a energia que essa massa correndo transmite pela cidade. Essa ideia de estar com o corpo em movimento, sem nenhum instrumento, livre e solto, cria essa comoção e se torna uma inspiração”, comentou o idealizador do projeto.

NÃO ANDE, PEDALE!
Não curte correr, mas gosta de pedalar? Então, pronto! Você também pode se exercitar e turistar pela cidade. Grupos de bicicletas já se reúnem com o mesmo objetivo há alguns anos. O RUTs (Rolé Urbano das Terças), por exemplo, surgiu em fevereiro de 2008. A proposta da turma é destacar a simplicidade do andar de bicicleta e fazer roteiros que procuram visitar lugares da cidade pouco “convencionais”. “A ideia é reunir com os amigos que gostam de pedalar e depois sair pra explorar a cidade. 

Hoje estão indo cerca de 15 participantes, mas isso porque hoje existem outros grupos de pedal”, contou um dos ciclistas participantes Vinícius Túlio, de 37 anos. Outro grupo que tem uma proposta parecida é o Bicimanas. Nele, mulheres trocam mensagens pelas redes sociais, informam os trajetos em tempo real e combinam de pedalar juntas com o intuito de se fortalecerem e fazer com que a experiência de pedalar seja mais segura.


Fonte: Jornal Estado de Minas


sexta-feira, 11 de maio de 2018

AS 11 CARACTERÍSTICAS DE PESSOAS EMPÁTICAS COMO EU TENTAM ESCONDER



Pessoas empáticas são muito especiais e são diferentes de todo mundo de várias maneiras. Embora elas não falem muito a respeito, elas são pessoas altamente sensíveis e existem algumas verdades que elas tentam esconder. Eu sou uma delas.
Roberta Carrilho

Se você está próximo de uma pessoa empática, precisa saber de algumas coisas. Pessoas empáticas são únicas de várias formas diferentes. Elas são extremamente sensíveis à energia e emoções humanas. Elas tendem a absorver a energia e as emoções de outras pessoas, e isso pode ser algo bastante negativo – se elas estão ao redor de pessoas negativas. Embora seja incomum uma pessoa empática compartilhar esta dádiva com outras pessoas. Se você tem um ente querido empático, você precisa ter um pouco de cuidado.

Pessoas empáticas sempre estarão ao seu lado quando você precisar, mesmo se não pedir por isso. Elas conseguem perceber automaticamente quando algo está errado, porque elas podem, literalmente, sentir isso. Embora elas sejam excelentes em estar presente para os amigos, elas frequentemente têm dificuldades em cuidar da própria saúde. 

Elas não falam muito de seus próprios sentimentos, mesmo constantemente perguntarem sobre o seus. Se você tem um ente querido empático, você deve ter uma atenção extra para o seu comportamento. Você precisa prestar atenção porque é provável que eles não venham até você, caso eles tenham problemas. Eles realmente são muito bons em escondê-los.

Na verdade, toda pessoa empática tem os seguintes traços, e uma tendência de tentar escondê-los de você.


1. SUA SENSIBILIDADE
Uma pessoa empática é “curandeira” de nascença, e ela se sente como se tivesse que parecer forte para as pessoas ao redor. Pessoas empáticas odeiam ser inconvenientes para outras pessoas em qualquer situação, portanto elas escondem suas emoções. Mais do que todo mundo, elas escondem que são extremamente hipersensíveis.

2. ELAS ABSORVEM OUTRAS EMOÇÕES
Você pode não perceber, mas quando você está tendo um dia ruim, elas também estão. Isso porque elas absorvem as emoções de outras pessoas e podem literalmente sentir a dor de outras pessoas em certo nível. Porém, raramente você ouvirá uma pessoa empática falar a respeito disso. Elas não querem parecer loucas, como a sociedade moderna atual a rotularia.

3. ELAS SÃO INTROVERTIDAS 
Pessoas empáticas realmente valorizam o tempo sozinhas. Elas são tão sensíveis à energia de outras pessoas, que o único estado calmo que elas conseguem é quando estão sozinhas. Elas não querem parecer rudes, então elas são comumente “introvertidas-extrovertidas”, ou um introvertido que participa de atividades extrovertidas.

4. ELAS SE REABASTECEM NA NATUREZA
Traços que as pessoas empáticas escondem. Se você acha que tem um amigo empático, você deve notar que ele ama lugares abertos. Eles frequentemente aproveitam qualquer chance para fazer algum tipo de caminhada na natureza. Eles fazem isso porque a natureza os reabastecem de energia positiva.

5. ELAS SÃO DETECTORES DE MENTIRAS HUMANAS 
Uma pessoa empática tem diferentes habilidades quando o assunto é ler outras pessoas. Elas facilmente veem através da máscara, revelando as verdadeiras intenções de alguém. Elas são excelentes em detectar uma mentira. Se elas pegarem você mentindo, talvez nem digam nada. Mas elas lembrarão para sempre.

6. ALGUMAS VEZES ELAS OFERECEM DEMAIS 
Traços que as pessoas empáticas escondem. Como eu disse antes, pessoas empáticas são “curandeiras” de nascença. Elas têm um impulso natural de ajudar outras pessoas. Elas facilmente se colocam de lado e isso pode causá-las muitos traumas emocionais. Se elas ignoram seus próprios sentimentos por muito tempo, elas vão os acumulando até eventualmente transbordarem. Fique de olho caso elas estejam fazendo demais para outras pessoas. Talvez você queira alertá-las sobre isso.

7. ELAS PARECEM SER ALVOS PARA PESSOAS NEGATIVAS 
Pessoas empáticas não falam sobre elas mesmas, mas elas estão plenamente cientes de serem grandes alvos para pessoas negativas. Pessoas negativas, como manipuladores, são atraídas por pessoas empáticas pelo fato delas serem tão compreensivas e indulgentes. Elas absorvem toda sua positividade e a substitui por negatividade. Elas estão sempre com medo da próxima pessoa fazer delas um alvo.

8. ELAS SÃO ALTAMENTE INTUITIVAS E OBSERVADORAS
Pessoas empáticas estão em sintonia com sua conectividade intuitiva e são capazes de tomar decisões muito importantes baseadas em seus instintos. Elas sabem como entrar em sintonia e sentem o que o universo está tentando lhes dizer. Elas percebem mais coisas do que você imagina, tem um olhar raio-x é capaz de memorizar lugares, ambientes, situações e falas como algo natural e espontâneo sem esforço intelectivo. Memória e intuição altamente amplificadas.

9. ELAS FICAM ESTRESSADAS FACILMENTE 
Pessoas empáticas tendem a sentir emoções comuns de forma intensa e são facilmente sobrecarregadas e estressadas. Se estão tentando resolver muitas tarefas ao mesmo tempo, isso pode ser demais para elas. Pode até ter um impacto na saúde delas.

10. É FÁCIL TIRAR VANTAGENS DELA
Não estou tentando implicar que pessoas empáticas são fracas, porque elas são muito fortes. Porém, elas são extremamente compreensivas e tem extremo valor por qualquer alma humana. Elas podem ver o sol em qualquer tipo de tempestade. Isso faz com que seja fácil para grandes manipuladores tirarem vantagem delas, pois eles sabem exatamente qual corda puxar.

11. ELAS AMAM PROFUNDAMENTE
Traços que as pessoas empáticas escondem. Pessoas empáticas são extremamente amorosas. Elas se importam com seus entes queridos e com a sociedade como um todo com uma paixão verdadeira. Quando uma pessoa empática ama, ela tende a amar profundamente. Elas têm um apreço profundamente enraizado por todas as pessoas em sua vida. Elas são as mais fiéis e um dos melhores amigos que você poderá ter. Quando são machucadas não conseguem sair tão facilmente da situação de mágoas, ressentimentos, melancolia, tristeza profunda. Algumas chegam a passar dezenas de anos nesta situação ou nunca se curam por completo de uma grande decepção. Outras perdem a fé naquela pessoa após longo período e jamais perdoam ou reconciliam. Sentem extremamente traídas e magoadas. A ferida não cicatriza com o tempo.





quarta-feira, 23 de novembro de 2016

AGORA É CIENTÍFICO: PESSOAS MAL AMADAS SENTEM MENOS EMPATIA por Pâmela Carbonari



Cientistas descobrem a relação entre o “hormônio do amor” e a falta de sensibilidade aos problemas dos outros

Quando estamos apaixonados tudo é mil maravilhas. Não interessa se faz frio, calor ou se você perdeu o ônibus – o importante é estar com a pessoa amada. Não que seu parceiro ou parceira não tenha parte nessa sensação de plenitude, mas a grande responsável é a oxitocina, conhecida como hormônio do amor. A oxitocina é aquele sentimento de bem-estar quando abraçamos uma pessoa querida. Ela é produzida no hipotálamo e liberada quando nos ligamos emocionalmente a alguém – podem ser laços familiares, românticos e de amizade.

Além de interferir no estado de espírito, o “hormônio do amor” controla várias funções vitais do organismos como apetite, sede, sono, libido e controle de estresse. Quando o corpo não dá conta de produzir ocitocina o suficiente, a forma como a reagimos aos estímulos sociais é diretamente afetada, como lidamos com a nossa vida social. O que os cientistas não sabiam era que isso poderia interferir também no que sentimos por outras pessoas. Um novo estudo realizado pela Universidade de Cardiff, no Reino Unido, descobriu que pessoas com baixos índices de ocitocina sentem menos empatia pelos outros.

Os cientistas avaliaram 20 indivíduos com diabetes insipidus CDI, que acontece quando o corpo não consegue tratar corretamente os fluidos. Trata-se de uma disfunção hormonal em que não há produção ou liberação dos hormônios diuréticos. Pacientes com CDI têm taxas muito reduzidas de vasopressina, o hormônio responsável pela controle da urina, cuja estrutura é muito parecida com a da ocitocina. Eles também acompanharam 15 pessoas com hipopituitarismo, uma condição que diminui a liberação dos hormônios sintetizados na hipófise – e, consequentemente, também da ocitocina. Esses dois grupos de pacientes com níveis baixos de “hormônio do amor” foram comparados com 20 pessoas saudáveis.

Todos eles fizeram duas atividades para testar suas demonstrações de empatia com base em reconhecimento das expressões de emoções. Além dos testes, os cientistas também examinaram os voluntários para medir as taxas de ocitocina e perceberam que os dois grupos doentes foram os que tiveram os piores resultados nas tarefas de empatia e os níveis mais baixos do hormônio. Ou seja, quanto menos hormônio do amor no organismo, menos sensibilidade aos problemas e sofrimentos alheios.

A pesquisa, apresentada na conferência anual da Sociedade de Endocrinologia, em Brighton, é pioneira ao estudar seres humanos com ocitocina reduzida (hormonalmente falando, os “mal amados”) como resultado de problemas clínicos e não a partir de disfunções psicológicas como depressão e estresse, por exemplo.

Os cientistas querem replicar o estudo para comprovar se a reposição da substância pode ser uma boa saída para melhorar as condições psicológicas dos pacientes que sofrem com poucas doses do hormônio do amor no organismo. Suplementação de ocitocina para aqueles casos em que um abraço não resolve.


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

PORQUE SENSITIVOS SENTEM-SE DRENADOS PERTO DE PESSOAS FALSAS por Luiza Fletcher



Tem pessoas que te causam um certo tipo de "sufocamento", "constrangimento" ou "náusea"? Que sugam a sua energia e você foge para não ficar perto delas? Não é misticismo, talvez você seja um "empata" ou "sensitiva". Eu por exemplo, sou sensitiva! Tenho este dom de leitura corporal incrivelmente avançado sem fazer qualquer esforço, sendo muito natural para eu fazer leitura de uma pessoa... é impressionante esta capacidade que possuo desde sempre. Roberta Carrilho


Os seres humanos com sensibilidade emocional aumentada foram oficialmente identificados em 1991 pela psicóloga Dra. Elaine Aron. Ela descobriu que 15-20% da nossa população poderia ser classificada como sensitiva. Ela chegou a propor que os seus cérebros processam informações sensoriais e regulam as emoções de forma diferente.

Empatas são muito mais sensíveis a emoções e comportamentos. Eles são ouvintes natos, genuínos, e muitas vezes muito generosos. Mas como são tão finamente ajustados ao meio ambiente, muitas vezes podem detectar pessoas e comportamentos falsos. Eles prosperam em relacionamentos profundos e honestos e literalmente não conseguem lidar com pessoas pretensiosas.

Porque empatas são drenados por pessoas falsas?
Se você é um empata e interage com alguém hipócrita, dissimulada, mentirosa, egoísta, consegue ver através desses fragmentos. Você não consegue simplesmente ignorar este fato – pois ele realmente desencadeia um estado de desconforto. Os sintomas são tanto mentais quanto físicos, tais como cansaço, frustração, mãos úmidas, ou aumento da batida de coração.

Mas não é a aversão à pessoas falsas que te machuca, é entender que essas pessoas são uma cortina de fumaça para esconderem a sua própria dor. No entanto, manter-se perto delas não é algo que te deixa confortável.

Comportamentos e situações que são um problema para sensitivos

Exemplos comuns de comportamentos que acionam o alarme de um empata:
  1. Fazer elogios falsos apenas para receber aceitação;
  2. Fazer de vítima sempre quando questionado suas ações;
  3. Dissimular uma realidade quando pergunta do passado da pessoa;
  4. Culpar os outros pelos resultados e nunca assumir que pode ter sido o agente causador da reação; 
  5. Justificar sempre suas ações;
  6. Embelezar histórias ou verdades para ganhar a aprovação dos outros;
  7. Agir de forma dura para mascarar os verdadeiros sentimentos de vulnerabilidade;
  8. Fazer-se de engraçado forçadamente;
  9. Fazer-se de maduro, responsável e comportar de forma adversa daquela;
  10. Achar graça em comportamentos de pessoas socialmente antipatizadas; 
  11. Ser rude ou sem educação querendo transparecer ser maduro ou responsável;
  12. Não saber ouvir um não sem se ressentir ou evadir do local;
  13. Impor um estilo de vida ao outro;
  14. Comparar as pessoas com sua família como se fosse o modelo a ser seguido;
  15. Aconselhar inveja ou ressentimento com falsas delicadezas;
  16. Comprometer-se facilmente em ganhar a aceitação dos outros;
  17. Fanáticas e repetitivas;
  18. Impor uma ideologia partidária sem respeitar a sua que é diferente;
  19. Renunciar a sua personalidade natural para tentar agir de outra maneira.

Respostas e reações comuns de sensitivos

Suas reações instintivas podem incluir:
  1. Evitar a pessoa por completo devido às más vibrações que você sente quando está ao seu redor;
  2. Sentimentos de medo e mal-estar que só param quando você se distancia da fonte;
  3. Dificuldade para formar frases, responder perguntas sobre si mesmo;
  4. Afastar ou ignorar evitando qualquer contato mais prolongado;
  5. Mentir quando encontra que está atrasado ou que alguém está esperando para sair de perto sem ser indelicado em dizer que a companhia daquela pessoa lhe é extremamente desagradável e incomoda;
  6. Experimentar sentimentos de culpa por não querer estar perto da pessoa;
  7. Sentir-se fisicamente enjoado depois de longas interações com pessoas falsas;
  8. Ter vergonhas que outras pessoas a veja conversando ou interagindo com ela em locais públicos;
  9. Ficar constrangido com a insistência em querer aparecer para todos que é seu amigo nas redes sociais e fora delas quando encontra casualmente;
  10. Falta de vontade de falar ou contribuir para a conversa ir mais longe;
  11. Querer simplesmente largar tudo e deixar a situação o mais rapidamente possível.

As melhores maneiras de lidar com pessoas falsas, sendo um empata:
É um fato inevitável da vida ter que lidar com pessoas falsas, dissimuladas, mentirosas, egoístas, constrangedoras de vez em quando. Como um empata, simplesmente fugir destas situações não é uma opção. Em vez disso, você deve usar estes 3 princípios-chave para manter a compostura e evitar reações negativas quando se lida com pessoas falsas.

1.Seja sempre sincero
Muitas vezes nos encontramos em uma situação de conflito: como uma pessoa sensível, como podemos falar se sabemos que podemos ferir os outros? Bom, para começar, dizer “não” a um pedido não te torna uma pessoa ruim.

Se é bom para você, é bom para os outros, e vice-versa. Nunca tenha medo de ser sincero e dizer “não” quando necessário. Os outros devem controlar suas próprias emoções, não importa a sua resposta, por isso não é sua culpa se ficarem chateados.

2.Lembre-se de seguir o seu próprio caminho
Outro erro comum é se deixar levar com a tentativa de ajudar a o máximo de pessoas possível. Embora seja ótimo ajudar os outros, você deve definir um limite para buscar seus próprios sonhos e esperanças. Caso contrário, você vai ficar vazio, e será incapaz de continuar a ajudar os outros.

Em vez disso, você precisa ser ousado e seguir seu coração. Não deixe que os outros fiquem em seu caminho e lembre-se de que você não pode salvar o mundo inteiro. Não negligencie o desenvolvimento pessoal e a importância de seguir o seu próprio caminho.

3.Compreenda que você não pode agradar a todos
Querer agradar os outros pode parecer inocente, mas pode ser altamente prejudicial para si mesmo. Se você está sempre indo contra si mesmo para agradar aos outros, suas próprias necessidades são colocadas em espera. Eventualmente, você ficará drenado, exausto e será incapaz de agradar a alguém.

Você se beneficia quanto aumenta a sua autoestima, então lembre-se: suas necessidades devem estar satisfeitas antes que você possa atender a outros adequadamente.


P.S.:
Livro: Use a Sensibilidade a seu Favor - Pessoas Altamente Sensíveis - Aron,Elaine N.

Eu ainda não li este livro ... mas fica a dica para quem for sensitivo ou empata! Quem ver este post e ler me dá um toque aqui e me conta o que achou do livro.



Segue a sinopse:
O objetivo deste livro é ajudar pessoas que tem um filho que chora por qualquer coisa, pessoas que se sentem ameaçadas por outras, ficam tímidas na frente da pessoa amam e para professores e terapeutas que têm de ajudar pessoas sensíveis a serem felizes. A autora aplica testes de auto-análise que ajudam a identificar a sensibilidade pessoal e oferece dicas de como lidar com o sentimento de rejeição e saber a importância em deixar de ser uma pessoa tímida - características das *PAS. Segundo a pesquisa, as PAS possuem habilidades comuns, como conseguir localizar melhor os erros e evitá-los, capacidade de profunda concentração, alta eficiência em tarefas que exigem vigilância, precisão e velocidade e percepção de detalhes, capacidade de aprender sem perceber que estão aprendendo, processam informações com os níveis mais profundo da mente. Homens sensíveis são valorizados pelas mulheres. Mulheres sensíveis são valorizadas pelo mercado de trabalho. Pais sensíveis escutam os seus filhos mesmo no silêncio. A autora busca orientar profissionais, educadores e pais, além da própria pessoa, a lidar com essa característica. 

*PAS - Pessoas Altamente Sensíveis 



quarta-feira, 20 de abril de 2016

PESQUISADORES DOS EUA INDICA QUE A LEITURA PODE GERAR EMPATIA NA VIDA REAL




Ler torna as pessoas mais gentis! 


Ler torna as pessoas mais legais. Isso pode até parecer história para convencer adolescente a criar o hábito da leitura, mas não é nada disso. Pesquisadores da Universidade de Washington e Lee, nos Estados Unidos, fizeram um teste para chegar a essa conclusão: chamaram alguns voluntários para ler uma história curtinha e, depois, fizeram algumas perguntas simples para avaliar o quanto cada um tinha curtido o que leu.

Em seguida, derrubaram propositalmente um monte de canetas no chão. Já consegue imaginar qual foi o resultado? Isso mesmo. Quando mais envolvidas com as narrativas as pessoas tinham ficado, maiores eram as chances de elas se levantarem para recolher as canetas.

O estudo chegou à conclusão de que quando lemos algo que realmente nos toca de alguma forma, acabamos criando empatia pelas personagens da história. E aí, quanto maior a empatia por elas, mais propenso nós ficamos a ajudar as pessoas na vida real. Então, aquela história que você lê para o seu filho antes de dormir é muito mais do que um carinho de boa noite. É uma forma eficaz e lúdica de ajudá-lo a ser uma pessoa melhor.